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terça-feira, 29 de junho de 2021

O estilo europeu do Palácio da Liberdade

(Por Arnaldo Silva) No topo de uma colina do arraial do Curral Del Rei, subordinado a Sabará, no século XIX, ex escravos, livres ou alforriados, se encontravam para ajudar escravos, ainda cativos nas senzalas das fazendas da região, a comprarem suas liberdades.
          Esse lugar se popularizou com o nome de Liberdade. No ano da Abolição da Escravidão no Brasil, 1888, o local que os ex escravos se reuniam, Liberdade, se transformou em praça do arraial de Curral Del Rei, passando a se chamar, Praça da Liberdade, a partir de 1888. (na fotografia acima de Wilson Paulo Braz/@paulobraz10, o Palácio da Liberdade)
          Com a decisão da implantação da nova capital de Minas Gerais, numa região mais central, o local escolhido para ser a nova capital dos mineiros, foi o arraial de Curral Del Rei, tendo como centro administrativo da futura capital, justamente, a Praça da Liberdade, do arraial. (na fotografia acima, o Arraial do Curral Del Rey em 1890, com destaque para a antiga Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem. Fotografia: Arquivo Público Mineiro/Domínio Público)
          A partir da escolha da nova sede da capital mineira, começam as construções e execuções dos projetos da futura capital, que seria inaugurada em 1897. A Praça da Liberdade foi urbanizada, prédios públicos começaram a serem erguidos, com destaque para a nova sede do Governo de Minas Gerais, o Palácio da Liberdade. (na fotografia acima do Wilson Paulo Braz/@paulobraz10, alguns dos prédios públicos da Praça da Liberdade)
          Toda Belo Horizonte, da época, teve em sua arquitetura urbana, bem como os traçados de suas ruas e avenidas, inspiração no urbanismo das cidades de Paris, na França e Washington, nos Estados Unidos. A cidade foi projetada para ter uma população de no máximo, 400 mil habitantes. Hoje tem 2,5 milhões.
          Projetado pelo engenheiro e arquiteto pernambucano, José de Magalhães, o imponente e suntuoso Palácio da Liberdade, é um dos grandes destaques da arquitetura mineira, do final do século XIX. O arquiteto projetou o prédio, se inspirando no estilo neoclássico, mesclando ainda outros estilos da época, como o estilo Luís XVI, e traços do estilo mourisco, muito comum na Espanha e Portugal, no século XIX. Sua arquitetura, ornamentação e jardins, tem um pouco da Alemanha, Bélgica, Espanha, Portugal e França. (na foto acima do Arnaldo Silva, os fundos do palácio)
          Inaugurado em 1898, um ano depois da instalação de Belo Horizonte, como capital de Minas Gerais, o Palácio da Liberdade, foi idealizado para ser a mais importante construção da capital mineira, já que foi feito para ser a sede do Governo de Minas Gerais e moradia dos governadores mineiros.
          São três pavimentos, com fachada em cantaria lavrada, um tipo de pedra lisa, batida, muito comum nas construções daquela época. O prédio conta ainda com torreões com terraços, pilares revestidos em mármore, portas e janelas, em colunas jônicas (na foto acima do Arnaldo Silva, percebe os detalhes das portas e colunas jônicas). No topo da sacada frontal, um monumento em alusão à liberdade.
          Boa parte do material usado na construção do palácio, bem como mobiliário e ornamentação interna, foram importados da Europa, no final dos séculos XIX e início do século XX.
          No térreo, se destaca a escadaria em estilo art-nouveau, feita em mármore, ferro fundido e arranjos florais, também em ferro. Um tapete vermelho dá um tom de glamour à escadaria. (fotografia acima de Wilson Paulo Braz/@paulobraz10)
        Projetada no Brasil, foi integralmente construída na Bélgica, com os detalhes florais dos ferros fundidos, feitos na Alemanha (nos detalhes acima, na fotografia de Arnaldo Silva). A belíssima escadaria dá acesso ao segundo andar, onde fica o receptivo, salão de reuniões, gabinete do governador, sacadas, sendo a principal, de frente para a praça, onde os governadores faziam discursos.
          O segundo piso do Palácio da Liberdade é o que chama mais atenção. Subindo a escadaria do hall de entrada para o salão nobre, o visitante se depara com o brilho, glamour e luxo das decorações do início do século XX. (na fotografia acima de Arnaldo Silva)
          No teto, um enorme lustre de cristal bacarat, com 40 tulipas e quatro painéis enormes, revestindo todo o teto e paredes laterais, com os temas: Salfe, Labor, Fortuna e Spes, não passam despercebidos. Impressionam os visitantes, que não resistem em observar cada detalhe das imponentes obras e detalhes decorativos. Três portas decoradas em dourado e bem talhadas, dão acesso ao salão nobre. (fotografia acima de Thelmo Lins, com o lustre em destaque)
          Visitando as salas e salões do segundo piso, impressiona ainda a riqueza do mobiliário, das finíssimas peças, vasos, quadros e telas, além de sua ornamentação, enfeites em papier mâché, pintado, bem como pinturas nos tetos, paredes com telas e molduras com finíssimos acabamentos, conhecidas na época como cimalhas.
