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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Pedra Sabão: nosso mais valioso artesanato

(Por Arnaldo Silva) Pedra Sabão é nome popular. Tem esse nome porque a pedra ao ser tocada dá a sensação de ser oleosa e lisa como o sabão em barra que conhecemos. Seu nome real mesmo é Esteatito. É uma rocha metamórfica e compacta, composta basicamente de talco, contendo ainda minerais como magnesita, clorita, tremolita e quartzo. É encontrada na natureza nas cores que vão do cinza ao verde. 
Encontrada em abundância em Minas Gerais, principalmente na Região de Ouro Preto, a pedra sabão, está presente no calçamento de ruas, na arte sacra de nossas igrejas barrocas, em monumentos, esculturas, dando mais sabor à nossa cozinha, em forma de panelas e no artesanato. (na foto acima de Arnaldo Silva artesanato na Feira do Coimbra em Ouro Preto MG e abaixo, panela em pedra sabão feita em Santa Rita de Ouro Preto MG).
Por conter grandes quantidades de talco em sua constituição, é uma pedra fácil de ser trabalhada, por isso a facilidade dos artistas em criar peças artesanais com a pedra sabão. Além disso, é uma pedra resistente ao frio extremo, abaixo de 0 grau e até mesmo acima de 1000 graus Celsius. (abaixo a pedra sabão em estado bruto, fotografada por Arnaldo Silva em Santa Rita de Ouro Preto)
Graças a suas propriedades minerais é praticamente impenetrável, muito resistente e não é afetada por substâncias ácidas ou alcalinas. Por isso as panelas em pedra sabão são usadas na cozinha mineira e sempre foram usadas na arte barroca, justamente por sua resistência e durabilidade. Passam-se séculos, vem chuva, sol, frio, calor e lá estão as obras em pedra sabão expostas nas portadas das igrejas, museus, ruas, monumentos em praças, chafarizes, relógios de sol, etc., praticamente intactas. 
Exemplo disso são os 12 profetas esculpidos em pedra sabão pelo Mestre Aleijadinho exposto no adro do Santuário do Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas MG, esculpidos no século 18 (na foto acima de Wilson Paulo Braz) e dezenas de obras em pedra sabão que ornamentam várias Igrejas de Minas Gerais como na portada da Igreja do Carmo em Ouro Preto MG, na foto abaixo de Arnaldo Silva. 
Outro exemplo é a estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Construída entre 1926 a 1931, tem 30 metros de altura e foi toda revestida em pedra sabão. A 709 metros de altitude, a estátua está exposta as todas as condições atmosféricas, sem sofrer danos causados pela ação do tempo. 
Em Ouro Preto a pedra sabão é a base para o artesanato local, uma das identidades de Minas Gerais. Os artesãos locais ainda fazem esculturas em pedra sabão, como há séculos eram feitas, mas também criam artesanatos variados com a pedra. (na foto acima, escultura em pedra sabão de Santa Rita, em Santa Rita de Ouro Preto MG e abaixo, panela em pedra sabão na cozinha mineira em Tiradentes, fotografada pelo Chico do Vale) O artesanato feito em pedra sabão são finos, muito bem trabalhados, feitos pelas mãos talentosas do nossos artesãos. Uma arte que vem há séculos predominando em Minas, sendo uma de nossas identidades. 
Da pedra sabão são feitos estátuas, vasos, potes, filtros, pratos, canecas, bandejas, tabuleiros de xadrez, porta joias, etc. É uma infinidade de obras de arte, além-claro, das panelas em pedra sabão, usadas há mais de 300 anos e uma das preferidas do mineiro em sua cozinha. 

domingo, 25 de setembro de 2016

A Capital Mundial das Pedras Preciosas

Uma das mais importantes cidades de Minas Gerais, Capital Mundial das Pedras Preciosas, Teófilo Otoni, é mais que uma bela cidade, é a preciosidade de Minas Gerais. Distante 450 km de Belo Horizonte,  com acesso pela BR-381 e BR-116, a cidade está no  Vale do Mucuri, região muito rica em pedras preciosas que você vai conhecer na reportagem e nas fotos do Sérgio Mourão, que ilustram a edição. 
Teófilo Otoni se destaca no Brasil e no mundo pelas suas pedras preciosas, sendo atualmente o maior lapidário do Brasil, com mais de 3 mil oficinas dedicadas à atividade.  A cidade tem atualmente cerca de 145 mil habitantes, que vivem agropecuária, da agroindústria, indústrias ligadas ao setor alimentício, extração e transformação de minerais e pedras preciosas, contando ainda com um comércio variado, com lojas diversas, padarias, supermercados, vários segmentos de prestação de serviços, etc. 
          Foram os bandeirantes os primeiros a chegarem à região no final do século XVII e no século XVIII, adentrando em nosso sertão em busca de ouro, esmeraldas e diamantes, mas não chegaram a formar núcleos populacionais, cabendo essa iniciativa Theophilo Benedicto Ottoni, que chegou à região em 1847, liderando a “Companhia de Comércio e Navegação do Mucuri", fundando um povoado as margens do rio Todos os Santos, em 7 de setembro de 1853, tornando-se vila em. Foi o pioneiro, formando um núcleo populacional que cresceu com a exploração de pedras preciosas, tendo sido reconhecido como município em 7 de setembro de 1853, levando o nome de seu fundador a partir de 9 de novembro de 1878, quando foi elevada a vila, hoje uma cidade próspera, rica e de grande importância econômica, histórica e cultural para Minas Gerais.
          A existência de pedras preciosas no município de Teófilo Otoni atraiu muita gente, principalmente no final do século XIX e início do século XX, inclusive, grande número de imigrantes, como alemães, por exemplo. Todos que foram para o município, deram suas contribuições para o seu  desenvolvimento e crescimento, fazendo da cidade hoje uma das mais importantes cidades do Brasil, conhecida no mundo inteiro pela beleza e qualidade de suas pedras.
           Todos os anos, milhares de pessoas vem do Brasil e de vários países do mundo, conhecer e participar da Feira Internacional de Pedras Preciosas, um dos mais importantes eventos internacionais do gênero.
          Além dessa famosa festa, a cidade realiza a Festa da Descendência Alemã, o Festival de Teatro de Teófilo Otoni, além de contar com belos e charmosos casarões, pela cidade como sua arquitetura que vão do estilo colonial,  eclético, neogótico ao neo-românico, além de vários monumentos como a Praça Germânica, construída em homenagem à imigração alemã na cidade, além de belezas naturais características do Vale do Mucuri.
          A cidade conta com uma ótima infraestrutura urbana, ampla rede hoteleira, com hotéis e pousadas dos mais simples, aos mais requintados, bem como uma ótima rede gastronômica, com restaurantes tradicionais, simples ou requintados, mas servindo a comida típica de Minas Gerais. (Por Arnaldo Silva, com todas as fotos da edição de autoria de Sérgio Mourão)

sábado, 17 de setembro de 2016

Conheça o conjunto arquitetônico da Pampulha

(Por Arnaldo Silva) Um dos mais belos cartões postais de Belo Horizonte e de Minas Gerais, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, foi construído entre 1942 e 1944, encomendado pelo então prefeito da capital, Juscelino Kubitschek, ao arquiteto Oscar Niemeyer, considerada uma das obras de maior expressão do grande arquiteto brasileiro. (fotografia abaixo de Vinícius Barnabé/@viniciusbarnabe)
          À época, a região norte da capital não era muito desenvolvida e na visão de Juscelino, era importante a cidade crescer para essa região, tendo como centro uma área conhecida próxima ao ribeirão Pampulha. Idealizou um projeto audacioso que oferecesse à região uma estrutura de lazer, cultura, esporte, artes e religiosidade, com cassino, igreja, casa de baile, clube social e hotel. Assim, Oscar Niemeyer projetou o complexo em torno de uma lagoa criada no governo do prefeito Otacílio Negrão de Lima em 1936. A lagoa foi formada com o represamento do ribeirão Pampulha com o objetivo de amenizar os efeitos das enchentes na região e melhorar o abastecimento de água da capital. Em 1943, a lagoa foi concluída, já no governo de Juscelino, passando a se chamar, Lagoa da Pampulha. 

          Em 16 de maio de 1943,  o complexo arquitetônico, projetado por Niemeyer, com exceção do hotel, foi inaugurado com a presença do presidente da República, Getúlio Vargas, do governador do Estado, Benedito Valadares e da população belo-horizontina.  Assim, surgiu o Complexo da Lagoa da Pampulha, hoje um das regiões mais nobres da capital mineira. 
            Um dos destaques do projeto é a Igreja de São Francisco de Assis, totalmente diferente para os padrões de igrejas da época, singela, simples e delicada, se destaca no cenário criado por Niemeyer, sendo hoje uma das igrejas mais visitadas da capital mineira. (fotografia acima de Elvira Nascimento)          
          Com a proibição dos cassinos no Brasil em 1946, o cassino construído no complexo da Pampulha foi fechado e em 1957, transformado em Museu de Arte Moderna, contando hoje com um acervo de 1600 obras com mostras da Arte Contemporânea brasileira e suas variadas tendências. (foto acima de Arnaldo Silva)
          Com o fechamento do Cassino, a Casa do Baile com seu espaçoso salão com 255 m², acabou sendo fechada em 1948, funcionando hoje no local o Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e do Design, ligado a Secretaria de Cultura de Belo Horizonte. (foto acima de Lucas Vieira)
          Projetado em forma de um barco que se lança nas águas da Pampulha, com jardins de Burle Marx, o Iate Golfe Clube (na foto acima do Thelmo Lins), construído em 1942, é um dos patrimônios da capital mineira tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e de grande importância arquitetônica e cultural da Pampulha. 
          Em 1965 era inaugurado o estádio Magalhães Pinto, o Mineirão e na década de 1980, o ginásio do Mineirinho. (fotografia acima de Marley Mello), valorizando ainda mais a região, formando um dos mais completos complexos paisagísticos e arquitetônicos do Brasil, reunindo em numa só área, cultura, religião, esportes, lazer, museu, história, turismo, além de uma completa e sofisticada rede hoteleira e gastronômica.
Em 2013, a prefeitura de Belo Horizonte apresenta à UNESCO, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha como candidato ao título de Patrimônio Mundial da Humanidade. (foto acima de Arnaldo Silva) A partir desse registro, todo o complexo passou por amplas reformas. Em 17 de julho de 2016, em Istambul, na Turquia, o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, foi anunciado e reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), como Patrimônio Cultural da Humanidade. 

sábado, 10 de setembro de 2016

Cachoeira da Fumaça em Nova Ponte

Em Nova Ponte, no Triângulo Mineiro, está a A Cachoeira do Rio Claro, popularmente chamada de Cachoeira da Fumaça. É uma das mais radicais cachoeiras de Minas Gerais com 43 metros de queda, sendo considerada a cachoeira de maior vazão de águas na região do Triângulo Mineiro. Por isso mesmo é muito procuradas pelos apaixonados por esportes radicais. 
A força de suas águas são impressionantes! É o paraíso para os amantes de esportes radicais com o rapel, porque consideram a Cachoeira da Fumaça uma das melhores em Minas para esse tipo de  prática esportiva.  
É ainda considerada uma das mais belas cachoeiras de Minas Gerais, com uma vasta natureza de mata nativa de Cerrado em seu redor.
Descer os cânions é emocionante, seja em rapel,  ou em cabo aéreo, tipo uma tirolesa, com cabos de aço. 
Como chegar:
Saindo de Uberaba, siga as placas indicativas para  Nova Ponte. Quando estiver no trevo entre Uberlândia, Nova Ponte e Araxá, vire à esquerda sentido Uberlândia, siga por mais 11 km, até uma ponte que fica próxima da entrada do camping do Rio Claro. Para chegar até a cachoeira, você conseguirá informações no camping  ou caso queira informações sobre o local os telefones são: (34) 4101-0891 / (34) 9145-1265.
As fotos que ilustram a matéria são de autoria de Eudes Silva, um do apaixonadas pela cachoeira e praticante de esportes radicais na região. 

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