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sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Bolo de fubá um-dois-três

(Por Arnaldo Silva) Bolo de fubá com apenas 3 ingredientes e barato. Além de fácil e rápido de fazer, nessa receita, a tradicional quitanda mineira não leva fermento, leite, manteiga e nem trigo, portanto, não contém glúten e nem lactose. É um bolo saboroso, bem macio e muito fofinho.
Ingredientes
. 1 copo (requeijão) de fubá mimoso
. 1 copo (requeijão) de açúcar
. 5 ovos
Modo de preparo
- Separe as gemas das claras
- Coloque as gemas em uma vasilha, acrescente 3 colheres de fubá e misture bem com uma colher, em seguida, mais um pouco de fubá, mexendo bem até que esteja bem dissolvido e assim segue, até terminar todo o fubá, sempre colocando aos poucos e mexendo (Se colocar todo o fubá de uma vez o bolo irá virar uma paçoca, por isso que tem que ir despejando o fubá aos poucos e mexendo)
- Quando estiver na metade do fubá, coloque uma colher de sopa de água e continue mexendo e acrescentando o fubá.
- Vá acrescentando o fubá e uma colherada de água até acabar o fubá, mexendo e amassando sempre, com uma colher. (usará mais ou menos uma 8 colheres de sopa de água)
- Mexa até ficar uma massa lisa e seca, mas não muito dura. Reserve
- Na batedeira, ata as claras de ovos em neve, desligue, acrescente todo o açúcar e bata mais um pouco
- Despeje a metade da clara batida e mexa com uma colher até ficar bem homogênea.
- Feito isso, acrescente em seguida todo o restante da clara e mexa novamente, até ficar homogênea e a massa lisa e na cor amarela
- Unte uma fôrma redonda com furo no meio com óleo e fubá e despeje toda a massa na forma.
- Leve para assar em forno preaquecido a 180°C e deixe assando por 45 minutos ou até que fique dourado.
- Espere esfriar um pouco, desenforme e sirva, acompanhado de café.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Bolo caseiro de nata

(Por Arnaldo Silva) Nata é aquela camada gordurosa que se forma na superfície do leite cru. Também chamada de creme de leite, a nata é usada para fazer manteiga e também para dar mais sabor e textura a bolos, rosquinhas e biscoitos.
          Presente constante nas mesas mineiras, o bolo de nata é um bolo de origem portuguesa e se popularizou em Minas Gerais e no Brasil ainda nos tempos do Brasil Colônia. (fotografia acima e abaixo da Luciana Albano de Ibiá MG)
          Além de ser bem fácil de fazer, seu cheiro e sabor são inigualáveis, ainda mais acompanhada de um bom café fresquinho.

Veja a receita do bolo de nata:
INGREDIENTES

. 1 xícara (chá) de nata em temperatura ambiente
. 2 xícaras (chá) de leite integral
. 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
. 1 xícara (chá) de amido de milho
. 2 xícaras (chá) de açúcar
. 4 ovos
. 1 colher (sopa) de fermento em pó químico
MODO DE PREPARO:
- Separe as claras das gemas, batendo em seguida na batedeira, as claras, até ficarem em neve
- Acrescente as gemas, o leite, o açúcar, a nata e bata até ficar um creme bem homogêneo
- Reduza velocidade da batedeira e vá colocando aos poucos e intercalados, a farinha de trigo e o amido de milho
- Deixe batendo até todos os ingredientes estarem bem misturados
- Desligue, acrescente o fermento e misture com uma colher
- Unte uma fôrma redonda, com furo no meio com manteiga e farinha de trigo e despeje toda a massa
- Leve para assar em forno preaquecido a 180°C por cerca de 35 minutos. Faça o teste do palito até que saia limpo.
- Por fim, só retirar do forno e servir.

Cocada mineira cremosa no coco

(Por Arnaldo Silva) Doce de origem africana, introduzido no Brasil pelas escravas que preparavam o doce para seus senhores, durante o período colonial. Tem como ingredientes base o coco, o leite, o açúcar ou a rapadura.
          É tão bom que caiu no gosto dos brasileiros, de norte a sul, se tornando um dos doces mais populares do Brasil e também de Minas Gerais. No estado mineiro, especificamente na Serra da Canastra, o tradicional doce é cremoso e servido na casca do próprio coco, da mesma forma que no século XVIII, quando o doce começou a ser introduzido no Brasil, como na foto acima da Vianez Lazzari. Pode ser meio coco ou o coco inteiro. Veja a receita:
Ingredientes
. 500 gramas de coco ralado
. 1 lata de leite condensado
. A mesma medida de leite integral
. A mesma medida da lata de açúcar
. Canela em pau e cravos-da-índia a gosto
Modo de fazer
- Coloque o leite e o leite condensado em uma panela e misture bem.
- Em seguida acrescente o açúcar e deixe no fogo, mexendo sempre, até estarem bem dissolvidos, homogêneos e o caldo mais escuro
- Acrescente agora o coco ralado com os cravos e canela em pau e mexa por cerca de 3 a 5 minutos minutos
- Se ficar muito cremosa, acrescente mais coco, a seu gosto
- Por fim, despeje o doce numa travessa
- Espere esfriar um pouco, coloque o doce na casca do coco ou em copos de vidro e sirva. Use uma colher para servir

