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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Os impressionantes Cânions de Furnas

Trinta e quatro cidades das regiões Oeste, Sul e Sudoeste de Minas Gerais são banhados pelo imenso Lago de Furnas, a maior extensão de águas de Minas Gerais e um dos maiores lagos artificiais do mundo com 5,4 mil de km2, o que equivale à metade do litoral brasileiro. (fotografia acima de autoria de Douglas Arouca) Por isso que o Lago de Furnas é conhecido como “Mar de Minas". Construída na década de 1960, a represa mudou a vida e história das cidades que tiveram suas terras inundadas. Em alguns casos, quase que cidades inteiras foram submersas pelas águas, sendo reconstruídas em outras áreas, como as cidades de Guapé e Capitólio (na foto abaixo de Deocleciano Mundim).  
Quando o nível da represa abaixa, as torres da antiga igreja matriz de Capitólio, que foi submersa, aparecem. Embora boa parte das terras férteis da região esteja debaixo d´água, a represa criou novas oportunidades de crescimento paras os municípios, favorecidos pelo turismo que desde a criação do Lago, vem crescendo ano a ano. Para muitas cidades banhadas pelo Lago de Furnas, o turismo é a maior fonte de renda. (foto abaixo de Marcelo Santos)
Quando chegam as férias ou algum feriado prolongado, o que vem a mente é uma viagem a algum lugar paradisíaco, com toda infraestrutura necessária, com excelente gastronomia e hospedagem, além de paisagens de tirar o fôlego. Tem um lugar assim e não é em outro país. É no Brasil, em Minas Gerais.
Esse lugar é Capitólio, município banhado pelas águas do Lago de Furnas. Fica na região Oeste de Minas, a 288 km de Belo Horizonte e 450 km de São Paulo, via Rodovia dos Bandeirantes ou 480 km, via BR 050. (foto acima de autoria de Douglas Arouca)
Suas paisagens são espetaculares, atraindo todos os dias, centenas de turistas à região. (fotografia acima de Douglas Arouca)
Além da beleza do Lago de Furnas, cachoeiras, nascentes e lagoas de águas limpas e cristalinas, as trilhas são outros atrativos da região. A gastronomia local é outro atrativo imperdível oferecendo pratos típicos, principalmente os preparados com peixes de água doce.(foto acima de Marcelo Legramandi) A cidade oferece ótimas opções de passeios de barcos, chalanas, lanchas, além de possuírem excelentes hotéis e pousadas. O visitante tem à sua disposição diversos atrativos e opções, desde esportes radicais, a práticas meditativas em meio a uma vasta natureza. É só escolher.
Os Cânions 
Capitólio é carinhosamente chamada de “Rainha dos Lagos” de Minas. A beleza que as águas de Furnas proporcionaram à paisagem local é impressionante. Destaque para os cânions, em São José da Barra, município que faz divisa com Capitólio, de onde saem as lanchas e escunas levando turistas para o local. As enormes fendas na rocha foram esculpidas pela natureza há milhões de anos, graças, principalmente pela ação da força erosiva dos rios. A beleza da arte da natureza levou milhões de anos e hoje podemos desfrutar dessas maravilhas naturais. As águas de Furnas deram mais beleza aos cânions. A profundidade da água é de 30 metros. Os paredões tem altura em torno de 20 metros e proporcionam belezas impressionantes, com cascatas que forma poços de águas cristalinas, além de praias com areia branquíssima. Em torno dos cânions, paisagens de matas nativas são atrativos excepcionais. (foto abaixo de Marcelo Legramandi)
É indescritível a emoção e alegria de estar entre as fendas dos cânions, podendo contemplar e vivenciar tanta beleza natural. É uma energia, uma paz, uma alegria na alma que é difícil de explicar. (Por Arnaldo Silva)

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Os espetáculos naturais do Vale do Peruaçu

