quarta-feira, 26 de junho de 2019

Os três grandes cânions de Minas Gerais

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As redes sociais vem permitindo descobertas antes desconhecidas. Compartilhamento de imagens vem mostrando belezas de cidades brasileiras, paisagens que sequer eram conhecidas do brasileiro. É o caso de Minas Gerais. Aos poucos o Brasil vem descobrindo que além da culinária, das cidades históricas e do queijo, Minas Gerais tem belezas naturais espetaculares. E como tem! Rico em biodiversidade e riquezas naturais diversas espalhadas por todas as regiões mineiras, o Estado que vem atraindo cada vez mais os olhares de todos do Brasil, não só pela história mas também pelas belezas naturais. Em recente pesquisa Datafolha, Minas Gerais foi eleita o melhor destino de turismo no Brasil. São tantas belezas, tantas cachoeiras, tantos campos, que é impossível descrever tudo numa só matéria. Por isso, apresento a vocês os nosso cânions. Sim, em Minas existem cânions, vários. Os três principais, você conhece aqui.

Primeiro vamos entender o que são cânions. (na foto acima, com direitos reservados à Douglas Arouca, os Cânions de Furnas) Cânions são vales profundos com fendas abertas na terra, podendo se estender por quilômetros. É uma ação da natureza, sem interferência do homem. Essa ação não se dá de um dia para outro podendo ser provocadas por terremotos e principalmente pela ação erosiva dos rios. Essas fendas são formadas em milhões de anos, não surgem de repente. Em Minas Gerais não existe terremotos hoje, pelo em grande escala, capaz de abrir fendas na terra e sim, grande quantidade de rios que ao longo de milhões de anos e dependendo da força do curso d´água, entalharam as rochas em seu percurso, originando os enormes paredões.Acredita-se que esses dois fenômenos, terremoto e força do curso d´água, abriram as fendas, milhões de anos atrás. O relevo montanhoso de nosso Estado contribuiu também para o surgimento dessas fendas e ainda a grande quantidade de rios que nascem e passam por Minas Gerais. 
São várias fendas abertas na terra mineira, formando cânions espetaculares. Listamos os três mais conhecidos.
01 - Cânions de Furnas


 É uma das mais belas paisagens brasileiras. (fotografia acima com direitos reservados a Douglas Arouca) Popularmente chamado de "Cânions de Capitólio", cidade da região Oeste de Minas a 280 km de Belo Horizonte, as margens da MG 050, entre os km 312 e 313. Na verdade os cânions ficam no município de São José da Barra, mas todos falam Cânions de Capitólio, por serem cidades vizinhas. Essas fendas abertas pela natureza há milhões de anos são espetaculares. Quando ocorreu a inundação das terras da região para receber as águas de Represa de Furnas, que formam o maior espelho d’água do mundo. São mais de de 1 mil km2 e quatro vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, uma nova atividade surgiu em Capitólio e região: O turismo. As águas de Furnas se juntaram às águas dos rios da região, adentraram nas fendas abertas pela natureza formando umas das mais belas paisagens de Minas Gerais transformando Capitólio, que teve boa parte de suas terras produtivas debaixo d´água, numa das mais belas estâncias turísticas do Brasil. É a mais considerada a mais bela de toda as 34 cidades banhadas pelos Lago de Furnas. Carinhosamente chamada de "Rainha dos Lagos". (foto abaixo com direitos reservados a Douglas Arouca)

As formações rochosas, antes desconhecidas, passaram a chamar atenção de todo mundo. A mistura das águas limpas, na cor verde esmeralda, a beleza da natureza e dos imensos paredões com cerca de 20 metros de altura, impressionam. A pessoa se sente pequena diante das imensas fendas abertas na terra. Os turistas podem contemplar essas belezas com passeios de barcos e escunas pelos caminhos dos cânions, cuja profundidade é de 30 metros em média.
02 - Cânion das Bandeirinhas
Uma dos mais belos santuários ecológicos de Minas Gerais, a Serra do Cipó, a 96 km de Belo Horizonte, abriga uma rica flora e fauna, vários cursos d´águas, cachoeiras, trilhas e mirantes espetaculares. Entre essas belezas está o Cânion das Bandeirinhas (na foto acima do Barbosa), uma formação rochosa, com 4 km de fenda aberta pela natureza ao longo de milhões de anos, formando enormes paredões com 80 metros de altura. Do enorme maciço rochoso escorrem geladas águas cristalinas, formando cachoeiras e piscinas naturais perfeitas para banhos. 
03 - Cânion do Funil
A 61 km de Diamantina e 298 km distante de Belo Horizonte, na divisa com os municípios de Datas, Serro e Conceição do Mato Dentro, no Alto Jequitinhonha, está o Presidente Kubistichek. Com 119 metros de altitude, o pequeno município, com cerca de 5 mil habitantes, é riquíssimo em belezas naturais principalmente serras e cachoeiras paradisíacas. 
Em destaque está o Cânion do Funil (na foto acima, de autoria de Leandro Durães, a saída do cânion), distante apenas 12 km do município.  Com paredões ultrapassando os 30 metros de altura, atrai os amantes de esportes de aventura. Cortado por um riacho, de águas limpa, refrescante, belas paisagens do Cerrado Mineiro com uma fauna e flora riquíssima e protegida, o Cânion do Funil é um dos maiores atrativos da região do Centro Norte Mineiro e Jequitinhonha. É tão lindo que já foi cenário para gravações de minissérie e dois longas metragens. Conhecer o Cânion do Funil é um passeio único e inesquecível. Caminhar entre seus paredões imensos é uma emoção indescritível!(na foto abaixo, de autoria de Leandro Durães, o Cânion do Funil)
O local recebe visitas mas não é chegar e entrando não. Tem regras e tem que agendar visita com antecedência. Onde está o Cânion do Funil é uma área particular, muito bem cuidada e bem preservada. É proibida a pesca e a caça de animais. Para visitar o Cânion, tem que entrar em contato com os proprietários e agendar o passeio. O e-mail para contato e demais informações é caniondofunil@gmail.com (Por Arnaldo Silva)

Um comentário:
Faça também comentários
  1. Na verdade os cânions ficam nas terras do município de São José da Barra,

    Isto está errado os canions ficam de fato no município de capitólio
    São José da Barra fica na margem direita do rio Grande

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