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

O Taboão de Bom Jardim de Minas

(Por Arnaldo Silva) Taboão de Minas ou simplesmente Tabuão é distrito de Bom Jardim de Minas, município localizado entre a Zona da Mata e Sul de Minas, a 295 km da capital Belo Horizonte. Faz divisa com Passa Vinte e Andrelândia, no Sul de Minas e Santa Rita de Jacutinga, Rio Preto e Lima Duarte, na Zona da Mata.
          Bom Jardim de Minas, juntamente com Bias Fortes, Ibertioga, Pedro Teixeira Santa Rita de Ibitipoca, Santa Rita de Jacutinga e Santana do Garambéu, faz parte do Circuito Turístico Serras de Ibitipoca. (foto acima do Márcio Lucinda - Guia de Turismo no Ibitipoca, vista parcial do Taboão)
Bom Jardim de Minas
           Bom Jardim de Minas é uma cidade charmosa, pacata e dotada de belezas naturais espetaculares. Conta com cerca de 6. 500 habitantes.
          Tem origens no final do século XVIII. Seu crescimento foi lento, desde seus primórdios de povoação, até se tornar freguesia, vila, distrito e cidade emancipada em 17 de dezembro de 1938, passando a se chamar Bom Jardim de Minas. Seu nome anterior era Senhor Bom Jesus do Bom Jardim. Seu nome tem origem na Fazenda Bom Jardim, que contava com um belo jardim no entorno da sede. (na foto acima de Fabrício Cândido, trem de carga passando por Bom Jardim de Minas)
          A cidade está localizada às margens do Rio Grande e Serra da Mantiqueira. É uma região de clima ameno, relevo montanhoso e de altitude, com elevação de 1119 metros, acima do nível do mar.
          Além disso, formações rochosas variadas são comuns no município, com destaque para granitos, micaxisto, migmatito, arenito, arcózio, argila e conglomerados, com vários tipos de minerais como quartzito, ganisse, mica, caulim, ferro e feldspato.
          Cidade simples, bem organizada, um casario colonial, simples, bem cuidado e charmoso, praças e igrejas atraentes, conta com uma boa estrutura urbana e boa qualidade de vida, conta com um pequeno mas variado comércio e tem na agricultura e pecuária, a base de sua economia. (fotografia acima e abaixo de Alexandra Dias)
          Bom Jardim de Minas preserva suas tradições culturais, folclóricas e religiosas como a Semana Santa, a Festa de Maio, em honra a Nossa Senhora da Conceição e São Benedito, a Festa de Agosto em honra a Bom Jesus de Matosinhos, além da riqueza de seu artesanato e das festividades de aniversário da cidade, em dezembro.
          Outro destaque de Bom Jardim de Minas e do Taboão é sua rica gastronomia, em destaque claro, os pratos da cozinha mineira como o arroz com feijão-mineiro, a feijoada mineira e o tradicional frango com quiabo, angu e torresmo, prato especial da cidade, além claro, de nossas tradicionais quitandas e queijos, já que Bom Jardim de Minas tem tradição queijeira secular, com técnicas artesanais na arte de fazer queijos, preservadas de geração em geração.
O Taboão de Minas
          Bom Jardim de Minas se destaca na região no ecoturismo, bem como seu principal distrito, Taboão de Minas, que conta com cerca de 800 habitantes. O distrito tem origens no século XIX, tendo sido elevado a distrito em 19 de julho de 1872 com o nome de São Sebastião. Passou a se chamar Taboão a partir 7 de setembro de 1923. Era subordinado a Andrelândia, passando a pertencer a Bom Jardim de Minas, logo após a emancipação do município, em 1938, passando a ser Taboão de Minas. (fotografia acima de Rildo Silveira)
          O Taboão é um cantinho de Minas apaixonante, difícil conhecer e não se apaixonar à primeira vista. Uma vila típica de Minas Gerais com praça, matriz (na foto acima do Rildo Silveira), arquitetura colonial singela e seu povo muito simples, simpático, hospitaleiro e que preserva seus costumes, suas tradições familiares, gastronômicas e religiosas desde sua origem.
          A pitoresca Vila (acima na foto do Rildo Silveira) guarda tesouros naturais de tirar o fôlego já que está em região de altitude, formada por serras, ribeirões como o Imbutaia e do Taboão, córregos como o do Taboão, das Três Barradas, da Serra da Bandeira, do Goiabal, do Ataque, do Milho Branco, dentre outros córregos e ribeirões diversos, além de nascentes como a nascente do Rio do Peixe, um dos maiores da região.
           Com tantos ribeirões e nascentes, encontra-se no Taboão diversas cachoeiras, como a Cachoeira das Crianças (na foto acima do Rildo Silveira), Cachoeira do Presépio e a Cachoeira do Remanso. As águas dessas cachoeiras despencam em pequenas quedas d´água e formam poços de águas limpas e cristalinas. No Taboão pode se contemplar ainda, além de matas nativas, fauna e flora variada, um imenso paredão com um grande poço margeado por uma praia de areia. Lugar próprio para tomar sol e se banhar nas águas do poço.
          Essas belezas naturais citadas estão em maior parte presentes no Parque Municipal do Taboão (na foto acima do Rildo Silveira), um dos lugares mais procurados por amantes da natureza em Minas Gerais. Além disso, o local é bem sinalizado e com boa estrutura para receber turistas, além de contar com áreas de camping e banheiros.
          Bom Jardim de Minas e o distrito de Taboão de Minas são lugares cênicos e paradisíacos, bem típico de Minas Gerais. Vale a pena conhecê-los.

