Tecnologia do Blogger.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Conheça Santa Maria do Salto

 
O fundador da cidade de Santa Maria do Salto – MG, foi José Joaquim Cabral, um lavrador que residia em uma cidade de interior baiano chamada de Ituassú. Em busca de melhores dias, como muitas outras pessoas que buscavam terras virgens para a exploração de madeira e plantação de lavouras, resolveu deixar sua terra e vir para Minas Gerais. Em aqui chegando ocupou uma área de matas, derrubando-a, construindo uma casa taipa que passou a ser seu lar. Logo, devido a seu intenso trabalho, prosperou e criou sua família. Tinha o apelido de “José Tropeiro”, pois trabalhava com uma tropa, isto é, um conjunto de animais de carga, com o qual transportava o produto de sua lavoura para comercialização em outros lugares.
Os demais colonos, também, foram se instalando e cultivando suas terras. Algum tempo após, um dos extremantes propôs comprar área do José Tropeiro, para aumentar sua propriedade; com isso não concordou a esposa de José, continuando a família a laborar em sua fazenda. Estando José Tropeiro já em idade avançada e, não querendo vender sua área, reuniu sua família e, aventou a idéia de tirar uma área destinada a criação de um arraial, berço da atual cidade, com o que todos concordaram. Isto ocorreu nos meados de 1936, logo circulando o boato em toda a região, sendo muito aplaudido. Acudiram pessoas de todas as partes, sendo os fazendeiros circunvizinhos os primeiros a adquirirem seus lotes e construírem suas casas. No ano seguinte, 1937, o arraial já contava com varias casas, expandindo-se rapidamente. Os primeiros habitantes, além da família do fundador, foram dentre outras as famílias Jesuino Gil, Cármino José de Souza, Ferraz de Brito, Gonçalves Viana, Antônio Rocha, Abdias Ruas, Costa Gomes, Almeida Campos, Rodrigues Soares e Alves de Souza. Logo foi erigida uma capela que, demolida algum tempo depois, deu lugar a construção da Matriz, cuja padroeira era a Imaculada Conceição, donde o nome de Matriz da Imaculada Conceição, pertencente à diocese de Araçuaí.
Com o desenvolvimento do arraial, a noticia foi levada ao conhecimento do Prefeito de Vigia, hoje Almenara, que mandou um fiscal para se inteirar dos fatos, os quais relatados à autoridade citada, culminaram com visitas periódicas do fiscal que passou a cobrar impostos e a efetuar algumas obras públicas, como alargamento de ruas e outras.
No ano de 1938, devido ao grande número de crianças, em idade escolar, foi criada uma escola, sendo professora Da. Julieta Costa Gomes que, necessitando de ajuda convidou algumas moças para, igualmente, lecionarem, dentre elas Odete Porto, Anísia Silva Cabral e Maria Rodrigues.
No ano de 1942 foi aberta a primeira estrada de rodagem ligando o arraial à cidade de Jacinto e à Almenara, na gestão do Prefeito Acúrcio de Lucena Pereira, que veio inaugurá-la com grande comitiva.

Integrando o município de Vigia, o arraial recebeu o nome de povoado de Santa Maria, em homenagem à esposa do fundador que se chamava Maria; algum tempo depois, o povoado passou a pertencer ao município de Jacinto e, posteriormente, ao de Salto da Divisa, recebendo, então, o nome de Santa Maria do Salto. Com o desenvolvimento do povoado, e a interferência do Deputado Estadual, Dr. Otelino Ferreira Sol, foi este elevado à categoria de Vila, tendo sido construída uma nova rodovia, facilitando o acesso à Salto da Divisa.
Finalmente, em 30 de dezembro de 1962, pela Lei Estadual n° 2.764, foi a vila de Santa Maria do Salto, elevada à categoria de cidade, a qual foi instalada em 01 de março de 1963.
DADOS GEOGRÁFICOS 
A cidade de Santa Maria do Salto é rodeada por uma cadeia de pedras, tendo formato de uma bacia; dista 19 km da margem direita do Rio Jequitinhonha, e é banhada pelo córrego de Areia. É servida por uma rodovia de acesso à rodovia estadual MG -405.
A área do município é de 553 km², e sua população, segundo o censo de 2007, é de 5.837 habitantes. Está situada numa altitude de 170 m, e a 16° 20´20´00 de latitude sul e 40° 07´51” de longitude oeste.
-----------------------------------------
Pesquisa: Julieta Costa Gomes e Maria Célia Porto Souza
Fonte: Site da Prefeitura http://www.santamariadosalto.mg.gov.br
Fotos enviadas por Márcia Porto

domingo, 20 de novembro de 2016

Ser mineiro ...

Ser mineiro é não dizer o que faz,
nem o que vai fazer.
É fingir que não sabe aquilo que sabe.
É falar pouco e escutar muito.
É passar por bobo e ser inteligente.
É vender queijos e possuir bancos.
Um bom mineiro não laça boi com
embira, não dá rasteira no vento, não
pisa no escuro, não anda no molhado,
não estiva conversa com estranhos, só
acredita na fumaça quando vê o fogo, só
arrisca quando tem certeza, não troca
um pássaro na mão por dois voando.

Ser mineiro é dizer UAI e ser diferente; é
ter marca registrada, é ter história.
Ser mineiro é ter simplicidade e pureza,
humildade e modéstia, coragem e
bravura, fidalguia e elegância.

