Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

sábado, 6 de agosto de 2022

Fim das charretes em São Lourenço

(Por Arnaldo Silva) Uma tendência que vem crescendo nas cidades turísticas mineiras e do Brasil, que ainda usam cavalos puxando carroças e charretes para entretenimento de turistas, é o fim completo dessa prática.
          As charretes estão sendo substituídas por carruagens elétricas, tuk-tuks ou mesmo encerrando de vez, caso os antigos charreteiros não se interessem em trabalhar com esses veículos alternativos.
          Aos poucos, cidades turísticas mineiras vêm buscando alternativas para proibir de vez o uso de veículos de tração animal pelas ruas de suas cidades. Agora é a vez de São Lourenço, cidade com cerca de 47 mil habitantes, no Sul de Minas. (na foto acima de Cássia Almeida)
          A famosa estância hidromineral e turística mineira decidiu pôr fim a um de seus atrativos urbanos: o passeio de charretes de 40 minutos pelos pontos turísticos da cidade será encerrado.
          Cavalos puxando charretes não serão mais vistos trafegando pelas ruas da cidade. Essa é a intenção da Prefeitura e foi com base nesse propósito que o Poder Municipal e os cerca 42 charreteiros atuantes em São Lourenço, acordaram no dia 5/08/2022 para encerrarem essa atividade.
          Pelo acordo, os charreteiros receberão, a título de indenização, cerca de R$30 mil reais. Com esse valor, podem escolher uma nova atividade profissional ou mesmo investir essa quantia na aquisição de Tuk-Tuk.
          Além disso, um projeto de lei a ser enviado à Câmara de Vereadores de São Lourenço, determinará a proibição em definitivo do uso de veículos de tração animal na cidade.
Os tuk-tuks
          Por ser mais prático e mais barato que as carruagens elétricas, o tuk-tuk é uma alternativa mais viável para os charreteiros que optarem em continuar a levar turistas pelas ruas de São Lourenço.
          Esse tipo de veículo é criação asiática e muito popular nessa região, principalmente na Índia e Tailândia, além de ser adotado em alguns países europeus, substituindo as charretes.
         Também conhecido como autorriquixá, o tuk-tuk é puxado por uma motocicleta e nada mais é que um triciclo motorizado com cabine para transporte de passageiros e mercadorias. 
          A palavra riquixá é a palavra mais correta para esse tipo de veículo. Essa palavra tem origem na língua japonesa. Riquixá um vocábulo com origem na palavra jinrikisha, em japonês. Jin significa humano e riki, tração. Ou seja, “veículos de tração humana”.
           Cada vez mais, o autorriquixá ou tuk-tuk, vem se tornando alternativa em substituição aos veículos de tração animal.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Queijo caseiro feito na cidade

Você pode fazer queijo fresco em casa, na cidade, sem ter fazenda ou vaca leiteira e ainda, gastando menos. Embora não seja o tradicional Queijo Minas que tem como base o leite cru, o coalho, sal, pingo e as bactérias lácteas que dão cor, sabor, textura e características aos queijos, fazer esse tipo de queijo hoje, é uma boa opção. 
INGREDIENTES:
.  2 litros de leite integral (o de caixinha não serve)
.  2 copos de iogurte integral e sem açúcar ou de preferência, 1 colher (sopa) de coalho liquido, caso encontre na cidade.
. Suco de meio limão se for usar o iogurte. Se for usar o coalho, não precisa usar o limão.
. 1 1/2 colher (sopa) de sal
. Meio copo (americano) de água
Utensílios: 1 pano limpo, uma panela e uma fôrma redonda pequena, própria para queijos, encontrada de produtos agropecuários.
MODO DE PREPARO:
- Despeje os copos de iogurte (ou o coalho) em uma vasilha, em seguida a água, o limão 9se não for usar o coalho) e misture até dissolver bem. Reserve.
- Leve o leite ao fogo e quando estiver começando a ferver, desligue.
- Despeje na panela a mistura reservada.
- Após esse tempo, coloque o pano em um escorredor, despeje toda a mistura e vá espremendo, até sair todo soro.
- Pegue a massa do queijo, que ficou no pano e coloque-a na forma, apertando mais um pouco para sair o restante do soro.
- Espalhe por cima o sal, tampe com um pano e deixe descansando por 3 horas.
- Após esse tempo, coloque o queijo na geladeira e deixe de um dia para outro.
- Após esse tempo, já pode consumir seu queijo caseiro feito na cidade.
(fotografia ilustrativa de Judson Nani de Barão de Cocais MG)

