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sábado, 30 de julho de 2016

Diamantina revela um pouco da história do Brasil

(Por Arnaldo Silva) Diamantina (na foto acima de Elvira Nascimento) está a 292 km de Belo Horizonte, na região do Alto Jequitinhonha e se destaca em Minas por sua valiosa importância para a história de Minas Gerais. Em 1938, seu conjunto arquitetônico, do período colonial e imperial, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em 1999 foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural da Humanidade. 
Diamantina abriga um dos mais belos e bem conservados acervos arquitetônicos do período Colonial Barroco e do período Imperial brasileiro. (foto acima e abaixo de Elvira Nascimento) Os arquitetos da época seguiram à risca os traços e originalidades das cidades portuguesas, adaptando sua cultura à paisagem natural da região.
 Não foi por mera coincidência que optaram por construir a cidade aos pés do maciço rochoso da Serra dos Cristais, no início do Ciclo do Ouro, no século 18. Sua arquitetura colonial se desenvolveu no auge do Ciclo do Ouro, entre 1720 e 1750, no período Colonial, onde as simples casas do Arraial do Tejuco deram lugar a suntuosas construções e belíssimas igrejas ornadas a ouro e diamantes,  graças a riqueza gerada por essa pedra preciosa. Pra se ter ideia, no auge desse período, Diamantina era a maior lavra de diamantes do mundo. Com tanta riqueza, os investimentos em edificações e infraestrutura urbana foram altos. 
Sua arquitetura foi consolidada em meados do século 19, já no período Imperial. Percebe-se pelos fatos a importância de Diamantina para a história de Minas Gerais e do Brasil.
A cidade tem uma pureza arquitetônica impressionante, que lembra claramente as mais belas vilas de Portugal. Diamantina exibe rara beleza arquitetônica e natural, formando um dos mais significativos conjuntos paisagísticos de Minas Gerais. Sua beleza é rara, sóbria, elegante, simples, original e impactante. 
A arquitetura urbana de Diamantina com suas cores variadas com portas, portadas e janelas enormes, muxarabis (elementos da arquitetura árabe), balcões com pinhas de vidro, pavimentos em pedra bruta ou madeira maciça chamam a atenção pelas características excepcionais que apresentam, destacando por exemplo o Passadiço do Glória (na foto ao lado do Lucas Vieira) que liga dois sobrados. Um construído no século 18 e outro no século 19. 
Outro destaque arquitetônico é o sobrado onde viveu Chica da Silva (na foto ao lado, de Elvira Nascimento, o primeiro casarão à esquerda), com o homem mais poderoso e rico da região, naqueles tempos, o Contratador de Diamantes entre 1759 a 1771, João Fernandes de Oliveira . O luxuoso sobrado é um dos mais visitados em Diamantina, bem como a casa em que viveu Juscelino Kubitschek e as igrejas de Nossa Senhora do Carmo, de São Francisco, de Nossa Senhora do Rosário, do Senhor do Bonfim, a Capela Imperial do Amparo e a Catedral Metropolitana de Santo Antônio são os marcos da religiosidade e história de Diamantina e de Minas Gerais.
Em Diamantina, as tradições religiosas, folclóricas e culturais são preservadas. Na Semana Santa, um dos destaque do evento religioso é a Guarda Romana, onde a vida, morte e ressurreição de Jesus são encenados. De tão importante que é para Diamantina, foi considerada Patrimônio Imaterial do Município. A cidade revive ainda uma das mais antigas tradições do Império, a Festa do Divino. 
Não só isso, o visitante encontrará em Diamantina os famosos tapetes arraiolos. A técnica da tapeçaria foi trazida pelos portugueses no final do século XVII, quando chegaram à região em busca de ouro. Essa arte é preservada até hoje.
Pelos becos e ruas de Diamantina o visitante encontrará cultura, alegria, história e música. A cidade tem uma vocação impressionante para a música que está presente o dia a dia do diamantinense. Um espetáculo imperdível é a Vesperata (na foto acima de Lucas Vieira) que acontece no decorrer do ano, revivendo antigos sucessos da música brasileira, internacional e folclórica. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Aprenda a fazer biscoito de queijo

Ingredientes:
. 3 xícaras de polvilho doce

. 3 xícaras de queijo Minas meia cura ralado
. 1 xícara de leite quente
. 3 colheres de manteiga
. 1 xícara de óleo quente 
. 3 a 4 ovos grandes 
. sal a agosto
Modo de preparo
- Misture o polvilho, o queijo, a manteiga e o leite, depois vá colocando aos poucos o óleo quente e misture com uma colher até esfriar. 
- Amasse com as mãos e vá acrescentando os ovos, um a um, sovando bem,  até que a massa fique bem firme, mas não muito dura. Se ficar dura demais, acrescente mais um ovo à massa. - Ela tem que ficar grudando um pouco nos dedos. 
- Depois de bem amassada, coloque um pouco óleo nas mãos e faça os moldes dos biscoitos.
- Leve para assar no forno pré-aquecido a 200ºC por 30 minutos ou até que fiquem dourados

domingo, 17 de julho de 2016

A florada dos Ipês Brancos

Ipê-branco (Tabebuia roseoalba) é uma árvore brasileira.
Seus nomes, tanto científico quanto popular, vêm do tupi-guarani: ipê significa "árvore de casca grossa" e tabebuia é "pau" ou "madeira que flutua"
. (imagem acima de autoria de César Reis em Tiradentes MG)
 O ipê branco (na foto acima, de Cristina Pimenta, em Três Pontas MG) é uma árvore usada como ornamental, nativa do cerrado e pantanal brasileiros.É conhecida como planta do mel no Brasil e Argentina.
O ipê branco (na foto acima em São João Del Rei, de autoria de César Reis) floresce principalmente durante os meses de agosto e outubro com a planta totalmente despida da folhagem. 
Trata-se de um tipo de ipê muito apreciado por sua beleza e exuberância, ficando totalmente branco durante um período muito curto, pois sua floração não dura mais do que quatro dias (em geral, por volta do mês de agosto). (na foto acima de Juarez Teixeira, ipê branco em Andradas MG) Às vezes repete a floração por volta de setembro, porém com menor intensidade.
O ipê branco (na foto acima de Gustavo Dias em Aiuruoca MG)  alcança de 7 a 16 metros de altura, com tronco medindo de 40 até 50 cm de diâmetro.Dotado de copa alongada, possui um tronco ereto medindo de 40 a 50 cm de diâmetro e casca fissurada.
O ipê branco é uma árvore de grande valor ornamental, que valoriza projetos paisagísticos tanto pelo seu florescimento vistoso, quanto pela sua forma elegante. Soma-se a isso a praticidade de seu tamanho (adequado à arborização urbana, tanto que não prejudica as fiações da iluminação pública).(fotografia acima de Wilson Fortunato)
 Além de suas qualidades ornamentais, este ipê apresenta madeira de excelente durabilidade, moderadamente pesada, de superfície macia e lustrosa, boa para acabamentos internos na construção civil. (fotografia acima em Formiga MG por Igor Messias) A floração do ipê branco dura, em média quatro dias, enquanto as espécies de outras cores (roxa e amarela, sobretudo), vão de 15 a 30 dias.
Floração dos tipos de ipês:
As árvores florescem no inverno e na primavera. O ipê-roxo é o primeiro a florir: de junho a agosto nas regiões quentes, um pouco antes nos locais mais frios. O ipê-amarelo floresce entre agosto e setembro, o ipê-rosa no início de setembro e o ipê-branco, no final da primavera, de setembro a outubro. No Brasil, existem doze tipos de ipês com flor em tons de amarelo.No fim do inverno, quando a natureza está completamente seca, o ipê branco surge exuberante!
As flores tem forma de trompete e são brancas ou levemente rosadas. Os frutos são cápsulas, semelhantes a vagens e contêm numerosas sementes pequenas esbranquiçadas.(foto acima de flores de ipê branco no chão, em Bom Despacho MG por Wilson Fortunato)Multiplica-se por sementes que são dispersas pelo vento. É conhecida também por pau-d’arco e ipê-do-cerrado. (Fonte das informações: Wikipédia)

A florada dos Ipês Amarelos

Em pleno mês de agosto, no auge da estiagem, o ipê amarelo floresce. O amarelo ouro de suas flores traz vida à paisagem seca do nosso sertão e o fim de sua florada, em setembro, anuncia a chegada da primavera e das chuvas.
Das espécies de ipês existentes, o amarelo é o que mais encanta. Jânio Quadros, quando presidente da República, em 1961, declarou o ipê amarelo, da espécie Tabebuia vellosoi, como a flor nacional.  Desde então a espécie é símbolo do nosso Brasil. 
A árvore encantadora que está está presente em versos, poemas, músicas e livros deste os tempos antigos. Está presente também na arquitetura de muitos casarões construídos no período colonial brasileiro. Pela resistência e durabilidade de sua madeira, foi largamente usada na construção de carros de bois e telhados dos casarões e igrejas dos séculos XVII e XVIII no Brasil. 
A espécie está presente de Norte a Sul do país. Não tem quem se extasia diante de tanta beleza.
Da família das Bignoniáceas, a mesma do jacarandá, e do gênero Tabebuia (palavra tupi que significa pau ou madeira que flutua), porque era muito usada pelos índios para fazer embarcações, por ser uma madeira leve, não ao ponto de flutuar, literalmente, mas para navegar em águas, era como se flutuasse.   
A palavra "ipê" também é tupi e significa árvore cascuda. São 12 espécies de ipês existentes, sendo as mais comuns, além do amarelo, o branco, roxo, o vermelho, o verde, o tabaco e o rosa. Por serem cascudas, tem o primeiro nome, ipê e o segundo, atrelado à suas cores. 
No Norte, Leste e Nordeste do Brasil o nome dos ipês é "pau d´arco. Isso porque os indígenas dessas regiões usavam sua madeira para fazer arcos de flechas. Na região Centro Oeste do Brasil é conhecida por peúva, palavra em tupi que significa árvore da casca ou ipeúna, que em Tupi "ipê - una" significa preto, chamado em assim em Goiás e algumas regiões de Minas Gerais.
A florada dos ipês pode ser intensa ou fraca. Se o inicio do inverno for bem frio e o ar estiver bem seco, com certeza a florada será intensa, com flores vistosas e imensamente lindas. Caso o contrário, a florada não será muito intensa. Quantos mais flores, mais abelhas, que adoram polinizar os ipês e claro, mais sementes que são levadas pelos ventos, propagando a espécie. 
Por serem árvores cujo porte varia entre o pequeno, médio e o grande, dependendo da espécie de ipê, é largamente usada na arborização urbana, sendo essa sua função, embora sua casca, folha, ramos jovens e flores são usados na medicina popular. Mas convenhamos, os ipês floridos hipnotizam com suas cores vivas, suaves e vibrantes. Sua beleza é um completo deleite para os olhos! Texto e fotografias de Arnaldo Silva

A florada do Ipê Roxo-rosado

Floresce abundantemente de Junho a Agosto, e prefere climas mais quentes. Porém num Inverno seco e ameno oferece também uma linda florada no começo da Primavera, quando fica totalmente desprovida de folhas. (foto acima de Nilza Leonel em Vargem Bonita MG)
O ipê rosa tem crescimento bem rápido em regiões livres de geadas, em 2 anos atinge 3,5 metros de altura e pode atingir até 35 metros. (foto acima de Wilson Fortunato em Bom Despacho MG) Esta espécie se confunde bastante com outras também de flor roxa, como a Tabebuia impetiginosa e a Tabebuia heptaphylla.
O Ipê rosa prefere solos férteis e bem drenados. É largamente empregada no paisagismo em geral por apresentar belíssimas inflorescências de cor rosa. (foto acima de Demétrius Rodrigues em Toledo MG)
A sua madeira é preciosa, com uma história longa do uso humano. 
Sua madeira, dura ao corte, é usada para a construção externa (dormentes, cruzetas, postes, etc) e na produção de carvão. Também usada como medicamento, é utilizada na medicina alternativa. O ipê contem potássio, cálcio, ferro, bário, estrôncio e iodo. Contem também um potente antibiótico.
É particularmente útil para a arborização de ruas e avenidas e ótima para reflorestamentos mistos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação permanente.
As suas numerosas flores são recortadas e na forma de sino. A a polinização é realizada por abelhas e pássaros. Os frutos medem até 50 cm, são pretos, secos e a dispersão é realizada através do vento (na foto acima de Eduardo Afonso em Uberlândia MG, cachos do Ipê-roxo-bola) e abaixo, de autoria de Sérgio Mourão em Alvinópolis MG)
Apesar de estar presente em quase todo o Brasil, a espécie corre perigo de extinção, por ser medicinal e por isso a espécie sofre cortes desenfreados, sem nenhum critério ou preocupação de se plantar outra espécie no lugar. Quando a florada do ipê-roxo terminar, vem as sementes. Colha e espalhe sementes pelas estradas, pelas matas e plante em uma praça, um canteiro central de seu bairro. Plante ipê-roxo! Faça sua parte. 

sábado, 16 de julho de 2016

16 de Julho - Dia de Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) Em meados do século XVII, bandeirantes paulistas e bahianos entraram no que é hoje o território Mineiro em busca de ouro. A partir de então, começaram a surgir as primeiras povoações em Minas Gerais. Em 1660 surgiu o primeiro povoamento mineiro, que é hoje a cidade de Matias Cardoso, no Norte de Minas. Em 1664 foi criado o segundo povoado, sendo hoje a cidade de Ouro Branco. Em 1665 um pequeno arraial deu origem ao que é hoje a cidade de Sabará. 

Em 16 de julho de 1696, o bandeirante Salvador Fernandes Furtado de Mendonça se instala com sua tropa as margens de um ribeirão. Por ser aquele dia dedicado à Nossa Senhora do Carmo, o ribeirão recebeu o nome de Ribeirão do Carmo. Logo descobriram ouro nas proximidades do ribeirão, e a bandeira se efetivou no local, criando uma vila que rapidamente prosperou, sendo reconhecida como cidade em 1745. Foi a primeira cidade ser criada no então território mineiro. Os anteriores eram povoados. 

Mariana é conhecida como   "berço da civilização mineira", foi a 1ª capital (1709), a  1ª vila (1711), a 1ª sede de bispado (1745) e a 1ª cidade de Minas Gerais (1745). 

Devido a importância histórica, econômica e cultural de Mariana,  a data de surgimento do povoado em 16 de julho de 1696, é considerada o pioneirismo da formação arquitetônica, cultural, econômica e social do povo e estado mineiro. Sendo reconhecido como a data de surgimento oficial, de Minas Gerais.

No ano de 1979 foi instituído pela Lei nº 561, o dia 16 de julho, como sendo o dia "Dia de Minas Gerais",  sendo comemorado oficialmente a partir de 1979.  

Além de ser o Dia de Minas Gerais, 16 de julho é também aniversário de fundação de Mariana e o dia de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do município.

Nesse dia, todos anos anos, a Capital Mineira é transferida simbolicamente para Mariana onde o Governador e Secretários despacham e participam de solenidades diversas ao longo do dia.
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Texto, fotografia e arte de Arnaldo Silva

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Receita de Geleia de Jabuticaba

Geleia faz parte da culinária mineira. É uma sobremesa deliciosa principalmente com as frutas de época, colhidas no quintal. Jabuticabas, pitangas, amoras e outras, são frutas que dão deliciosas geleias. Veja como é fácil fazer uma geleia de jabuticaba. 
Ingredientes
2 kg de jabuticabas
1 litro de água
3 xícaras de açúcar 

Modo de Fazer
Lave as jabuticabas e coloque-as em uma panela grande.

Em seguida coloque água até cobrir as jabuticabas
Amasse as jabuticabas com as mãos para soltar as sementes
Tampe a panela e leve ao fogo para cozinhar por 30 minutos.

Depois desse tempo, deixe esfriar.
Após isso, coe numa peneira e coloque o liquido na mesma mesma panela e acrescente o açúcar. 

Coloque no fogo e deixe cozinhar por 60 minutos, mexendo sempre até dar o ponto.
Geleia de Jabuticaba feita pela Lourdinha Vieira de Bom Despacho MG

domingo, 10 de julho de 2016

Minas se destaca na produção de Cerveja Artesanal

(Por Arnaldo Silva) Minas Gerais é a terra do queijo, do café, do doce, da cachaça, da melhora culinária do Brasil, tradição com mais de 300 anos. De alguns anos para cá, uma nova tradição vem ganhando espaço entre os mineiros. A cerveja artesanal. Um mercado que vem crescendo a cada dia no Estado. Minas Gerais tem dois polos cervejeiros de peso: o polo de Juiz de Fora e o da Grande Belo Horizonte, onde estão as maiores cervejarias do Estado, concentradas nos bairros Olhos D´Água em Belo Horizonte e Jardim Canadá em Nova Lima.
Créditos da imagem: Pixabay
          Quando a cerveja artesanal começou a ganhar forma em Minas, nossos cervejeiros fizeram a opção pela linha Belga, para se diferenciar da linha alemã, predominante no Sul do país. A Bélgica produz uma das melhores cervejas do mundo e a opção por essa linha, mostrou-se um grande acerto de nossos cervejeiros. Além da qualidade da cerveja produzida no Estado, a grande quantidade de cervejarias artesanais impressiona. São mais de 1500 cervejarias, que produzem cerca de 50 tipos de cervejas diferentes, espalhadas por várias cidades de todas as regiões de Minas.
          A cada dia, as cervejas mineiras conquistam o paladar não só do mineiro, mas do brasileiro em geral, que vem se rendendo à qualidade da linha produzida em Minas Gerais. O que se fez ao longo desses anos foi agregar valor às tradicionais receitas de cervejas. Esse foi o diferencial. 
          As cervejas mineiras são mais encorpadas, comparando-se com as cervejas tipo pilsen, a mais vendida no Brasil, que tem baixo amargor. Além disso, os cervejeiros mineiros conseguiram um perfeito equilíbrio com o dulçor do malte e a incorporação de novos elementos às tradicionais fórmulas como mel, chocolate, frutas secas, açúcar mascavo e gengibre. Outro detalhe que chama a atenção é a maturação da cerveja mineira. A maturação é feita em nos famosos barris de umburana, tradicionalmente usados no envelhecimento da cachaça mineira.            
         Para se ter uma ideia do cuidado e criação dos nossos cervejeiros, destacamos as cervejas Vivre pour Vivre e Falke Tripe Mosterium, ambas da Falke Bier. A primeira é feita com jabuticaba e passa por três fermentações, levando três anos para ficar pronta. A segunda fica 45 dias descansando, ao som de Canto Gregoriano.
O mineiro é apaixonado por uma boa cerveja, prova disso é o crescimento em torno de 20% das cervejarias mineiras por ano. 
          Esse crescimento vem aumentando desde 2014, chegando a uma média de 2,1 milhões de litros por mês ou 25 milhões de litros no ano, em 2018. Uma média impressionante.        
          Por conta desse crescimento, as cervejarias mineiras vêm recebendo premiações seguidas, tanto nacionais, como internacionais em destaque para as cervejarias Wäls, Verace, Krüg Bier e a primeira cervejaria artesanal mineira, a Bäcker, fundada em 1999. Destacam também as cervejarias Prússia, Inconfidentes, Grimor, Jambreiro,Vinil, Küd, a Prússia de São Gonçalo do Rio Abaixo, Fritz de Monte Verde MG, Loba de Santana dos Montes MG e a Ouropretana de Ouro Preto MG.
Foto ilustrativa de autoria de Ane Souz - Festival de Cerveja Artesanal de Ouro Preto MG
Premiações nacionais e internacionais
          Em abril de 2014, quando uma cerveja produzida pela Wäls, a Dubbel, ganhou medalha de ouro na World Beer Cup, a Copa do Mundo da Cerveja, evento bianual realizado nos Estados Unidos. Nesse evento, participaram 4.800 rótulos, de 1400 cervejarias de 58 países de todo o mundo. Dai a importância dessa medalha. Outra linha da Wälls, a Quadruppel, foi premiada com medalha de prata, neste mesmo concurso.
          No ano seguinte, 2015, no Word Beer Awards, uma das mais importantes competições de cervejas do mundo com marcas de todo o planeta, realizado todos os anos na Inglaterra, a cerveja Wäls de Belo Horizonte, levou dois prêmios máximos, a de melhor Lager de estilo Checo e a de melhor cerveja de estilo Brut/Champagne. Em 2018, mineira Wäls foi a grande vencedora do World Beer Cup, o equivalente a ‘Olimpíada das Cervejas, recebendo o prêmio máximo da competição que aconteceu nos Estados Unidos. A Wäls Brut foi contemplada com a medalha de ouro na categoria Belgian Ale, tornando Wäls a marca brasileira mais premiada em todas as edições do evento, com dois ouros no portfólio.
          Em 2017, também no Word Beer Awards, o destaque foi para a cervejaria Bäcker de Belo Horizonte, que teve quatro de seus rótulos premiados. Em 2018, a Backer repetiu o sucesso. A cervejaria levou o título de Melhor Strong Porter do Brasil com a cerveja Bravo; Melhor Sour Ale do Brasil com a Reserva do Proprietário; foi Medalha de Ouro com a Fargo 46; e medalha de prata com a cerveja Corleone.
          Em 2019 a Bäcker foi eleita a cerveja do ano no Concurso Brasileiro de Cervejas, realizado durante o 7º Festival Brasileiro de Cervejas, realizado em Blumenau. Outra cerveja mineira premiada nesse concurso foi a Verace, também de Belo Horizonte, que conquistou sozinha, sete medalhas. O Festival Brasileiro de Cervejas de Blumenau é o terceiro maior do gênero mundo. Participaram mais de três mil rótulos, com 156 estilos diferentes.
      
         Pela inspiração nas melhores cervejas da Bélgica, com mais de 50 estilos de cervejas, centenas de cervejarias artesanais por todo o Estado e pela qualidade reconhecida, Minas Gerais se consolida e se torna a Bélgica das cervejas artesanais no Brasil.
Lembre-se: é proibido a venda e consumo a menores de 18 anos. Beba com moderação. Se beber, não dirija.

sábado, 9 de julho de 2016

Receita Fígado com jiló

A mais popular receita do Mercado Central de Belo Horizonte caiu no gosto de todos os mineiros. Aprenda a fazer:
Ingredientes:
1 kg de fígado, cortado em bifes mais grossos
6 jilós fatiados em rodelas
3 dentes de alho picados
2 cebolas fatiadas em rodelas
1 colher de sobremesa/rasa de Tempero Mineiro (é uma mistura de vários ingredientes)
sal (para salmoura do jiló)
óleo de soja
Pimenta biquinho à gosto
Molho inglês à gosto
Modo de Fazer:
- Corte os jilós em rodelas, misture o sal e mexa bem
- Deixe agindo por uns 3 a 5 minutos 
- Em seguida, passe em água corrente para tirar o amargo.
-  Corte o figado em fatias pequenas, tipo iscas e tempere
- Coloque o fígado na chapa bem quente com um pouco de óleo e deixe selar bastante, virando os lados pra fiquem por igual.
- Coloque o fígado já temperado na chapa bem quente e deixe selar. - Espalhe molho inglês e alho sobre as iscas 
-  Na mesma chapa coloque os jilós e vá mexendo e espalhando pela chapa para que não fiquem amontoados e cozinhem por igual.
- Espalhe a cebola picada sobre a chapa e misture bem por uns 5 minutos.
- Quando estiver quase pronto, coloque uma colher de sopa de manteiga e misture tudo antes de tirar da chapa.
Está pronto o fígado com jiló! Agora é se deliciar com a famosa iguaria do Mercado Central.
(foto de Regina´s Farm/Fazendinha da Regina - Flórida/USA)

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Jabuticaba é o Ouro Negro de Sabará MG

(Por Arnaldo Silva) Um infância saudável e feliz é sempre recheadas de doces momentos, doces lembranças principalmente, a criança que cresceu à sombra de uma jabuticaba, no quintal ou no pomar da fazenda. O sabor é especial, a fruta explode na boca e de tão gostosa, é difícil parar. Só quando não couber mais na barriga mesmo.
Fotografia acima: Prefeitura Municipal/Divulgação
Mas quem está longe de uma jabuticabeira, pode matar a saudade da jabuticaba, experimentando todas as delícias que a fruta oferece como vinhos, espumantes, vinagretes, doces, geleias, bolos, sucos, molho, licor, cachaça, cocadas, bombons, picolés, chup-chup, tortas, recheios diversos, bolos, sorvetes, caipijabuticaba, dentre outras delícias. Onde? Em Sabará, cidade histórica que fica apenas 20 km de Belo Horizonte. A Jabuticaba é tão importante para a cidade que esse delicioso fruto da primavera é considerado o ouro negro da cidade, conhecida como a Capital da Jabuticaba no Brasil. 
Foto da Fanpage Jabuticaba Sabará/Divulgação
A fruta movimenta a economia, gera empregos e renda para milhares de famílias. Todos os anos, entre novembro e dezembro acontece o tradicional Festival da Jabuticaba e os visitantes tem à sua disposição todos os derivados da fruta à disposição como molhos, licores, cachaças, sorvetes, geleia, bolos, doces, vinhos etc. à disposição. Em algumas bancas, tem jabuticaba in natura para aquisição, mas o objetivo principal do Festival é mostrar os derivados e os diversos pratos oriundos da jabuticaba.
Jabuticabas de Sabará MG por Sérgio Mourão
A Jabuticabeira (Myrciaria Cauliflora) é uma árvore de origem brasileira, do bioma Mata Atlântica. Foi introduzida no Cerrado e se adaptou bem, sendo hoje uma planta encontrada em quase todo o Brasil. São cerca de 20 espécies de jabuticabeiras existentes e a mais popular e comum é a Jabuticaba-sabará, a especie que leva o nome da cidade. 
O tradicional Festival de Sabará
Em 2020 serão 34 anos que que acontece o Festival da Jabuticaba de Sabará. O evento acontece todos os anos, sempre na temporada das frutas, no final de novembro para início de dezembro, quando geralmente acontece o Festival. Esse evento é um dos mais importantes do calendário mineiro e recebe a visita de milhares de turistas vindos de todos os cantos do Brasil. O evento é organizado de forma que facilite para o visitante conhecer e adquirir os produtos, organizados por produtores, em barracas adequadas.
Durante o Festival, geralmente à noite, acontece apresentações de artistas com shows musicais.
Ao criar o festival, a cultura da jabuticaba na cidade foi resgata e Sabará se manteve como a Terra da Jabuticaba.  No Festival são apresentados todos as receitas e iguarias criadas pelos chef´s locais com a fruta. As receitas tradicionais são preservadas de geração em geração e outras desenvolvidas, graças a criatividade do povo sabarense, dotados de uma vocação incrível para a culinária. Durante o Festival, além da estrela maior, a jabuticaba, o visitante pode apreciar bebidas, salgados e pratos típicos da culinária de  Minas Gerais e de Sabará como pratos típicos da terra como umbigo de banana, broto de samambaia, abobrinhas recheadas, canjiquinha com costelinha, rabadas, frango com Ora-pro-nobis, doces, etc.
Além de encontrar todos os derivados da jabuticaba no Festival, bem como a própria fruta, o visitante tem o privilégio de alugar um pé de jabuticaba, caso queira. Os moradores permitem que os visitantes entrem em seus quintais e degustem a fruta no pé. 
Além do Festival
Mas indo ao Festival da Jabuticaba, o visitante terá uma rica experiência pelas ruas de Sabará que foi a terceira Vila do Ouro de Minas. É uma cidade histórica, com um rico acervo do tempo do Brasil Colônia com um rico e preservado casario e igrejas construídas por Aleijadinho com pinturas de Manoel da Costa Ataíde, como as Igreja de São Francisco, Nossa Senhora da Conceição, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e Capela de Nossa Senhora do Ó. O Chafariz do Caquende é um dos pontos mais visitados da cidade, além da Casa da Ópera, inaugurada por Dom Pedro II.

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