Ser mineiro é ver o nascer do sol e o
brilhar da lua; é ouvir o cantar dos
pássaros e o mugir do gado; é sentir o
despertar do tempo e o amanhecer da
vida.

Ser mineiro é ser religioso, conservador,
cultivar as letras e as artes ; é ser poeta
e literato, é gostar de política e amar a
liberdade, é viver nas montanhas e ter
vida interior.

------------------------------------------------------------
Texto de José B. Queiroz
(A autoria desta poesia foi registrada em 22/03/1985 sob o número 33702, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro) Esse texto é erroneamente atribuído a Carlos Drumond de Andrade em alguns publicações na rede.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

3 cidades mineiras entre as melhores para viajar no Brasil

A Trivago fez uma avaliação dos 10 melhores destinos para viajar no Brasil, levando-se em conta o custo-benefício das viagens, preços de hotéis e na própria avaliação dos turistas. Não que o turismo nessas 10 cidades sejam baratos, mas comparando-se com outras localidades, sim, estão mais em conta. A pesquisa divulgada em 2016, apontou 3 cidades mineiras entre as 10 mais bem colocadas em todo o pais. 
Ouro Preto foi a sétima colocada da lista. Fotografia de Elvira Nacimento
A mais bem colocada foi Monte Verde, distrito de Camanducaia no Sul de Minas, que ficou, em quarto lugar. Tiradentes no Campo das Vertentes ficou em sexto lugar e Ouro Preto a 96 km de Belo Horizonte, na sétima posição.
Tiradentes  foi a sexta colocada da lista. Fotografia de César Reis
Numa lista de 10 cidades de todo o país, ter 3 cidades mineiras no topo da lista da Trivago, é o reflexo do crescimento do turismo em toda Minas Gerais que estamos percebendo ao longo dos últimos anos.
Monte Verde MG foi a mais bem coloca de Minas, ficou em quarto lugar. Fotografia de Ricardo Cozzo
O Governo de Minas Gerais, através da secretária adjunta de Turismo, Silvana Nascimento  afirmou na grande imprensa loque que o resultado da pesquisa saiu, em 2016 que "A avaliação positiva dos hóspedes reflete a satisfação com a estrutura e o atendimento dos hotéis que eles utilizaram nos passeios. As próprias cidades em si passam a ser reconhecidas como referências no campo da hospitalidade".
-------------------------------------------------------------
A escolha das cidades foi baseada em pontuações que vai até 100 pontos. Quanto maior a pontuação, mais bem avaliada é a cidade. As que ficaram no topo da lista, com maiores pontuações, foram essas 10 abaixo, em ordem:
01. Bonito – Mato Grosso do Sul – 95,56 pontos
02. Porto Seguro – Bahia – 95,42 pontos
03. Morro de São Paulo – Bahia – 95,29
04. Monte Verde – Minas Gerais – 95,29
05. Ilha Bela – São Paulo – 94,94
06. Tiradentes – Minas Gerais – 94.94
07. Ouro Preto – Minas Gerais – 94.13
08. Jericoacoara – Ceará – 93.77
09. Paraty – Rio de Janeiro – 93,73
10. Caldas Novas – Goiás – 93,63

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Dicas para montar um tábua de queijos

(Por Arnaldo Silva) Que o queijo de Minas Gerais é o melhor do Brasil isso não é novidade para ninguém. O queijo corre nas veias do mineiro e está presente no nosso dia a dia.
          Comer um queijo mineiro é simples. Basta uma faca, cortar e pegar a caneca com café e pronto.
          Como tem gente que gosta de coisas mais finas, sofisticadas, com arranjos mais detalhados e degustar queijos mais, conhecer o mundo dos queijos é importante, já que são vários tipos diferentes de queijos produzidos no Estado. São mais de 50 tipos de queijos produzidos em Minas. No mundo todo, existem cerca de 400 tipos de queijos.
          Essa diferença é o que possibilidade preparar uma tábua de queijos variada, onde se pode degustar à vontade, sabores, texturas e massas diferentes de queijos. Saber harmonizar e preparar esses queijos em tábuas, para eventos familiares, empresarias e sociais, que requer queijos mais leves ou light. Para te ajudar nessa tarefa, temos aqui sei dicas de como montar uma tábua de queijos.

01 - Você tem a opção de escolher alguns tipos de queijos mineiros como o Canastra, Araxá, Serro, da Serra do Salitre, do Triângulo Mineiro, de Diamantina, o parmesão de Alagoa, o queijo Prato de Aiuruoca, os queijos de Cruzília e o Cabacinha do Vale do Jequitinhonha. Esses são só alguns exemplos. É bom ter variedades na tábua.
Os queijos menos calóricos são os mais brancos. Para uma tábua light prefira estes em maior quantidade, mas não deixe de colocar os outros para não ficar muito enjoativo.

02 - Além do queijo de leite de vaca, tem também em Minas o queijo de leite de búfala, produzido em Araújos MG e também de cabra, produzido em Barbacena. São deliciosos, leves, saudáveis e devem estar presentes em tábuas de queijos. 
03 - Segundo cálculos de donos de buffets, cada pessoa consome em média num evento, 20 gramas de queijos, desde que haja outras opções de comida. Se os queijos forem o prato principal ou o único, como em eventos de degustação de queijos, ai é diferente. Teria que ser 80 gramas por pessoa.
04 - Quando for escolher uma tábua para colocar os queijos, não use as feitas em madeira de pinho ou eucalipto porque o cheiro das tábuas vai interferir no sabor dos queijos. As de pedras pode usar tranquilamente. Mas as de madeira dão um charme mais rústico e rural à tábua. Basta escolher a madeira certa, sem cheiro. 
05 - Outro detalhe importante é que as tábuas não devem estar em geladeira porque, frias ou geladas, mudam o sabor dos queijos. E nem os queijos devem estar na geladeira porque perde todo o processo de maturação natural dos queijos. Na geladeira, o sabor, textura, cor e firmeza da massa são modificados. O único queijo que pode ir a geladeira é o Queijo Minas Frescal, mesmo assim vai soltar o excesso de líquido e perder o sabor. A melhor forma de armazenar queijos e preservar sua qualidade, sabor e originalidade, é armazená-los em queijeiras com telas, em temperatura ambiente. 
06 - Por fim, harmonize sua tábua com vinhos finos secos que é o melhor tipo de vinho, já que, sem o açúcar, a bebida não interfere no sabor do queijo. O mesmo com o pão italiano de casca dura. Tanto os vinhos secos, como o pão de casca dura não interferem no sabor do queijo, assim, pode se apreciar melhor a textura, a massa e o sabor do queijo em suas características originais.
Ai estão as dicas. Agora é só colocá-las em práticas.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

15 apaixonantes cidades da Serra da Mantiqueira

A Serra da Mantiqueira é uma cadeia de montanhas que fica no Sul de Minas Gerais, se estende para SP e Rio de Janeiro. É uma das mais belas regiões do Brasil, atraindo todos os anos casais e amantes da natureza para passeios. São passeios incríveis, em lugares de tirar o fôlego, realmente inesquecíveis. (na foto acima de Marlon Arantes, Aiuruoca MG)
Nesse post, você irá conhecer 15 cidades da Serra da Mantiqueira 
01 - Aiuruoca
Aiuruoca é uma das mais charmosas e atraentes cidades da Serra da Mantiqueira. Com uma população é de 6.003 habitantes, em 2019, segundo o IBGE, a cidade se destaca pelo seu carnaval, um dos melhores da região, sua gastronomia tipicamente mineira, seu casario e casarões em estilo colonial são charmosos e elegantes. A matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1726, é uma joia da história mineira. Aiuruoca se destaca ainda na produção de produção de azeites e queijos de qualidade. (na foto abaixo, de Marlon Arantes, vista parcial de Airuoca)
O município é abençoado pela natureza, um convite total ao descanso, sossego, relaxamento e pra quem gosta de esportes radicais o município tem estrutura para as práticas de Rapel, canyoning, escalada, tirolesa, rapel guiado, off-road, mountain bike, mini-rafting, rafting, boia cross. São mais de 80 cachoeiras paradisíacas, picos, como o do Papagaio e pousadas aconchegantes, tanto na área urbana, quanto na zona rural e totalmente integradas às belezas naturais da Serra da Mantiqueira. 
02 - Monte Verde
As baixas temperaturas, a gastronomia e o charme da arquitetura de Monte Verde (na foto acima de Ricardo Cozzo) é o maior atrativo para turistas que visitam o famoso distrito de Camanducaia MG, Sul de Minas. Monte Verde fica a cerca de 166 km de São Paulo (SP) e 490 km de Belo Horizonte, pela BR 381. As temperaturas baixas, chocolates e arquitetura que lembra a Suíça, faz do distrito com cerca de 6 mil moradores a "cidade dos namorados". Local de generosa natureza, rodeados por montanhas e uma diversidade de restaurantes e locais para passeio, fazem de Monte Verde uma o local ideal para quem quer fugir da tumultuada vida na cidade grande.
03 - Itamonte
O município de Itamonte (na foto acima de Paulo Santos) contava com 15.779 habitantes, segundo o IBGE em 2019. A cidade é cortada pela Serra da Mantiqueira, onde se encontram alguns dos pontos mais altos da região, destacando-se a Pedra do Sino de Itatiaia com 2.670 metros, localizada no Parque Nacional de Itatiaia, e a Pedra do Picu com 2.151 metros, além de várias cachoeiras, dentre elas, as cachoeiras da Fragária, do Escorrega, da Conquista e da Usina dos Bragas.
04 - Marmelópolis
Marmelópolis (na foto acima de Jair Antônio Oliveira) integra o Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas e tem a totalidade de seu território pertencente à APA Serra da Mantiqueira, abrigando também uma RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - (RPPN da Terra da Pedra Montada). Anualmente, em setembro, a cidade sedia a Festa do Marmelo, a fim de promover a principal cultura da cidade. É uma das cidades mais frias de Minas. No inverno a temperatura cai abaixo de 0 graus negativos e as geadas são constantes. Segundo o IBGE, em 2019, eram 2755 moradores.
05 - Alagoa
Alagoa (na foto acima de Rildo Silveira) é conhecida pelo queijo parmesão produzido pela população que vive na Zona Rural, sendo considerada a "Terra do Queijo Parmesão". O clima e topografia são determinantes no diferencial do sabor dos queijos alagoenses.
Cidade tranquila, com pouco menos de 3 mil habitantes (2.674/IBGE/2019) é uma das menores cidades de Minas Gerais, porém muito movimentada durante os festejos da Semana Santa, Torneio Leiteiro - ExpoAlagoa, Nhá Chica, Natal e Reveillon, épocas que os alagoenses que residem em outras cidades retornam para a cidade. (na foto abaixo de Jerez Costa, um dos principais atrativos de Alagoa, o queijo)
Tem grande potencial turístico, que está sendo desenvolvido e estruturado pela Secretaria Municipal de Turismo.
Como na Amazônia, tem duas estações: o tempo das águas e o tempo da seca. No mês de maio e junho o clima é idêntico ao europeu, faz muito frio nestas épocas, chegando a gear e o termômetro registrar temperaturas negativas.
06 - Maria a Fé
Maria da Fé (na foto acima de Leonardo Bueno) contava em 2019 com  era de 14.095 habitantes, segundo o IBGE. A sede do município está a 1 258 metros de altitude.
Maria da Fé é conhecida como a cidade mais fria do Estado de Minas Gerais. No inverno as temperaturas mínimas podem descer abaixo de 0°C.O município está localizado em plena Serra da Mantiqueira bem próximo à estância paulista de Campos do Jordão e às mineiras do chamado Circuito das Águas. O turismo é ainda incipiente, mas existem possibilidades de turismo rural, com passeios a cavalo e comida de fogão a lenha.
Seus principais bairros e distritos são: Pinto Negreiros, Mata do Izidoro, Posses, Ilha e São João. Na cidade, a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes possui murais de Pietro Gentilli, pintor italiano que também possui obras em Americana (Estado de São Paulo) e Mariana (Minas Gerais). A cidade também possui um Centro Cultural, onde estão disponíveis informações históricas e turísticas sobre o município e também a Casa do Artesão, um espaço criado para a exposição de trabalhos de artesanato da cidade. (na foto abaixo de Thelmo Lins)
Na praça Getúlio Vargas estão algumas das mais antigas oliveiras da cidade, conhecida nacionalmente como Cidade das Oliveiras, já que a fazenda experimental de Maria da Fé da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) é a única produtora de mudas de oliveira do Brasil, e que deu origem a duas variedades de oliveiras genuinamente brasileiras, resultadas de cruzamentos e anos de pesquisas da instituição: a JB e a Maria da Fé.
07 - Gonçalves
Cidade pacata, hospitaleira e com pessoas simpáticas e educadas, Gonçalves (na foto acima de Gislene Ras) é atualmente um dos pólos turísticos em forte desenvolvimento na Serra da Mantiqueira, fazendo parte do circuito turístico Serras Verdes do Sul de Minas. Segundo o IBGE, Gonçalves contava com 4.350 moradores em 2019) Na cidade é possível praticar Mountain Bike, Trekking, Boia Cross, Cascading, Rapel, Cavalgada e Off Road. Em Gonçalves existe uma empresa de produtores rurais orgânicos, que vem crescendo muito nos últimos anos, que faz uma feira orgânica aos sábados e um caminhão leva cestas para a cidade de São Paulo.
08 - Passa Quatro
Passa Quatro contava em 2019, com 16.344 habitantes, segundo o IBGE. O município vem se firmando, nos últimos anos, como um polo de atração para o ecoturismo e o turismo rural graças a sua exuberante natureza formada por montanhas, cachoeiras, fazendas, pesqueiros entre outras atividades que favorecem a realização de atividades turísticas dessa natureza, bem como os festejos culturais e religiosos que movimenta a cidade e atraem turistas como os festejos de 'Corpus Christi', a Festa do Gado Leiteiro, o Carnaval, Festivais de Bandas, passeios ciclísticos, ralis etc.
Na cidade, atualmente, se encontra um passeio turístico no Trem da Serra da Mantiqueira que liga a estação local ao túnel ferroviário no alto da Serra da Mantiqueira, próximo à Garganta do Embaú, que foi palco de episódios militares durante a Revolução de 32.
Na cidade também pode se encontrar produtos típicos da região como doces e bebidas que trazem um aspecto gastronômico do interior aos turistas interessados em experimentar os sabores da culinária mineira do interior.
09 - Carvalhos
Seu nome é uma homenagem a família Carvalho, família de origem judaico-marroquina cujo nome original era Nahom. Esta família se assentou na região, construindo uma igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida, em um terreno doado pela dona de uma fazenda na região. Sua população estimada em 2019 era de 4.478 habitantes. Seus moradores vivem de pequenos comércios e da agropecuária, destacando a produção de queijos, morangos e uvas.  
A natureza em Carvalhos é exuberante. São cerca de 70 cachoeiras, sendo a Cachoeira da Estiva (na foto acima de Dalton Maciel) mais famosa. É conhecida também como "cidade das trilhas", por seus cerca de 400 km de trilhas que atraem trilheiros e jipeiros de todo o país. Outra beleza natural do município é o Pico do Muquém de altitude aproximada de 1800m acima do nível do mar.
Tem ainda o Pico do Calambau e dos Três Irmãos, que juntamente com o do Muquém, formam a Serra dos Três Irmãos. Há também o Pico do Quilombo (Serra do Quilombo), a Serra da Aparecida e a serra do Grão-Mogol.
10 - Delfim Moreira
Delfim Moreira (na foto acima de Geraldo Gomes) se destaca no cenário turístico pelas suas belas cachoeiras e paisagens. Além de diversas pousadas, das mais simples a mais sofisticada. Foi fundado em 17 de dezembro de 1938. Sua população segundo o censo realizado pelo IBGE em 2016 é de 8.203 habitantes. A altitude é de 1 200 metros e a área, 409,2 km²; a densidade demográfica resulta em 19,84 habitantes por quilômetro quadrado. Destaca-se pelas suas belíssimas cachoeiras que têm atraído diversos turistas de todos os estados brasileiros.O município de Maria da Fé está a norte, Virgínia a nordeste e Marmelópolis a leste. Os paulistas Cruzeiro e Piquete ficam a sudeste, Guaratinguetá a sul e Campos do Jordão a sudoeste. A oeste está Wenceslau Braz e a noroeste, Itajubá.
11 - Cristina
Sua população estimada em 2019 era de 10.242 habitantes. Cristina é conhecida como cidade imperatriz. O topônimo é uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. O nome foi sugerido por um filho do município, o conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz. Por esta razão, em 1° de dezembro de 1868, a Vila Christina (que se denominava "Espírito Santo dos Cumquibus"), recebe a visita da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde D' Eu, a convite do conselheiro, para conhecer a terra que recebera o nome de sua mãe.
Cristina é a terra natal de Delfim Moreira, 10º presidente da República. Conta ainda com um museu, o "Museu do Trem" (local onde são guardados equipamentos, utensílios da extinta ferrovia, inclusive uma locomotiva restaurada), monumentos, como o busto e crípta de "Dr. Silvestre Dias Ferraz Junior", a estátua do Leão e do Peixinho, o famoso "Chafariz", o túmulo do "Conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz" (logo na entrada do Cemitério). Além de lindas praças, casarões antigos, inúmeras cachoeiras, rios, chácaras, fazendas históricas e montanhas.
O município integra o circuito turístico Caminhos do Sul de Minas e é servido pelas rodovias AMG-1905, MG-347 e MGC-383.

