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sábado, 29 de abril de 2017

A Basílica de N. Senhora do Pilar em São João Del Rei

(Por Arnaldo Silva) A Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar, mais conhecida como Igreja do Pilar, é um dos mais atraentes charmosos e belos templos de São João Del Rei e da arte colonial brasileira. Com uma riquíssima ornamentação interna e suas talhas douradas e pinturas em estilo Rococó, encanta e impressiona os visitantes pela riqueza de seus detalhes. Na Matriz, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), está instalada ainda a sede da Diocese de São João Del Rei, uma das mais importantes cidades históricas de Minas Gerais, distante 190 km de Belo Horizonte, na região do Campo das Vertentes, com via BR-040, pegando a BR-383. (foto acima de Deividson Costa/@deividsoncosta)
          Sua construção teve início em 1721, pela Irmandade do Santíssimo Sacramento. Foi concluída em 1750 em estilo arquitetônico típico das igrejas mineiras do século XVIII, com nave única, separando-a da capela-mor por um arco, teto em abóbada rebaixada, altares nas laterais e coro sobre a entrada. A Basílica do Pilar, erguida em alvenaria e pedra teve sua fachada desenhada por Francisco de Lima Cerqueira. (fotografia acima de Matheus Freitas/@m.ffotografia)
          Devido ao crescimento da cidade e aumento do número de fiéis, houve necessidade de ampliar o espaço do templo para acomodar os fiéis que aumentavam. Com esse objetivo, no início do século XIX, a igreja passou por uma reforma, começando por sua fachada, com a construção de um adro, pavimentado em pedra, escadaria de acesso, pilastras em pedras e por fim, tempos depois, cercada por grade de ferro. Ainda no século XIX foram feitas reformas no forro interno, no assoalho, na sacristia, ampliação do espaço interno e construção de um cemitério novo. Com as reformas, a Igreja só foi concluída em 1863. 
  Devido ao longo tempo entre o início de sua construção em 1721 até a conclusão final de sua obra e reformas em 1863, a Basílica do Pilar (foto acima de Matheus Freitas/@m.fffotografia) recebeu traços arquitetônicos de épocas diferentes, podendo ser notado em sua arquitetura e talhas, traços do estilo chão e Joanino, que predominou no início do século XVIII, antes do desenvolvimento da identidade arquitetônica mineira, o Barroco, passando por traços do Rococó e finalmente, os traços do estilo neoclássico,  que passou a ter influência em nossa arquitetura a partir de meados do século XIX.  
  Um dos destaques da Basílica do Pilar (na foto acima de Wellington Diniz) é sua decoração interna. É impressionante sua riqueza, detalhes e brilho das talhas douradas que mesmo com as reformas feitas, foi preservada das influências neoclássicas da fachada. Em seu interior, principalmente, seu altar, predomina o estilo Barroco Joanino e Rococó de sua origem, destacando o altar-mor e duas grandes telas, representando a Última Ceia de Jesus e Jesus na Casa de Simão, que vieram de Portugal em 1732, compõem o cenário o altar da Basílica. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Vesperata de Diamantina

