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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Em berços de cuité...

Por Múcio Furtado*
Pois é...Minas tem dessas coisas, esses trens que marcam a vida da gente... lá nas Minas Gerais tem muita pinga, é verdade... mas tem “pingo” também... sim senhor, “pingo”! 
          Desses que gotejam, por desconcertantes, minuciosas eternidades... pois que esses recônditos mineiros guardam suas magias, quebrantos e encantos... embutidos em alquimias quase medievais e insondáveis segredos coloniais... pois é, foi alí mesmo que nasceu, sabe-se lá como, o impenetrável “pingo”, aconchegado em seu berço de cuité... embalado por sinfonias de ocultas cascatas na portentosa serra da Canastra... enfeitado com sempre-vivas nas altitudes do Serro, alí pelos costados de Diamantina, onde mais de um bandeirante, entre delírios de turmalinas, se perdeu... velado na serra do Salitre por queijeiros de fala mansa e olhar enviesado.... 
          Gota a gota, nas frescas, silenciosas madrugadas do verão ou no frio do úmido inverno mineiro, lá vem deslizando o “pingo”... pachorrento, suave... escapando lentamente de cada queijo em abundancia de fermentação por sabe Deus que micróbios estranhos... 
          Tímidos uns , ousados outros... mas astutos, matutos todos, em sua microscópica mineirice...! 
          Nas profundezas do cristalino fluido, embriagados em seus desarvorados festins de carboidratos, azedos e rabugentos lactobacilos se dividem em eterno desdém...enquanto que roliços lactococos espreitam, ciosos e ansiosos, distraídos dissacarídeos em fugaz transição molecular...e é assim, gente minha, que o “pingo” antes verdoso, cheiroso e doce, agora multiplicado, cindido e povoado, se apresenta em roupagens de alta acidez e deprimentes pH`s... 
         Levado pelas sagradas mãos de ressabiados queijeiros, com suas manhas e caprichos de perdidas gerações, lá vai o garboso “pingo” inundar de colonias globais o fresco leite das manhãs mineiras... 
          Na vetusta bancada , talhada no melhor jacarandá das matas de outrora, repousam singelas formas, benzidas em misteriosas rezas por sisudos reverendos com suas emboloradas batinas de antanho...
          Nelas, o sal cristalino e grosso abençoa o novo queijo , alvo em seus frescores de inocência... e dele segue gotejante, jacarandá afora, o “pingo”, em sua perene ciranda de nascer, fermentar e renascer, rumo ao cuité de seus segredos...
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*Múcio Furtado é mineiro natural de Carrancas MG e mora atualmente em Valinhos SP. Mestre Queijeiro, viaja o mundo dando palestras e ensinando a fazer queijo. Autor de 11 livros sobre Queijos, é PhD formado pela Michigan State University dos Estados Unidos.
A foto acima é também de autoria de Múcio Furtado,feita em Ibiá MG, Alto Paranaíba

terça-feira, 29 de maio de 2018

As 20 menores cidades de Minas Gerais

Você vai saber quais são as 25 menores cidades de Minas, em número de habitantes , segundo dados do IBGE em 2019. São cidades pequenas, pacatas com lindas paisagens e por assim serem, oferecem uma ótima qualidade de vida a seus moradores. São cidades típicas de Minas, com arquitetura típica, ótima culinária, povo simples, hospitaleiro. (A imagem acima, de autoria do Barbosa, mostra a ponte construída há quase um século sobre o Rio Santo Antônio na cidade de Santo Antônio do Rio Abaixo, na região Central do Estado de Minas Gerais)
20º Senador Cortes
São 2005 habitantes. Distante 365 km de Belo Horizonte, Senador Cortes (na foto acima de autoria de Mazinho) pertence a Zona da Mata Mineira e faz divisa com os municípios de Argirita, Maripá de Minas, Mar de Espanha, Santo Antônio do Aventureiro, Guarará, Além Paraíba.
19º Água Comprida
São 1999 habitantes. Distante 525 km de Belo Horizonte, Água Comprida (na foto, arquivo site da Prefeitura Municipal) pertence ao Triângulo Mineiro. Recebe este nome por conta da existência de um riacho, que corta grande extensão do município. Faz divisa com os municípios de Uberaba e Conceição das Alagoas.
18º Serranos
São 1963 habitantes. Distante 380 km de Belo Horizonte, Serranos (na foto acima de Raymundo P. Netto) fica pertence a micro região de Conselheiro Lafaiete e faz divisa com os municípios de Aiuruoca, Andrelândia, Minduri, São Vicente de Minas, Seritinga.
17º Queluzito
São 1939 habitantes. Distante 115 km de Belo Horizonte, Queluzito (na foto acima de Rogério Santos Pereira) pertence a região Central Sul do Estado. Faz divisa com os municípios de Conselheiro Lafaiete, São Brás do Suaçuí, Entre Rios de Minas, Casa Grande, Cristiano Otoni.
16º Douradoquara
São 1908 habitantes. Distante 514 km de Belo Horizonte, Douradoquara (na foto acima, arquivo Prefeitura Municipal) pertence a região do Triângulo Mineiro e faz divisa com os municípios de Catalão (GO), Monte Carmelo, Grupiara, Abadia dos Dourados.
15º Tapiraí
São 1875 habitantes. Distante 273 km de Belo Horizonte, Tapiraí (na foto acima de Pedro Resende) pertence a região Oeste de Minas e faz divisa com os municípios de Bambuí, Córrego Danta, Campos Altos e Medeiros.
14º Seritinga
São 1851 habitantes. Distante 380 km de Belo Horizonte, Seritinga (na foto acima de Átila Vilela Vitolo Nascimento) é uma pequena cidade situada a três quilômetros da BR 267 que liga as cidades de Caxambu à Juiz de fora, cidade com povos descendentes de italianos, portugueses, árabes, dinamarqueses, etc. Pertence a região Sul de Minas e faz divisa com os municípios de Serranos, Aiuruoca, Liberdade, Carvalhos, Andrelândia.
13º Pedro Teixeira
São 1807 habitantes. Distante 259 km de Belo Horizonte, Pedro Teixeira (na foto acima de Ricardo Daniel Jacyntho) pertence a região da Zona da Mata Mineira e faz divisa com os municípios de Bias Fortes, Lima Duarte, Juiz de Fora
12º Consolação

São 1783 habitantes. Distante 436 km e Belo Horizonte, Consolação (na foto acima de Rosana Costa) pertence a região Sul de Minas e faz divisa com os municípios de Cachoeira de Minas, Conceição dos Ouros, Paraisópolis, Córrego do Bom Jesus e Cambuí.
11º Santo Antônio do Rio Abaixo
 São 1765 habitantes. Distante 190 km de Belo Horizonte, Santo Antônio do Rio Abaixo (na foto acima do Barbosa) pertence a região Central Norte e faz divisa com os municípios de Conceição do Mato Dentro, Morro do Pilar, São Sebastião do Rio Preto.
10º Olaria
São 1747 habitantes. Distante 325 km de Belo Horizonte, Olaria (na foto acima de Ricardo Daniel Jacyntho) pertence a região da Zona da Mata Mineira e faz divisa com os municípios de Lima Duarte, Bom Jardim de Minas, Rio Preto.
9º Passabém
São 1649 habitantes. Distante 160 km de Belo Horizonte, Passabém (na foto acima do Barbosa) pertence a região Central Mineira e faz divisa com os municípios de Ferros, Santa Maria de Itabira, São Sebastião do Rio Preto, Itambé.
8º Antônio Prado de Minas
São 1598 habitantes. Distante 400 km de Belo Horizonte, Antônio Prado de Minas (na foto acima de Bruno Estevão Imagens Aéreas) pertence a região da Zona da Mata Mineira, na divisa com o Rio de Janeiro. Faz divisa com os municípios de Eugenópolis, Tombos, Itaperuna (RJ), Natividade (RJ), Porciúncula (RJ)
7º Paiva
São 1529 habitantes. Distante 228 km de Belo Horizonte Paiva (na foto acima de Jorge A. Ferreira Jr.) é uma das menores cidades em área em Minas Gerais, com apenas 64 km². Sua população ocupa-se economicamente de agricultura e pecuária. Pertence a região da Zona Mata Mineira e faz divisa com os municípios de Aracitaba; Oliveira Fortes; e Mercês.
6º Doresópolis

São 1527 habitantes. Distante 249 km de Belo Horizonte, Doresópolis (na foto acima, da Prefeitura Municipal) pertence a região Oeste de Minas e faz divisa com os municípios de Bambuí, Piumhi, Pains, Iguatama.
5º São Sebastião do Rio Preto
São 1506 habitantes. Distante 169 km de Belo Horizonte, São Sebastião do Rio Preto (na foto acima do Barbosa) pertence a região Central Norte Mineira e faz divisa com os municípios de Passabém, Santo Antônio do Rio Abaixo, Conceição do Mato Dentro, Itambé do Mato Dentro, Ferros e Morro do Pilar.
4º Senador José Bento
São 1502 habitantes. Distante 420 km de Belo Horizonte, Senador José Bento (na foto de Edson de Oliveira) pertence a região Sul de Minas e faz divisa com os municípios de Congonhal, Ipuiúna, Borda da Mata.
3º Grupiara
São 1388 habitantes. Distante 810 km de Belo Horizonte, Grupiara (na foto acima de autoria no momento não identificada) pertence a região do Triângulo Mineiro e faz divisa com os municípios de Douradoquara, Monte Carmelo e Estrela do Sul.
2º Cedro do Abaeté
São 1164 habitantes. Distante 230 km de Belo Horizonte, Cedro do Abaeté (na foto acima de Cléber Silva de Morais) pertence a região Central Mineira e faz divisa com os municípios de Abaeté, Paineiras, Tiros, Quartel Geral.
1º Serra da Saudade
São 781 habitantes. Distante 230 km de Belo Horizonte, Serra da Saudade (na foto acima de Sueli Santos) é a menor cidade, em número de habitantes no Brasil, segundo o IBGE. Pertence a região Centro Oeste de Minas e faz divisa com os municípios de Dores do Indaiá, Quartel Geral, São Gotardo e Estrela do Indaiá.
Por Arnaldo Silva com dados do IBGE 2019

segunda-feira, 28 de maio de 2018

O Casarão de Santo Antônio em Esmeraldas

O imponente Casarão de Santo Antônio é uma construção datada do século XIX com todas as características coloniais da época, hoje preservadas, graças ao tombamento e posterior restauração. É um bem tombado pelo município de Esmeraldas em 1989. Em 25 de agosto 2004, seu valor histórico foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA), sendo tombado nesta data. Está localizado próximo ao povoado de Urucuia, a 4 km do centro de Esmeraldas, cidade com cerca de 75 mil habitantes, distante 60 km de Belo Horizonte.
          O casarão (na foto acima de Leandro Durães) foi residência de José Teixeira da Fonseca Vasconcelos, o visconde de Caeté. (nasceu em Santa Quitéria, c. 1770 — faleceu em Caeté, 10 de fevereiro de 1838), foi um proprietário rural, juiz de fora e político brasileiro. Formou-se em direito e medicina na Universidade de Coimbra.José Teixeira da Fonseca Vasconcelos foi um dos responsáveis por pressionar o futuro imperador D. Pedro I que no dia 9 de janeiro de 1822 permanecesse no país e não partisse para Portugal, e que ficou conhecido como o dia do fico.Foi o primeiro presidente da província de Minas Gerais e senador do Império do Brasil, de 1826 a 1838.
Saint-Hilaire deixou registrada sua impressão sobre o visconde.
"Eu me hospedei na Capital do Rio das Velhas (Sabará) na casa do Senhor José Teixeira, então Juiz de Fora e Intendente do Ouro [...] O Sr. Teixeira é um homem de quarenta e alguns anos, rico e uma figura bastante gentil. Nascido nas Minas, ele fez os seus estudos em Coimbra e sua conversação era muito agradável. É raro ter uma reputação melhor que Sr. José Teixeira tem, em todo ponto que se vai, ele é reconhecido pelo seu saber e pela sua humanidade, seu desinteresse, sua candura, seu amor pela justiça, sua visão e patriotismo por seu pai."
O cônego José Marinho também escreveu:
"[...] deve ser considerado o patriarca mineiro da independência. É mui digno que foi de José Bonifácio. O discurso que proferiu na presença de D. Pedro é, sem dúvida, mais vibrante e caloroso que o proferido pelo grande paulista."