Doce de abóbora em formato de coração

Esse doce tem sabor de infância e faz parte da lembrança de muitos hoje. Estava sempre presente nas antigas vendas de esquina e também nas festas juninas interior e escolas. Que tal relembrar esse doce delícia da infância e das tradicionais festas juninas e faze. É fácil, veja a receita:
INGREDIENTES
. 1 quilo de abóbora moranga sem a casca e cortada em pedaços
. 750 ml de água
. 700 gramas de açúcar
. Suco de meio limão
. Canela em pó e cravo-da-índia a gosto
MODO DE PREPARO
- Em uma panela grande, coloque a abóbora, o cravo, a canela, o suco do limão e a água. Misture.
- Ligue em fogo baixo e deixe cozinhando até a abóbora amolecer.
- Acrescente agora o açúcar, mexa bastante e deixe no fogo por 45 minutos.
- Quando a água começar a secar, passe o fogo para o baixo e deixe cozinhando, mas sempre mexendo para não grudar na panela.
- Quando a água estiver secado, desligue, despeje todo o doce numa fôrma já untada com manteiga e deixe na forma de um dia para o outro.
- No dia seguinte, com uma faca, faça os cortes em formato de coração e sirva acompanhada de Queijo Minas Padrão. 
(Fotografias de Fernando Campenella em Pouso Alegre MG)

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Matozinhos e as ruínas históricas da Fazenda Jaguara

(Por Arnaldo Silva) Matozinhos é uma das mais tradicionais e importantes cidades de Minas Gerais. Tem origem no século XVIII e foi de grande importância para a cultura, história e economia mineira no século XIX. Essa importância para Minas, prevalece até os dias de hoje com destaque para a agricultura, pecuária e mineração.
          Cidade com boa estrutura urbana, conta com belas praças, igrejas, grutas e cavernas, o Museu Arqueológico Peter Lund, dentre outros atrativos e  comércio e setor de serviços variados. O município de Matozinhos conta hoje com cerca de 39 mil habitantes. Está a 47 km de Belo Horizonte e faz divisa com Pedro Leopoldo, Prudente de Morais, Capim Branco, Esmeraldas, Baldim, Jaboticatubas e Funilândia. (na foto acima de Andréia Gomes/@andreiagomesphotoart, a Praça da Matriz de Matosinhos MG)
A Fazenda Jaguara
          É uma das mais importantes fazendas para a história de Minas Gerais. Formada no início do século XVIII, no auge da exploração do ouro em Minas, a Fazenda Jaguara foi um importante ponto fiscal, até 1765. A fazenda está localizada em Mocambeiro, distrito de Matozinhos MG (na foto acima do Thelmo Lins, a entrada da fazenda)
          Com o declínio da mineração, o posto fiscal foi desativado e a fazenda passou a produzir alimentos de subsistência, para abastecer a região, sendo construída o casarão sede, senzala, igreja e moinho. Era uma das maiores fazendas produtivas da região, com cerca de 1.200 alqueires e ainda, 750 escravos.
          Devido a riqueza hídrica da região, que favorecia a construção de pequenas usinas hidrelétricas, indústrias de tecidos começaram a instalar-se em Matozinhos e cidades vizinhas. Na Fazenda Jaguara, foi instalada uma dessas indústrias, com seu conjunto, passando a fazer parte da fazenda. Também em ruínas, o maquinário e galpões da antiga fábrica de tecidos, fazem parte da história e patrimônio da fazenda.
Arrependimento e promessa
          O destaque maior da fazenda são as ruínas da Igreja de Nossa Senhora da Conceição. Era comum, no Brasil Colônia, a construção de pequenas capelas nas fazendas. Na Fazenda Jaguara, foi diferente, foi construída uma igreja. A iniciativa da construção do templo, foi do português, Antônio de Abreu Guimarães, que se enriqueceu contrabandeando diamantes e ainda, era sonegador de impostos.
          Arrependido de seus atos e disposto a mudar de vida, procurou o perdão divino, confessando seus atos, perante a Igreja. Como penitência, o padre determinou que  construísse, não uma capela, mas uma igreja na Fazenda Jaguara, além de doar os lucros da fazenda para obras de caridade e rezar muito.
          Decidido a se redimir, cumpriu sua penitência. Não economizou na construção da igreja que dedicou à Nossa Senhora da Conceição. Contratou para projetar e executar a obra, nada menos que Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, o Mestre do Barroco Mineiro.
A igreja construída por Aleijadinho
          O templo começou a ser construído na década de 1780 e concluído na mesma década, em 1786. Os riscos externos, o coro, os púlpitos, os altares laterais e as ornamentações, seguiam à risca o estilo do século XVIII, bem como o altar-mor, que era muito semelhante com o altar-mor da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, também do Mestre Aleijadinho.
          Dentro da igreja, uma placa em madeira, fixada abaixo de um anjo, colocada a mando do português, dizia: “Feito à custa de Antônio de Abreu Guimarães”.
          Considerada uma das mais expoentes e originais arquiteturas mineiras, seu estilo arquitetônico e ornamentações interiores, representavam o que existia de mais autêntico e genuíno da arte barroca do século 18.
          Era uma das principais e mais belas igrejas mineiras, mesmo estando em uma fazenda particular, justamente pelas talhas do Mestre Aleijadinho.
          Um fato interessante é que a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Fazenda Jaguara, foi a única igreja feita totalmente por Aleijadinho. As demais foram em parcerias com outros artistas, como o Mestre Ataíde. A da Fazenda da Jaguará não. Do alicerce ao acabamento, obra do escultor, desenhista e arquiteto Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. 
A compra da fazenda pelo inglês George Chalmers
          A situação e realidade da fazenda mudou no final do século XIX, quando a fazenda foi adquirida pelo inglês George Chalmers (Falmouth, Inglaterra, 1857 — Nova Lima, 1924). 
          Chalmers era minerador e também, diretor da Mina de Morro Velho, em Nova Lima MG, cidade distante 106 km da Fazenda Jaguara. O inglês era também Protestante. 
          Por estar numa área rural e distante da cidade, a igreja era muito conhecida, mas pouco visitada e carecia de manutenção e cuidados constantes com sua arquitetura, como toda obra necessita, principalmente as mais antigas. Assim, começava a entrar em decadência. 
         Chalmers optou em não cuidar e nem em reformar a igreja, ao contrário, mandou desmontar e retirar todas as peças e obras de Aleijadinho da igreja da Fazenda Jaguara.  
          A intenção do britânico em retirar as peças da igreja, podia ser a melhor possível, mas não se sabe o real motivo ou motivos, de tão drástica atitude. 
Destino das obras de Aleijadinho
          As obras de Aleijadinho foram levadas para Nova Lima, onde Chalmers residia e trabalhava. Acredita-se que uma parte das obras retiradas da igreja, foram parar nas mãos de colecionadores.
          Sem as ornamentações e talhas de Aleijadinho, a igreja perdeu seus atrativos. Abandonada, foi entregue aos cuidados do tempo, bem como as construções em redor e algumas até a desapareceram, como a senzala, que não restou nem vestígios. (fotografia acima de Thelmo Lins as ruínas da igreja construída por Aleijadinho na Fazenda Jaguara)
Obras do Aleijadinho na Igreja do Pilar em Nova Lima
          Tempos depois, o batistério, os altares laterais e as talhas do altar-mor retirados da Igreja de Nossa Senhora da Conceição, bem como a imagem da santa, talhados por Aleijadinho, no século 18, foram doados por Charlmers, à Igreja de Nossa Senhora do Pilar, Matriz de Nova Lima, uma construção do século 20. Uma igreja com arquitetura e estilo bem diferente, das tradicionais igrejas do século 18, com ornamentos e talhas do Mestre do Barroco Mineiro, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho.
          Agindo certo ou errado, seja por quais motivos, ou intenções que teve, o fato é que boa parte das obras do Mestre Aleijadinho, foram salvas, pelo gesto de doação das obras, por Chalmers, à Matriz de Nova Lima, evitando que fossem parar nas mãos de colecionadores. (na foto acima de Elpídio Justino de Andrade, a Matriz de Nova Lima)
          Estão hoje bem conservadas e protegidas na Igreja de Nossa Senhora do Pilar, em Nova Lima, aberta a todos, fiéis, estudiosos e amantes da arte e arquitetura do barroco mineiro. A cidade de Nova Lima está distante 30 km do Centro de Belo Horizonte. (na foto abaixo da Norma Bittencourt, o altar-mor, da antiga Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Fazenda Jaguara, ornamentando o altar-mor da Matriz do Pilar, em Nova Lima).
Bens tombados
          Por sua importância histórica para Minas Gerais, as ruínas do conjunto arquitetônico da Fazenda Jaguara, foram tombadas em 12 de janeiro de 1996, pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG). Compõe esse conjunto as ruinas da igreja, a Casa da Junta, galpões de maquinários, a casa sede, o moinho e o porto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