(Por Arnaldo Silva) A Vesperata é um evento único em Minas Gerais e um dos mais importantes eventos musicais do país. Sua origem é do século XIX, onde os músicos tocavam seus instrumentos das sacadas dos casarões para as pessoas que passavam nas ruas da cidade histórica, no período das vésperas, uma parte da Liturgia das Horas, também chamada de Ofício Divino. Vésperas é a tradicional oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica, celebrado à tarde, entre 15 e 18 horas. (foto abaixo de Elvira Nascimento)
A tradição da Vesperata ressurgiu a partir de 1998, quando a cidade ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. O formato do evento, que antes era religioso e a tarde, passou a abranger a cultura popular e valorizando a vocação musical da cidade, com apresentação de músicas de qualidade, para todos os gostos e idades, à noite.
O evento acontece na Rua da Quitanda com músicas tocadas pela Banda Mirim Prefeito Antônio de Carvalho Cruz e Banda do 3º Batalhão da PMMG. Nas sacadas dos casarões ficam os músicos e sobre tablados, cercados pelo público (como podem ver na foto acima de Elvira Nascimento), ficam os maestros, que revezam na regência. Na rua, são colocadas mesas e cadeiras para o o público que curte e canta as canções, tendo ainda a oportunidade de experimentar a culinária tipicamente mineira diamantinense, preparada pelos chef´s locais e os vinhos finos produzidos em Diamantina. 
O ministério do Turismo reconheceu a Vesperata como importante produto turístico-cultural do Brasil, premiando o evento com o Troféu Roteiros do Brasil, por promover a Sustentabilidade Cultural no Município. (foto acima de Elvira Nascimento)
Veja a programação da Vesperata para 2020
Abril: 18 e 25
Maio: 16 e 23
Junho: 06 e 20
Julho: 04 e 11
Agosto: 01, 15 e 29
Setembro: 05, 19 e 26
Outubro: 10 e 17
A Vesperata é um evento único, emocionante, ímpar e sem igual. Por isso atrai todos os anos milhares de turistas à Diamantina. É imperdível e emocionante!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

1985 - Ano em que nevou em Minas Gerais!

Sim, já nevou em Minas. Foi em 10 de junho de 1985 quando as temperaturas chegaram a 15 graus negativos e em 1988 com 6 graus negativos na Região do Parque Nacional do Itatiaia em Itamonte, Sul de Minas, na divisa com o Rio de Janeiro que também nevou. 60% do Parque Nacional do Itatiaia está em Minas Gerais e 40 % no Rio de Janeiro. A altitude na região varia de 600 a 2.791 metriso, sendo o ponto culminante, o Pico das Agulhas Negras.
Foi uma festa só tanta neve e tanto frio. Segundo os meteorologista, nesse dia, 10/06/85, as temperaturas oscilaram entre 8 e 15 graus negativos, sendo seu ápice na madrugada desse dia, por volta das 3 da manhã alcançando o pico de -15º C, diminuindo gradativamente ao longo do dia. Quando souberam que estava nevando no Itatiaia,  quem estava nas redondezas subiu para o Parque, para ver de perto o fenômeno e brincar com a neve, além de fotografar e registrar esse momento raro para os mineiros. 
Veja fotos e a reportagem do Jornal Nacional da neve em 1988 que está nesse link no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=QmbaKmDiFVQ
 
Neve no ano de 1985 - Parque Nacional do Itatiaia
Copyright ©: Benedito Augusto Alves (Seu Benedito, ourives);
Acervo: Jorge Lus Nogueira

Neve no ano de 1985 - Parque Nacional do Itatiaia
Copyright ©: Benedito Augusto Alves (Seu Benedito, ourives);
Acervo: Jorge Lus Nogueira

Itamonte - Sul de Minas - 10 de junho de 1985 - 15 graus negativos
Neve no Parque Nacional do Itatiaia no ano de 1985. 
Copyright © - Márcia Jardim
Neve no Parque Nacional do Itatiaia no ano de 1985.
Copyright © - Márcia Jardim

Neve no Parque Nacional do Itatiaia no ano de 1985. 
Copyright © - Márcia Jardim
Neve no ano de 1985 - Parque Nacional do Itatiaia
Copyright ©: Benedito Augusto Alves (Seu Benedito, ourives);
Acervo: Jorge Lus Nogueira

Neve no ano de 1985 - Parque Nacional do Itatiaia
Copyright ©: Benedito Augusto Alves (Seu Benedito, ourives);
Acervo: Jorge Lus Nogueira
Neve no ano de 1985 - Parque Nacional do Itatiaia
Copyright ©: Benedito Augusto Alves (Seu Benedito, ourives);
Acervo: Jorge Lus Nogueira
Abrigo Rebouças
Neve no ano de 1985 - Parque Nacional do Itatiaia.
Copyright ©: Benedito Augusto Alves (Seu Benedito, ourives);-
Acervo: Jorge Lus Nogueira

Mesmo com 15 graus negativos, ao saberem da notícia de que estava nevando em Itamonte, centenas de pessoas foram para o Parque do Itatiaia ver a neve pela primeira vez. Foi um espetáculo. 
Quem presenciou esse fenômeno em Minas Gerais, não economizou nas brincadeiras e nas fotos. 
Neve no Parque Nacional do Itatiaia no ano de 1985. 
Copyright © - Márcia Jardim
Neve de 1985, proximo ao Hotel Alsene. Ao fundo torres de Furnas.
Na foto: Vicente Zaccari. Foto: Gabriel Fichter Zaccari
Fotos gentilmente autorizadas para publicação na Conheça Minas pelo José Paulo, Administrador da página https://www.facebook.com/ItamonteMG/, com concordância dos detentores dos direitos patrimoniais das imagens.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pitangui:Sétima Vila do ouro de Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) 1715 marca o surgimento da Sétima Vila do Ouro de Minas Gerais, com a chegada da bandeira de Bartolomeu Bueno da Siqueira em Pitangui, no início do Ciclo do Ouro, para explorar as minas da região. Elevada a cidade em 1855, Pitangui, distante 125 km de Belo Horizonte, na Região Centro Oeste do Estado, guarda relíquias e história dos tempos do Brasil Colônia, fazendo parte da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais e Circuito Verde – Trilha dos Bandeirantes. Segundo o IBGE, em 2019, eram 27.989 moradores na cidade que faz divisa com Conceição do Pará, Pompéu, Papagaios, Onça do Pitangui, Maravilhas, Leandro Ferreira e Martinho Campos.(foto abaixo de Vicente Oliveira) 
Considerada a "Mãe" do Centro Oeste Mineiro, foi a primeira cidade da região e a sétima Vila do Ouro de Minas Gerais. Berço de outros de 42 novos municípios, que eram seus distritos, transformando-se em cidades ao longo dos mais de 300 anos da historia de Pitangui.
A cidade tem um rico acervo histórico e arquitetônico preservados, que conta a história do Brasil Colônia. (foto acima de Vicente Oliveira) Ao longo de seus mais de 300 anos de história, Pitangui esteve presente nos principais acontecimentos do Brasil, seja na política, na cultura, nas artes, na educação e na televisão, cedendo notáveis talentos, que muito contribuíram para Minas Gerais e o Brasil como Domingos Rodrigues Prado, que liderou a primeira revolta na colônia contra os abusos na cobrança do quinto entre 1713 e 1720. O Padre Belchior Pereira de Oliveira que como confidente e conselheiro de Dom Pedro I, teve grande participação na Independência do Brasil. Gustavo Capanema, que foi ministro da Educação de 1934 até 1945, sendo o mais longevo ministro no cargo da história da República, dentre outras personalidades. (na foto abaixo de Eliane Torino, a Capela de Nossa Senhora do Carmo e São José)
            Além de políticos influentes tanto no Império, quanto na República, em Pitangui se destacou duas das mais importantes matriarcas mineiras do século XVIII e XIX. Dona Maria Felisberta da Silva, a Maria Tangará e Dona Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco, a Dona Joaquina do Pompéu. Duas mulheres de grande notoriedade, riqueza e poder que deixaram um pouco de suas histórias na cidade. Dotadas de personalidades fortes, liderança e enorme poder econômico, influenciaram em muito a sociedade mineira naquela época, principalmente Dona Joaquina, que teve sua vida e fama enraizada em Nossa Senhora da Conceição de Pompéu, distrito de Pitangui na época, hoje cidade de Pompéu.      
         
          Um dos patrimônios de Pitangui é o casarão onde Maria Tangará viveu, construído nos primeiros anos do século XIX. (foto acima de Nicodemos Rosa) Um imponente e luxuoso sobrado com três andares. Construído por seu marido, Inácio Joaquim da Cunha para ser o Paço Governamental da Província de Minas Gerais, acabou virando residência do casal.
          O casarão foi sede do Fórum, do Externado Municipal, do Colégio Padre João Porto, da Casa da Intendência e em 1930 transformado em Grupo Escolar Benedito Valadares. Atualmente funciona no casarão a Escola Estadual José Valadares. 
          Conhecer Pitangui (foto acima de Nicodemos Rosa) é fazer uma volta ao tempo e na história do Brasil Colônia, do Império e da República. Em Pitangui, podem-se conhecer os traços arquitetônicos que marcaram a arquitetura brasileira nos três últimos séculos, como construções do século 18, dos primórdios da chegada dos bandeirantes no século XVIII, com os suntuosos sobrados do século 19, na época do Império e as construções ecléticas do início do século 20, nos tempos da República. Esses traços podem ser percebidos em capelas, igrejas, destacando a Igreja de São Francisco de Assis, datada de 1850 em estilo Barroco  e de Nossa Senhora do Pilar, em estilo neogótico, datada de 1920, além de fazendas centenárias e construções dos séculos XVIII e XIX, presentes no município, como pode ver na foto abaixo do Nicodemos Rosa.
          Destaca-se nessas construções e merece vista a quem visitar Pitangui, o Instituto Histórico de Pitangui, prédio histórico, com mobília dos tempos coloniais, guardando peças sacras dos séculos 18, 19 e 20, livros e arquivos judiciais da sede e de outras 42 cidades do Centro Oeste Mineiro, antes distritos de Pitangui, fotografias dos séculos 19 e 20, relíquias indígenas, peças dos tempos da Escravidão, máquinas tipográficas, dentre outras peças. O local é uma verdadeira sala de aula sobre nossa história. 
No município, encontra um pequeno trecho da Estrada Real, aberta no século 18, que ligava a Vila até Paracatu, seguindo até Goiás Velho. 
          Tem ainda o Cristo Redentor, junto à capela da Serra da Cruz do Monte quer proporciona uma vista muito bonita das redondezas. Atrativos naturais como a mina d´água da Gameleira, as Matas do Céu, da Rocinha e da Pedreira, o Rio São João e o Rio Pará (na foto acima de Nicodemos Rosa), afluente do Rio São Francisco, são atrativos além de sua arquitetura histórica. 
Pitangui oferece bons restaurantes, lanchonetes e bares a seus visitantes, bem como hotéis e pousadas que cabem em todos os bolsos, incluindo hotéis fazendas, com casarões históricos (como a Fazenda Ponte Alta, na foto acima do Nicodemos Rosa).

quarta-feira, 19 de abril de 2017

18 lindas cidades da Região Oeste de Minas

A região do Oeste de Minas é formada pela união de 44 municípios agrupados em cinco microrregiões. É uma região de alto Índice de Desenvolvimento Humano, com uma economia diversificada, principalmente baseada na indústria e no setor de serviços. Pequena em território e número de municípios, porém com um alto nível de renda e importância desses municípios dentro do estado de Minas Gerais. Destacam-se os municípios de:
01 - Divinópolis:
Considerada por muitos uma metrópole do interior devido aos seus mais de 235.000 habitantes. (foto acima de Jad Vilela) É uma das cidades mais ricas de Minas e também do Brasil, tomando por base todos os municípios interioranos. É a cidade mais populosa da região, com sua economia embasada principalmente na indústria têxtil e na metalúrgica. Polo do Oeste de Minas e também a maior cidade da Mesorregião do Oeste de Minas e da microrregião de mesmo nome. Está localizada próxima à região metropolitana de Belo Horizonte e distante a cerca de 120 quilômetros da capital do estado. Limita-se ao norte com Nova Serrana, ao noroeste com Perdigão, a oeste com Santo Antônio do Monte, a sudoeste com São Sebastião do Oeste, ao sul com Cláudio e a leste com Carmo do Cajuru e São Gonçalo do Pará, sendo cortada por dois rios: Rio Itapecerica e Rio Pará.
02 - Nova Serrana 
Entre 1990 e a atualidade, Nova Serrana vem provando um meteórico crescimento econômico e populacional, que se deu graças a seu enorme parque industrial do setor calçadista, que emprega pessoas vindas de todas as partes do estado e do Brasil.Sua população foi estimada em 102 693 habitantes, conforme dados do IBGE de 2019.(na foto  de Wilson Fortunato retrata a Igreja Matriz de São Sebastião) 
Nova Serrana é uma cidade industrial, sendo atualmente o terceiro polo calçadista do Brasil, feito alcançado graças a pesquisa em novas tecnologias, qualidade e design de seus calçados.
Nova Serrana tem ainda pontos interessantes como a Serra da Capelinha, Igreja da Matriz, Praça da Matriz, Igreja do Rosário, Praça Jardins do Lago bem como vários eventos durante o ano como a festa do aniversário da cidade, festa do padroeiro São Sebastião, Feira do Calçado e da Moda – Festa do Peão, Festa do Migrante, Febrac – Feira de Máquinas e Componentes para Calçados, Festa do Reinado, Jogos da Amizade Intercolegial.Artesanato
03 - Itaúna
Além de fazer parte do Oeste de Minas, Itaúna compõe o chamado colar metropolitano da região metropolitana de Belo Horizonte e o Quadrilátero Ferrífero,  estando a apenas 76 km da capital, com a economia industrial alicerçada na indústria metalúrgica, siderúrgica, de mineração e tecelagem, também destaca dentro da região como uma provedora de ensino superior de qualidade. É a terceira cidade mais populosa da região, com cerca de 95.000 habitantes. (foto acima de Clésio Moreira)
04 - Formiga 
Formiga foi uma antiga rota das antigas bandeiras, por volta de 1737 e ainda guarda traços desse período em sua arquitetura, principalmente na Praça da Matriz de São Vicente Ferrer (na foto cima de Arnaldo Silva). A cidade foi emancipada em 6 de junho de 1868, sendo uma das mais antigas e a quarta cidade mais populosa da Região Oeste de Minas, com cerca de 70 mil habitantes. É considerada a "Porta do Mar de Minas", com parte das águas da Represa de Furnas ocupando suas terras a cerca de 20 km do Centro da cidade.
A cidade possui ainda como atrativos turísticos o casario colonial da Praça da Matriz, o Órgão de Tubos da Igreja de São Vicente Ferrer, bem como sua belíssima arquitetura interior, o Cristo Redentor Museu Municipal, Monumento do Cristo Redentor;
Parque Municipal Dr. Leopoldo Corrêa, Terminal Rodoviário, Praça da Bomba, Horto Florestal, Lago de Furnas (Balnerários), Clubes (sede campestre e social), Centro de Artesanato, Cachoeiras e Lagoas. Desde 2013 a cidade se destaca na produção de cervejas artesanais, que respeitam a Lei da Pureza da Baviera a Reinheitsgebot, de 1516. 
05 - Campo Belo 
Cidade bem cuidada, belas igrejas, casario charmoso em sua área central, praças charmosas como a Praça Cônego Ulisses, uma das mais belas de Minas Gerais e com belas paisagens naturais. É a quinta maior cidade do Oeste de Minas com uma população de 54.029 em 2019, segundo o IBGE. Está situada no entroncamento entre duas rodovias federais (BR-354 e BR-369), estando a 30 km da Rodovia Fernão Dias. É uma das cidades mais desenvolvidas da região se destacando nos últimos anos como um polo de indústrias têxteis, contando com várias empresas deste setor. Na agricultura destacam-se café, milho, feijão e o arroz, na pecuária praticamente todos os produtos derivados do gado tem grande expressão tais como o leite (laticínios), carne (frigoríficos) e couro (curtumes).A industria de base e o ramo da mineração são outros segmentos de destaque sendo que este último deve-se à presença de granitos, argilas e calcário. A indústria cerâmica também tem presença importante na economia. O setor de serviços é bastante diversificado, com grandes lojas, redes de eletrodomésticos, panificadoras, colégios e faculdades. Conta ainda com um aeroporto, com pista asfaltada de 1420 metros de comprimento. 
06 - Arcos 
Com 40.000 habitantes, Arcos (na foto acima de Aender Mendes) é uma das maiores cidades do Oeste Mineiro. Na região onde está Arcos, encontra uma das maiores reservas de calcário do mundo. A extração do mineral por mineradoras é um dos pontos fortes da economia local, formada por outras industrias, além de um diversificado comércio. 
A cidade destaca-se na educação regional por abrigar vários centros educacionais importantes, sendo eles: a PUCMG - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, UNIPAC - Universidade Presidente Antônio Carlos, e o IFMG - instituto Federal de minas gerais, todos possuindo campus Arcos.
Tem como atrativos a Cachoeira da Usina Velha, muito frequentada pelos moradores locais e visitantes, além de grutas com pinturas rupestres e enormes paredões de calcário, muito usado para amantes de rapel
07 - Piumhi 
Piumhi, (na foto acima de Nilza Leonel) tem cerca de 35.000 habitantes é considerada o portal da Serra da Canastra. Em 2017, foi eleita entre as 10 cidades mais hospitaleiras do Brasil, ficando em quinto lugar segundo votação feita com os usuário da plataforma Airbnb. Sua economia é voltada para a produção agropecuária como leite, milho, feijão, gado de corte e café, sendo o município o quinto maior produtor de café do Estado, além de exportar café para outros países. Seu comércio conta com estabelecimentos comerciais em todos os setores e possui boa infraestrutura, sendo base regional por seu suporte e disponibilidade de produtos. Piumhi é, ainda, um dos municípios produtores do queijo Canastra, destacando o Queijo do Dinho, premiado no Brasil e recentemente com medalha de bronze no Mondial du Fromage, que acontece a cada 2 anos em Paris - França. 
Como atrativos, a cidade conta com belas praças, ruas arborizadas, mirante, lindas igrejas, manifestações religiosas e folclóricas, bem como a Serra da Pimenta, do Andaime e do Cromo. A 80 km de Piumhi está a Serra da Canastra, berço da nascente do Rio São Francisco e a 25 km, o município de Pimenta, banhado pelo Lago de Furnas. 
08 – Cristais
Uma charmosa, atraente e aconchegante cidade,com cerca de 13 mil habitantes. Assim é Cristais (na foto acima de Carias Frascoli)  na divisa com os municípios de Formiga, Candeias, Campo Belo, Aguanil, Boa Esperança e Guapé. Como atrações turística, Cristais tem a A Igreja Matriz N. S. da Ajuda;. O cruzeiro do Morro da Boa Vista;  Montanhas de Cristais; Serra do Garimpo;  O Lago de Furnas; O Porto dos Fernandes às margens da Represa de Furnas; A Balsa que faz a travessia da Represa de Furnas até Guapé; A Pedra Misteriosa; Remanescentes do Quilombo do Ambrósio I; Caminhos pitorescos com restos de exploração de cristal ( lascas e “lápis”)
09 - Perdões
Às margens da BR 381 está Perdões, cidade com um excelente acervo histórico, hoje com cerca de 22 mil habitantes. Sua origem é do início do século XVIII. É uma cidade que preserva boa parte da história arquitetônica do Brasil Colonial, principalmente em sua Matriz do Bom Jesus (na foto acima de Adivar Roquini). De um pequeno povoado surgido por volta de 1802 em torno de uma capela, foi elevado a freguesia em 1855, já com o nome de Perdões e por fim, cidade emancipada em 1911. Além da Matriz, destaca-se na cidade a Igreja do Rosário, datada de meados do século XVIII, além de seu casario central, em estilo colonial e eclético muito bem conservado, belas praças, bares, restaurantes, hotéis e um comércio variado. 
10 - Carmo do Cajuru
A cidade, segundo o IBGE, tinha em 2019 era de 23.478 habitantes. Localiza-se a 112 quilômetros de Belo Horizonte, a quinze quilômetros de Divinópolis e a 25 quilômetros de Itaúna.
Entre seus atrativos está a Pedra do Calhau, o Bosque, a Serra do Galinheiro, a Barragem de Carmo do Cajuru (da Usina Hidrelétrica de Carmo do Cajuru) e as igrejas do Rosário, Matriz de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora do Líbano.(foto acima de Wilson Fortunato) Alguns eventos em nível regional e estadual acontecem regularmente - ciclismo, motociclismo, automotivos, rodeios, shows e exposições. Um dos agentes que agitam a economia da cidade são as fábricas de móveis (Carmo do Cajuru é conhecida em Minas Gerais como "A cidade do móveis"), agropecuária e prestação de serviços.
11 - Santo Antônio do Monte
Santo Antônio do Monte, carinhosamente chama de "Samonte" é famosa no Brasil inteiro pela sua indústria de fogos de artifícios, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. É a capital do foguete no Brasil. O município te cerca de 30 habitantes que vivem numa cidade bonita, bem organizada, com um bom sistema de saúde, belas praças e seu povo é bom e hospitaleiro. Samonte é um dos maiores municípios em extensão territorial de Minas. Faz divisa com os municípios de  Lagoa da Prata, Moema, Bom Despacho, Araújos, Perdigão, Divinópolis, São Sebastião do Oeste, Pedra do Indaiá, Arcos e Japaraíba. 
12 - Itapecerica
 Com cerca de 25 mil habitantes, Itapecerica (foto acima de Jad Vilela) é um bela, aconchegante e charmosa cidade histórica mineira. Itapecerica é uma palavra tupi-guarani e significa "pedra escorregadia". A economia do município se baseia na agropecuária, pequenos comércios, na indústria de calçados, extração mineral de grafite e no turismo, já que é uma cidade histórica. Sua origem é do início do século XVIII, surgindo como pequeno arraial, chegando a freguesia e por fim a cidade emancipada em 20 de novembro de 1789.  Por sua história e tradição, a cidade guarda relíquias do período colonial em sua arquitetura e eventos que atraem toda a região como o Festival de Inverno no final de julho e o Festival Gastronômico rural em junho.
13 – Pimenta
Pimenta (na foto acima de Aender Mendes) conta com cerca de 10 mil habitantes. O comércio na cidade é variado, possui boas pousadas e bons restaurantes. A cidade é tranquila, bonita, charmosa, tendo como grande atrativo turístico o Lago de Furnas, já que as águas da represa, margeia a cidade.
14 – Bom Sucesso
 