sábado, 17 de dezembro de 2022

Rosquinha de nata e queijo

INGREDIENTES
. 250 gramas de nata natural
. 1 ovo
. 1 xícara (chá de açúcar
. 1 xícara (chá) de polvilho doce
. 1 xícara (chá) de queijo Minas meia cura ralado
. Farinha de trigo até o ponto de enrolar
. 1 colher (sopa) de fermento em pó
. 1 pitada de sal
MODO DE PREPARO
- Em uma vasilha, coloque o açúcar, a nata e o ovo e bata no liquidificador ou batedeira até virar um creme..
- Em seguida, acrescente o queijo e o fermento. Misture.
- Acrescente o polvilho e misture bem.
- Vá despejando a farinha de trigo aos poucos até todos os ingredientes estarem homogeneizados e a massa lisa, desgrudando das mãos.
- Pegue um punhado da massa, enrole e faça as rosquinhas em formato de trança, como as das fotos.
- Coloque as rosquinhas numa fôrma. (não precisa untar) e leve para assar em forno pré-aquecido a 180°C até que comecem a dourar.
- Se preferir, pode pulverizar coco ralado ou açúcar refinado nas rosquinhas.
- Sirva com um bom café!
Fotografias de Luciana Albano de Ibiá MG

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

O principal ingrediente dos queijos mineiros

(Por Arnaldo Silva) Por toda Minas Gerais encontrará queijos especiais e tradicionais em regiões onde a iguaria está presente desde o século XVIII, como Serra da Canastra e Serro. São queijos com sabores inigualáveis.
          A forma de fazer queijo artesanal é uma só e os ingredientes também. Para se fazer queijo usa-se leite cru, soro, coalho e pingo. Para preparar o queijo você tem que transformar o queijo em massa, prensar, salgar e deixar maturar. Todo queijeiro sabe disso e mesmo quem entende pouco da arte de fazer queijo, sabe que o modo artesanal de fazer queijo é esse e não tem outro.
          Alguns queijos podem até ter algum detalhe a mais, como corantes naturais ou resinas. Alguns podem ser mais picantes ou menos picantes, maturados naturalmente, na fumaça, no vinho ou no azeite. Outros podem até conter ervas ou especiarias, mas a forma artesanal de fazer o queijo, pouco muda, é a mesma. (na foto acima, o Queijo D´Alagoa de Alagoa MG, do produtor Osvaldo Filho)
          Leite cru, coalho, pingo e sal, são os ingredientes base para fazer queijos em qualquer lugar, só que em Minas Gerais tem um ingrediente a mais e encontrado apenas em Minas Gerais. Esse ingrediente especial chama-se Minas Gerais.
          Sim, Minas Gerais. É esse ingrediente especial que faz do queijo mineiro o melhor do Brasil e um dos melhores do mundo. Minas Gerais é a mistura perfeita à receita milenar de se fazer queijo.
          Por ser montanhoso, o estado mineiro é privilegiado pelo clima das montanhas, pela qualidade das terras e pastagens, pela quantidade e qualidade da água, além de sua altitude.
          Evidentemente que temos regiões brasileiras com ótimas pastagens, água de qualidade, clima bom, serras e montanhas, mas por ser o estado de maior altitude do Brasil, a influência da altitude no clima, água, qualidade das terras, pastagens e na produção de alimentos, principalmente nos queijos, é clara e evidente em Minas Gerais.
          Isso porque, esses fatores favorecem o surgimento de fungos, ácaros e bactérias lácteas diferentes e não encontradas em outras regiões brasileiras e do mundo. São esses microrganismos vivos os responsáveis pela cor, sabor, textura, personalidade e características de um queijo. Sem esses pequenos seres, queijo não existiria, pelo menos da forma que é.
O mundo vivo nos queijos
          Nas queijarias proliferam as bactérias lácteas. Quanto mais esses seres se multiplicam no mundo dos queijos, mais saboroso e completo se torna um queijo.
          Por isso as diferenças na cor, textura, sabor, características e definições dos queijos. São as bactérias lácteas as responsáveis por tudo isso. Minas é um estado privilegiado por ter uma flora bacteriana tão distinta, de qualidade, diferenciada e única. (na foto acima queijos de longa maturação (90 a 180 dias) feitos pelo Mestre Roberto Soares de São Roque de Minas. Quanto mais tempo maturando, mais a ação dos fungos e bactérias, ficam evidentes)
          Por exemplo, se o melhor queijeiro do Serro ou da Canastra, for fazer queijos em outros estados brasileiros ou outro país do mundo, da mesma forma que faz em sua região de origem, o queijo nunca será igual. A não ser que ele leve toda a flora bacteriana junto, o que é impossível.
          
Nos queijos, esses organismos vivos atuam no leite, aumentando e acentuando suas ações, durante o tempo de maturação. Quanto mais maturado é o queijo, mais as bactérias agem, mais o queijo ganha sabor, textura, aroma, características e identidade própria.
          Esse mundo dentro dos queijos é fascinante e difícil de conhecer por inteiro, já que são centenas de milhares de bactérias e fungos diferentes, espalhadas por todas as regiões do mundo. Tudo isso torna a missão de conhecer um a um desse pequeno mundo vivo, quase que impossível.
          Até porque, as bactérias e fungos presentes nos queijos, em sua maioria, não são as mesmas, nem tem presença constante na região de origem, podendo haver alterações na flora bacteriana regional, de acordo com o clima, umidade, altitude e mudanças de estações.
          A diferença é que em Minas, esses microrganismos são especiais. São bactérias lácteas formadas no ouro, no diamante, no aço, no uai, no trem e no coração do povo mineiro. As bactérias lácteas presentes no queijo mineiro, falam tanto uai quanto nós. Nossos queijos têm o DNA do mineiro. Por isso é uma das maiores identidades da gastronomia mineira.
Um estado com características regionais
          Minas Gerais é um estado de dimensões geográficas enormes, além de sua vegetação ser formada por 57% de Cerrado, 47% do bioma Mata Atlântica, 1% do bioma Caatinga e 2% de biomas de transição. Isso faz com que, no caso dos queijos, a flora bacteriana não seja as mesmas nas 12 regiões geográficas mineiras. Por isso os vários tipos de Queijos Minas Artesanal presentes no Estado.
          Queijo Minas Artesanal não é o tradicional Queijo Minas Frescal ou o Queijo Padrão, que todos conhecem. Todo queijo feito em Minas Gerais, de modo tradicional e artesanal, é queijo Minas. São mais de 50 tipos de queijos diferentes atualmente em Minas. O Frescal e o Padrão são apenas dois desses mais de 50 tipos de queijos feitos no Estado. Em comum em todos esses tipos de queijos, os mesmos ingredientes e o modo de preparo, mas todos, com sabores, cor e texturas diferentes, devido as diferentes floras bacterianas presentes nas diferentes regiões mineiras. (na foto acima da Elvira Nascimento, queijos frescos do Mercado Central de BH)
          Do queijo saem parte do sabor de Minas, dos pratos e quitandas, mais que isso, o sustento das famílias, ou a única fonte de renda, até.
          Nos séculos XVIII, XIX e XIX, a maioria do povo brasileiro vivia na zona rural. Comiam do que plantavam. A única forma de terem dinheiro, era com a produção e venda dos queijos na cidade.
          Com o dinheiro da venda dos queijos, compravam o que não produziam como sal, lamparina, querosene, ferramentas, sapatos, sementes, etc. E assim a vida seguia, com o queijo alimentando não só o corpo, mas a alma e sonhos do povo mineiro, enriquecendo e dando sabor aos nossos pratos.
          Queijo é para o mineiro, desde o século XVIII, ouro valioso que alimentava e sustentava suas famílias e até os dias de hoje, o queijo alimenta, sustenta, além de ser fonte de renda de milhares de famílias mineiras.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Doce de leite em barra

INGREDIENTES
. 5 litros de leite integral
. 2 quilos de açúcar
. 1 uma pitada de bicarbonato de sódio para evitar que o leite talhe durante o processo de fervura
MODO DE PREPARO
- Despeje tacho e o leite, o açúcar e a pitada de bicarbonato e vá mexendo sempre até ele engrossar. 
- Leva entre 45 a 60 minutos no fogo.
- Quando começar a engrossar e ficar dourado, mexa com mais rapidez.
- Quando ao mexer o fundo do estiver limpo, desligue e comece a bater o doce com uma colher de pau, de preferência.
- Despeje o doce sobre um tabuleiro untado com manteiga, espalhe bem, nivele com uma colher e espere esfriar.
- Por fim, corte em pedaços quadrados e sirva à vontade!
Fotografias da Luciana Albano Pimenta de Ibiá MG

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Bolo Caçarola mineiro

INGREDIENTES
. 2 xícaras  (chá) de farinha de trigo + ou -
. 250 ml de leite
. 1/2 xícara de coco ralado
. 1/2 xícara (chá) de queijo Minas meia cura ralado
. 1 xícara (chá) de açúcar
. 3 ovos
. 60 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
. 1 colher (sopa) de fermento em pó químico
MODO DE PREPARO
- Coloque no liquidificador o leite, a manteiga, o açúcar, os ovos e bata, acrescentando aos poucos a farinha de trigo até ficar um creme liso, homogêneo e denso.
- Desligue, acrescente o fermento, o queijo e o coco ralado e mexa com uma colher. 
- Unte uma fôrma com manteiga e farinha de trigo e despeje toda a massa.
- Leve para assar em forno preaquecido a 180 graus por mais ou menos 1 hora ou até que fique dourado.
          Por fim, só servir acompanhado de um bom cafezinho mineiro.
Fotografias de Fernando Campanella em Pouso Alegre MG

Chico Balanceado

Receita típica da culinária brasileira. É chamado também por merengue de banana, gato de botas e manezinho araujo.
INGREDIENTES
. 6 bananas nanicas maduras
. 1 lata de leite condensado
. A mesma medida de leite integral
. 1 colher (sopa) de amido de milho
. 3 ovos (separe as gemas da claras)
. 6 colheres (sopa) de açúcar
Ingredientes para o suspiro
. 4 claras
. 12 colheres (sopa) de açúcar
. Canela a gosto
Ingredientes para o caramelo
.2 xícaras e açúcar e meio copo d´água
MODO DE PREPARO
Preparando o caramelo: Dissolva em uma panela as 2 xícaras com a água até virar um caramelo. Espalhe em uma forma e reserve.
Preparando o suspiro: Em uma batedeira, bata as claras até ficar em ponto de neve, acrescentando aos poucos o açúcar. Bata bem até ficar um creme denso.
- Com uma colher de café, coloque em um prato colheradas de suspiros, em forma de bolinhas e espalhe canela. Reserve.
Preparando o doce:
- Em uma panela, coloque o leite condensado, as gemas peneiradas e o amido de milho e deixe no fogo, mexendo sem parar, até ferver. Desligue e espere esfriar.
- Descasque e pique as bananas em pedaços diagonais de 1 cm de espessura.
- Na fôrma onde colocou o caramelo, espalhe as bananas.
- Despeje sobre as bananas o creme batido fervido.
- Bata as claras em neve com as 6 colheres de açúcar e espalhe sobre o creme que despejou na fôrma.
- Leve ao forno preaquecido a 180 graus e deixe por alguns minutos, até dourar.
- Desligue, espalhe por cima o suspiro com canela e leve à geladeira e deixe por algumas horas até gelar.
- Por fim, só servir.
Fotografias de Fernando Campanella de Pouso Alegre MG

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Biscoito assado de polvilho

Uma deliciosa quitanda mineira para o café ou lanche.
INGREDIENTES
. 1 quilo de polvilho azedo
. 2 copos (americano) de leite integral
. 2 copos (americano) de água
. 2 copos (americano) de óleo
. 3 ovos
. 2 colheres (sopa) de sal
MODO DE PREPARO
- Em uma vasilha, coloque todo o polvilho e o sal e misture.
- Aqueça o leite e o óleo juntos e acrescente à mistura.
- Coloque os ovos inteiros e vá despejando a água aos poucos até obter uma mistura firme e cremosa.
- Faça os moldes em forma de anel e coloque um a um, numa fôrma untada com manteiga.
- Leve ao forno preaquecido a 180ºC e deixe assando por 25 a 30 minutos.
Fotografias de Luciana Albano de Ibiá MG      

Rosca doce caseira mineira

Nessa rosca se usa doce de leite no lugar do açúcar e banana como opção. Usar doce de leite em roscas era uma prática muito comum no século XIX, nas fazendas da região de Caeté MG. Hoje usam açúcar ou leite condensado. O doce de leite dará uma coloração mais forte à rosca, bem como um sabor mais acentuado.
INGREDIENTES
. 350 gramas de doce de leite
. 1 1/2 quilo de farinha de trigo + ou -
. 4 ovos caipira
. 3 copos de leite integral morno
. 3 colheres (sopa) de manteiga em temperatura ambiente
. 2 colheres (sopa) de fermento químico
. 2 colheres (sopa) de óleo
. 2 bananas caturra, cortadas em tiras
MODO DE PREPARO
- Bata no liquidificador o doce de leite, os ovos, o leite e a manteiga até adquirir um creme liso e consistente.
- Coloque a metade da farinha de trigo numa gamela e vá despejando aos poucos toda a mistura batida no liquidificador, mexendo com uma colher.
- Em seguida, vá colocando o restante da farinha.
- Quando ficar firme, comece a sovar com as mãos, até que a massa esteja esteja bem firme, homogênea e desgrudando das mãos.
- Cubra a massa com um pano e deixe descansando por 1 hora.
- Após o descanso, coloque a massa sobre uma bancada e passe um rolo de macarrão.
FAZENDO OS MOLDES
- Unte duas fôrmas redondas com óleo e enfarinhe. Reserve
- Divida a massa em tiras, enrole com as mãos.
- Faça pequenos moldes em formato de bolas, com as mãos
- Coloque os moldes das roscas na fôrma amasse e coloque na fôrma lado a lado.
- Cubra as fôrmas e deixe descansando por mais 1 hora.
- Coloque em uma das fôrmas as tiras de banana sobre as roscas. Na outra, sem as bananas. 
- Após esse tempo, leve ao forno preaquecido a 200 graus e deixe assando por 30 minutos, ou até que fiquem douradas.
- Tanto a rosca com as bananas e sem, são ótimas, vai pelo gosto e opção pela rosca com banana ou não. 
- Retire do forno, espalhe açúcar e sirva com café.
Fotografias da Marluce Ferreira de Ipatinga MG