           Outro destaque do segundo andar é o piso dos salões e salas, feito no estilo parquê belga. Neste estilo, os soalhos formam desenhos e formas interessantes. (na foto acima do Thelmo Lins, uma das salas do palácio e abaixo de Arnaldo Silva, o Salão de Reuniões)
          Chama a atenção, a impressionante riqueza dos objetos decorativos, principalmente, os cristais, os detalhes nas portas de entrada do salão, as poltronas e sofá no estilo da Renascença italiana, a Sala das Medalhas, a Sala do Couro, a Sala da Rainha, em homenagem a Rainha Elizabeth, da Bélgica, um vaso japonês no século 19 e outros vasos chineses, além do mobiliário em madeira, do salão dourado, no estilo Luís 16.
          Este estilo tem como base o estilo clássico e romântico. Conhecido ainda por neoclássico, tem como características principais o luxo e o excesso de dourado em suas talhas.
          O luxo e belezas das talhas desse estilo, estão presentes nas decorações de palácios, castelos e sedes de governos de todo o mundo, construídos no início do século XX. Os detalhes do luxo e dourado das talhas bem trabalhadas do estilo Luís XVI estão presentes nas salas e salões do Palácio da Liberdade, principalmente no salão nobre, onde fica o receptivo, salas e salões do palácio. (na foto acima e abaixo do Thelmo Lins, um dos belíssimos mobiliários, em estilo Luís 16, presentes nos salões do palácio)
          A decoração e ornamentação do Palácio da Liberdade, além da pintura da entrada do salão nobre, foi executado por um grupo de decoradores, formado por brasileiros e estrangeiros. Liderados pelo artista Frederico Antônio Steckel, o grupo veio do Rio de Janeiro para fazer a decoração interna do palácio.
          Já os painéis do teto do salão nobre, foram pintados pelo artista plástico Antônio Parreiras, em 1925. Nos painéis, está Apolo, cercado por cavalos brancos e ladeado por 12 musas, além das imagens das musas da música, pintura, literatura e escultura. (fotografia acima de Arnaldo Silva)
          No andar superior, foi construída a residência oficial dos governadores mineiros. São aposentados com fino acabamento, em estilo rococó e mobiliário importado.
          No final da década de 1910, o mobiliário do palácio foi renovado, com um finíssimo mobiliário, vindos da Europa.
          Isso porque, o Palácio da Liberdade, receberia em seus aposentos, Alberto e Elisabeth, Reis da Bélgica, na ocasião. A corte belga, chegou a Belo Horizonte em 2 de outubro de 1920. Foram recebidos com muita honra e pompa, com direito a sala de reuniões, sala de visitas, sala para chás e aposentos com mobília preparadas para receber a realeza belga. (fotografia acima de Arnaldo Silva)
          Foi a primeira viagem de monarcas europeus, ao Brasil, após a Proclamação da República, em 1889. A presença do Rei e Rainha da Bélgica, estreitou laços com o Brasil e principalmente, com Minas Gerais. Dessa aproximação, por exemplo, foi instalada em Minas Gerais, a Companhia Belgo-Mineira, em 1921. Alberto e Elizabeth, visitaram ainda, em Minas Gerais, a cidade de Lagoa Santa e a Mina de Morro Velho, em Nova Lima.
          Os jardins do palácio, foram projetados pelo paisagista francês, Paul Villon, no final do século XIX, que obviamente, seguiu os projetos de jardinagens franceses e também, com detalhes ingleses. (na foto acima de Wilson Paulo Braz/@paulovbraz10, os fundos do Palácio da Liberdade e na foto abaixo, também de @paulobraz10, a Alameda das Palmeiras)
          A praça foi dividida por uma alameda, ladeada por palmeiras imperiais e geometrias de seus canteiros, tem a assinatura de Reynaldo Dierberger, em 1920. O coreto dos jardins do palácio, teve a assinatura de Edgar Nascentes Coelho, em 1904 e Francisco Izidoro Monteiro, em 1909. Não é o coreto da praça, que foi inaugurado em 1923, é nas dependências dos jardins do palácio.
          Ornamentam os jardins, cinco diferentes esculturas francesas em mármore, um lago, uma capela, um quiosque em estilo oriental e postes com luminárias do século XIX, além do orquidário (na foto acima do Wilson Paulo Braz/@paulobraz10)
          Quando de sua construção, tanto o palácio, quanto a praça, compunham um só espaço. A alameda rodeada por palmeiras, era a entrada principal do Palácio da Liberdade. A entrada não tinha a separação por rua e nem o palácio era cercado com grades, como é hoje. Foi a partir de 1968, que foram colocadas grades no entorno do palácio e abertura de uma rua, separando a Praça, da sede do Governo. (fotografia acima de Arnaldo Silva)
          Até 1950, os governadores mineiros moravam no terceiro piso do palácio, quando o então governador, Juscelino Kubitschek, determinou a construção do Palácio das Mangabeiras, no bairro de mesmo nome, para servir de moradia aos governadores. A partir de então, o Palácio da Liberdade, foi usado apenas, como sede administrativa, do Governo de Minas.
          A Praça da Liberdade, seus jardins, arborizações e construções imponentes, são uma completa mistura de cores, charme, beleza e riqueza dos vários estilos predominantes na Europa, no final do século XIX e início do século XX. (jardins do palácio fotografado pelo Wilson Paulo Braz/@paulobraz10)
          Mesmo com novas construções ao longo do século XX, como o Edifício Niemeyer e passando por modificações e reformas, ao longo de mais de 120 anos, o Palácio da Liberdade, bem como, todo o conjunto arquitetônico que forma a Praça da Liberdade, mantiveram seus aspectos e estilos, originais.
          O Palácio da Liberdade sempre foi um dos destaques da arquitetura belo-horizontina e um dos principais cartões postais de Minas Gerais. Requinte, luxo riqueza decorativa, história e beleza, são as marcas do palácio. (na foto acima de Arnaldo Silva, os jardins dos fundos do palácio)
          Desde 1977, o conjunto arquitetônico e Paisagístico originais da Praça da Liberdade, foram tombados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG)
          Hoje, a sede administrativa do governo mineiro não é mais o Palácio da Liberdade e sim, o Palácio Tiradentes, projetado por Oscar Niemeyer. Construída no bairro Serra Verde, próxima ao aeroporto Internacional de Confins. O Palácio Tiradentes é mais conhecido por Cidade Administrativa, por abrigar, além da sede do Governo de Minas, todas as secretarias de Estado. (na foto abaixo do Thelmo Lins, a parte frontal do Palácio da Liberdade)
          Já o Palácio da Liberdade, é hoje um espaço público, recebendo nas quartas e quintas-feiras, escolas para visitas e atividades educacionais. E ainda, é aberto à visitação do público em geral, aos sábados e domingos, de 10h às 16 h, com guias. Diante da situação atual que vive Minas Gerais e o país, as visitas foram suspensas. Certifique-se antes.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

O Caminho de Nhá Chica

(Por Arnaldo Silva) Amada, venerada, querida e respeitada, por todos, desde os mais simples, aos ricos e mais importantes figuras do período imperial no Brasil, época em que ela viveu. Nhá Chica foi uma das grandes personalidades mineiras do século XIX. Leiga e católica fervorosa, em vida, já era considerada santa, pela imensa bondade e exemplo de temor à Deus, de fé, de amor e respeito ao próximo que demonstrava, além de milagres, a ela, atribuídos. É carinhosamente chamada de “Santinha de Baependi” e também de “mãe dos pobres”.
          Sua história de vida mistura amor ao próximo, simplicidade, fé, caridade, serenidade, paciência e sabedoria nos atos e palavras. Não discriminava ninguém, atendia a todos por igual. Tinha sempre nos lábios palavras de conforto e orientava com sabedora, todos que a procuravam. (na foto acima, do Caminho de Nhá Chica/Divulgação, a Cachoeira da Usina, em Natércia, na divisa com Conceição das Pedras, um dos trechos do roteiro)
          Ninguém saia de sua casa sem ser ouvido e atendido. Eram pessoas que chegavam com diversos tipos de problemas, vindas da região e de lugares mais distantes. Recebiam de Nhá Chica o conforto que necessitavam, em orações e conselhos. Se chegavam com os corações vazios e sem esperanças, saiam cheios de alegria, com fé renovada e felizes. Muita gente, seja rico ou pobre, não tomava decisões em sua vida, sem antes pedir seus conselhos. Chamada e tratada como Santa, humildemente, com voz serena e tranquila, dizia: “É porque rezo com fé”.
          O único dia que Nhá Chica não atendia as pessoas, era na sexta-feira. Nesse dia, a Beata cuidava de sua casa e lavava suas roupas. Na parte da tarde, se dedicava a penitências, a ouvir versículos da Bíblia, lidos por pessoas próximas, já que, Nhá Chica, não sabia ler e nem escrever.
          Fazia ainda orações e dedicava um bom tempo desse dia, para veneração à Nossa Senhora da Conceição. Em sua casa, construiu uma pequena ermida e nela, colocou a imagem da Santa, que pertenceu à sua mãe. Essa mesma imagem está acima do túmulo onde estão os restos mortais de Nhá Chica, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Baependi MG. (na foto acima do Rogério Salgado) Nhá Chica considerava a sexta-feira um dia especial, de recordação do sofrimento e morte de Jesus na cruz, para nos dar a salvação.
