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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Aprenda a fazer pão caseiro mineiro

Fazer pão é uma arte. Antigamente os pães eram assados em fornos de barro. Hoje com a praticidade da vida urbana, podemos fazer pão caseiro no forno de um fogão normal. Tem gosto e cheiro de infância feliz. Foi o que fez a Graciela Lopes, que fez esse pão bem mineirinho, que lembra o tempo de nossas avós e nos enviou a receita. Macio, leve, deliciosamente gostoso. Faça também, a receita é bem simples.
Ingredientes:
. 1 kilo de farinha de trigo
. 2 saquinhos de fermento biológico seco de 10 gramas cada.
. 350 ml de água bem morna
. 3 colheres de (sopa) de manteiga
. 3 colheres de (sopa) de açúcar
. 1/2 colher de (sopa) de sal
. 2 ovos caipira

Modo de Fazer
- Numa vasilha grande, dissolva o fermento com a água morna. Reserve
- Numa vasilha acrescente o açúcar, manteiga e os ovos e misture bem.
- Despeje aos poucos a farinha de trigo, mexendo devagar com uma colher de pau. 
- Com a massa mole, acrescente o sal, o fermento e misture devagar.
- Sove bem a massa, se possível numa bancada
- Volte com a massa à vasilha, cubra com um pano e deixe descanso por 1 hora.
- Após esse tempo, divida a massa em três parte, enrole de acordo com a fôrma que possui, untada e enfarinhada. Eu uso as fôrmas de bolo inglês.
- Cubra novamente com um pano e deixe descansando por mais 30 minutos.
- Pincele a superfície dos pães com gema de ovo batido e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC e deixe assando até que fiquem dourados.
Está pronto. Agora é passar o café e  bom apetite!!

Conheça Varginha

          Varginha (na foto acima de Athos Alamini Dias) está localizada às margens do Lago de Furnas, no Sul de Minas Gerais, e ao mesmo tempo equidistante a três capitais do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Varginha foi apontada pela revista Veja em 2011 como a sétima melhor cidade do Brasil para se viver e investir. A cidade é um dos principais centros de comércio e produção de café do Brasil e do mundo, e é referência na produção cafés de alta qualidade. A cidade é um polo de exportação de café escoando a maior parte da produção do Sul de Minas, fazendo o comércio do grão com diversos países.
          A cidade (foto acima de Marselha Rufino) é um dos principais centros de comércio e produção de café do Brasil e do mundo, e é referência na produção cafés de alta qualidade. A cidade é um polo de exportação de café escoando a maior parte da produção do Sul de Minas, fazendo o comércio do grão com diversos países.
         Varginha tornou-se conhecida internacionalmente em 1996 pelo suposto aparecimento de criaturas alienígenas, no episódio que ficou conhecido como o "Incidente de Varginha". 
Incidente de Varginha ou Incidente em Varginha, como ficou conhecido pela imprensa brasileira, foi uma possível série de aparições de OVNIS - Objetos Voadores Não Identificados, a captura de seres extraterrestres inteligentes (pelo menos um deles ainda vivo) pelas autoridades militares brasileiras em 20 de janeiro de 1996, no município de Varginha, sul do estado de Minas Gerais, município conhecido como centro de região produtora de café.
Tais relatos foram primeiramente transmitidos em um programa de TV dominical, o Fantástico, da Rede Globo, e rapidamente reuniu extensa cobertura de mídia em todo o mundo, incluindo um artigo no The Wall Street Journal.
          Em 1996 e nos anos seguintes, um grande número de matérias jornalísticas e documentários relacionadas ao fato foram editados com base em relatos, testemunhos e entrevistas com testemunhas, realizados por jornalistas brasileiros e estrangeiros, mas não apresentaram nenhuma prova física.
         Em fevereiro de 2017 foi divulgado um documento do Ministério da Aeronáutica onde fazendeiros e comerciantes afirmaram terem visto OVNIs ao redor do município, em 1971. Segundo o documento o OVNI sobrevoou a Escola de Sargentos das Armas EsSA, em Três Corações e causou alguns transtornos aos moradores. (na foto abaixo, de Carias Frascolli, Caixa D´Água da Copasa em formato de Disco Voador, uma das atrações da cidade)

Geografia
          A cidade é a terceira mais populosa do Sul de minas e a sétima no ranking de melhores Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do estado. 
A altitude máxima é 1.239m, no morro do Chapéu, e a altitude mínima é de 868m, na foz do córrego Tijuco.
          A vegetação que cobria o município era a tropical, campo-cerrado, com matas tropicais nas encostas das nascentes. Devido à extensa atividade cafeeira e outras atividades, como extrativismo vegetal e culturas como o milho a vegetação foi devastada. Mas a maior parte do município foi recoberta com pastagens naturais.
          O Solo de excelente qualidade é propicio para a cafeicultura e demais agriculturas. (na foto acima plantação de café em Varginha. Foto de Oluap2512/Wikipédia)
          As estações do ano são bem definidas com inverno frio e seco e verão quente com chuvas bem distribuídas.
A temperatura no município tem uma média anual de 20 °C, podendo também alcançar temperaturas próximas de 0 °C no inverno.
         O município de Varginha está situado na bacia do rio Grande. O município é banhado pelo Rio Verde, que é formador do braço sul da represa de Furnas, juntamente com o rio Sapucaí.
Religiosidade

          A Igreja Católica é predominante.O município pertence à Diocese de Campanha e possui atualmente 8 paróquias. Devido ao crescimento da cidade há ainda a necessidade de criação de mais paróquias para atender todos os católicos. Eis as paróquias.
Divino Espírito Santo (1850)
Mártir São Sebastião (1960)
Nossa Senhora do Rosário (1960)
Sant'Ana (1991)
São José (2004)
Imaculada Conceição (2005)
Nossa Senhora de Fátima (2007)
Cristo Luz dos Povos (2015)
Frei Galvão (2016)
          Denominações evangélicas têm crescido na cidade, sendo as principais denominações presentes no município: Assembléia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja O Brasil Para Cristo, Igreja Batista, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Presbiteriana, Igreja Metodista, Igreja Cristã Nova Vida, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus e outras denominações locais, muitas delas Assembleias de Deus.
Aeroporto
O Aeroporto de Varginha conta com vôos duas vezes por semana para Belo Horizonte, operados pela empresa aérea Azul Linhas Aéreas Brasileiras. (foto abaixo de Carias Frascolli)

Rodoviária
A cidade também conta com empresas que realizam o transporte rodoviário das principais capitais e cidades pólo da região sudeste.
Economia
O município, assim como a microrregião, é uma área tipicamente produtora de café, o que gerou e continua gerando boa parte da receita da Região.
Varginha é um centro de industrialização e comercialização da produção de Café da região, sendo ao lado de outras cidades do Sul de minas, produtora de cafés de excelente qualidade, Cafés considerados como Gourmet por diversos mercados no Brasil e no exterior.
A Fazenda Experimental de Café de Varginha é uma das mais importantes mantidas pelo Ministério da Agricultura. A área é de 60 hectares com 70 mil pés de café, conta atualmente com cerca de 50 projetos de pesquisa em andamento. "
O município possui o maior PIB da Região do Sul de Minas e um dos maiores do estado.
O Sul de Minas é uma das regiões mais prósperas do Brasil, possui IDH elevado e baixo índice de desigualdade social.
Encontram-se instaladas na cidade empresas de grande porte do setor automobilístico, equipamentos eletrônicos, injeção de plásticos além de ter filiais de grandes empresas no comercio de café mundial. 

Lazer e turismo
O Município possui ao longo do braço sul do Lago de Furnas, marinas para barcos, jet skis, casas flutuantes e também locais para pescaria.Na foto acima, parte do lago de Furnas em Varginha. Foto de Oluap2512/Wikipédia)
Varginha é uma cidade essencialmente comercial, mas existem também opções para lazer e turismo, por exemplo:
Nave Espacial; (que se trata de uma caixa d'água em formato de nave, com cerca de 5 metros de diâmetro)
Estação ferroviária; (onde todas as quintas-feiras acontece o projeto Quinta da Boa Música, evento de bandas locais)
Parque Zoobotânico; Parque Novo Horizonte;

Represa de Furnas; (na foto de Oluap2512/Wikipédia) - Marinas para esportes náuticos, pesca, lazer e gastronomia
Museu municipal; Parque Centenário; Casarões coloniais, dentre eles o que abriga hoje a Câmara Municipal;Ilha Grande do Rio Verde, onde se localiza o Clube Campestre de Varginha.
Regiões Turísticas vizinhas:
Circuito das Águas, Cambuquira (40 km), Lambari, Caxambu e São Lourenço (1 hr de carro);
Estância Turística de Poços de Caldas (aproximadamente 1 hora e 20 de carro);
Região do Lago de Furnas (Fama, Alfenas, Boa Esperança, Guapé, etc);
Três Corações, casa Pelé, casa onde morou o rei do futebol (30 minutos de carro);
São Tomé das Letras (1 hr de carro);
Serra da Mantiqueira (aproximadamente 1 hora de carro na região de Baependi);
Existe ainda um evento que acontece todos os anos chamado Roça N' Roll, idealizado e organizado pelos integrantes da banda Tuatha de Danann. O evento reúne nomes importantes do heavy metal nacional e já contou até mesmo com a participação de bandas internacionais. 

Fonte das Informações, exceto fotos: Wikipédia

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Leite ao pé da vaca

(Por Arnaldo Silva) Lembranças e doces emoções sempre marcam nossas vidas. Na roça, antes do galo cantar, todos já estão de pé. Acordava com o mugido do gado no curral que ficava a alguns metros da casa. Abria a janela e aquela cena sempre me vem à mente. Verdes campos a minha frente, ao lado esquerdo plantação de arroz e acima, plantação de café.
          No curral lá estava meu avô, ordenhando. (foto acima de Vilma Santos)
          Ia pra cozinha, pegava um copo esmaltado e colocava farinha de mandioca e um pouco de sal e ia rumo ao curral correndo e feliz. Agachava-me e meu avô ia tirando o leite. O copo enchia. Ás vezes me deixava tirar, mas não saia quase nada, porque eu não tinha força nas mãos ainda, era bem menino.
          O barulho do leite enchendo o copo soa como música aos meus ouvidos. Meu avô sabia tirar leite, saia muito e o copo até espumava.
          Levantava feliz, pegava uma colher e mexia e ia de colherada em colherada, tomando meu leite com farinha e sal. Ainda faço isso até hoje.
          Às vezes tomava o leite puro mesmo. O leite saia quentinho e deixava até bigodinho na gente.

          Eu sempre guardava leite para fazer coalhada. É fácil fazer e mesmo criança, eu fazia. Eu enchia um vasilhame de leite, tampava e deixava coalhar. Esperava um ou dois dias e pronto, era a minha coalhada. Comia com açúcar. (foto de Vilma Santos)
          Hoje a receita de coalhada mais usada é essa que segue:
Os Ingredientes são: 

. 1 litro de leite 2 colheres (sopa) de leite em pó integral 
. 1 iogurte natural 
. Canela e açúcar ou mel, se desejar
A noite é o melhor horário para fazer a coalhada porque o leite tem que descansar.
O jeito de fazer é o seguinte: 
- Ferva o leite e espere esfriar um pouco; 
- Enquanto o leite ferve, misture bem o leite em pó no iogurte até formar um creme; 
- Faça isso na vasilha onde pretende que fique a coalhada; 
- Despeje o leite, já na temperatura ideal, sobre esse creme que está na vasilha e misture bem; 
- Tampe bem sem deixar frestas e se quiser, embrulhe em bastante jornal e deixe até o amanhecer.
- Pela manhã, repare se a coalhada está consistente. Caso esteja, coloque na geladeira
          A coalhada, após muitos dias, fica meio aguada, o que é normal. Dê uma mexidinha e coma, sem problemas. Pode usar essa coalhada para fazer outra, sem utilizar mais iogurte.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Conheça Cristina

Cristina é uma pequena, pacata e linda cidade no Sul de Minas Gerais. Fundada em 19 de junho de 1850. A cidade é conhecida como cidade imperatriz. Quem nasce em Cristina é cristinense. Está a 1025 metros de Altitude e 416 km de Belo Horizonte. Sua população estimada em 2017 era de 10 482 habitantes.

Cristina é uma pequena, pacata e linda cidade no Sul de Minas Gerais. Fundada em 19 de junho de 1850. Cristina é conhecida como cidade imperatriz. Quem nasce em Cristina é cristinense. Está a 1025 metros de Altitude e 416 km de Belo Horizonte. Sua população estimada em 2017 era de 10 482 habitantes.
Localização
A cidade está localizada no sul do Estado. Faz divisa com os municípios de Maria da Fé, Dom Viçoso, Carmo de Minas, Olímpio Noronha, Pedralva, Conceição das Pedras.
Topônimo
O topônimo é uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. (na foto acima, Dom Pedro II e sua esposa Teresa Cristina) O nome foi sugerido por um filho do município, o conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz. Por esta razão, em 1° de dezembro de 1868, a Vila Christina (que se denominava "Espírito Santo dos Cumquibus"), recebe a visita da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde D' Eu, a convite do conselheiro, para conhecer a terra que recebera o nome de sua mãe.
Visita da Princesa
A visita da Princesa Isabel e seu esposo Conde D’Eu (na foto ao lado), a Cristina deu-se em sua viagem às estâncias hidrominerais de Água Virtuosas da Campanha, hoje Lambari e Caxambu, pertencente à época a Baependi. Sua breve estadia na Vila de Cristina, já estava sendo preparada pela Câmara Municipal desde 26 de novembro daquele ano, conforme foi registrado em ata de sua Sessão Extraordinária.Os preparativos teriam sido feitos pelo então Presidente da Câmara Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, tendo, também ocupado os cargos de Vice-presidente e Presidente Interino da Província de Minas Gerais e o de Deputado Geral do Império. A chegada da Princesa à Vila ocorreu no dia 1º de dezembro, hospedando-se na residência do Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, situada na Rua Direita(atual Governador Valadares).
 
Indústria
Hoje o muncípio conta com diversas fábricas de luvas e outros equipamentos de couro (EPI) para o comércio intermunicipal e interestadual. Além destas, a cidade conta com uma fábrica de batata palha, e outra de fabricação de produtos derivados do leite (Natalac).
Agricultura
Cristina se destaca na produção de café, destacando-se a produção de café especial na fazenda do agricultor Sebastião Afonso da Silva, ganhador duas vezes seguidas do Cup Of Excellence, que consagra os melhores produtores de café do mundo.
Pecuária
O município produz hoje em torno de 7,3 milhões de litros de leite/ano, com rebanho composto de aproximadamente 3,5 mil animais, pertencentes a 200 produtores.A criação de pequenos animais é uma atividade realizada praticamente por todas as famílias rurais com objetivos principais de consumo familiar e pequena comercialização.
Turismo
O município integra o Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas e é servido pelas rodovias AMG-1905, MG-347 e MGC-383. 
A cidade conta com várias cachoeiras, dentre elas a da Gruta que fica a poucos metros da praça central da cidade, além de belos casarões antigos dos séculos XIX e XX. 
Cultura e natureza
Cristina é a terra natal de Delfim Moreira, 10º presidente da República. 

