quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Estudo caracteriza o tradicional queijo de Alagoa MG

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) acaba de receber, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) – Unidade Gado de Leite, o Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento que caracteriza o tradicional queijo de Alagoa, no Sul do estado. O estudo, que teve início em 2015, traz informações relevantes para a regulamentação do produto artesanal, como o detalhamento do processo de produção, análises da parte microbiológica, levantamento das características físico-químicas e, ainda, uma prova sensorial do queijo.
Segundo dados do Censo Agro do IBGE (2017), o Queijo Artesanal de Alagoa é feito por 135 produtores responsáveis por quase 1,5 da tonelada diária. Foto: Osvaldo Filho/Queijo D´Alagoa/Divulgação
O levantamento considerou o processo de produção do leite em si e a fabricação do queijo. Foram estudados o solo e a água, a alimentação das vacas, além de feitas análises de qualidade em amostras de leite de 30 dos 120 produtores que atuavam na região na época da pesquisa. O boletim traz, ainda, informações como o tipo de gado predominante e o nível da sanidade do rebanho.

A secretária de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ana Valentini, destaca que o documento vai auxiliar as ações da pasta em uma de suas prioridades para 2020: o processo de legalização dos queijos artesanais e organização dos processos produtivos. "Queremos não apenas manter a tradição de produzir queijos de qualidade e de excelente sabor, mas, também, que a ciência venha nos ajudar a garantir a continuidade do trabalho voltado para a segurança alimentar. Certamente, este estudo irá nos auxiliar muito", pontua a secretária.

A pesquisa foi desenvolvida em parceria com os produtores da região. "Isso caracteriza uma interação que, para nós, significa entregar algo que de fato irá causar um impacto positivo, praticamente imediato, na cadeia produtiva desta cidade", observa o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Gado de Leite, Pedro Arcuri.

O superintendente de Abastecimento e Cooperativismo da Seapa, Gilson Sales, explica que o Boletim da Embrapa reforça o processo de caracterização já realizado pela Emater-MG, mas com foco mais histórico, cultural e tradicional. “A Emater já fez essa caracterização. A Seapa analisou e, em breve, enviaremos ao IMA para apreciação e publicação da portaria de caracterização”, detalha.

Porém, para que o produto possa ser legalizado, é necessário um regulamento de produção. “É aí que entram os elementos obtidos por esse estudo da Embrapa Gado de Leite. Com as especificações da produção levantadas por eles, poderemos ter um norte para essa regulamentação”, pontua Sales. A previsão é de que o regulamento do queijo da Alagoa seja publicado pelo Estado até o fim do primeiro semestre de 2020.

Resultado
Ainda conforme o estudo, o processo de fabricação do queijo da Alagoa é bem diferente dos outros queijos artesanais de Minas, como os do Serro e da Canastra, por utilizar uma massa semicozida e que passa por uma salga em salmoura. Para os estudos, foram coletadas amostras do queijo desde o dia de sua fabricação (fresco) até 28 dias de maturação (curado).

Depois de analisar as amostras, os pesquisadores da Embrapa determinaram as características físico-químicas do queijo artesanal de Alagoa, que foi classificado como de baixa umidade e gordo. Já suas características sensoriais acabaram definidas como consistência tendendo a dura; textura fechada (sem olhaduras); cor interna amarelada; e sabor moderadamente salgado, tendendo a picante, com odor moderadamente pronunciado.

Além disso, também foi definido um período mínimo de maturação de 14 dias para que o queijo possa ser comercializado. Gilson Sales ressalta que, por se tratar de um queijo produzido com leite não pasteurizado, as peças mais frescas podem trazer uma carga microbiológica maior, contendo bactérias boas e, também, as nocivas. Por isso, o processo de maturação é tão importante.

“À medida que o queijo vai maturando, ou envelhecendo, as bactérias desejáveis, que são as ácido-láticas, consomem a lactose e deixam o PH mais baixo (ácido), o que é hostil para as bactérias ruins. Sem falar na competição por alimento e na produção de outras substâncias que inibem as bactérias indesejáveis. No final das contas, as bactérias boas conseguem suplantar as ruins, tornando o queijo apto ao consumo”, completa o superintendente. (Reportagem da Agência Minas - Título e fotografia inserção nossa)

Brejo do Amparo: berço do Norte de Minas

Lugar pacato, de povo simples, com um charmoso casario, uma igreja histórica, cuja construção marca a presença da influência dos Jesuítas na região e outras relíquias de nossa história. Assim é Brejo do Amparo. A tranquilidade do lugar é quebrada pelo som dos pássaros, pelos turistas que visitam a pequena vila e às vezes, pelos caminhões que transportam cana para os alambiques. Em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo há um enorme espaço, com um pouco de grama, sem calçamento. É a mostra da tranquilidade de um lugar que guarda uma história fascinante e de grande importância para o Norte Mineiro. (foto acima e abaixo de Pingo Sales)
Brejo do Amparo é distrito de Januária, no Norte de Minas. A região foi desbravada por bandeirantes no século XVII, entre eles, Borba Gato. Em uma de suas paradas pela região, fundou no local uma pequena aldeia. Com a chegada de novos bandeirantes e sertanistas, o local começou a crescer e prosperar. Esse lugar é hoje, Brejo do Amparo, foi um dos berços da ocupação do Norte de Minas e uma das primeiras povoações do Estado de Minas Gerais. O distrito foi a base para a formação de Januária, a mais antiga e principal cidade do Médio São Francisco. (foto abaixo de Pingo Sales)
A região onde estava o povoado era habitada por índios Caiapós que resistiram à invasão do homem branco. Coube ao sertanista Manuel Pires Miguel, liderar a expulsão dos índios da região. Após sangrentas batalhas, os índios foram expulsos. Parte do povoado foi transferida para a beira do Rio São Francisco, com o nome de Porto Salgado. Exatamente onde é hoje a cidade de Januária. Naqueles tempos, os colonizadores optavam por construir cidades a beira de rios para facilitar o escoamento das riquezas para os portos mais próximos. A região de Brejo do Amparo e Porto Salgado foi um importante entreposto de mercadorias, como cana de açúcar, grãos, bem como distribuição de sal, que chegavam de navios e seguia pelo Rio São Francisco que era estratégico para os colonizadores pela sua extensão e facilidade de navegação. As mercadorias iam de barcos até o porto e vice-versa. (na foto abaixo, de Pingo Sales, portinho no Rio São Francisco em Januária)
Com o passar dos anos e pelo fato de boa parte da economia da época ser movimentada pelos rios, Porto Salgado foi se desenvolvendo e passando a ser sede e por fim cidade de Januária. Brejo do Amparo, antes a sede, passou a ser distrito, mas sua importância para a história de Januária, do Norte de Minas e de toda Minas, é reconhecida. 
O distrito guarda relíquias de nossa história, como a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, datada de 1688 (na foto acima de Pingo Sales). Sua construção, numa área distante 3 km de Brejo do Amparo teve influência dos padres Jesuítas. É a segunda igreja mais antiga de Minas Gerais, tendo sido recentemente restaurada. A nova igreja construída no centro da Vila é outro atrativo por sua imponente construção. Com o casario colonial, forma um conjunto arquitetônico magnífico. 
É em Brejo do Amparo que é produzida a famosa cachaça de Januária, uma das mais apreciadas do Brasil. As cachaçarias da região são abertas aos visitantes e tem o privilégio de conhecer em detalhes todo o processo de produção da cachaça artesanal de Januária. (foto acima de Arnaldo Silva e abaixo de Eduardo Gomes)
Outro atrativo de Brejo do Amparo é a Gruta dos Anjos, distante apenas 6 km do distrito. Rica em quantidade e variedades de formações espeleológicas, é uma das mais belas cavernas de Minas. É permitida visita ao local, desde que acompanhada por condutores capacitados. Além da gruta, Brejo do Amparo conta com trilhas e paisagens lindas, propícias para os amantes do ecoturismo. (Por Arnaldo Silva)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Ibitipoca oferece novidade para pessoas com deficiência

"Foi um sonho que realizei. Deu até vontade de chorar na hora. Gosto muito de aventura e sempre quis conhecer a Janela do Céu porque é um lugar muito bonito. Espero voltar logo”. A frase da jovem Tauana Aparecida Silva do Nascimento, de 12 anos, moradora de Conceição do Ibitipoca, distrito de Lima Duarte, na Zona da Mata mineira, é um resumo da alegria que tomou conta de frequentadores e funcionários do Parque Estadual do Ibitipoca, unidade de conservação gerenciada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), na manhã desta terça-feira (21/1).
Foto: IEF/Divulgação
A garota foi uma das três pessoas a inaugurarem as duas cadeiras adquiridas pelo parque, adaptadas para pessoas com dificuldade de locomoção. O objetivo é garantir acesso aos principais atrativos do parque com ajuda de pessoas que conduzem as cadeiras durante as trilhas.

Tauana contou com a ajuda de funcionários do Parque do Ibitipoca para chegar até a Janela do Céu, um dos principais atrativos da unidade de conservação, que tem percurso de 16 quilômetros de ida e volta. Sua família já é frequentadora do parque e, pela dificuldade de locomoção de Tauana, normalmente só conseguia chegar até a Prainha, nas margens do Rio do Salto, que é de acesso mais fácil. “Ela gostou demais. Se não fosse a cadeira, ela não conseguiria chegar. Conseguiu realizar seu sonho de aventureira com 12 anos. Foi emocionante ver essa vitória”, diz a mãe Maria Francisca.

Por ter nascido com um encurtamento em uma das pernas, Tauana usa cadeira de rodas. Agora ela encontrou uma forma bem mais fácil de visitar os lugares que ainda não conhece do parque. “Vou contar para todos da escola. Essa cadeira vai ajudar muitas pessoas com deficiência que sonham visitar lugares como a Janela do Céu, da mesma forma que eu fiz”, diz.

Lago dos espelhos
Quem também teve o prazer de testar a novidade foi a jovem Simara Gabriela Ferreira Silva, de 15 anos. Ela foi até o Lago dos Espelhos e aproveitou para entrar dentro d’água de cadeira e tudo. Funcionários do parque também ajudaram na condução da cadeira. “Eu tinha muita vontade de conhecer os principais atrativos do Ibitipoca. Fiquei muito feliz e agora eu quero ir à Janela do Céu", diz ela.

O pai da jovem, Edison Fernandes da Silva, ficou emocionado com o resultado. Eles frequentam o parque e também só conseguiam chegar até a Prainha, pela facilidade de acesso. "Ela ficou numa alegria imensa. Foi maravilhoso porque era um sonho que ela tinha. O mais legal é que o novo serviço vai ajudar não só a gente, mas várias pessoas que agora passam a ter essa oportunidade", diz Edison.
Foto: IEF/divulgação
A terceira pessoa que também inaugurou a cadeira foi Lucas José Chagas dos Santos, de 27 anos, que é morador de Santa Rita do Ibitipoca. Ele não perdeu a chance de tomar um banho nas águas do Lago dos Espelhos. “Sensacional isso aqui. Vale a pena demais,” comemora.

A cadeira batizada de Julietti foi desenvolvida pelo engenheiro Guilherme Simões Cordeiro, de 34 anos, para atender uma demanda da esposa, a também engenheira Juliana Tozzi, de 36. Eles são moradores de São José dos Campos e praticam montanhismo. Há quatro anos, quando Juliana ficou grávida do filho do casal, ela desenvolveu uma doença neurológica rara, que reduziu sua mobilidade. "Eu disse que onde ela quisesse ir eu a levaria", diz Guilherme, que desenvolveu a cadeira batizada de Julietti para acompanhar Juliana.

O equipamento tem uma única roda, o que facilita o acesso em ambientes de trilha e acidentados. O portador de dificuldades de locomoção fica assentado em um banco e preso a um cinto. A roda fica em posição central e a cadeira tem dois puxadores nas extremidades, semelhantes aos de uma maca hospitalar, o que facilita a condução sobre solos em desnível. As cadeiras são conduzidas por outras pessoas, a partir desses puxadores.

As duas unidades do Ibitipoca foram adquiridas com fundos arrecadados em um jantar beneficente, que contou com apoio de diversos parceiros, segundo a gerente do parque, Clarice Silva. A gestora da unidade de conservação conta que a emoção invadiu o parque. "Durante o caminho, visitantes ajudaram como voluntários, pediram para poder carregar, se envolveram e bateram palmas. Isso é a coisa mais gratificante que pode acontecer para um gestor”, diz ela.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira, a iniciativa, além de mostrar respeito à diversidade, mostra que temos belezas naturais que todas as pessoas merecem conhecer. “É assim, com uma medida simples, que nós buscamos divulgar as enormes belezas naturais de Minas Gerais, fazer com que as pessoas tenham educação ambiental, conhecimento da natureza, sentimento de pertencimento com o meio ambiente, além de gerar emprego e renda para a população dos municípios do entorno dessas belezas”, diz.

Agendamento
Clarice Silva explica que o parque vai oferecer as duas cadeiras para quem quiser, de forma 100% gratuita, durante o horário de funcionamento da unidade, das 7h às 17h. Já as pessoas que vão conduzir a cadeira são de responsabilidade dos interessados em fazer as trilhas. Para isso, todas as orientações serão fornecidas por e-mail, incluindo o número de condutores ideal para cada tipo de passeio.

Nos mais difíceis, como a Janela do Céu (16 quilômetros) e o Circuito do Peão (10 quilômetros), o mais indicado é que o grupo seja composto de oito pessoas, para que haja um revezamento nos condutores. Nos atrativos do Circuito das Águas (4 quilômetros), o parque recomenda que o interessado em usar a cadeira vá com quatro pessoas no apoio.

O e-mail para agendamento é peibitipoca@meioambiente.mg.gov.br. Quem não tiver as pessoas disponíveis para fazer a condução das cadeiras pode verificar se existe algum voluntário na região do parque. Basta fazer a solicitação pelo e-mail, que também deve incluir a data e o horário de interesse para a checagem da disponibilidade do objeto.

De acordo com o diretor-geral do IEF, Antônio Malard, a inauguração das cadeiras foi histórica para o IEF. “Sabemos que muitas pessoas têm o mesmo sonho desses jovens que usaram as cadeiras pela primeira vez. Este projeto é apenas o início de várias iniciativas que pretendemos colocar em prática, para trazer mais acessibilidade nas áreas de uso público de nossas unidades de conservação”, diz.(Com Agência Minas)

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

6 Parques Nacionais para visitar em Minas

Quem gosta de curtir a natureza, contemplar montanhas, fazer caminhadas, mergulhar em águas limpas e cristalinas, fazer trilhas, praticar esportes radicais e vivenciar a natureza em sua forma original, tem que vir à Minas. Uma boa dica é visitar os parques nacionais (na foto acima, de Amauri Lima, o Parque Nacional da Serra da Canastra). São áreas de preservação ambiental de proteção do Governo Federal, sobre os cuidados do Ibama e Icmbio. Você vai conhecer 6 parques nacionais em Minas Gerais que recebem visitantes e possuem infraestrutura para um passeio completo em meio a exuberante natureza mineira. Escolha o seu destino pela natureza de Minas Gerais:
Parque Nacional da Serra da Canastra
É um dos mais importantes parques do Brasil. Criado para proteger as nascentes do Rio São Francisco. Para conhecer a parte alta da nascente do Rio São Francisco o acesso é pela portaria de São Roque de Minas, no Oeste do Estado. Já para visitar a cachoeira da Cascadanta, o acesso é por Vargem Bonita. A região tem paredões rochosos e inúmeras quedas d’água. Os destaques são a nascente do Rio São Francisco e a Cachoeira Casca D'Anta (na foto acima de Arnaldo Silva). O melhor período para visitação é entre abril e outubro, quando chove menos na região podendo então curtir melhor as belezas da Serra da Canastra. 
• Funcionamento: diariamente, das 8h às 16h
• Entrada: Cobra-se ingresso (menores de 12 anos 
e idosos não pagam)
Parque Nacional do Caparaó

É um dos mais visitados em Minas Gerais por estar nessa unidade o Pico da Bandeira com 2892 metros de altitude, sendo o terceiro mais alto do Brasil. A porta de entrada mais fácil para o Pico é por Alto Caparaó MG. Na cidade, pousadas oferecem, além de hospedagem completa, guias especializados, já que a subida é bem difícil, com mais ou menos 8 horas de trilhas. É importante um guia para evitar que o visitante se acidente ou se perca pelo caminho. 
O principal atrativo é o Pico da Bandeira, (foto acima de Sairo C. Guedes, Guia de Turismo na região) 
• Funcionamento: diariamente, das 7h às 18h
• Entrada: Cobra-se ingresso
Parque Nacional de Itatiaia

Criado em 1937 por Getúlio Vargas, foi o primeiro parque nacional criado no Brasil, (foto acima de Paulo Santos as famosas prateleiras do Itatiaia, em Bocaina de Minas). Muitos pensam que o Parque do Itatiaia fica no Rio de Janeiro. São 30 mil hectares de área nativa sendo que apenas 40% desta área está em território fluminense, nos municípios de Resende e Itatiaia. Os outros 60% estão em Minas Gerais, nos municípios de Bocaina de Minas, Alagoa e Itamonte, no Sul do Estado. Um dos atrativos do parque são as prateleiras naturais, o Pico das Agulhas Negras e belas cachoeiras.
• Funcionamento: diariamente, das 8h às 17h
• Entrada: Cobra-se ingresso
Parque Nacional Grande Sertão Veredas

A sede do parque está localizada no município de Chapada Gaúcha, no Norte de Minas. Com mais de 230 mil hectares de área, o Parque Nacional Grande Sertão Veredas foi batizado de Parque João Guimarães Rosa, em homenagem ao grande escritor mineiro, autor do livro Grande Sertão Veredas. (foto acima de Thelmo Lins) O parque preserva parte do planalto chamado Chapadão Central, que divide as bacias dos rios São Francisco e Tocantins.
Funcionamento: a visita deve ser agendada e com acompanhamento de um condutor cadastrado 
• Contato: (38) 3634-1465
Parque Nacional da Serra do Cipó

É um santuário de flores. São milhares de espécies nativas, fazendo com que a Serra do Cipo seja considerada o jardim do Brasil. A área do parque possui 34 mil hectares, com cerca de 65% dessa área pertencente ao município de Jaboticatubas. Além da rica flora, na Serra do Cipó pode-se encontrar cânions, cachoeiras, nascentes e riachos. Abriga também animais de nossa fauna como lobos-guarás, tamanduás-bandeiras, jaguatiricas e outras espécies. (na foto acima de Marcelo Santos, a Cachoeira Grande)
Funcionamento: diariamente, das 8h às 18h, com entrada até as 16h
• Entrada: O acesso ao parque é gratuito, em algumas áreas do parque cobra-se entrada 

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
O Vale do Peruaçu é uma unidade de conservação com 56.448,32 hectares, criado em 1999 com o objetivo de proteger uma dos maiores tesouros naturais do mundo. Está localizado a aproximadamente 45 km do município de Januária e 15 km de Itacarambi, na região norte de de Minas. Por todo o Vale do Peruaçu existem 140 cavernas, mais de 80 sítios arqueológicos e pinturas rupestres em paredões, com destaque para o "Santuário", um paredão com mais de 3 mil desenhos rústicos, com aproximadamente 12 mil anos.(foto acima e abaixo de Manoel Freitas)
Esse tesouro natural é aberto à visitação pública e com entrada gratuita. Mas pessoas ou grupos só podem circular por dentro do Vale acompanhadas por um guia especializado e autorizado pela administração. Para fazer esse serviço de acompanhamento, o guia cobra um valor por pessoa ou por grupo de pessoas. O preço varia de acordo com as trilhas a serem percorridas. Quem quiser visitar o Vale do Peruaçu, terá que agendar a visita entrando em contato com o ICMBio em Januária, pelo telefone (38) 3623-1038, ou pelo e-mail cavernas.peruacu@icmbio.gov.br Por Arnaldo Silva)

As três primeiras igrejas de Minas Gerais

No século XVII, chegam ao território mineiro, bandeirantes paulistas e desbravadores, vindo da Bahia, em busca de ouro, diamantes e esmeraldas. Traziam consigo a força e a coragem para desbravar essas terras e sua fé. Por onde se instalavam, traziam sempre uma pequena imagem dos santos que devotavam, erguiam uma pequena capela e faziam suas orações. Desses gestos de fé, em meio à vida bruta do sertão, com todos os seus perigos e caminhos para desbravarem, em torno dessas capelas, surgiram pequenos povoados, que viraram vilas e por fim cidades. Ainda no século XVII, três dessas capelas podem ser consideradas o marco da fé dos desbravadores por terem sido as primeiras edificações religiosas de Minas Gerais. São construções bem simples, diante das dificuldades da época, que hoje são joias da nossa história, patrimônios de Minas e dos mineiros.
          A primeira igreja a ser construída em Minas Gerais foi a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Matias Cardoso, no Norte de Minas, erguida em 1670. Datada de 1688, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Brejo do Amparo, distrito de Januária, no Norte de Minas foi a segunda igreja a ser construída no Estado. O terceiro templo religioso edificado em Minas Gerais foi capela de Nossa Senhora do Rosário, em Fidalgo, na Quinta do Sumidouro, distrito de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, erguida pelo bandeirante Fernão Dias no final do século XVII, por volta de 1694. 

1ª - A trisavó de Minas
Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição em Matias Cardoso no Norte de Minas 
          Foi erguida entre 1670 e 1673 e provavelmente a construção mais antiga do Estado que ainda se encontra de pé, com pedra fundamental datando da época do desbravamento dos bandeirantes no atual território mineiro, anterior ao ciclo do ouro e da criação da Capitania de São Paulo e Minas D’Ouro. Com 33 metros de comprimento, 20 metros de largura e com duas torres de 20 metros de altura, a matriz está situada na Praça Cônego Maurício, no centro da cidade, a 300 metros da margem direita do Rio São Francisco. (foto acima de Manoel Freitas)

2ª - A bisavó de Minas
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos em Brejo do Amparo, distrito de Januária MG, Norte de Minas 
          Datada de 1688, a Igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário, em Brejo do Amparo, distrito de Januária, no Norte de Minas. Em tons brancos, sua fachada é composta de uma única torre e singelos detalhes arquitetônicos. Em seu interior constam escritas em letras romanas. O piso é em placas de madeira, com pinturas em sua abóboda. A capela, altar e guarda-corpo com detalhes retorcidos. Ao longo dos anos, já na primeira fase do Barroco Mineiro, a igreja passou a receber elementos ornamentais do estilo nacional-português, com pinturas em estilo rococó. (foto acima de Pingo Sales)

3ª - A avó de Minas
Capela de Nossa Senhora do Rosário na Quinta do Sumidouro, distrito de Pedro Leopoldo MG
          Sua construção iniciou-se  no final do século XVII, por volta de 1694, quando vivia na região o bandeirante Fernão Dias. De proporções modestas, possui ornamentação interna de grande valor artístico como a imagem de Nossa Senhora do Rosário, atribuída ao Mestre Aleijadinho e o retábulo-Mor, a peça de maior representatividade do conjunto, confeccionado em meados do século XVIII, no estilo Joanino, já na segunda fase do nosso barroco mineiro. 
          Já no período Ciclo do Ouro, o povoamento do então território mineiro se expandiu rapidamente, dando origem a várias vilas e cidades,bem como o surgimento de centenas de templos religiosos, que são verdadeiras obras de arte, espalhados por todas as regiões de Minas como em Diamantina, Pitangui, Mariana, Ouro Preto, Catas Altas, Santa Bárbara, Serro, Caeté, Ouro Branco, Belo Vale, Barbacena, Itapecerica, Conceição do Mato Dentro, Paracatu, Estrela do Sul, Itabirito, Datas, etc. (Por Arnaldo Silva)

A 2ª mais antiga igreja de Minas Gerais

Datada de 1688, a Igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário, em Brejo do Amparo, distrito de Januária, no Norte de Minas, é considerada a segunda mais igreja mais antiga de Minas Gerais. Brejo do Amparo é uma das primeiras povoações de Minas Gerais, sendo o berço da formação de Januária e também do Norte de Minas. (na foto abaixo, de Pingo Sales, a Igreja totalmente restaurada)
          A primeira igreja a ser construída em Minas Gerais foi a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Matias Cardoso, também do Norte de Minas, erguida em 1670 e a terceira, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Fidalgo, distrito de Pedro Leopoldo na Região Metropolitana de Belo Horizonte, erguida pelo bandeirante Fernão Dias no final do século XVII, por volta de 1694. (na foto abaixo, de Pinto Sales, o estado em que estava a Igreja, antes da restauração)
          A partir de meados do século XVII, começou o desbravamento de Minas Gerais por bandeirantes em busca de ouro, diamantes e esmeraldas. As construções àquela época eram bem simples, sem muitos detalhes e adornos, contrastando com o glamour das edificações religiosas do auge do Ciclo do Ouro. 
          O povoamento do que é hoje o município de Januária se deu por volta de 1640, já que a região Norte de Minas era uma das mais antigas rotas de penetração de bandeiras no interior do Brasil, anteriormente habitada por índios. Com a chegada de desbravadores, os índios foram expulsos da região à força. Um desses desbravadores foi o sertanista Manuel Pires Maciel, que após a expulsão dos índios, deu início a formação de um pequeno arraial, denominado de Arraial de Nossa Senhora do Amparo, posteriormente chamado de Brejo do Amparo, o berço da criação do município de Januária. (na foto acima, detalhes da pintura no forro da nave - Iepha/Divulgação)
          Com o crescimento do povoado, padres Jesuítas começam a chegar à região e iniciaram a construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Datada de 1688, foi construída num pequeno povoado, chamado de Barro Alto a 3 km de Brejo do Amparo. (na foto abaixo, de Pingo Sales, a Igreja durante o período de restauração)
          Sua construção teve influência da arquitetura baiana e paulista, obviamente pela presença dos bandeirantes paulistas e sertanistas baianos entre os desbravadores. (na foto abaixo, de Pingo Sales, detalhes do altar, durante o período de restauração)
          Em tons brancos, sua fachada é composta de uma única torre e singelos detalhes arquitetônicos. Em seu interior constam escritas em letras romanas. O piso é em placas de madeira, com pinturas em sua abóboda. A capela, altar e guarda-corpo com detalhes retorcidos. Ao longo dos anos, já na primeira fase do Barroco Mineiro, a igreja passou a receber elementos ornamentais do estilo nacional-português, com pinturas em estilo rococó. Ao lado da igreja, como era comum naquela época, existe um cemitério. 
          Por sua importância para Minas e Brasil, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, de Brejo do Amparo, foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG) em 21 de abril de 1989. (na foto acima e abaixo, de Pingo Sales, detalhes da restauração da Igreja)
          Ao longo de mais de 300 anos de existência, a igreja passou por poucas reformas, tendo sido nos últimos anos, praticamente esquecida e em completo abandono. (na foto abaixo, de Pingo Sales, trabalho de restauração da Igreja)
          Após o desabamento do teto da igreja, os órgãos governamentais perceberam a necessidade urgente de salvar um dos maiores patrimônios de Minas Gerais e iniciaram a restauração completa da segunda igreja construída em Minas Gerais e uma das mais antigas do Brasil. (na foto abaixo, o altar-mor, ainda no período de restauração. Foto: Iepha/Divulgação)
          Foi entregue totalmente restaurada e preservada em todas as suas características originais à comunidade em 2018. Hoje é um dos pontos turísticos da região e de fé, já que na Igreja, voltou a ser celebrada missas, uma vez por mês, ao domingos. 
(Por Arnaldo Silva)

sábado, 18 de janeiro de 2020

Conheça Jaboticatubas

          Minas tem o privilégio de ter Jaboticatubas como um de seus 853 municípios. Sua arquitetura colonial guarda relíquias dos séculos como a Fazenda do Cipó a 35 km do centro da cidade, com seu casarão e senzalas, sendo que uma funciona como um pequeno museu, relembrando os tempos da Escravidão. A fazenda possui ainda uma capela, datada de 1829, aberta ao público para missas que acontecem em domingos alternados. Outro patrimônio arquitetônico do município é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (na foto acima e abaixo de Thelmo Lins). A Matriz, que leva o nome da padroeira do município, foi erguida em 1889 seguindo traços do barroco jesuítico. 
Uma cidade tranquila, pacata, aconchegante, hospitaleira, rica em cultura, tradições, arquitetura e belezas naturais impactantes como o impressionante cânion e as quedas do Rio Jaboticatubas no distrito de São José da Serra e as impactantes cachoeiras da Serra da Contagem e da Serra do Bené, além das piscinas naturais do Rio Bom Jardim. São José da Serra é um dos mais belos distritos mineiros, pitoresco e charmoso, parece um presépio. (nas fotos acima e abaixo do Barbosa)
Segundo o IBGE, 2.0143 pessoas vivem na cidade. O acesso é fácil, via MG 010 e diariamente, saem ônibus da Rodoviária de Belo Horizonte para Jaboticatubas. Distante apenas 63 km de Belo Horizonte, o município faz divisa com Taquaraçu de Minas, Baldim, Itabira, Itambé do Mato Dentro, Pedro Leopoldo, Matozinhos, Santa Luzia, Santana do Riacho, Nova União e Lagoa Santa, apenas 20 km de distância. É um dos mais belos municípios de Minas, abrigando em seu território, 65% da área total do Parque Nacional da Serra do Cipó. 
As belezas da Serra do Cipó atraem diariamente turistas para a região. Vem em busca de sossego, tranquilidade e descanso. Encontra em Jaboticatubas um cenário perfeito para fugir do estresse do dia a dia das grandes cidades. Até mesmo os que gostam de aventuras, encontram nas serras, cachoeiras e campos rupestres da Serra do Cipó, cenário ideal para o ecoturismo de aventuras. (na foto acima, do Barbosa, cachoeira em São José da Serra, distrito de Jaboticatubas)
A economia do município gira em torno principalmente do turismo, da produção agropecuária, de pequenos comércios e indústrias como a fábrica de doces Jabolac, tradicional na região. Jaboticatubas possui bons hotéis e pousadas para atender os turistas, além de um comércio variado, com lojas, padarias, lanchonetes, restaurantes com comidas típicas e lojas de artesanatos. (foto acima do Barbosa)
Não há uma conclusão exata sobre a origem do nome da cidade. Uma versão diz que o nome vem do Rio Jaboticatubas, que banha a cidade. É um nome de origem indígena, do Tupi 'yabuti-guaba-tyba', significando 'jabuticabal', “comida de cágado” ou “fruto de que se alimenta o jabuti”. Segundo o viajante inglês Richard Burton, jaboticatuba é uma fruta da família da jabuticaba (na foto acima de Arnaldo Silva), mas difere desta por ser mais alto, não dar frutos na parte baixa do tronco, com sua casca ter outro aspecto em relação à jabuticaba que conhecemos. A região seria então, segundo Burton, um lugar de Jaboticatubas. Segundo Leônicas Marques Afonso e Nelson de Sena, historiadores, Jaboticatubas corresponderia a Jaboticabal, já que a jabuticaba tradicional que conhecemos é abundante na região.
          Além dos atrativos naturais e relíquias históricas, Jaboticatubas possui uma riqueza cultural enorme. (na foto acima, de Thelmo Lins, presépio da Dona Nadir, de 81 anos) A cidade preserva a tradição dos presépios, sendo um dos grandes incentivadores dessa tradição, o jovem Luiz Filipe, que incruenta o circuito de presépios da cidade, hoje com 25 residências fazendo parte do circuito e mantendo viva na cidade essa tradição cristã milenar. (foto abaixo de Thelmo Lins)
Juntamente com a tradição dos presépios, tem as Pastorinhas, grupos formados por meninas, moças e senhoras com vestimentas idênticas às pastorinhas portuguesas. Segundo a tradição, as pastorinhas visitam as casas onde tem presépios e saem pelas ruas da cidade cantando louvores ao Menino Jesus e Nossa Senhora, bem como arrecadando contribuições para o Natal de crianças carentes. (na foto abaixo de Thelmo Lins)
          No povoado do Açude, uma dança com origem no período escravocrata é preservada. Chamada de Candombe do Açude, a dança é em homenagem a Nossa Senhora do Rosário. Em outro povoado de Jaboticatubas, Mato do Tição, as tradições da Festa Junina é uma das mais tradicionais e genuínas da região, com todas as tradições das tradicionais festas juninas preservadas. Nas festas juninas do povoado, acontece ainda a apresentação do “Candombe do Açude”. Grupos de Folia de Reis costumam se encontrar no mês de junho para apresentações no município e outras cidades, é o tradicional Encontro das Folias de Reis. 
Venha conhecer Jaboticatubas! A cidade te receberá de braços abertos! 
(Por Arnaldo Silva)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Belezas naturais de Minas são atrativos nas férias

          Quem procura destinos de viagem para maior contato com natureza e um bom banho de cachoeira nas férias não pode deixar de considerar o ‘mar’ de montanhas de Minas Gerais. Com milhares de quedas d’água catalogadas, o estado abriga riquezas naturais nas mais diversas regiões. Independentemente do roteiro e do tempo disponível, há opções que se encaixam em variadas propostas de passeio. Vale lembrar que deve-se ter o cuidado de optar pelo passeio em temporada de tempo firme, sem previsão de chuvas.
          A superintendente de Marketing Turístico da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), Fernanda Fonseca, explica que a maioria dos tradicionais roteiros turísticos em Minas Gerais, seja pela gastronomia ou pelas cidades históricas, por exemplo, tem cachoeiras próximas. Isso ajuda a diversificar os programas e torná-los ainda mais agradáveis a todos os públicos. (na foto acima, de Marcelo Santos, a Cachoeira do Curiango em Itacambira no Norte de Minas e abaixo de Sérgio Mourão, a Cachoeira das Maçãs em Itambé do Mato Dentro na Região Central)
          “Sempre há uma cachoeira por perto quando o destino escolhido é Minas Gerais, seja para uma viagem de muitos dias ou de apenas um fim de semana. Em todas as regiões, é possível conferir essas belezas naturais e, ainda, conciliar com outras experiências turísticas, como conhecer roteiros de queijos e azeites e também de patrimônio histórico e geográfico”, afirma Fernanda.
          Um exemplo de destino que concilia diferentes experiências é a Serra da Canastra, que abriga centenas de cachoeiras e, entre elas, a Casca D’Anta (na foto acima de Wilson Fortunato), considerada a maior queda do Rio São Francisco e a segunda maior do estado. Ela está localizada dentro do Parque Nacional Serra da Canastra, em São Roque de Minas, que atrai visitantes também pela fama na produção de queijos Canastra – 17 medalhas no 4º concurso mundial de queijos “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers”, na França, em 2019, foram de produtores do município.
          Na Serra da Canastra encontram-se, ainda, cachoeiras como do Zé Carlinhos (na foto acima do Wallace Skalla Turismo), considerada um refúgio em meio à natureza e localizada no município de Delfinópolis; Cachoeira Maria Augusta, tida para muitos como uma das mais acolhedoras do município de São João Batista do Glória; e a Cachoeira do Fundão, também localizada dentro do parque e vista como um exemplo de natureza preservada – recomenda-se, inclusive, que o trajeto seja feito em veículo com tração nas quatro rodas, acompanhado de guia. O Parque Nacional da Serra da Canastra fica a 443 quilômetros de Belo Horizonte.
Maior de Minas Gerais
          Para quem quiser visitar a maior cachoeira do estado e a terceira maior do Brasil, basta ir até a Serra do Espinhaço, no município de Conceição do Mato Dentro. Lá está a Cachoeira do Tabuleiro (na foto acima de Marcelo Melo), que tem 273 metros de queda livre formada a partir de um paredão digno de admiração. Ela foi eleita uma das sete maravilhas da Estrada Real e não decepciona quem se aventura nos cerca de quatro quilômetros de trilha para chegar até o poço. Está localizada no Parque Natural Municipal do Tabuleiro, que integra o Parque Estadual da Serra Geral do Intendente, e fica a 160 quilômetros de Belo Horizonte.
Complexos
          Outra opção que reúne conjunto vasto de quedas d’água é o “Complexo da Zilda”, no município de Carrancas, no Sul de Minas Gerais. (foto acima de Marcos Lamas) São muitas cachoeiras ideais para banho, descanso e contemplação. Um dos destaques é o Escorregador Natural da Zilda, uma pedra lisa de cerca de 6 metros, ideal para adultos e crianças que gostam de diversão.
          Em Carrancas, que fica a 300 quilômetros de Belo Horizonte, há ainda outros importantes conjuntos que integram belíssimas cachoeiras e piscinas naturais: Complexo da Fumaça (na foto acima do Gilson Nogueira), do Tira Prosa, da Vargem Grande e da Ponte. Cada um com sua particularidade e suas opções para banhos, mergulhos, descanso e contemplação. 
          No Sul de Minas, entre os outros municípios que abrigam quedas d’água estão Aiuruoca (na foto acima, de Marcelo Legramandi, a Cachoeira dos Garcias), Gonçalves, São Tomé da Letras e Baependi, todos pertencentes à Serra da Mantiqueira.
Trilhas e aventuras
          Para os viajantes dispostos a gastar mais tempo e energia nas trilhas de acesso às quedas d’água, uma alternativa é a Cachoeira do Crioulo, dona de uma das mais belas paisagens do Parque Estadual do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto, no Vale do Jequitinhonha, a 350 quilômetros da capital mineira e muito próximo de Diamantina – cerca de 50 minutos de trajeto.
          Para chegar a esse destino, são cerca de seis quilômetros de caminhada, que pode durar até quatro horas. No entanto, o esforço compensa: com uma prainha de areia branca e água cor de mel, ela forma um poço ideal para banho, mergulho e descanso.  (foto acima de Thelmo Lins)
          Para os aventureiros, uma dica é a Cachoeira da Fumaça (na foto acima de Eudes Cerrado), em Nova Ponte, no Triângulo Mineiro, a 60 quilômetros de Uberlândia e a 440 quilômetros de Belo Horizonte. Considerada uma das mais belas da região, ela é vista como um convite para os amantes de práticas esportivas como rapel e cabo aéreo, que podem ser feitos nos 60 metros de queda de muita água cristalina. Para quem quer descansar a cachoeira tem, em suas imediações, poços e piscinas ideais para banho.
          Ainda para aqueles com preparo físico em dia e que querem opções perto da capital mineira, o Cânion das Bandeirinhas (na foto acima de Vinícius Ditrich), no Parque Nacional da Serra do Cipó, reúne cachoeiras, cascatas e piscinas naturais de águas cristalinas. A distância da entrada do parque até o cânion é de cerca de 12 quilômetros, em trilhas bem demarcadas, sinalizadas e praticamente planas, com algumas travessias de rios. Durante o trajeto, que pode ser feito também por bicicleta, é possível conferir outras cachoeiras, como da Farofa e da Taioba. A Serra do Cipó fica a 100 quilômetros de Belo Horizonte.
          Outros destinos onde é possível encontrar cachoeiras e que são mais próximos da capital são Itabirito, Rio Acima, Santana do Riacho, Itambé do Mato Dentro e Jaboticatubas (na foto acima do Barbosa)(Com Agência Minas - Ilustrações nossa)