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Cidade Histórica se torna Patrimônio Híbrido de Minas

(Por Arnaldo Silva) A pequena Santana dos Montes, com apenas 3,8 mil habitantes atualmente, conquistou um título inédito em 2022. É a primeira cidade mineira reconhecida como Patrimônio Híbrido pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (CONEP) e Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha/MG. Uma vitória de seus moradores e o reconhecimento do valor material e imaterial de uma das mais importantes cidades históricas mineiras que há anos reivindicava esse reconhecimento.
          A cidade histórica, com origens no século XVIII, é repleta de fazendas centenárias como a Fazenda da Posse e Fazenda Fonte Limpa, um rico centro histórico colonial, igrejas seculares como a Matriz, datada de 1740, paisagens nativas de Cerrado e Mata Atlântica, além de ser tradicional na culinária, na produção de vinhos e cervejas artesanais. (na foto acima do César Reis o casario colonial de Santana dos Montes e abaixo, do Barbosa, a Matriz de Santana)
           Conduzido pelo Iepha/MG, o processo de estudo, preparação e análise do dossiê formulado ao longo de 2 anos, foi realizado pela entidade, em pareceria com o poder público municipal, que reivindicava esse reconhecimento há 14 anos, empresários do setor hoteleiros e a comunidade local, que puderam opinar sobre os locais, ruas, festividades e bens materiais de relevância para a comunidade a serem tombados, portanto, protegidos.
          O tombamento híbrido, pioneiro em Minas Gerais, engloba os bens materiais presentes no núcleo histórico de Santana dos Montes e seus símbolos religiosos, folclóricos e afetivos imateriais e culturais como atividades artísticas.
          Em destaque para as Linguagens, Saberes e Expressões Musicais da Viola, as manifestações populares, expressadas na Folia de Reis e Congadas e o trajeto do cortejo dos cortes, além do símbolo maior desse bem imaterial da cidade, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, de grande relevância para a história do município. (na foto acima do Barbosa, interior de uma fazenda centenária em Santana dos Montes)
          
Com o tombamento, os bens materiais e imateriais passam a ter proteção do Instituto Estadual do Patrimônio Artístico de Minas Gerais (Iepha), preservando em sua essência, sua arquitetura e tradições seculares.
          A cidade faz divisa com Conselheiro Lafaiete, Itaverava, Rio espera, Lamim, Capela Nova, Caranaiba e Cristiano Otoni, está a 120 km de Belo Horizonte, na Região Central Mineira.
          É dotada de boa estrutura urbana, rede hoteleira e gastronômica muito bem avaliadas, pousadas lindíssimas em antigas e centenárias fazendas, com arquitetura e mobiliário de época, boa rede de prestação de serviços e um pequeno e variado comércio. Além disso, a cidade é bem cuidada e tranquila. Seu povo pacato, simples e bastante hospitaleiros. (fotografia acima do Barbosa em pousada da cidade)
Benefícios do tombamento híbrido
          Além da proteção e preservação das tradições e história colonial da cidade, o tombamento trará significativas melhoras na economia do município, principalmente na área de turismo, além de trazer maior desenvolvimento urbano e rural com novos investimentos no comércio, ampliação do setor de prestação de serviços, aumento ou surgimento de pousadas, hotéis e restaurantes, etc. Isso movimentará a economia local, trazendo maior desenvolvimento e melhora da qualidade de vida de seus habitantes da área urbana e rural. (foto acima e abaixo de Sônia Fraga)
          Além disso, com o reconhecimento estadual, aumentará a pontuação de Santana dos Montes no ICMS Cultural, além do município estar a partir de agora, apto a captar mais recursos estaduais e federais, a serem investidos na preservação patrimonial da cidade e atividades culturais.

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Doce de banana em pedaços

INGREDIENTES
. 7 a 10 bananas caturra bem maduras
. 1 xícara (chá) de açúcar
. Suco de 1 limão
. 2 colheres (sopa) de chocolate em pó 50%
. 1 envelope de gelatina sem sabor, dissolvido conforme a embalagem
. Açúcar para salpicar
MODO DE PREPARO
- Descasque e pique as bananas em rodelas bem finas.- Em uma panela, coloque o açúcar, o suco do limão e o chocolate, misture bem e deixe no fogo até derreter todo o açúcar.
- Acrescente agora as bananas e mexa bem até que as bananas comecem a se soltar do fundo. Tampe e deixe no fogo por alguns minutos e desligue.
- Acrescente a gelatina dissolvida e mexa bastante.
- Unte uma fôrma com manteiga, despeje todo o doce, espere esfriar e leve à geladeira e deixe de um dia para outro.
- No dia seguinte, retire da geladeira, espalhe o açúcar por cima e com uma faca, corte o doce em formato quadrado.
- Se preferir, espalhe mais um pouco de açúcar no doce já cortado.
Fotografia e receita fornecidas pela Luciana Albano de Ibiá MG

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

A história da mártir e beata Isabel Cristina

(Por Arnaldo Silva) A Beata Isabel Cristina Mrad Campos é filha de José Mendes Campos e Helena Mrad Campos. Nascida em Barbacena, Campo das Vertentes, a 172 km de Belo Horizonte, em 29 de julho de 1962, faleceu em Juiz de Fora MG em 1° de setembro de 1982, aos 20 anos de idade.
          Desde 2001, a leiga católica tem o título de Serva de Deus, ano que a Arquidiocese de Mariana MG, deu início seu processo de beatificação, junto ao Vaticano. Em 2009 seus restos mortais foram exumados e levados para o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Barbacena MG. (Mosaico de fotos do José Roberto de Paula, feito pelo Rogério Salgado, com a Capela, a foto tratada de Isabel Cristina, o quadro e imagem oficial da beata)
          Nesse mesmo ano, no dia do aniversário de sua morte, a fase arquidiocesana de seu processo de beatificação foi concluído e encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano. Inclusive, no documento da Arquidiocese, consta todo processo de martírio da Isabel Cristina, sofrido nas mãos de seu algoz.
          Em 27 de outubro de 2020 o Papa Francisco deu parecer positivo, autorizando a promulgação do decreto de reconhecimento oficial das virtudes heroicas de Isabel Cristina in defensum castitatis (em defesa da castidade)
          40 anos após seu martírio, a cerimônia de promulgação da data de beatificação de Isabel Cristina foi autorizada pelo Papa Francisco. Isabel Cristina foi beatificada no dia 10 de dezembro de 2022, em Barbacena MG, sua terra natal. Em casos de martírios, a Santa Sé dispensa a comprovação de um milagre.
          Na beatificação, realizado no Parque de Exposições Senador Bias Fortes, o Papa Francisco foi representado pelo cardeal emérito da de Aparecida/SP, dom Raymundo Damasceno Assis. (fotografia acima de abaixo de @vertentesdasgeraisbq)
          Durante a beatificação, dom Raymundo leu a Carta Apostólica, com a inscrição de Isabel Cristina, entre os beatos, feita pelo Papa Francisco.
Isabel Cristina Mrad Campos
 
          A beata Isabel era uma jovem de estilo de vida normal. Estudava, brincava com as amigas, namorava, passeava, uma típica vida de moça de família do interior mineiro. Era católica e muito religiosa, como sua família. Participava ativamente dos movimentos da Igreja, como por exemplo, os organizados pela Sociedade São Vicente de Paulo. (na fotografia acima do José Roberto de Paula, a imagem da Beata Isabel, em seu antigo túmulo, no Santuário da Piedade. Imagem tratada pelo Rogério Salgado)
          Sonhando em ser médica pediatra, com o objetivo de ajudar crianças carentes, Isabel Cristina mudou-se para Juiz de Fora, na Zona da Mata, a 96 km de Barbacena, para preparar-se para o vestibular de medicina, no início dos anos 1980.
          No dia no dia 1° de setembro de 1982, morando em Juiz de Fora a apenas um mês, requisitou os serviços de Maurílio Almeida Oliveira, para montar os móveis no apartamento que morava com o irmão, Paulo Roberto Mrad Campos, no centro de Juiz de Fora.
Aproveitando da situação de estar sozinho com a moça no apartamento, tentou violentá-la. A jovem resistiu até a morte, lutando contra seu agressor com todas as forças.
          
Diante da resistência da jovem e sem conseguir consumar o ato, agrediu-a com uma cadeira na cabeça, em seguida amarrou, amordaçou e rasgou suas roupas. Mesmo assim, Isabel resistia como podia, sendo por fim atingida com 15 facadas, sendo duas facadas na região vaginal, morrendo de forma violenta, cruel, brutal e impiedosa, em 1° de setembro de 1982, aos 20 anos de idade. Seu algoz foi preso e condenado a 19 anos de prisão. Morreu em 2004.
A imagem oficial da Beata Isabel Cristina
          Isabel Cristina morreu virgem e nesse dia, usava um terço em forma de anel em um de seus dedos. Leiga, fervorosa e dedicada a sua fé, Isabel Cristina deixou um ensinamento importante para as gerações futuras: " é preciso resistir ao mal, custe o que custar". Ela resistiu na defesa de seus valores e de sua fé e isso lhe custou sua vida. (na foto acima e abaixo de @@vertentesdasgeraisbq , a imagem e o quadro oficial da Beata Isabel Cristina)
          No dia de sua beatificação, foi apresentado pela Igreja Católica, o quadro oficial com a imagem de Isabel Cristina
          A imagem oficial da beata, que poderá adornar altares de igrejas e residências, apresenta Isabel Cristina em vestido branco, segurando lírios e palmas com a mão direita, com sua mão esquerda sobre seu peito, evidenciando em seu dedo anelar, o anel-terço. Ao fundo da imagem da mártir, um jardim com 15 rosas brancas representando os 15 golpes de faca que recebeu e as flores tradicionais de Barbacena MG, sua terra natal, cidade conhecida nacionalmente como a Cidade das Rosas.
          Segundo monsenhor Danival Milagres, pároco da paróquia de Nossa Senhora da Piedade “O modo como defendeu sua dignidade motivada pelos valores da sua fé marca a importância deste momento”. Para o monsenhor, a beata Isabel Cristina era "uma jovem de fé e cultivava amor a Maria".
Santificada pelo povo
          A morte violenta de Isabel Cristina chocou e comoveu a toda sociedade mineira na época. Sua história de vida, martírio e sofrimento começou a atrair, muitos fiéis ao seu túmulo em Barbacena MG. (na fotografia acima de @vertentesdasgeraisbq, a missa com as relíquias da Beata Isabel Cristina na Capela dos Sagrados Corações de Jesus e Maria em Barbacena MG)
          
À Isabel Cristina começaram a ser atribuídas graças e milagres através de sua intercessão, o que atraiu e atraí até os dias de hoje, fiéis e devotos ao santuário, onde estavam os restos mortais da beata, para pedir graças e também agradecer as graças alcançadas. A Igreja Católica está confeccionando relíquias feitas com pedaços da roupa de Isabel que serão distribuídas às paróquias e aos fiéis que já conta com hino e oração oficial. 
          Além disso, Isabel seus restos mortais foram transladados para a capela dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Nessa capela, que fica nas proximidades do Santuário de N. S. da Piedade, está agora o túmulo com seus restos mortais. (na foto acima e abaixo do @vertentesdasgeraisbq, a cerimônia de translado dos restos mortais da Beata Isabel Cristina do Santuário da Piedade para a Capela dos Sagrados Corações de Jesus e Maria).
          Além disso, o local contará com um memorial com o acervo de vida da beata, com documentos e fotos, doados por sua família, como podemos ver nas fotos abaixo do José Roberto de Paula, com mosaico feito pelo Rogério Salgado.
          Após a cerimônia de beatificação, seus restos mortais, que estavam em túmulo no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, foram levados pelos fiéis em procissão até a capela dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, onde seu túmulo e restos mortais ficarão. A capela fica no entorno do santuário, na foto abaixo do @vertentesdasgeraisbq.
A Santificação
Após a beatificação, o próximo passo será a canonização, o que a tornará santa. Embora a beatificação seja o último passo para a santificação, trata-se de um processo longo, necessitando da comprovação de um milagre obtido através de intercessão de Isabel e confirmado pela Igreja Católica, após rigorosos estudos religiosos e científicos.
          Com a beatificação da mártir Isabel Cristina, Minas Gerais passa a ter 4 beatos: Padre Eustáquio, Nhá Chica e Padre Victor são beatificados pela Santa Sé. A santificação é feita através de reconhecimento e comprovação pela Santa Sé de um milagre obtido por intercessão do beato. Somente após da comprovação de um milagre, pela Igreja Católica, que o beato é reconhecido como santo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Receita de biscoito de café

(Por Arnaldo Silva) Receita para relembrar os tempos da casa de Vó e das vendinhas pitorescas das pequenas cidades do nosso interior. Biscoito de café tem sabor de saudade e cheiro de casa de roça. É o nosso tradicional cafezinho em forma de biscoito, com o cheiro e o sabor do café coado no coador de pano, no fogão a lenha. Veja a receita:
Ingredientes:
. 2 colheres (sopa) bem cheia de café solúvel extra forte
. 2 colheres (sopa) de água morna.
. 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
. 2 colheres (sopa) de cacau em pó
. 200 gramas de manteiga em temperatura ambiente
. 2 gemas de ovo
. 1 xícara (chá) de açúcar
Modo de preparo
- Coloque em uma vasilha o açúcar e a manteiga e misture até formar um creme homogêneo.
- Misture em uma xícara o café solúvel com a água e despeje na vasilha, misturando com o creme formado com a manteiga e o açúcar.
- Em seguida, acrescente o cacau em pó, a gema de ovo e a farinha de trigo aos poucos, misturando com as mãos, até formar uma massa firme e lisa, desgrudando das mãos.
- Agora, vamos modelar os biscoitos, pegando um punhado de massa com as mãos, enrolando, formando uma bolinha. Achate essa bolinha e com uma faca, faça um corte na parte superior. Com isso os biscoitos lembrarão um grão de café.
- Unte uma fôrma com manteiga e leve ao fogo preaquecido a 180°C e deixe assando por 20 minutos apenas.
- Por fim, desligue, espere esfriar e sirva.
          Quando está assando, sentirá o gostoso cheiro do café pela cozinha. O que sobrar, guarde em sacos plásticos ou potes. Dura em média um mês.
Fotografias do Judson Nani em Barão de Cocais MG

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