sábado, 20 de julho de 2019

A Cordilheira do Espinhaço e os Alpes Mineiros

A Cadeia de montanhas que forma a Cordilheira do Espinhaço que inicia na região do Caraça e se estende até a divisa com o Sul da Bahia, é chamada de Alpes Mineiros. A palavra alpes é famosa na Europa, pelo maciço de montanhas que se estende por várias países desse continente. A cadeia de montanhas que formam a cordilheira do Espinhaço, são nossos Alpes.(a foto acima, de Eduardo Gomes, mostra a Serra do Espinhaço em Francisco Sá, no Norte de Minas)
O ponto mais alto da serra é o pico do Sol com 2.072 metros, localizado no Parque Natural do Caraça no município de Catas Altas, (na foto acima de Alexandre Pastre) estado de Minas Gerais, parque que ainda abriga o pico do Inficionado com 2.068 metros, o pico da Carapuça com 1.955 metros, e o pico da Canjerana com 1.890 metros. Além desses, a serra ainda abriga outros picos famosos como o pico do Itambé com 2.002 metros e o Pico do Itacolomi com 1.772 metros, também em Minas Gerais.
A serra do Espinhaço pode ser considerada a única cordilheira do Brasil, pois é singular em sua forma e formação. (na foto acima de Manoel Freitas, a Serra do Espinhaço em Itacambira, Norte de Minas) Há mais de um bilhão de anos em constante movimento, é uma cadeia de montanhas bastante longa e estreita, entrecortada por picos e vales. Tem cerca de 1000 km de extensão, no sentido latitudinal do Quadrilátero Ferrífero, ao Norte de Minas e, depois de uma breve interrupção, alcança a porção sul da Bahia. Todo esse percurso apresenta uma diferença mínima de longitude, ou seja, sua largura varia apenas entre 50 e 100 km. 
A serra do Espinhaço (na foto acima de Tiago Geisler, o Pico do Itambé com 2055 metros de altitude em Santo Antônio do Itambé MG) foi considerada pela ONU em 27 de junho de 2005 a sétima reserva da biosfera brasileira, devido a sua grande diversidade de recursos naturais; mostrando-nos a importância de protegê-la. Mais da metade das espécies de animais e plantas ameaçados de extinção em Minas Gerais estão nas cadeias do Espinhaço. Especialmente na serra do Cipó, onde se encontra o maior número de espécies endêmicas da flora brasileira. 
 Na Serra do Cipó, praticamente no início dos nossos Alpes, está Lapinha da Serra ou Lapinha de Belém (na foto acima de Marcelo Santos), distrito de Santana do Riacho, um dos lugares da região do Espinhaço e Serra do Cipó mais visitados em Minas Gerais. Santana do Riacho integra o circuito da Estrada Real e está a 143 Km de Belo Horizonte. 
(As informações tem como fonte a Wikipédia)

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Andanças

Pelo caminho a vida vai traçando passos. 
Os pés vão aprendendo a dançar na poeira do tempo. 
Tempo de sóis e ventania. 
Mudanças nas andanças são rotineiras, certeiras e ferozes. 
Guarda teus pés da lama e procura os lírios que nela nascem.
Vivencia as pegadas que estão à frente, mas finca teus pés no teu próprio traçado. 
Vale a pena, pequena, cuidar de ti. 
Lavar os pés em água de chuva, às vezes é necessário, muitas vezes imprescindível. 
Reconhece tua dança, teu canto, tua morada. 
Redescobre o caminho quando se perder. 
São eles, os teus pés, que lhe trarão de volta, e, também, a farão prosseguir. 
Lava tua alma na canção do rio. 
O rio que corta a tua estrada vai dar no mar do coração. 
E aí, escuta,criança, no barulho dos teus passos, os segredos da viagem, e transforma em laços todos os nós do caminho. 
E que teus pés te levem, te tragam, te conduzam, desenhem e contem sua história: história de mulher com detalhes de menina. Miryan Lucy Rezende - Uberlândia MG com fotografia ilustrativa, de Wilson Fortunato

Produção de trigo cresce em Minas Gerais

Triticum spp. o nosso trigo, originário da Síria, Jordânia, Turquia e Iraque, no Oriente Médio é uma gramínea presente em todos os países do mundo. Sua origem data de 10 mil anos e é a maior cultura de cereais desde os tempos antigos. Em seguida vem a cultura do arroz e o milho. Os grãos do trigo são usados na fabricação de farinha e com esta o pão nosso de cada dia e outros alimentos presentes na culinária de todos os países do mundo. Além da alimentação humana, do trigo são criados alimentos para animais domésticos e usado também na fabricação de cervejas. 
Chegou ao Brasil em 1531 através do português Martin Afonso de Souza já que a planta não existia no recém-descoberto Brasil e os portugueses necessitavam dos alimentos à base de trigo, principalmente pão. As primeiras sementes foram plantadas no que é hoje o Estado de São Paulo. Por ser uma planta de clima frio, foi levado para o Sul do país, onde encontrou solo propício para seu cultivo, bem como clima adequado ao seu desenvolvimento. Durante séculos de colonização, a produção de trigo foi ínfima, devido às dificuldades de manejo, pouca mão de obra e constantes guerras locais. A situação só começou a melhor a partir da Independência em 1822 e com a chegada de imigrantes alemães a partir de 1824 e dos imigrantes italianos, que começaram a chegar ao Brasil a partir de 1875. Foi um novo impulso à produção de trigo no Brasil. 
Até hoje a região Sul do Brasil predomina na produção de trigo com 89% da produção do trigo no Brasil, sendo o Paraná líder na produção, seguido pelo Rio Grande do Sul. O Sudeste é responsável pela produção de 9%, concentrados em São Paulo e Minas Gerais. 2% do trigo nacional são produzidos na Região Centro Oeste e Nordeste do país. O Brasil produz em média 5,2 milhões de toneladas de trigo por ano e importa sete milhões de toneladas todos os anos, ou seja, o consumo de trigo no Brasil é de mais de 12 milhões de toneladas anuais, sendo a produção nacional insuficiente para abastecer o mercado interno. 61% do trigo consumido no país são importados. 
Por isso a necessidade de ampliar a área de produção de trigo no país, para outras regiões brasileiras. Além da produção insuficiente, o frio extremo, as chuvas e geadas constantes no inverno na região Sul do Brasil, ocasiona perdas nas plantações, o que compromete o consumo, bem como encarece o produto, já que para repor as perdas e abastecer o mercado interno, tem que aumentar as importações, além do normal.
Como a demanda interna maior que a produção, surgiu a necessidade de ampliar a área de plantio de trigo no Brasil. O trigo encontrou solo perfeito para se desenvolver em Minas Gerais. Isso porque o solo mineiro é muito fértil, o inverno não é tão rigoroso como no Sul do país e pelo fato do clima nessa época do ano ser bem seco. Esses fatores proporcionam uma menor incidência de pragas e doenças nas lavouras, possibilitando o uso menor de defensivos agrícolas, gerando menos gastos para o produtor. Outro ponto importante é que Minas Gerais é um considerado o celeiro do Brasil. As fazendas mineiras produzem feijão, arroz, milho, soja, café, etc. e já tem infraestrutura na produção agrária como tecnologia, maquinários, mãos de obra especializada, armazéns para armazenamento de grãos, etc., necessitando apenas de alguns ajustes no plantio e colheita do trigo. Diante desse cenário positivo, os triticultores (quem produz trigo) mineiros começaram a investir no plantio de trigo, principalmente na entressafra. 
O início foi tímido, com uma produção pequena nas décadas de 1980/90. Hoje o Estado ocupa a quarta colocação na produção de trigo no Brasil, com tendência a crescer muito mais. Há 10 anos, por exemplo, a produção de trigo em Minas era em média 50 mil toneladas. Em 2015, Minas Gerais produziu cerca de 235,5 mil toneladas. Na safra 2016/2017 chegou a quase 300 mil toneladas. A estimativa para os próximos anos é alcançar 500 mil toneladas. Para se ter uma ideia desse crescimento, nos últimos 10 anos, a área de trigo plantada no Estado de Minas Gerais cresceu de 11,7 hectares para mais de 85 mil hectares. Hoje, cerca de 30% do trigo consumido pelos mineiros é produzido em Minas. Realidade diferente de 2006, por exemplo, que era apenas 2%. A tendência é essa área ampliar mais, já que esse tipo de monocultura tem mercado no Brasil, ainda muito dependente das importações. Por isso o trigo vem conquistando cada vez mais espaço na produção agrícola mineira, sendo uma alternativa na entressafra quando acontece a rotação das lavouras. 
Segundo dados da Seapa MG (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a maior região produtora de trigo em Minas Gerais é o Alto Paranaíba com 43,39% da produção, seguido pelo Sul de Minas com 24,31% e Região Central Mineira, com 19,77%. Por município, o maior produtor de trigo em Minas Gerais é Ibiá, no Alto Paranaíba, seguida por Perdizes no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba no Alto Paranaíba, São João Del Rei e Madre de Deus de Minas, no Campo das Vertentes. (Dados da Seapa/2015)
Reportagem de Arnaldo Silva com fotografias de Gilson Nogueira em Ingaí MG, Campo das Vertentes

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Minas se destaca na produção de azeite de abacate

O abacate é uma fruta muito comum no Brasil. Está presente em praticamente todas as cidades e regiões brasileiras. Isso faz com que muita gente pense que a fruta é nativa do nosso país. Mas não é. Abacate é nativo da América Central e do México. A fruta está presente em vários pratos da nossa culinária e nos quintais, principalmente em Minas Gerais, que é um dos grandes produtores da fruta no Brasil. Ouro Verde, Quintal, Geada, Fortuna, Breda, Margarida e o avocado Haas e Fuerte são as variedades mais comuns no Brasil. 
Azeite é a expressão que usamos para a palavra espanhola "aceite" que significa óleo. Azeite não vem da palavra azeitona, o fruto da oliveira. O azeite é extraído a partir da polpa do fruto, seja do dendê, da oliveira, do abacate, etc. Já o óleo é extraído das sementes como exemplo o óleo de girassol, de amêndoa, de soja, milho, etc.
O azeite de abacate é um dos mais nutritivos do mundo. As variedades Breda, Margarida e em especial o Haas produzem azeites de alto valor nutricional. Dessas variedades, o mais famoso é a variedade Haas, mas muito pouco conhecida entre os brasileiros. Chegou ao Brasil na década de 1970. Essa espécie é largamente produzida na Califórnia, nos Estados Unidos. O avocado Haas foi introduzido no Brasil em 1975 e sua produção vem crescendo, tendo um incremento nos últimos anos, com a popularização da variedade no mundo, principalmente do azeite, considerado superior ao azeite de oliva. O avocado das variedades Fuerte possui a casca lisa e verde, quando maduros, com formato alongado. Já o Haas é menor, de casca escura e rugosa. Quando maduro adquire uma cor escura, quase roxa. O avocado na variedade fuerte produz o fruto de fevereiro a maio. Já a temporada do avocado Haas vai de maio a outubro. A diferença do avocado para as outras variedades de abacates que conhecemos está na quantidade de calorias. São 10% de calorias menos que o abacate comum. Por ser originário da América Central e México, é chamado de avocado, que é abacate em espanhol. 
O consumo dessa variedade de abacate na América Central, América do Norte e Europa vem crescendo muito principalmente entre os praticantes de esportes, antes e depois das práticas esportivas por favorecer a reposição de sais minerais. É consumido in natura, em pratos e principalmente como azeite.
Isso porque essa espécie possui aminoácidos em sua composição, com substâncias em combinação, faz da espécie um potente antioxidante. Ajuda a balancear as taxas de colesterol, protege o coração, é um ótimo aliado no combate a doenças como o diabetes e alguns tipos de câncer e ainda possui 11 vitaminas e 14 minerais.
Quem não pode ter em seu quintal um pé de avocado ou comprar o fruto sempre, pode fazer uso do azeite. Uma grande vantagem desse azeite, em relação ao tradicional, além do poder nutritivo é que pode ser aquecido a 200ºC.
Entre os benefícios do azeite avocado, podemos citar: 
1. Saúde da pele e do cabelo
2. Prevenção contra o câncer
3. Saúde cardiovascular e redução da pressão arterial
4. Saúde ocular
5. Redução de processos inflamatórios
6. Perda de peso
7. Absorção de nutrientes
8. Saúde oral
9. Controle da diabetes
10. Fortalecimento do sistema imunológico
11. Controle do colesterol
12. Proteção da próstata
13. Prevenção e tratamento de sinais de envelhecimento 
Onde é produzido o Azeite de Abacate no Brasil?
Em Minas Gerais, na cidade de São Sebastião do Paraíso MG, no Sudoeste do Estado são produzidos o azeite de abacate das variedades Haas, Breda e Margarida. Também cosméticos feitos á base de abacate são produzidos no Estado pela empresa Flor do Abacate.
A empresa surgiu da iniciativa do engenheiro agrônomo José Carlos Gonçalves, produtor de café e abacate nos estados de Minas Gerais e São Paulo. A mais de três décadas de trabalho, maneja seis propriedades, em parceria com seu filho, Carlos Alberto Pinto Gonçalves. Cinco propriedades estão localizadas em Minas Gerais: São Sebastião do Paraíso, Jacuí, Cássia, São Tomás de Aquino e Ibiraci, no Sudoeste de Minas Gerais. Também no estado de São Paulo, no município de Cajuru.
Com muita dedicação, pesquisa e tecnologia, transformou-se no maior produtor brasileiro da variedade de abacate Breda. Anualmente, são colhidas mais de 4 mil toneladas de abacates.
Em 2014, em parceria com a Epamig, realizou, experimentalmente, os primeiros litros do azeite de abacate.
Depois disso, em contato com universidades, pesquisas com indústrias de maquinários, orientações e inspeções de órgãos regulatórios, iniciou a construção da indústria Flor do Abacate.
Hoje, 5 anos mais tarde, deu-se início à produção do azeite de Abacate Paraíso Verde.
O azeite é extraído em maquinários modernos, a frio, sem nenhum aditivo químico. É puríssimo e muito saboroso.
A produção do azeite, coincide com a safra do abacate das nossas lavouras e estende-se durante todo o segundo semestre.
Como já amplamente divulgado, o azeite de abacate é um alimento completo. Possui vitaminas, proteínas, ômegas que quando consumidos, são revertidos em benefícios ao nosso organismo.
Além do azeite destinado à alimentação, uma parte dele é encaminhada à produção de cosméticos muito especiais que possuem, em sua formulação, uma dose generosa do mais puro azeite de abacate. Nada mais interessante do que usar na pele um rico alimento.
A meta principal da Flor do Abacate é aproveitar o fruto em sua totalidade: polpa, caroço e casca. Para tanto, novos projetos e pesquisas estão sendo direcionados para a confecção de produtos surpreendentes.
Quem quiser saber mais sobre o azeite e cosméticos, pode obter mais informações no site:www.paraisoverde.ind.br 

sábado, 6 de julho de 2019

Queijo premiado tem fila de espera em Minas

Não podia ser outro lugar. Na pacata cidadezinha do interior de Minas Gerais chamada Alagoa, onde o tempo parece passar um cadinho mais sereno e devagar, existe fila de espera para os exemplares artesanais da Queijo d´Alagoa MG.

O motivo da fila? Muitos prêmios coroam a empresa mineira que é pioneira no Brasil na venda de queijo pela internet.
PRÊMIOS, MUITOS PRÊMIOS: A Queijo d’Alagoa-MG nasceu em novembro de 2009 para ajudar um produtor de queijo, Sô Batistinha, a escoar sua produção. O negócio cresceu e hoje contribui com o desenvolvimento local, atrai turistas para o município e ajuda a manter aberta a única agência dos Correios na cidade.

O primeiro prêmio veio em 2013 em Belo Horizonte. A Queijo d’Alagoa-MG recebeu o Troféu Modesto Araújo, Prêmio de Empreendedorismo e Inovação da Fundação Dom Cabral e Diário do Comércio. No ano seguinte, também na capital mineira, a loja virtual de queijos recebeu o Prêmio MG Turismo no Ouro Minas Palace Hotel. Ainda em 2014 a Queijo d’Alagoa-MG venceu o Concurso O Melhor Queijo de Alagoa. Em 2015 e 2016 vieram as medalhas do Prêmio Queijos Brasil. O ano 2017 foi um divisor de águas: Medalha de Bronze no Mondial du Fromage em Tours, na França. Ainda em 2017 o Troféu Super Ouro no III Prêmio Queijos Brasil em São Paulo. Em 2018 a Queijo d’Alagoa-MG recebeu o Prêmio Melhores do Ano da Revista Prazeres da Mesa, duas Medalhas de Ouro, uma de Prata e uma de Bronze no IV Prêmio Queijos Brasil. Recentemente, em 2019, Medalha de Prata no Mondial du Fromage na França e Medalha de Prata no concurso municipal com o Queijo Alagoa Pequena. O queijo do Sô Batistinha também ganhou Medalha de Bronze neste concurso.

Os certificados dos prêmios lotam a parede da loja física, que está precisando de mais espaço, e aumenta a demanda pelos queijos, que cada vez estão tornando-se mais disputados. “O queijo é delicioso! Vai faltar espaço na embalagem pra tanta medalha!” brinca a internauta Jaque Miyamoto, de São Paulo.
ARTESANAL NÃO É INDUSTRIAL: Além dos prêmios, outro fator que justifica a geração da fila de espera é o volume da produção. O queijo artesanal é feito em pequena escala, diferente do industrial que é feito em grande escala. “O queijo do Sô Batistinha é um queijo feito em micro lotes:, são apenas 07 peças por dia!” exemplifica Osvaldo Filho, fundador da Queijo d’Alagoa-MG, justificando que não tem outro caminho a não ser o da paciência.

E haja paciência para quem deseja o Queijo do Coronel, peças grandes maturadas com azeite por mais de 100 dias a 06 meses, eleito um dos 5 Melhores Queijos do Brasil pela Revista O Globo, Medalha de Ouro no IV Prêmio Queijos Brasil. “Temos clientes esperando há 6 meses por exemplares do Queijo do Coronel. A gente tem que ter paciência para maturar os queijos e o cliente tem que ter paciência para esperar o processo de maturação. A espera é compensada com um sabor intenso, picante e persistente na boca” brinca Osvaldo.

“Coloca meu nome na fila de espera” pediu Suzana Tamanaha, uma das integrantes da comitiva coordenada por Rusty Marcellini enquanto faziam a Rota do Queijo e do Azeite no feriado de Corpus Christi em Alagoa.

Outro queijo com fila de espera é o Queijo Faixa Dourada, ele recebeu o troféu Super Ouro, além da Medalha de Ouro, no III Prêmio Queijos Brasil. É maturado com azeite de Alagoa – eleito o melhor azeite do hemisfério sul na Expo Oliva, diga-se de passagem – de 30 a 40 dias. “Esperei 30 dias para receber o queijo, mas foi gratificante: o queijo é maravilhoso! O sabor do queijo compensou cada segundo de espera. Agora estou na fila por mais quatro exemplares” confessa Rodrigo Pistoresi de Nova Esperança/PR.

Quem tem pressa come queijo fresco. Esta constatação transformou-se numa das frases queijísticas da Queijo d´Alagoa-MG. Tendo paciência é possível apreciar os queijos maturados.
Contato: E-mail:contato@queijodalagoa.com.br - 
Site: www.queijodalagoa.com.br ou pelo telefone (35) 99828-0359

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A Casa de Chica da Silva em Diamantina

Em Diamantina, no Alto Jequitinhonha, encontra-se um dos grandes acervos da nossa história. A casa em que viveu o Contratador de Diamantes, João Fernandes de Oliveira (Mariana – 1720 – Lisboa 1779), um dos homens mais ricos naquela época, com sua mulher, a ex-escrava Francisca da Silva de Oliveira, ou simplesmente Chica da Silva (Serro, ca. 1732 – 15 de fevereiro de 1796). (na foto ao lado de Elvira Nascimento, à esquerda, em tons verdes) É um típico casarão da fidalguia do século 18 e um dos mais suntuosos casarões da região.
Nesse casarão,, o casal morou entre 1763 e 1771 quando o Contratador teve que partir para Portugal (morreu em 18 de março 1779 naquele país, sem nunca voltar para reencontrar Chica da Silva). A união dos dois nunca foi oficializada, já que naquela época as leis proibiam casamentos entre pessoas de origens raciais diferentes. 
Foram 15 anos vivendo juntos. Dessa união o casal teve 13 filhos que foram: Francisca de Paula (1755); João Fernandes (1756); Rita (1757); Joaquim (1759); Antônio Caetano (1761); Ana (1762); Helena (1763); Antônia (1764); Luísa (1765); Maria (1766); Quitéria Rita (1767); Mariana (1769); José Agostinho Fernandes (1770). Por não ser uma união permitida, filhos de brancos e escravas eram registrados sem o nome do pai, mas nesse caso, houve exceção. Todos os filhos de Chica da Silva com o Contratador foram batizados e registrados como filhos de João Fernandes de Oliveira. (na foto acima de Fernando Campanella, Diamantina vista na sacada da Casa de Chica da Silva)
Chica da Silva faleceu 17 anos (1796) após a morte de João Fernandes. Sua influência na sociedade, mesmo com a partida de João Fernandes para Portugal (1771) e falecimento (1779), era tanta que foi sepultada no interior da Igreja de São Francisco de Assis em Diamantina, um privilégio quase que exclusivo de brancos ricos naquela época. 
Hoje, o casarão em que viveu Chica da Silva virou um museu que conta a história de Chica e do local, sendo um dos mais visitados por turistas que vão à Diamantina. 
(Por Arnaldo Silva)

A Casa da Câmara e Cadeia de Mariana

Um dos mais imponentes sobrados da arquitetura colonial de Minas Gerais, a Casa de Câmara e Cadeia, em Mariana, foi projetada em 1768 e ficou pronta em 1795. Além de funções administrativas e legislativas, o local funcionou também como casa de fundição de ouro e senzala. Hoje, é a sede da Câmara Municipal de Mariana. Está localizada na praça Minas Gerais, em frente às igrejas de São Francisco de Assis, de Nossa Senhora do Carmo e de um pelourinho, usado para punir escravos durante o Brasil colonial.

O edifício ostenta seis janelões no andar superior, ladeando o portal decorado de entrada, ao qual se chega por uma ampla escadaria em quatro lances. Parapeitos maciços e corrimão de pedra-sabão fecham as escadas. Sobre o portal, surge o brasão imperial, que veio substituir as armas de Portugal no século 19.

Os janelões trazem molduras curvas e balcões de pedra, além de parapeitos de ferro trabalhados. Uma pequena torre com sino desponta sobre o telhado tipo quatro águas (cobertura em quatro planos). Na fachada, os elementos decorativos usam pedra-sabão azulada, formando belo contraste com o branco de cal das paredes. Uma moldura (cornija) percorre elegantemente todo o edifício, erguido em planta retangular e estrutura de alvenaria e cal.

Internamente, o pavimento térreo traz piso em lajes e paredes espessas. Está dividido em três compartimentos, tendo um arco de separação em cada um. Os três cárceres eram destinados respectivamente aos presos brancos, negros e às mulheres. No andar superior, os pisos são em tábuas largas e a área aparece dividida em três salões na frente e cinco salas ao fundo, onde funcionavam os serviços da câmara. O acesso aos cárceres se fazia por meio de alçapões.

Construiu-se o prédio no local onde anteriormente ficavam os quartéis dos Dragões (o exército no período colonial) instalados em Mariana. Coube ao Senado da Câmara de Mariana (espécie de executivo e legislativo da época) a iniciativa de sua construção, cuja autorização definitiva foi dada em 1782.

Nos fundos da Casa de Câmara e Cadeia, fica a capela do Senhor dos Passos, construída em 1793 e sem uso religioso. A maior parte das peças originais do mobiliário da Casa de Câmara e Cadeia de Mariana desapareceu. Restou algum mobiliário, como as cadeiras de jacarandá, que se encontram no Rio de Janeiro, no Museu da Chácara do Céu, em Santa Tereza.
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Fontes: Inventário do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Prefeitura de Mariana e Câmara Municipal de Mariana/https://www.mg.gov.br/conteudo/conheca-minas/turismo/casa-de-camara-e-cadeia

Conheça Rio Novo

Em Minas Gerais encontramos verdadeiros tesouros. Cidades onde seus moradores se sentem parte integrada de sua arquitetura e em tudo que a cidade oferece. Cuidam e se orgulham da cidade onde vivem. Uma dessas cidades é Rio Novo, na Zona da Mata Mineira. Com cerca de nove mil habitantes, Rio Novo é uma típica e tradicional cidade do interior de Minas. Seu povo não foge à regra com o mais genuíno carisma da hospitalidade mineira.
Rio Novo foi fundado em 13 de 1870 e faz divisa com os municípios de Tabuleiro, Guarani, Piau, Coronel Pacheco, Chácara, São João Nepomuceno e Descoberto. (acima foto antiga de Rio Novo) É uma das sedes do Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco. Em Rio Novo está o terminal de passageiros e o pátio das aeronaves. Fica apenas 55 km de Juiz de Fora MG pela MG 353 e 297 km de Belo Horizonte, pela BR 040. 
O que chama atenção na cidade é o cuidado de seus moradores para com seu patrimônio, principalmente na conservação de seu casario histórico, em estilo colonial e maior parte, no estilo eclético. A bela arquitetura das fachadas dos casarões e suas cores vivas encantam e impressionam os visitantes. O estilo eclético surgiu na Europa no fim do século XIX como transição da arquitetura predominante. Era a combinação de estilos diferentes como o clássico, barroco, medieval, renascentista e neoclássica, originando assim um novo estilo, tendo a França e Inglaterra, os maiores inspiradores para a difusão desse estilo pelo mundo. Em Minas Gerais, esse estilo está presente em várias cidades, como Belo Horizonte. Rio Novo tem um rico acervo eclético, que lembra muito as pequenas cidades francesas do início do século passado, principalmente em sua principal praça. 
A praça em questão é a Praça Prefeito Ronaldo Dutra Borges, o maior cartão de visitas da cidade. É uma verdadeira obra de arte! Uma das mais belas praças de Minas Gerais. A junção da beleza da praça com arquitetura eclética dos casarões impressiona. Difícil não admirar tamanha beleza.
No município estão o Ribeirão Caranguejo e o Rio Novo, que dá nome à cidade, bem como cachoeiras, trilhas ótimas para cavalgadas e muita mata nativa de Mata Atlântica. A cachaça artesanal de Rio Novo é ótima, produzida em várias fazendas do município, que conta ainda com hotéis fazendas, proporcionando conforto e descanso para os hóspedes. Já na área urbana têm feiras de artesanatos, eventos religiosos e culturais durante o ano, principalmente no Carnaval. 
Acidade promove um dos melhores carnavais da Zona da Mata, com desfile de escolas de samba e blocos caricatos. (a foto acima foi gentilmente cedida pelo Mauro Célio, da Prefeitura de Rio Novo MG) Essa festa é tão importante na cidade, que o bloco do Zé Pereira, um dos mais antigos na região, é considerado Patrimônio Imaterial da cidade. 
Estar em Rio Novo é estar em um pouco de Minas. Cultura, tradição, história, beleza arquitetônica, paisagens, arte, artesanato, religiosidade, hospitalidade e principalmente, em uma cidade gostosa de viver e de visitar. A cidade é um encanto, um verdadeiro tesouro de Minas. Por Arnaldo Silva, com fotografias de Thelmo Lins

terça-feira, 2 de julho de 2019

Se encante com Minas Gerais!

Cultura, culinária, tradição, historia, religiosidade, paisagens deslumbrantes e o povo mineiro em especial, fazem de Minas Gerais um estado único no Brasil. (foto acima de Jerez Costa em Aiuruoca MG)
Na cozinha mineira todos são bem vindos e tem comida pra todos. Mineiro não economiza na comida, de jeito nenhum! É a nossa "marca". Nossa principalmente característica é tratar bem as visitas, oferecendo uma mesa farta. Você pode ir em 10 casas por dia de um mineiro, com certeza, não sairá de lá sem tomar um cafezinho e comer pelo menos uns biscoitos. Isso em todas as casas. E não adianta recusar. É desfeita das grandes recusar um doce, um cafezinho, uma quitanda ou um prato especial de nossa culinária. E tem pra todos os gostos e idades. A culinária de Minas conquista o mais exigente paladar. Basta experimentar. 
Saindo da cozinha, vamos para a nossa arquitetura. É única, magnífica, esplêndida! Em Minas está o maior acervo arquitetônico do Brasil e o mais importante também. São cidades históricas e muita histórica pra contar do período Colonial, Barroco e Imperial Brasileiro. Por toda Minas Gerais você encontra história e cultura nas cidades. 
A mais famosa é sem dúvida Ouro Preto (na foto acima de Arnaldo Silva), cidade Patrimônio Mundial desde 1980.Temos também Diamantina, que também é Patrimônio Mundial, bem como o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial. Temos Mariana, a primeira Capital de Minas Gerais, a cidade do Serro, Tiradentes, São João Del Rei, Prados, Sabará, Santana dos Montes, Pitangui, Catas Altas, Santa Bárbara, Conceição do Mato Dentro e outras dezenas de cidades mineiras que se destacam pela arquitetura barroca, eternizadas nos trabalhos de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho e pelas pinturas emocionantes e impressionantes do Mestre Athaíde. 
Pra quem quer apenas relaxar, curtir a natureza, em Minas não falta lugar. Veja essa imagem acima do César Reis, feita em Santa Bárbara do Tugúrio, no Campo das Vertentes. Não é impressionante? E as cachoeiras? São milhares. Gosta de práticas meditativas? Conheça as cidades sagradas de Minas, segundo os místicos e esotéricos são sete e todas no Sul de Minas. As cidades sagradas são:São Tomé das Letras, Aiuruoca, São Lourenço, Pouso Alto, Itanhandu, Maria da Fé, Carmo de Minas e Conceição do Rio Verde. Vale a pena conhecer essas cidades. 
Mas você gosta de curtir as flores e caminhar por campos de girassóis aqui tem. Seja no Triângulo Mineiro, no Sul de Minas, Zona da Mata, no Norte de Minas, ou na Região Central, encontrará belíssima plantações de girassóis. Temos também plantações de lavandas. Isso mesmo, lavandas em Minas. (foto acima Lavandas da Serra/divulgação) Em São Bento do Abade, no Sul de Minas, vizinha a São Tomé das Letras.  Se gosta da beleza das cerejeiras, aqui tem também. Em Maria da Fé e outras cidades do Sul de Minas.
Lugares para relaxar, aliviar as tensões que as grandes cidades provocam, você encontra em Minas o que precisa, por exemplo, esse lugar ai da foto acima, do Pedro Beraldo, em Santo Hilário, distrito de Pimenta, no Oeste de Minas, uma das cidades banhadas pelo imenso Lago de Furnas. Vir à Minas Gerais não é uma simples viagem. É vivenciar a plenitude da natureza, sentir a energia dos minerais que emanam de nossas terras e a energia boa que vem das montanhas mineiras. Só encontra aqui.
Tem muita gente que vai à Capadócia, na Turquia, voar de balão. Nem precisa, aqui em Minas tem. Em São Lourenço, no Sul do Estado (na foto acima de Gislene Ras), voar em balão é uma aventura imperdível. Tem balonismo na Serra da Moeda, em Tiradentes, São Roque de Minas, Sete Lagoas e outras cidades mineiras. Se deseja uma aventura mais radical, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, é o melhor lugar do mundo para praticar voo livre. Voar de parapente na Serra da Moeda, pertinho de BH é uma aventura e tanto. Tem ainda a Serra do Cipó, lugar perfeito para os amantes do trekking, canoagem e rapel.
E nossas águas medicinais? Em todas as regiões tem. Em Felício dos Santos, no Vale do Jequitinhonha, tem águas quentes, de alto poder medicinal. As águas de Montezuma, no Norte de Minas, são famosas por suas propriedades, sem contar as águas sulfurosas e radioativas de Araxá, considerada o maior spa de águas medicinais do país. Se for ao Sul de Minas vai se deliciar com as melhores águas medicinais do mundo. Lambari, na foto acima de Luiz Carlos, Caxambu, Poços de Caldas, Caldas, São Lourenço, Baependi e tantas outras. O circuito das águas de Minas é o destino perfeito para quem quer conforto, bem estar e saúde. 
Eu particularmente gosto de fazendas e de lugares tranquilos. Veja essa imagem acima. É do Marcelo Santos, no Vale Encantado em Alto Caparaó MG, Zona da Mata. Faz jus ao nome.  É de encantar mesmo. 
Pra quem ama a vida rural, fazendas que recebem visitantes em Minas é o que não falta, principalmente as fazendas construídas no auge do Ciclo do Café. (na foto acima, de Themo Lins, a Fazenda Palestina em Itapecerica no Oeste de Minas) Sul de Minas, Região Central e Zona da Mata estão concentradas as grandes fazendas Minas, muitas delas recebem visitantes, como a Fazenda Santa Clara, em Santa Rita de Jacutinga e outras que viraram pousadas, como em Santana dos Montes, na Região Central. Por todo o Estado encontrará casarões (como este da foto abaixo, do Sérgio Mourão, da Fazenda da Vagem em Nova Era, Vale do Aço. Na fazenda hoje funcionada um Centro Cultural), pousadas e hotéis fazendas em todas as regiões de Minas que oferecem conforto e uma volta do tempo. 
Não para descrever tudo que o Estado oferece em algumas palavras. Em cada região, em cada cidade mineira, tem um pouco de Minas, porque, como diz Guimarães Rosa: "Minas são muitas". Venha conhecer Minas Gerais! (Por Arnaldo Silva)

O queijo maturado na fumaça

Que mineiro entende de queijo isso todos sabem há séculos, mas cada dia uma surpresa, graças ao dom natural do nosso povo para a culinária. No pequeno município de Alagoa, no Sul de Minas, um queijo de casca marrom, com miolo na cor amarelo claro e massa firme, faz sucesso. É o queijo defumado na fumaça.
É produzido na Fazenda Bela Vista, onde é produzidos queijos de alta qualidade e sabor, sendo três queijos da fazenda premiados recentemente no concurso Mondial du Fromage em Tours, França com uma medalha de ouro e duas de bronze. 
O queijo é feito com leite cru integral, fermento lácteo, coalho líquido e sal. É defumado artesanalmente em tambores na própria fazenda, sendo um dos mais vendidos pelo seu sabor diferenciado. Segundo a produtora Thaylane Guedes " é a fumaça do fogo que dá o aroma de fumaça e também o tom marrom na coloração do queijo". A produtora destaca ainda que  não é usado corante algum para dar a cor marrom no queijo. Somente fumaça. 
O queijo maturado na fumaça é um queijo para comer a qualquer hora do dia, mas umas das formas mais deliciosas de saboreá-lo é na churrasqueira, onde a casca do queijo dá uma “tostadinha” e por dentro ele derrete.
O sabor é espetacular só provando para saber! 
Por Arnaldo Silva, com informações e fotos de Thaylane Guedes

sábado, 29 de junho de 2019

A cidade de Botumirim e o Rio do Peixe

O município de Botumirim (foto acima de Wilson Ferreira Santos) localiza-se no Norte de Minas na continuação da Serra do Espinhaço no início do Alto Jequitinhonha, especificamente na Serra do Cantagalo. Vizinho do Parque Nacional das Sempre Vivas, o município é banhado por vários ribeirões e tem o Rio Itacambiruçu como principal fonte alimentadora de água e que também nutre a recente Usina Hidrelétrica de Irapé, inaugurada no ano de 2006. E o Rio do Peixe, um dos lugares mais visitados por turistas na região. O município fica a 575 km da Capital e tem 6350 habitantes, segundo o IBGE em 2018. Faz divisa com os municípios de Grão Mogol, Itacambira, Bocaiúva, Turmalina, Leme do Prado, José Gonçalves de Minas, Cristália
Formações rochosas de Botumirim MG. Fotografia de Wilson Ferreira Santos
Nos dias de hoje a cidade possui uma economia em torno da atividade da silvicultura e possui belezas naturais ainda pouco tocadas. 
Paisagem nativa de Botumirim Foto de Eduardo Gomes
O clima tropical de altitude, as belas serras do entorno da cidade, o acolhimento de seus habitantes e as as festas típicas da cidade vêm atraindo turistas nos últimos anos. A ligação asfáltica, a exploração de silvicultura e construção da Usina de Irapé permitiu um certo desenvolvimento à cidade que possibilitou a fixação de seus habitantes e em alguns casos promoveu o retorno daqueles que migraram para os grandes centros urbanos. No dia primeiro de março do ano de 2013 a cidade comemorou 50 anos de existência e várias festividades aconteceram na cidade.
Rio do Peixe em Botumirim MG. Por Wilson Ferreira Santos 
Quando a sede pelo ouro foi diminuindo e a atividade mineradora perdendo a força, aqueles que antes estavam apenas em busca do precioso metal passaram a dedicar-se ao cultivo da terra, expandindo a área pastoril. Foi assim que começou o povoamento do município de Botumirim. Sob a proteção de São Gonçalo, construiu-se a primeira igreja, ao lado do cemitério paroquial. Nascia o povoado de Serrinha. Com o tempo, passa a Arraial das Formigas. Mais tarde, é elevado a distrito com o nome de Botumirim e, em 1962, emancipa-se, passando a município. 
Rio do Peixe. Fotografia de Wilson Ferreira Santos
Merece ser visitada em Botumirim a Cachoeira das Quatro Oitavas, a do Bananal e o Rio de Peixe que é uma das mais belas paisagens de Minas Gerais e um dos locais mais visitados por turistas que vão a Botumirim, devido a rara beleza do rio e sua paisagem com formações rochosas impressionantes.
Fotografia acima de Lucas Alves do Rio do Peixe
Rio de Peixe em Botumirim/MG. Fotografia de Eduardo Gomes
Areias branquíssimas formam praias artificiais as margens do Rio do Peixe. Foto de Wilson Ferreira Santos
Pinturas rupestres estão presentes em cavernas e grutas da região. Fotografia de Wilson Ferreira Santos
Sempre-vivas estão presentes na paisagem da região.Imagem de Eduardo Gomes
 (fonte das informações: Wikipédia)