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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A história e tradição do Carro de Bois

Durante séculos o Carro de Bois (no plural mesmo porque é puxado por juntas e não por um boi), foi o único veículo usado. Servia de lotação, de carro funerário, de ambulância, de transporte diverso na cidade e para serviços nas fazendas. Nos carros de bois as riquezas de Minas e do Brasil eram levadas para os portos e de lá embarcados para Portugal, a época do Brasil Colônia. Levavam e traziam mercadorias da Europa e de vários lugares do Brasil. (foto abaixo de Luis Leite em Desemboque, distrito de Sacramento)
Mas era bem desajeitado e barulhento para as cidades. Com o tempo, surgiram às carroças e carruagens e o carro de bois foi saindo das cidades, ficando restrito a trabalhos nas fazendas e transportes pesados em longas distâncias. Foi no carro de bois que o ouro de Minas foi transportado até Paraty e de lá para Portugal. O Carro de Bois impulsionou a economia do Brasil desde quando foi introduzido no país pelos portugueses. Não tem lugar que o carro de bois não vá. Forte e resistente, o carro de bois transportava nossas riquezas.
Com a ampliação das linhas férreas a atividade de longa distância dos carros de bois praticamente se encerrou, sendo usado basicamente em trabalhos rurais ou para buscar as mercadorias nas estações de trens. Por fim vieram os tratores agrícolas, ônibus, caminhões e carros com carrocerias como picapes e as facilidades para adquiri-los. Com isso, os velhos carros de bois ficaram no abandono e esquecimento, passando a ser somente objeto de enfeites em fazendas.  (foto acima de Arnaldo Silva no Engenho do Ribeiro MG e abaixo de Saulo Guglielmelli, desfile de Carro de Bois em São Tiago MG)
Quem conhece o carro de bois lembra com saudades daqueles tempos e do seu choro que lembra uma cantiga de lamentos. Seu som é inesquecível. Faz parte da história e cultura brasileira e mineira. É parte da história e vida de muita gente. A música interiorana, a autêntica música caipira, retrata sempre em seus versos o carro de bois e suas histórias. Por Arnaldo Silva)
Partes do carro de boi
Fotografia de Wilson Fortunato 
Canga: peça em que se prende o cabeçalho ou o cambão,e que é colocada sobre o pescoço de dois bois, responsável pela transferência de energia mecânica ao cabeçalho.
Canzil: Peças em forma de estacas trabalhadas que atravessam a canga de cima para baixo em quatro pontos, de modo que o pescoço de cada boi fique entre duas dessas estacas;
Arreia: suportes que atravessam transversalmente o cabeçalho, sobre os quais se apoiam as tábuas da mesa;
Cabeçalho: a longa trave que liga o corpo do carro à canga, que se atrela aos bois;
Cantadeira: parte do eixo que fica em contato com a parte inferior do chumaço. O contato entre eles produz o som característico do carro;
Cheda: Prancha lateral do leito do carro de bois, na qual se metem os fueiros;
Cocão: Cada uma das partes fixadas por baixo das chedas, que servem para fixar, duas de cada lado do carro, cada um dos chumaços;
Fueiro: cada uma das estacas de madeira que servem para prender a carga ao carro;
mesa: a superfície onde se coloca a carga;
Recavém, ou requevém, é a parte traseira da mesa.
Tambueiro: Tira de couro cru, curtido e torcido, que serve para prender o cabeçalho ou o cambão à canga;
Brocha: Tira de couro cru, curtido e torcido, que serve para prender um canzil ao outro passando por baixo do pescoço do boi.
Roda: feita de madeira nobre (Jacarandá), constituí de três pranchas unidas por travas de madeira(cambota)colocadas internamente nas pranchas por furos retangulares, estas fixadas por grampos e chapas de ferro. A circunferência é coberta com chapa de aço fixada à madeira com grampos de aço cuja forma arredondada deixa um rastro característico. (foto acima de Luis Leite)
Palmatora: partes laterais do cabeçalho na parte anterior da mesa do carro de boi. 
(fonte dessas informações:Dicionário de Caetitenês, de  André Koehne; Museu do carro de boi)
Festivais do carro de bois
Encontro de carreiros em Formiga/MG. Fotografia de Wilson Fortunato
Por seu valor cultural, o carro de bois é homenageado em diversos festivais e encontros, onde se reúnem os últimos usuários e colecionadores desse meio de transporte rústico e simbólico do meio rural brasileiro.
Desfile de Carro de Bois em Morro do Ferro, distrito de Oliveira MG por Saulo Guglielmelli
Em Minas Gerais, são conhecidos os festivais de carro de boi de Ibertioga, Engenho do Ribeiro, Formiga, Desterro de Entre Riso, Vazante, Congonhal, Matutina, Bueno Brandão, Resende Costa, Pará de Minas, São Pedro da União, Macuco de Minas e outras dezenas de cidades que organizam todos os anos as festas dos carros de bois, com carreatas pelas estradas rurais e nas cidades.
Na arte
Fotografia acima e abaixo de Wilson Fortunato em Formiga MG
 Os compositores e cantores sertanejos sempre retratam o Carro de bois e o cotidiano do carreiro em suas composições. Tonico e Tinoco foram os pioneiros e seguidos por uma infinidades de outros artista que cantam e retratam o carro de bois. As canções mais populares e cantadas são Boi de Carro de Anacleto Rosas Jr e Poeira, composição de Luiz Bonan/Serafim C. Gomes, que é um dos clássicos sertanejos mais gravados até hoje.

O Trem das Águas de São Lourenço a Soledade

O Trem das Águas é um trem turístico cultural, cujo trajeto de 10 km, sai da cidade de São Lourenço até Soledade de Minas, no Sul de Minas Gerais. O trem é conduzido por uma autêntica locomotiva a vapor, oriunda da Estrada de Ferro Leopoldina. Este trem é operado pela ABPF, Regional Sul de Minas. (foto abaixo de Cássia Almeida)
Roteiro
A viagem tem início em São Lourenço, km 80 da extinta The Minas and Rio Railway Company e segue em direção a Soledade de Minas, km 90. A viagem dura em torno de 40 minutos e os passageiros contam com guias e violeiros que ajudam a animar ainda mais o passeio.
Após a chegada em Soledade, o trem para por 40 minutos para que os passageiros possam conhecer a feira de artesanato e guloseimas, é feita então a manobra da locomotiva, após a parada é iniciada a viagem de retorno a São Lourenço. (foto abaixo de Paulo Santos)

Informações Gerais
Recomendamos que sejam feitas reservas através endereço ou e-mail abaixo, verificado disponibilidade com antecedência.
Trajeto: São Lourenço – Soledade de Minas, 10 km
Email para contato e informações sobre preços e horários: Email: tremdasaguas@abpf.com.br
Para fretamentos ou agendar trens extras, contactar a estação
Endereço: Praça Ismael de Souza, n 9, Bairro Estação, São Lourenço MG. Cep 37470-000
Funcionamento: 
Domingos: 10:00hs. Aos Sábados as 10 hs e 14:30 hs. 
Durante feriados e épocas de grande movimentos são feitas viagens extras, contactar a estação para maiores detalhes e agenda e confirmar horários.
Duração total do passeio: duas horas
Em feriados e datas festivas ocorrem trens extras, mas deve-se confirmar contatando com a estação e verificando a disponibilidade. Não existe uma regra e os trens extras são adicionados conforme a necessidade e movimento na cidade.
É possível realizar fretamento para grupos, escolas, excursões, etc, que podem fretar um trem inteiro em dias e horários alternativos. Entrar em contato com a estação para maiores detalhes.
Como chegar
São Lourenço é um dos maiores polos turísticos da região e a maior atração é o Parque das Águas, com diversas fontes e uma grande variedade de águas. Existem também passeios de charrete, um teleférico, lojas de artesanato e outros produtos típicos, além de uma grande rede hoteleira.(foto acima a Estação de São Lourenço e abaixo de Soledade de Minas. Fotos de Cássia Almeida)
De avião
O aeroporto mais próximo é o de Juiz de Fora, a 240 quilômetros
De carro
Vindo de Belo Horizonte (384 km), acesso pela rodovia Fernão Dias (sentido São Paulo) até pouco depois de Três Corações. Saia pela BR-267 e, antes de Caxambu, siga a MG-383
Vindo de Juiz de Fora, acesso pela BR-040 e BR-267
Vindo do Rio de Janeiro (266 km), acesso pela rodovia Presidente Dutra (até a BR-354, pouco depois de Itatiaia). Siga até a entrada da BR-460 e continue até São Lourenço
Vindo de São Paulo (300 km), acesso pela rodovia Presidente Dutra (SP-060) até depois de Cachoeira Paulista (saia no Km 34, há placas indicando). Siga pela rodovia Hamilton Vieira Mendes (que vai para Cruzeiro) até à rodovia Dr. Avelino Junior, que vai até a divisa entre Minas e SP e passa a se chamar MG-156. Em Itanhandu, siga pela BR-354 até a entrada da BR-460, que leva a São Lourenço
De ônibus
A empresa Gontijo (0800-728-0044) faz a linha para Brasília. Já a Útil (4020-0800), a Cometa (4004-9600) e a Gardênia (300-313-2020) ligam São Lourenço ao Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, respectivamente

Como conhecer São Lourenço
A melhor maneira de conhecer São Lourenço é a pé. A maioria dos hotéis fica no entorno do Parque das Águas e é comum haver engarrafamentos nas férias e nos feriados.Além do passeio de trem, você pode passear de balão, como vê na foto acima de Cássia Almeida. Esse passeio é um espetáculo!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Passeio de Maria Fumaça

(Por Arnaldo Silva) 28 de agosto de 1881 data que a Maria Fumaça, que hoje liga as cidades de São João Del Rei a Tiradentes MG, no Campo das Vertentes foi inaugurada pelo Imperador Dom Pedro II, percorrendo 12 km entre as duas cidades. (foto acima de César Reis) A Maria Fumaça foi fabricada na Filadélfia, Estado Unidos em 1880. Já a linha férrea foi construída pela Estrada de Ferro Oeste de Minas. A construção da ferrovia teve como o objetivo de ajudar no desenvolvimento e povoamento do oeste mineiro. O trajeto inicial da ferrovia era de 600 km, hoje resumidos apenas 12 km, em passeios turísticos apenas. (foto acima e abaixo de César Reis)
O passeio na Maria Fumaça é um dos mais emocionantes, nostálgicos e românticos que existem no Estado. A velha Maria Fumaça percorre vales, corta montanhas, cruza rios, passa por povoados e estações com arquiteturas do século XIX. (foto abaixo de César Reis)
São 50 minutos percorrendo os 12 km da ferrovia, saindo de da bela estação ferroviária de São João Del Rei, que abriga o Museu Ferroviário da cidade, inaugurado em 1981 com raridades e história da ferrovia mineira, com destino final em Tiradentes, uma das mais importantes e belas cidades históricas brasileiras. A capacidade total de transporte é de 280 passageiros. (foto abaixo de César Reis)
Quadro de horários normal
Sexta
São João del-Rei: 10h, 13h e 15h30
Tiradentes: 11h, 14h e 17h
Sábado
São João del-Rei: 10h, 12h, 14h e 16h
Tiradentes: 11h, 13h, 15h e 17h
Domingo
São João del-Rei: 10h e 13h
Tiradentes: 11h e 14h

(os horários acima podem sofrer alterações. Consulte antes)
Foto acima de César Reis
Endereço e informações
Estação São João Del-Rei
Rua Hermília Alves, 366, Centro
São João Del-Rei/MG, Brasil
T. +55 (32) 3371-8485 (Atendimento de 4ª a sábado)
Horário de bilheteria
4ª a 6ª – 9:00 às 11:00 e 13:00 às 16:00
Sábado – 9:00 às 13:00 e 14:00 às 16:00
Domingo – 9:00 às 13:00
Estação Tiradentes
Praça da Estação s/nº - Tiradentes/MG, Brasil
Horário de bilheteria
5ª – 9:00 às 11:00 e 13:00 às 16:00
6ª – 9:00 às 13:00 e 14:00 às 17:00
Sábado e Domingo – 9:00 às 12:00 e 13:00 às 17:00
Museu Ferroviário de São João del-Rei
Funcionamento de 4ª a 6ª - de 9:00 às 11:00 e 13:00 às 16:00. Sábado: de 09:00 às 11:00 e de 14:00 às 16:00, aos domingos de 09:00 às 13:00.
(os horários acima podem sofrer alterações. Verifique antes)
 Maria Fumaça a caminho de Tiradentes. Fotografia de César Reis 
Como chegar a São João Del Rei de ônibus e carro vindo de SP, RJ e BH.
De Carro
Vindo de Belo Horizonte, acesso pela BR-040 (sentido Rio de Janeiro até  Joaquim Murtinho) e BR-383
Vindo do Rio de Janeiro, acesso pela BR-040 (sentido Belo Horizonte até Barbacena) e BR-265
Vindo de São Paulo, acesso pela BR-381 (até Lavras) e BR-265
De ônibus: 
 As empresas Expresso Gardênia (0800-30-2000), Paraibuna (32-2101-3333) e Sandra (31-3201-2512) têm ônibus para São João del Rei partindo  de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, respectivamente

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Pico da Bandeira: o ponto mais alto de Minas

O Pico da Bandeira é o ponto mais alto de Minas Gerais, como também de toda a Região Sudeste do Brasil. (na foto acima do Guia de Turismo Sairo C. Guedes) É também o terceiro ponto mais alto do país, com 2.891,98 metros de altitude (medição revista por GPS pelo Projeto Pontos Culminantes do Brasil, do IBGE e do Instituto Militar de Engenharia, em 2004).
Localização
O Pico (na foto acima por Naiara Cler) está localizado no Parque Nacional do Caparaó, na Serra do Caparaó, na divisa entre os municípios de Alto Caparaó, Minas Gerais e Ibitirama, Espírito Santos. A carta topográfica do IBGE para a região, publicada em 1977, mostra o cume propriamente dito inteiramente dentro do Espírito Santo, a poucos metros da divisa mineira, e alguns serviços de imagens de satélite, como o Google Maps, também o fazem. Entretanto, o Anuário Estatístico do Brasil, também do IBGE, lista o Pico da Bandeira como o ponto culminante de ambos os Estados, sendo esta a posição oficial do órgão. (na foto abaixo, manhã de frio no alto do Pico da Bandeira fotografado por Naiara Cler em Junho 2016)
Topônimo
O pico possui esse nome porque, por volta de 1859, o Imperador Dom Pedro II determinou que fosse colocada uma bandeira do Império naquele que, na época, era tido como o ponto mais alto e imponente do Brasil. 

Acessos
Mesmo sendo o terceiro ponto mais alto do Brasil, O Pico da Bandeira é a mais acessível das montanhas mais altas do país pois existem trilhas muito bem sinalizadas pelo lado do Espírito Santo (portaria capixaba na comunidade de Pedra Menina, em Dores do Rio Preto) e também pelo lado de Minas Gerais (portaria mineira em Alto Caparaó). Porém, à noite há que se ter muita atenção para não se perder. Em alguns pontos das trilhas, a sinalização deixa a desejar, e em ambos os lados há entroncamentos de trilhas adjacentes. Na primeira realização do percurso, é aconselhável reservar um guia com antecedência; desta forma, o passeio é mais seguro. (na foto abaixo de Sairo C. Guedes, o amanhecer visto do alto do Pico da Bandeira)
Outro ponto importante é que dentro do parque não há restaurantes, nem nada do gênero (legislações de parques de preservação tornam a instalação desse tipo de estabelecimento muito dificultada), portanto, os visitantes devem levar comida e bebida, pois no local só existem fontes de água. É ainda aconselhável levar agasalhos e roupas secas ao subir, pois o suor molha a roupa e isso pode causar hipotermia mais tarde, quando a roupa esfriar. (foto abaixo de Naira Cler)
Clima
O Pico da Bandeira (foto acima por Naiara Cler) é um dos pontos mais frios da região Sudeste. Não há nenhum registro da ocorrência de neve, devido à baixa latitude do local, embora geadas sejam comuns no inverno. As temperaturas no pico podem chegar até -10°C. (fonte das informações: Wikipédia)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Monte Sião: a capital das porcelanas

(Por Arnaldo Silva) Conhecida como a Cidade Nacional do Tricô, Monte Sião no Sul de Minas, destaca-se também pela produção artesanal de porcelanas, famosas no Brasil inteiro e com características únicas. São azuis, bem trabalhadas e finíssimas, como podem ver na foto acima do Thelmo Lins. 
Localizada a 497 km de Belo Horizonte, a cidade é pioneira na produção da porcelana azul e branca, com mais de 40 anos de tradição. São xícaras, pires, travessas, canecas, copos, etc. (A fábrica, na foto acima de Thelmo Lins, recebe visitantes)
A temperatura média anual é de 21°C chegando a 0° durante o inverno, onde a cidade atrai milhares de turistas de todo o Brasil para compra de vestuários com a oportunidade de conhecer as belezas da cidade, sua gastronomia, artesanato e a fábrica de porcelanas azuis finíssimas, como podem ver na foto acima do Thelmo Lins.
Além das porcelanas, do tricô e das malhas, Monte Sião (na foto acima do Marcos Pieroni) possui uma boa estrutura turística, hoteleira e gastronômica. A cidade é charmosa, aconchegante e seu povo muito hospitaleiro e receptivo. Vale a pena conhecer Monte Sião. 

Barbacena: a cidade das rosas

(Por Arnaldo Silva) Distante 170 km de Belo Horizonte, com cerca de 140 mil habitantes, tradicional da política e história de Minas, com mais de dois séculos de existência, fundada em 1791, Barbacena, no Campo das Vertentes, se destaca por sua beleza arquitetônica, pelo alto nível educacional tanto em nível médio e superior e ainda, se destaca no cenário nacional pela produção de rosas e flores diversas. (foto abaixo de Ana Catarina Marcier)
          Seu clima ameno, em média 17ºC, possibilita o cultivo de roseiras, sendo a cidade hoje um dos grandes produtores de rosas de qualidade do mundo, exportando suas flores para os estados brasileiros, para os Estados Unidos e países da Europa. 
         A produção e tradição no plantio de rosas teve início em meados do século XX. Em 1968 os produtores perceberam a necessidade da união, já que a produção de rosas vinha crescendo, bem como a demanda. Fundaram a Uniflor, associação que foi de grande importância para dar suporte aos produtores para aprimoramento do cultivo e melhorando cada vez mais a qualidade das rosas cultivadas no município. A entidade, em parceria com a Prefeitura, criou a Festa das Rosas, com o objetivo de divulgar as rosas de Barbacena, tornando-a mais conhecida entre os mineiros e brasileiros. 
          A Festa das Rosas hoje é um dos mais importantes eventos de Barbacena, bem como de Minas Gerais. Atrai turistas de todo o estado, do país e até do exterior, para conhecer as belezas de uma das mais lindas flores do mundo, bem como a festa em si.
          Na festa, durante o baile de gala, acontece a eleição da Rainha das Rosas, com desfile das candidatas. Após a eleição da Rainha e princesas, são escolhidos ainda o Broto das Rosas e os Brotinhos.
          Durante os dias de festas, Rainhas, Princesas, Brotos e Brotinhos desfilam pela cidade em carros e tratores enfeitados com rosas. Durante a festa há apresentações de grupos musicais, estandes florais na Praça dos Andradas, missa, apresentação de provas esportivas com Mangalarga Marchador no Parque de Exposições Bias Fortes, Coroação da Rainha, Princesas, Brotos e Brotinhos, com desfile em carros e tratores ornamentados, mostras do artesanato local e barracas com comidas típicas. O evento geralmente acontece no início de outubro de cada ano, sendo realizado na Praça dos Andradas e no Parque de Exposições Bias Fortes. (foto abaixo de Ana Catarina Marcier)

          Além da Festa das Rosas e Flores, outras festas são destaques em Barbacena como o Jubileu de São José Operário, Exposição Agropecuária, Festa do Morango, a Semana Santa, dentro outras. 
          Durante essas festas, o turista pode conhecer os principais pontos turísticos e arquitetônicos da cidade como a Matriz Santuário, Nossa Senhora de Assunção, Nossa Senhora do Rosário, a Basílica de São José Operário, a Estação Ferroviária, o Jardim do Globo, monumentos, praças atraentes e outras belezas. A cidade possui uma boa rede hoteleira, bem como restaurantes com comidas típicas de Minas, de outras regiões e outros países. 
Barbacena, a Cidade das Rosas é uma das mais belas cidades de Minas Gerais. O visitante terá prazer em conhecê-la.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Carne na lata: iguaria mineira e com receita

(Por Arnaldo Silva) Da necessidade de ter comida e conservá-la por muito tempo originou-se técnicas rústicas de armazenamento. Uma dessas técnicas é a carne na lata. Por volta de 1650, começaram a chegar Bandeirantes Paulistas no que é hoje o território mineiro em busca de ouro. Comida naqueles tempos era bem difícil de encontrar, numa terra ainda recém explorada. A partir dessa época sentiram a necessidade de ter alimentos que durassem por muito tempo sempre disponíveis.
A única gordura que usavam naqueles tempos era a de porco e já era de conhecimento que a banha do porco não perecia rapidamente e ainda conservava o que era misturado à ela. Foi até por acidente que descobriram isso. 
Fritaram muita carne de porco num enorme caldeirão. Como não comeram toda carne, tamparam de deixaram. Perceberam que a gordura tinha ficado grossa e a carne no seu interior ficava normal, sem perecer. Assim surgiu essa técnica. Durava em média dois meses no caldeirão. Não existia lata naquela época. As tropas, em suas viagens, levavam a carne no caldeirão mesmo. Essa técnica se difundiu pelo restante do país pelos próprios tropeiros que saiam pelos rincões de nossas terras desbravando nossos sertões. A forma de armazenar comida e prepará-las foram introduzidas por eles em outras regiões, hoje, outros estados. 
No século XIX começou a se desenvolver a siderurgia e assim começaram a fazer vasilhames e latas de metal. Por serem leves, já que os caldeirões eram pesados, as latas começaram a ser usada no armazenamento das carnes. Como a carne era colocada dentro da lata, virou "carne de lata". Na verdade era carne armazenada na lata ou carne na lata. Falamos carne de lata mas o correto mesmo é carne na lata, já que a carne é de porco, não de lata.
A carne na lata era tão popular que é considerada uma das identidades de Minas Gerais. Uma iguaria do interior mineiro..
Essa técnica durou até o surgimento da energia elétrica e com a invenção e popularização das geladeiras, que com o passar do tempo, passou a estar presente em todas as casas. Até a década de 1980 ainda era muito popular no interior de Minas. 
Mas hoje está acontecendo algo diferente. As tradições antigas estão sendo mais valorizadas e receitas quase que esquecidas como bolo de fubá assado na brasa, requeijão da roça, a carne na lata, dentre outras receitas tradicionais de Minas, estão ressurgindo, ganhando vida nas mãos das nossas cozinheiras. Cada dia mais a carne na lata vem sendo procurada. Quer fazer?
Mas como é preparada a carna na lata?
A forma tradicional é mais demorada. Leva uns 10 dias.
Primeiro tem a matança do porco, depois tem que limpar e desossar a carne, separando a carne de osso, o lombo, o pernil, etc.
A gordura do animal é retirada e levada ao fogo até derreter toda. A partir de então já, é a banha propriamente dita. 
Depois de picada e temperada, a carne é frita por 3 horas na banha, em fogão à lenha. Esse é o tempo para retirar toda a água que fica na carne. Ela ficará sequinha. Depois é só esperar esfriar e colocar a carne num caldeirão ou numa lata de preferência. Armazene num local fresco. Sempre quando quiser comer carne, só retirar e colocar numa panela e aquecer. 
Quem já experimentou a carne na lata sabe que o sabor é outro, sem igual, totalmente diferente, gostoso e único. 
Como fazer carne na lata morando na cidade?
Você que mora na cidade e gosta da carne na lata, pode fazer em casa também. Não precisa matar um porco, pode comprar 1 kg de carne de porco no açougue e 1 kg de barriga de porco. 
Frite a barriga de porco e retire o torresmo. Reserve a banha.
Corte a carne e tempere a seu gosto. Deixe essa carne descansando por umas 3 horas. 
Depois desse tempo, coloque a banha no fogo, em seguida a carne e frite até que fique bem cozida mesmo. Espere esfriar e coloque numa lata e armazene num local seco e arejado. 
Está prontinha sua carne na lata. 
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As fotos que ilustram a matéria foram enviadas pelas Aline Marques do Restaurante Cantinho de Minas em São João Batista do Glória MG, onde é produzida a melhor carne na lata da região. 

Mineiro com orgulho

          Sou mineiro com muito orgulho. Sei escrever e falar corretamente o Português, mas sou mineiro e falo como meu povo, com meu sotaque. Falo Uai sim senhor e não tenho vergonha do meu Uai, do meu sô, do meu trem bão. Temos sotaque e sotaque é identidade de um povo, de uma região. Adquiri-se com o passar do tempo e falo por prazer de ser o que sou, mineiro sim senhor.
Sou tão mineiro, mas tão mineiro que quando nasci, já fui logo falando pro médico: “bate não sô!”
          Gosto de Pão de Queijo, de Tutu, de Frango com Quiabo, de Feijão Tropeiro, de doce de leite com queijo e também, claro, queijo com goiabada.
          Comemos palavras, falamos errado para uns, mas sotaque é tradição e mantenho a tradição, falando meu mineirês..
Estudo nós temos, falamos errado porque queremos e gostamos.
Não tem jantar aqui em Minas, tem janta. Comemos o “r”. Almoçar é simples, é só falar “murçá” que todos entendem. Venha almoçar! Mineiro não fala isso nunca, tem dó, pra que complicar sô, facilita uai, diminui o trem sô!

          Senhora e senhor? Falamos isso não. Sá e sô. Vai lá sô (pra ele), vai lá sá (pra ela) e por ai vai. Quando se referir a um senhor ou moço é sô e a uma senhora ou moça é sá, viu?
E se estivermos com muita preguiça de falar muito, falamos trem. Pra tudo falamos trem.
Mineiro não namora, dá uma coisada no trem. Não vai comer algo, vai ali comer um trem. E se não gostar, fala logo “ que trem ruim sô”

          Mineiro não ri da cara de ninguém, só caçoa.
          Como todo bom mineiro, não falo uma frase completa, tenho que comer alguma letra.
          Ocê ou cê, tanto faz, entende? A distância pode ser até longa, mas pra nós é “logo ali ó!”. Ver é só “V”. Nossa é apenas “nó”.
Mineiro não aumenta, diminui o português. É pra tudo ficar bem bunitim, facim e arrumadim pra todo mundo entender direitim.
Viu só, falando certim, todo mineiro entendi bem direitim e a prosa fica boa dimais da conta sô!

          É só falar e amar porque Minas é um trem que corre em minhas veias e a estação é o meu coração. Amo Minas porque sou mineiro com muito orgulho e muito amor e ser mineiro é um prazer que só quem é mineiro sabe e entende. Ser mineiro não é apenas Autoria do texto, foto e arte: Arnaldo Silva

Conheça a cachoeira do Sucupira

Distante 535 km da Capital Belo Horizonte, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é a segunda maior cidade de Minas Gerais. É uma cidade desenvolvida, industrial e um dos grandes produtores de grãos de Minas. Se destaca também por suas belezas naturais.
Uma dessas belezas é a Cachoeira de Sucupira (na foto acima de Jorge Nelson)  a 17 km do centro da cidade, na zona rural, sentido Leste, entre as rodovias BR- 050 e BR- 452. Suas águas, claras e sem poluição despencam por 15 metros em um paredão de 25 a 30 metros de largura. 
É um dos principais locais de lazer do uberlandense e também de moradores de cidades vizinhas. (foto acima de Eudes Silva) A cachoeira é muito bonita, com poço e praia natural, de pedras e cascalhos. Nos fins de semanas e feriados, famílias frequentam o local, fazendo piqueniques. Uberlândia é uma cidade grande, com ares e detalhes típicos do interior. Vale a pena conhecê-la.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Serra do Cipó: paraíso natural de Minas Gerais

A Serra do Cipó fica bem pertinho de Belo Horizonte. São apenas 100 km da capital. Toda a área do Parque Nacional da Serra do Cipó é dotada de rara beleza. Uma dessas belezas mais famosas é a Cachoeira Grande, um dos cartões postais de Minas (na foto acima de Raul Moura, o Rio Cipó em Santana do Riacho MG).
 São cachoeiras, grutas, trilhas e paisagens, cada uma mais linda que a outra.(na foto acima de Tom Alves/tomalves.com.br a flora da Serra do Cipó) O parque tem estrutura para atender visitantes adeptos da ecoturismo e de esportes radicais como rapel, trekking, ciclismo, alpinismo e rafting. Nos charmosos e pitorescos povoados e cidades da região da Serra do Cipó existem pousadas e restaurantes com a culinária típica de Minas.  
Santana do Riacho, a 110 km de Belo Horizonte é a porta de entrada para o Parque Nacional da Serra do Cipó, bem como seu mais famoso distrito, Lapinha da Serra (na foto acima de Marcelo Santos), a 1000 metros de altitude, aos pés do Pico da Lapinha.  Tanto na cidade, quanto no distrito, o visitante encontrará lugares charmosos, tranquilos, boa comida, boas pousadas e muita beleza natural. 
Além da Cachoeira Grande, o Rio Cipó (na foto acima de Tom Alves/tomalves.com.br) serpenteia por entre a serra, considerada o jardim do Brasil, por suas cerca de 1700 espécies da nossa flora como sempre vivas (na foto abaixo de Marcelo Santos), canela-de-ema, orquídeas, bromélias, etc. A Serra do Cipó é uma das maiores concentrações de flora no mundo. 
A fauna também é riquíssima. São encontrados diversas espécies de aves e animais ameaçados de extinção como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e a onça-parda. 
Em todo o complexo da Serra do Cipó encontra-se nascentes que desaguam em rios que formam correntezas, cascadas e cachoeiras que formam poços, muito procurados por banhistas que fazem questão de irem à pé ou de bike até esses locais. (foto acima de Tom Alves/tomalves.com.br) As cachoeiras mais procuradas, além da Cachoeira Grande são as da Serra Morena, Farofa, Véu da Noiva, Capivara, Andorinhas, da Naná e a cachoeira das Congonhas Essa cachoeira tem 20 metros de altura e é uma das preferidas para a prática de rapel.
Próximo a essa cachoeira está o Cânion das Bandeirinhas (na foto acima do Barbosa), cujas águas formam poços ótimos para banhos e relaxamento. 

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