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domingo, 30 de outubro de 2016

Receita de Caipirinha de Jabuticaba

Ingredientes
. 15 unidades de jabuticaba
. 1 colher de sobremesa de açúcar (a jabuticaba é muito doce)
. 1 dose de Cachaça
. Pedras de gelo

Modo de preparo
- Coloque no copo a jabuticaba e o açúcar e macere bastante.
- Em seguida gelo até encher o copo.
- Depois, cubra-o com destilado.
- Caso queira, coloque mais gelo.
- Mexa bem, de baixo para cima, até misturar completamente a jabuticaba e o açúcar com a cachaça e sirva.

Fotografia do Restaurante & Alambique Jotapé em Pompéu, distrito de Sabará MG

domingo, 23 de outubro de 2016

10 coisas que só mineiro fala, entende e vê.

(Por Arnaldo Silva) O jeito mineiro de falar, seu jeito simples e sua forma de se expressar antigamente está presente ainda hoje e esse jeito de falar é forte nos rincões de nosso sertão. 
          Nas cidade está sempre presente, esteja onde estiver. Conheça algumas dessas expressões. É jeito mesmo, é opção pela simplicidade. É o jeito mais puro e gostoso de falar e se expressar. 
          Esse jeito de falar todo errado não existe mais, pensam alguns que não conhecem Minas e nem as tradições orais regionais. Nos sertões de Minas, o sotaque e as formas erradas de falar continuam, com ou sem estudo, porque simplesmente, gostamos. Como diz um velho ditado "istudo nóis temo, nós fala errado pruque querêmo". 
          Quem ignora o mineirês, dizendo que o mineiro não fala assim, que isso é coisa do passado, ignora por completo a realidade de nossas cidades, as formas de falar de cada região e a cultura natural do sertanejo  Segue 10 expressões de nosso mineirês. Vejam:
01 - Todo mineiro ama Minas e ser mineiro
02 - Quem ama Minas, ama tudo isso!
03 - Assim fica fácil para todo mineiro entender o sinal de trânsito
03 - O mineirês tem que ser completo.
 4 - Mineiro é fácil de ser identificado.
05 - É desse jeito mesmo
06 - Esse trem é bom demais!
07 -  Agora você vai entender tudo direitinho!
 08 -  Isso é Minas. Bom mesmo é falar!
09 - Isso é bom demais!
10 - Isso mesmo, nosso uai, é o nosso uai. Não é sô?

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A história da cozinha mineira

(Por Arnaldo Silva) Poucos lugares do mundo tem uma cozinha tão variada e diversificada como a cozinha mineira. São dezenas de pratos criado ao longo de 3 séculos, tendo como base a carne de porco e galinha, frutas nativas, legumes, folhagens, milho, mandioca, hortaliças e leite, que dão cor, vida, sabor e identidade à cozinha de Minas Gerais. (na foto abaixo, cozinha da Fazendinha da Regina - Regina´s Farm)
          Difícil falar de Minas sem falar da sua cozinha e seus pratos. São receitas guardadas e preservadas há mais de 300 anos, surgindo e se desenvolvimento ao longo desses três séculos, saindo dos quintais, para as mesas mais sofisticadas. Destaca-se na nossa cozinha, o angu, o feijão tropeiro, frango com quiabo, o doce de leite, a goiabada, os licores, o queijo e o pão de queijo, dentre outras tantas delícias. 
          A formação da identidade gastronômica mineira começou no final do século XVII, com a descoberta de ouro e diamante em Minas Gerais. A partir dessa descoberta, gente de todas as regiões do Brasil e do mundo começaram a chegar à Minas Gerais, em busca das nossas riquezas.
          Primeiro foram os bandeirantes, de maioria portuguesa e portugueses, que deixaram a Europa para e atravessaram o Atlântico, atraídos pela possibilidade de se enriquecerem com exploração mineral. 

          Trouxeram também junto, seus conhecimentos culinários, principalmente na arte de fazer doces como a ambrosia, o doce de figo, chás, licores, vinhos, pratos salgados, queijos finos. etc. Trouxeram também porcos e galinhas, garantindo assim gordura, carne e ovos na Colônia. (foto abaixo de Clésio Moreira em Florestal MG)
          Os portugueses navegantes, em suas idas e vindas ao Oriente, Índia e a África, trouxeram vários alimentos, especiarias, e sementes de plantas para Minas, como o quiabo, por exemplo, que é de origem chinesa. Veio de Macau, Colônia portuguesa na Ásia, hoje pertencente à China. Da Ásia também veio também, a manga e o arroz, por exemplos e da África, os portugueses trouxeram o jiló e outras plantas como camomila, alcachofra, erva-doce, gengibre, dentre outras. Da Índia, uma infinidade de especiarias e condimentos como pimenta, cominho, canela, cravo, dentre outras tantas, que enriqueceram nossa culinária. 
          Os portugueses trouxeram ainda para Minas Gerais técnicas de fazer fogão a lenha e forno de barro mais atraentes e eficientes, menos rudimentares dos que existiam no século XVIII.
          Do Velho Continente vieram também em busca do ouro, franceses, ingleses, italianos, holandeses, espanhóis e alemães para Minas Gerais, mesmo que em menor escala, mas vieram e deixaram um pouco de sua cultura, principalmente gastronômica.
          Com os portugueses vieram centenas de milhares de escravos para trabalharem na extração do ouro. A África deixou sua tradição gastronômica na nossa cozinha, bem como os índios aqui viviam. Das aldeias saiu o hábito de comer batata doce, adoçar bebidas com mel de abelhas, comer milho e mandioca. Do milho surgiu o fubá, dando origem a mingau de milho verde, a pamonha, além claro, do fubá, que originou o nosso famoso bolo de fubá assado na brasa e outras quitandas. Da mandioca surgiu a farinha, indispensável em nossas farofas e no Feijão Tropeiro, por exemplo e o polvilho, ingrediente que deu origem a uma das nossas maiores identidades gastronômicas, o pão de queijo
          Do Rio de Janeiro, do porto de Paraty, chegavam gado, porcos, galinhas, sementes, alimentos, produtos agrícolas, até material de construção, já que a região ainda estava em povoamento. O porto de Paraty era o local mais próximo de Minas Gerais na época, e por isso foi largamente usado para o embarque e desembarque de mercadorias, vindas das principais regiões mineradoras na época, que eram Mariana, Ouro Preto, Sabará, Pitangui, Diamantina, Tiradentes e outras tantas. Foi através do Rio de Janeiro que chegou à Minas sementes de café, por exemplo, trazidas pelos portugueses. (foto abaixo de Luis Leite em Desemboque MG) 

          Tudo que chegava no porto de Paraty, seguia para a Minas Gerais, em carro de bois, pela Estrada Real ou em mulas, trazidas pelos tropeiros.  Eram semanas de viagens e com os tropeiros, viajando pelo sertão mineiro, surgiu pratos hoje típicos da nossa culinária, como a Vaca Atolada e o Feijão Tropeiro. Tanto em carros de bois, quando em mulas, vinham mercadorias como panelas, pratos, talheres, azulejos, pedras para calçamentos de ruas, comidas, bebidas, sementes e outras coisas necessárias na época. Vinham com alimentos, sementes, pedras e voltavam pela mesma estrada, com ouro. Eram dezenas de carros de bois indo e vindo, todos fazendo o trajeto tipo comboio.
          Pelo porto de Paraty chegavam ao Brasil também escravos e logo eram enviados para Minas Gerais. Das senzalas mineiras saíram boa parte da nossa culinária. Bolos, doces e pratos diversos eram preparados nas senzalas e cozinhas dos casarões, com receitas ensinadas pelas sinhazinhas. Muitas dessas receitas foram aprimoradas pelas escravas e em boa parte, elas mesmas criavam, usando seus conhecimentos trazidos da África, aproveitando folhagens como taioba, couve, raízes como cará, mandioca, batata doce, hortaliças diversas, frutas nativas com a jabuticaba, goiaba, dentre outras e preparando e criando pratos e combinações interessantes como queijo com doce de leite e queijo com goiabada.
          No auge do Ciclo do Ouro, não vieram para Minas apenas bandeirantes e imigrantes europeus. Veio gente de todo o Brasil, como por exemplo, do Norte do país e muitos fazendeiros do Nordeste, que trouxeram gado de corte e de leite, mudas de cana-de-açúcar e a técnica de fazer cachaça e rapadura. Da região Sul do país, vieram tropeiros gaúchos e mascates de Santa Catarina e Paraná, que traziam mercadorias e a maioria desses, ficavam por aqui, atraídos pela rápida riqueza que o ouro proporcionava, deixando também um pouco de suas culturas e tradições.
          Foram centenas de milhares de pessoas que vieram para Minas desde a descoberta do ouro, que contribuíram para a identidade gastronômica de Minas Gerais. A contribuição dos imigrantes e migrantes não foi não apenas na culinária. Vieram também carpinteiros, alfaiates, marceneiros, escultures, pintores, artistas, professores, músicos, arquitetos, advogados, construtores, engenheiros, doutores, médicos, militares, escritores e outros tantos profissionais liberais formados nas melhores universidades da Europa na época, que contribuíram em muito para a formação da identidade cultural e social de Minas Gerais.
          Muita gente diz que em Minas está um pouco de cada canto do Brasil. O Estado é um misto de cultura, tradições, folclore solidificado em uma só identidade e um só povo, com cultura, gastronomia, arte, arquitetura, religiosidade e sotaque, que formaram a identidade mineira, tendo como base interativa para esta formação, a riqueza mineral do seu subsolo.
          Por isso Minas Gerais é um estado único, com identidade própria. Identidade formada em torno da riqueza do ouro e da interação com povos de diferentes regiões e países que vieram para o Estado nos séculos XVIII e XIX.
          Além da formação social, cultural e religiosa que essa interação e absorção ao longo dos séculos promoveu, todos esses povos que vieram para Minas Gerais, além dos índios que aqui viviam, contribuíram para a formação da identidade gastronômica mineira. (foto abaixo de Luis Leite em Vargem Bonita MG)

          Trouxeram suas experiências e receitas, aqui receberam novos ingredientes e novos modos de preparos, criando novas receitas, dando origem assim a dezenas de pratos que caracterizam a gastronomia do Estado de Minas Gerais. Um desses exemplo é o queijo, com a receita ensinada pelos portugueses e bandeirantes, tendo como base os queijos portugueses ou mesmo franceses. Aqui, o clima, a pastagem, o manejo do gado e as técnicas desenvolvidas pelo mineiro, criou um queijo próprio, o queijo de Minas, um dos melhores do mundo.
          Numa região recém povoada, a busca por preparar condições para ter comida era uma necessidade e dessa necessidade foi se desenvolvendo nossa culinária e estilo próprio de nossa cozinha, bem como nossos costumes, que permanecem até hoje. Minas surgiu em torno da riqueza mineral e da riqueza alimentar. Hoje o nosso ouro não sai mais das profundezas das minas, mas sim dos quintais e pomares mineiros. A nossa maior riqueza hoje é a nossa culinária, a nossa cozinha, o nosso queijo, o nosso fogão, o nosso forno, principalmente o nosso café. (foto abaixo de Chico do Vale)
           Mineiro adora café e visitas. O melhor lugar da casa é a cozinha. Coar um café na hora, no coador de pano e no fogão a lenha. Além do almoço e do jantar que tem que ter arroz, feijão, angu, linguiça, galinha ou carne de boi e porco na lata e uma mistura, de preferência quiabo, couve, taioba ou jiló e depois do jantar uma dose de licor ou cachaça.
          Café são pelo menos vezes ao dia ou mais. E olha que é não o cafezinho que está pensando. Tem bolo, broa, biscoito, pão de queijo, queijo e até doce e pamonha no café. O primeiro é logo pela manhã, bem cedinho. O segundo por volta das 9 da manhã, outro a tarde e se tiver queijo ou pão de queijo, toma mais um café a noitinha, antes de dormir. Sem contar os licores, sucos, frutas de época como jabuticaba, goiaba, rapadura, etc., nas horas intermediárias.
          Por isso que sala de mineiro é cozinha e uma boa prosa sentado à beira do fogão a lenha com café aquecido na chapa do fogão, mandioca e batata doce assando na brasa, ouvindo o tilintar das chamas e vendo a fumaça defumar os queijos e linguiças sobre uma tábua, acima, pendurada no teto. (foto acima de Arnaldo Silva em Leandro Ferreira MG)
          Assim é o mineiro desde os tempos da povoação em nosso território. Esse é o ser mineiro, formado pela interação e cultura de vários povos, integradas numa cultura só, formando um único povo e um povo único.

domingo, 9 de outubro de 2016

A tramela, o trinco e a cerca de bambu

(Por Arnaldo Silva) Era uma vez um pais onde todos viviam tranquilamente em casas que não tinham muros, nem cerca elétrica, nem cães ferozes, nem seguranças, alarmes, correntes, cadeados nem existia.
As cercas eram de bambu ou com trepadeiras. Ora-pro-nobis estava presente nas cercas das casas. Portas e janelas eram de madeiras e a única segurança eram as tramelas ou taramelas para alguns. As vezes usavam trincos. E ninguém se preocupava com nada. Nem em fechar as casas, quando tinham que sair, era preocupação. Boa parte ficava aberta, caso chegasse visitas, para quela ela entrasse e esperasse dentro de casa. 
Na mesa sempre tinha biscoitos, queijos, bolos e na chapa quente do do fogão à lenha, o bule com café prontinho, desse jeito que vê na foto do Juarez Teixeira acima. Seria uma desfeita chegar visitas e não ter o que comer em casa.
Muro não existia. O que protegia as casas eram cercas de bambu, desse jeito que vê acima na foto do Fernando Campanella. Servia apenas para evitar que animais entrassem nos quintais. Só pra isso. 
Quando a mãe e o pai resolviam visitar os compadres e comadres, arrumavam a gente e iam todos na charrete ou mesmo a pé. Se a casa tivesse chaves, nem levavam. Trancavam somente para evitar que as galinhas entrassem. A chave ficava pendurada na porta mesmo, como vê na foto acima do Paulo Santos ou num buraquinho perto do batente da porta. Ninguém se preocupava com nada.
A vida era calma, tranquila, bem sossegada. Viver era seguro naqueles tempos. Isso foi nos tempos de nossos pais e avós.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Conheça Uberaba

(Por Arnaldo Silva) Fundada em 1820 e emancipada em 1836, a cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, é uma das mais mais importantes e desenvolvidas cidades de Minas Gerais. Uberaba tem tradição, história, cultura, genética e uma sólida e forte economia industrial, principalmente agrária, onde o município se destaca na produção de grãos e na pecuária. Destaca também na educação pública de qualidade, além de encontrar-se no município a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e o Instituto Federal do Triângulo Mineiro. De sua origem, no século XIX, Uberaba guarda relíquias do seu passado, como casarões, praças e igrejas.(na foto abaixo, de Luis Leite, a Catedral Metropolitana de Uberaba)
Segundo o IBGE, Uberaba contava em 2019 com 333.783 habitantes, sendo a 8ª população do Estado e a 82ª cidade mais populosa do Brasil. Faz divisa com os municípios de Água Comprida, Conceição das Alagoas, Uberlândia, Veríssimo, Indianópolis, Nova Ponte, Sacramento, Conquista e Delta (em MG);Igarapava, Aramina e Miguelópolis (em SP). Entre Belo Horizonte e Uberaba, são 481 km de distância, via BR-262. (na foto abaixo de Jorge Nelson, a Igreja de São Domingos, um dos patrimônios religiosos da cidade, concluída em 1904, em estilo neogótico, com detalhes bizantinos e erguida com pedra tapiocanga, de cor vermelha em sua alvenaria exterior)
          Além de seu desenvolvimento industrial e social, Uberaba se destaca no turismo ecológico, religioso, de negócios e na cultura, com destaque para os museus como o museu e memorial Chico Xavier, famoso médium que viveu na cidade, onde está seu túmulo e o Museu e Sítio Paleontológico de Peirópolis, distrito de Uberaba, onde encontra-se fósseis de dinossauros que viveram na região há milhões de anos. (na foto abaixo de Carias Frascoli)
          Outro museu em destaque é o Museu de Arte Sacra, formado por peças barrocas dos séculos XVIII e XIX, com peças doadas pela Cúria Metropolitana, como vestes sacras, estandartes de procissões, além de mobiliário de época. O museu está instalado na Igreja de Santa Rita, construção do século XIX, em estilo Barroco. Em 1896 a Igreja de Santa Rita tornou-se catedral, sendo um dos mais belos templos históricos da cidade, tombado em 1939 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
          Além da Igreja de Santa Rita (na foto acima de Luis Leite), em Uberaba encontra-se outras igrejas de valor histórico e religioso para seu povo, belas praças, parques como Parque das Acácias, Mata do Carrinho, Universidade, Mata do Ipê e o Parque Jacarandá.           
          Tem ainda teatros, em destaque para o Teatro Municipal  Vera Cruz, construído em estilo eclético em meados do século XX, a centenária Biblioteca Municipal Bernardo Guimarães onde é a sede da Academia de Letras do Triângulo Mineiro.
          A cidade realiza ainda vários eventos durante o ano como o Axé Uberaba em outubro realizado no Sambódromo da cidade, a tradicional Expozebu, maior exposição de gado zebu do mundo, realizada desde 1934, geralmente no mês de maio, a Feirarte com exposição de artesanatos, roupas, acessório e alimentos produzidos na cidade e a Maktub, uma das maiores festas árabes do Brasil, realizada no mês de novembro de cada ano com mostras da cultura, culinária, dança e músicas árabes.
          Em Uberaba (na foto acima de Cris Ferreira) tem ainda shoppings para entretenimento e compras como o Praça Uberaba Shopping Center, Manhattan Center Shopping, Shopping José Generoso Lenza, Shopping Center Urbano Salomão, Elvira Shopping.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

As 15 melhores cidades de Minas para se viver

Minas Gerais tem 853 municípios onde vivem cerca de 22 milhões mineiros. É o segundo no país em número de habitantes e o quarto em extensão territorial. 
          Na matéria estão 15 primeiras cidades mineiras mais bem colocadas no ranking que compõem o último Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e no final, link com a listagem completa. (na foto acima de @julio_defreitas, a divisa de Nova Lima com Belo Horizonte) Não se trata de pesquisa e sim cálculos baseado em informações fornecidas pelos municípios ao Governo Estadual, que encaminha ao Governo Federal, que por fim, encaminha os dados para a ONU, que faz o cálculo. O critério é o mesmo para todos os países. Basicamente, são levados em conta três itens: vida longa e saudável (nascimento por mortes, saneamento básico e longevidade), acesso ao conhecimento (educação pública em todos os níveis e crianças na escola) e padrão de vida (renda e emprego). A partir dos cálculos de cada um desses fatores, se chega ao índice geral de IDHM, organizado no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, feito em 2010 e divulgado em 2013.          
          O cálculo de IDHM é feito a cada 10 anos e divulgado 3 anos depois. O próximo calculo será em 2020, com divulgação prevista para 2023.
          A metodologia do índice foi adaptada do IDH Global pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiro. 

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Muito alto, de 0,800 a 1;(2 municípios).
Alto, de 0,700 a 0,799;(226 municípios).
Médio, de 0,600 a 0,699;(552 municípios).
Baixo, de 0,500 a 0,599;(73 municípios).
Muito baixo, de 0 a 0,499;(nenhum município).
O IDHM do Estado de Minas é 0,731, considerado alto, sendo o nono no Brasil. Veja na listagem abaixo a colocação de cada cidade de Minas Gerais no ranking da ONU.
Veja as 15 primeiras cidades do ranking.
01.º Nova Lima - IDHM 0,813

Nova Lima, com cerca de 90 mil habitantes e a 30 km de Belo Horizonte, atingiu o maior índice no IDHM, 0,813, sendo a primeira do ranking e a melhor cidade de Minas para se viver.(foto acima de Andréia Gomes). Montanhas, belas paisagens, distritos pitorescos, excelente gastronomia típica, faz com que Nova Lima seja um pólo turístico e gastronômico e destaque na produção de cervejas artesanais em Minas e no Brasil. É o terceiro maior produtor de cervejas artesanais no país. É portando a melhor cidade de Minas Gerais para se viver com ótimos índices na avaliação. 99,47% das crianças entre 5 e 6 anos estão matriculadas em escolas. A proporção de estudantes no Ensino Fundamental é de 90,89%. 
02.º Belo Horizonte - IDHM 0810
A capital Belo Horizonte, (foto acima de Charles Tôrres/BHumafotopordia) ficou em segundo lugar no ranking com IDHM com o índice 0,810. Com cerca de 2,5 milhões de habitantes, Belo Horizonte é a sexta cidade mais populosa do país. Segundo o Population Crisis Commitee, da ONU, Belo Horizonte está entre as 100 melhores cidades do mundo, ocupando a posição45.ª no ranking das melhores metrópoles. Segundo a revista América Economia,  é uma das 10 melhores cidades para fazer negócios da América Latina.
Belo Horizonte oferece uma boa qualidade de vida a seus moradores. A cidade possui importantes monumentos, cerca de 60 parques, 68 museus, dezenas de teatros, uma boa infraestrutura urbana e uma excelente gastronomia. 
03.º Uberlândia - IDHM 0,789

É uma das mais desenvolvidas cidades do Brasil, tanto na indústria, como no agronegócio, sendo este um dos grandes destaques do município do Triângulo Mineiro. Uberlândia (foto acima de Jorge Nelson) é a terceira do ranking com IDHM de 0,789. Entre as cidades melhores cidades brasileiras com melhor índice de desenvolvimento nas áreas de Saúde, Educação, Emprego e renda, está na 27.ª posição.
04.º Itajubá - IDHM 0,787

O município de Itajubá, no Sul de Minas(na foto acima de Jô Casarini) está na quarta posição no ranking, com IDHM de 0,787.  Com mais de 100 mil habitantes é um dos mais industrializados municípios do interior de Minas e destaque nacional em educação e distribuição de renda. Apenas 1,03% de sua população é considerada extremamente pobre. 
05.º Lavras - IDHM 0,782
Na quinta posição no ranking, está Lavras (foto acima de Gilson Nogueira) na região do Campo das Vertentes. Seu IDHM é de 0,782. O município se destaca pelo bom nível educacional da sua população e a boa qualidade de vida que oferece a seus moradores.
06.º Poços de Caldas - IDHM 0779

0,779 no IDHM, Poços de Caldas é uma das mais belas cidades de Minas e uma das estâncias hidrominerais mais procurados por turistas graças as suas fontes de águas medicinais, usadas em diversas terapias, seus doces e artesanato. Algumas indústrias se destacam na cidade como as de sabonetes de qualidade e de objetos decorativos em vidro fundido, que lembram os feitos na cidade italiana de Murano
07.º Juiz de Fora - IDHM 0,778
Conhecida como a Manchester mineira, Juiz de Fora (foto acima de André Saliya) com IDHM de 0,778, tem hoje mais de 565 mil habitantes, com uma das mais altas expectativas de vida e uma das mais altas rendas per capita do país, além de índices de escolaridade maiores que a média mineira. É a maior cidade da Zona da Mata e uma das que mais se destacam em Minas em investimentos em qualidade de vida.
08.º Varginha - IDHM 0,778
A famosa cidade do Sul de Minas, com cerca de 135 mil habitantes, distante 318 km de Belo Horizonte (fotografia acima de Marselha Rufino) está na oitava posição com IDHM de 0,778. Localizada na metade do caminho entre Belo Horizonte e São Paulo, é a porta de entrada para o Lago de Furnas. Essa posição geográfica privilegiada facilita o escoamento de sua produção de café e outros produtos através de sua estação aduaneira, único porto seco do sul de Minas. Além do cultivo do café e do turismo, Varginha é conhecida desde 1996 como a "cidade do ET", quando duas irmãs viram uma criatura, segundo Ufólogos, eram um Extra Terrestre. O fato até hoje atrai ufólogos e curiosos para Varginha. .
09.º Lagoa Santa - IDHM 0,777
Lagoa Santa (foto acima de Sônia Fraga) tem o IDHM de 0,777. Faz parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte, distante apenas 40 km e com pouco mais de 50 mil habitantes. Cidade tranquila e muito procurada para quem busca um lugar promissor para viver. É conhecida no mundo todo por pela variedade de descobrimentos fósseis que constituem o rico acervo arqueológico da região.Além disso, belezas naturais do município chamam a atenção, bem como seus doces. Lagoa Santa faz parte da Rota das Doceiras de Minas Gerais. O seu mais belo atrativo é a lagoa, que faz parte de área ambiental protegida por lei. Segundo crenças, as águas da lagoa possuem propriedades curativas, crença esta que motiva pessoas a se banharem em suas águas. 
10.º Itaú de Minas - IDHM 0,776
Itaú de Minas está 360 km de Belo Horizonte, no Sudoeste de Minas com IDHM de 0,776, conta com 100% de suas crianças entre cinco e seis anos frequentando escola e a expectativa de vida chega 76,7 anos. A cidade tem grande vocação industrial. Um dos grandes fomentadores do desenvolvimento econômico da cidade é a famosa fábrica de cimento Itaú, considerada a maior fábrica de cimento da América Latina. Além do cimento, Itau de Minas possui uma das mais importantes jazidas de calcário, administrada pelo Grupo Votorantim. 
11.º Viçosa - IDHM 0,775
Viçosa é uma das cidades mais desenvolvidas de Minas Gerais.  Seu IDHM é de 0,775. Com mais de 75 mil habitantes, a maioria destes jovens, a população do município é predominantemente urbana, mais de 92% de seus habitantes vivem na cidade. É um dos grandes pólos de educação em Minas Gerais, graças a presença da Universidade Federal de Viçosa (na foto acima de Chico do Vale), fundada em 1926, pelo por Arthur Bernardes, presidente da República na época e nascido na cidade. A Universidade organiza anualmente centenas de eventos científicos e acadêmicos, o que atrai várias pessoas do Brasil e do mundo para a cidade. Um dos grandes atrativos da cidade é o doce de leite, produzido pela própria Universidade. É considerado um dos melhores doces do mundo.  Sua população é composta na sua maioria por jovens, o que confere uma dinâmica à cidade, além do grande número de festas que se realizam durante a semana.
12.º Pouso Alegre - IDHM 0,774
Pouso Alegre (foto acima de Fernando Campanella) tem o IDHM de 0,774. A bela cidade do Sul de Minas é um dos mais importantes pólos regionais do Estado, com grande atividade industrial, comercial e agropecuária. De posição geográfica privilegiada, as margens da Rodovia Fernão Dias, no corredor industrial Belo Horizonte - São Paulo, facilitando assim o escoamento rápido de sua produção industrial e agrícola. É a décima maior cidade de Minas Gerais, com cerca de 150 mil habitantes e a segunda do sul de Minas. 
13.º Araguari - IDHM 0,773

Araguari é a terceira maior cidade do Triângulo Mineiro. (foto acima de Thelmo Lins) Seu IDHM é 0,773. Está situada numa posição geográfica estratégica, servida por rodovias federais e estaduais, além de ferrovias. É uma grande produtora de leite e gado de corte, além de grãos e frutas como, soja, laranja, milho, sementes de girassol e uva onde a fruta é colhida e processada na indústria local. 70% do suco consumido no Brasil saem de Araguari. Além disso, o município produz café de alta qualidade, considerado um dos melhores cafés do mundo, bem como é o maior produtor de tomate do Estado. 
 O destaque de Araguari não é somente na indústria e agropecuária. O município é um pólo regional de turismo, sendo rico em cultura, folclore e artesanato. Suas belezas naturais, com mais de 100 cachoeiras, reservas ecológicas intactas, grutas, fauna e flora exuberante e inúmeras opções de lazer oferecidos pelos lagos das hidrelétricas próximas ao município são atrativos para os amantes do ecoturismo e prática de esportes radicais. 
14.º Uberaba - IDHM 0,772
Uberaba, no Triângulo Mineiro tem cerca de 331 mil habitantes e IDHM de 0,772 (na foto acima de Jorge Nelson) tem cerca de 325.279 mil habitantes e IDHM de 0,772. Famosa por ser a capital mundial do gado Zebu, raça de origem indiana introduzida em Minas Gerais no final do século 19, por criadores da cidade, sendo hoje pólo na criação, desenvolvimento genético e comercialização do zebu. Uberaba sedia a maior empresa de inseminação pecuária no país, a Alta Genetics. Todos os anos, acontece na cidade a Expozebu, a maior feira de gado zebu do mundo.  Uberaba se destaca também pela limpeza, sendo considerada uma das 10 cidades mais limpas do Brasil. Na cidade pode se encontrar um rico artesanato, o Museu Paleontológico de Peirópolis, distrito da cidade, bem como um conservado patrimônio histórico e cultural, principalmente os de cunho religioso, como o Reinado de Nossa Senhora do Rosário e as Folias de Reis. Foi em Uberaba que viveu Chico Xavier, famoso médium espírita que deixou uma grande obra na cidade. Uberaba tem ainda várias áreas verdes e diversas cachoeiras pelo município. 
15.º Araxá - IDHM 0,772

Araxá é famosa por ser a terra em que viveu Dona Beja, famosa cortesã que escandalizava a sociedade do século 19 que virou tema de novela, filme e samba enredo de escola de samba carioca.Além disso, Araxá (foto acima de Arnaldo Silva) é uma das mais belas cidades de Minas Gerais, considerada o maior spa de águas radioativas e medicinais do país. Suas águas e principal atrativo estão concentrados no Parque do Grande Hotel de Araxá, inaugurado por Getúlio Vargas em 1944,cuja arquitetura tem forte inspiração nos castelos europeus da Idade Média e todo o glamour da década de 1940, com luxuosos salões. No local estão as fontes de água radioativas, a preferida de Dona Beja e a fonte de água sulfurosa. As famosas termas de Araxá, ficam ao lado do Grande Hotel, oferecendo acupuntura, massagens, sauna, duchas, banhos medicinais e terapêuticos com lama e água sulfurosa.  
Além de sua história e águas medicinais, Araxá está próximo a uma as entradas do Parque Nacional da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco e possui paisagens com rios e cachoeiras deslumbrantes, muito procurada por amantes do ecoturismo. 
Na cidade estão sediadas várias empresas, inclusive de grande porte, entre elas a CBMM, mineradora que explora o ferro-nióbio e a Vale Fertilizantes, que explora rocha fosfáltica e fertilizantes fosfatados. A mineração é sem dúvida a grande mola propulsora do desenvolvimento industrial da cidade, bem como a agropecuária, o variado comércio local e o turismo, já que a cidade é uma das mais procuradas por turistas tanto de Minas, quanto do Brasil e do mundo, que vem à cidade conhecer as Termas de Araxá.
          Como são 853 municípios mineiros, não tem como listar um por um, de acordo com sua colocação aqui, ficaria muito extenso. Neste link (https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_munic%C3%ADpios_de_Minas_Gerais_por_IDH-M) tem a posição de cada um dos 853 municípios mineiros, do primeiro ao último, 853º. Basta copiar e colar.

sábado, 1 de outubro de 2016

Conheça Uberlândia

(Por Arnaldo Silva) Distante 537 km de Belo Horizonte, Uberlândia no Triângulo Mineiro (na foto acima de Jorge Nelson) com população de 691.305.682 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, sendo o município mais populoso da região do Triângulo Mineiro, o 12º mais populoso do interior do Brasil e o segundo mais populoso de Minas Gerais, atrás a da capital, Belo Horizonte, sendo mais populosa até que algumas brasileiras como Vitória (ES), Aracaju (SE), Florianópolis (SC) e Cuiabá (MT).  
     Fundada em 1880 é hoje a maior cidade do Triângulo Mineiro. Com localização geográfica privilegiada, sua malha rodoviária liga facilmente a grandes centros urbanos como Belo Horizonte pela BR-262, São Paulo pela BR-050 e Rio de Janeiro via BR-050 e BR-116, Goiânia pela BR-452 e BR-153 e Brasília, pela BR-050.
           Além de ser ligada por rodovias, Uberlândia (na foto acima de Jorge Nelson) possui uma malha ferroviária para escoamento de sua produção agropecuária e industrial e ainda o terceiro maior aeroporto de Minas Gerais e o 27º do Brasil em número de passageiros transportando em média 1 milhão de passageiros/ano, operando em seu aeroporto a Latam, Gol Linhas Aéreas, Passaredo, Trip Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas. Seu aeroporto comporta aviões  como o Airbus A320 e o Boeing 737, com voos para Belo Horizonte, São Paulo, Goiânia, Brasília, Ribeirão Preto, Campinas, Franca, Uberaba, Araxá, Porto Seguro, Cuiabá, Salvador e Curitiba. 
          Por ser uma cidade desenvolvida, industrializada e com economia agrária forte, destacando a produção de grãos como soja e girassóis por exemplo (na foto acima de Cris Ferreira), fumo, pecuária leiteira e de corte, Uberlândia se destaca no turismo de negócios nacional, realizando constantemente eventos de negócios nacionais e internacionais. Tanto é que teve reconhecimento como uma das cidades do Brasil que mais sedia eventos internacionais, pela International Congress and Convention  Association (ICCA) (a principal entidade do segmento de turismo e eventos internacionais) como uma das cidades brasileiras que mais sedia eventos internacionais, ficando na nona posição, entre as 12 cidades melhores colocadas, sendo a única que não era capital.  
     Além de sua importância econômica e industrial, Uberlândia se destaca por seu rico artesanato, teatro, música e esporte, além do turismo tendo como seus principais atrativos o Parque do Sabiá (na foto acima de Cris Ferreira) e o Parque Municipal Victorio Siquierolli, as estações ferroviária Uberabinha e Sobradinho, tombado como Patrimônio Histórico Municipal.
Tem ainda o Mercado Municipal, o Museu Municipal de Uberlândia, antiga sede da Prefeitura Municipal, na charmosa Praça  Clarimundo Carneiro (na foto de Eduardo Afonso), a elegante  avenida Rondon Pacheco, onde se concentra a vida noturna da cidade, conhecida como o "corredor gastronômico" de Uberlândia,  com dezenas de estabelecimentos entre restaurantes, cachaçarias, pizzarias, cafeterias, sorveterias, docerias, etc. 
 A cidade ainda possui uma ampla rede hoteleira, lojas de conveniência, supermercados, hipermercados, postos de gasolinas, prédios com arquiteturas modernas e atraentes, shoppingns centers sofisticados e uma ótima estrutura urbana.
Belas paisagens, com cachoeiras maravilhosas completam o cenário uberlandense, como da foto acima do Eudes Cerrado, mostrando a Cachoeira do Sucupira, uma da mais lindas e procuradas da região. 

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