Com cerca de 20 mil habitantes Bom Sucesso (na foto acima da Prefeitura Municipal/Divulgação) Está a 18 km da Rodovia Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo e também uma ferrovia que liga várias cidades como Belo Horizonte a Cruzeiro no estado de São Paulo e à cidade de São Paulo, é um ramal ferroviário ligada à principal malha de estrada de ferro do Brasil. Está em estudo a implantação de uma linha de trem turístico ligando Bom Sucesso a Divinópolis, caso ocorra, será uma ótima opção de turismo entre as duas cidades. A atividade principal do município é agropecuária, leite e café.
Uma das atrações turísticas do município é o lago formado pela Usina Hidrelétrica do Funil, tornando o Distrito de Macaia (na foto acima de José Luiz de Freitas) um dos locais mais visitados no município.Também se destaca como atração turística na cidade o distrito de Aureliano Mourão situado a 14 km da cidade, onde o turista encontra várias cachoeiras e corredeiras, pontes e estações ferroviárias da antiga linha da Maria Fumaça, e o encontro das águas do Rio Pirapetinga com o Rio das Mortes, com praias e águas propicias à pesca esportiva e banho de rio.
15 – Passa Tempo
Passa Tempo é uma charmosa joia histórica joia do Oeste Mineiro. (foto acima de Saulo Guglielmelli) O acesso ao município se dá pela Rodovia MG 270. Clima:Tropical de Altitude. Passa Tempo é distante cerca de 150 km de BH. É vizinha a Carmópolis de Minas. (fotos acima de Saulo Guglielmelli)
O município foi fundado em 30 de Agosto de 1911 após se emancipar de Oliveira. A economia do município é formada por por pequenas empresas, um comércio variado, artesanato e principalmente a agropecuária. Passa tempo é uma das referências na confecção de tapetes arraiolos que é vendido em todo o Brasil e exportado para o exterior. A história do município é intimamente ligada aos cavalos Mangalarga Marchador e à Fazenda Campo Grande (na foto acima de Saulo Guglielmelli). Seu proprietário, Cel. Gabriel Andrade, benfeitor da cidade, juntamente com seus filhos, são responsáveis pelo surgimento da linhagem "Passa Tempo". 
A cidade tem como atrativos a Casa de Cultura, a Igreja Matriz, as belas cachoeiras, trilhas ecológicas, a festa da cidade (30 de agosto) onde acontece um tradicional carnaval temporão, a Semana Santa, a festa da Padroeira, o Carnaval. Passa Tempo também se destaca como a primeira cidade da região a produzir um longa-metragem, de nome "Um Anjo Chamado Maria", do cineasta Maurício Rangel, que, em pareceria com a A. C. Banda Face de Deus, também produz a maior peça teatral ao ar livre da região: "A Paixão de Cristo". Passa Tempo se destaca ainda pelas pesquisas ufológicas realizadas por Antônio Faleiro (vulgo Niginho), um dos pioneiros da ufologia no Brasil, que construiu o primeiro Observatório Ufológico da América Latina. Nesse município, escreveu o livro Passa Tempo Através do Tempo (livro histórico). 
16 – São Francisco de Paula
Cidade pacata, tranquila, charmosa, povo hospitaleiro, com cerca de 7 mil habitantes. Em São Francisco de Paula (na foto acima do Aender Mendes) estão grandes fazendas, principalmente cafeeira, já que o município se destaca em Minas Gerais pela qualidade de seu café, um dos melhores do Brasil, sendo a Festa do Café, um dos principais eventos anuais da cidade, atraindo milhares de turistas de Minas e do Brasil. A cidade conserva as tradições da vida interiorana mineira, bem como a culinária típica de Minas. A natureza é generosa com o município que conta com belas cachoeiras e montanhas, muito procuradas pelos amantes de esportes radicais.
17 – Bambui
Bambuí, (na foto acima de Wilson Fortunato) conta com cerca de 25 mil habitantes é conhecida como o Portal da Serra da Canastra, por ser um dos principais acessos para o Parque Nacional da Serra da Canastra. Distante 270 km de Belo Horizonte coms acessos rodoviários  por meio das rodovias MG-050, BR-354 e BR-262, possui várias cachoeiras, belas paisagens, culinária típica mineira, destacando as quitandas e queijos.
18 – Iguatama
Iguatama (na foto acima de Maurício Soares) conta hoje com cerca de 10 mil habitantes. Iguatama é um nome indígena, tupi-guarani, Yguaterama e Igua-terrama. Este nome foi sugerido pelo farmacêutico Albertino Ferreira de Oliveira, que quer dizer "lugar onde o rio se abre em curvas", ou "enseada de minha terra" ou ainda "lugar onde o rio se abre em lagamar", uma clara alusão às curvas do Rio São Francisco que fica defronte da cidade. A principal atração é o rio São Francisco, que corta seu território, contando ainda com várias lagoas, belas paisagens e atrativos como as Pontes Gêmeas, a Estação Ferroviária no bairro de Garças de Minas, a Igreja Nossa Senhora da Abadia e um belo casario em estilo colonial e eclético. 
(fonte das informações Wikipédia, IBGE e Prefeituras locais)

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