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Conheça Pedra Grande

Pedra Grande é um pitoresco e pacato distrito de Almenara MG, no Vale do Jequitinhonha. Pedra Grande, a mão do Criador em prol da natureza exuberante.
     O Distrito de Pedra Grande, município de Almenara, Nordeste de Minas Gerais, é desses lugares onde existe uma sinergia inigualável, onde também o Supremo Criador foi de uma Bondade infinita, proporcionando naquele cenário bucólico, uma natureza singular no planeta terra.    
   Ali, se observarmos bem, flui uma energia poderosa, naturalmente, tanto de sua gente acolhedora quanto das rochas que cercam aquela lugar.  
     A pedra, alias, as pedras, localizadas a poucos metros do perímetro urbano, são monolitos de rara beleza, formados por dois tipos de rochas distintas, qual seja à base de gnaisse e o topo de granito. 
     Conhecer Pedra grande nos dá uma sensação de que o Criador (Deus todo Poderoso) gastou algumas horas para emoldurar paisagem tão linda, cuja mão do homem entrou em certa ocasião para elevar casarões também de beleza singular. Conta, os mais antigos, que o lugar era paragem para os tropeiros que vinham do Sul da Bahia rumo ao Nordeste de Minas, principalmente com destino a Almenara, Nanuque, Teófilo Otoni e outras cidades de Minas Gerais. Comenta-se, e é fato verídico, que na década de 70 do Século passado, alguns alpinistas, vindos do Rio de Janeiro, escalaram a pedra mais aguda, conhecida como pé-da-pedra, numa subida que foi acompanhada atentamente pelos moradores, assim como descreve Dona Gildete Fernandes e o Sr. Noildo Justiniano Moreira, crianças à época, que não tinham noção da aventura humana naquela época inesquecível. 
   Hoje, depois de quase quatro décadas, eis o Distrito de Pedra Grande ganhando visibilidade, a atrair muita gente para seu aconchego, através do Encontro dos Pedragrandenses e Amigos, projeto idealizado pela Associação Comunitária dos Moradores de Pedra Grande – ASCOMPEG, tendo o apoio de toda coletividade, causa abraçada com fervor pelo vereador Israel Silva Araújo e tantos outros filhos da terra. É sonho - e pode se tornar realidade - rapel, ou uma tirolesa , de uma pedra a outra, num percurso de 800 metros, das pedras (vamos nomeá-las de Zumba e Mandela, em homenagem a Zumbi dos Palmares e Nelson Mandela), para atrair aventureiros de todo o Brasil e do Mundo. 
   Garanto que, diante do cenário maravilhoso, achemos apoiadores para essa, como diríamos, tarefa hercúlea, que naturalmente motivará o turismo na nossa querida Pedra Grande. As fotos captadas por mim durante visitas à comunidade servem de inspiração para sonharmos mais alto. Textos e fotos enviados por João Avelar

terça-feira, 22 de maio de 2018

A origem do nome de Barbacena

(Por Arnaldo Silva) Sua população estimada atualmente é em torno de 150 mil habitantes e está na região dos Campo das Vertentes. (fotografia acima de Wagner Rocha) É um grande produtor de frutas e de flores. Se destaca como centro de ensino, com expressiva influência regional, tendo também um comércio diversificado. Barbacena fica na Serra da Mantiqueira. Dista 169 quilômetros da capital do estado, Belo Horizonte. 
          Barbacena é uma das mais belas e antigas cidades de Minas. (foto ao lado de Januário Basílio)
Foi fundada em 14 de agosto de 1761. Tem história e participação ativa nos principais fatos históricos do Brasil Colonial, Imperial e Republicano. Mas porque o nome Barbacena?
          Em Elvas, na região do Alentejo, em Portugal, tem uma povoação cuja origem e história se perde nos séculos. Seus primeiros habitantes foram os bárbaros, dai a denominação "Bárbaris Sena" ou seja, "Povoação de Bárbaros. Essa povoação foi vila e sede de concelho entre 1273 e 1837. Era constituída apenas pela freguesia da sede e tinha 832 habitantes em 1801. O Rei de Portugal Dom Sancho II elevou o povoado a Vila. Coube ao Rei Dom Manuel reconhecê-la como Vila em 1808, sendo denominada Barbacena. Em 1936, Salazar inaugurou em Barbacena a primeira casa do povo de Portugal.Em 2011 contava com 663 habitantes. Em 2013 o distrito foi extinto e agregado à freguesia de Vila Fernando, formando uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Barbacena e Vila Fernando, da qual Barbacena é a sede.
          A Barbacena portuguesa localiza-se a 15 km de Elvas, 7 km de São Vicente e Ventosa, 5 km de Vila Fernando, 20 km de Monforte, 9 km de Santa Eulália, 22 km da Espanha e 220 km de Lisboa.
 A Barbacena mineira antiga. Desconhecemos o autor da imagem
          Agora vamos ao que interessa. Por qual motivo temos em Minas uma cidade com esse nome também?

          A Barbacena mineira se chamava Arraial da Igreja Nova. Em 14 de agosto de 1791 foi criada a Vila e erigido o Pelourinho. (a imagem ao lado mostra escravos em dia de Festa do Reinado em frente a senzala em uma fazenda não identificada em Barbacena no ano de 1884, de autoria de Ruy Santos.) 
          Nessa época governava a Província das Minas Gerais era o Visconde Luiz Antônio Furtado de Mendonça que era português, natural de Barbacena. Por isso nome escolhido foi Barbacena, em homenagem ao Visconde de Barbacena.
          Visconde na época era um título de nobreza inferior ao de conde e superior ao de barão. Cabia ao visconde substituir o conde na administração do seu condado. Em outras palavras era o vice imediato do conde. 
          Luiz Antônio Furtado de Mendonça era Visconde de Barbacena, em Portugal. Um homem culto, inteligente, especialista em ciências e mineralogia, tendo também participação ativa na repressão da Coroa Portuguesa ao movimento da Inconfidência Mineira. Retornou a Portugal e lá ficou, mesmo com a fuga do Rei e nobres portugueses em 1808, quando Portugal foi invadida e dominada por Napoleão Bonaparte, permaneceu em sua terra, sendo preso pouco tempo depois pelos franceses. 

sábado, 19 de maio de 2018

Itamarandiba: uma das mais antigas cidades de Minas

Com 345 anos de existência, Itamarandiba (foto acima de Sérgio Mourão a Igreja de São João Bastista) foi fundada em 24 de junho de 1675, sendo a primeira localidade do Vale do Jequitinhonha. Inicialmente conhecida como São João Batista, o então povoado foi elevado a distrito em 1840, emancipando-se, finalmente em 1862. Diferente das cidades históricas de Minas, Itamarandiba teve influência em sua povoação não só portuguesa, mas francesa e alemã. No município ainda há inscrições pré-históricas situadas no Sítio Arqueológico de Campos das Flores, no distrito de Penha de França. A etimologia da palavra é de origem indígena e significa "pedra miúda que rola juntamente com as outras". 
          É a capital mineira do mel e também a capital brasileira do eucalipto, por ser a maior produtora das mudas planta e por ter parte de seu território cobertos pelo eucalipto. (foto acima de Sérgio Mourão)
          Sua população, de acordo com estimativa do IBGE, era de 34 735 habitantes em 2019. Faz divisa com os municípios de Aricanduva, Carbonita, Capelinha, Senador Modestino Gonçalves, Veredinha, Rio Vermelho, São Sebastião do Maranhão, Coluna, Frei Lagonegro , Felício dos Santos e São Pedro do Suaçuí. Distante 406 km de Belo Horizonte, o município que possui extensa e diversificada base territorial. Situa-se no Alto Vale do Jequitinhonha, sendo um dos principais municípios dessa região. Itamarandiba estende-se sobre os domínios do bioma Mata Atlântica — a leste — e Cerrado. O relevo é marcado pelas grandes chapadas e pela Serra do Espinhaço — Reserva da Biosfera — UNESCO.
          Sua arquitetura de inspiração portuguesa é secular colonial como  Casarões da Rua Padre João Afonso, Largo do Souza, Rua Tiradentes, Igreja de Nossa Senhora do Rosário, na Praça Dr. Alphonso Pavie, entre outros imóveis na região central da cidade, assim como outros em diferentes localidades do município.e a cidade  tem conquistado ao longo dos anos, boa infraestrutura urbana. (foto acima de Sérgio Mourão e na foto abaixo, paisagem rural de Itamarandiba, fotografada pelo Lucas Alves)
Turismo
          Itamarandiba é um dos municípios integrantes do Circuito das Pedras Preciosas e pleiteia sua integração à Estrada Real, tendo em vista seu pertencimento histórico. O município possui grande potencial turístico ocioso. O evento anual "Expoita", Exposição Agropecuária de Itamarandiba, é considerado uma das maiores festas da região, sempre realizada no Parque de Exposições do município, cujo espaço tem sofrido reparos a cada evento e sido palco de apresentações de celebridades da música sertaneja como Daniel, Chitãozinho e Xoróro, entre outros, reunindo grande público e mostras empresariais. A paixão declarada dos itamarandibanos pelas motos reflete nos grandes eventos do gênero realizados na cidade. 
          A primeira localidade do Vale do Jequitinhonha, Itamarandiba possui 343 anos e historiografia peculiar, apresentando um rico calendário de manifestações culturais como a Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, encenações da Semana Santa, Corpus Christi, entre outras de valores históricos e religiosos. A cidade também promove um dos melhores carnavais da região, que movimenta a cidade e atrai visitantes de várias cidades vizinhas. (foto acima de Sérgio Mourão)
Igrejas
O município de Itamarandiba abriga belos templos. 

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário (na foto acima de Sérgio Mourão) está localizada no centro da cidade e cria um belo cenário com a vegetação e a nascente do córrego bexiga, quando vista a partir da Praça da Matriz. 
A Igreja de Nossa Senhora da Penha, no Distrito de Penha de França, chama a atenção pelo belíssimo altar e pela fachada (na foto acima de Sérgio Mourão)
A Igreja Matriz de São João Batista , sofreu um incêndio em abril de 1999, quando foi totalmente devastada pelas chamas ao longo de quatro dias, tendo a causa do incêndio atribuída a um curto circuito na rede elétrica que teria começado no altar mor. A construção em estilo barroco contava com mais de 234 anos e era a mais imponente edificação da cidade. A nova Matriz de Itamarandiba, foi construída no mesmo local. 
Outros templos católicos na cidade são as igrejas de São Sebastião, do Bom Jesus, de Santa Luzia e a de São Cristóvão, esta última edificada pela comunidade do Bairro Florestal como homenagem das centenas de caminhoneiros do município.
Feira de Itamarandiba
          Ponto de encontro do itamarandibano, a tradicional e secular Feira de Itamarandiba é sempre realizada aos sábados, reunindo a comunidade itamarandibana e a de diferentes municípios da região. (na foto acima de Sérgio Mourão) O Mercado Municipal está localizado na principal praça da cidade, a Praça dos Agricultores; considerada uma das principais feiras populares do nordeste mineiro, os produtos comercializados são, na sua maioria, oriundos da agricultura familiar além da diversidade de produtos do cerrado e de espécimes da Mata Atlântica. 
          O artesanato do Vale do Jequitinhonha é também atração no local. (na foto acima de Sérgio Mourão) Atualmente Itamarandiba conta com a Feira do Artesanato, também conhecida como Forró dos Velhos, realizada toda quinta-feira e contando com típicos artesanatos e culinária caseira, além de muita música e alegria.
Culinária
          A Culinária é tradicionalmente mineira e remonta suas características do Período Colonial. São pratos comuns o tropeiro, a costelinha de porco com angu, a canjiquinha, o frango com quiabo, além de frutos do Cerrado como o pequi, sendo possível apreciá-los em diversos pontos da cidade.(foto acima de Sérgio Mourão) Assim como Minas, o fogão à lenha, o pão de queijo e o cafezinho estão presentes em Itamarandiba, aliados à hospitalidade.
Distrito de Penha de França

          O tricentenário Distrito de Penha de França (na foto acima de Sérgio Mourão) já foi, no passado, pertencente à comarca de Diamantina. Fundado por franceses e alemães, sua história possui intimas ligações com o trajeto de tropeiros e a exploração mineral. O Distrito, moldurado pela Serra do Espinhaço, reúne características do período colonial brasileiro, além de Cachoeiras (na foto abaixo de Sérgio Mourão), o Sítio Arqueológico de Campos da Flores - Sinais Rupestres, religiosidade e clima de montanha. 
          O Distrito atrai pesquisadores de vários lugares do mundo, devido à variedade de espécies vegetais endêmicas. Uma das grandes figuras brasileiras que visitou o distrito, foi o mártir da Inconfidência Mineira, Tiradentes, que se hospedou no distrito por 60 (sessenta) dias. (foto abaixo de Sérgio Mourão)
          Além de Penha de França, pertence a Itamarandiba os distritos de Contrato, Padre João Afonso e Santa Joana
Parque Estadual da Serra Negra
          O Parque Estadual da Serra Negra (na foto acima de Sérgio Mourão) é uma das mais belas unidades de conservação do nordeste de Minas Gerais. A unidade de conservação (fechada) foi criada em 1998 a partir do Decreto nº 39.907 de 22 de setembro de 1998. Sua área é de 13.654 ha e tem, como representativo de sua fauna e flora, o Lobo Guará e as Canelas D'ema Gigantes, respectivamente, são dois símbolos da unidade de conservação. De grande exuberância e de importância vital para os Vales do Jequitinhonha e Rio Doce, o Parque Estadual da Serra Negra é um atrativo a parte em Itamarandiba e compõe o Mosaico do Espinhaço Meridional de unidades de conservação.
Fonte parcial: Wikipédia

Andrelândia: cidade histórica mineira

Andrelândia é uma das poucas cidades mineiras onde você pode encontrar as tradições e o estilo de vida rural e urbano ao mesmo tempo. Uma amostra dessa singularidade da cidade é a Carreada de Bois, uma mistura de tradição rural,com a religiosidade urbana como podemos ver na foto acima de Cláudio Alves Salgado.
A cidade do Sul de Minas está a 300 km distante de Belo Horizonte e tem cerca de 15 mil habitantes. ( foto acima de Rafael Siqueira) Foi fundada em 20 de julho de 1868 com o nome de Vila Bela do Turvo e a partir de 19 de setembro de 1930, permanece sua denominação atual, em homenagem ao fazendeiro André da Silveira, um dos primeiros a se instalar na região.
A cidade tem grande tradição em turismo. (foto acima de Rafael Siqueira) Muitos de seus antigos casarões são considerados patrimônio histórico municipal.Outros destaques são as festas religiosas, como a Festa de São Sebastião, Folia de Reis, Semana Santa, Festa de São Benedito, Corpus Christi e a festa da padroeira, Nossa Senhora do Porto, em agosto.
A arquitetura da cidade é destaque em seus casarões centenários (foto acima do Instituto Estrada Real) , através de ações da prefeitura e de outros órgãos, que se preocupam com a preservação da história do município. Em suas antigas construções se destacam as igrejas e capelas, muitas erguidas no estilo barroco. Essas são as principais igrejas de Andrelândia.
Igreja de Nossa Senhora do Porto da Eterna Salvação:(na foto acima de Marcelo Lagatta) é uma igreja católica do estilo barroco, construída por André da Silveira no centro do município. Foi planejada pelo arquiteto Lúcio Costa no final do século XVIII. No ano de 1890, o padre Francisco Severo Malachias realizou a primeira mudança na arquitetura da igreja. Até aquele ano, ela era desprovida de torre. Construiu-se uma torre baixa, posta à esquerda do prédio, que durou até 1918. Entre 1904 e 1913, foram feitos uns reparos, mas, somente para conservação. Em 1991, foram realizadas as últimas modificações: a troca do madeirame, renovação da pintura geral e alguns retoques necessários à conservação do templo.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário: há muitas conjeturas sobre a época em que foi construída a igreja, porém, pode-se crer que a sua construção não aconteceu antes de 1817, data em que, por comando de D. João VI, rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, que estava hospedado no Rio de Janeiro, juntamente com a família real, fugindo às invasões napoleônicas na Europa, foi concedida a autorização para os escravos construírem a igreja.
Igreja de São Benedito: está localizada no bairro do Areão. Foi construída sob a orientação do padre José Tibúrcio e sua história pode ser conhecida fielmente através das palavras do próprio vigário num texto que ele preparou às vésperas da consagração desse templo. (foto da Igreja de São Benedito ao lado de autoria de Rafael Siqueira)
Foi inaugurada no dia 27 de setembro de 1936, quando a imagem do padroeiro, São Benedito, foi transladada da Igreja Matriz para lá, onde permaneceu até a derrubada da capela e consequente construção da atual igreja. Possui arquitetura moderna, imitando o gesto acolhedor de Jesus Cristo.
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Atualmente o município vem se destacando em seu turismo. Muitos de seus casarões construídos nos séculos XVII e XVIII viraram patrimônio histórico da cidade. Muitas de suas praças e igrejas também conservam o estilo barroco da época do desbravamento da região. Além disso, Andrelândia também vem desenvolvendo seu turismo rural. As principais atrações são as fazendas antigas, muitas do Século XVIII.(foto abaixo de Rafael Siqueira)
O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural andrelandense. Em várias partes do município, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Esta diversidade torna o artesanato andrelandense, rico e criativo. A Associação dos Artesãos de Andrelândia reúne diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. São produzidos especialmente colchas e caminhos de mesa de crochê, flores produzidas com folha de milho seca, peças produzidas com teares, dentre outras. (Fonte das informações: Wikipédia)

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