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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

O esplendor dos santuários ecológicos mineiros

(Por Arnaldo Silva) Montanhas, serras, picos, grutas, cachoeiras, a Cordilheira do Espinhaço, rios com praias fluviais, matas com flores nativas, como esta orquídea, fotografada pelo Wilson Fortunato na Serra do Gavião, em Felício dos Santos MG, lagos e represas, são alguns atrativos naturais de Minas Gerais. Boa parte dessas beleza naturais, ficam em unidades de conservação municipais, estaduais e federais. São lugares deslumbrantes, com vastas áreas de Cerrado e Mata Atlântica, protegidos nas unidades de conservação mineiras, como a Serra do Rola Moça, entre Belo Horizonte e Brumadinho, na foto abaixo, do Elpídio Justino de Andrade, Casa Branca, em Brumadinho, vista do topo da Serra do Rola Moça.
O nome tem origem num causo do escritor Mário de Andrade, que narrou a história de uma moça, que ao voltar de seu casamento com o noivo, montados cada um em um cavalo, o que a noiva montava, escorregou em cascalho, vindo a moça cair, rolando serra abaixo e morrendo. A triste história do casal comoveu e a serra onde sofrera a queda, passou a se chamar Rola Moça. O lugar proporciona uma vista linda de Brumadinho e região, além de guardar riquezas de nossa fauna e flora como o lobo-guará, várias espécies de pássaros, orquídeas nativas, bromélias, candeias, etc. Por toda Minas, existem lugares belíssimos e impressionantes!
Um desses lugares é o Parque Estadual do Biribiri, em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Lugar tranquilo, com uma flora riquíssima e belezas impressionantes, como a Cachoeira do Sentinela e esta acima, na foto da Elvira Nascimento, a Cachoeira dos Cristais. Além da charmosa Vila de Biribiri, que fica dentro do parque, no local existem mirantes, como o da Cruzinha e o da Guinda com fácil acesso com belíssimas vistas, além do "Caminho do Escravos", iniciando no perímetro urbano de Diamantina, estendendo até o distrito de Mendanha, num percurso de 20 km. É uma trilha aberta pelos escravos no século XVIII, para escoamento da produção de diamantes da região
Um destino imperdível e inesquecível é em Conceição do Ibitipoca, distrito de Lima Duarte ,na Zona da Mata. Além do charme da pitoresca vila colonial, está a porta de entrada para o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos mais impressionantes santuários naturais de Minas Gerais, se destacando entre suas várias belezas, fauna e flora riquíssimas, a Prainha, a Cachoeira do Macaco, o Pico do Pião, o Paredão e a Janela do Céu, na foto acima de Marcos Lamas.
E pra quem vem conhecer a cidade de ouro do nosso barroco, Ouro Preto e a nossa primeira capital, Mariana, na Região Central Mineira, tem como opção o Parque Estadual do Itacolomi, na foto acima de Ane Souz. Lugar de rara beleza e muita história, está na divisa entre as duas cidades históricas mineiras, tendo como destaque o famoso pico do Itacolomi, a 1772 metros de altitude, com acesso por 6 km de trilha com um tempo de percurso de ida e volta em média 4 horas. O lugar é bem conservado e bem sinalizado. Do alto, tem-se uma impressionante vista de toda a região, um verdadeiro mar de montanhas. Em Mariana, o visitante pode ainda conhecer a Mina da Passagem e em Ouro Preto, visitar o Parque Natural Municipal das Andorinhas, onde está a nascente do Rio das Velhas e a Cachoeira das Andorinhas.
Já no Leste Mineiro, o destaque é o Parque Estadual do Rio Doce, em Marliéria, no Vale do Aço, na foto acima do Thelmo Lins, uma das maiores unidades de Mata Atlântica do Brasil, abrigando a maior área contínua deste bioma em Minas Gerais. A área é formada por 42 lagoas naturais, sendo a mais famosa a Lagoa do bispo Dom Helvécio. Além da beleza da Mata Atlântica conservada e sua rica flora, no Parque estão várias espécies de aves e mamíferos como o jacaré-do-papo-amarelo, onças, jaguatiricas e outros animais, além de um mirante, com uma vasta vista de toda a área.
Uma das maravilhas de Minas é a Serra do Espinhaço, uma cordilheira que se estende por 1.000 km contínuos, da região de Catas Altas, até o sul da Bahia. É a única cordilheira do Brasil, abrigando em seu trecho, várias unidades de conservação estaduais, como Parque Estadual do Pico do Itambé, entre o Serro e Santo Antônio do Itambé, no Alto Jequitinhonha, conhecido como o teto do sertão mineiro, a 2002 metros de altitude, na foto acima do Tiago Geisler, com belas cachoeiras e trilhas. No topo, principalmente ao amanhecer, uma vista espetacular de toda a região impressiona, fazendo jus ao nome de "teto do sertão mineiro". 
Ainda na Cordilheira do Espinhaço, está o Parque Estadual do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto, no Vale do Jequitinhonha. O lugar é simplesmente incrível, com uma riqueza natural impressionante com trilhas, bancos de areias branquíssimos, cachoeiras paradisíacas, como esta da foto acima do Tom Alves/tomalves.com.br, a Cachoeira do Crioulo, além uma rica flora nativa, destacando as sempre-vivas, além de preservar várias espécies nativas de nossa fauna. 
Continuando com as belezas do Espinhaço, temos o Parque Estadual da Serra do Intendente que guarda uma das mais belas cachoeiras do Brasil, a maior de Minas e a terceira do país, com 273 metros de queda. É a Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, na foto acima do Marcelo Santos. Além desta cachoeira, tem o cânion do Peixe Tolo e a Cachoeira Rabo de Cavalo, além da riqueza da fauna e beleza da flora nativa, com belas quaresmeiras, sempre-vivas e outras plantas nativas da região. 
No entorno do charmoso distrito itabirano de Ipoema, na fota cima de Elvira Nascimento, está o Parque Estadual da Mata do Limoeiro, na Região Central de Minas. Um lugar aprazível, tranquilo, com belíssimas vistas e cachoeiras maravilhosas como a do Derrubado e do Paredão, além de contar com muitas trilhas para a prática do ciclismo.

Outro passeio interessante pelos parques mineiros são nos que guardam relíquias da pré-história, nas profundezas de nossa terra. São as grutas mineiras, que encantaram o cientista dinamarquês Peter Lund, todas próximas à capital mineira, como a Gruta de Maquiné, em  Cordisburgo, a 120 km da capital, terra do famoso escritor Guimarães Rosa, autor de O Grande Sertão Veredas. Descoberta em 1825, é considerada o berço da paleontologia brasileira, amplamente explorada cientificamente por Peter Lund, em 1834. Na foto do Sérgio Mourão, detalhes para um dos sete salões nos 650 metros lineares da gruta, que possui uma ótima estrutura, como iluminação, passarelas e guias, permitindo o visitante aproveitar melhor essa raridade da paleontologia brasileira.
Próximo a Cordisburgo, em Sete Lagoas, distante 80 km da Capitral, está a  Gruta Rei do Mato, na foto acima do Sérgio Mourão. É uma das 50 maiores cavernas de Minas Gerais, com 65 metros de profundidade e 998 metros de extensão, mas com acesso para visitação somente a 220 metros. Sua beleza impressiona, tanto é que é uma das grutas mais visitadas de Minas Gerais e do Brasil, com uma média de 22 mil visitas por ano.
Ainda mais perto de Belo Horizonte, apenas 40 km, está a Gruta da Lapinha, na foto acima de Arnaldo Silva, entre Pedro Leopoldo e Lagoa Santa, no Parque Estadual do Sumidouro. São 300 metros de extensão, com várias galerias e salões, com 12 desses salões abertos à visitação, todos iluminados, valorizando ainda mais a beleza dos estalactites e estalagmites da gruta, além de contar com passarelas e guias, especializados.
Além da Gruta da Lapinha, no Parque do Sumidouro encontra-se belas paisagens, como esta da foto do Thelmo Lins, além de abrigar o Museu Peter Lund, com exposição de 82 fósseis que vieram de Copenhague, na Dinamarca, e outros 15 fósseis doados pelo Museu de História Natural da PUC Minas.