          “Nhá” é corruptela de “sinhá”, que é corruptela de “senhora”. Mineiro tem o hábito de reduzir as palavras. De senhora, reduziu para sinhá e por fim, nhá, uma forma carinhosa de tratar os mais velhos, além de demonstrar, respeito. Carinhosamente, Francisca passou a ser chamada de Nhá Chica, diminutivo carinhoso e respeitoso de Sinhá e Francisca.
          Nhá Chica nasceu no início do século XIX, em 1810, no período da Escravidão do Brasil, em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João Del Rei, no Campo das Vertentes. Nesse distrito, foi batizada, em 26 de abril de 1810, com o nome de Francisca de Paula de Jesus. Era filha e neta de escravos. O lugar onde Nhá Chica foi batizada, é hoje um dos mais importantes pontos de visitação de São João Del Rei.
          Das ruínas da antiga capela, restou a Pia Batismal, levada para a Igreja de Santo Antônio. No lugar, uma réplica foi colocada no exato lugar, onde ficava a pia batismal, original e ao lado, uma capela foi construída, igual a que existia no tempo da Beata. (na foto acima do Nilton Carvalhos Rios - Pyoi, a pia batismal, original, onde Nhá Chica foi batizada, colocada no interior da Igreja de Santo Antônio em Rio das Mortes, distrito de São João Del Rei MG)
          Nhá Chica, seu pai, sua mãe Isabel e seu irmão, Teotônio, mudaram-se para Baependi, cidade do Sul de Minas Gerais, quando ainda era menina. Levaram na viagem o pouco que tinham. O mais valioso, era a imagem de nossa Senhora da Conceição, que pertencia à sua mãe. Santa de devoção de Nhá chica, desde menina, era chamada por ela, de “minha sinhá” e “minha amiga”.
          Seu pai faleceu, quando tinha apenas 10 anos e seu irmão, 12. Órfã, para suportar a dor da perda do pai, bem como a vida difícil que vivia, se apegava a fé em Nossa Senhora da Conceição, se dedicando desde menina, à caridade e orações, sendo sempre incentivada em sua fé, por sua mãe.
          Fez de sua fé e caridade, seu modo de vida. Nunca se casou, sua vida era a devoção à Nossa Senhora da Conceição e à Deus, com quem buscou servir, de corpo e alma. Tinha uma vida simples em sua humilde residência. Hoje, restaurada, sua casa é um dos pontos mais visitados da cidade (na foto acima do Rogério Salgado)
          Faleceu em 14 de junho de 1895, aos 85 anos, na cidade de Baependi. Seu velório durou 4 dias, permitindo assim a presença de seus devotos, que vieram de várias cidades da região, para se despedirem da mulher que consideravam santa. Todos que estiveram no velório, foram unânimes em dizer que sentiram uma paz enorme no lugar e o cheiro de um misterioso e diferente perfume de rosas, exalando do corpo de Nhá Chica.
          Foi sepultada no interior da capela de Nossa Senhora da Conceição, que construiu graças a doações que conseguiu juntar, durante 30 anos. A pequena ermida, construída por Nhá Chica, foi ampliada, com o crescimento de peregrinação ao local. Os restos mortais da Beata, foram colocados em uma urna, debaixo de um simulacro do corpo de Nhá Chica. Pouco acima do monumento, a imagem original de Nossa Senhora da Conceição, que Nhá Chica herdou de sua mãe, Isabel. 
          Hoje, a antiga ermida, deu lugar ao Santuário da Imaculada da Conceição de Nhá Chica (na foto acima de Carol Biancardi). Recebe visitas diariamente de fiéis vindos de todo o Brasil, e até de outros países. Vêm ao Santuário, para pedirem intercessão por graças, ou mesmo, agradecerem, as já recebidas. Quando retornam para agradecer as graças recebidas, deixam seus agradecimentos e testemunhos dos milagres, na Sala dos Milagres. São milhares de relatos de graças alcançadas, por intercessão de Nhá Chica, expostos nesta sala.

O Caminho Religioso de Nhá Chica
          Em vida, Nhá Chica, recebia diariamente, exceto às sextas-feiras, a visita de peregrinos, que buscavam na leiga, conselhos e orações. Mesmo após sua morte, Baependi, continuou a receber a presença de fiéis, que vinham à cidade, conhecer a casa em que a Beata vivei e a capela que construiu, bem como pedir sua intercessão à Deus.
          Em 2018, o casal José Valmei e Daniela de Roma, responsáveis pela Capela de Nhá Chica, na comunidade rural de Romas, em Inconfidentes, no Sul de Minas, foi procurado pelo senhor José Sarapu. Frequentador assíduo da capelinha e devoto de Nhá Chica, o fiel sugeriu ao casal, a criação de um roteiro de peregrinação, saindo da capelinha, em Romas, até o Santuário de Nhá Chica, em Baependi. (na foto acima de Caminho de Nhá Chica/Divulgação, a Capela de Nhá Chica em Romas)
          O casal decidiu viabilizar a ideia, transformando-a em um projeto. Foi criado uma comissão, formada por um pequeno grupo de devotos, para pesquisar, traçar o roteiro e colocar o projeto em prática. Saiu do papel rápido. Já no ano seguinte, aconteceu a primeira peregrinação.
          O roteiro percorre 273 km, passando por 15 municípios mineiros da Serra da Mantiqueira, com duração de 9 dias, com peregrinação auto guiada. Isso porque o caminho é todo mapeado, além de ser bem sinalizado com placas na cor salmão, a cor do manto de Nhá Chica.
          Os primeiros peregrinos, formados por um pequeno grupo de São Paulo e Inconfidentes e região, receberam as bênçãos do Pároco da Paróquia de Inconfidentes MG, Antônio Brentegani, no dia de Nhá Chica, 14 de junho, em missa celebrada na Capela de Nhá Chica. No dia seguinte, 15 de junho de 2019, o pequeno grupo, formado por 15 peregrinos, iniciou a peregrinação de 273 km, a pé, até a cidade de Baependi MG.
          Além de ser um percurso de fé e penitência, o Caminho de Nhá Chica, passa por diversas cidades, capelas e igrejas, além de fazendas, com seus belíssimos casarões, pontes, rios, cachoeiras, matas nativas de araucárias e paisagens de tirar o fôlego.
          O caminho religioso, ajuda no desenvolvimento do turismo nas cidades que compõem o Caminho de Nhá Chica. Além disso, ajuda a despertar atenção dos turistas para a gastronomia, história, arquitetura e tradições das localidades presentes nos 273 km do caminho religioso.
          Foram 9 dias de caminhada, com o grupo chegando ao Santuário da Imaculada Conceição de Nhá Chica, em Baependi, as 16 horas, do dia 19 de junho. (na foto acima de Caminho de Nhá Chica, peregrinos a caminho de Baependi)
O trajeto do Caminho de Nhá Chica
          Tem início da Comunidade rural de Romas, em Inconfidentes, saindo da Capela de Nhá Chica, passando por 15 cidades e suas zonas rurais, até o Santuário da Imaculada Conceição de Nhá Chica. São ao todo, 273 km de caminhada.
• Inconfidentes a Borda da Mata: 20 km
• Borda da Mata a Congonhal: 25 km
• Congonhal a Espírito Santo do Dourado: 21km
• Espírito Santo do Dourado a Silvianópolis: 20km (na foto acima de Caminho das Capelas/Divulgação)
• Silvianópolis a Careaçu: 20km
• Careaçu a Heliodora: 24km 
• Heliodora a Natércia: 10km (Heliodora na foto acima do Rinaldo Almeida
• Natércia a Conceição das Pedras :16km (na foto acima de Caminho de Nhá Chica, peregrinos chegando até a Cachoeira da Usina, em Natércia)
• Conceição das Pedras a Bairro Vargem Alegre: 18,4km
• Bairro Vargem Alegre a Cristina: 17,5km (na foto acima da Sandra Walsh, a cidade de Cristina, vista da estrada)
• Cristina a Bairro Serrinha (Dom Viçoso): 18km
• Bairro Serrinha (Dom Viçoso) a Carmo de Minas: 16km
• Carmo de Minas a Soledade de Minas: 16km
• Soledade de Minas a Caxambu: 19km
• Caxambu a Baependi: 8km – Chegada
          Informações sobre hospedagem, alimentação, translado, vestimentas adequadas, etc., devem ser obtidas com José Valmei, através do e-mail: caminhodenhachica@gmail.com ou pelo telefone (35) 99996-6370.
A trajetória de beatificação de Nhá Chica
          Aclamada e reivindicada pelo povo mineiro como santa, a campanha para santificação de Nhá Chica teve início em 1952, mas somente em 1989, é que foi formada uma comissão para análise do estudo sobre a santificação de Nhá Chica. A comissão foi instalada em janeiro de 1992. Em 16 de julho de 1993, foi feito o Informativo Diocesano, parte inicial dos trâmites burocráticos, para tornar Nhá Chica Santa e encaminhado à Roma, em 1995.
          Em 18 de junho de 1998, foi feito o reconhecimento dos restos mortais de Nhá Chica, presenciado por autoridades eclesiásticas e membros do Tribunal e pela Comissão de História e também por médicos legistas.
          Na época da exumação dos restos mortais de Nhá Chica, percebeu-se um suave cheiro de rosas, da mesma forma como narrados pelos fiéis, durante o velório de Nhá Chica, em 1885.
          Continuando o processo, foi presentando vasta documentação ao Vaticano, comprovando a vida santa de Nhá Chica, bem como provas de um milagre ocorrido em 1995.
          Nesse ano, a devota de Nhá Chica, Ana Lúcia Meirelles Leite, professora e residente em Caxambu, foi acometida por um grave problema congênito no coração. Através de sua fé e orações, pedindo a intercessão de Nhá Chica, a devota foi curada, sem a necessidade de cirurgia. Uma cura sem explicação, pela ciência. Considerado um milagre, pelos médicos, a cura da devota, foi aceita pelo Vaticano.
          Em 2001, toda a documentação colhida foi encaminhada ao Vaticano, para apreciação da Congregação para as Causas dos Santos.
          Em abril de 2004, durante a 42ª Assembleia Geral da CNBB, os bispos brasileiros, assinaram um documento com 204 assinaturas de Bispos de 25 estados brasileiros e encaminharam esse documento ao Papa João Paulo II.
          Em junho de 2010 a Congregação para as Causas dos Santos deu parecer favorável às virtudes de Nhá Chica, reconhecendo-a como Serva de Deus, com o parecer sendo aprovado pelo Papa João Paulo II, em 2011. Nesse ano, foi concedida à Nhá Chica, o título de Venerável,
          Para ser declarada, beata, faltava o reconhecimento do milagre pela Comissão Médica da Congregação para as Causas dos Santos. A graça concedida pela professora Ana Lúcia, de Caxambu MG, foi reconhecida pela Comissão, em 13 de outubro de 2011, como fato inexplicável pela ciência, portanto, um milagre. A decisão da Comissão foi referendada pelo Papa Bento XVI, em 28 de junho de 2012.
          Por fim, em 4 de maio de 2013, Nhá Chica foi beatificada em Baependi, na presença de mais de 15 mil fiéis. A cerimônia foi presidida pelo cardeal Ângelo Amato, então presidente da Congregação para a Causa dos Santos da Santa Sé.
          O representante do Vaticano, na ocasião, anunciou ainda a data de 14 de junho, dia de aniversário de morte de Nhá Chica, como data da festa litúrgica, em memória de Nhá Chica. Esse dia passou a ser então, o Dia de Nhá Chica.
          Surgia assim, oficialmente, a Beata Nhá Chica, mineira, leiga e primeira mulher negra brasileira, a ser beatificada pela Igreja Católica. O passo seguinte e final, mas bem longo, é sua santificação.

domingo, 13 de junho de 2021

O sabor italiano dos queijos de Cachoeira de Minas

(Por Arnaldo Silva) Cachoeira de Minas fica no Sul do Estado, se destaca na agropecuária, cafeicultura, no artesanato. Sua economia tem como base um pequeno comércio, agropecuária e indústrias familiares. Com acesso fácil, Cachoeira de Minas está a 405 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Pouso Alegre, Estiva, Consolação, Conceição do Ouros, Brasópolis, Piranguinho e Santa Rita do Sapucaí. (na foto acima do Marcos Azevedo, a queijaria da Fazenda Malhada e abaixo, da Vilmara Azevedo, vista parcial de Cachoeira de Minas)
          Cidade charmosa, pequena, com cerca de 11 mil habitantes, tradicional e pacata, oferece uma boa qualidade de vida, além de um comércio diversificado, um bom setor de serviços e belas paisagens naturais. Além disso, promove anualmente um dos grandes eventos da região, a Festa de São Pedro, com a maior fogueira de São Pedro do Brasil, festa que atrai milhares de pessoas à cidade.
          Outro grande destaque de Cachoeira de Minas são os embutidos e principalmente o queijo Tipo Grana, produzidos na Fazenda Malhada. Formado por 500 hectares de terra, a 850 metros de altitude, desta fazenda em Cachoeira de Minas, sai o mais puro, autêntico e tradicional sabor do queijo e embutidos italianos, já que no município, está instalada a Granparma, empresa mineira, com tecnologia 100% italiana. A Fazenda Malhada é um pedacinho da Itália em Minas Gerais. Cada hectare da fazenda, é um pouquinho da Itália em Minas. (fotografia acima de Marcos Azevedo)
          A Granparma utilizada os conhecimentos de origem milenar, sobre Queijo Grana Padano, produzindo o queijo Tipo Grana e embutidos, tipo italianos.
          O Queijo Grana Padano é conhecido no mundo todo como o Rei dos Queijos. Surgiu há mais de 1000 anos, na Planície Padana, na região de Parma, Piemonte, Lombardia, Emília Romagna, Veneto e Trentino, na Itália. Grana significa granuloso, sendo esta uma das principais características desse queijo, além de sua casca dura, cor amarelo bem forte, textura lisa, oleosa e sabor intenso.
          Já os embutidos produzidos na Granparma, seguem a técnica tradicional dos italianos, preservada há mais de 2000 mil anos. Desde a época do Império Romano, até os dias de hoje, os italianos tem o costume de salgar a carne de porco, para conservá-la por mais tempo. Da carne suína com ação do o sal e do sol, em longo tempo de maturação, originou um dos mais apreciados produtos italianos no mundo, além dos queijos, presentes nas charcutarias de todo o mundo.
          De origem francesa, “charcuterie”, são os locais que comercializavam carnes e seus derivados crus, conservados em longos processos de maturação. Os conhecidos, embutidos. Esses locais passaram a se chamar “charcuterie”, para nós, charcutarias, desde o século XV, popularizando o nome em todo o mundo.
          A qualidade, sabor e textura, similar aos originais italianos, são feitos por poucos no mundo. No Brasil, apenas três, sendo a Granparma, um desses.
          Minas Gerais tem o privilégio de ter um pouco do sabor dos queijos e embutidos tradicionais italianos, produzidos na Fazenda Malhada. Isso graças aos conhecimentos e tradição que o povo italiano tem, na arte de fazer queijos e embutidos.
          Conhecimentos tradicionais e milenares do modo de fazer queijos e embutidos dos italianos, presente em Minas Gerais, em Cachoeira de Minas, contando como aliado, o aprimoramento constante e investimentos em tecnologia de ponta na produção.
          A união dos conhecimentos e técnicas artesanais italianas, preservadas ao longo de 2 mil anos, com a tecnologia moderna, origina um produto diferenciado e de altíssima qualidade. Isso garante respeito e referência da empresa, em qualidade, sabor e legitimidade de seus produtos. Além disso, a empresa atua de forma sustentável, evitando poluição ambiental e o desperdício.
          O sabor italiano dos queijos de Cachoeira de Minas, veio diretamente da Itália, quando, chegou ao Brasil, a década de 1970, Romano Orsi. Natural da região italiana de Parma, é agricultor, engenheiro e projetista de máquinas de processar frutas. 
          Em Cachoeira de Minas, onde vive com suas família, o italiano montou uma indústria de fabricação de polpa de goiaba. Em pouco tempo, se transformou próspero empresário, com fábricas de máquinas instaladas, no Brasil, na Itália e países da América Central.
          Além de industrial, Romano Orsi é um profundo conhecedor das técnicas artesanais de fazer queijos e embutidos italianos. Seus conhecimentos vem desde criança, já que tem origens em família de produtores rurais, de sua região natal, Parma, na Itália. Fazer queijos é tradição passada por gerações, nas famílias de sua região.
          A partir de 2005, sentindo o desejo de voltar às suas origens de agricultor, decidiu adquirir a Fazenda Malhada, que hoje é sede da Granparma. Para Romano Orsi, sua volta às origens, significa a recriação do ambiente e lembranças de sua infância, na Itália.
          Pesquisou sobre o melhor local, que oferecia condições climáticas adequadas para produzir queijo Tipo Grana e embutidos, optando por adquirir a Fazenda Malhada, em Cachoeira de Minas e instalar sua fábrica de queijos (na foto acima de Marcos Azevedo). Entre 2005 e 2007, começou o preparo da fazenda para a instalação da fábrica, com maquinário todo importado da Itália, bem como a formação do plantel, com gado e raça selecionados, seguindo os padrões das queijarias italianas.
          Mesmo com as diferenças climáticas, já que Cachoeira de Minas está a 850 metros de altitude e Parma, onde nasceu, 80 metros apenas, além do verão parmeggiano ser muito quente, entre 35 a 38 graus, bem diferente das temperaturas amenas do Sul de Minas, a iniciativa deu certo.
          Nascia em Minas, com a mesma técnica, sabor e qualidade tradicional, um queijo com mais de 1000 anos de origem, surgindo assim, o queijo Tipo Grana. Posteriormente, a fazenda passou a produzir os tradicionais e milenares embutidos tipo italianos. Atualmente, a Fazenda Malhada gera em torno de 50 empregos diretos. (na foto acima do Marcos Azevedo, a queijaria Granparma, na Fazenda Malhada)
          O industrial investiu na qualidade da pastagem, água e rebanho de gado holandês puro. Na Fazenda Malhada, a empresa só trabalha com inseminação artificial e o gado, é alojado em galpões fechados, com piso cobertos com cama de areia e ventiladores, para melhor circulação do ar e conforto dos animais. Esse sistema é conhecido no meio rural como, “freestal”. (fotografia acima de Marcos Azevedo)
          É usado o mesmo sistema de manejo do gado na Itália, higiene do “freestal diária, bem como do local da ordenha, alimentação especial, natural e balanceada, feita na própria fazenda, a base de cereais, farelo de soja, fubá de milho, caroço de algodão e feno, selecionados e de alta qualidade. O gado se alimenta pouco de capim, garantindo assim, sua segurança, saúde e qualidade do leite.
          Além disso, é feito um acompanhamento constante da saúde dos animais, isolando os que porventura, apresentem algum problema de saúde, bem como, descartando seu leite. Esses cuidados, garantem a obtenção da textura, aroma, cor e sabor do queijo Tipo Grana.
          A fabricação do queijo Tipo Grana é delicada e demorada. Cada peça pesa entre 35 a 40 quilos. Para cada queijo, são usados 500 litros de leite, com produção diária entre 15 a 16 queijos.
          Após a ordenha, o leite é levado, cru, para a desnatadeira. Cru o leite tem 3% de gordura. Para este tipo de queijo, o teor de gordura tem que ser menor, de 2,4% a 2,6%. Por isso, a gordura original do leite é reduzida.
          Esses cuidados tem como objetivo preservar a qualidade do leite. O resultado é leite de altíssima qualidade, gerando com isso, queijos de alto padrão, sabor diferenciado e de alta qualidade.
          Após a redução da gordura, o leite é aquecido gradativamente a 55 graus, em tachos de cobre, que vieram da Itália, de onde também, vieram todos os equipamentos usados na fabricação do queijo.
          Para produzir o queijo Tipo Grana, é retirado o soro obtido durante a fabricação do queijo, para ser usado como fermento. Parecido com o popular, “pingo”, dos queijos artesanais mineiros. Durante o aquecimento do leite, é colocado nos tachões o coalho e o soro fermento. (fotografia acima de Marcos Azevedo)
          No ponto, a massa é quebrada, colocada num pano para que o soro restante escorra. Fica uma grande bola gomosa, que é dividida em duas partes e colocadas em fôrmas, grandes de plástico. (foto acima de Marcos Azevedo)
          O processo seguinte é a salga, onde os queijos são mergulhados em tanques numa solução de água e sal, na proporção de 22% de sal em cada tanque, permanecendo mergulhados por três dias. Durante esses três dias, é virado duas vezes por dia. Após os três dias, os queijos são levados para outro tanque, com água e sal e colocados de lado, para que salguem por igual. (fotografia acima e abaixo de Marcos Azevedo)
          Depois desse processo, o queijo é retirado da salga, lavado, colocados em fôrmas de metal. Essas fôrmas agem como uma cinta, apertando a massa, dando ao queijo firmeza, fazendo com que tome a forma tradicional desse tipo de queijo. 
          Por fim, é desenformado e segue para a câmara maturação e colocados em prateleiras de madeira. No interior da câmara, a temperatura é controlada, tendo que estar entre 16° a 18°, com 75%, de umidade do ar. Os queijos são escovados periodicamente. (foto acima de Marcos Azevedo)
          O tempo de maturação ideal do queijo Tipo Grana feito na Granparma é de no mínimo, 13 meses. Por ficar menos tempo na salga e mais tempo maturando, que o Grana Padano italiano, o queijo Tipo Grana, da Granparma, desenvolve uma propriedade engomada, fazendo surgir assim os tradicionais cristais do original. (fotografia acima de Marcos Azevedo)
          Para absorver melhor o sabor e os cristais que são formados nos 13 meses de maturação, quando for consumido, o ideal é não fatiar esse tipo de queijo, com faca e sim, pica-lo ou lasca-lo (como na foto acima que o Marcos Azevedo, enviou). Isso preservará as propriedades adquiridas durante o processo de maturação, aproveitando melhor seu sabor.
          Já os embutidos fabricados pela Granparma, são feitos em outra fazenda, onde ficam os suínos. Na fazenda, os animais são frutos de cruzamentos das raças suínas Large White, Landrace e Duroc. Por natureza própria, apresentam capacidade de ganho de peso muito boa, além de pouca gordura. Esses animais recebem, desde a fecundação, até o abate, todos os cuidados veterinários necessários, além de alimentação adequada e balanceada. Isso garante uma carne de qualidade e saborosa.
          Desde a preparação, até a maturação no barracão, com a temperatura e umidade do ar controlada. A carne não é defumada e muito menos são usados conservantes ou aditivos químicos. É simplesmente salgada e entrelaçadas com cordas e penduradas em prateleiras, nas câmaras, para ser maturada, como há 2 mil anos atrás, faziam os romanos. (foto acima de Marcos Azevedo)
          A maturação dos embutidos varia de12 a 24 meses, de acordo com o tipo de embutido. O processo é todo artesanal, do início ao fim. O resultado é um sabor e aroma, inigualáveis e únicos.
          São produzidos na fazenda os embutidos de Presunto Cru Tipo Italiano, Coppa Tipo Italiana, Pancetta Tipo Italiana, Lombo Tipo Italiano e Salame Tipo Italiano. (fotografia acima e abaixo de Marcos Azevedo)
          Após a maturação, os embutidos chegam ao consumidor fatiados, em embalagens à vácuo. Para melhor aproveitar o sabor dos embutidos, ao abrir a embalagem, deve-se deixar o produto descansando um pouco em temperatura ambiente, para consumi-lo. 
          O queijo Tipo Grana, em peça ou fatiados (foto acima de Marcos Azevedo), além dos embutidos da Granparma estão disponíveis em empórios, lojas de queijos e supermercados de todo o Brasil. No instagram oficial da empresa, @granparma.queijos.embutidos, podem ser obtidas mais informações sobre os produtos ou com Marcos Azevedo, pelo whatsapp (35) 99952-3908.

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