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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Conheça Santa Maria do Salto

 (Por Arnaldo Silva) Com cerca de 6 mil habitantes, Santa Maria do Salto é uma tranquila, charmosa e atraente cidade no Vale do Jequitinhonha, distante 827 km de Belo Horizonte. O município faz divisa com Jacinto, Salto da Divisa, Santo Antônio do Jacinto e Itagimirim (BA) (foto abaixo enviada por Márcia Porto)
          Sua história começa nas primeiras décadas do século XX com a chegada na região de Joaquim Cabral, um lavrador que deixou sua cidade natal, Ituassú, na Bahia, em busca de terras férteis e trabalho. Na região foi o pioneiro, desbravando as matas virgens, construindo uma pequena casinha de taipa, no meio da mata, trabalhando na exploração de madeira e cultivo de lavouras. Com muito esforço, seu trabalho prosperou, formou família e vendia sua produção nas redondezas em lombos de burros, por isso recebeu o apelido de “Zé Tropeiro”. 
          A prosperidade da família do atraiu outras pessoas para a região, que vieram em busca de dias melhores. Por volta de 1936 e já em idade avançada, não querendo vender toda sua terra, decidiu vender apenas uma parte de sua área para a formação de um povoado. Um ano depois, várias casas estavam sendo erguidas e o povoado começou a crescer. Além da família de seu fundador, Joaquim Cabral, o arraial teve como pioneiros as famílias de Jesuíno Gil, Cármino José de Souza, Ferraz de Brito, Gonçalves Viana, Antônio Rocha, Abdias Ruas, Costa Gomes, Almeida Campos, Rodrigues Soares e Alves de Souza. Pouco tempo depois era erguida uma singela capela. Com o crescimento do arraial, a capela estava pequena para os fiéis, tendo sido demolida e construída outra no lugar, maior, mais espaçosa e mais confortável, dedicada à Nossa Senhora da Imaculada Conceição. (foto acima e abaixo enviadas pela Márcia Porto)
          O arraial se desenvolvia com abertura de novas ruas, surgimento de novas casas, havendo a necessidade de uma escola, que foi instalada em 1938, sendo sua primeira professora, Dona Julieta Costa Gomes, que contou com a ajuda e apoio de algumas professoras como Odete Porto, Anísia Silva Cabral e Maria Rodrigues.
          O povoado passou a se chamar Santa Maria, em homenagem à esposa do fundador, que chamava Maria. O arraial, inicialmente vinculado ao município de Almenara, passou a pertencer ao município de Jacinto e por fim, a Salto da Divisa, tendo sido acrescentado a palavra Salto ao nome do povoado, ficando Santa Maria do Salto. Em 30 de dezembro de 1962, o povoado foi elevado a Vila e a categoria de cidade, sendo o município instalado como independente e emancipado em 1 de março de 1963. (foto enviada por Márcia Porto)
          Hoje Santa Maria do Salto continua com ares de cidade tipicamente interiorana, mineira e tradicional. A economia da cidade continua tendo como base a agricultura, monocultura, pecuária, produtos artesanais como queijos e doces, com um pequeno, mas diversificado comércio na área urbana.
          A cidade se destaca pela beleza e charme da Praça Aurelina Mota Santos, uma das mais belas praças de Minas Gerais, com jardins e árvores bem cuidadas. (foto acima de Davi Porto e abaixo, da Márcia Porto, a simplicidade do interior da Matriz)
          A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em frente à praça é um dos marcos da fé do povo santa-mariense, tendo ao fundo a Pedra do Elefante. Além do belo templo católico, em Santa Maria do Salto encontra a Igreja Assembleia de Deus e Congregação Cristã no Brasil.
          O município é praticamente plano, com uma altitude de 167 metros, estando a 19 km da margem direita do Rio Jequitinhonha, sendo banhado pelo Córrego da Areia. (foto acima de Márcia Porto)
           Como a maioria dos municípios da região do Jequitinhonha e Mucuri, Santa Maria do Salto é rodeada por enormes afloramentos rochosos, tornando incrivelmente bela e impactante, sua paisagem. (foto acima de Davi Porto) A cidade nasceu aos pés de uma dessas pedras, compondo um cenário urbano e ao mesmo tempo natural, é única, fazendo da cidade uma das mais atraentes de Minas Gerias, pela singularidade dos afloramentos rochosos, pela beleza de sua praça e simplicidade de sua igreja, seu charmoso casario ao redor e a simplicidade e hospitalidade de seu povo.
(Fonte das informações: Site da Prefeitura Municipal e IBGE com fotos enviadas  por Márcia Porto)

domingo, 20 de novembro de 2016

A saudade que o tempo deixou

(Por Arnaldo Silva) Ser mineiro é eternizar emoções! Olho em meu redor, vejo minha casa, uma casa bonita que conquistei com muito esforço e que me dá todo o conforto e as facilidades que a modernidade me oferece. Abro o portão, vejo o asfalto, casas, praças, prédios, carros, gente apressada. Paro e volto para dentro de mim, revivendo emoções de tempos atrás. 
          A vida era difícil naqueles tempos. O trabalho era pesado, no braço. As dificuldades eram muitas, mas as famílias eram unidas, as brincadeiras eram sadias, a vida era saudável. As ruas eram cheias de vidas e as praças, lugar de encontro de casais enamorados. (acima, tela do artista plástico Márcio Luiz)
          Sento à beira da calçada, com os pés na sarjeta do asfalto e minha mente retrocedendo no tempo. Lembrei de uma frase que meu avô dizia: “Ser mineiro filho, é falar pouco e ouvir muito”. Incorporei esse conselho à minha vida.
          Ser mineiro é saber falar Uai e na medida certa, expressar em apenas 3 vogais, desconfiança, confiança, alegria, raiva, tristeza, dúvidas, susto, medo, amor e saudades.
          Uai sô, que saudades! Que lembranças dividirei com vocês!
          Saudade de um tempo onde as ruas não tinham asfalto e nem sabíamos o que era isso.
          Não havia muros de concreto que dividiam casas e famílias. Apenas cercas baixas, feitas com bambu, apenas para proteger da entrada de animais. 
          As casas não tinham cadeados, nem chaves. As portas e janelas, eram feitas de madeiras rústicas, não tinham chaves, apenas uma tramela. Podíamos viajar, ficar dias fora e deixar a casa assim, apenas trancada com simples trincos e tramelas. Íamos tranquilos, sem nenhuma preocupação. (foto acima de Fernando Campenella)
          Ser mineiro é se preparar para visitar os amigos. 
          Lembro bem. A mãe nos vestia com a melhor roupa que tínhamos. Naqueles tempos, nossas roupas eram feitas com panos de saco de arroz, na roda de fiar. (como esta, na foto do Saulo Guglielmelli) Minha mãe aprendeu com minha avó, que aprendeu com a minha bisavó. E éramos bem vestidos.
          Fazer visitas a um parente, um compadre ou comadre, principalmente quando alguém adoecia, era obrigatório. Íamos todos juntos, em família e levávamos presentes. Um bolo, uma rosca, um doce, uma cuia de cuité. Ofertávamos o melhor que tínhamos.
          Íamos ainda sem avisar. Se fosse perto, íamos a pé e se fosse longe, íamos de charrete. Era uma alegria tremenda pelo caminho.  Chegávamos antes do almoço e só íamos embora no fim da tarde. Éramos bem recebidos, com alegria e abraços. Era uma alegria, uma ternura e um afeto sincero dos que recebiam visitas e dos que visitavam. 
          A gente só ouvia: “não repara nada não viu?”. “Entra, senta que a casa é sua”. (foto acima de John Brandão/@fotografo_aventureiro em São Tomé das Letras)
          Receber visitas era um dos melhores momentos das famílias. Sempre ficávamos felizes quando recebíamos visitas e quando iam embora, deixavam um vazio. E mesmo eu sendo criança, sentia a alegria de todos da casa em nos receber. Era um momento de abraços, de amizade, e de colocar os assuntos em dia.
          Ser mineiro é falar com alegria da última reza do terço. Do batizado que teve na comunidade. Da colheita na roça e do porco na engorda. É falar da última visita à Aparecida. É relembrar os momentos de fé e alegria nas comitivas que cortavam o nosso sertão, levando e buscando gado. (foto abaixo de Arnaldo Silva)
          Ser mineiro é dividir a alegria do dia-a-dia com todos da comunidade.
          Ser mineiro é receber bem as visitas, tomar bênção dos pais, tios, tias, avós e padrinhos.
          Ser mineiro é respeitar e obedecer aos mais velhos, aprendi isso desde menino. A começar pelo irmão mais velho. Era o mais respeitado da casa, depois dos pais.
          E claro, ser mineiro é logo convidar as visitas para irem para o melhor lugar da casa: a cozinha.
          Todos ficavam à beira do fogão, com a fumaça subindo pela chaminé, enquanto sobre o fogão, tinham uma tábua pendurada e sobre a tábua, linguiças e queijos, defumando na fumaça. Enquanto a chaleira esquentava a água para o café, a prosa era divertida e sempre alguém contava uns “causos” interessantes, que prendiam nossa atenção. 
          A mãe tirava da sacola o que tinha trazido e colocava tudo na mesa. A dona da casa, pegava queijos, biscoitos, broas, bolos, leite fervido, ainda com a nata, juntava tudo e a gente comia à vontade. Era um banquete! A mesa era farta. (foto acima de Saulo Guglielmelli na Fazenda Campo Grande em Passa Tempo MG)
          Ser mineiro é não ter miséria na mesa.
          Ser mineiro é dar o melhor que existe na casa, para as visitas comerem.
          Era tão bom a casa cheia de gente, cheia de prosa boa, de comida boa e muito café.
          Ser mineiro é te chamar para tomar um cafezinho, mas não pense que é um cafezinho apenas. Vai tomar é o bule inteiro e ainda vai passa mais café, além de comer biscoitos, queijos, broas e brevidades. Isso não falta em cozinha de mineiro. (foto acima de Chico do Vale de Viçosa MG)
          Ser mineiro é nunca recusar uma boa prosa e muito menos queijo, broas e biscoitos e claro, café. Pode até recusar uma cachacinha, mas recusar tomar café em casa de mineiro, é uma afronta!
          Queríamos que não acabasse, que aquele momento de alegria entre vizinhos, amigos ou compadres e comadres fossem para sempre. Doces momentos da simplicidade da vida, que ficam eternamente marcados em nossa alma. 
          Enquanto os adultos proseavam, as crianças brincavam. As meninas iam para o pomar e pegavam espigas de milho e brincavam de fazer boneca e depois pegavam os cabelos da espiga, colocavam em um pano, amarravam e brincavam de queimada. Os meninos faziam cata-vento e davam voltas em redor da casa. Brincávamos de esconde-esconde, de pegador. (tela acima do artista plástico Márcio Luiz)
          Na hora de ir embora, era a parte mais triste do dia. A dona da casa nos dava mais coisas para levar. Era queijo, carne na lata, linguiça, doces, biscoitos, bolos e até farofa de carne desfiada com banana da terra. O pouco que a gente levava, trazia em dobro. Era sempre assim.
          Ser mineiro é se entristecer com a partida e abençoar na despedida.
          Sempre ouvíamos um “vai com Deus”, “que nossa Senhora te acompanhe”, “que Deus proteja vocês” e retribuíamos com mais bênçãos.
          Meu pai e minha mãe faziam questão de convidar a família para nos visitar também. E iam sim, eram recebidos da mesma forma, com muita alegria, e simplicidade. Traziam coisas e levavam também. A amizade era recíproca. O prazer em receber visitas era um prazer mesmo, um imenso prazer e demonstravam isso.
          Quando íamos embora, a família que nos recebia ficava toda na porta da casa, acenando. Enquanto não saíamos da vista deles, não saiam da porta. Voltávamos para casa, cansados de tanto brincar e comer, mas era uma volta cheia de alegria. 
          Quando chegávamos em casa, tomávamos banho na bacia. Enquanto isso, meu pai gostava de ir no pomar, pegar cana, cortar e partir em gomos e dava pra gente, num prato. Dizia que a cana fazia a gente ficar forte. Nossa, que doce momento isso! Um ato simples, que nos alegrava. O doce sabor da cana é hoje, uma doce saudade desses tempos. (fotografia acima de Eliane Torino) 
          Não tinha energia elétrica. A luz que nos iluminava era a do sol e da lua. À noite, a nossa luz era a da lamparina, iluminava pouco, mas enchia nossos corações de luz. Era uma simplicidade de vida que emociona. (foto abaixo de Arnaldo Silva)
          Não tínhamos televisão em casa, apenas um velho rádio a pilha. Vivíamos em comunidade, todos eram amigos uns dos outros e todos se ajudavam. Se alguém passasse dificuldades, todos se uniam para ajudar.
          As crianças brincavam tranquilas, com brincadeiras sadias e brinquedos simples. Eram saudáveis, alegres e na mais humilde família, o amor se fazia presente.
          A gente ia para a horta, pegava chuchu e com alguns palitos, já fazíamos vaquinhas, bois, cavalos e brincávamos felizes. Fazíamos curralzinho com palitos. Reproduzíamos o mundo que vivíamos, em nossas brincadeiras.
          Eu adorava visitar as casas. Cada dia era uma novidade. Sempre fui muito atencioso e sempre prestava atenção em todos os detalhes.
          Ser mineiro é ser bem sabido, olhar com discrição e guardar as emoções vividas.
          São lembranças, que só quem viveu é que sabe. É um trem que nos marca para a vida toda. 
          Lembranças de quando vi pela primeira vez minha avó fazendo queijo. Lembro do pingo, descendo sobre a tábua rústica de jacarandá, na dispensa da casa (bem parecido com a da foto acima do Múcio Furtado em Ibiá MG). Eram as gotas do soro que escorriam. Delicadas e pacientes gotas que caiam, a cada espremida que minha avó dava na massa.
          Aquela criança, que ficava em silêncio, encostada à porta da dispensa, escura, com paredes de barro, tendo apenas as velhas bancadas de madeira bruta, já gastas pelos pingos e anos de uso, em silencia permanecia.
          Na dispensa, tinha ainda as fôrmas de queijos e também, várias latas cheias de carne, sacos de arroz, fubá, polvilho, farinha de mandioca, feijão e café, da última colheita. 
          Ficava a observar o ambiente colonial, quase que medieval. Era ali, nas mãos de minha avó, que estavam os segredos coloniais de nossa culinária, guardados na mente e lembranças, passados de mãe para filha, ao longo de gerações.
          Latões de leite, o coalho, a massa, o sal, o pano, as fôrmas de madeira, as cuias de cuité e o queijo sendo formado, enquanto pela tábua inclinada, o pingo descia. Pingo a pingo, formando o coalho para ser usado no dia seguinte. Era a perpetuação do sustento da família, o queijo de leite cru.
          Pingos de um doce momento de minha vida que ficaram para a eternidade.
          Essa criança foi feliz. Hoje, a felicidade ficou na lembrança.
          Quando cresci, voltei ao lugar que tanto fui feliz. A vida se foi, a alegria se foi. O povo se foi.
          Da comunidade, cheia de gente e de vida, nada existe mais. Da casa de minha avó e minha mãe, nada restou, o tempo levou. Eles se foram. Uns para a morada de Deus, outros, para a cidade grande, em busca de melhores condições de vida.
          Onde passava a alegria das famílias, passa boi.
          Pelos caminhos que íamos visitar os parentes, passa boi.
          Nos campos dourados de arrozais e imensos cafezais. Hoje tem capim pra boi.
          Do curral onde bebíamos leite cedinho, nada restou. As árvores do pomar, morreram. O riacho secou. A vida se foi.
          O homem que cuidava de sua família, hoje cuida do boi.
          O homem que plantava sua própria comida, planta comida pra boi. A cerca de bambu que protegiam as casas, não existem mais. A cerca é de arame, para proteger o boi. 
          A vida se foi, ficou o boi. Eles se sentem os donos do lugar. São os donos hoje. (na foto acima, onde era um cafezal, hoje tem bois e vacas guzerá)
          Fui embora, deixei lá minhas emoções, alegrias, sonhos, brincadeiras. Ficou lá o boi.
          Ser mineiro é se emocionar com o tempo que se foi.
          Agora é hora de levantar da calçada, entrar para casa. Abrir o cadeado do portão, destrancar as portas e janelas com chaves, voltar para o mundo moderno.
          A rua fica fazia, as praças ficam vazias. As casas parecem túmulos, todas lacradas, muros altos, chaves e cadeados. Mas é a vida que vivemos hoje. (na foto abaixo, há mais 20 anos,  última visita que fizemos ao meu avô)
          Hora de voltar para o vazio da solidão da vida moderna.
          Não tem mais visitas, não tem mais famílias passando o dia na casa das outras, não tem mais compadre e nem comadre e nem as crianças pedindo bênçãos aos pais, avós, tios e padrinhos.
          Hoje tem a tecnologia, as conversas em família e entre amigos, estão na palma das mãos, pelo celular. Não tem mais abraços, afetos, contato, almoços de domingo, brincadeiras no quintal.
          O tempo passou, só me resta me conformar com a solidão, com a saudade, com a eternidade de momentos tão lindos, que nossos filhos hoje nunca viverão.
          Hoje tenho tudo na ponta dos dedos, só apertar botões, teclar, tudo rápido e fácil, mas os doces momentos de uma vida que tive, as lembranças das visitas em família, dos almoços de domingo, do café aquecido na chapa do fogão a lenha, do pão de queijo, das broas, dos biscoitos de polvilho frito, da carne na lata, do prato esmaltado, da brevidade, do queijo, isso, tecnologia nenhuma me dará.
          Posso mandar um abraço online para amigos, mas nunca será como dar um abraço real e caloroso em amigos e parentes, comadres e compadres.
          Posso te dar um oi, um olá, mas nunca sentirá a alegria de pegar na mão de seu pai, mãe, avó, avô, padrinho ou madrinha e pedir bênção e ouvir “Deus te abençoe meu filho”.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

3 cidades mineiras entre as melhores para viajar no Brasil

A Trivago, atualmente o maior motor busca e comparador de preços de hotéis e periféricos do mundo, avaliou entre seus usuários os 10 melhores destinos para se viajar no Brasil, levando-se em conta o custo-benefício das viagens, preços de hotéis e na própria avaliação dos turistas. Não que o turismo nessas 10 cidades sejam baratos, mas comparando-se com outras localidades, sim, estão mais em conta. A pesquisa divulgada em 2016, apontou 3 cidades mineiras entre as 10 mais bem colocadas em todo o pais.
           A mais bem colocada de Minas foi Monte Verde, distrito de Camanducaia, no Sul de Minas, que ficou, em quarto lugar. Tiradentes no Campo das Vertentes ficou em sexto lugar e Ouro Preto a 96 km de Belo Horizonte, na sétima posição (na foto acima Ane Souz).
          Numa lista de 10 cidades de todo o país, ter 3 cidades mineiras no topo da lista da Trivago, é o reflexo do crescimento do turismo em toda Minas Gerais, que estamos percebendo ao longo dos últimos anos. (na foto acima de Matheus Freitas/@m.ffotografia, vista parcial de Tiradentes ena foto abaixo, de Ricardo Cozzo, Monte Verde MG)
          A avaliação positiva  dos usuários da Trivago reflete a satisfação dos turistas que vem à Minas, se hospedando em pousadas e hotéis, reconhecendo Minas Gerais como referência em hospitalidade e qualidade de sua rede hoteleira, principalmente, valorizando em si as cidades mineiras e o turismo no Estado. 
          A escolha das cidades foi baseada em pontuações que vai até 100 pontos. Quanto maior a pontuação, mais bem avaliada é a cidade. As que ficaram no topo da lista, com maiores pontuações, foram essas 10 abaixo, em ordem:
01. Bonito – Mato Grosso do Sul – 95,56 pontos
02. Porto Seguro – Bahia – 95,42 pontos
03. Morro de São Paulo – Bahia – 95,29
04. Monte Verde – Minas Gerais – 95,29
05. Ilha Bela – São Paulo – 94,94
06. Tiradentes – Minas Gerais – 94.94
07. Ouro Preto – Minas Gerais – 94.13
08. Jericoacoara – Ceará – 93.77
09. Paraty – Rio de Janeiro – 93,73
10. Caldas Novas – Goiás – 93,63

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Dicas para montar uma tábua de queijos

(Por Arnaldo Silva) Que o queijo de Minas Gerais é o melhor do Brasil isso não é novidade para ninguém. O queijo corre nas veias do mineiro e está presente no nosso dia a dia. Comer um queijo mineiro é simples. Basta uma faca, cortar e pegar a caneca com café e pronto.
          Como tem gente que gosta de coisas mais finas, sofisticadas, com arranjos mais detalhados e degustar queijos mais, conhecer o mundo dos queijos é importante, já que são vários tipos diferentes de queijos produzidos no Estado. São mais de 50 tipos de queijos produzidos em Minas. No mundo todo, existem cerca de 400 tipos de queijos.
          Essa diferença é o que possibilidade preparar uma tábua de queijos variada, onde se pode degustar à vontade, sabores, texturas e massas diferentes de queijos. Saber harmonizar e preparar esses queijos em tábuas, para eventos familiares, empresarias e sociais, que requer queijos mais leves ou light. Para te ajudar nessa tarefa, temos aqui sei dicas de como montar uma tábua de queijos.
01 - Você tem a opção de escolher alguns tipos de queijos mineiros como o Canastra, Araxá, Serro, da Serra do Salitre, do Triângulo Mineiro, de Diamantina, o parmesão de Alagoa, o queijo Prato de Aiuruoca, os queijos de Cruzília e o Cabacinha do Vale do Jequitinhonha. Esses são só alguns exemplos. É bom ter variedades na tábua.
Os queijos menos calóricos são os mais brancos. Para uma tábua light prefira estes em maior quantidade, mas não deixe de colocar os outros para não ficar muito enjoativo.

02 - Além do queijo de leite de vaca, tem também em Minas o queijo de leite de búfala, produzido em Araújos MG e também de cabra, produzido em Barbacena. São deliciosos, leves, saudáveis e devem estar presentes em tábuas de queijos. 
03 - Segundo cálculos de donos de buffets, cada pessoa consome em média num evento, 20 gramas de queijos, desde que haja outras opções de comida. Se os queijos forem o prato principal ou o único, como em eventos de degustação de queijos, ai é diferente. Teria que ser 80 gramas por pessoa.
04 - Quando for escolher uma tábua para colocar os queijos, não use as feitas em madeira de pinho ou eucalipto porque o cheiro das tábuas vai interferir no sabor dos queijos. As de pedras pode usar tranquilamente. Mas as de madeira dão um charme mais rústico e rural à tábua. Basta escolher a madeira certa, sem cheiro. 
05 - Outro detalhe importante é que as tábuas não devem estar em geladeira porque, frias ou geladas, mudam o sabor dos queijos. E nem os queijos devem estar na geladeira porque perde todo o processo de maturação natural dos queijos. Na geladeira, o sabor, textura, cor e firmeza da massa são modificados. O único queijo que pode ir a geladeira é o Queijo Minas Frescal, mesmo assim vai soltar o excesso de líquido e perder o sabor. A melhor forma de armazenar queijos e preservar sua qualidade, sabor e originalidade, é armazená-los em queijeiras com telas, em temperatura ambiente. 
06 - Por fim, harmonize sua tábua com vinhos finos secos que é o melhor tipo de vinho, já que, sem o açúcar, a bebida não interfere no sabor do queijo. O mesmo com o pão italiano de casca dura. Tanto os vinhos secos, como o pão de casca dura não interferem no sabor do queijo, assim, pode se apreciar melhor a textura, a massa e o sabor do queijo em suas características originais.
Ai estão as dicas. Agora é só colocá-las em práticas.
(Os queijos e fotos desta edição são da Fazenda Bela Vista em Alagoa MG, Sul de Minas, premiado no Mondial du Fromage, em Paris/França/2019)

terça-feira, 8 de novembro de 2016

16 apaixonantes cidades da Serra da Mantiqueira

(Por Arnaldo Silva) A Serra da Mantiqueira é uma cadeia de montanhas que fica no Sul de Minas Gerais, se estende para SP e Rio de Janeiro. É uma das mais belas regiões do Brasil, onde concentra-se as cidade de maior altitude em Minas Gerais e também as mais frias e com grande número de cachoeiras. Sua belezas, arquitetura e singela das cidades atraem todos os anos casais e amantes da natureza para passeios, férias, lua de mel ou mesmo para viver nas pacatas e charmosas cidades no alto das montanhas mineiras. São passeios incríveis, em lugares de tirar o fôlego, realmente inesquecíveis.(na foto acima de Marlon Arantes, Aiuruoca MG). Nesse post, você irá conhecer 15 cidades da Serra da Mantiqueira.
01 - Marmelópolis
          A 1277 metros de altitude está Marmelópolis. Uma cidade que lembra uma pequena vila portuguesas, essa é Marmelópolis, uma das menores cidades de Minas, com menos de 3 mil habitantes, com grande destaque para seu inverno congelante, mas é congelante mesmo gente! (na foto acima de Jair Antônio Oliveira) Para espantar o frio, tem na cidade a Sopa de Marmelo, já que a fruta é uma tradição na região. Ainda hoje é. Plantações de marmelo vem endo recuperadas e ampliadas, com o retorno do plantio do marmeleiro no município. A fruta é tão importante que todos os anos acontece a Festa do Marmelo, geralmente em maio, com exposição dos derivados da fruta, do artesanato local e da culinária, destacando os queijos, doces diversos e a truta, muito comum na Mantiqueira mas em Marmelópolis tem um preparo especial. 
02 - Aiuruoca
          A 989 metros de altitude está Aiuruoca, uma das mais charmosas e atraentes cidades da Serra da Mantiqueira, onde vivem pouco mais de 6 mil pessoas, todos simpáticos, gentis, hospitaleiros, que recebem muito bem os visitantes. Na cidade se destaca seu carnaval, um dos melhores da região, sua gastronomia tipicamente mineira, seu casario e casarões em estilo colonial. A matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1726, é uma joia da história mineira. Aiuruoca se destaca ainda na produção de azeites e queijos de qualidade, com destaque para o Queijo Prato, herança da presença dos imigrantes dinamarqueses na região. (na foto abaixo, de Marlon Arantes, vista parcial de Aiuruoca)
          A natureza em Aiuruoca é um verdadeiro espetáculo, um convite total ao descanso, sossego, relaxamento. Pra quem gosta de esportes radicais, o município tem estrutura para as práticas de Rapel, canyoning, escalada, tirolesa, rapel guiado, off-road, mountain bike, mini-rafting, rafting, boia cross. São mais de 80 cachoeiras paradisíacas, picos, como o do Papagaio e pousadas aconchegantes, sofisticadas e requintadas, tanto na área urbana, quanto na zona rural e totalmente integradas às belezas naturais da Serra da Mantiqueira. 
03 - Pedralva
          A 911 metros de altitude está Pedralva (foto acima de Leonardo Souza/@jleonardo_souza_srs), cidade com poucos mais de 12 mil habitantes, conhecida no Brasil como "Cidades dos Gêmeos" por ter números bem acima da média nacional de gêmeos que nascem na cidade. É uma das cidades mais charmosas, destacando como toda cidade da Mantiqueira, por suas paisagens e cachoeiras paradisíacas. Pedralva se destaca ainda pelo seu rico artesanato, produção de cachaça, doces e queijos de qualidade e pelos eventos sociais e religiosos que acontecem durante o ano como a festa do padroeiro São Sebastião, em janeiro, Carnaval, o aniversário do município em 7 de maio e o Pedrock, com apresentação de bandas, que acontece em julho de cada ano.
          Outro destaque de Pedralva é o Pedrão, charmoso distrito rodeado por montanhas (na foto acima de Rinaldo Almeida) muito procurado por turistas que vem à cidade subir à Serra do Pedrão para praticarem voo livre, trekking e alpinismo. Pedralva ainda tem como atrativos o sitio arqueológico da Gruta do Badulaque, cachoeiras, rios, lagos e a Serra da Pedra Branca, um dos pontos mais altos do município, atingindo 1848 metros de altitude.
          Outro destaque de Pedralva é o povoado de Furnas (na foto acima de Fernando Campanella) um bucólico, pitoresco, charmoso e privilegiado lugar, aos pés da serra, rodeado por belíssimas paisagens e um casario simples, singelo, que mais lembra um presépio. 
04 - Alagoa
          A 1132 metros de altitude está Alagoa (na foto acima de Rildo Silveira),  conhecida pelo queijo parmesão produzido nas propriedades rurais do município, sendo considerada a "Terra do Queijo Parmesão" no Brasil, cuja qualidade e sabor são únicos, só encontrado em Alagoa, graças ao clima, relevo e altitude da região. Além do parmesão, produz queijos mineiros, em especial os queijos D´Alagoa, do produtor Osvaldo filho e o Queijo da Fazenda Bela Vista, medalhistas no último concurso do Mondial du Fromage, realizado na França. Cidade tranquila, com pouco menos de 3 mil habitantes é uma das menores cidades de Minas Gerais, porém uma das mais frias do Estado, com temperaturas próxima a zero grau ou abaixo, durante o inverno. Alguns festejos durante o ano movimentam a cidade como a Semana Santa, Torneio Leiteiro - ExpoAlagoa, Nhá Chica, Natal e Reveillon. 
05 - Maria a Fé
          Maria da Fé tem cerca de 15 mil habitantes e está a 1.258 metros de altitude, (na foto acima de Leonardo Bueno). É a cidade mais fria do Estado de Minas Gerais. No dias mais frios de inverno, as temperaturas mínimas sempre são abaixo de 0°C, com geadas frequentes. 
          Além do frio nos dias de inverno, a florada das cerejeiras são atrativos imperdíveis. Espalhadas por toda a cidade, encantam todos pela beleza da florada, que acontece sempre no início do inverno e se estende até meados de julho (foto acima de Rinaldo Almeida) Outros atrativos de Maria da Fé são: a Matriz de Nossa Senhora de Lourdes cidade, a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, com ornamentação interna impressionantes, feitas pelos artista plástico italiano Pietro Gentilli; Centro Cultural, onde estão disponíveis informações históricas e turísticas sobre o município e também a Casa do Artesão, um espaço criado para a exposição de trabalhos de artesanato da cidade; a fazenda experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas (EPAMIG), empresa que se destaca nas pesquisas, sendo de grande importância para o desenvolvimento rural mineiro. Foi através da Epamig, que Maria da Fé desenvolveu uma de suas maiores riquezas, o azeite, existindo na cidade e região da Mantiqueira hoje, centenas de hectares com oliveiras. Na cidade ainda encontra-se belas praças, bons restaurantes, pousadas e belíssimas paisagens naturais.   
06 - Gonçalves
          A 1350 metros de altitude está Gonçalves, com menos de 5 mil habitantes, pacata, hospitaleira e com pessoas simpáticas e educadas, Gonçalves (na foto acima de Gislene Ras) é atualmente um dos polos turísticos em forte desenvolvimento na Serra da Mantiqueira, fazendo parte do circuito turístico Serras Verdes do Sul de Minas. 
          Em Gonçalves é possível praticar Mountain Bike, Trekking, Boia Cross, Cascading, Rapel, Cavalgada e Off Road, além de poder admirar a beleza da florada as cerejeiras pelo município, que acontece no início do inverno como podem ver na foto acima de Marselha Rufino  e a riqueza de seu artesanato
07 - Passa Quatro
          A 938 metros de altitude está Passa Quatro (na foto acima de Rildo Silveira) com cerca de 18 mil habitantes. Cidade de muito charme, história e principalmente belezas naturais impressionantes! É um das cidades mais atraentes da região, por sua beleza natural, exuberantes paisagens com cachoeiras, matas nativas, fazendas, pesqueiros, além de sua charmosa arquitetura urbana, história ligada a "Revolução de 1932", sua culinária típica, com produtos artesanais da região, suas festas religiosas, eventos sociais e esportivos, a Festa do Gado Leiteiro, o Carnaval, Festival de Bandas, e sua estação de trem, de onde sai o Trem da Mantiqueira, com destino a divisa de Minas com São Paulo, em Cruzeiro SP. 
08 - Carvalhos
          A 1092 metros de altitude está Carvalhos, uma tranquila, charmosa e pitoresca cidade da Serra da Mantiqueira. Famosa pelas trilhas, por suas cachoeiras e cachaças de frutas. Essa é Carvalhos, hoje com cerca de 5 mil habitantes. A economia do município gira em torno de pequenos comércios e produção agropecuária destacando queijos, doces e plantios de morangos e uvas.   
          São 400 km de trilhas por paisagens magníficas e cerca de 70 cachoeiras paradisíacas, como esta da foto acima do Dalton Maciel, a Cachoeira da Estiva, uma das mais procuradas da região. Além das cachoeiras, outra atração natural de Carvalhos são os picos do Calambau, Três Irmãos, do Quilombo, da Serra da Aparecida, do Grão Mogol e o Pico do Muquém, para quem tem bom preparo físico, subir os 1800 metros de altitude é uma recompensa e tanto, o visual é esplêndido!
09 - Delfim Moreira
          A 1207 metros de altitude está Delfim Moreira, cidade atraente, com seu casario bem cuidado, em estilo barroco, eclético e austríaco, Delfim Moreira conta com menos de 10 mil habitantes e é uma das cidades de maior potencial turístico na região por suas belíssimas cachoeiras e paisagem naturais exuberantes, sendo uma das mais belas também (na foto acima de Geraldo Gomes). Destaca-se no cenário turístico pelo seu inverno rigoroso e geadas impressionantes, que mudam totalmente paisagem local, congelando rios e lagos. Conta ainda com uma das mais prestigiadas cervejarias artesanais da região, a Kraemerfass, além de se destacar no cultivo de produtos orgânicos, produz ainda queijos e doces artesanais, em especial a marmelada, tradicional na região. No município, encontra-se uma ótima estrutura em pousadas, simples, aconchegantes e também, requintadas.
10 - Cristina
          A 1025 metros de altitude está a cidade da Imperatriz, com pouco mais de 10 mil habitantes. Seu nome é em homenagem a imperatriz Tereza Cristina, esposa do Imperador Dom Pedro II. a cidade recebeu inclusive a visita da princesa Isabel e seu esposo Conde D´Eu, para conhecer a terra cujo nome homenageava sua mãe e sogra, respectivamente. 
          Das belas terras de Cristina, saiu um presidente da República, Delfim Moreira, que governou o Brasil entre 15/11/1918 a 28/07/1919. A cidade se destaca no cenário internacional pela produção de seu café, considerado um dos melhores do mundo. Tem ainda a produção de azeite que vem se tornando uma das referências no país por sua qualidade. A cidade é confortável com belas praças, Museu do Trem, casarões antigos, belas fazendas históricas, cachoeiras, montanhas, trilhas, com um charmosa casario, povo simpático. (foto acima de Sandra Walsh)
11 - Bueno Brandão
          A 1204 metros de altitude está Bueno Brandão, um encanto de cidade da Mantiqueira, com pouco mais de 12 mil habitantes. Segundo o IBGE, Bueno Brandão (na foto acima de W.J.D - enviada pelo Douglas Coltri). Cidade com forte vocação turística, por suas cachoeiras paradisíacas, destacando as cachoeiras do Luís, do Félix e do Machado II e paisagens montanhosas, variando em altitude de 1200 a 1600 metros. Mas o turismo no município não se resume a natureza somente, mas na beleza da cidade, nos chocolates, doces, uvas, aguardentes e vinhos de frutas diversas como amoras, jabuticabas e uva, além de ótimas pousadas, bons restaurantes e festejos durante o ano, destacando os eventos religiosos, carnaval e festas juninas. 
12 - Bom Repouso
          A 1371 metros de altitude está Bom Repouso (na foto acima de Jussan Lima), charmosa e encantadora cidade com poucos mais de 10 mil habitantes. Com um relevo montanhoso, sua altitude vai de 1371 chegando a 1680 metros em seu ponto mais alto. A média anual da temperatura no município é 19ºC, com um inverno rigorosíssimo, com os termômetros a 0ºC e abaixo disso. O frio e sua altitude favorece o cultivo de frutas silvestres, o que faz do pequeno município, um dos maiores produtores de frutas de Minas Gerais, principalmente de morangos. 
          Outro destaque da cidade é a fé de seu povo, muito religioso, sendo São Roque e São Sebastião, os padroeiros da cidade, além da fé em Nossa Senhora das Graças. Em Bom Repouso está a segunda maior imagem dedicada a santa no Brasil, com 20 metros de altura (na foto acima de Leonardo Souza/@jleonardo_souza_srs), o que equivale a um prédio de 6 andares construída em argamassa. Foi erguida num ponto mais alto do perímetro urbano a 1410 metros de altitude, podendo ser vista de várias ângulos da cidade, a longas distância. O local é ponto de peregrinação de fiéis que vem da região de de várias cidades do Brasil para conhecer, rezar, fazer ou pagar promessas.
13 - Itanhandu
          A 892 metros de altitude está a charmosa cidade de Itanhandu, conhecida como a Capital dos Ovos no Brasil e ainda por "Cidade Saudável", por suas belezas naturais, clima ameno e puro, além da sua ótima qualidade de vida. São pouco mais de 15 mil pessoas que vivem numa cidade atraente, tipicamente mineira, com um povo simples, prestativos, hospitaleiros, que se orgulham de sua cidade. Em Itanhandu, o visitante contará com uma ótima gastronomia, com produção caseira de doces e queijos, bem como possui pousadas aconchegantes na parte urbana e rural do município.  
          Suas belezas naturais atraem à cidade praticantes de montanhismo, caminhadas, cavalgadas, motocros, voo livre, jeepismo e trilheiros todos os anos. Como atrativo para seus moradores e visitantes, tem as cachoeiras formadas pelos rios Itanhandu, Verde, Posses e Vermelho. Outro ponto interessante muito procurado pelos turistas é a Pedra da Embocadura, uma formação rochosa, considerada pelos místicos um dos sete chacras do planeta. 
14 - Itamonte
          A 933 metros de altitude, com cerca de 16 mil habitantes, está Itamonte (na foto acima de Paulo Santos), uma das mais belas cidades da Serra da Mantiqueira e um dos municípios mineiros que tem em suas terras o Parque Nacional do Itatiaia. O outro é município vizinho de Bocaina de Minas, a 1210 metros de altitude. A cidade é aconchegante, um casario atraente e muito fria em dias de inverno, inclusive, em 10/06/1985, nevou na região. Mas seu povo não é frio, ao contrário, são calorosos, hospitaleiros e muito atenciosos. A cidade se destaca por sua gastronomia, belezas naturais como as cachoeiras da Fragaria, do Escorrega, da Conquista e da Usina dos Bragas, casarões antigos, fazendas charmosas, além da beleza do Itatiaia, como a Pedra do Sino de Itatiaia, com 2.670 metros e a Pedra do Picu com 2.151 metros.
15 - Monte Verde
          A 1555 metros de altitude está Monte Verde, distrito de Camanducaia com cerca de 6 mil moradores. As baixas temperaturas, a gastronomia e o charme da arquitetura de Monte Verde é o maior atrativo para turistas que visitam o famoso distrito de Camanducaia MG, Sul de Minas. (foto de Mônica Milev/Chocolate Montanhês) 
          As temperaturas baixas, cerveja artesanal, fábricas de chocolates e arquitetura que lembra a Letônia, pequeno país no Leste Europeu, de onde vieram seus fundadores, faz do distrito com cerca de 6 mil moradores a "cidade dos namorados" e da "terra do chocolate". Lugar onde Deus caprichou, rodeado por montanhas e Mata Atlântica. 
          A gastronomia é excelente, que vai desde a típica cozinha mineira à cozinha alemã. Pelas bucólicas ruas de Monte Verde, lojas e mais lojas com produtos típicos do nosso artesanato e culinária, como queijos, doces, cachaças, licores, etc. O lugar é ideal para quem quer fugir da correria das cidades grandes ou mesmo viver momentos de amor, curtindo as frias noites de inverno, aquecido por uma lareira tradicional, regada a um bom vinho fino.
16 - Extrema
          Cidade desenvolvida, com excelente qualidade de vida e estrutura urbana, setor de serviços eficientes, comércio e indústria de destaque em Minas Gerais. Conta ainda com uma boa rede hoteleira e gastronômica. Extrema é atualmente uma das melhores cidades mineiras para se viver.
          Com cerca de 38 mil habitantes, a cidade está a 492 km de Belo Horizonte e a 110 km, da cidade de São Paulo, com acesso fácil pela BR-381/Fernão Dias (Fotografia acima de Sérgio Mourão). Por estar na parte mais ao sul de Minas Gerais, entre Minas e São Paulo, sendo o último município mineiro, para quem sai de Minas, rumo a São Paulo. Por estar no extremo sul de Minas, a cidade adotou esse nome, Extrema. Sua origem é do final do século XIX, com o nome de Santa Rita da Extrema, como distrito, pertencente a Camanducaia. O nome foi alterado em 1915, para Extrema e por fim, o distrito foi elevado à cidade,  em 1925.
          As belezas da Serra da Mantiqueira, emoldura a beleza da cidade. Paisagem montanhosa, cachoeiras, rios, correntezas, nascentes, vales, matas nativas do bioma Mata Atlântica, clima saudável das montanhas mineiras, cenários cênicos e paradisíacos para os amantes da natureza e esportes radicais. (fotografia acima de Giseli Jorge e abaixo de Sérgio Mourão)
          Destaque no município para o Pico do Lopo, o Parque da Cachoeira do Salto e o Parque Cachoeira do Jaguari, o Santuário de Santa Rita de Cássia e seu povo, muito hospitaleiro e acolhedor.
          Além das cidades citadas acima, na Serra da Mantiqueira se destacam atraentes cidades por seu casario, produtos naturais como queijos, doces, culinárias típicas, artesanato, por suas exuberantes paisagens naturais com rios, cascatas e cachoeiras e por suas altitudes. 
          Além das 16 que listamos na matéria, essas cidades são grandes destaques da região: Morangal, bairro rural de Virgínia: 1515 m; Senador Amaral: 1498 m; Augusto Pestana, bairro rural de Liberdade: 1320 m; Bom Jardim de Minas: 1250 m; Bocaina de Minas: 1210 m; Caldas: 1190 m; Barbacena: 1164 m; Liberdade: 1152 m; Paraisópolis: 1090 m; Arantina: 1050 m; Camanducaia: 1015 m; Cruzília: 1010 m e Wenceslau Braz:1005 metros de altitude.

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