As cidades mais altas de cada estado brasileiro

(Por Arnaldo Silva) Por ser um estado montanhoso, Minas Gerais é o estado de maior altitude do Brasil. Entre as 25 cidades brasileiras acima de 1.000 metros de altitude, 15 estão em Minas Gerais. Com área de 588.383,6 km2, correspondente a 7% do território nacional e dependendo da região mineira, a altitude de Minas Gerais varia de 600 metros a 2890 metros.
          As altitudes e coordenadas dos Estados e municípios brasileiros são calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). (na foto acima de Ricardo Cozzo, Monte Verde, distrito de Camanducaia a 1550 metros de altitude. O distrito de 6 mil habitantes só não é o mais alto de Minas Gerais por justamente ser distrito e não um município)
          A altitude oficial de cada município brasileiro tem como base o nível do mar, que é o ponto 0. A partir do nível do mar, a altitude é contada tendo como base a sede do município, basicamente a área central de cada cidade, não entrando nesse cálculo a altitude dos distritos, serras, morros e picos.
          Baseando-se na parte central de cada cidade, evita-se distorções na altitude real de cada município. Por exemplo, Monte Verde, distrito de Camanducaia, no Sul de Minas está a 1550 metros de altitude acima do nível do mar, mas a sede, Camanducaia, a 1015 metros. Outro exemplo é a cidade mineira de Alto Caparaó, no Leste de Minas, que está a 997 metros de altitude e seu ponto mais alto, o Pico da Bandeira, a 2890 metros de altitude.
          O município de maior altitude de Minas Gerais é Senador Amaral, no Sul de Minas, a 1480,52. É inclusive, a segunda de maior altitude do país, atrás apenas de Campos do Jordão, o município de maior altitude brasileira, a 1628,16 metros acima do nível do mar. (na foto acima, Senador Amaral MG, a cidade mais alta de Minas. Foto/arquivo da Secretaria de Turismo local, enviada pelo Evanil Emiler)
          O mesmo caso é o de outros municípios brasileiros como exemplo Santa Isabel do Rio Negro, no estado do Amazonas. A altitude da cidade é 45 metros e seu ponto mais alto, o Pico da Neblina, está a 2993,78 metros.
            Com base na área central dos municípios brasileira, conheça a cidade de maior altitude, de cada estado brasileiro. A relação está em ordem alfabética.
Estado/Cidade                                            Altitude
- Acre/Jordão                                                342,79
- Alagoas/Mata Grande                               618,84
- Amapá/Serra do Navio                             152,00
- Amazonas/Guajará                                   180,73
- Bahia/Piatã                                                 1.271,27
- Ceará /Guaraciaba do Norte                     934,12
- Espírito Santo/Dores do Rio Preto           767,50
- Goiás/Alto Paraíso                                     1.211,67
- Maranhão/Sucupira do Norte                   479,80
- Mato Grosso/Alto Taquari                         875,69
- Mato Grosso do Sul/Chapadão do Sul    819,00
- Minas Gerais/Senador Amaral                  1.480,52
- Pará/Bannach                                              390,68
- Paraíba/Matureia                                        817,62
- Paraná/Inácio Martins                               1 220,09
- Pernambuco/Triunfo                                  1 010,03
- Piauí/Marcolândia                                       784,76
- Rio de Janeiro/ Teresópolis                       877,59
- Rio G. do Norte/Ten. Laurentino Cruz      738,05
- Rio G. do Sul/São José dos Ausentes      1.181,82
- Rondônia/Vilhena                                        604,50
- Roraima/Pacaraima                                    918,03
- Santa Catarina/São Joaquim                    1.353,45
- São Paulo/Campos do Jordão                  1.628,16
- Sergipe/Carira                                              368,80
- Tocantins/Arraias                                        712,63
          Brasília é o único município do Distrito Federal. A Capital Federal está a 1100 metros acima do nível do mar. Entre as cidades-satélites que formam o Distrito Federal: Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Planaltina, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Ceilândia, Guará, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II e Candangolândia, a área administrativa de Ceilândia, a 1.285 metros, é a de maior altitude. Já o ponto mais alto do Distrito Federal é o Ponto do Roncador a 1.344 metros de altitude acima do nível do mar.

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores