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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Broinhas de Fubá

Ingredientes
. 1 xícara de leite frio integral
. 2 xícaras de fubá de canjica
. 4 ovos

. 1/2 xícara  de óleo
. 1/2 colher de sal (ou a seu gosto)

Eu prefiro essa broinha salgada, mas se preferir doce, pode colocar açúcar, 1/4 de xícara de açúcar, com 1 pitada de sal. 
Modo de Preparo
- Misture todos os ingredientes, menos os ovos, com as mãos de preferência e vá colocando aos poucos o fubá. Mexa bem. 
- Depois que colocar todo o fubá, coloque os ovos e mexa bastante 
- A massa deve ficar um pouco mole, mas consistente e lisa que permite enrolar as broinhas na mão. Caso esteja muito mole, acrescente mais fubá até ter uma boa consistência.
- Faça os moldes com as mãos e  numa fôrma untada e enfarinhada, coloque as broinhas e leve para assar em forno pré aquecido a 220 graus e  deixe assando até dourar.
Observação: essa broinha fica melhor com o fubá de canjica. Geralmente é encontrado em Minas, se encontra facilmente em supermercados mineiros.
Fubá de canjica é o fubá mais claro que o comum, quase que branco. Se não encontrar, faça com o fubá amarelo comum, não vai ficar a mesma coisa, mas ficará bom.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Valorize o Homem do Campo!

Eles são poucos lembrados, as vezes até ignorados e esquecidos. Estamos falando do sertanejo, aquele que trabalha a terra, que vive da terra, que faz a terra produzir. São imprescindíveis para a nossa economia e sobrevivência. Do trabalho deles, vem a comida para as nossas mesas.
(foto acima de autoria de Sérgio Mourão em Água Boa MG)
          Já imaginou sua vida sem o homem do campo? Frutas, legumes, hortaliças, leite... saem das mãos do trabalhar rural. Abra a sua geladeira e o seu armário de cozinha. 
          O que tem dentro deles vem das mãos do sertanejo que de domingo a domingo, com sol ou com chuva, levanta de madrugada e só para de trabalhar no início da noite, para garantir o alimento que você tem na cidade.
          Antes de chamar um sertanejo de caipira, grosso, sem cultura ou ironizá-lo por suas roupas e casas bem simples, lembre-se: se ele não plantar, você não irá comer. 
          Vamos valorizar quem muito trabalha! 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Conheça Gildásio Jardim

Comecei a pintar aos 13 anos, morava na zona rural, na comunidade Abelha Brava, Padre Paraíso. Minhas primeiras pinturas foram em cartolina, com tinta guache.
Comecei a pintar , por uma necessidade minha de expressar o que eu via e sentia. Comecei a desenhar com uns 7 anos, desenhava nas estradas de terra, na areia, e nos cadernos que meu pai comprava pra fazer cigarro.Fui alfabetizado aos 8 anos, eu já desenhava nessa época. Mas foi só aos 13 anos que eu tive acesso á tintas, então pintei os meus primeiros quadros.Como eu não conhecia ninguém que pintava e nem tinha conhecimento sobre técnica alguma; tive que me virar, fazer experimentações com as tintas que encontrava em minha cidade; tinta guache, tinta para tecido,látex,corante líquido e esmalte sintético.Depois de fazer algumas pinturas em cartolinas, comecei a construir minhas próprias telas usando algodão crú e restos de madeira serrada. Não tive a oportunidade de fazer nenhum curso de pintura.
No início minha pintura era só decorativa, paisagens, flores e animais, o que era bem recebido em minha cidade. Quando entrei no curso de licenciatura em geografia pela UNIMONTES na cidade de Joaíma, fui muito influenciado a pintar temas ligados ao curso , conheci a filosofia e sociologia, fiquei encantado. Essas disciplinas, e o FESTIVALE, me ajudaram a olhar mais e perceber minha própria cultura e a fazer uma série de quadros sobre as vivências culturais no Vale do Jequitinhonha.
Criei essa técnica de pintura onde confecciono as telas com tecidos estampados para fazer roupas. Pinto em 3D , cenas humanas cotidianas e da cultura popular de Minas Gerais e do nordeste brasileiro.
As estampas de tecido são lembranças das roupas das pessoas de minha comunidade que carrego em meu imaginário desde minha infância na zona rural.
Comecei a fazer telas com essas estampas com o objetivo de provocar uma fusão entre os personagens do meu universo com as cores que eles trazem na vestimenta.De cada estampa, tento tirar um personagem ou vivência da cultura popular. 
Queria retratar as vestimentas que tenho como referência de infância, que é a chita com bolinhas e florzinhas que as mulheres vestiam, e as chitas com xadrez que eram as camisas dos homens. Na verdade esse tecido era sinônimo de pobreza. Contudo, também era uma coisa muito bonita, que me remete a alegria e a simplicidade da minha gente, que tem como principal característica a afetividade.
Quando passei a trabalhar como professor de geografia, comecei a ensinar pintura á alguns alunos que se interessavam por desenho ; daí fui convidado a dar oficinas de pintura na própria escola pelo projeto PEAS , e na assistência social para os jovens e idosos do CRAS. Atualmente minha pintura é muito conhecida em minha cidade.
TÉCNICA: Acrílica, tinta p/ tecido, tinta látex e corante líquido. Eu mesmo confecciono as telas, usando madeira e tecidos estampados, como tricoline, chita, brim.
EXPOSIÇÕES 
Festivale: Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha nas edições: 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012.
UFVJM: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri; 2008, 2009; 2010
UFMG: FEIRA DE ARTE SOBRE O VALE DO JEQUITINHONHA 2011, 2012, 2013

SESC RIO DE JANEIRO, unidade Engenho de Dentro 2013
SESC RIO DE JANEIRO, unidade São João de Meriti 2013
UNIVERSIDADE FEDERAL. UFVJM DIAMANTINA. 2013
JEQUISABOR. EDIÇÃO 2013 NA CIDADE DE CAPELINHA MG.
EXPOSIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL DE SAÚDE POPULAR EM PORTO ALEGRE 2013.
EXPOSIÇÃO NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA BAHIA – UNEB 2014.
EXPOSIÇÃO NO ENCONTRO DA CNTE EM RECIFE 2014
EXPOSIÇÃO NA UNIMONTES 2015
EXPOSIÇÃO EM TRANCOSO – BA 2016.

Gildásio atua também como professor de geografia em uma escola estadual de comunidade rural de Padre Paraíso MG,  sempre usando muitos desenhos nas aulas. Contatos:(33) 98411-0045 - E-mail: gildasio-35@hotmail.com

Como fazer vinho de Jabuticaba

(Por Arnaldo Silva) Faço esse vinho sempre. Na temporada das jabuticabas, encho o saco da fruta e preparo meu vinho. E esse vinho é ótimo, muito gostoso mesmo.
     Nativa da Mata Atlântica, a fruta é 100% brasileira e segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Química da Unicamp de Campinas, possui alto teor de antocianinas (bem mais que o encontrado no jambolão, amora e na uva). 
     A antocianina é um antioxidante que ajuda no combate dos radicais livres, reduz as chances de desenvolvimento de doenças cardíacas.. Além disso, a polpa da jabuticaba contém niacina, uma vitamina do completo B que ajuda a facilitar a digestão e eliminar toxinas no organismo, vitamina C, fósforo e ferro.
     Até mesmo a casca da fruta tem sua utilidade e não deve ser jogada fora. Pode ser comida naturalmente. Isso porque a substância pectina, uma fibra indicada para reduzir os níveis de colesterol, está presente na casca da fruta. Além disso, a pectina ajuda a evitar a prisão de ventre, além de conter elementos antialérgicos. Caso não queria comer a casca in natura, pode batê-la no liquidificador com água e tomar como suco ou mesmo, fazer geleia da casca.
Agora vamos aprender a fazer vinho de jabuticaba
- 10 litros  litros de jabuticabas usando como medida uma lata óleo, vistosas e lavadas.
- 500 gramas de açúcar (A jabuticaba já tem açúcar natural, não precisa mais que isso, mas se quiser mais doce, coloque mais açúcar.)

- 5 potes de 2 litros cada (em cada garrafa coloque um pouco de álcool e chacoalhe bem, para desinfetar as garrafas) 
Agora vamos preparar o vinho
- Lavei as jabuticabas e deixei elas secarem por completo;
- Peguei um vidro de 2 litros, coloquei jabuticabas inteiras, amassei um pouco para que algumas frutas soltassem o liquido, depois açúcar, mais jabuticaba e cobri com açúcar.
- O teor alcoólico natural da jabuticaba é de 3% apenas. Se julgar fraco, coloque em cada pode um copo americano de cachaça destilada.
- Depois de fazer esse processo em em todos os potes, tampei o vidro.
- Deixei os recipientes num lugar fresco e ao abrigo da luz por 60 dias. O ideal é 90 dias, caso não tenha pressa. 
- Nesse período, dei umas leves sacudidas no recipiente, abri e fechei de novo os potes todas as semanas para evitar acúmulo de gases.
- Depois desse período, mexi lentamente as jabuticabas com uma colher de pau para que as jabuticabas ainda inteiras estourassem, coei numa peneira fina para que não ficasse resíduos da casca das jabuticabas, descartei as cascas e coloquei o vinho em garrafas bem limpas e fechei com rolhas.
Coloquei um pouco numa garrafa que estão vendo na fotografia e deixei na geladeira. Agora é só tomar. 
(As duas primeiras fotos de Arnaldo Silva e as outras duas, de Lourdinha Vieira em Bom Despacho MG)

Praça Tiradentes em Ouro Preto em 1885 e hoje

(Por Arnaldo Silva) A Praça Tiradentes, em Ouro Preto, é uma das mais importantes praças de Minas Gerais. Foi palco de grandes acontecimentos da nossa história no período do Brasil Colônia e Imperial. Foi nesta Praça que em 1792 foi exposta a cabeça de Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira, onde Vila Rica, hoje Ouro Preto, foi palco da luta dos Inconfidentes contra os abusos da Coroa Portuguesa e na luta pela independência do Brasil. (fotografia acima de Ane Souz)
Atualmente é palco de grandes eventos culturais e atividades cívicas e militares de importância para Minas Gerais, como a entrega da Medalha da Inconfidência, criada em 1952 pelo então Governador Juscelino Kubistchek.(foto acima de Sônia Fraga) Essa medalha é uma honraria especial entregue a personalidades nacionais que prestam relevantes serviços à sociedade. A Medalha da Inconfidência Mineira é um evento que acontece todos os anos na Praça Tiradentes, com a presença de diversas autoridades civis, militares, eclesiásticas e políticas de Minas Gerais e do Brasil.
O nome da praça passou a ser Praça Tiradentes apenas em 1894, quando foi instalado em seu centro o Monumento em homenagem a Tiradentes. Até o século XIX, o lugar era conhecido como Morro de Santa Quitéria. Vila Rica teve seu início de povoamento no que é hoje o Morro de São João (na foto acima de Ane Souz), onde se encontra a Capela de São João, se não é a mais antiga de Ouro Preto, foi uma das primeiras capelas erguidas na cidade, no início do século XVII. Pra quem não sabe, Ouro Preto não teve início onde é hoje o seu Centro Histórico, como muita gente pensa e sim no Morro de São João. As primeiras construções na antiga Vila Rica foram no Morro São João, com construções mais simples.
Somente após crescimento da exploração do ouro e enriquecimento de boa parte da população, a cidade foi se expandindo para o Morro de Santa Quitéria, com novas construções, incentivadas pela construção do Palácio dos Governadores, iniciada em 1741 e concluída em 1748.(a imagem acima, sem autoria identificada, mostra a praça em 1885) Atualmente o local sedia o Museu de Mineralogia. A partir de 1750, com a construção de casarões, como a casa de Dom Manoel de Portugal e Castro, o último Governador da Capitania de Minas Gerais e outros casarões imponentes em seu entorno, deu-se início a formação do conjunto arquitetônico do que é hoje a Praça Tiradentes. 
Outra construção que deu características à praça foi à Casa da Câmara e Cadeia, inaugurada em 1784, hoje, Museu da Inconfidência Mineira. (acima, tela do artista plástico José Rosário, retratando fielmente a Praça Tiradentes em 1885) Com prédios de grande importância social, o casario de Vila Rica foi se expandindo pelos arredores, com abertura de novas ruas, construção de igrejas e casarões, formando o que é atualmente o Centro Histórico de Ouro Preto.
Após a Independência do Brasil, em 1822, o local passou a se chamar Praça Independência, nome que permaneceu até sua mudança para Praça Tiradentes. Hoje a Praça Tiradentes preserva praticamente quase toda sua formação original, como pode ser ver nas imagens atuais e antigas, destacando o Museu da Inconfidência e o Museu de Mineralogia, construções importantes do período colonial, bem como todo o seus imponentes casarões.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

As 10 maiores cidades do Vale do Jequitinhonha

O Vale do Jequitinhonha, formado por 55 municípios que guardam traços da cultura portuguesa, indígena e negra, sendo uma das mais ricas regiões culturais de Minas. Conhecida mundialmente por seu valiosos artesanato em cerâmica, tem o privilégio de ser banhada pelo Rio Jequitinhonha e contar com impressionantes afloramentos rochosos, que fazem da região única em Minas Gerais. 
Conheça as 10 maiores cidades do Vale do Jequitinhonha, 
em número de habitantes.
1ª - Diamantina
Sua população estimada em 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 47.825 habitantes.É a terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Francisca da Silva de Oliveira, a famosa Chica da Silva, e de Domingos José de Almeida. Está a 292 km de Belo Horizonte.(fotografia de Manoel Freitas)
3ª - Almenara
Sua população, de acordo com a estimativa realizada pelo IBGE em 2020 é de 42.143 habitantes. Está a 744 km de Belo Horizonte. (Imagem enviada pelo João Avelar)
2ª - Capelinha
Sua população em 2020 é de 38.057 habitantes, segundo o IBGE. Capelinha está a 437 km de Belo Horizonte, no Vale do Jequitinhonha. (foto acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
4ª - Araçuai
Sua população estimada pelo IBGE em 2020 é de 36.712 habitantes, distante 678 km da capital mineira, Belo Horizonte. (fotografia de Ernani Calazans)
5ª - Itamarandiba

Sua população, de acordo com estimativa do IBGE, era de 34.936 habitantes em julho de 2020. Está a 406 km de Belo Horizonte.(fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
6ª - Minas Novas
De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2020, sua população é de 31.497 habitantes. Minas Novas tem o 8º maior PIB do Jequitinhonha, com um grande potencial de desenvolvimento. Está a 500 km de Belo Horizonte.(fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
7ª - Novo Cruzeiro
Sua população estimada pelo IBGE, em julho de 2020, é de 31.335 habitantes. Distante da capital a 494 km, famosa por realizar uma dos mais importantes festivais de Cachaça no Estado e por sua grande importância histórica para a região, guardando relíquas do patrimônio da antiga Ferrovia Bahia-Minas.(foto de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
8ª - Jequitinhonha
Sua população estimada em 2020 é de 25.474 habitantes, pelo IBGE.O topônimo "Jequitinhonha" é de origem indígena e tem o significado de "rio largo e cheio de peixes". Fica a 690 km de Belo Horizonte.(foto acima do José Ronaldo)
9ª - Pedra Azul
Sua população em 2020 está estimada em 24.329 habitantes, pelo IBGE. Distante 720 km de Belo Horizonte, Pedra Azul é uma cidade histórica, com sua arquitetura Barroca do final do século XIX e principalmente eclética, erguidos no início do século XX. (fotografia enviada pelo João Avelar)
10ª - Caraí
Sua população, segundo o IBGE em 2020 é de 23.780 habitantes. A charmosa e atraente cidade de Caraí está a 536 km de Belo Horizonte. (fotografia acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)

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