(Por Arnaldo Silva) O Vale do Peruaçu é uma unidade de conservação com 56.448,32 hectares, criado em 1999 com o objetivo de proteger uma dos maiores tesouros naturais do mundo. Está localizado a aproximadamente 45 km do município de Januária e 15 km de Itacarambi, na região norte de de Minas. (foto acima de Eduardo Gomes, estalactites)
          Formado há milhões de anos, quando o Norte de Minas, Noroeste do Estado e parte da Região Central Mineira, estavam submersos por águas de um mar, é considerado um dos mais tesouros naturais do mundo. A ação da natureza privilegiou Minas Gerais com um com um vale formado por imensos paredões, matas nativas, fauna variada e 140 cavernas impressionantes.  A que mais impressiona é a Gruta do Janelão com 4,7 quilômetros de extensão e altura de 100 metros. No Janelão se encontra o maior estalactite do mundo atualmente, com 28 metros de comprimento. 
          Por todo o Vale do Peruaçu existem mais de 80 sítios arqueológicos e pinturas rupestres em paredões, com destaque para o "Santuário", um paredão com mais de 3 mil desenhos rústicos, com aproximadamente 12 mil anos. (fotografia acima de Tom Alves/tomalves.com.br)
         Por sua importância natural para não só para o Brasil, mas para o mundo, o Vale do Peruaçu é um dos candidatos a Patrimônio Natural da Humanidade e visa a obtenção dessa certificação pela Unesco.
          Todo o entorno do Vale é rodeado por uma exuberante vegetação nativa abrigando uma diversidade enorme de nossa fauna como cachorro-vinagre, tamanduá, veado, anta, onça-pintada, diversas espécies de pássaros e outros animais. (foto acima de Eduardo Gomes, mostra as pinturas rupestres nos paredões do Vale) 
VISITAÇÃO PÚBLICA
          Além das pinturas rupestres, no Vale tem mais atrativos como a Trilha do Rezar, Lapa Bonita, Lapa do Rezar e a Dolina dos Macacos. (na fotografia acima de Manoel Freitas)  Esse tesouro natural é aberto à visitação pública e com entrada gratuita. Mas pessoas ou grupos só podem circular por dentro do Vale acompanhadas por um guia especializado e autorizado pela administração. 
          Para fazer esse serviço de acompanhamento, o guia cobra um valor por pessoa ou por grupo de pessoas. O preço varia de acordo com as trilhas a serem percorridas.  Quem quiser visitar o Vale do Peruaçu, terá que agendar a visita entrando em contato com o ICMBio em Januária, pelo telefone (38) 3623-1038, ou pelo e-mail cavernas.peruacu@icmbio.gov.br (fotografia acima de Eduardo Gomes)
          As cidades de Januária e Itacarambi (na foto acima, de Manoel Freitas, pôr do sol no Rio São Francisco visto de Itacarambi), tem ótima estrutura para receber os visitantes, com pousadas e hotéis muito bons que oferecem um atendimento personalizado, já que tem apoio do Sebrae que ministra cursos de capacitação para donos e guias, com o objetivo de facilitar o atendimento dos turistas. 

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Azeites mineiros são premiados em concurso mundial

(Por Arnaldo Silva) Minas é a terra do café, do queijo, do doce, da cachaça e há duas década, vem se destacando na produção de cervejas artesanais, sendo considerada a "Bélgica das Cervejas Artesanais no Brasil" pela qualidade de suas cervejas, cuja inspiração vem das cervejas belgas. Um outro produto também vem crescendo e elevando o nome de Minas Gerais no Brasil e em todo o mundo. Os azeites.
Na foto acima de autoria de Erasmo Pereira, cedida pela Ascon da Epamig de Maria da Fé, mostra alguns azeites mineiros da Mantiqueira.
     Os primeiros olivais começaram a ser plantados em Minas na década de 30 e 40, na cidade de Maria da Fé, no Sul de Minas, pelo engenheiro agrônomo Washington Viglioni que deu início a pesquisas sobre o cultivo do fruto na região. A partir da década de 70, as pesquisas sobre o cultivo de oliveiras foi assumido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Ao longos anos, chegou-se a variedades que se adaptaram ao solo mineiro e seu plantio difundido a partir 2008. Desde essa época o Estado vem colhendo os frutos dessa iniciativa. Os azeites mineiros vem sendo a cada ano reconhecidos e premiados no mundo todo por sua qualidade, sendo comparado aos famosos azeites europeus.
     Prova disso foi o resultado do recente concurso Mundial de Azeite, realizado na cidade americana de Nova York em maio de 2019. O NYIOOC World Olive Oil Competition, considerado a "Copa do Mundo" dos azeites. Pela importância internacional e credibilidade, é o maior e mais importante concurso de avaliação de qualidade de azeites em todo o mundo. O resultado desse concurso é mais que um guia, é uma referência oficial da qualidade do azeite. Os azeites premiados tem o reconhecimento mundial. Quem ganha medalha nesse concurso em Nova York, pode dizer com certeza que seu azeite está entre os melhores do mundo. (foto abaixo de Erasmo Pereira/Ascon/Epamig de Maria da Fé MG)
     E mineiro faz e faz bem feito. Minas Gerais não ficou de fora. Dois azeites mineiros foram premiados com a medalha de ouro na New York Olive Oil Compettion. Para escolher os melhores azeites, os jurados observam por exemplo as variedades dos frutos, o frescor, o aroma,o amargor, a picância, a acidez, o frutado, dentro outros quesitos. Foram avaliados azeites de 26 países, de todos os continentes e dos tipos Blend ,no inglês ou Assemblage, no francês  que é um tipo de azeite elaborado com diferentes variedades de olivas ou Monovariental, que é o azeite elaborado com apenas uma variedade de oliva. 
     Os azeites brasileiros levaram 8 medalhas de ouro, duas de prato, um Best in Class e 11 medalhas de bronze.Dois azeites mineiros foram premiados com a medalha de ouro.
     Os azeites mineiros premiados com medalha de ouro foram:
Azeite Reserva Mantiva, produzido na Fazenda das Rosas, em Consolação (na foto ao lado/Extraída fa fanpage Reserva Casa nativa/Divulgação) e o azeite Irarema, produzido na fazenda de mesmo nome, em Poços de Caldas. As duas cidades são do Sul de Minas.
     Essas medalhas significam muito para Minas, que a cada ano vem conquistando respeito nacional e internacional, por seus produtos de qualidade, com reconhecimento internacional.
     O plantio de olivais em Minas, como dito acima, foi incrementado mesmo a partir de 2008. De lá pra cá a produção e qualidade cresceu muito, competindo de igual para igual com os tradicionais olivais do Sul do pais, que foram os pioneiros na produção de azeites no Brasil. A tendência é a produção crescer mais, bem como melhorando mais ainda a qualidade e competitividade dos azeites mineiros nos mercados nacionais e internacionais.
     Parabéns a Epamig que pesquisa, investe e incentiva o plantio de olivais em Minas Gerais e outras culturas.
     A lista completa dos azeites medalhistas de todo o mundo está no link oficial do concurso https://bestoliveoils.com/search à disposição de todos. Basta selecionar o link e colar. 

Um paraíso chamado Lapinha da Serra

O pacato vilarejo Lapinha da Serra está aos pés do Pico da Lapinha a 1687 metros de altitude. Os antigos moradores chamam o local de Lapinha de Belém.  Tem cerca de 300 moradores que vivem da subsistência, agricultura e turismo  O distrito que faz parte do Parque Nacional da Serra do Cipó, pertence a Santana do Riacho, cidade distante 143 km de Belo Horizonte, logo depois de Lagoa Santa MG. De Santana do Riacho à Lapinha da Serra são 12 km apenas. (foto acima de Marcelo Santos)
Lapinha da Serra (na foto acima do Barbosa, casas do vilarejo) é um dos maiores encantos de Minas Gerais por suas paisagens espetaculares, lagos, rios, grutas, cachoeiras, sítios arqueológicos e trilhas. A região da Serra do Cipó tem o privilégio de ter paisagens de Cerrado e de Mata Atlântica. Além disso, Santana de Riacho e a região são produtoras de vinho e preservam o sabor autêntico da culinária mineira o que torna o passeio mais gostoso, principalmente para quem busca momentos a dois, em meio a natureza exuberante, sem o barulho e agitação da cidade grande.
O que fazer em Lapinha da Serra?
 Na foto acima a Represa da Lapinha - Represa da Usina Coronel Américo Teixeira,m dos destaque do distrito pela sua beleza.( fotografia de Tom Alves/tomalves.com.br) A represa é formada por dois lagos, separados por duas montanhas e que por fim, se unem em um canal. O primeiro lago margeia casas do distritos, com fácil acesso. A distância da praça central do distrito para o lago é de 5 minutos a pé. O segundo lago fica mais distante, em direção ao Capão Grosso, um local com poucas construções, com natureza preservada. Os visitantes fazem questão de subir até o Pico do Cruzeiro, de onde se vê toda a represa da Lapinha. 
Os visitantes podem nadar, usar barco à remo ou caiaque e praticar pesca esportiva (foto acima de Arnaldo Quintão). Mas não podem acampar fora das áreas destinadas a camping, nem usar barco a motor. Também não se permite fazer fazer churrasco nas margens da represa. 
Visitar cachoeiras
A natureza em redor do vilarejo é espetacular. São várias cachoeiras que encantam os visitantes. As mais visitadas são: Cachoeira do Paraíso, Cachoeira do Rapel (na foto ao lado de Marcelo Santos), Cachoeira Poço da Pedra, Cachoeira da Conversa, Poço do Boqueirão, Pocinho Verde.
Cachoeira Bicame
É uma das mais belas cachoeiras da Serra do Cipó e uma das mais visitadas por quem vai ao vilarejo. Sua queda é formada pelo Rio de Pedras. Fica a 16 km de Lapinha da Serra mas por estar localizada numa RPPN (Reserva Natural do Patrimônio Natural) a visitação é limitada a 30 pessoas por dia, nem é permitido entrar com animais domésticos. O acesso entre a portaria e a cachoeira é feito à pé ou de bicicleta. (Cachoeira Bicame na foto abaixo de Leandro Durães)
Pinturas Rupestres
Os povos da nossa pré-história deixaram suas marcas e formas de se expressar ainda conservadas e preservadas. Os primeiros artistas da humanidade desenhavam nas rochas usando óleo de sementes e frutos misturados aos pigmentos naturais das próprias rochas e sangue de animais.Desenhavam animais, mulheres grávidas ou dando a luz e outros desenhos, de forma bem rústica. São pinturas rupestres, presentes em Lapinha da Serra. Tem cerca de 7 mil anos.
Além de curtir e vivenciar a natureza da Lapinha, bem como experimentar a culinária mineira no vilarejo, o visitante não pode deixar de conhecer essas pinturas rupestres (foto acima do site  Prefeitura Municipal/Divulgação). É de uma beleza e importância histórica sem igual. Para chegar até as pinturas, tem que atravessar a lagoa de canoa. Cobra-se pelo trajeto e visita ao local cuja visitação depende da situação climática no dia.
A Lapinha da Serra te receberá te braços abertos, mas lembre-se: respeite a natureza. Não destrua, não danifique, apenas desfrute desse paraíso. Não deixe sujeira por onde passar, leve uma sacolinha em seus pertences e guarde seu lixo na sacolinha, leve-o de volta com você e descarte-o na primeira lixeira que encontrar. Não deixe seu lixo nas matas, nem nos rios e nem nas trilhas. Depois de você, virão outras pessoas para desfrutar do lugar. (Por Arnaldo Silva) 
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Mais detalhes e informações sobre Lapinha da Serra com a secretaria de Turismo de Santana do Riacho pelo telefone: (031) 3718-7458 ou por e-mail: setur@santanadoriacho.mg.gov.br

Os três grandes cânions de Minas Gerais

As redes sociais vem permitindo descobertas antes desconhecidas. Compartilhamento de imagens vem mostrando belezas de cidades brasileiras, paisagens que sequer eram conhecidas do brasileiro. É o caso de Minas Gerais. Aos poucos o Brasil vem descobrindo que além da culinária, das cidades históricas e do queijo, Minas Gerais tem belezas naturais espetaculares. E como tem! Rico em biodiversidade e riquezas naturais diversas espalhadas por todas as regiões mineiras, o Estado que vem atraindo cada vez mais os olhares de todos do Brasil, não só pela história mas também pelas belezas naturais. Em recente pesquisa Datafolha, Minas Gerais foi eleita o melhor destino de turismo no Brasil. São tantas belezas, tantas cachoeiras, tantos campos, que é impossível descrever tudo numa só matéria. Por isso, apresento a vocês os nosso cânions. Sim, em Minas existem cânions, vários. Os três principais, você conhece aqui.
Primeiro vamos entender o que são cânions. (na foto acima, com direitos reservados à Douglas Arouca, os Cânions de Furnas) Cânions são vales profundos com fendas abertas na terra, podendo se estender por quilômetros. É uma ação da natureza, sem interferência do homem. Essa ação não se dá de um dia para outro podendo ser provocadas por terremotos e principalmente pela ação erosiva dos rios. Essas fendas são formadas em milhões de anos, não surgem de repente. Em Minas Gerais não existe terremotos hoje, pelo em grande escala, capaz de abrir fendas na terra e sim, grande quantidade de rios que ao longo de milhões de anos e dependendo da força do curso d´água, entalharam as rochas em seu percurso, originando os enormes paredões.Acredita-se que esses dois fenômenos, terremoto e força do curso d´água, abriram as fendas, milhões de anos atrás. O relevo montanhoso de nosso Estado contribuiu também para o surgimento dessas fendas e ainda a grande quantidade de rios que nascem e passam por Minas Gerais. 
São várias fendas abertas na terra mineira, formando cânions espetaculares. Listamos os três mais conhecidos.
01 - Cânions de Furnas


 É uma das mais belas paisagens brasileiras. (fotografia acima com direitos reservados a Douglas Arouca) Popularmente chamado de "Cânions de Capitólio", cidade da região Oeste de Minas a 280 km de Belo Horizonte, as margens da MG 050, entre os km 312 e 313. Na verdade os cânions ficam no município de São José da Barra, mas todos falam Cânions de Capitólio, por serem cidades vizinhas. Essas fendas abertas pela natureza há milhões de anos são espetaculares. Quando ocorreu a inundação das terras da região para receber as águas de Represa de Furnas, que formam o maior espelho d’água do mundo. São mais de de 1 mil km2 e quatro vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, uma nova atividade surgiu em Capitólio e região: O turismo. As águas de Furnas se juntaram às águas dos rios da região, adentraram nas fendas abertas pela natureza formando umas das mais belas paisagens de Minas Gerais transformando Capitólio, que teve boa parte de suas terras produtivas debaixo d´água, numa das mais belas estâncias turísticas do Brasil. É a mais considerada a mais bela de toda as 34 cidades banhadas pelos Lago de Furnas. Carinhosamente chamada de "Rainha dos Lagos". (foto abaixo com direitos reservados a Douglas Arouca)

As formações rochosas, antes desconhecidas, passaram a chamar atenção de todo mundo. A mistura das águas limpas, na cor verde esmeralda, a beleza da natureza e dos imensos paredões com cerca de 20 metros de altura, impressionam. A pessoa se sente pequena diante das imensas fendas abertas na terra. Os turistas podem contemplar essas belezas com passeios de barcos e escunas pelos caminhos dos cânions, cuja profundidade é de 30 metros em média.
02 - Cânion das Bandeirinhas
Uma dos mais belos santuários ecológicos de Minas Gerais, a Serra do Cipó, a 96 km de Belo Horizonte, abriga uma rica flora e fauna, vários cursos d´águas, cachoeiras, trilhas e mirantes espetaculares. Entre essas belezas está o Cânion das Bandeirinhas (na foto acima do Barbosa), uma formação rochosa, com 4 km de fenda aberta pela natureza ao longo de milhões de anos, formando enormes paredões com 80 metros de altura. Do enorme maciço rochoso escorrem geladas águas cristalinas, formando cachoeiras e piscinas naturais perfeitas para banhos. 
03 - Cânion do Funil
A 61 km de Diamantina e 298 km distante de Belo Horizonte, na divisa com os municípios de Datas, Serro e Conceição do Mato Dentro, no Alto Jequitinhonha, está o Presidente Kubistichek. Com 119 metros de altitude, o pequeno município, com cerca de 5 mil habitantes, é riquíssimo em belezas naturais principalmente serras e cachoeiras paradisíacas. 
Em destaque está o Cânion do Funil (na foto acima, de autoria de Leandro Durães, a saída do cânion), distante apenas 12 km do município.  Com paredões ultrapassando os 30 metros de altura, atrai os amantes de esportes de aventura. Cortado por um riacho, de águas limpa, refrescante, belas paisagens do Cerrado Mineiro com uma fauna e flora riquíssima e protegida, o Cânion do Funil é um dos maiores atrativos da região do Centro Norte Mineiro e Jequitinhonha. É tão lindo que já foi cenário para gravações de minissérie e dois longas metragens. Conhecer o Cânion do Funil é um passeio único e inesquecível. Caminhar entre seus paredões imensos é uma emoção indescritível!(na foto abaixo, de autoria de Leandro Durães, o Cânion do Funil)
O local recebe visitas mas não é chegar e entrando não. Tem regras e tem que agendar visita com antecedência. Onde está o Cânion do Funil é uma área particular, muito bem cuidada e bem preservada. É proibida a pesca e a caça de animais. Para visitar o Cânion, tem que entrar em contato com os proprietários e agendar o passeio. O e-mail para contato e demais informações é caniondofunil@gmail.com (Por Arnaldo Silva)

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Minas Gerais é o melhor destino de turismo do Brasil

(Por Arnaldo Silva) Recente pesquisa feita pelo Instituto Datafolha em São Paulo, capital, avaliou as opções de viagem do paulistano em 50 categorias. Segundo dados da pesquisa, para 24% os paulistanos, Minas Gerais é o melhor destino de turismo em 2019, por seu legado histórico preservado e por suas belezas naturais. O destaque na pesquisa foi para Ouro Preto (na foto acima de Wilson Fortunato a Cachoeira da Cascadanta em São Roque de Minas), apontado espontaneamente por 18% dos entrevistados como melhor destino histórico no Brasil. Espontaneamente, 3% dos entrevistados apontaram Tiradentes como seu destino preferido no Brasil. A pesquisa mostra ainda que 6% dos paulistanos preferem Minas Gerais como destino ecológico por suas belezas naturais. Nesse item, Minas Gerais empatou com Bonito (MS). (na foto abaixo, de Arnaldo Silva, a cidade de Ouro Preto)
     O secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Marcelo Matte comemorou bastante o resultado da pesquisa Datafolha. Em declaração ao Jornal O Estado de Minas (24/06/2019), Matte disse que “Minas Gerais já é referência em turismo histórico e agora vem se firmando, também, como importante destino de natureza no Brasil. Além disso, temos uma gastronomia diferenciada, somos um estado bastante seguro, com um povo receptivo e acolhedor. Temos tudo para tornar a experiência do viajante em Minas Gerais cada vez mais prazerosa e temos trabalhado incansavelmente em busca de melhorar os serviços turísticos ofertados no estado, sem perder de vista o cuidado com as nossas riquezas culturais e naturais”. 
Os atrativos históricos de Minas Gerais
     Quem vem à Minas Gerais tem como opções centenas de cidades riquíssimas em história, arquitetura, cultura, folclore e artesanato.
     O Estado guarda quatro Patrimônios da Humanidade. Além de Ouro Preto, o Centro Histórico de Diamantina, o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas e o Complexo da Pampulha em Belo Horizonte. 

     Cidades como Mariana, Sabará, Congonhas, Tiradentes (na foto ao lado de César Reis), Prados e São João Del Rei, guardam relíquias de nossa rica história, bem como um rico artesanato em madeira e pedra sabão e receitas bem guardadas da nossa culinária por três séculos. 
     No Alto Jequitinhonha, temos uma das mais antigas e charmosas cidades históricas de Minas. É a cidade do Serro, onde é produzido um dos melhores queijos do mundo. Uma tradição no Serro são as Festas de Nossa Senhora do Rosário e da Bolerata, na Praça Central do conjunto histórico. Os pitorescos distritos de Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Capivari, dentre outros, fazem parte da cidade Serrana. 
     Pertinho do Serro (na foto acima de Elvira Nascimento) está Diamantina, a cidade musical de Minas, a terra de Chica da Silva, de JK, da Seresta, da Vesperata, da música, do Carnaval popular, da Guarda Romana da Semana Santa, e da Festa do Divino, Patrimônio da Humanidade.
     No Jequitinhonha a atração é Minas Novas (na foto acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas), uma das mais antigas e importantes cidades históricas de Minas Gerais. É na cidade que foi construído em 1821 o primeiro arranha-céu de Minas e do Brasil. Na mesma região tem a cidade Datas, uma charmosa cidade histórica, com um casario colonial preservadíssimo.
     No Norte de Minas tem Grão Mogol, a cidade histórica, com seu casario erguido sobre pedras. Em outro oposto, no Sul do Estado, também com seu casario erguido em pedras, está a mística São Tomé das Letras.
Atrativos naturais de Minas Gerais
     Estado rico em natureza. Tanto as belezas do Cerrado (que ocupa 57% do território mineiro), como a beleza da Mata Atlântica (que ocupa 41% do Estado) e da Caatinga (que ocupa 2% do Estado) oferecem belezas espetaculares. São 94 unidades de conservação ambiental, preservando dois milhões de hectares de natureza nativa nos três biomas presentes em Minas Gerais. 
As belezas naturais de Minas são impressionantes em tudo e o turista vem e faz planos para voltar novamente.
     Entre essas belezas, podemos destacar os Cânions de Furnas, em Capitólio (foto acima de Marcelo Santos) e o Paraíso Perdido, na vizinha São João Batista do Glória, hoje os lugares mais procurados pelos turistas que curtem a natureza.
     Em Conceição do Mato Dentro, no Parque Estadual da Serra do Intendente está a Cachoeira do Tabuleiro (na foto acima de Marcelo Santos), com 273 metros de queda, a maior de Minas e terceira maior do Brasil, é um dos lugares imperdíveis na viagem a Minas Gerais. Na Serra do Espinhaço tem o Parque Estadual do Rio Preto em São Gonçalo do Rio Preto, com belíssimas cachoeiras e paisagens deslumbrantes. Fica perto do Serro MG. 
Belíssimo também é o Parque Estadual do Rio Doce, em Marliéria, no Vale do Aço. Uma reserva intocada de Mata Atlântica no Estado.
     Outro destaque é o Caminho da Luz, uma rota de 195 km que inicia em Tombos passando por fazendas antigas da época do ciclo do café, cachoeiras, paisagens lindas, santuários e terminando em Alto Caparaó MG, onde está o Pico da Bandeira, o terceiro maior do Brasil e o maior de Minas, com 2792 metros de altura. 
     Vale a pena visitar também o Parque do Itatiaia. Muita gente pensa que esse parque fica no Rio de Janeiro. Fica também. Apenas 40% estão em terras fluminenses, os outros 60% do Parque Nacional do Itatiaia estão em Minas Gerais, nos municípios de Bocaina de Minas e Itamonte MG.
     A Serra da Canastra não pode ficar de fora de nenhum roteiro gastronômico e muito ecológico. A região é o berço do Rio São Francisco e do Queijo Canastra, que dispensa comentários. O Parque da Canastra guarda relíquias históricas como construções em pedras, como os currais feitos por escravos e tesouros naturais da nossa fauna e flora. São cachoeiras como a Cascadanta (na foto acima de Wilson Fortunato), paredões como o que deu origem ao nome canastra, serras, paisagens e mirantes impressionantes. Fazem parte do Circuito da Serra da Canastra as cidades de São Roque de Minas, Delfinópolis, Sacramento, Capitólio, São João Batista do Glória e Vargem Bonita.
     E pertinho de Belo Horizonte, a 98 km, está a Serra do Cipó, considerado um dos maiores jardins botânicos do mundo. O Parque da Serra do Cipó guarda centenas de espécies de nossa flora, bem como várias espécies de nossa fauna. O visitante pode desfrutar das belezas do Cânion das Bandeirinhas e das águas limpas e cristalinas da Cachoeira da Farofa, da Cachoeira Grande (na foto acima de Raul Moura) e outras por toda área. Nas redondezas encontra-se povoados charmosos como Queimados, Lapinha da Serra, a Serra do Alves, e São José das Serra, históricos distrito de Itabira e Jaboticatubas, respectivamente, dentre outros.
     Vem pra Minas. Aqui tem história, tem cultura, tem folclore, tem artesanato, tem religiosidade, tem tradição. Somos Minas Gerais com orgulho e recebemos os visitantes com a tradicional hospitalidade mineira. Venham, sejam paulistanos, cariocas, nordestinos, catarinenses, gaúchos, paranaense, goianos, paraenses, amazonenses, venham todos do Brasil. Sejam bem vindos! Por Arnaldo Silva

domingo, 23 de junho de 2019

O primeiro arranha-céu de Minas e do Brasil

Foi construído em 1821, com quatro pavimentos estruturados em madeira e taipa, quatro portas na sua fachada principal, 59 janelas nas laterais, três portas de loja e uma porta principal com acesso aos andares superiores. É uma das mais originais construções do período colonial brasileiro. Uma obra ousada, com arquitetura totalmente incomum para a época. Estamos falando do Sobradão da Vila do Fanado ou simplesmente Sobradão (foto acima de Sérgio Mourão). Foi construído em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, distante 512 km de Belo Horizonte. É o primeiro arranha-céu construído em Minas Gerais e no Brasil, no Brasil Colônia. 
O objetivo exato da construção do edifício ainda gera dúvidas sem uma certeza concreta da finalidade de sua construção. Serviu como Fórum da Comarca regional e ao longo dos anos de sua existência, teve várias utilidades. Em 1856 existia um movimento para transformar a região do Jequitinhonha e parte da Bahia numa Província, no caso, um Estado. Se vingasse, Minas Novas seria a capital do novo Estado e o Sobradão, a sede do Governo. O movimento não foi adiante e ao longo dos anos, o prédio foi usado para diversas finalidades dos órgãos públicos. 
Desde o início de sua inauguração, o Sobradão teve grande importância para a história de Minas Gerais e política da região do Jequitinhonha, Norte, Nordeste de Minas e Sul da Bahia. Essa importância foi reconhecida em 1959, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Uma nova restauração do Sobradão foi iniciada pelo Iphan em 2017. (foto ao lado de Sérgio Mourão) 
Fundado em 1730, o antigo Arraial do Fanado, deu origem à cidade de Minas Novas, uma das mais importantes cidades do período colonial mineiro. Pelas ruas abertas no século 18, podemos ver templos, casarões comerciais, residenciais e oficiais que contam boa parte da história do Estado de Minas, sendo o Sobradão, a maior referência arquitetônica do município.
Naquela época, Minas Novas era o maior município de Minas Gerais em extensão territorial. A partir do século 18 começou seu desmembramento territorial, dando origem a outros 65 mineiros. Para entender a dimensão territorial de Minas Novas no período colonial, veja alguns municípios que surgiram com seu desmembramento: 

Minas Novas hoje tem 32 mil habitantes. Vista parcial, por Sérgio Mourão
Alto Jequitinhonha: Diamantina, Capelinha, Turmalina, Leme do Prado, Carbonita, Angelândia, Aricanduva Médio Jequitinhonha: Chapada do Norte, Berilo (Minas Gerais), Virgem da Lapa, Araçuaí, Itinga, Novo Cruzeiro, Padre Paraíso, Ponto dos Volantes, entre outros.
Baixo Jequitinhonha: Almenara, Bandeira, Divisópolis, Felisburgo, Jacinto, Jequitinhonha, Joaíma, Jordânia, Mata Verde, Monte Formoso, Palmópolis, Rio do Prado, Rubim, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto, Santo Antônio do Jacinto, entre outros.
Jequitinhonha Semi-Árido: Cachoeira de Pajeú, Comercinho, Itaobim, Medina, Pedra Azul, Salinas, Taiobeiras entre outros.
Vale do Mucuri: Teófilo Otoni, Carlos Chagas, Nanuque, Águas Formosas, Machacalis, entre outros.
Por isso que Minas Novas é conhecida como a “Cidade Mãe do Norte Mineiro” 

(Reportagem de Arnaldo Silva - com fotografias de Sérgio Mourão)

sábado, 22 de junho de 2019

8 sugestões de passeios por Capitólio e arredores

Seus cânions, cachoeiras, lagos e rios de águas esverdeadas e transparentes, vêm chamando atenção de turistas de todo o Brasil para Capitólio, uma pequena e charmosa cidade no Oeste Minas com menos de 10 mil habitantes, as margens da MG 050, distante 267 km de Belo Horizonte. Faz divisa com os municípios de Guapé, Piumhi, Pimenta, São José da Barra, Vargem e São João Batista do Glória. (Fotos acima e abaixo de Deocleciano Mundim)
Pra facilitar a vida de quem quer conhecer esse lugar incrível de Minas Gerais, listamos 10 dicas de passeios espetaculares.
01 - Passeio de lancha pelos Cânions 
Os cânions são enormes fendas abertas a milhões de anos, ás margens da MG 050, em São José da Barra, na divisa com Capitólio. (fotografia acima de Marcelo Santos) As águas da Usina de Furnas inundaram a região, proporcionando uma das mais belas paisagens do Brasil. Lanchas e escunas estão à disposição dos turistas para um passeio pelos cânions e suas águas esverdeadas cristalinas. É um passeio de tirar o fôlego, pela emoção e pela beleza das paisagens. O passeio de lancha tem um custo por pessoa.
02 - Paraíso Perdido 
O Paraíso Perdido (na foto acima de Leonardo Bueno) Fica na vizinha São João Batista do Glória. Só pelo nome dá para perceber que o lugar é lindo. Está numa propriedade particular e cobra-se por pessoa, mas vale a pena. A paisagem é um espetáculo de beleza natural. 
03 - Mirante dos Cânions
A visão do alto dos cânions é surreal, magnífica e impressionante! (foto acima de Matheus Xavier) O local é natural, sem parapeitos ou grades, por isso, o visitante deve tomar cuidado ao ficar no topo do mirante. Ficam também as margens da MG 050. Pelas trilhas de acesso ao mirante podem-se ver belíssimas cachoeiras.
04 - Pedreira Água Azul 
É uma das mais belas paisagens de São João Batista do Gloria Pela proximidade de Capitólio, é um lugar imperdível. (foto acima de Pedro Beraldo) Tem que ir. No local funcionava uma pedreira, desativada há anos. No local das escavações começou a brotar água, dando origem a uma belíssima lagoa azul. Já foi até cenário de filme e constantemente é procurado por noivos e noivas para fazerem fotos para seus books de casamentos. Mas para chegar não é fácil, é caminho é bem difícil sendo recomendado um bom 4x4 ou moto, mas no fim compensa.
05 Cachoeira Diquadinha
Lugar tranquilo, com três quedas d´água e rodeado por paredões, é um dos atrativos de Capitólio para quem curte um bom banho já que suas águas limpas e cristalinas formam poços adequados para um bom e relaxante banho. (foto acima de Marcelo Santos)
06 - Cascata Eco Parque 
Próximo a MG 050 encontramos também a Cascata Eco Parque, lugar esplêndido! O passeio por essa área é pago, mas compensa pelas belas cachoeiras, trilhas e deliciosas piscinas naturais ao longo do caminho. (foto acima de Matheus Xavier)
06 - Escarpas do Lago
Muita gente pensa que Escarpas do Lago é um condomínio fechado em Capitólio. (foto acima de Deocleciano Mundim) Não é, trata-se de um charmoso e elegante bairro de Capitólio, com ótima estrutura, com excelentes restaurantes e uma marina que é um verdadeiro show de beleza. Vale a pena visitar o lugar.
07 - Trilha do Sol 
Só o visual da Cachoeira do Grito já vale a pena. De fácil acesso, e uma das mais belas paisagens da região. (foto acima de Pedro Beraldo) É imperdível caminhar pela Trilha do Sol. Lugar de beleza única, com pequenos cânions e quedas d´águas que forma pequenos poços, propício para um relaxante banho. As águas são tão limpas e transparentes que os peixinhos.
08 - Cantinho de Minas 
Ai vocês pergunta: como fazer para conhecer esse lugar? Onde ficar, onde comer, onde hospedar e quem leva? A dica é o Cantinho de Minas. Fica em São João Batista do Glória. Dirigido pela Márcia e Aline Marques, o local conta com pousada com chalés confortáveis e ainda bar e restaurante com culinária mineira. Tudo num só lugar. E ainda tem o serviço de passeio em veículo 4x4 com guia pelos lugares citados na matéria. O contato é com a Aline pelo telefone 35 98416 1613 ou pelo E-mail alinefmarques@yahoo.com.br (Reportagem de Arnaldo Silva)

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