Tecnologia do Blogger.

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Sotaque dos mineiros é o mais atraente do Brasil

(Por Arnaldo Silva) Sotaque ou dialeto, é uma forma de expressão de determinados grupos e regiões. Caracteriza-se por alterações no ritmo das falas, construções de frases e pronúncias de palavras diferentes do idioma tradicional, formadas pela união de culturas, costumes e línguas de povos e etnias diferentes. É a maneira como falamos e expressamos nosso jeito de ser, de acordo com as influências de vários povos na língua oficial, ao longo da formação de uma determinada região ou comunidade.
          É o caso do Brasil, que desde o seu descobrimento, recebeu influências na culinária, cultura, religiosidade e formação social, de vários povos, de vários continentes, como africanos, indígenas, latinos, orientais e europeus.
          Uma das maiores influência desses povos, está na formação das características linguísticas do brasileiro. Essas características são facilmente percebidas em todos os estados do Brasil.
          Mesmo quem garante que não tem sotaque ou dialeto, ao viajar pelo Brasil, percebe a diferença do português e expressões, faladas em sua região, com de outros estados. Expressões regionais que muitas das vezes, são de difícil compreensão, necessitando, inclusive, de tradução, para quem não é da região.
          Isso porque os sotaques e dialetos regionais, são formados ao longo de décadas e até séculos, devido a influências de diversos idiomas africanos, indígenas e europeus, presentes no jeito de escrevê-las e pronunciá-las, passando a ser um jeito próprio de expressão de determinado povo ou comunidade.
          Vivemos num país continental, com influência de povos diversos na língua portuguesa, em todas as regiões. Isso faz com que o português falado no Brasil, seja bem diferente, do português, original, de Portugal.
          Influências estas que mudaram o jeito de falar e expressar, e até mesmo, criando expressões características a cada região, como as faladas nos estados do Sul do país, região que conta com forte presença de descendentes de imigrantes vindos de países do Leste Europeu, da Alemanha, Itália, Hungria, Polônia, etc.
          Em São Paulo, estado que recebeu um grande número de imigrantes, principalmente, europeus, tem na definição de seu sotaque, forte influência desses povos, principalmente, italianos. Já o Norte do país, que teve menos contato com imigrantes europeus, durante a colonização, predomina no sotaque, as expressões das línguas indígenas, com a língua portuguesa.
          A formação do sotaque nordestino teve influência africana, indígena, portuguesa e holandesa. Já o sotaque falado no sertão do Brasil, a Região Centro Oeste (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul), teve influência de migrantes brasileiros vindos do Nordeste, Sul do país, Minas Gerais e São Paulo, no século XX, para trabalharem na agricultura, abertura de estradas e na construção de Brasília.
          A presença dos migrantes brasileiros no sertão brasileiro, deu origem a formação do dialeto sertanejo. Esse dialeto é mais acentuado no sudoeste, centro-sul e leste de Mato Grosso, no noroeste do Mato Grosso do Sul, no centro-oeste de Goiás e em partes do Triângulo Mineiro e Oeste de Minas Gerais.
          O sotaque carioca é o que mais se aproxima do português de Portugal. Isso porque, o Rio de Janeiro foi sede da corte portuguesa entre 1808 e 1821. Com a corte portuguesa, vieram milhares de portugueses para a cidade, o que influenciou em muito a formação do tradicional sotaque carioca.
O sotaque mais atraente do Brasil
          Com tantos sotaques diferentes, existe no Brasil um sotaque melhor e mais atraente que o outro? A resposta é sim.
          O sotaque mais atraente do Brasil é o sotaque mineiro. É o que garante pesquisa feita com cerca de dois mil usuários do aplicativo de namoro Happn.
          O resultado da pesquisa do aplicativo Happn, divulgado em outubro de 2021, aponta 5 sotaques brasileiros, entre os mais atraentes do país.
- Em primeiro lugar, com 35% está o sotaque mineiro.
- Em segundo lugar, com 33%, está o sotaque gaúcho
- Em terceiro lugar, com 27%, está o sotaque paulista.
- Em quarto lugar, com 25%, está o sotaque carioca
- Em quinto lugar, com 17%, o sotaque pernambucano.
          Considerado o melhor sotaque do Brasil é agora, confirmado pela pesquisa do site Happn, o mais atraente também.
Origem do sotaque mineiro
          Minas é um estado diversificado, rico em cultura e tradições, com sotaque formado pela influência africana, indígena e portuguesa no XVIII e também, por brasileiros que vieram dos estados do Sul do país, do Sudeste, Norte, Centro Oeste e Nordeste, durante o Ciclo do Ouro.
          Além desses povos, o sotaque mineiro adquiriu expressões de outros povos, que vieram para o Estado no século XIX, como ingleses, italianos, dinamarqueses, letões, alemães, espanhóis, franceses, latinos, dentre outros povos. O dialeto mineiro é uma mescla da língua portuguesa com todos esses povos.
          Por isso que dizemos sempre que Minas é o Brasil e o mundo dentro da gente.
          A influência desses povos em Minas Gerais, não originou um sotaque apenas, mas vários, presentes em todos as 12 regiões mineiras.
          Dialeto mineiro não tem nada a ver com o dialeto caipira, falado no interior de São Paulo, Sul de Goiás, Norte do Paraná e parte do Sul de Minas Gerais, na divisa com São Paulo. O dialeto caipira foi caracterizado e sua região de influência, definida, a partir de 1920, quando foi lançada a obra “O Dialeto Caipira”, do escritor, filólogo, ensaísta, poeta e folclorista, Amadeu Amaral.
          As características atuais do jeito mineiro de falar, como encurtar frases e palavras, além de usá-las no diminutivo e a criação de palavras e expressões fonéticas típicas do jeito mineiro de falar, foram definidas ainda no século XIX.
          O dialeto ou sotaque mineiro, era chamado, em sua origem, de Dialeto Montanhês. O sotaque mineiro tem origem na Região Central Mineira. O Montanhês compreendia ainda as regiões do Quadrilátero Ferrífero, a Região da Grande Belo Horizonte e Centro Oeste de Minas. Com o passar do tempo, o Montanhês foi se expandindo para as regiões do Alto Paranaíba, Oeste de Minas, Campo das Vertentes e partes da Região do Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Vale do Rio Doce e Mucuri.
          A região Central Mineira se caracteriza por suas imensas montanhas. Os que habitavam nessa região, nos séculos XVIII e XIX, eram chamados de montanheses, por isso, o sotaque falado nessa região, era chamado de Montanhês. Com a expansão do sotaque para os rincões de Minas Gerais, de Montanhês, passou para Mineirês, atualmente.
          Em outras regiões mineiras, o sotaque mineiro recebeu influências dos estados de divisas, mesclando o Montanhês, com o sotaque desses estados.
          É o caso do Sul de Minas e Triângulo Mineiro, na divisa com São Paulo. Nessas duas regiões, o estilo original do sotaque montanhês é mesclado com estilo caipira, principalmente na pronúncia do “R”.
          O sotaque mineiro falado Sul de Minas, na divisa com o Rio de Janeiro e Zona da Mata, sofreu forte influência do sotaque carioca.
          Já o sotaque mineiro falado no Noroeste de Minas, na divisa com o Sul de Goiás, tem influência do sotaque caipira, dessa região goiana. Nas regiões Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, fala-se o sotaque mineiro, mesclado com o sotaque baiano, o chamado “baianês”.
          “Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais”, já dizia o escritor mineiro, Guimarães Rosa.
(As imagens que ilustram a matéria são trabalhos feitos pela artesã Thalyta Moreira/@amoreira_loja, de Divinópolis MG)

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Cantos e encantos da Vila Serra do Cipó

(Por Arnaldo Silva) Um fim de semana na Serra do Cipó é algo indescritível. É uma das mais belas paisagens do Brasil. Subir a serra e conhecer todas as suas belezas, é uma experiência única. Quando se fala em Serra do Cipó, vem logo à mente a estátua do Juquinha, a Cachoeira Véu da Noiva, Lapinha da Serra e Cachoeira Grande. Lugares maravilhosos, mas a Serra do Cipó não se resume apenas a esses lugares.
          A Serra do Cipó, na Região Sul da Serra do Espinhaço, logo após Lagoa Santa MG, fica no divisor de águas das bacias hidrográficas dos rios São Francisco e Rio Doce. Abrange os municípios de Jaboticatubas, Conceição do Mato Dentro, Morro do Pilar, Itambé do Mato Dentro, Itabira, Nova União e Santana do Riacho. Esta última, considerada a “porta” de entrada para a Serra do Cipó. Esses municípios estão dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó. (na foto acima e abaixo de Alexa Silva/@alexa.r.silva, o charmoso casario da Vila Serra do Cipó)
          Na década de 1970, a Serra do Cipó era um parque estadual, tendo sido transferido posteriormente para o Governo Federal, oficializada em 25 de setembro de 1984, passando a ser um parque nacional. O objetivo era para proteger toda a riqueza da fauna, já que na Serra do Cipó, concentra uma das maiores biodiversidades do mundo. São cerca de 1700 espécies já registradas.
          Na Serra do Cipó encontra-se uma variedade espécies de nossa fauna, muitas em extinção, além de riquíssima flora, com algumas espécies, somente encontradas ali. A riqueza da flora da Serra do Cipó, formada pelos biomas Cerrado e Mata Atlântica, é tão impressionante, que a Serra é conhecida como o Jardim do Brasil. São cerca de 34 mil hectares em 154 km2 de área. (fotografia acima de Tom Alves/@tomalvesfotografia)
          Uma das belezas naturais da Serra do Cipó é o Rio Cipó, que nasce na região. Seu traçado é todo em curvas, lembrando um cipó. Por isso o rio passou a ter esse nome e por fim, a serra passou a se chamar Serra do Cipó. (fotografia acima de Tom Alves/@tomalvesfotografia)
          Além de sua beleza cênica, na Serra do Cipó encontra-se povoados e vilas coloniais que compõem o charme e beleza da serra. Vilas com história e históricas. Ricas em cultura, tradições e gastronomia típica mineira. Uma dessas vilas, em destaque, é Cardeal Mota, hoje com o nome de Serra do Cipó, distrito de Santana do Riacho. (na foto acima de Tom Alves/@tomalvesfotografia, a beleza da Serra do Cipó e ao fundo, um pouco do casario da vila homônima)
          Com pouco mais de 2 mil habitantes, a pitoresca e charmosa Vila de Cardeal Mota, foi elevada a distrito, subordinada a Santana do Riacho em 30 de dezembro de 1962. Em 12 de maio de 2003, Cardeal Mota tem o nome mudado para Serra do Cipó.
          A vila é pacata, com um casario charmoso e seu povo muito acolhedor. No distrito, as tradições folclóricas e religiosas mineiras, são preservadas. (na foto acima e abaixo de Alexa Silva/@alexa.r.silva, o exterior e interior da capela da Vila, principal ponto de referência cultural e religiosa dos moradores de Serra do Cipó.)
          A MG-010, liga o distrito de Serra do Cipó à Região Metropolitana de Belo Horizonte e Conceição do Mato Dentro. O acesso é fácil. De Belo Horizonte à Serra do Cipó são cerca de 100 km. De Conceição do Mato Dentro, são 67 km de distância.
          Carregando o nome de um dos mais importantes parques nacionais do Brasil, o distrito de Serra do Cipó é um dos principais atrativos culturais, gastronômicos e ecológicos da região. São trilhas, cânions, cachoeiras que formam paradisíacas piscinas naturais, de águas cristalinas, além de morros e montanhas, muito usadas por trilheiros, mochileiros e praticantes de esportes de aventuras para escaladas.
          Na área da Vila Serra do Cipó, o turista encontra áreas para camping muito bem estruturadas e ótimos hotéis, pousadas e restaurantes com comidas típicas, além de belíssimas paisagens rurais.
          Quem vai ao distrito, se interessa logo em conhecer e fotografar a estátua do “guardião da Serra do Cipó”, o lendário Juquinha. Seu nome de batismo era José Patrício. Juquinha, como era chamado pelo povo era um ermitão que convivia com as flores e planas da região. Sempre com um sorriso no rosto, muito gentil para com os visitantes, coletava flores e as vendia aos visitantes. Ou mesmo, dava as flores que colhia, em troca de carona para subir a serra ou mesmo por comida ou alguma ajuda. (fotografia acima de Tom Alves/@tomalvesfotografia)
          Cativava todos com sua simplicidade e sorriso singelo. Morreu em 1983, tendo sido imortalizado em estátua na Serra do Cipó, por sua importância para a região, sua história de vida, cercada por lendas e por seu carisma. 
          A estátua do Juquinha, foi feita pela artista plástica Virgínia Ferreira, em 1987, instalada no local onde Juquinha viveu, as margens da MG-010. Uma imagem icônica, inusitada, retrata com maestria um dos personagens, considerado patrimônio de Minas. Segundo consta, apenas uma imagem com as características similares à do Juquinha, existe no mundo. Fica na Espanha.
          Ao longo dos anos, Juquinha recebeu novas homenagens, sendo imortalizado em outras estátuas, na Vila de Serra do Cipó (na foto acima de Alexa Silva/@alexa.r.silva)
          Em Serra do Cipó, a Venda do Zeca é um dos pontos quase que obrigatórios para visita. Fundada no início do século XX, a Venda do Zeca preserva toda sua originalidade. Estar na venda, é uma volta ao tempo. É uma das mais antigas vendas do Brasil. É armazém, mercearia e boteco, ao mesmo tempo. (fotografia acima  de Tom Alves/@tomalvesfotografia)
          Na venda do Zeca encontrará de tudo. Miudezas, mantimentos, brinquedos, aviamentos, doces, balas. Tudo que precisar, da mesma forma de antigamente. Tem ainda os deliciosos petiscos, que o freguês pode saborear na área em frente à venda, ao ar livre (na fotografia acima de Alexa Silva/@alexa.r.silva)
          Além dos sabores da boa mesa mineira, presente no distrito de Serra do Cipó, a cultura, belezas naturais, o turista encontrará na pequena vila, um pouco do cotidiano, jeito de ser, viver e falar do povo mineiro e claro, conhecerá de perto uma das maiores identidades de Minas Gerais, a nossa hospitalidade.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

A Rota do Queijo e do Azeite de Alagoa

(Por Arnaldo Silva) No Sul de Minas, entre as montanhas da Serra da Mantiqueira, com altitudes que variam de 1200 a 1600 metros,  uma pequena cidade, com apenas 2.657 habitantes, estimado pelo IBGE, em 2021, vem se destacando no Brasil e mundo.  
          Essa cidade é Alagoa. A pequena cidade está a 420 km de Belo Horizonte, fazendo divisa com Itamonte, Aiuruoca, Baependi e Bocaina de Minas. 
          Embora tenha sido elevada à cidade emancipada em 28 de dezembro de 1962, sua história começa bem antes, por volta de 1710, no século XVIII, com a chegada à região de bandeiras, em busca de ouro. (fotografia acima de Rildo Silveira, a vista parcial de Alagoa MG)
          Na região, os bandeirantes encontraram uma lagoa com cerca de 3 km de extensão. Em seu leito, encontraram o tão procurado ouro. A lagoa que tinha ouro começou a atrair gente para a região. Com o passar do tempo, um povoado foi se formando, tendo como referência, a lagoa. O povoado passou a ser chamado de "A Lagoa". Com o passar do tempo, o A se juntou ao Lagoa e ficou, Alagoa, passando a ser o nome da cidade. A lagoa que deu nome à cidade, não existe mais e o que atrai hoje pessoas à cidade, não é mais o ouro.
          Cidade pacata, tranquila, charmosa e atraente, seu povo é gentil e muito acolhedor, a pequena cidade, faz parte do Caminho Velho da Estrada Real. (fotografia acima de Henrique Feitosa/arquivo QUEIJO D´ALAGOA-MG)
          Semanalmente, turistas vindos de todos os lugares do Brasil e de outros países, como Alemanha, França e Luxemburgo chegam à cidade. Vem em grupos ou em casais. De carro, em vans e até mesmo, em ônibus. (na foto acima, turistas frances e alemães passeando por olivais e abaixo, selfie feito por Osvaldo Filho, com ônibus de turistas na porta da QUEIJO D´ALAGOA-MG)
          O que tem nessa pequena cidade típica do interior mineiro que atrai tanta gente? Em sua origem, o ouro era o atrativo da cidade. Hoje não. O amarelo do ouro foi substituído, por tradição, pelo amarelo dos queijos curados e pela cor dourada do azeite. São os queijos e azeites que atraem os visitantes à Alagoa MG.
          O ouro de Alagoa MG não é mais o precioso metal. Hoje, a cor dourada do reluzente metal, reluz nos azeites e queijos produzidos na cidade. É o seu queijo e o seu azeite que desenvolve a economia da cidade, gerando emprego e renda e ainda, atraindo turistas para a cidade. O queijo e o azeite são os novos ouros de Alagoa MG (na foto acima de Erasmo Pereira/Epamig, o dourado do azeite e abaixo a cor dourada dos queijos na queijaria da QUEIJO D´ALAGOA-MG).
          A tradição queijeira de Alagoa MG surgiu no final do século XIX e início do século XX, com a chegada ao Sul de Minas de famílias de imigrantes europeus, como alemães, dinamarqueses e italianos. Pelas mãos de uma dessas famílias, Paschoal Poppa e Luíza Altomare Poppa, profundos conhecedores da arte da fazer queijos, em seu país, Itália, começou a história e tradição dos queijos em Alagoa.
          A tradição queijeira de Alagoa é tão forte e sólida, que a pequena cidade, é uma região queijeira reconhecida pelo Governo de Minas, como região produtora de Queijos Artesanais.
          Tradição, história e um queijo único e inigualável. O sabor, textura e modo de fazer desse queijo, são único, não tem igual em lugar algum no mundo. Por isso, Alagoa, foi oficialmente reconhecida como região queijeira mineira, produtora do "Queijo Artesanal de Alagoa".
          Há anos que o Queijo Artesanal de Alagoa vem conquistando gostos e paladares dos mineiros, brasileiros e do mundo. São premiações estaduais, nacionais e internacionais conquistas pelos queijeiros alagoenses, como no Mondial du Fromage, na França.
          Além do queijo, o azeite é outra tradição da cidade, já que o clima e altitude, favorecem o cultivo de oliveiras e consequentemente, na produção de azeites de qualidade. O azeite de Alagoa é comparado aos melhores azeites europeus, como os espanhóis, por exemplo.
          Estar dentro de uma queijaria, caminhar por olivais, respirar o ar puro das montanhas mineiras e vivenciar a vida numa típica cidade do interior mineiro, são os motivos que vem atraindo gente de todo o mundo para a Alagoa MG.
          Com o reconhecimento dos queijos produzidos na cidade, bem como, dos azeites, turistas começaram a visitar a cidade com mais frequência e de forma crescente.          
          Percebendo isso e conhecendo o potencial turístico da cidade, a Queijaria QUEIJO D´ALAGOA MG, dirigida pelo Osvaldo Filho, criou a Rota do Queijo e do Azeite, em 2016.
          Produzindo queijos finos e de altíssima qualidade, a queijaria alagoense é uma das mais premiadas do Brasil, tendo sido uma das pioneiras em vendas de queijos pela internet. Em 2014, QUEIJO D´ALAGOA, pela sua atuação no divulgação do turismo, recebeu o prêmio MG Turismo, além de premiações em diversos concursos nacionais e internacionais de queijos, com medalhas de super ouro, ouro, prata e bronze. Recentemente, foi premiada com duas medalhas de prata no Mondial du Fromage, realizado na França.
          Além disso, a QUEIJO D´ALAGOA-MG, venceu o TripAdvisor Travgeler´Choice 2021, recebendo ótimas avaliações nos últimos 12 meses dos usuários TripAdvisor, a maior plataforma de viagens do mundo. Com esta eleição, a queijaria passou a integrar
o seleto grupo de 10% das melhores atrações do Mundo, da plataforma.
          A criação da rota, desde sua criação em 2016, contribui enormemente para o aquecimento da economia e incremento do turismo, não só em Alagoa, mas nas cidades vizinhas.
          São pessoas e grupos que vem à cidade para conhecer os queijos e azeites, tendo ainda o privilégio de conhecer Alagoa MG e suas belezas naturais. A visita à Rota do Queijo e do Azeite, foi inclusive recomendada pela Revista Forbes.
          A Rota do Queijo e do Azeite é guiada, sob a responsabilidade da guia Sophia Diniz. O turista faz um tour pela cidade, pela loja física da QUEIJO D´ALAGOA MG, pelas fazendas Cauré e 2M, além de degustação de queijos e azeites no Restaurante Dona Inês. Todo o roteiro inclui duas diárias completas em charmosas pousadas de Alagoa MG, além de traslado. 
          O roteiro é feito em dois dias, começando pela queijaria QUEIJO D´ALAGOA-MG. Localizada no topo da Mantiqueira, entre 1520 a 1600 metros de altitude, a queijaria, segue os rígidos padrões higiene e manejo de gado. 
          O visitante, conhece o passo a passo da produção do queijo artesanal de Alagoa, bem como, terá o prazer de contemplar a impactante vista em redor da queijaria, como por exemplo o Pico do Santo Agostinho, com 2377 metros de altitude, no Parque Estadual Serra do Papagaio.
          Além de conhecer a queijaria e a loja física, instalada no Centro da cidade, no roteiro está inserido a visita à Fazenda 2M, no bairro Rural de Companhia e Fazenda Cauré, onde é extraído o Azeite Prado & Vasquez. 
          Na Fazenda Cauré, o turista, além de conhecer o processo de produção de azeite, pode passear pelos olivais, além de poder colher frutas de época, nos pomares da fazenda.
          O azeite Prado & Vasquez, premiado na Expo Oliva da Espanha recentemente, é considerado um dos melhores do Hemisfério Sul. Com acidez de apenas 0,2%, é comparado, inclusive, aos melhores azeites europeus, em qualidade e sabor.
          O turista é levado até o Restaurante Dona Inês para degustar as variedades de azeites, harmonizados com os diversos tipos de QUEIJO D´ALAGOA MG. Em seguida, vem o almoço, com pratos típicos da culinária mineira.
          A visita à queijaria e Fazenda Cauré, bem como a degustação de queijo e azeite é feita na parte da manhã. Na parte da tarde, os turistas são levados à Fazenda 2M, parceira do QUEIJO D´ALAGOA-MG, onde são acolhidos e muito bem recebidos pela Mestre Queijeira, Dona Dirce, seu esposo, "seu" Márcio e seus filhos, Caik e Luan. 
          Na Fazenda 2M, o turista conhecerá a queijaria, bem como tomará um delicioso café colonial, na varanda do casarão da fazenda, situada a 1.525 metros de altitude, com um vista espetacular da Serra da Mantiqueira.
          Os queijos produzidos na Fazenda 2M são de altíssima qualidade, se destacando com diversas premiações nacionais e internacionais, como Super Ouro no III Prêmio Queijo Brasil - Queijo Faixa Dourada, ouro no Mundial do Queijo em Araxá, além de 3 premiações no Mondial Du Fromage, na França.
          A Rota do Queijo e do Azeite, pode ser feita em qualquer dia da semana por casais, famílias ou grupos de pessoas, com agendamento prévio, com a Guia de Turismo,Sophia Diniz. O contato da Guia é (35) 09987 4570 (Whatsapp)
          Na loja da QUEIJO D´ALAGOA-MG, além da simpatia do Osvaldo (na foto acima) e família, tem os queijos e a criativa decoração do lugar, com frases queijísticas bem atraentes.
          Uma dessas frases, diz muita coisa: “Fui pra Minas Gerais em busca de felicidade e voltei com um monte de queijos”.
          Quem vem à Minas, não esquece jamais, volta e com certeza, o queijo vai na mala, com a emoção de ter conhecido um pouco de Minas Gerais, através da Rota do Queijo e do Azeite.
Fotografias enviadas por Osvaldo Filho da QUEIJO D´ALAGOA-MG. exceto a fotografia de Rildo Silveira e Eramos Pereira, que foram ilustrações nossas.

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores