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domingo, 30 de maio de 2021

4 igrejas mineiras entre as 10 mais bonitas do Brasil

(Por Arnaldo Silva) A agência espanhola Civitalis, empresa que atua na área de distribuição on-line de visitas guiadas, excursões e atividades nos principais destinos turísticos do mundo, aponta Minas Gerais como o estado detentor do maior número de igrejas, entre as 10 igrejas mais bonitas do Brasil. No ranking da Civitalis, divulgado recentemente, consta quatro igrejas mineiras, na lista das mais bonitas do Brasil, localizadas nas cidades de Belo Horizonte, Sabará, Ouro Preto e Congonhas.
          São as Igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte, a Basílica Menor de Nossa Senhora do Pilar, em Ouro Preto, a Igreja de Nossa Senhora do Ó em Sabará e o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas (na foto acima do Wilson Paulo Braz/@paulobraz, o altar do Santuário de Congonhas)
          
Completam a lista do ranking das 10 mais bonitas igrejas do Brasil, segundo a agência espanhola, o Mosteiro de São Bento e a Igreja de São Francisco da Penitência, ambas no Rio de Janeiro; a Capela Dourada, em Recife; a Catedral da Sé, em São Paulo; a Igreja e Convento São Francisco, em Salvador e a Catedral Metropolitana de Brasília.
- A Basílica do Bom Senhor Jesus de Matozinhos
          Fica em Congonhas, a 88 km de Belo Horizonte. Todo o conjunto em torno da Basílica, foi reconhecido pela Unesco, como Patrimônio Mundial da Humanidade, em 1985. Construído em etapas, entre os anos de 1757 e 1875, o conjunto forma uma das mais impressionantes obras de arte barroca do mundo. Durante os anos de sua construção, vários artistas e arquitetos, deram sua contribuição. (fotografia acima Wellington Diniz)
          Entre esses artistas, está Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. O Mestre do Barroco Mineiro trabalhou na construção do Basílica e seu conjunto, de 1796 a 1805.
          São 66 imagens sacras, representando a Paixão de Cristo e as esculturas dos 12 profetas, esculpidas em pedra sabão, formando um conjunto com 78 obras, esculpidas pelo Mestre Aleijadinho. O Mestre do Barroco Mineiro deixou, no Santuário de Congonhas, um dos mais completos conjuntos de obras do planeta, em expressão e originalidade. (na foto acima do Josiano Melo, detalhes da Santa Ceia, obra do Aleijadinho em tamanho original)
          Para esculpir as feições dos personagens retratados nas 78 peças, Aleijadinho se inspirou em gravuras, que vieram de Portugal e chegaram às suas mãos. Eram pinturas sacras de artistas italianos dos séculos XV ao século XVIII. Nessas gravuras, os artistas italianos retratavam os personagens bíblicos com feições europeias, com vestimentas no estilo de vestir dos homens e mulheres turcas. Isso porque eram com os turcos, que os artistas italianos tinham mais contato, devido uma parte do território turco, estar na Europa. 
          Assim, desenhavam as figuras bíblicas, com as feições dos homens e mulheres europeus, principalmente, da Itália. Para vestir seus personagens, se inspiraram no jeito de vestir dos homens e mulheres turcas. Longas túnicas, com mangas longas, sandálias, turbantes nos homens e véus, cobrindo a cabeça das mulheres, além de barba, cabelos longos e encaracolados, comum dos turcos na época. E se inspirando nesse estilo, Aleijadinho recriava seus personagens bíblicos. (fotografia abaixo do Wilson Paulo Braz)
          A arquitetura do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, teve também inspiração europeia, tendo como base a arquitetura da Igreja de Bom Jesus do Monte, em Braga e no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, ambas cidades portuguesas. Assim, foi criada uma das mais expressivas obras do barroco mundial, unindo traços e detalhes europeus ao estilo e talentos dos artistas do barroco mineiro. O resultado é uma obra única, inigualável e impressionante.
- A Basílica Menor de Nossa Senhora do Pilar
          Fica em Ouro Preto, a 100 km de Belo Horizonte. A Basílica Menor de Nossa Senhora do Pilar é uma das mais autênticas expressões do Barroco Mineiro. Construída em torno de uma pequena capela e ampliada nos primeiros anos do século XVIII, mesmo inacabada, foi inaugurada em 1733. Nos anos posteriores à sua inauguração, foi recebendo ornamentações e outros detalhes, até a conclusão final. É uma das mais ricas em arte barroca e em ouro do Brasil. (fotografia acima de Peterson Bruschi/@guiapeterson e abaixo de Arnaldo Silva)
          São quase meia tonelada de ouro puro, em seus detalhes, altares, ornamentações e talhas, incrivelmente muito bem trabalhadas. A riqueza se explica devido às várias irmandades, que juntas, se uniram para construir a igreja, dedicada à Nossa Senhora do Pilar. Foram décadas de obras, até a conclusão final da igreja, ainda no século XVIII. A imponência, a arte barroca, as impressionantes talhas em ouro, chegam a extasiar, por tamanha beleza.
- Igreja de São Francisco de Assis em BH
          Projetada em 1942 e erguida em 1943, foi o primeiro trabalho expressivo do a arquiteto Oscar Niemeyer. Foi o então prefeito de Belo Horizonte, na época, Juscelino Kubitscheck, que solicitou a Niemayer, o projeto. Uma obra ousada e inovadora para a época, sendo visto como o marco da arquitetura moderna brasileira. A beleza da igreja e de todo o conjunto modernista da Pampulha foi reconhecido pela Unesco, como Patrimônio Mundial da Humanidade, em 2016. (fotografia acima de Elvira Nascimento)
          Uma igreja singela, simples e ao mesmo tempo, rica em detalhes arquitetônicos em suas curvas, simbolizando as montanhas de Minas Gerais. Completando a riqueza e beleza da igreja, estão os painéis azuis e brancos, de Cândido Portinari e o charme dos jardins projetados pelo paisagista, Burle Marx.
- A Igreja de Nossa Senhora do Ó
          Fica em Sabará, a 20 km de Belo Horizonte. A pequena igreja, retrata bem o estilo Nacional Português: simples por fora, e de uma riqueza impressionante, por dentro. Foi construída entre 1717 e 1720, numa época que a identidade barroca mineira, ainda estava nascendo. (fotografia acima de Thelmo Lins)
          A construção e ornamentação da igreja teve a contribuição de artistas e arquitetos. O mais importante e mais marcante desses artistas, foi Jacinto Ribeiro, pintor de artes sacras. Nascido em Goa, na Índia portuguesa era um profundo conhecedor da cultura e vida de Macau, antiga colônia portuguesa, hoje pertencente à China, além da cultura e arte portuguesa. Veio para o Brasil em 1711, passando a viver em Minas Gerais, onde deixou suas obras, por várias outras cidades.
          Para pintar suas obras, se inspirava na arquitetura indiana e chinesa. Em Portugal, Jacinto conheceu a arte portuguesa e incorporou em suas obras, o estilo da arte europeia e oriental. Esses estilos, principalmente o chinês, estão presentes na Igreja de Nossa Senhora do Ó, em Sabará. (na foto acima do Thelmo Lins, do altar-mor da Igreja)
          Esse é o diferencial desta igreja. Toda ornamentada e pintada em ouro puro, em tom azul escuro, bordas vermelhas e molduras bem talhadas e douradas. Uma arte impactante ,que deixa extasiado, todos que visitam a igreja. É uma das relíquias da história de Minas e uma das mais bem trabalhadas igrejas do mundo. O interior da igreja é todo revestido em arte pura.
          São essas as quatro igrejas mineiras do ranking da agência espanhola Civitalis. Junto com as outras 6, formam a dezena das mais bonitas igrejas brasileiras, segundo a agência espanhola.
          Vindo à Minas Gerais, vivencie a história do Brasil. Maior parte da história brasileira e do acervo dos tempos do Brasil Colônia e do Império, estão em Minas. Cada cidade mineira, tem história, tem cultura, tem arquitetura, tem tradição, tem religiosidade, tem uma riquíssima gastronomia, com receitas tricentenárias, enfim, em Minas Gerais, você encontra um pouco da história e os maiores tesouros da arquitetura brasileira.

sábado, 29 de maio de 2021

Conheça Salinas

(Por Arnaldo Silva) Salinas conta com cerca de 45 mil habitantes. Está na microrregião do Alto Rio Pardo, no Norte de Minas. Faz divisa com Rio Pardo de Minas, Taiobeiras, Santa Cruz de Salinas, Comercinho, Rubelita, Fruta de Leite e Novorizonte. 
          De Belo Horizonte à Salinas, são 640 km. O aeroporto mais próximo de Salinas, fica em Montes Claros, a 220 km de distância. (fotografia acima de Márcio Pereira/@dronemoc)
          A povoação da região onde está o município, data do século do século XVII e início do século XVIII, quando foram descobertas jazidas de sal. Era um produto raro e de grande valor na época. (fotografia acima do Gil Santos, panorâmica de Salinas)
          Para explorar o mineral, fazendas foram sendo formadas às margens do Rio Pardo e Rio Salinas. Em uma dessas fazendas, foi erguida uma capela, dedicada à Santo Antônio. Em torno da capela foi se formando um pequeno povoado, denominado Santo Antônio de Salinas, devido as jazidas de sal. (fotografia acima de Gil Santos)
          O povoado cresceu, foi elevado à distrito, pertencente a Rio Pardo de Minas, em 1833. Em 18 de dezembro de 1880, a vila foi elevada a município, através de Lei Provincial. E finalmente, elevada à cidade emancipada, em 4 de outubro de 1887. Em 1923, o nome da cidade deixou de ser Santo Antônio de Salinas, para ser somente, Salinas. A data de 18 de dezembro de 1880, é comemorada como a data de fundação de Salinas. (fotografia acima de Gil Santos, a sede da Prefeitura Municipal, e abaixo, uma das várias praças da cidade)
          O clima em Salinas é predominantemente quente, com a temperatura mínima, no inverno, chegando a 18,0°, em média, nos dias mais frios e a 33,0°, em média, no verão. Está inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Jequitinhonha, que forma a Sub-Bacia do Rio Salinas, com os rios Caraíbas, Bananal, Matrona e Salinas.
          O município está numa região de transição entre o Cerrado e a Caatinga, tendo ainda, a presença de matas caducifólias, vegetações típicas do semiárido mineiro, onde está inserido, Salinas. É uma região com chuvas escassas e irregulares, além de clima quente, durante quase todos os meses do ano. Para amenizar os efeitos da seca, as barragens são comuns nas cidades do semiárido mineiro. (fotografia acima e abaixo enviadas pelo Gil Santos/Arquivo da Fundação de Cultura)
          A barragem de Salinas, além de amenizar a falta de água durante a seca, é um dos pontos turísticos da cidade. Um lugar de rara beleza, que atrai turistas e visitantes, diariamente ao local, para simplesmente, relaxar e curtir momentos agradáveis junto à natureza. A quem prefira ainda a prática de esportes náuticos.
          Salinas é uma das mais importantes cidades mineiras, sendo conhecida mundialmente por sua cachaça, inclusive, a bebida faz de Salinas ser oficialmente, a Capital Nacional da Cachaça. O título foi outorgado em 19 de dezembro de 2018, através da Lei Federal 13.773, aprovado pelos deputados federais e promulga pelo Presidente da República. 
          A bebida faz parte da vida e economia do município, deste o século XIX, com a chegada de fazendeiros à região. Além de criarem gado, investiam no plantio de cana-de-açúcar, produzindo cachaças e rapaduras, tornando a cachaça, popular na cidade e região, pela qualidade e sabor. (foto acima e abaixo, de Gil Santos, do Museu da Cachaça de Salinas)
          Entre todas as cachaças produzidas no mundo, a bebida de Salinas tem o diferencial, por ter sabor e aroma, únicos e incomparáveis, que agrada ao mais fino e exigente paladar. Totalmente artesanal e seguindo os mais rígidos processos de produção e qualidade, as cachaças que saem dos alambiques de Salinas, são reconhecidas e premiadas, tanto em nível nacional, quanto, internacional. É patrimônio imaterial do município de Salinas.
          Pela importância da cachaça para a cidade e Minas Gerais, foi criado o Museu da Cachaça, na Avenida Antônio Carlos, 1250, bairro Casa Blanca. A origem, história, produção artesanal, peças, maquinários dos antigos alambiques, livros, fotografias e rótulos antigos, enfim, todas as etapas de produção da bebida, fazem parte do acervo do Museu da Cachaça, que conta ainda com um vasto acervo digital, acessível pela web. 
          O museu conta com ótima estrutura para receber os visitantes com segurança e conforto. Está aberto visitação na terça, quarta e sexta-feira, de 13h30min às 19h e no sábado, de 12h30min às 18h.
          Além da riqueza do Museu da Cachaça, uma outra oportunidade para quem aprecia a bebida, sua história e modo de fazer, é participar do Festival Mundial da Cachaça. Trata-se de um dos mais importantes eventos do Brasil, que atrai gente de todo o país e do mundo. Durante os dias de festa, que acontece sempre em julho de cada ano, a cidade de Salinas, recebe uma média de 15 mil visitantes. (na foto acima do Gil Santos, peças do Museu da Cachaça)
          Além da cachaça, Salinas é também conhecida pela qualidade e sabor inigualável do requeijão moreno. A iguaria é tradicional no interior de Minas Gerais, principalmente nas cidades de sua região de origem, o Norte do Estado. (foto acima de Gil Santos, do requeijão moreno, no Mercado Municipal)
          Feito totalmente de forma artesanal, com leite cru, a famosa iguaria leva dois dias para ficar pronta. Se difere do tradicional requeijão branco e cremoso do Sul de Minas e o de raspas de tacho, do Centro Oeste Mineiro, pelo modo de fazer. Tem como características principais um sabor intenso, massa menos cremosa e a cor escura, adquirida durante o cozimento do creme que fica na camada superior do leite coalhado. Esse creme é cozido até adquirir a cor mais escura, sendo a base para a conclusão do modo de fazer do requeijão. É o chamado requeijão de corte, o popular, Requeijão do Norte de Minas, ou simplesmente, Requeijão do Norte.
          O requeijão moreno é uma das identidades gastronômicas de Salinas, além da carne de sol, produzidos nas fazendas e sítios do município. (na foto abaixo do Gil Santos, as tradicionais quitandas mineiras, feitas em Salinas MG)
          Além disso, por sua história, Salinas preserva as tradições antigas de Minas Gerais, como as festas religiosas e folclóricas mineiras, com a Folia de Reis entre dezembro e janeiro, as festas juninas, preservadas em sua originalidade, com concurso de quadrilhas, comidas típicas e shows musicais.
          Tem ainda uma das mais originais e genuínas festas de Minas Gerais, famosa em todo o Brasil, pelo resgate da tradição original, além de destacar e valorizar a cultura, culinária e artesanato regional.
          É a Festa dos Amigos de Ferreirópolis, distrito de Salinas, tradicional no artesanato em argila e na produção de requeijão. A festividade conta com fogueira de 15 metros de altura, queima de fogos, danças tradicionais das festas juninas, barracas com comidas típicas, mostra de artesanato e shows musicais. (na foto acima da artesã Cláudia Miranda, artesanato em argila de Ferreirópolis)
          Outro lugar interessante para conhecer em Salinas é o Mercado Municipal. Inaugurado em 1972, localizado no Centro da cidade. Abre de segunda a sábado, de 6h às 18 horas, não abrindo aos domingos e nem em feriados. É um dos maiores e melhores mercados do interior mineiro. Como em todo mercado público, encontra-se de tudo, principalmente, os amigos. (foto acima e abaixo de Gil Santos)
          Os mercados, além de reunir o que melhor tem na agricultura familiar das cidades, como queijos, doces, frutas, requeijão, verduras, conservas, carnes, bebidas, artesanatos, etc, reúne também os antigos amigos. Esses espaços, têm como suas características principais, a sociabilidade, por serem espaços democrático, onde todas as classes sociais estão presentes. É um lugar de compras, mas também convício social, informação e cultura. Um ponto de encontro de amigos, que se encontram para conversar e apreciar os tira gostos e bebidas locais.
          Salinas valoriza sua gastronomia, sua religiosidade, suas tradições e também, sua cultura. Na Praça Floriano Peixoto, num prédio em estilo eclético, erguido em 1922, está instalada a Fundação de Cultura (na foto acima do Gil Santos). A fundação foi criada para fomentar a vocação dos salinenses, seja na música, na literatura ou artes cênicas. No local, ainda há um pequeno espaço para apresentações artísticas. A fundação, que fica aberta de 7h às 17 horas, de segunda a sexta-feira.
          Tem ainda em Salinas, as jazidas de sal, sua gastronomia e seu rico e variado artesanato, o Centro de Convenções, seu casario charmoso, belas praças, o Terminal Turístico Rodoviário, como destaques. (na foto acima do Gil Santo, a Rodoviária e abaixo, o Centro de Convenções)
          Salinas é uma cidade charmosa, atraente e seu povo muito acolhedor e hospitaleiro. Conta com uma boa estrutura urbana, um comércio variado, prestação de serviços de boa qualidade, além de pousadas, hotéis e restaurantes, que permitem ao turista e visitante, aproveitar melhor e conhecer a culinária local, as belezas da região  e as tradições de Salinas. Uma cidade que recebe todos os visitantes de braços abertos.
A reportagem teve a colaboração em fotos e informações do Gil Santos, presidente da Fundação de Cultura de Salinas)

quinta-feira, 27 de maio de 2021

O Paraíso Achado em Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) Cortando estrada, em meio a trilhas, fendas abertas pela natureza e matas nativas do Cerrado, está o Paraíso Achado, um complexo turístico formado por matas nativas de Cerrado, cachoeiras, piscinas naturais, trilhas e lagoas.
          Um lugar de impactante e impressionante beleza, achado na cidade de Capitólio MG, distante 280 km de Horizonte, no Sudoeste de Minas Gerais. O acesso a Capitólio é pela MG-050. (fotografia acima João Batista de Souza)
          Conhecida como a Rainha do Lago de Furnas, Capitólio é um dos mais badalados e atraentes pontos turísticos de Minas Gerais. De Capitólio, até o Paraíso Achado, são cerca de 38 km.
          O Paraíso Achado fica na Fazenda Córrego da Capivara, uma propriedade particular, com cerca de 400 hectares.
          No final de 2019, os proprietários, abriram a fazenda para exploração do turismo sustentável e vem investindo aos poucos em melhorias estruturais, para oferecer segurança e conforto aos turistas que visitam diariamente o Paraíso Achado.
         O lugar é muito bem sinalizado, muito limpo e muito bem cuidado pelos os proprietários, que tem preocupação com a preservação da fauna e flora local, incentivando o turismo sustentável, onde as pessoas desfrutam da natureza, respeitando-a, em todos os sentidos. (fotografia acima do Guia de Turismo @percio_passeioscapitolio)
          Para garantir a preservação do Paraíso Achado, é cobrada uma taxa de manutenção por pessoa, para entrar na área. (na foto acima do João Batista de Souza, banheiros do Paraíso Achado)
          Com isso, melhorias vêm sendo feitas no local, permitindo maior conforto e segurança dos usuários, como estacionamento, banheiros, corrimões e uma pequena lanchonete. (fotografia acima do Guia de Turismo @percio_passeioscapitolio)
          Pelos caminhos que levam ao Paraíso Achado, encontra-se cachoeiras e cascatas paradisíacas, que formam poços de águas limpíssimas e refrescantes, como as formadas pelo Córrego da Capivara, além de enormes paredões de pedras e fendas abertas há milhões de ano, pela ação natural. (foto acima de João Batista de Souza)
          O Paraíso Achado é um lugar ótimo para os amantes da natureza, tanto para o que buscam paz e sossego, bem como para que gostam de uma vida mais intensa, já que o lugar conta com trilhas e condições para a prática de rapel, canionismo, trekking, etc. (fotografia acima do Guia de Turismo @percio_passeioscapitolio)          O Paraíso Achado é tão lindo e faz jus ser chamado de paraíso. Quem conhece, quer voltar. Um lugar de raríssima beleza, um presente de Deus para os mineiros e turistas do Brasil e do mundo que vem à região, desfrutar uma das mais belas paisagens e Minas Gerais.
          Como Capitólio e São João Batista do Glória, são municípios vizinhos, o Paraíso Achado, está próximo ao Paraíso Perdido, em São João Batista do Glória MG. Dois paraísos na terra, e em Minas Gerais, na Serra da Canastra. (fotografia acima e abaixo de João Batista de Souza)
          O acesso mais fácil ao Paraíso Achado é por São João Batista do Glória MG. É recomendado ir acompanhado de guia, além de veículos adequados, tipo 4x4, para andar pelas estradas de pedras, da região, já que o acesso é um pouco difícil. Tanto em Capitólio, quanto em São João Batista do Glória, encontra-se Guias de Turismo para levar os turistas aos Paraíso Achado e outras localidades da região.
          Tanto em Capitólio, quanto em São João Batista do Glória MG, encontra restaurantes, pousadas e hotéis, dos mais simples, aos mais sofisticados, além de Guias de Turismo, especializados, fáceis de serem encontradas nas duas cidades.(na foto acima do Pedro Beraldo, piscinas naturais formadas pelo Córrego da Capivara)
           Mais informações sobre o Paraíso Perdido podem ser obtidas direto com o proprietário, João Batista de Souza pelo número (35) 99758-3706 ou @paraisoachado

terça-feira, 25 de maio de 2021

A noiva

(Por Marina Alves*) Aristides Madeira estava à beira de completar 26 anos quando herdou de seu pai, o coronel Tomaz Madeira, a fazenda Santa Bárbara, vasta propriedade de terras cortadas pelo rio de mesmo nome. O pai falecera recentemente vítima de uma queda do cavalo. A mãe, Sinhá Rosa, tinha já partido no ano anterior, nem esperara as festas do São João: acordou em certa quinta-feira se queixando de umas dores no peito e nem teve tempo direito de dizer adeus ao marido e ao Tide, filho único que Deus lhe dera de um casamento de quase cinquenta anos.
          De ter pai e mãe e se esbaldar na pura diversão da boa vida, Tide se viu de repente com o peso de tocar a Santa Bárbara, com suas lavouras, seu engenho e as criações que seu pai trazia no maior capricho, pois que o gado de corte dali era carne cobiçada nos melhores comércios da capital Mineira. Quando se viu com o enorme encargo de pensar que tudo agora estava em suas mãos, Tide soube que era hora de tomar juízo: tinha que pôr de banda os divertimentos, abrir mão das festanças, regrar as idas à capital e buscar forças para tocar o patrimônio do qual era único herdeiro.
          Zé Andalécio, capataz de confiança do Coronel Tomaz, não negou ajuda ao moço. O caboclo conhecia de um tudo ali nas terras da Santa Bárbara. Desde moleque seguia as pisadas do patrão. Aprendeu cedo a lidar com o gado, com o curral e as lavouras. Também sabia mexer com a cabroeira, que exigia lei de comando. E com Zé ninguém triscava. Era se atrever a sair da linha e em dois tempos tinha já que bater em retirada, arribando o morro para não voltar é nunca mais.
          Zé era fiel ao Coronel Tomaz, a quem tinha não só como patrão, mas como um pai zeloso de quem aprendera toda a lida da roça. Devia agora amparar o coronelzinho que se achava mais desarvorado que cachorro perdido do dono em dia de procissão. Sim, ia ajudar o moço no que fosse preciso. E pra começar ia ter com ele uma conversa de homem pra homem. Se quisesse tomar conta da empreitada teria que sossegar o facho e abrir mão de muita regalia.
          Na conversa que teve com Zé, Tide pôs a sorte nas mãos do homem. Juramentou que dali pra frente a coisa ia mudar: o rapaz desmiolado morria e se enterrava ali naqueles acertos. Dali pra frente, ele iria, sim, honrar a Santa Bárbara e os negócios. Zé lhe ajudava, então? Se ajudasse, não tinha o que dar errado! Ia fazer prosperar ainda mais a fortuna dos Madeiras, que esperteza não lhe faltava — força nos braços e nas pernas também não! No lombo do Alazão, ia rodar aquelas terras dia e noite, botar olho em tudo, nada lhe ia escapar!
          Zé escutou as promessas do rapaz e se animou. Deu-lhe um tapinha nas costas, fez cara de quem botava fé e fechou o conchavo:
— Só lhe falta uma coisa, Tide...
— Pois diga, que se puder eu faço!
— Cê precisa casar, Tide! um home pra se estabelecer necessita casar, constituir famia.
          Para o espanto de Zé, Tide nem regateou:
— Pois se já tenho até a noiva, Sô! Essa semana mesmo vou ver Olívia e acertar tudo com o pai dela!
— A Olivinha? A fia de Coronel Jerônimo Guimarães? É uma joia! Vai atrás então, se avie logo!
— Meu pai e minha mãe tinham gosto de ter a moça por nora, Zé!
— E cê gosta da moça, Tide? Se gosta...
— Pois se gosto! É demais, e é de muitos anos, viu? Faltava mesmo era o empurrão...
          O acerto do casamento levou menos que a metade de um sábado quando o pretenso noivo e o capataz apearam na fazenda Paineiras. Dali pra frente foi só o tempo dos aprontes. Com a proximidade do enlace, a fazenda Santa Bárbara se movimentou. Tide queria receber a esposa com tudo no lugar. Mandou pintar a sede, dando nova mão de cal nas paredes e realçando o azulão dos janelões coloniais. Um verdadeiro mutirão pelejava noite e dia capinando os arredores, reparando cercas, replantando os jardins da frente, podando os pomares. Ah, e a reforma geral na capela de Santa Bárbara! Pois tinha que ser coisa fina! Veio gente de longe para os retoques finais. Era ali na igrejinha que a troca de votos se daria. Para isso, Padre Sangali tinha já reservado o 4 de dezembro, dia da Santa.
          Nas terras da Paineiras, as providências seguiam também a todo vapor. Olívia não se continha de alegria. Ia casar! E com um moço pra lá de bonito, disputado por metade das moças daquelas bandas e para além do povoado. A caixa do enxoval foi toda vistoriada, lavada e perfumada. Mas Olívia se perdia mesmo era a olhar o vestido recém-costurado, finamente bordado pela Lurdinha, costureira de noivas das mais afamadas. Dias e dias bordando cada pedrinha, pregando rendas no véu, tecendo a coroinha de flor. Haveria de ser uma noiva pra ninguém esquecer!
          A manhã do dia 4 de dezembro resplandecia em sol, quando o cortejo vindo da Paineiras apontou na curva do caminho. À frente, numa charrete enfeitada, vinha a noiva, seguida pela extensa comitiva. Do alpendre da casa, ao lado de Padre Sangali, Tide mal se continha. À medida que o grupo se aproximava, ele já podia ver os contornos daquela que até a hora do almoço chamaria de esposa. Não poderia ser mais feliz!
          Olhar fixo na charrete de Olívia, Tide apalpou as alianças na algibeira do paletó de linho, suspirou fundo. Foi nesse exato momento que assistiu à cena que jamais esqueceria em toda a sua vida: repentinamente, assustado pelo movimento na estrada, o boi Medonho — cujo nome fazia jus à fama de brabo — num salto magistral pulou a cerca e investiu contra a charrete próxima a alguns metros da ponte. Tomado de susto, o cavalo empinou nas patas traseiras. Um longo e estridente relincho ecoou pelos ares e o animal disparou em desabalada carreira rumo ao rio.
          Olhos estupefatos, familiares e convidados nem tiveram tempo de absorver o sucedido, verdadeiro espetáculo de terror que se desenrolou e teve seu desfecho nos segundos seguintes. O Coronel Jerônimo só compreendeu a gravidade da coisa quando viu o cavalo, a charrete e a filha se espatifarem nas pedras sob a ponte, sendo arrebatados em seguida pelas corredeiras furiosas, engrossadas pelas águas das últimas chuvas. Em tempo de um piscar de olhos, o rio turvo e caudaloso, tratou de arrastar e engolir corpos, varais, tábuas e rodas desaparecendo com tudo no turbilhão das correntezas.
          Alguns anos passados do terrível ocorrido de 4 de dezembro, Tide encheu-se de coragem e retornou à Santa Bárbara de onde tinha se mudado após o trágico acidente. O casarão se acabava em total abandono. Isto, porque corria de boca em boca o dito de que nas noites de escuridão, por ali vagava o fantasma de uma moça a se lamentar por certo noivo perdido... E as histórias eram tantas que ninguém mais se aventurava a habitar a antiga fazenda. Seria mesmo verdade? Ah, quem queria pagar pra ver? E a coragem que faltava? — que ninguém era doido pra querer haver-se com alma doutro mundo.
          Por último, antes de retomar viagem, Tide entrou na capela em ruínas. O mato tomava conta de tudo, encobria a pequena construção que em tempos remotos ostentara o suntuoso altar de Santa Bárbara. Ali, onde tudo era solidão e o tempo fizera seu estrago, pouca coisa restava. Era como se a igrejinha se vingasse do sonho de amor que ali não se realizara. O rapaz não conteve as lágrimas. A desolação do lugar lhe acordava antigas dores. Aqueles ares tétricos, sombrios o sufocavam.
          Tomado de grande tristeza, Tide decidiu sair daquele local que tantas recordações lhe trazia. Nunca, nunca mais pretendia pôr os pés ali. Num último olhar, quis gravar as imagens derradeiras... Foi quando um objeto de diáfana alvura, oculto entre o musgo, lhe chamou a atenção. Aproximou-se, e qual não foi seu espanto ao dar com uma coroinha de noiva, delicadamente trançada com flores miudinhas. Perplexo, reparou que permanecia intacta, como se jamais houvesse sofrido a ação degradante do tempo. Com dedos trêmulos, segurou a coroinha, e um inesperado aroma com frescor de flor de laranjeira inundou o ambiente. Um arrepio gelado percorreu o rapaz de alto a baixo, o ar faltou-lhe, o coração disparou em descompasso. Sim, não havia a menor dúvida: a presença de Olívia habitava a capela...
*Marina Alves é professora e escritora em Lagoa da Prata MG/Maio de 2021
História fictícia criada pela autora com fotos meramente ilustrativas,.
A primeira fotografia é de César Reis em Tiradentes MG, na Zona Rural de Tiradentes, a segunda, de Luís Leite, na Serra da Canastra e a terceira fotografia é do Guilherme Augusto/@mikethor, de uma velha capela na Zona Rural de Jacutinga MG.

domingo, 23 de maio de 2021

O maior arranha-céu de Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) Na Vila da Serra, bairro de Nova Lima, na divisa com a Região Centro-Sul de Belo Horizonte, próximo ao Shopping BH e Hospital Biocor, um imponente edifício comercial, não passa despercebido.
          Isso por que é o Concórdia Corporate, o maior arranha-céu de Minas Gerais e o maior edifício, em estrutura metálica do Brasil, figurando ainda entre as 20 maiores torres do país. Construído entre 2015 e 2017, entrou em funcionamento, em 2018.(fotografia acima e abaixo de Wilson Paulo Braz/@paulobraz10)
          Sob a responsabilidade da Tishman Speyer, empresa internacional com larga experiência no ramo de construções, sendo responsável por edificações como exemplo, o Rockefeller Center, em Nova York, foi construído em parceria com a Construtora Caparaó e Codeme Engenharia.
          Projetado pela Dávila Arquitetura & Arquitetura, com projeto paisagístico de Burle Marx, o Concórdia Corporate tem 172 metros de altura, 44 andares, 8 subsolos, 16 elevadores, mais de 780 vagas cobertas para veículos e 40 para bicicletas, além de heliponto, restaurante, salas e lojas.  (fotografia acima de Wilson Paulo Braz/@paulobraz10)        
          São cerca de 59.217 mil m2 de construção, com nível em concreto e estrutura em aço e concreto. O edifício tem a aparência de prisma, mas possui fendas pelos lados, o que permite melhor ventilação e entrada de ar em todos os pavimentos.
          É todo revestido em vidro de alta qualidade. Em combinação com a luz do dia, reflexos no vidro, do entorno do Concórdia Corporate, torna o edifício mais atraente. (fotografia acima e abaixo de Wilson Paulo Braz/@paulobraz10)
          É uma construção Triple A, características das construções de alto padrão, tecnologia e de altíssima qualidade. Além disso, o Concórdia Corporate, foi projeto para gerar o menor impacto possível ao meio ambiente, conquistando assim o Certificado Gold em sustentabilidade e o Certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), categoria Gold.
          Além de sua beleza externa, seu interior, é igualmente atraente em sua beleza e design. Do topo do Concórdia Corporate, a vista é impressionante, seja durante o dia, ou à noite. (na foto acima do Wilson Paulo Braz/@paulobraz10), uma vista parcial do Vila da Serra)
          Isso porque permite uma completa e espetacular visão em 360 graus de toda a região, que sem dúvida alguma, é uma das mais belas da Grande Belo Horizonte. 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

O velho e o novo caminho da Estrada Real

(Por Arnaldo Silva) Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, surgiu a necessidade de construir uma estrada, que levasse as riquezas retiradas do subsolo mineiro, para o porto mais próximo. Com essa finalidade, em 1694, no final de século XVII, foi criada a Estrada Real. A estrada tinha início em Vila Rica, hoje Ouro Preto, rumo ao porto de Paraty, no Rio de Janeiro e seguia com destino a Europa. Ao longo do trecho da Estrada Real, povoados e cidades foram surgindo.
          Os caminhos que abriram a passagem de nossas riquezas, foram abertos por escravos e foi palco de grandes eventos históricos do Brasil Colônia, por exemplo, a Inconfidência Mineira, liderada por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. (na foto acima, da Ane Souz, o marco da Estrada Real em Glaura, distrito de Ouro Preto MG e abaixo, de Arnaldo Silva, também em Ouro Preto, o marco da ER em Chapada de Ouro Preto, subdistrito de Lavras Novas)
          O trajeto inicial da Estrada Real, tinha um percurso de 710 km de extensão, iniciando em Ouro Preto, passando, várias cidades mineiras, como exemplo: Mariana, São João Del Rei, Tiradentes, Rio das Mortes, Entre Rios de Minas, Ibituruna, Lagoa Dourada, Resende Costa, São Tiago, Prados/Bichinho, Carrancas, São Tomé das Letras, Cruzília, Caxambu, Baependi, Aiuruoca, Alagoa, Maria da Fé, Conceição do Rio Verde, Pouso Alto, Itanhandu, Passa-Quatro, dentre outras.
          A Estrada Real, segue, a partir da Serra da Mantiqueira, para São Paulo, passando, por exemplo, por Guaratinguetá, Aparecida, Taubaté, Cunha, Ubatuba (na foto acima de Arnaldo Silva) e terminando em Paraty, no Rio de Janeiro (na foto abaixo de Arnaldo Silva), na divisa com São Paulo. Era um percurso longo, que levava em média, 90 dias para ser concluído, só de ida.
          As pedras preciosas de Minas, seguiam para Paraty, em carros de bois. Iam em comboios, abarrotados de ouro e diamantes. Voltavam também abarrotados, mas de pedras para calçamento de ruas, móveis, vinhos, queijos, trigo, utensílios domésticos, animais como porcos, galinhas e gado, e outras coisas mais, que viam de navio de Portugal, para atender a Corte e os portugueses que aqui viviam.
          Em 1701, com o aumento da mineração e descobertas de novas minas, em Minas Gerais, a Coroa Portuguesa, criou um novo caminho, saindo da baía de Guanabara, entrando em Minas pela Zona da Mata Mineira, passando por cidades como Petrópolis, Paraíba do Sul, Inhaúma, Iguaçu, Rio Paraíba e Rio Paraibuna, no Rio de Janeiro. 
          Já em Minas, o caminho continuava por Simão Pereira e seguida por várias outras cidades, como Matias Barbosa (na foto acima da Luciana Silva), Juiz de Fora, Santos Dumont, Barbacena, Santana dos Montes, Conselheiro Lafaiete, Congonhas, Itatiaia, distrito de Ouro Branco, por fim, Ouro Preto.
          Chamado de Caminho Novo, sua extensão era de 515 km e tinha como objetivo, escoar com mais rapidez a produção mineral vinda de Minas Gerais.
          Com a descoberta de ouro e diamantes na região do Arraial do Tejuco, hoje Diamantina, em 1729, o Caminho Novo foi estendido a partir de Ouro Preto, até Diamantina, passando pelo Serro Frio, com seu ponto de ligação em Itapanhoacanga, conhecido como Caminho dos Diamantes. (na foto acima do Tharlys Fabrício, ao fundo, a casa em que viveu Chica da Silva e o Contratador João Fernandes, em Diamantina MG)
          Somando com a extensão do Caminho Velho e Caminho Novo em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, a Estrada Real tem uma extensão de 1235 km, passando por 179 povoações, entre cidades, vilas e distritos, que foram surgindo às margens da Estrada Real, nesses três estados. (na foto acima de Raul Moura, a sede da Prefeitura da cidade do Serro MG)
          Em sua maioria, as cidades e povoações da Estrada Real, tanto do Velho e Novo caminhos, estão em Minas Gerais. São163 em Minas Gerais, 8 no Rio de Janeiro e 8 em São Paulo, uma delas é a cidade de Aparecida, na foto acima do Rosário Salgado.
          Somando os 710 km do Caminho Velho, com os 515 km do Caminho Novo da Estrada Real, com o trecho do Caminho dos Diamantes, com 395 km de extensão, que ligava Diamantina a Ouro Preto e do Caminho do Sabarabuçu, com 160 km de extensão, que ligava Catas Altas (na foto acima do Marley Mello) a Glaura, distrito de Ouro Preto, a extensão total da Estrada Real, seria de aproximadamente 1790 km.
          As cidades que existiam ou surgiram ao longo desses caminhos, são tradicionais, históricas, turísticas, repletas de belezas arquitetônicas e naturais, além de ricas em história, culinária, tradição, folclore, religiosidade e cultura. (na foto acima de Peterson Bruschi, o imponente prédio construído no século XVIII para abrigar a Casa da Câmara e Cadeia de Vila Rica. Hoje é o Museu da Inconfidência de Ouro Preto)
          Como exemplo disso, estão as cidades de Ouro Preto, Tiradentes, Diamantina, Serro, São João Del Rei e Itapanhoacanga (na foto acima da Luciana Silva), um dos mais ricos e importantes garimpos de ouro da região do Serro Frio. Distrito de Alvorada de Minas, no Jequitinhonha, Itapanhoacanga ligava Diamantina MG, no Caminho dos Diamantes, à Estrada Real, em Ouro Preto.
          Os Caminhos da Estrada Real não contam apenas a história das riquezas minerais de Minas, mas a história de gente, importante ou não, que percorreram esses caminhos, como Dom Pedro I e II, autoridades da Corte, pelos Inconfidentes, por gente do povo, escravos e tropeiros, enfim, são caminhos que contam boa parte da história do Brasil Colônia. Por isso, a Estrada Real é de grande valor para a história, cultura e turismo de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
          São caminhos que, além da história, guardam verdadeiros tesouros de nossa história, como por exemplo, Ouro Preto, Paraty/RJ, Lagoa Dourada, onde estão as ruínas do Forte dos Emboabas e Paraíba do Sul/RJ (na foto acima de Luciana Silva), cidade onde Tiradentes esteve presente, em várias ocasiões, além da cidade guardar restos mortais do Mártir da Inconfidência Mineira.
          Todas as cidades, vilas e distritos da Estrada Real são atraentes, charmosos e acolhedores. Revelam culinárias típicas, um artesanato riquíssimo e variado, principalmente em Minas Gerais, além da religiosidade, fé e tradições regiões centenárias. (na foto acima do Arnaldo Silva, a charmosa Vila de São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto MG)
          Sem contar as belezas arquitetônicas dessas cidades, que além de encantar, impressionam. São construções que mostram as belezas originadas pelas riquezas, presentes nas igrejas ornamentadas com ouro puro, casarões urbanos e rurais. (na foto acima do César Reis, o reluzente altar-mor da Matriz de Santo Antônio em Tiradentes MG)
          Essa riqueza permaneceu evidente, no século XX, com construções imponentes, como palácios, citando como exemplo o Palácio Quitandinha, em Petrópolis/RJ (na foto acima da Luciana Silva), construído a partir de 1941 e até castelos em estilo medieval, como o Castelo do Barão de Itaipava, em Petrópolis, construído entre 1922/24 (na foto abaixo da Luciana Silva).
          Além disso, em todas as cidades da Estrada Real, encontra-se belezas naturais de tirar o fôlego, como sítios arqueológicos, cachoeiras, montanhas, rios, matas nativas, além de uma fauna e flora riquíssimas.
          Além disso, três cidades da Estrada Real são hoje, Patrimônios da Humanidade. Ouro Preto, Diamantina e o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos (na foto acima da Elvira Nascimento), em Congonhas, todas em Minas Gerais. Essas três cidades são dotadas de uma riqueza arquitetônica e cultural impressionantes. Não é por menos, que são patrimônios da humanidade.
          A Estrada Real revela belezas (como na foto acima, de Paulo Santos, estrada para Itamonte, no Sul de Minas), tanto naturais, quanto arquitetônicas e principalmente história. 
          Em todas as cidades, vilas e povoados, da Estrada Real, o marco símbolo da ER estará presente. É a identificação da Estrada Real. Vale pena viajar e conhecer todos os caminhos da Estrada Real.

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