12 - Bueno Brandão
Segundo o IBGE, Bueno Brandão (na foto acima de W.J.D - enviada pelos Douglas Coltri) contava em 2019 com 11.001 habitantes. Sua principal atração é o turismo ecológico, principalmente por suas cachoeiras. Entre elas as consideradas mais bonitas são: do Luís, do Félix e do Machado II. Bueno Brandão está localizado na Serra da Mantiqueira, com altitudes de até 1600m (sede municipal a 1200m). Possui clima tropical de altitude, com média anual de 16,5°C, com máxima no verão de 32°C e mínimas de até -4°C nos invernos mais rigorosos.
13 - Bom Repouso
Bom Repouso (na foto acima de Jussan Lima) contava com 10.547 habitantes, em 2019, segundo o IBGE. Seu relevo é montanhoso e está a uma altitude média de 1371 metros acima do nível do mar, chegando a atingir uma altitude máxima de 1680 metros em seu ponto mais alto. Seu clima é ameno e úmido durante o verão e seco e frio durante o inverno. A temperatura média anual é de 19°C. Os padroeiros da cidade são São Roque e São Sebastião.
Pelo fator climático de sua região, o mesmo favorece culturas de frutas silvestres como o morango, sendo o município um dos maiores produtores da fruta em Minas. 
Bom Repouso possui a segunda maior imagem de Nossa Senhora das Graças do Brasil, com 20 metros de altura (na foto acima de Jussan Lima). A imagem foi inteiramente construída em argamassa, equivale a um prédio de seis andares e se encontra a 1410 metros de altitude.
14 - Itanhandu
A charmosa cidade de Itanhandu é a Capital dos Ovos no Brasil. Por seu clima puro e belezas naturais, é conhecida também como "cidade saudável" e ótima qualidade de vida oferecida a seu moradores passou a ser conhecida como a "Cidade Saudável", pelo clima puro e suas belezas naturais. Segundo o IBGE, em 2019, Itanhandu era de 15.331 habitantes. 
A cidade atrai praticantes de montanhismo, caminhadas, cavalgadas, motocros, voo livre, jeepismo e trilheiros todos os anos, graças ao seu enorme potencial turístico. As cachoeiras formadas pelos rios Itanhandu, Verde, Posses e Vermelho, são frequentemente procuradas pelos moradores e turistas. Outro ponto interessante muito procurado pelos turistas é a Pedra da Embocadura, uma formação rochosa, considerada pelos místicos um dos sete chacras do planeta. Além das belezas naturais, Itanhandu é uma cidade tranquila, com casario charmoso, uma ótima gastronomia, com produção caseira de doces e queijos, bem como possui pousadas aconchegantes. 
15 - Pedralva
Conhecida como "Cidades dos Gêmeos" pelo número acima de média nacional de gêmeos que nascem na cidade, Pedralva contava em 2019, segundo o IBGE, com 11.195 habitantes. A cidade é uma das mais atraentes cidades da região, principalmente por suas belezas paisagens. A cidade se destaca ainda pelo seu rico artesanato e produção de cachaça, doces e queijos de qualidade. 
Entre suas principais festividades estão a festa do padroeiro São Sebastião (janeiro), Carnaval (destaque para o Bloco do Pink Floyd), aniversário do município (7 de maio) e Pedrock (mostra de bandas, em julho).
O distrito de Pedrão (na foto acima de Rinaldo Almeida) é um dos atrativos do município bem como a Serra da Pedrão, onde se pratica voo livre, trekking e alpinismo. Tem também a serra da Pedra Branca, um dos pontos culminantes da região com 1.848 metros de altitude, a Gruta do Badulaque, um sítio arqueológico, cachoeiras, rios e lagos constituem locais de atração para os visitantes.
---------------------------------------------------------------------
Nota: No Sul de Minas tem dezenas de cidades pequenas, charmosas e pacatas que deveriam estar aqui, mas não tem como postarmos todas. Seria um post muito extenso. Por isso foram inseridas apenas 15 como poderia ter sido 20, 50, 60 ou mais, mas não dá para citar todas. Peço desculpas a quem não teve sua charmosa, pequena e pacata cidade contemplada nesse post. Infelizmente, não dá mesmo para postar mais que 15 num único post. A ideia é mostrar que no Sul de Minas, temos muitas, mas muitas pequenas, lindas, charmosas e pacatas cidades. O nosso abraço a todo povo querido de todo o Sul de Minas.
Fonte de consulta: IBGE, Sites das Prefeituras e Wikipédia. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O encanto da arte da pintura Bauern

(Por Arnaldo Silva) A arte do bauernmalerei é uma técnica de pintura que surgiu entre os camponeses austríacos, suíços e alemães da região da Baviera, entre os séculos XVII e XVIII. A palavra bauern, significa camponesa e malerei, pintura. Literalmente, pintura camponesa.
Os ricos à época contratavam artistas para decorarem suas casas e os camponeses, como não podiam contratar artistas, começaram desenhar flores, pássaros, frutas, garrafas e até figuras humanas armários, mesas, portas, janelas, penteadeiras. Assim suas casas ficavam decoradas e bonitas. (na foto acima, arte do artista plástico José Roberto de Paula, o Zezim de Barbacena MG, numa enxada. Abaixo trabalho do artista plástico Rui de Paula de Jaboticatubas em pote de barro)

A arte ficou restrita aos camponeses locais com o passar do tempo, voltando a se popularizar novamente, principalmente entre os alemães, mais por necessidade que por arte. Foi após a Segunda Guerra Mundial, na Alemanha, um país todo destroçado pela guerra. Foram justamente esses destroços que serviram de inspiração aos camponeses que começaram a fazer desenhos em peças retiradas de escombros ou mesmo em antiguidades que tinham ou encontravam pelo caminho, como os velhos ferros de passar roupas, caldeirões de ferro, etc. (abaixo trabalho do artista plástico Robson Neves de Sabará MG em latões de leite)
Aquela época as dificuldades econômica provocadas pela Segunda Guerra assolava quase toda a Europa, sendo essa arte de grande importância para os camponeses, porque além de usarem suas pinturas para decorar suas casas, melhorava a alto estima e tinha trabalho para fazer, já que a Alemanha e toda a Europa, estava em reconstrução no pós-guerra e as condições de sobrevivência eram bem difíceis. (na foto abaixo, trabalho do artista plástico José Roberto Paulo de Barbacena MG num CD)
A arte surgiu do povo se popularizou e aos poucos foi chamando a atenção de artistas populares em todo o mundo. No Brasil e em Minas Gerais, artistas aderiram a essa técnica popular e começaram a pintar temas diversos como cenas rurais e religiosas  em ferros a brasa, enxadas, CD´s, padrões de energia, foices, penteadeiras, caldeirões, latões, pedaços de madeira, em telhas, etc. 

domingo, 6 de novembro de 2016

Retrô Tour pela orla da Lagoa da Pampulha

          O Pampulha Retrô Tour conta com uma jardineira Chevrolet de 1957 (na foto acima, arquivo da PBH/Divulgação), faz o trajeto de 18 km em torno da orla da Lagoa da Pampulha, cartão postal de Belo Horizonte. Foi lançado em 2016 pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, a Associação Cultural dos Amigos do Museu de Arte da Pampulha (AMAP) e o Instituto Cultural Artigos e Carros de Época (Museu de Objetos e Veículos Antigos – MOVA). 
          A jardineira leva o público aos principais atrativos turísticos da Pampulha, entre eles a Igrejinha São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube, que compõem o Conjunto Moderno da Pampulha, condecorado como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. É uma volta ao passado, relembrando a bela época do glamour belo-horizontino dos anos 1940.
Informações:
- A jardineira só sai com pelo menos 5 passageiros, portanto, não tem horário fixo. Em dias de chuva, não circula.
- O percurso da Jardineira é de 18 km ao redor da Lagoa da Pampulha. O passageiro tem direito a 4 embarques/desembarques ao longo do trajeto. O tempo de duração do percurso sem paradas é de 1 hora.
- Não há paradas guiadas pelos equipamentos turísticos, mas o passageiro pode desembarcar para fazer a visita e 1 hora depois embarcar novamente para continuar o roteiro.
- O início e término está localizado ao lado da Igrejinha de São Francisco de Assis, mas os embarques e desembarques podem ser feitos por todo o percurso.
- Cobra-se por pessoa, sendo que criança até 7 anos (no colo de um adulto) não paga. (consulte o preço antes)
- A Jardineira funciona somente aos sábados, domingos e feriados de 10 às 17 horas. 

Mais informações e reservas: horário comercial com Alessandra (31) 3482-2739. Plantão aos sábados e domingos: Jeferson (31) 98839-9796; Laura (31) 99234-1380 ou Carolina (31) 99239-2395

Conheça o Parque das Águas de São Lourenço

 O Parque das Águas localiza-se na cidade de São Lourenço, estado de Minas Gerais, na região dos Circuito das Águas, sendo a principal atração turística da cidade. (foto acima de Rinaldo Almeida) Possui 430 mil metros quadrados de área, com sete fontes de águas minerais, cada uma com suas propriedades terapêuticas e medicinais em particular. Oferece aos seus visitantes variadas opções de lazer e relaxamento. Encontra-se dividido em duas partes, a primeira com todas as fontes de águas minerais, um balneário, jardins, gramados, alamedas, estradas entre florestas, a Ilha dos Amores e um lago com 90 mil metros quadrados com pedalinhos e barcos para os turistas. O Parque II, como é chamado, possui quadra de vôlei, futevolei, futebol, pista de cooper e bicicleta, peteca e 4 duchas de água mineral sulfurosa para banhistas. (foto abaixo de Gislene Ras)
Balneário
No balneário, com seus serviços hidroterápticos incluem aparelhagem de fisioterapia, banho turco, limpeza e hidratação de pele, duchas escocesas, aplicação de infravermelho e sauna. No tratamento de diversas disfunções como hipertensão arterial, arritmia, insuficiência cardíaca, atrite e outras, os banhos com águas carbogasosas são indicados, estimulando a pele e o sistema respiratório. Alguns destes tratamentos só podem ser aplicados com orientação médica. O Balneário localiza-se ao lado do lago e é um dos cartões postais da cidade de São Lourenço. (foto abaixo de Gislene Ras)
Propriedades terapêuticas das águas
As águas Alcalina 3 e Alcalina 5 são excelentes para os rins, lavando-os. Mas existem alguns casos excepcionais, o renal crônico não pode beber muita água. Tudo que ele ingere é medido, então o especialista faz um balanço hídrico. Em Algumas patologias renais, o tratamento tem que ser muito bem administrado. Não só auxiliam no tratamento das doenças, como ajuda a sair do ambiente de estresse, segundo a Dra. Maria Celina.
Parque II
Anexado há pouco tempo ao parque, o Parque II está ainda com sua vegetação em desenvolvimento. A comunicação terrestre entre os dois parque é através de um túnel que se localiza no sub-solo da Rua Saturnino da Veiga. Planejado para servir de teatro ao ar livre onde ocorre eventualmente um Encontro de Carros Antigos. É também muito utilizado para o banho nas duchas do parque.
Opção de voo de balão por São Lourenço. Fotografia de PauloZaca
Administração
Atualmente o Parque das Águas é administrado pela Nestlé, que além de cuidar de toda a estrutura do parque, também capta, engarrafa e distribui a água de São Lourenço para o Brasil e exterior. (Fonte das informações: Wikipédia, exceto fotos)
Trem das águas
Um passeio de Maria Fumaça entre São Lourenço e Soledade de Minas, com duas horas de duração. (foto acima de PauloZaca) O trajeto de 10 km de trilhas que margeiam o Rio Verde oferece belas paisagens e cenas do cotidiano simples da população local. O ponto de partida dessa viagem é a Estação Ferroviária de São Lourenço, datada de 1925, construída em estilo inglês. 

sábado, 5 de novembro de 2016

Conheça a Praça da Liberdade em BH

As primeiras horas da manhã na Praça da Liberdade (na foto acima de Paulo Braz) são de tirar o fôlego. O local reflete a energia dos assíduos praticantes da caminhada e também daqueles que eventualmente passam por lá, mas que não deixam de apreciar o local. Um dos cartões postais preferidos pelo belo-horizontino, a praça tem uma beleza de encher os olhos, com seus jardins e fontes luminosas, oferece descanso para quem prefere apenas relaxar em um de seus charmosos bancos, e um espaço ao ar livre que é palco de diversos eventos culturais. Ao longo do dia, o cenário é tomado por vários flagrantes de carinho entre os animais de estimação e seus donos, por ciclistas, encontros marcados, paquera entre casais de várias idades e também pela conversa descontraída de jovens. 
A praça se especializou em ser palco de muitos amores, como a história romântica da dentista Eliane Rodrigues, de 39 anos, que começou lá, em uma tarde de primavera. “Fui ao local assistir o espetáculo de uma orquestra sinfônica. No meio de tanta gente, um rapaz se aproximou e se apresentou. Depois desse primeiro encontro, passamos a sair juntos várias vezes e estamos casados há 6 anos”, contou. O aposentado Everaldo Souza também tem uma relação de amor com a praça e sabe muito bem como desfrutar do local. “Pela manhã, venho fazer caminhada, prática prioritária no meu dia a dia. O período da tarde é para namorar”, sorriu. Segundo ele, desde que se mudou de Divinópolis, há 7 anos, a área verde se tornou uma grande companheira. (foto acima de Paulo Braz)
A Praça da Liberdade atrai pessoas de todas as idades. A pequena Manuela Carvalhães, de 1 ano, sente-se em casa perto das palmeiras imperiais. “Moro aqui perto e, quando sobra um tempinho, sempre trago a minha filha para se divertir, porque, além de bonito e reunir muitas crianças, este é um local de socialização”, salientou Patrícia, grávida de 7 meses. Próximo aos pequenos, o aposentado Nivaldo Luz, de 88 anos, que todos os dias vai à praça para ler jornal, diz que a área verde proporciona muitos momentos de descontração. “Adoro observar as pessoas e relaxar a mente e o corpo”, frisou.
Coreto
Quem também guarda histórias é o coreto. Construído em 1923 pelo empresário espanhol Aquelino Edreira Seara, já foi palco de discursos políticos de ex-presidentes como Jânio Quadros e Juscelino Kubtischek, além de autoridades estaduais. Tombado pelo Patrimônio Histórico de Belo Horizonte, o espaço recebeu diversas apresentações musicais. A escadaria que dá acesso ao coreto é o ponto de encontro favorito das amigas Paola, Carla e Samilla. “Aqui a gente conversa e discute sobre diferentes assuntos, desde tarefas escolares a encontros”, disse Samilla. (fotografia acima e abaixo de Paulo Braz)
Jardins 
Com traçado e jardins inspirados no Palácio de Versalhes, na França, a Praça da Liberdade reúne em um mesmo espaço diferentes espécies de flores como jasmins, roseiras, hortênsias, canas da índia e lírios, além dos ipês rosa, roxo e amarelo. Na alameda, o visitante encontra palmeiras imperiais e tipuanas. Bióloga e admiradora do local, Carolina Decina contou que, no Brasil, o primeiro exemplar de palmeira imperial foi plantado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro pelo príncipe regente Dom João VI, em 1809. Dessa forma, a palmeira tornou-se o símbolo do império. 
A borda da fonte luminosa é formada por ciprestes, enquanto os canteiros espalhados pela praça contam com jasmins, canas da índia, roseiras e hortênsias. Para Carolina, os ipês são os seus preferidos. “Quando em flor são encantadores. Eles dão um toque especial ao local”, disse. Quem também admira a paisagem da Praça da Liberdade é a podóloga Irene Rodrigues. “Essa é a praça que mais gosto, além de ser a mais bonita de Belo Horizonte”. Companheira de caminhada matinal, Consolação Figueiredo concorda com Irene. “A área verde é simplesmente, linda!”, disse.
Semáforo mais antigo de BH
Fotografia de Fernando Rabelo
Quem passeia pela Praça da Liberdade não imagina que, entre as belas palmeiras imperiais e tendo ao fundo o Palácio da Liberdade, já circularam muitos carros. Prova disso é a existência de um antigo semáforo, ainda em funcionamento, situado entre a praça e a avenida João Pinheiro, antiga Liberdade. Instalado em julho de 1929, quando era chamado de pisca-pisca, é o primeiro dispositivo da capital mineira e faz parte do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade. A história do semáforo até hoje desperta a curiosidade de quem frequenta a praça. “Interessante saber a história desse semáforo. Ele é, realmente, diferente dos equipamentos atuais”, relatou a estudante Samilla Diniz.
Feira Hippie
Feira Hippie em 1969 na Praça da Liberdade
Na memória dos moradores da cidade, ficou a lembrança dos tempos áureos de quando a Feira de Artes e Artesanato de Belo Horizonte, a famosa Feira Hippie, era realizada na Praça da Liberdade. Tudo começou em 1969 com um movimento cultural, envolvendo, principalmente, artistas plásticos que, semanalmente, expunham seus trabalhos. Em 1991, devido às proporções alcançadas, a feira foi transferida para a avenida Afonso Pena, no Centro, onde permanece até hoje. Morador da capital, o aposentado Tali Barbosa se recorda dos estragos que a feira causava à praça naquela ocasião. “O restante do óleo das frituras feitas nas barracas eram despejadas nos pés das árvores, o que foi bastante nocivo a elas. Mas é um orgulho, depois de tantos anos, ver que a praça continua cada vez mais bela, mesmo com tantas coisas que aconteceram no local”, comemora.
História
Praça da Liberdade em 1919
A construção da praça foi iniciada na época da fundação da capital mineira, entre 1895 e 1897. Implantada para abrigar a sede do poder mineiro, como o Palácio do Governo e as primeiras secretarias de Estado, os prédios que circulam a praça têm arquiteturas ecléticas, uma mistura dos estilos barroco, clássico e medieval, além de elementos neoclássicos. Vale lembrar que aquela região era o Centro de Belo Horizonte. Entre 1950 e 1960, imóveis modernos foram incorporados ao conjunto, como o Edifício Niemeyer e a Biblioteca Pública Luiz de Bessa, ambos projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Em 1980, em estilo pós-moderno, foi inaugurado o prédio conhecido como Rainha da Sucata, onde hoje funciona o Museu das Minas e do Metal. (na foto abaixo de Arnaldo Silva, o Edifício Niemeyer)
Nos antigos prédios públicos do entorno da praça hoje funciona o Circuito Cultural Praça da Liberdade, formado por espaços culturais que integram arte, cultura popular, conhecimento e entretenimento. Compõem o circuito o Espaço TIM UFMG do Conhecimento, o Museu das Minas e do Metal e o Memorial Minas Gerais - Vale. Ainda agregam o complexo cultural o Palácio da Liberdade, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Arquivo Público Mineiro e o Museu Mineiro. Em breve, o prédio da antiga Secretaria de Estado de Defesa Social vai abrigar o Centro Cultural Banco do Brasil de Belo Horizonte.
O conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade foi tombado em 2 de junho de 1977 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). A medida contempla, portanto, os edifícios do Palácio da Liberdade e as antigas secretarias de Estado, e se estende aos jardins, lagos, alamedas, fontes e monumentos da praça, bem como as fachadas de diversas edificações do seu entorno.

Fonte da Matéria:Portal da Prefeitura de Belo Horizonte

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores