quarta-feira, 26 de junho de 2019

Azeites mineiros são premiados em concurso mundial

Minas é a terra do café, do queijo, do doce, da cachaça e há duas década, vem se destacando na produção de cervejas artesanais, sendo considerada a "Bélgica das Cervejas Artesanais no Brasil" pela qualidade de suas cervejas, cuja inspiração vem das cervejas belgas. Um outro produto também vem crescendo e elevando o nome de Minas Gerais no Brasil e em todo o mundo. Os azeites.
Na foto acima de autoria de Erasmo Pereira, cedida pela Ascon da Epamig de Maria da Fé, mostra alguns azeites mineiros da Mantiqueira.
     Os primeiros olivais começaram a ser plantados em Minas na década de 30 e 40, na cidade de Maria da Fé, no Sul de Minas, pelo engenheiro agrônomo Washington Viglioni que deu início a pesquisas sobre o cultivo do fruto na região. A partir da década de 70, as pesquisas sobre o cultivo de oliveiras foi assumido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Ao longos anos, chegou-se a variedades que se adaptaram ao solo mineiro e seu plantio difundido a partir 2008. Desde essa época o Estado vem colhendo os frutos dessa iniciativa. Os azeites mineiros vem sendo a cada ano reconhecidos e premiados no mundo todo por sua qualidade, sendo comparado aos famosos azeites europeus.
     Prova disso foi o resultado do recente concurso Mundial de Azeite, realizado na cidade americana de Nova York em maio de 2019. O NYIOOC World Olive Oil Competition, considerado a "Copa do Mundo" dos azeites. Pela importância internacional e credibilidade, é o maior e mais importante concurso de avaliação de qualidade de azeites em todo o mundo. O resultado desse concurso é mais que um guia, é uma referência oficial da qualidade do azeite. Os azeites premiados tem o reconhecimento mundial. Quem ganha medalha nesse concurso em Nova York, pode dizer com certeza que seu azeite está entre os melhores do mundo. (foto abaixo de Erasmo Pereira/Ascon/Epamig de Maria da Fé MG)
     E mineiro faz e faz bem feito. Minas Gerais não ficou de fora. Dois azeites mineiros foram premiados com a medalha de ouro na New York Olive Oil Compettion. Para escolher os melhores azeites, os jurados observam por exemplo as variedades dos frutos, o frescor, o aroma,o amargor, a picância, a acidez, o frutado, dentro outros quesitos. Foram avaliados azeites de 26 países, de todos os continentes e dos tipos Blend ,no inglês ou Assemblage, no francês  que é um tipo de azeite elaborado com diferentes variedades de olivas ou Monovariental, que é o azeite elaborado com apenas uma variedade de oliva. 
     Os azeites brasileiros levaram 8 medalhas de ouro, duas de prato, um Best in Class e 11 medalhas de bronze.Dois azeites mineiros foram premiados com a medalha de ouro.
     Os azeites mineiros premiados com medalha de ouro foram:
Azeite Reserva Mantiva, produzido na Fazenda das Rosas, em Consolação (na foto ao lado/Extraída fa fanpage Reserva Casa nativa/Divulgação) e o azeite Irarema, produzido na fazenda de mesmo nome, em Poços de Caldas. As duas cidades são do Sul de Minas.
     Essas medalhas significam muito para Minas, que a cada ano vem conquistando respeito nacional e internacional, por seus produtos de qualidade, com reconhecimento internacional.
     O plantio de olivais em Minas, como dito acima, foi incrementado mesmo a partir de 2008. De lá pra cá a produção e qualidade cresceu muito, competindo de igual para igual com os tradicionais olivais do Sul do pais, que foram os pioneiros na produção de azeites no Brasil. A tendência é a produção crescer mais, bem como melhorando mais ainda a qualidade e competitividade dos azeites mineiros nos mercados nacionais e internacionais.
     Parabéns a Epamig que pesquisa, investe e incentiva o plantio de olivais em Minas Gerais e outras culturas.
     A lista completa dos azeites medalhistas de todo o mundo está no link oficial do concurso https://bestoliveoils.com/search à disposição de todos. Basta selecionar o link e colar. (Por Arnaldo Silva)

Um paraíso chamado Lapinha da Serra

O pacato vilarejo Lapinha da Serra está aos pés do Pico da Lapinha a 1687 metros de altitude. Os antigos moradores chamam o local de Lapinha de Belém.  Tem cerca de 300 moradores que vivem da subsistência, agricultura e turismo  O distrito que faz parte do Parque Nacional da Serra do Cipó, pertence a Santana do Riacho, cidade distante 143 km de Belo Horizonte, logo depois de Lagoa Santa MG. De Santana do Riacho à Lapinha da Serra são 12 km apenas. (foto acima de Marcelo Santos)
Lapinha da Serra (na foto acima do Barbosa, casas do vilarejo) é um dos maiores encantos de Minas Gerais por suas paisagens espetaculares, lagos, rios, grutas, cachoeiras, sítios arqueológicos e trilhas. A região da Serra do Cipó tem o privilégio de ter paisagens de Cerrado e de Mata Atlântica. Além disso, Santana de Riacho e a região são produtoras de vinho e preservam o sabor autêntico da culinária mineira o que torna o passeio mais gostoso, principalmente para quem busca momentos a dois, em meio a natureza exuberante, sem o barulho e agitação da cidade grande.
O que fazer em Lapinha da Serra?
 Na foto acima a Represa da Lapinha - Represa da Usina Coronel Américo Teixeira,m dos destaque do distrito pela sua beleza.( fotografia de Tom Alves/tomalves.com.br) A represa é formada por dois lagos, separados por duas montanhas e que por fim, se unem em um canal. O primeiro lago margeia casas do distritos, com fácil acesso. A distância da praça central do distrito para o lago é de 5 minutos a pé. O segundo lago fica mais distante, em direção ao Capão Grosso, um local com poucas construções, com natureza preservada. Os visitantes fazem questão de subir até o Pico do Cruzeiro, de onde se vê toda a represa da Lapinha. 
Os visitantes podem nadar, usar barco à remo ou caiaque e praticar pesca esportiva (foto acima de Arnaldo Quintão). Mas não podem acampar fora das áreas destinadas a camping, nem usar barco a motor. Também não se permite fazer fazer churrasco nas margens da represa. 
Visitar cachoeiras
A natureza em redor do vilarejo é espetacular. São várias cachoeiras que encantam os visitantes. As mais visitadas são: Cachoeira do Paraíso, Cachoeira do Rapel (na foto ao lado de Marcelo Santos), Cachoeira Poço da Pedra, Cachoeira da Conversa, Poço do Boqueirão, Pocinho Verde.
Cachoeira Bicame
É uma das mais belas cachoeiras da Serra do Cipó e uma das mais visitadas por quem vai ao vilarejo. Sua queda é formada pelo Rio de Pedras. Fica a 16 km de Lapinha da Serra mas por estar localizada numa RPPN (Reserva Natural do Patrimônio Natural) a visitação é limitada a 30 pessoas por dia, nem é permitido entrar com animais domésticos. O acesso entre a portaria e a cachoeira é feito à pé ou de bicicleta. (Cachoeira Bicame na foto abaixo de Leandro Durães)
Pinturas Rupestres
Os povos da nossa pré-história deixaram suas marcas e formas de se expressar ainda conservadas e preservadas. Os primeiros artistas da humanidade desenhavam nas rochas usando óleo de sementes e frutos misturados aos pigmentos naturais das próprias rochas e sangue de animais.Desenhavam animais, mulheres grávidas ou dando a luz e outros desenhos, de forma bem rústica. São pinturas rupestres, presentes em Lapinha da Serra. Tem cerca de 7 mil anos.
Além de curtir e vivenciar a natureza da Lapinha, bem como experimentar a culinária mineira no vilarejo, o visitante não pode deixar de conhecer essas pinturas rupestres (foto acima do site  Prefeitura Municipal/Divulgação). É de uma beleza e importância histórica sem igual. Para chegar até as pinturas, tem que atravessar a lagoa de canoa. Cobra-se pelo trajeto e visita ao local cuja visitação depende da situação climática no dia.
A Lapinha da Serra te receberá te braços abertos, mas lembre-se: respeite a natureza. Não destrua, não danifique, apenas desfrute desse paraíso. Não deixe sujeira por onde passar, leve uma sacolinha em seus pertences e guarde seu lixo na sacolinha, leve-o de volta com você e descarte-o na primeira lixeira que encontrar. Não deixe seu lixo nas matas, nem nos rios e nem nas trilhas. Depois de você, virão outras pessoas para desfrutar do lugar. (Por Arnaldo Silva) 
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Mais detalhes e informações sobre Lapinha da Serra com a secretaria de Turismo de Santana do Riacho pelo telefone: (031) 3718-7458 ou por e-mail: setur@santanadoriacho.mg.gov.br

Os três grandes cânions de Minas Gerais

As redes sociais vem permitindo descobertas antes desconhecidas. Compartilhamento de imagens vem mostrando belezas de cidades brasileiras, paisagens que sequer eram conhecidas do brasileiro. É o caso de Minas Gerais. Aos poucos o Brasil vem descobrindo que além da culinária, das cidades históricas e do queijo, Minas Gerais tem belezas naturais espetaculares. E como tem! Rico em biodiversidade e riquezas naturais diversas espalhadas por todas as regiões mineiras, o Estado que vem atraindo cada vez mais os olhares de todos do Brasil, não só pela história mas também pelas belezas naturais. Em recente pesquisa Datafolha, Minas Gerais foi eleita o melhor destino de turismo no Brasil. São tantas belezas, tantas cachoeiras, tantos campos, que é impossível descrever tudo numa só matéria. Por isso, apresento a vocês os nosso cânions. Sim, em Minas existem cânions, vários. Os três principais, você conhece aqui.
Primeiro vamos entender o que são cânions. (na foto acima, com direitos reservados à Douglas Arouca, os Cânions de Furnas) Cânions são vales profundos com fendas abertas na terra, podendo se estender por quilômetros. É uma ação da natureza, sem interferência do homem. Essa ação não se dá de um dia para outro podendo ser provocadas por terremotos e principalmente pela ação erosiva dos rios. Essas fendas são formadas em milhões de anos, não surgem de repente. Em Minas Gerais não existe terremotos hoje, pelo em grande escala, capaz de abrir fendas na terra e sim, grande quantidade de rios que ao longo de milhões de anos e dependendo da força do curso d´água, entalharam as rochas em seu percurso, originando os enormes paredões.Acredita-se que esses dois fenômenos, terremoto e força do curso d´água, abriram as fendas, milhões de anos atrás. O relevo montanhoso de nosso Estado contribuiu também para o surgimento dessas fendas e ainda a grande quantidade de rios que nascem e passam por Minas Gerais. 
São várias fendas abertas na terra mineira, formando cânions espetaculares. Listamos os três mais conhecidos.
01 - Cânions de Furnas

 É uma das mais belas paisagens brasileiras. (fotografia acima com direitos reservados a Douglas Arouca) Popularmente chamado de "Cânions de Capitólio, cidade da região Oeste de Minas a 280 km de Belo Horizonte, as margens da MG 050, entre os km 312 e 313. Na verdade os cânions ficam nas terras do município de São José da Barra, mas todos falam Cânions de Capitólio. Essas fendas abertas pela natureza há milhões de anos são espetaculares. Quando ocorreu a inundação das terras da região para receber as águas de Represa de Furnas, que formam o maior espelho d’água do mundo. São mais de de 1 mil km2 e quatro vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, uma nova atividade surgiu em Capitólio e região: O turismo. As águas de Furnas se juntaram às águas dos rios da região, adentraram nas fendas abertas pela natureza formando umas das mais belas paisagens de Minas Gerais transformando Capitólio, que teve boa parte de suas terras produtivas debaixo d´água, numa das mais belas estâncias turísticas do Brasil. É a mais considerada a mais bela de toda as 34 cidades banhadas pelos Lago de Furnas. Carinhosamente chamada de "Rainha dos Lagos". (foto abaixo com direitos reservados a Douglas Arouca)
As formações rochosas, antes desconhecidas, passaram a chamar atenção de todo mundo. A mistura das águas limpas, na cor verde esmeralda, a beleza da natureza e dos imensos paredões com cerca de 20 metros de altura, impressionam. A pessoa se sente pequena diante das imensas fendas abertas na terra. Os turistas podem contemplar essas belezas com passeios de barcos e escunas pelos caminhos dos cânions, cuja profundidade é de 30 metros em média.
02 - Cânion das Bandeirinhas
Uma dos mais belos santuários ecológicos de Minas Gerais, a Serra do Cipó, a 96 km de Belo Horizonte, abriga uma rica flora e fauna, vários cursos d´águas, cachoeiras, trilhas e mirantes espetaculares. Entre essas belezas está o Cânion das Bandeirinhas (na foto acima do Barbosa), uma formação rochosa, com 4 km de fenda aberta pela natureza ao longo de milhões de anos, formando enormes paredões com 80 metros de altura. Do enorme maciço rochoso escorrem geladas águas cristalinas, formando cachoeiras e piscinas naturais perfeitas para banhos. 
03 - Cânion do Funil
A 61 km de Diamantina e 298 km distante de Belo Horizonte, na divisa com os municípios de Datas, Serro e Conceição do Mato Dentro, no Alto Jequitinhonha, está o Presidente Kubistichek. Com 119 metros de altitude, o pequeno município, com cerca de 5 mil habitantes, é riquíssimo em belezas naturais principalmente serras e cachoeiras paradisíacas. 
Em destaque está o Cânion do Funil (na foto acima, de autoria de Leandro Durães, a saída do cânion), distante apenas 12 km do município.  Com paredões ultrapassando os 30 metros de altura, atrai os amantes de esportes de aventura. Cortado por um riacho, de águas limpa, refrescante, belas paisagens do Cerrado Mineiro com uma fauna e flora riquíssima e protegida, o Cânion do Funil é um dos maiores atrativos da região do Centro Norte Mineiro e Jequitinhonha. É tão lindo que já foi cenário para gravações de minissérie e dois longas metragens. Conhecer o Cânion do Funil é um passeio único e inesquecível. Caminhar entre seus paredões imensos é uma emoção indescritível!
O local recebe visitas mas não é chegar e entrando não. Tem regras e tem que agendar visita com antecedência. Onde está o Cânion do Funil é uma área particular, muito bem cuidada e bem preservada. É proibida a pesca e a caça de animais. Para visitar o Cânion, tem que entrar em contato com os proprietários e agendar o passeio. O e-mail para contato e demais informações é caniondofunil@gmail.com (Por Arnaldo Silva)

Lei regulamenta a produção de queijos artesanais

O Senado aprovou, na noite desta terça-feira (25/06/19), projeto de lei (PL) que estabelece novas regras para produção e venda de queijos artesanais. Com isso, os produtores de queijo artesanal terão menos burocracia para vender seu produto em todo o país. O texto aprovado hoje segue para sanção do presidente da República.

É considerado artesanal o queijo elaborado a partir de métodos tradicionais e com leite da própria fazenda. Os queijos elaborados em indústrias não são considerados artesanais, ainda que seja autorizado o uso da palavra “artesanal” ou “tradicional” no rótulo das embalagens.

A lei aprovada pelos senadores, que já havia passado pela Câmara, permite a produção de queijo com leite cru, sem passar por processo de pasteurização ou esterilização. No entanto, para comercializar a produção, a queijaria precisará ser certificada como livre de tuberculose e brucelose.

Além disso, os produtores precisarão participar de programa de controle de mastite animal, implantar programa de boas práticas agropecuárias, controlar a qualidade da água usada na ordenha e rastrear os produtos.

Para o senador Lasier Martins (Podemos-RS), a nova legislação vai impedir o descarte de leite próprio para o consumo, aprovado por autoridades sanitárias, mas sem a autorização do Serviço de Inspeção Federal (SIF). Já Kátia Abreu (PDT-TO) criticou o fato de queijos artesanais produzidos na França terem comercialização nacional enquanto os produtos brasileiros não têm a mesma facilidade.

“A gente podia comer queijos artesanais da França e não podia comer um queijo artesanal do Brasil. Esse projeto é uma extraordinária correção de rumos. Temos queijos aqui que são melhores que os franceses.”

O senador Antonio Anastasia usou sua conta no Twitter para comemorar a aprovação do texto. "Viva o queijo artesanal mineiro! Acabamos de aprovar aqui no Plenário do Senado o PLC 122/2018, que disciplina a produção e comercialização de queijo artesanal. Isso vai acabar com a burocracia para o produtor, especialmente mineiro, tão prejudicado com regras abusivas.
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Com informações da Agência Senado/  https://www.em.com.br/app/noticia/politica/2019/06/25/interna_politica,1064607/senado-aprova-pl-que-regulamenta-producao-de-queijo-artesanal.shtml Fotografia de Tiago Geisler/Serro MG. Ilustração nossa. 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Minas Gerais é o melhor destino de turismo do Brasil

Recente pesquisa feita pelo Instituto Datafolha em São Paulo, capital, avaliou as opções de viagem do paulistano em 50 categorias. Segundo dados da pesquisa, para 24% os paulistanos, Minas Gerais é o melhor destino de turismo em 2019, por seu legado histórico preservado e por suas belezas naturais. O destaque na pesquisa foi para Ouro Preto (na foto acima de Arnaldo Silva), apontado espontaneamente por 18% dos entrevistados como melhor destino histórico no Brasil. Espontaneamente, 3% dos entrevistados apontaram Tiradentes como seu destino preferido no Brasil. A pesquisa mostra ainda que 6% dos paulistanos preferem Minas Gerais como destino ecológico por suas belezas naturais. Nesse item, Minas Gerais empatou com Bonito (MS). (na foto abaixo, de Aender Mendes, o Paraíso Perdido em São João Batista do Glória MG)
O secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Marcelo Matte comemorou bastante o resultado da pesquisa Datafolha. Em declaração ao Jornal O Estado de Minas (24/06/2019), Matte disse que “Minas Gerais já é referência em turismo histórico e agora vem se firmando, também, como importante destino de natureza no Brasil. Além disso, temos uma gastronomia diferenciada, somos um estado bastante seguro, com um povo receptivo e acolhedor. Temos tudo para tornar a experiência do viajante em Minas Gerais cada vez mais prazerosa e temos trabalhado incansavelmente em busca de melhorar os serviços turísticos ofertados no estado, sem perder de vista o cuidado com as nossas riquezas culturais e naturais”. 
Os atrativos históricos de Minas Gerais
Quem vem à Minas Gerais tem como opções centenas de cidades riquíssimas em história, arquitetura, cultura, folclore e artesanato.
O Estado guarda quatro Patrimônios da Humanidade. Além de Ouro Preto, o Centro Histórico de Diamantina, o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas e o Complexo da Pampulha em Belo Horizonte.
Cidades como Mariana, Sabará, Congonhas, Tiradentes (na foto ao lado de Eliane Torino), Prados e São João Del Rei, guardam relíquias de nossa rica história, bem como um rico artesanato em madeira e pedra sabão e receitas bem guardadas da nossa culinária por três séculos.
No Alto Jequitinhonha, temos uma das mais antigas e charmosas cidades históricas de Minas. É a cidade do Serro, onde é produzido um dos melhores queijos do mundo. Uma tradição no Serro são as Festas de Nossa Senhora do Rosário e da Bolerata, na Praça Central do conjunto histórico. Os pitorescos distritos de Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Capivari, dentre outros, fazem parte da cidade Serrana. 
Pertinho do Serro (na foto ao lado de Elvira Nascimento) está Diamantina, a cidade musical de Minas, a terra de Chica da Silva, de JK, da Seresta, da Vesperata, da música, do Carnaval popular, da Guarda Romana da Semana Santa, e da Festa do Divino, Patrimônio da Humanidade.
No Jequitinhonha a atração é Minas Novas, uma das mais antigas e importantes cidades históricas de Minas Gerais. É na cidade que foi construído em 1821 o primeiro arranha-céu de Minas e do Brasil. Na mesma região tem a cidade Datas, uma charmosa cidade histórica, com um casario colonial preservadíssimo.
No Norte de Minas tem Grão Mogol, a cidade histórica, com seu casario erguido sobre pedras. Em outro oposto, no Sul do Estado, também com seu casario erguido em pedras, está a mística São Tomé das Letras.
Atrativos naturais de Minas Gerais
Estado rico em natureza. Tanto as belezas do Cerrado (que ocupa 57% do território mineiro), como a beleza da Mata Atlântica (que ocupa 41% do Estado) e da Caatinga (que ocupa 2% do Estado) oferecem belezas espetaculares. São 94 unidades de conservação ambiental, preservando dois milhões de hectares de natureza nativa nos três biomas presentes em Minas Gerais. 
As belezas naturais de Minas são impressionantes em tudo e o turista vem e faz planos para voltar novamente.
Entre essas belezas, podemos destacar os Cânions de Furnas, em Capitólio (foto acima de Marcelo Santos) e o Paraíso Perdido, na vizinha São João Batista do Glória, hoje os lugares mais procurados pelos turistas que curtem a natureza.
Em Conceição do Mato Dentro, no Parque Estadual da Serra do Intendente está a Cachoeira do Tabuleiro (na foto ao lado de Marcelo Santos), com 273 metros de queda, a maior de Minas e terceira maior do Brasil, é um dos lugares imperdíveis na viagem a Minas Gerais. Na Serra do Espinhaço tem o Parque Estadual do Rio Preto em São Gonçalo do Rio Preto, com belíssimas cachoeiras e paisagens deslumbrantes. Fica perto do Serro MG. 
Belíssimo também é o Parque Estadual do Rio Doce, em Marliéria, no Vale do Aço. Uma reserva intocada de Mata Atlântica no Estado.
Outro destaque é o Caminho da Luz, uma rota de 195 km que inicia em Tombos passando por fazendas antigas da época do ciclo do café, cachoeiras, paisagens lindas, santuários e terminando em Alto Caparaó MG, onde está o Pico da Bandeira, o terceiro maior do Brasil e o maior de Minas, com 2792 metros de altura. 
Vale a pena visitar também o Parque do Itatiaia. Muita gente pensa que esse parque fica no Rio de Janeiro. Fica também. Apenas 40% estão em terras fluminenses, os outros 60% do Parque Nacional do Itatiaia estão em Minas Gerais, nos municípios de Bocaina de Minas e Itamonte MG.
A Serra da Canastra não pode ficar de fora de nenhum roteiro gastronômico e muito ecológico. A região é o berço do Rio São Francisco e do Queijo Canastra, que dispensa comentários. O Parque da Canastra guarda relíquias históricas como construções em pedras, como os currais feitos por escravos e tesouros naturais da nossa fauna e flora. São cachoeiras como a Cascadanta (na foto acima de Wilson Fortunato), paredões como o que deu origem ao nome canastra, serras, paisagens e mirantes impressionantes. Fazem parte do Circuito da Serra da Canastra as cidades de São Roque de Minas, Delfinópolis, Sacramento, Capitólio, São João Batista do Glória e Vargem Bonita.
E pertinho de Belo Horizonte, a 98 km, está a Serra do Cipó, considerado um dos maiores jardins botânicos do mundo. O Parque da Serra do Cipó guarda centenas de espécies de nossa flora, bem como várias espécies de nossa fauna. O visitante pode desfrutar das belezas do Cânion das Bandeirinhas e das águas limpas e cristalinas da Cachoeira da Farofa, da Cachoeira Grande (na foto ao lado de Marcelo Santos) e outras por toda área. Nas redondezas encontra-se povoados charmosos como Queimados, Lapinha da Serra, a Serra do Alves, e São José das Serra, históricos distrito de Itabira e Jaboticatubas, respectivamente, dentre outros.
Vem pra Minas. Aqui tem história, tem cultura, tem folclore, tem artesanato, tem religiosidade, tem tradição. Somos Minas Gerais com orgulho e recebemos os visitantes com a tradicional hospitalidade mineira. Venham, sejam paulistanos, cariocas, nordestinos, catarinenses, gaúchos, paranaense, goianos, paraenses, amazonenses, venham todos do Brasil. Sejam bem vindos! Por Arnaldo Silva

domingo, 23 de junho de 2019

O primeiro arranha-céu de Minas e do Brasil

Foi construído em 1821, com quatro pavimentos estruturados em madeira e taipa, quatro portas na sua fachada principal, 59 janelas nas laterais, três portas de loja e uma porta principal com acesso aos andares superiores. É uma das mais originais construções do período colonial brasileiro. Uma obra ousada, com arquitetura totalmente incomum para a época. Estamos falando do Sobradão da Vila do Fanado ou simplesmente Sobradão (foto acima de Sérgio Mourão). Foi construído em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, distante 512 km de Belo Horizonte. É o primeiro arranha-céu construído em Minas Gerais e no Brasil, no Brasil Colônia. 
O objetivo exato da construção do edifício ainda gera dúvidas sem uma certeza concreta da finalidade de sua construção. Serviu como Fórum da Comarca regional e ao longo dos anos de sua existência, teve várias utilidades. Em 1856 existia um movimento para transformar a região do Jequitinhonha e parte da Bahia numa Província, no caso, um Estado. Se vingasse, Minas Novas seria a capital do novo Estado e o Sobradão, a sede do Governo. O movimento não foi adiante e ao longo dos anos, o prédio foi usado para diversas finalidades dos órgãos públicos. 
Desde o início de sua inauguração, o Sobradão teve grande importância para a história de Minas Gerais e política da região do Jequitinhonha, Norte, Nordeste de Minas e Sul da Bahia. Essa importância foi reconhecida em 1959, quando o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Uma nova restauração do Sobradão foi iniciada pelo Iphan em 2017. (foto ao lado de Sérgio Mourão) 
Fundado em 1730, o antigo Arraial do Fanado, deu origem à cidade de Minas Novas, uma das mais importantes cidades do período colonial mineiro. Pelas ruas abertas no século 18, podemos ver templos, casarões comerciais, residenciais e oficiais que contam boa parte da história do Estado de Minas, sendo o Sobradão, a maior referência arquitetônica do município.
Naquela época, Minas Novas era o maior município de Minas Gerais em extensão territorial. A partir do século 18 começou seu desmembramento territorial, dando origem a outros 65 mineiros. Para entender a dimensão territorial de Minas Novas no período colonial, veja alguns municípios que surgiram com seu desmembramento: 

Minas Novas hoje tem 32 mil habitantes. Vista parcial, por Sérgio Mourão
Alto Jequitinhonha: Diamantina, Capelinha, Turmalina, Leme do Prado, Carbonita, Angelândia, Aricanduva Médio Jequitinhonha: Chapada do Norte, Berilo (Minas Gerais), Virgem da Lapa, Araçuaí, Itinga, Novo Cruzeiro, Padre Paraíso, Ponto dos Volantes, entre outros.
Baixo Jequitinhonha: Almenara, Bandeira, Divisópolis, Felisburgo, Jacinto, Jequitinhonha, Joaíma, Jordânia, Mata Verde, Monte Formoso, Palmópolis, Rio do Prado, Rubim, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto, Santo Antônio do Jacinto, entre outros.
Jequitinhonha Semi-Árido: Cachoeira de Pajeú, Comercinho, Itaobim, Medina, Pedra Azul, Salinas, Taiobeiras entre outros.
Vale do Mucuri: Teófilo Otoni, Carlos Chagas, Nanuque, Águas Formosas, Machacalis, entre outros.
Por isso que Minas Novas é conhecida como a “Cidade Mãe do Norte Mineiro” 

(Reportagem de Arnaldo Silva - com fotografias de Sérgio Mourão)

sábado, 22 de junho de 2019

8 dicas de passeios por Capitólio e arredores

Seus cânions, cachoeiras, lagos e rios de águas esverdeadas e transparentes, vêm chamando atenção de turistas de todo o Brasil para Capitólio, uma pequena e charmosa cidade no Oeste Minas com menos de 10 mil habitantes, as margens da MG 050, distante 267 km de Belo Horizonte. Faz divisa com os municípios de Guapé, Piumhi, Pimenta, São José da Barra, Vargem e São João Batista do Glória. (Fotos acima e abaixo de Deocleciano Mundim)
Pra facilitar a vida de quem quer conhecer esse lugar incrível de Minas Gerais, listamos 10 dicas de passeios espetaculares.
01 - Passeio de lancha pelos Cânions 
Os cânions são enormes fendas abertas a milhões de anos, ás margens da MG 050, em São José da Barra, na divisa com Capitólio. (fotografia acima de Marcelo Santos) As águas da Usina de Furnas inundaram a região, proporcionando uma das mais belas paisagens do Brasil. Lanchas e escunas estão à disposição dos turistas para um passeio pelos cânions e suas águas esverdeadas cristalinas. É um passeio de tirar o fôlego, pela emoção e pela beleza das paisagens. O passeio de lancha tem um custo por pessoa.
02 - Paraíso Perdido 
O Paraíso Perdido (na foto acima de Leonardo Bueno) Fica na vizinha São João Batista do Glória. Só pelo nome dá para perceber que o lugar é lindo. Está numa propriedade particular e cobra-se por pessoa, mas vale a pena. A paisagem é um espetáculo de beleza natural. 
03 - Mirante dos Cânions
A visão do alto dos cânions é surreal, magnífica e impressionante! (foto acima de Matheus Xavier) O local é natural, sem parapeitos ou grades, por isso, o visitante deve tomar cuidado ao ficar no topo do mirante. Ficam também as margens da MG 050. Pelas trilhas de acesso ao mirante podem-se ver belíssimas cachoeiras.
04 - Pedreira Água Azul 
É uma das mais belas paisagens de São João Batista do Gloria Pela proximidade de Capitólio, é um lugar imperdível. (foto acima de Pedro Beraldo) Tem que ir. No local funcionava uma pedreira, desativada há anos. No local das escavações começou a brotar água, dando origem a uma belíssima lagoa azul. Já foi até cenário de filme e constantemente é procurado por noivos e noivas para fazerem fotos para seus books de casamentos. Mas para chegar não é fácil, é caminho é bem difícil sendo recomendado um bom 4x4 ou moto, mas no fim compensa.
05 Cachoeira Diquadinha
Lugar tranquilo, com três quedas d´água e rodeado por paredões, é um dos atrativos de Capitólio para quem curte um bom banho já que suas águas limpas e cristalinas formam poços adequados para um bom e relaxante banho. (foto acima de Marcelo Santos)
06 - Cascata Eco Parque 
Próximo a MG 050 encontramos também a Cascata Eco Parque, lugar esplêndido! O passeio por essa área é pago, mas compensa pelas belas cachoeiras, trilhas e deliciosas piscinas naturais ao longo do caminho. (foto acima de Matheus Xavier)
06 - Escarpas do Lago
Muita gente pensa que Escarpas do Lago é um condomínio fechado em Capitólio. (foto acima de Deocleciano Mundim) Não é, trata-se de um charmoso e elegante bairro de Capitólio, com ótima estrutura, com excelentes restaurantes e uma marina que é um verdadeiro show de beleza. Vale a pena visitar o lugar.
07 - Trilha do Sol 
Só o visual da Cachoeira do Grito já vale a pena. De fácil acesso, e uma das mais belas paisagens da região. (foto acima de Pedro Beraldo) É imperdível caminhar pela Trilha do Sol. Lugar de beleza única, com pequenos cânions e quedas d´águas que forma pequenos poços, propício para um relaxante banho. As águas são tão limpas e transparentes que os peixinhos.
08 - Cantinho de Minas 
Ai vocês pergunta: como fazer para conhecer esse lugar? Onde ficar, onde comer, onde hospedar e quem leva? A dica é o Cantinho de Minas. Fica em São João Batista do Glória. Dirigido pela Márcia e Aline Marques, o local conta com pousada com chalés confortáveis e ainda bar e restaurante com culinária mineira. Tudo num só lugar. E ainda tem o serviço de passeio em veículo 4x4 com guia pelos lugares citados na matéria. O contato é com a Aline pelo telefone 35 98416 1613 ou pelo E-mail alinefmarques@yahoo.com.br (Reportagem de Arnaldo Silva)

sexta-feira, 21 de junho de 2019

O primeiro educandário para meninas em Minas Gerais

     Três de abril de 1849 marca o início de um dos mais importantes acontecimentos para a educação em Minas Gerais. (fotografia acima de Sônia Fraga) Após três meses navegando pelo Oceano Atlântico, chega ao porto do Rio de Janeiro um grupo de 12 freiras francesas da congregação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, convidadas por Dom Antônio Ferreira Viçoso (1787-1875) bispo da Arquidiocese de Mariana na época, para desenvolverem trabalhos educacionais no Brasil. Elas aceitaram o convite e embarcaram da França para o porto do Rio de Janeiro, chegando à Mariana, na Região Central de Minas, a cavalo. O objetivo era erguer na cidade um dos pilares da educação no Estado. Vieram com um propósito, mesmo sabendo das dificuldades que teriam, principalmente com a falta de recursos financeiros já que o auge do Ciclo do Ouro tinha se encerrado e as dificuldades de se obter recursos eram grandes. Acreditavam na providência divina para conseguir os recursos necessários para a obra para qual foram designadas. O propósito era fundar a primeira escola feminina do Estado, com prioridade para meninas órfãs, isso porque na época não existia instituição que cuidasse das órfãs em Minas Gerais. 
     Com a coragem e determinação das freiras, mesmo com a falta de recursos, no dia 10 de março de 1850, numa casa simples e bem modesta na Rua Barão de Camargos, no mesmo quarteirão onde hoje está a escola, era inaugurado a Casa da Providência, hoje Colégio Providência, o primeiro educandário no Estado somente para meninas, em vivia em regime de internato. (foto ao lado de Fabinho Augusto)
     Com o passar dos anos a modesta construção foi ganhando melhorias. Em 1930, a modesta construção foi ampliada para atender a demanda de alunas que crescia a cada ano, se transformando num imponente casarão com traços arquitetônicos coloniais do século 19 e ecléticos, do século 20. Hoje, o colégio ocupa um quarteirão inteiro. São 12 mil metros de área construída, preservando as características originais do imóvel. Em 1999 foi todo reformado, ganhou um museu temático e passou a ter também um centro de convenções e atividades culturais.
     O museu temático foi criado com o objetivo de contar a da vida das missionárias pioneiras e do próprio Colégio. O Museu Casa da Providência fica anexo à Capela de Nossa Senhora da Encarnação e guarda relíquias do século 19, como produtos que as freiras faziam para arrecadar dinheiro para manter a escola, tapetes, livros, baús, documentos, paramentos, diário de bordo da primeira diretora do Providência, a irmã Du Bost. Tem ainda um quarto de dormir com o mobiliário do século 19, as celas dos cavalos em que as freiras usaram para virem do Rio de Janeiro até Minas, dentro outros objetos. 
     Em 1902 o Colégio Providência se tornava Escola Normal, formando professoras. Em 1946 passa a ter o curso Ginasial, que na época era os quatro últimos anos do ensino fundamental hoje, da 5ª a 8ª séries. No ano seguinte, 1947, passa a ter também o Segundo Grau, hoje Ensino Médio. (fotografia acima de Elpídio Justino de Andrade)
     1972 é um ano de uma significativa mudança na visão do Providência. Antes era escola somente para meninas em regime de internato. A partir daquele ano passou a ter turmas mistas, deixando de ser internato. Nesse mesmo ano foi criado um pensionato, originando o que é hoje o Hotel Providência.
     Vinculado hoje à Província da Associação das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Belo Horizonte, o Colégio Providência oferece ensinos Fundamental, Médio e Educação Infantil (Creche, 1º e 2º períodos). (fotografia acima de Elvira Nascimento)
     Quem visita Mariana se encanta com a beleza das cores azul e branco do Colégio Providência e o charme de sua arquitetura. É um das mais belas construções de Minas Gerais. (Por Arnaldo Silva)

sábado, 15 de junho de 2019

A produção de bananas em Minas Gerais

Minas Gerais responde hoje por 11% da produção de bananas no Brasil, com uma produção de 760 mil toneladas da fruta, segundo dados disponibilizados pelo IBGE e Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa/MG). Segundo os dados disponibilizados, o Estado é hoje o terceiro maior produtor da fruta no Brasil, atrás apenas da Bahia e de São Paulo, primeiro e segundo colocados, respectivamente. 
O maior produtor de bananas de Minas Gerais é a região Norte de Minas, com cerca de 380 mil toneladas, destacando nessa região a cidade de Jaíba, a maior produtora da fruta em Minas Gerais. O segundo maior produtor é a região Sul de Minas, que produz 175.896 toneladas, destacando a cidade de Delfinópolis responsável pela produção de 80 mil toneladas da fruta. Delfinópolis é a segunda maior produtora da fruta no Estado. E por fim, o Triângulo Mineiro, responsável pela produção de 63 mil toneladas de bananas. 
Esses dados de produção podem ser maiores hoje, já que os dados apresentados agora em 2019 foram do último censo agrícola, feito em 2017.

Jacutinga: a Capital das Malhas no Brasil

Jacutinga é uma encantadora cidade do Sul de Sul de Minas a 839 metros de altitude. É uma estância hidromineral de Minas Gerais, possui praças e jardins pitorescos, um povo bom e hospitaleiro e uma natureza em redor espetacular. 
É reconhecida nacionalmente como a Capital Nacional das Malhas (foto acima de André Daniel). A cidade sozinha, é responsável pela produção de 27% das malhas no Brasil. Segundo o IBGE, o município contava com 25.684 em 2018. Faz divisa com os municípios de Albertina e Andradas a norte; Ouro Fino a leste; Monte Sião a sul e os paulistas Itapira e Espírito Santo do Pinhal a oeste. Fica distante 480 km de Belo Horizonte e 200 km de São Paulo pela BR 381 e 590 km do Rio de Janeiro, pela BR 040.
O nome do município é porque na região é comum a espécie de ave jacutinga,  da ordem dos Galiformes, da família Cracidae. (foto acima de Thelmo Lins) O povoamento da região começou em 1835, quando foi construída a primeira capela, no então povoado de Ribeirão de Jacutinga, posteriormente chamado de Santo Antônio do Jacutinga. Por fim, Jacutinga, a partir de sua emancipação em 16 de setembro de 1901. A partir de então, o município alçou um  desenvolvimento rápido graças ao cultivo do café, em seu grande período de expansão, até 1930.
No início do século 20, a cidade começou a receber imigrantes italianos, para o cultivo do café e para trabalhos nas indústrias do município, atividade que estava crescendo no Brasil. (foto ao lado de Thelmo Lins) 
Os italianos dominavam muito bem a técnica de tecer e bordar, sendo os responsáveis pelo incremento da qualidade e solidificação da vocação para a tecelagem em Jacutinga tornando o município hoje em  referência nacional na fabricação de malhas e tricô. A maioria dos moradores do município carregam sobrenomes italianos.
Hoje Jacutinga é um dos maiores potenciais econômicos do Brasil com mais de mil pequenas empresas, popularmente chamadas de malharias.
Esse potencial favorece o turismo de negócios que recebe a cada ano, milhares de visitantes de todo o Brasil. (foto acima de André Daniel) São cerca de 500 lojas a varejo na cidade que comercializam a produção local, em média dois milhões de peças por mês, gerando milhares de empregos, principalmente na alta temporada, de março a julho. 
Feira da Malhas
Na cidade acontece anualmente a tradicional Feira das Malhas, que já está em sua 42ª edição (foto acima de André Daniel). É o maior evento de moda e malha retilínea do Brasil com variadas opções de modelos de malhas e tricôs expostos em dezenas de estandes. Na feira acontece desfile de modas, shows musicais e culturais, além de espaço para entretenimentos de crianças. Esse ano a feira acontece entre os dias 7 e 30 de junho. (Por Arnaldo Silva)

sexta-feira, 14 de junho de 2019

A Catedral Metropolitana de Montes Claros

A Catedral Nossa Senhora Aparecida (na foto acima de autoria de Sérgio Mourão), é um dos mais belos templos católico de Montes Claros e do Norte de Minas.
Situada na Praça Pio XII, no centro da cidade, foi construída entre 1926 e 1950. O projeto da catedral, de origem belga, chegou à cidade entre os anos de 1900 e 1905 e é um raro exemplar de união grandiosa entre dois estilos: O românico e o gótico.(foto ao lado de autoria de Lucas Vieira)
A Paróquia Nossa Senhora Aparecida foi criada em 29 de janeiro de 1950, no mesmo ano de conclusão da catedral, tombada pelo Patrimônio Histórico do Município desde 28 de setembro de 1999. Possui três torres, sendo que a mais alta impressiona pela altura de 65,08 metros, equivalente a um prédio de 20 andares, sendo uma das maiores de Minas Gerais, com uma nave central capaz de abrigar até 3.000 pessoas. 

É considerada hoje um dos mais belos cartões-postais do município.(fonte das informações: Wikipédia)