Cristina conta com um museu, o "Museu do Trem" (local onde são guardados equipamentos, utensílios da extinta ferrovia, inclusive uma locomotiva restaurada), monumentos, como o busto e cripta do Dr. Silvestre Dias Ferraz Júnior, a estátua do Leão e do Peixinho, o famoso chafariz, o túmulo do "Conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz" (logo na entrada do cemitério). Além de diversas praças, casarões antigos, inúmeras cachoeiras, rios, chácaras, fazendas históricas e montanhas.
Entre os casarões, podem ser conhecidos:
Casarão dos Noronha Kauage (hoje transformado em pousada);
Casarão da família Fonseca (Nilo Fonseca);
Casarão da família Azevedo (João de Azevedo ("João Gastão");
Casarão da família Barcelos (propriedade da família Noronha);
Casarão da família Alves Ribeiro (descendentes de Cornélio Alves Ribeiro);
Prédio centenário da Estação Ferroviária (hoje, transformado em Terminal Rodoviário).

Fonte das informações: Wikipédia. 
Todas as fotos (exceto as duas dos imperadores) na matéria, são de autoria de Sandra Walsh

domingo, 24 de dezembro de 2017

O Vale dos Dinossauros de Coração de Jesus

A população total do Município em 2019, segundo o IBGE era de 26.602 habitantes. Coração de Jesus está localizado no Norte de Minas a 82 km de Montes Claros, a 95 km de Mirabela e a 500 km de Belo Horizonte.O município foi emancipado em 1925, com o nome de Inconfidência e em 1928, passou a se chamar Coração de Jesus. É uma cidade pacata, bem cuidada, rica em cultura e hospitalidade de seu povo que é maravilhoso, hospitaleiro, acolhedor e solidário. Típico do povo de Minas em geral.
Em 2004 achados paleontológicos na zona rural do município, atraiu a atenção do Brasil e do mundo para a cidade, que a partir de então, passou a ser considerada a cidade dos dinossauros. O local onde foram encontrados fósseis de dinossauros, passou a chamar-se Vale dos Dinossauros.
Segundo pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) os fósseis descobertos em Coração de Jesus era do mais bem preservado crânio de um titanossauro na América do Sul, de 4 metros de altura aproximada e pesada cerca de 10 toneladas. Trata-se de um crânio bem preservado de Foi batizado com o nome de Tapuiasaurus macedoi. Esse nome tem origem nos Tapuias, índios que habitavam a região e Macedoi em homenagem ao aposentado e artista plástico Ubirajara Alves Macedo que é considerado um guardião da preservação da história e pré-história de Coração de Jesus, participando diretamente da descoberta dos fósseis. Essa descoberta atraiu atenção da imprensa e pesquisadores do Brasil e de várias parte do mundo recebendo muito destaque na comunidade científica e na mídia especializada. Em 2016, foi publicado um artigo na Zoological Journal of the Linnean Society5 sobre a descoberta.
Praça dos Dinossauros
Como a descoberta dos fósseis do titanossauro colocou o município em evidência, a Prefeitura construiu uma praça denominada Praça dos Dinossauros, inaugurada em fevereiro de 2014. É uma das mais belas praças de Minas Gerais e um dos atrativos mais visitados na região Norte de Minas. As esculturas foram criadas pelo pelo artista plástico Markus Moura e pinturas do artista Daniel Arthes.
Por Arnaldo Silva
Todas as fotos foram enviadas pelo autor, Bezete Leite

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Conheça Milho Verde

(Por Arnaldo Silva) Milho Verde é distrito da cidade do Serro, nas vertentes da Serra do Espinhaço, no Alto Jequitinhonha. É um local pacato e tranquilo com modo de vida tradicionais. (na foto acima de Raul Moura) Conta com menos de 2 mil moradores. É um dos mais lindos e charmosos distritos de todo o Brasil. Um dos mais procurados também, tanto pela sua beleza arquitetônica colonial e por suas belezas naturais em redor como serras, vales, cachoeiras e o pico do Itambé. E também um dos cartões postais do Estado de Minas Gerais.
     A Igreja de Nossa Senhora do Rosário (foto acima de Franco Bouchard), construída em madeira e barro é um dos principais pontos turísticos de Minas Gerais. Além é claro das belas paisagens e lindas cachoeiras.
O distrito também conta com o que Minas tem de mais gostoso. A culinária. Doces, queijos, quitandas, vinhos, cachaças, licores, além da nossa mais fina culinária, está presente nas fazendas, casas e restaurantes do distrito. (foto acima de Tiago Geisler)  
      Milho Verde surgiu no início do século XVIII e segundo conta a história popular, os bandeirantes chegando ao local encontraram um pequeno vilarejo, com poucas pessoas. (na foto acima de Alexa Silva/@alexa.r.silva, e abaixo, de Raul Moura, o charme das casas da vila) Viagem longa, a maioria cansado pelo tempo de viagem pelo sertão de Minas e o local tinha pouco a oferecer. Um morador, conhecido por "Seu Mudesto", para dar boas vindas, deu aos bandeirantes o que tinha no povoado, milho verde. Dai o pequeno povoado passou a ter esse nome.
      Uma outra versão diz que o nome originou-se da lavra de minerais preciosos pertencente ao português natural da Província do Minho, Manuel Rodrigues Milho Verde que viveu na região no século XVIII. 
    Ele construiu no local um posto de fiscalização da entrada e saída do então distrito de Diamantina, à  época. A escrava Chica da Silva, nasceu na região do Baú, um pequeno vilarejo que faz parte de Milho Verde, distante apenas alguns quilômetros de Diamantina, onde Chica foi viver. (na foto de Arnaldo Quintão, a Cachoeira do Moinho,um dos mais belos lugares do distrito Serrano)
Milho Verde faz parte dos roteiros turísticos de cunho histórico, cultural e ecológico de Minas Gerais e integra a Estrada Real. (na foto abaixo, de Raul Moura, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário)
     No distrito a Associação Comunitária e a Prefeitura do Serro MG vem trabalhando na melhoria do local com construção de creches, coletas de lixo e outra atividades sócio-culturais-ambientais, visando preservar a qualidade de vida da população, bem como atender a crescente presença de turistas no distrito.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Conheça São Sebastião das Três Orelhas

(Por Arnaldo Silva) O charmoso e pacato distrito de São Sebastião das Três Orelhas, em Gonçalves, no Sul de Minas, é de grande importância para a história da cidade, por ter sido o primeiro núcleo habitacional de Gonçalves, foi emancipada somente em 1º de março de 1963. Antes, Gonçalves pertencia a Paraisópolis. Com a emancipação, São Sebastião das Três Orelhas passou a fazer parte do município e de sua historia. 
        São Sebastião das Três Orelhas (na foto acima de Fernando Campanella)  é um povoado pacato, cuja vida social gira em torno de uma singela igreja, no centro da vila, rodeado por um charmoso e bem cuidado casario, aos pés da serra, emolduradas por paisagens nativas da Mata Atlântica. 
          Segundo informações do site da Prefeitura Municipal de Gonçalves, a versão popular para o curioso nome do distrito e tida como verdadeira por seus moradores mais antigos diz que o nome "faz referência a uma história local, segundo a qual havia um morador dono de algumas terras que tinha um colono que tirava muita coisa do seu pequeno pedaço de terra. Um dia esse colono abateu três dos seus porcos e separou os pedaços. O dono das terras viu as carnes e propôs ao colono que lhe vendesse as seis orelhas de porco, esse recusou (regateou, como se diz em Minas) e após muita negociação concordou em trocar somente a metade das orelhas por um pedaço de terra. 
          Essa história se popularizou entre os moradores e região e o lugar ficou conhecido por "Três Orelhas". Com o crescimento do povoado, foi erguida uma capela dedicada a São Sebastião, sendo que o povo fazia a junção dos dois nomes. Da igreja e do nome do popular do vilarejo. Assim ficou, " Capela de São Sebastião" e o nome do lugar, "Três Orelhas", por fim, passou a ser nome do povoado, São Sebastião das Três Orelhas, tudo junto. 
          Assim temos em Minas Gerais uma das mais gostosas histórias da formação de nosso povo e de nossos povoados, São Sebastião das Três Orelhas, distrito de Gonçalves (na foto acima de Gislene Ras), uma das mais belas e atrativas cidades de Minas com paisagens exuberantes, pousadas e restaurantes de alto nível e um artesanato riquíssimo.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Saiba o porque das gavetas nas antigas mesas mineiras

(Por Arnaldo Silva) Dizem que mineiro é pão duro. Nas casas que eu ia antigamente, tinha uma mesa enorme na cozinha com várias gavetas. Uma para cada cadeira. Quando chegavam visitas, abriam as gavetas com pressa e colocavam a comida para que as visitas pensassem que já tinham feito as refeições. Muitos pensavam que era vergonha porque a comida era muito simples e tinham vergonha de mostrar.
          A mesa existia mesmo e era verdade sim que colocavam a comida nas gavetas quando chegava alguém. Não era por causa das visitas ou da simplicidade da comida que faziam isso. Era por medo somente.
         Boa parte dos imigrantes portugueses que vieram para Minas eram Cristãos Novos, ou seja, judeus convertidos a força para o Cristianismo. Muitos desses Cristãos Novos ainda praticavam o Judaísmo escondidos, por medo de serem identificados e denunciados à Inquisição que vigorava em toda a Europa e também na América até meados do século XIX. Por isso criavam formas de disfarçar as práticas judaicas. Guardar comida nas gavetas era uma delas. Quando um padre ou algum religioso chegava para visitar, tinha na mesa muita carne de porco que já era preparada justamente para quando aparecessem visitas. Não comiam nada, apenas ofereciam ao visitante. Diziam que já tinha feito as refeições. Todos sabem que judeu não come carne de porco. A comida Judaica, Kosher, ficava escondida nas gavetas. Quando as visitas iam embora, tiravam as comidas das gavetas e comiam normalmente. E assim iam vivendo e praticando como podiam sua religião, secretamente.
          Os chamados Cristãos Novos eram muito vigiados e policiados pela comunidade. Evitavam muitas conversas sobre religião, trabalhavam muito e guardavam sempre o que ganhavam. Não existiam bancos naqueles tempos. Guardavam o que ganhavam dentro de um colchão, que era o lugar mais seguro para isso. Raramente gastavam o dinheiro que ganhavam, somente em casos de muita necessidade e urgência.
          Sempre tinham ouro em pó ou bruto, guardado. Conheci um senhor, que praticava uma espécie de sincretismo judaico-católico, que tinha a boca cheia de dentes de ouro. O apelido dele era “Boca Rica”. Ele e a família misturavam crença e práticas judaicas com cristãs e por isso tinham medo de serem molestados pelos cristãos autênticos, como ele denominava os cristãos de origem e caso precisasse fugir ou sair as pressas do lugar que estavam, nem precisava levar nada. Por isso guardava toda sua riqueza na boca, lugar mais seguro, segundo ele.
          Todos faziam isso por questões de segurança. Judeu ou descendentes diretos quando identificados, eram muito perseguidos e sempre tinham que fugir de um lugar para outro. Como não podiam levar muitas coisas, como bois, móveis, e outros pertences, devido às dificuldades de levar tudo, levavam apenas roupas, dinheiro e ouro. Assim, quando chegassem ao destino, já tinham como recomeçar suas vidas.
          Lembro de uma história contada por parentes paternos, que são de origem judaica. Eles diziam que foram os judeus que criaram os bancos. Como eram perseguidos e muitas vezes suas comunidades eram saqueadas e queimadas, criaram uma forma de guardarem suas riquezas, sem que ninguém percebesse. Num porão de uma casa de família normal da comunidade, guardavam suas riquezas como ouro, jóias e dinheiro. Cada família tinha anotado o que guardava. O local era escolhido pela comunidade e a família da casa cuidava para que tudo transparecesse normal. A entrada para o porão era coberta por um tapete e sobre o tapete, ficava um enorme banco para disfarçar. Sentado nesse banco, ficava o responsável por guardar e anotar os pertences da comunidade. Assim ele recebeu o nome de banqueiro, conseqüentemente, o local que antes era porão, passou a se chamar banco. Assim se popularizou as duas palavras.
          A fama de que mineiro guarda dinheiro no colchão, gosta de ouro e fecha a mão para gastar, veio dessas práticas dos judeus e cristãos novos.
          Minha família paterna era uma dessas que mantinham algumas práticas judaicas escondidas dos olhares dos religiosos católicos.
          Esse comportamento dos Cristãos Novos acabou virando tradição e foi se difundindo nas casas dos cristãos normais que passaram a fazer mesas com várias gavetas, a guardar dinheiro no colchão, ter ouro em casa e gastar o menos possível e outras práticas e tradições de origem judaica.
          Mas mineiro não é pão duro e nem miserável. Nosso povo tem o prazer de receber suas visitas e por mais simples que seja sua casa, tem um enorme prazer de mostrá-la, cômodo por cômodo. Mineiro é hospitaleiro. As visitas são bem vindas, comem do bom e do melhor, sem miséria. Mesmo que haja pouca comida em casa, as visitas são tratadas como reis. 

Assombração da Capela Velha

Denominado Capela Velha, esse lugar é cortado pela estrada que liga São Roque de Minas à cidade de Bambuí. O botânico naturalista francês, Saint-Hilaire, por volta de 1820, quando passou na Capela Velha em sua viagem às nascentes do Rio São Francisco escreveu no seu diário: 
(...) A pouca distância da fazenda do Geraldo passei diante da capela de São Roque, onde um padre vem de vez em quando celebrar a missa. A capela fica isolada no alto de um outeiro e é feita de madeira e barro, com paredes sem reboco, e seu estado era miserável. Ao lado foram construídos uma casinha e um rancho, para abrigar os que vêm assistir à missa.

Há muito tempo,ali havia uma pequena mata de grandes árvores reunidas em poucos hectares. Os antigos afirmavam que a cidade foi instalada lá. Pela dificuldade do acesso à água, foi transferida aqui para baixo, onde hoje se encontra.

Cresci ouvindo histórias de assombração, acontecidas naquele local. Muitos comentavam sobre uma luz vermelha que vinha do céu, à noite. Ouvi também sobre a boiada fantasma. Outros falam de uma árvore que se originou quando enterraram ali uma escrava benzedeira. A cruz de um galho verde brotou se transformando na árvore mais alta daquele lugar. Conta-se que árvore assombrada se dobra por terra ajoelhando-se toda sexta-feira de lua cheia.

Movida pela curiosidade comecei a entrevistar antigos moradores e soube de fatos interessantes. Aqui, a narrativa do senhor João, de 70 anos que preferiu não se identificar:

Indesde qui ieu era mininim piqueno ieu escutava o povocontá esse causo de sombração. Lá perto di casa memo, tinha uma moitinha de bambu qui balangava as fôia memo semventá. Ieu via isso, mais nunca fui minino acismado não. Tanto qui crisci sem incomodá munto cum esses causo de arma penada.

Certa veiz, ieu já divia tê uns vinte ano, morava na Varge Grande. Nessa época ieu arrumei uma namoradinha que moravamêi longe. Todo fim de semana ieu ia na casa dela e pá mode chegá lá tinha que passá na estrada da Capela Véia. Meus irmão tudo ficava mi acismano, dizeno qui ieu ia vê arma dôtro mundo, lubisome, boiada assombrada...

Ahh, se um cabocrin invocado cum uma moça bunita ia alembrá de tê medo de sombração! Ieu ria inda falava preles assim:

—Si ieu vê arma penada ieu tiro as pena dela, passo uma rastêra, inda jogo na puêra da istrada.

Ieu passei muntas vêiz andano di noite naquela estrada. Até a minina qu’eu namorava ficava cum medo de ieu ir simbora suzim. Num dia que tava armano uma chuvona braba inté o pai dela disse:

—Ô João, envém chuva, ispera a chuva passá ô intão posa aqui e dexa pá imbora amanhã cedo.

—Não sinhô, meu sogro. Num tenho medo de nada, não!

A minina inda tentô fazê ieu ficá, mas ieu aproveiteipá rastá uma malinha emostrá minha corage.

—Ô minha frô, num picisa tê coidado comigo! Tem perigo de nada, não! Num tenho medo de chuva e nem de sombração.

Dei um abraço na moça, dispidi do povo da casa, inda tomei um golin de cachaça qui o pai dela mim deu, dispois cacei o rumo de casa...

Ieu andava dipressa, a distança até minha casa era de umas duas légua. Os curisco riscava o céu crariando a estrada. Os truvão quais me dexava surdo. Foi nessa hora quando um dos raio crariô o caminho qui ieu reparei qui tinha mais gente pru perto...

Ieu tava duma banda da estrada e na outra banda avistei arguém. Ieu nunca tinha visto pessoa feito aquela nessas redondeza. Tavamêi longe, mais deupávê qui se tratava de uma muiê. Ela usava um vistido escuro quais rastano no chão, mais quando mudava os passo dava pá vê umas canela fininha e uns pé discarço. Carregava um punhado de imbornar chei de trem nos ombro, ês paricia tá munto pesado.

Ieu andava de cá e ela de lá da estrada, nóis nem si oiava. Os dois andava depressa modi num pegá chuva. Acabei ficanomêi sem graça, ieu num tava carregano nadica e era uma vergonha um home dexá aquela veiinha carregá tanto peso nos ombro.

Travessei a estrada e pedi pá ajudá ela a levá arguma coisa. A muié nem tirô os zoios do chão, mais rancô um dos imbornar dos ombro, me entregô e continuô a andá dipressa.

Minha Nossinhora! Ieu nunca tinha carregado trem tão pesado! O peso daquilo qui ela levava nos ombro quais qui me discaderô! Custei a levantá o peso do chão. Agora ieu tinha qui guentá. Quem mandô ieu oferecê pá mode carregá, né memo?

Cuntinuemo a andá... Ieu e a véia isquisita de rôpa preta. Cada um dum lado da istrada. Ieu tava froxim! Num guentava mais aquele saco de trem nas costa. Pu resto ieu já tava é rastano aquilo chão afora. Cê besta de trem mais pesado, sô! Paricia um saco de chumbo! Pió era qui a muié tinha munto mais peso nos ombro e num diminuía o passo. Ieu de cá e ela de lá... Im poco tempo nóis feiz a curva e já entremo na istradinha qui travessava a Capela Véia.

Vô fala um trem procê, Sá moça: O qui sucedeu ali, ieu nunca mais qui sisquici na vida. Di repente, bem no meio da istrada a véia parô... Sem mi oiá, ela acenô cum uma das mão chamano ieu pa mais perto. Ieu inocentim de tudo, achei qui ela às vêiz quiria prosiá mais ieu.

De repente ela estendeu o braço pámode pegá o imbornar dela qui ieu tava carregano. Ieu besta inda priguntei pá onde qui ela ia, mode quê ali pru perto num tinha casa. Num sei se os ripio de frio era da chuva que caía em riba di mim, ou se me deu um farta de coragi de chegá mais perto daquela criatura. Ieu parado nomêi da estrada e ela me acenano pra ieu chegá mais perto.

Numa hora o clarão dum relampo bateu bem im riba de nóis. Aí, nesse prazim ieu pude vê a cara dela, si é que podia chamá aquela ossaiada de cara. Ieu vi foi uma cavêra! Juro qui foi! Ieu num tava tonto, não! E o braço qui ela istendeu pá mode pegá os trem era só osso tamém. As mão, os dedo! A criatura intêra era um esqueleto vestido de preto! Peguei cum tudo quanté santo qui ieu cunhicia. Ieu num era bem chegado numa reza, mais na hora do aperto a gente reza até sem sabê.

Ieu rezano e tremeno, inté mijano pás perna abaxo, vi aquela muié de osso tacá os trem dela na costa, subi no barranco e sumi mata adentro. Nunca mais fui home de passa suzim ali, nem di noite e nem di dia. Nunca mais abusei nem fiz graça cum arma penada, luz vermêia. Isso acunticeu de verdade, ieu vi cum esses zoios qui a terra há de cumê.


Por Maria Mineira
*Esta e outras 52 histórias fazem parte do livro:“Ao Pé da Serra- Contos e Causos da Canastra” de Maria Mineira. Para adquirir um exemplar entre em contato pelo facebook ou pelo e-mail:mariamineira2011@yahoo.com.br

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Traição caipira é diferente

Houve uma época em que vovô Joãozinho teve um grave problema de saúde. Passou por uma cirurgia e ficou de repouso por vários meses. Muito contrariado viu sua fazendinha meio jogada ao léu. O milharal morrendo no mato, os pastos precisando roçar, o telhado do paiol desabando, o gado cheio de carrapatos... Havia um mundo de coisas a fazer, isso gastaria muitos dias de serviço, e na época vovô não tinha condições de pagar peão. Havia gasto todas as economias com médico e remédios.

Tenho lembranças fragmentadas desse episódio. Era menina de uns treze anos e passava uma temporada na roça ajudando vó Geralda com os serviços domésticos. Não sei ao certo de quem partiu a ideia, se foi do vizinho Zé Mário ou do Roque Pedro. Sei que num domingo após o terço, sem vovô saber, fizeram uma combinação: iriam passar uma “traição” nele.

O que era a tal traição? Creio que hoje isso se tornou uma prática em desuso, mesmo no meio rural, pois, era diferente do mutirão. Apesar de ser também um trabalho solidário para executar rapidamente uma limpa de pasto ou uma capina, a ajuda era espontânea; espontânea, mas organizada.

Uma pessoa em segredo convidava diretamente a vizinhança para tal dia e tal hora o grupo se reunir na casa de um compadre ou no cruzeiro e de madrugada passar a traição, a surpresa. Por sua vez o convidado estendia o convite ao parente para comparecer ao serviço. Funcionava o boca a boca, pois não havia telefone. Se necessário levavam o almoço pronto para não dar despesa ao “traído”. Quem pedia ajuda ou a recebia, ficava na obrigação de retribuir o serviço prestado, ajuda mútua.

No dia marcado, os vizinhos esperaram o cair da noite. Lembro-me ter acordado com o foguetório, achei que o mundo estava acabando! Vovô Joãozinho e Vó Geralda se levantaram assustados com o latir do cães, a cantoria, os fogos de artifício, enxadas ou foices, usadas como instrumentos de percussão. Um dos vizinhos abriu a porteira, soltou três foguetes e mandou a turma vir chegando. Foi preciso alguém espantar os cachorros até o fundo da horta, porque queriam atacar os visitantes inesperados.

Não me esqueço da expressão no rosto dos meus avós. Tadinhos deles! Ficaram tão comovidos que, tremendo de alto a baixo, se apoiando um no outro assistiam aquela manifestação de amizade. Homens e mulheres deram um banho de aguardente nos dois e os carregavam para o terreiro, onde a lua iluminava tudo. Choraram abraçados, não sei se era só de emoção ou se espirrou cachaça, encharcando os olho dos dois.

Enfileirados com as enxadas nos ombros, os vizinhos cantavam:

os dois istimado amigo
Sá Gerarda e Sô João
Vem recebe seus vizinho
Pra esse grande mutirão.

Abre a porta acende a luiz
Pa podê nos recebê
O dia já tá clariano
Já começa amanhecê.

Nóis trabaia cantano
Pra mostra nossa vóis
Sá Gerarda vai pro fugão
Fazê um café pra nóis.

O povo veio prevenido. As comadres trouxeram tudo para o desjejum. Antes do dia amanhecer fizeram uma oração e depois forraram o jirau de bambu com folhas de bananeira e colocaram uma grande variedade de quitandas: Pães de queijo, brevidades, roscas, bolos de fubá, biscoitos de polvilho e muitos bules de café quente.

Mal o sol nasceu o grupo dos homens seguiu para a roça. As mulheres distribuídas pela casa iniciaram as tarefas: lavação de roupas, a plantação da nova horta de couve, debulhação de milho fazeção de doces e quitandas.

Na roça, o mato sumia, cobras morriam, o coordenador do serviço gritava e a turma não parava. Durantes uma semana trabalharam para meu avô. A roça ficou capinada, os pastos limpos, o gado curado, o paiol e a casinha de queijo foram reformados.

Era comum cantar durante o trabalho, ora em duetos ou em forma de coral. Havia o puxador e os outros respondiam - parecido com o canto da Folia de Reis ou Canto Responsorial.

O homens cantavam:

Nóis toma uma cachacinha
Pru nosso peito isquentá
Vamo, vamo minha gente.
O serviço vai começá.

Alicrim despedaçado
Foi cortado e já morreu
Ieu tamém vivo magoado
Por amor que já foi meu

As mulheres deixaram a casa brilhando, mataram e arrumaram dois capados, encheram as latas de biscoitos e a cristaleira de vó Geralda de doces. Lavaram e trocaram as palhas dos colchões, plantaram uma enorme horta de couve, capinaram todo o quintal e ainda podaram as roseiras, ariaram as panelas de ferro até brilharem.

Elas trabalhavam cantando:

A lua bria no céu
Inté parece um quêjo
Sodades do meu amor
Faiz mêis qui ieu num vejo.

Si chorano ieu fizesse
Meu amor vim mi buscá
Ieu chorava noite intêra
Inté o dia clariá.

No último dia da semana, depois de tudo pronto havia uma grande confraternização. Eram servidas tachas de arroz, tutu de feijão, leitoa assada, muito frango com palmito, macarronada com muito queijo ralado, suã de porco com arroz.

Houve um pagode que durou a noite inteira. Todos voltaram de banho tomado e roupas novas . Os homens de lenço no pescoço, as mulheres vestidas de chita. Antes de começar um animado baile ao som da sanfona, das violas e cavaquinhos, ainda recitaram os últimos versinhos para meus avós que não cabiam em si de tanta felicidade:

Viva as roça capinada
De Deus nóis tudo é fio
Viva a nossa amizade
Viva os pendão de mio

Aqui estamos moçada
Nessa alegre reunião
Viva, viva cumadi Gerarda.
Viva, viva cumpadi João!

Nota: alguns dos versinhos eu lembrava, outros perguntei à minha mãe.
Na foto à direita, o meu avô Joãozinho, meu bisavô Tininho ao centro e sô Josué, um amigo deles. Saudades de todos...


Por Maria Mineira
*Esta e outras 52 histórias fazem parte do livro:“Ao Pé da Serra- Contos e Causos da Canastra” de Maria Mineira.
Para adquirir um exemplar entre em contato pelo facebook ou pelo e-mail:mariamineira2011@yahoo.com.br

18 destinos paradisíacos para você curtir em Minas

Minas Gerais é o destino para os amantes de rios, lagoas e cachoeiras. São cidades com paisagens deslumbrantes! Rios, cachoeiras, praias artificiais, lagoas, represas, clubes, mares de serras e natureza exuberante, garantem uma diversão perfeita para quem vive ou opta por estar em terras mineiras. São 853 municípios mineiros, todos com belezas e opções de lazer e diversão para todos os gostos. 
Desde a calmaria até os lugares mais agitados. São centenas, mas infelizmente não podemos postar todos os municípios de uma vez só e escolhemos 28. Faltaram então 825. Vale a pena conhecer Minas e viajar pelas maravilhas de nosso Estado. (na foto acima  de Sérgio Mourão, praia do Lago de Três Marias MG) Conheça as as cidades e suas paisagens para você vivenciar Minas. 
01 - Carrancas e São João Del Rei
Capela do Saco - Represa do Caquende

          Capela do Saco fica entre Carrancas e São João Del Rei. Está às margens do Rio Grande. (nas fotos acima e abaixo de Jerez Costa) O distrito foi um importante canal comercial de São João Del Rei no século XVIII, para escoamento da produção do ouro até o porto de Paraty/RJ. Seu povo é agradabilíssimo e muito gentis. A represa do Caquende  é um convite para um bom banho, em dias ensolarados. O visitante, além da represa,  pode curtir várias cachoeiras na zona rural do distrito como por exemplo as quedas do Rio Grande que formam pequenas cachoeiras com lagos ao longo do trajeto do rio, ótimas para banho
A Represa do Caquende, que banha o distrito, foi inaugurada em 1961 para atender as Usinas Hidrelétricas de Camargos e Itutinga. É um dos maiores atrativos da região onde se pode trazer lanchas, jet skis, botes ou mesmo curtir as águas tranquilas da represa. Um dos passatempos preferidos, dos moradores e de visitantes é pescar às margens da represa.
02 - Alto Caparaó
Sua população segundo o Censo realizado pelo IBGE em 2019 é de 5.847 habitantes. Ocupa uma área de 104,571 km², situando-se a 997 metros de altitude.Pertencente a Zona da Mata Mineira próximo a divisa com o Espírito Santo, no município ficam localizados o Pico do Cristal com 2.769,05 metros de altitude e o lado mineiro do Pico da Bandeira, com 2.891,32 metros de altitude, o ponto mais alto de Minas Gerais e o 3° mais elevado do Brasil, localizado na divisa com o município capixaba de Ibitirama. A Serra do Caparaó tem a segunda maior cota de altitude do Brasil, perdendo apenas para a Serra do Imeri, sendo a menor cota de altitude de 997m, nela se localiza o maior desnível do Brasil.
Alto Caparaó pertence ao Circuito Turístico do Pico da Bandeira e é um dos portais de entrada para o Parque Nacional do Caparaó, a outra entrada do Parque fica no município de Dores do Rio Preto/ES. O Parque é seu principal atrativo turístico onde estão localizados a Cachoeira Bonita, os vales: Verde e Encantado (foto acima com Naiara Cler), o Pico da Bandeira, o Pico do Cristal entre outros.
03 - Boa Esperança
Boa Esperança, segundo o IBGE, contava em 2019 com 40.127 habitantes e fica no Sul de Minas. É neste município que se encontra a Serra da Boa Esperança, a qual se tornou célebre através da música que leva seu nome, composta por Lamartine Babo e interpretada por diversos cantores. Por seu território passa o Rio Grande, importante para o desenvolvimento da região.O município faz parte do circuito turístico Grutas e Mar de Minas.
Lago de Furnas
O Lago de Boa Esperança possibilitou o desenvolvimento do turismo e do lazer da população. (foto acima de João Paulo de Mendonça) O lago é formado pelo represamento das águas do ribeirão Marimbondo, Maricota e Cascavel. A extensão total é de aproximadamente 8 km² (800ha), sendo 3 km², a “parte que banha a cidade”. Represado no município para formação de uma lagoa perene, circundando de praças, com avenidas arborizadas, restaurantes, instalações para pesca com vara, ancoradouro para barcos e jardins; Passeio de Lancha; Passeio de Jet Ski; Pesca esportiva; Cachoeira do lago; Ultraleve.
Duas praias artificiais são atrativos imperdíveis na cidade:
Praia do Bicano - Criada em torno da Av. Beira Lago com intuito de reunir as pessoas para desfrutarem da beleza do Lago dos Encantos.Praia do Celeiro – Localizada nas proximidades da FAFIBE. O verão em Boa Esperança é imperdível. Vale a pena!
04 
- Itabira
 Itabira localiza-se no Quadrilátero Ferrífero, a leste da capital do estado, distando desta cerca de 110 km. Sua população foi estimada em 2019 em 120.060 habitantes.
 Na terra do poeta Carlos Drumond de Andrade, destacam-se a bela arquitetura de seus casarões na área central e diversos atrativos naturais, tais como o Parque Natural Municipal da Água Santa, que tem 12 mil m² e é uma área verde situada no centro de Itabira; a Mata do Intelecto, remanescente de Mata Atlântica de 21,60 hectares; a Mata do Limoeiro, remanescente de Mata Atlântica de 2 mil hectares, um dos maiores da região; o Morro Redondo; a Pedra da Igreja; a Serra do Bicudo; o Cânion dos Marques; a Serra das Bandeirinhas; a Serra dos Alves; além das cachoeiras dos Cristais, da Lucy, dos Borges, do Campo, do Bongue, da Conquista, da Boa Vista, do Dirrubado, do Paredão, do Limoeiro e do Meio. Em Ipoema se destacam as cachoeiras Alta, Boa Vista, Patrocínio Amaro (na foto acima de autoria de Sérgio Mourão) e do Meio.
05 - Pirapora 
Pirapora fica no Norte de Minas e está localizada a aproximadamente 340 quilômetros da capital Belo Horizonte. Em 209 Pirapora contava com 56.428 habitantes, segundo o IBGE. É o segundo maior pólo industrial do norte de Minas Gerais, 33ª economia exportadora do estado e 2° PIB norte-mineiro. Destaca-se por ser o começo do trecho navegável do Rio São Francisco e por suas indústrias de ferro-silício, silício metálico, ferro-ligas, ligas de alumínio e tecidos que são os principais produtos exportados pelo município.
A ponte Marechal Hermes, sobre o Rio São Francisco (foto acima de Sérgio Mourão) e o barco a vapor Benjamim Guimarães, o artesanato, culinária típica e plantações de uvas, bem como o vinho produzido no município são os principais atrativos da cidade. 
Cidade de praia fluvial e cachoeiras, atrai turistas de todo o país e tem um dos melhores carnavais do Norte de Minas.
06 - Baependi
Baependi fica no Sul de Minas e segundo o IBGE, o município contava com 19.148 habitantes em 2019.Faz parte do Circuito das Águas e é servido pelas rodovias federais BR-267, BR-354 e BR-383. O acesso à sede do município é feito pelas rodovias estaduais AMG-1030 e AMG-1045.
A economia do município é baseada na agricultura, no comércio, no artesanato, na comercialização de pedras de quartzito e no turismo, já que a beleza natural é o forte da cidade, cercada de montanhas, matas, rios e inúmeras cachoeiras. O artesanato é uma importante atividade econômica em Baependi. As peças feitas em bambu, palha de milho e tronco de cafeeiro são distribuídas em grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e capitais da Região Nordeste do Brasil.
As paisagens de Baependi são de tirar o fôlego. (na foto acima de Jerez Costa, a Cachoeira do Caldeirão)Vale a pena curtir as maravilhas de Baependi.
07 - Santana do Riacho
Santana do Riacho localiza-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 100 km. Sua população em 2019 era de 4.295 habitantes, segundo o IBGE. (foto acima do Raul Moura)
No município estão várias trilhas, morros e montanhas propícios a escaladas, cânions, cachoeiras e piscinas naturais de águas cristalinas, além de uma grande variedade de espécies animais e principalmente vegetais, sendo que o distrito da Lapinha da Serra  é uma das principais portas de entrada do Parque Nacional da Serra do Cipó, criado em 1972 com objetivo de preservar a biodiversidade local e os atrativos naturais existentes.
08 - Aiuruoca

Aiuruoca  fica no Sul de Minas Gerais, na Serra da Mantiqueira a uma altitude de 989 metros, ao pé do Pico do Papagaio. O município tem o relevo acidentado, com picos que variam de 1300 a 2.357 metros de altitude. Seu nome deriva do tupi e significa "casa de papagaio", através da junção das palavras aîuru ("papagaio") e oka ("casa")
Aiuruoca é a terra do famoso médico Júlio Sanderson. Sua casa é hoje um museu. É terra também da atriz Isis Valverde.
O acesso à sede do município é feito pela rodovia AMG-1035 a partir do entroncamento com a BR-267.
O ar místico e misterioso de suas montanhas atraem turistas de todo o Brasil interessados em uma viagem emocionante, para seu interior com contato pleno com natureza exuberante, locais para  meditações, yoga, orações. Ambientes e práticas que proporcionam alívio do corpo e alma. (foto abaixo de Jerez Costa)

Além disso, você encontra no município:
Cachoeiras - são mais de 85 sendo que cerca de 40 são visitadas constantemente e impressionam por sua beleza.
Esportes de Aventura - rapel, canyoning, escalada, tirolesa, rapel guiado, off-road, mountain bike, mini-rafting, rafting, boia cross.
Roteiros de Passeios - são inúmeros e atendem a todos os públicos.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - datada de 1726, com antigos altares de madeira.

09 - Diamantina e seus distritos
Diamantina possui 24 distritos e os mais famosos e procurados por turistas no verão são: Conselheiro Mata, Curralinho, Sopa, Biribiri e Mendanha. Cachoeiras como da Sentinela, Cristais e do Telésforo em Conselheiro Mata são as mais visitadas no verão. (na foto abaixo de César Rocha)
É uma das mais importantes cidades históricas de Minas Gerais. É patrimônio Cultural da Humanidade desde 1999 e a  porta de entrada para o Vale do Jequitinhonha, onde está localizada, no Alto Jequitinhonha, estando a sede a 285 km de distância por rodovia da capital Belo Horizonte. A cidade está situada a uma altitude média de 1.280 m, emoldurada pela Serra dos Cristais. Diamantina é banhada pelo rio Jequitinhonha e vários de seus afluentes, como o Ribeirão das Pedras e o Ribeirão do Inferno. A porção sudoeste do município é banhada por subafluentes do rio São Francisco, como o Rio Pardo Pequeno.Sua população estimada em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 47.723 habitantes.
É a terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Domingos José de Almeida e onde viveu a famosa escrava Chica da Silva.
A cidade é conhecida por suas serestas e vesperata, que é um evento em que os músicos se apresentam à noite, ao ar livre, das janelas e sacadas de velhos casarões, enquanto o público assiste das ruas.

Apesar de ter a maior parte do intenso fluxo turístico focado na arquitetura e importância histórica, o município possui um rico e variado ecossistema em seu entorno, com cachoeiras, trilhas seculares e uma enorme área de mata nativa, que teve a felicidade de ser protegida com a criação de Parques Estaduais.
10 - Uruana de Minas
Uruana de Minas fica no Noroeste do Estado e contava com 3264 habitantes em 2019, segundo o IBGE. Faz divisa com os municípios de Arinos, Unaí, Riachinho e Bonfinópolis de Minas. A cachoeira da Jiboia (na foto acima de Clésio Rodrigues), com 120 metros de queda é uma das maiores atrações da região, fazendo do verão uma estação super especial para seus frequentadores.
11 
- Porteirinha
Porteirinha é uma bela cidade do Norte de Minas Gerais. Sua população estimada em 2019 pelo IBGE era de 37.906 habitantes. O município que tem como principal ponto turístico a Cachoeira do Serrado (frequentemente o nome é confundido como erro de português, porém o Serrado é o nome próprio e não uma alusão ao cerrado). (na foto acima de Marcelo Santos)
Porteirinha é rodeada de grandes morros, que tornam-se uma atração turística do município. No ponto culminante de Porteirinha encontra-se o Cristo Redentor de Porteirinha, motivo de orgulho para os porteirinhenses. 
12 - Botumirim
Sua população estimada em 2019, segundo o IBGE,  era de 6.319 habitantes.O município de Botumirim localiza-se no Alto do Jequitinhonha na continuação da Serra do Espinhaço, especificamente na Serra do Cantagalo. Vizinho do Parque Nacional das Sempre Vivas, o município é banhado por vários ribeirões e tem o Rio Itacambiruçu como principal fonte alimentadora de água e que também nutre a recente Usina Hidrelétrica de Irapé, inaugurada no ano de 2006. O Rio do Peixe (na foto acima de Wilson Ferreira Santos) e suas formações rochosas surpreendentes, é um dos principais atrativos de toda a região. O lugar é lindo demais!
13 - 
São João Batista do Glória 
São João Batista do Glória fica no Sudoeste de Minas. Sua população estimada em 2019 era de 7.453 habitantes. (na foto acima, de Pedro Beraldo, o famoso lago da Pedreira Lagoa Azul, muito procurado pela sua beleza) Cidade predominantemente rural, onde o leite é o principal produto. O município tem várias cachoeiras, o que torna a cidade conhecida regionalmente por cidade das cachoeiras. Devido ao grande nome da cidade, ela leva o apelido de "Glória". Seu mais famoso ponto turístico é o Paraíso Perdido , um dos mais lindos lugares do Brasil e mais visitado também, que proporciona um verão inesquecível e maravilhoso. 
14 - Capitólio 
Capitólio é uma das cidades turísticas de Minas mais procuradas não só no verão, mas no ano todo. Sua população era de 8 632 habitantes em 2019, segundo o IBGE. Praticamente todas as terras do município foram inundadas pelas águas da Represa de Furnas. O Lago de Furnas mudou completamente a paisagem local, desenvolvendo uma vocação turística, que até então não existia na cidade. (foto acima de Marcelo Santos a Cachoeira da Diquadinha) Barcos, escunas, lanchas fazem parte do cotidiano dos moradores e visitantes. Uma natureza impressionante, com a cânions e paisagens deslumbrantes, faz de Capitólio um dos mais importantes pontos turísticos de Minas e do Brasil. O prazer de estar em Capitólio e curtir suas belezas e gastronomia, não é apenas no verão. O turista é bem vindo em todas as estações do ano. 
15 - São Gonçalo do Rio Preto
São Gonçalo do Rio Preto fica à 56 km de Diamantina e à 350 km de Belo Horizonte. Sua população estimada em 2019 pelo IBGE era de 3.167 habitantes.O município integra o circuito turístico dos Diamantes. Possui um lindo parque ecológico chamado de Parque Estadual do Rio Preto (na foto acima de Marcelo Santos, as Corredeiras do Rio Preto) , que é gerenciado pelo Instituto Estadual de Florestas - IEF. Com a construção do asfalto até a cidade, muitos turistas tem comprado terrenos e construído casas. Outra atração é a Praia do Lapeiro, que está situada a 1 km do centro da cidade, esta possui estrutura para esportes como futebol de areia, vôlei de praia e peteca, além de bares e um restaurante para atender todos os visitantes. Possui uma festa do divino em agosto, que conta com a participação da marujada local procurada por vários historiadores e turistas.
16 - Morada Nova de Minas e Três Marias

Morada Nova de Minas com 8.863 habitantes e Três Marias com 32.356 habitantes, segundo o IBGE, são duas belíssimas cidades localizadas na Região Central de Minas, privilegiadas pelas águas do Rio São Francisco e Represa de Três Marias). Morada Nova fica a 280 km de Belo Horizonte e Três Marias a 270 km. A agricultura, artesanato, culinária e alegria do povo dessas duas cidades já são convites para visitá-las mas o Rio São Francisco e passeios de balsa ou barco pela represa são passeios encantadores e imperdíveis.
Além disso, praias formadas pelas areias do Velho Chico fazem a alegria dos banhistas e turistas.Vale a pena conhecer o Lago de Três Marias e essas duas cidades em particular. (na foto acima, de Raul Moura, a praia de Morada Nova de Minas)
17 - Nova ponte
Sua população em 2019, segundo o IBGE era de 15.545 mil habitantes. É um município novo e muito pacato, totalmente planejado. Por ser um município rico, é referência na região do Triângulo Mineiro. Nova Ponte também é conhecida por seu carnaval, considerado o melhor da região. O ponto principal do Carnaval na cidade é a "prainha", o Balneário Social de Nova Ponte, e também nas praças. Sendo que a cidade nesta época conta com uma equipe de seguranças para atender todo turista que ali passar. O Rio Claro e sua principal cachoeira, a Fumaça, (na foto acima do Eudes Cerrado) são os locais mais procurados da região para esportes radicais.
18- Delfinópolis
Delfinópolis está na região Sudoeste de Minas e dista 401 quilômetros de Belo Horizonte. Sua população em julho de 2019 foi estimada em 7 144 habitantes pelo IBGE. (foto acima de Wallace Mello) O município faz parte do circuito turístico Nascentes das Gerais e tem como principal atração turística o Complexo do Claro, um conjunto de cachoeiras localizadas próximas ao centro da cidade. Encontra-se também uma grande parte em seu território o Parque Nacional da Serra da Canastra e anexo a esse o Vale da Babilônia, região com muitas pousadas e atrativos turísticos, rota de trilheiros e admiradores da natureza.
Por Arnaldo Silva
(fonte de algumas informações: Wikipédia, IBGE, Prefeituras locais e Setur/MG)


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