Foi nesta região, na Lapa Vermelha, em Pedro Leopoldo, que foi encontrado, em 1975, por arqueólogos brasileiros e franceses, chefiados pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire (1917-1977) o mais antigo fóssil da América. O fóssil de uma mulher, entre 20 a 24 anos, chamado pelos cientistas de Luzia. Segundo os cientistas, Luzia viveu na região entre 12.500 a 13.000 anos, com um grupo de pessoas, sendo até então considerado a primeira população humana da América. O esqueleto de Luzia foi encaminhado ao Museu Nacional do Rio de Janeiro e quase destruído pelo incêndio ocorrido em 2018. Quase porque, cerca de 80% dos fragmentos de seu esqueleto foram recuperados, com a possibilidade de recuperação total de todo o esqueleto. Em Minas, ficou a reconstrução do rosto de Luzia, na foto acima do Thelmo Lins, no Museu Natural da PUC Minas.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Descobrindo os encantos da Serra da Mantiqueira

(Por Arnaldo Silva) Um mar de montanhas, Mata Atlântica, cachoeiras paradisíacas, cidades charmosas como Maria da Fé, na foto abaixo do Sérgio Mourão, fazendas de azeite extra virgens, vinícolas, morangos, extensas plantações de café e queijarias, como abaixo, na foto do Jerez Costa, a Queijaria do premiadíssimo Queijo D´Alagoa, em Alagoa. Assim é a Mantiqueira, entre Minas, São Paulo e Rio de Janeiro, com cerca de 500 km de extensão, estando 60% dessa extensão em território mineiro. 
          Quando se fala em Sul de Minas, em especial, sobre a Serra da Mantiqueira, vem à mente as charmosas estâncias hidrominerais de Poços de Caldas, Pocinhos do Rio Verde, Caxambu, São Lourenço e outras tantas, mas a região vai bem além das suas águas medicinais. 
          São várias opções de passeios, seja individual, em casal, grupos de amigos ou mesmo em família, com roteiros diversos que incluem visitas às fazendas centenárias de café como por exemplo em Andradas, na foto acima do Guilherme Augusto, Três Pontas, Cristina e Carmo de Minas, onde o passeio sempre termina com um delicioso café colonial mineiro. 
          Para os enamorados, a romântica opção por nossas montanhas para conhecer os vinhedos, vinícolas e chocolaterias de Bueno Brandão, como na foto acima, da Vinícola Fidêncio, em Bueno Brandão, enviada por Douglas Coltri, onde se produz, além de vinho de uva, vinhos de amora e jabuticaba, além de licores, cachaça e whisky mineiro. O visitante tem ainda a oportunidade de participar da pisa da uva, na época da colheita. Outra opção ótima para conhecer vinícolas é na terra do vinho, Andradas, com seis vinícolas ativas na cidade, de origem italiana, destacando a Casa Geraldo. 
          Outro roteiro interessante pela região são as belas fazendas de azeite extra virgem de Maria da Fé, Aiuruoca, como na foto acima, enviada pelo Marlon Arantes, dos olivais da Fazenda Ólibi, Poços de Caldas, Delfim Moreira, Cristina e Andradas, por exemplo, cidades que se destacam na produção de azeites finos, de alta qualidade, premiados internacionalmente. 
          Tem ainda as plantações de morangos na região. Pra quem não sabe, Minas Gerais produz 65% de todo o morango consumido no Brasil, destacando as cidades de Estiva, Espírito Santo do Pinhal, Bom Repouso, Carvalhos, na foto acima, colheita de morangos no Sítio Cedro Vermelho, dentre outras cidades produtoras. 
          Quem gosta de gastronomia, belas paisagens, pousadas aconchegantes, cidades que mais lembram as pequenas vilas da Europa, um bom roteiro é por Itamonte, Marmelópolis, Gonçalves, Monte Verde, na foto acima de Ricardo Cozzo, Bocaina de Minas, Sapucaí-Mirim, Pouso Alto, São Bento Abade, dentre outras tantas, charmosas, pacatas e pitorescas cidades. 
          A Serra da Mantiqueira é uma região com riquezas de impressionar, tanto naturais, na foto acima uma fazenda em Maria da Fé, na foto do Rinaldo Almeida, quanto arquitetônicas e gastronômicas, que aguçam os sentidos e emoções, fazendo dos passeios, doces e inesquecíveis momentos. 
          As belezas naturais e atrativos gastronômicos da Serra da Mantiqueira, cada vez mais atraem turistas para a região mineira, onde suas pequenas, charmosas e atraentes cidades, como Monte Verde, em dia de inverno, na foto acima enviada pela Mônica Milev, são convites para descanso, férias, passeios e principalmente, saborear a rica e variada culinária típica mineira.
          Quem gosta de aventuras, corredeiras, voos livres, sobrevoos de balão, trilhas, cachoeiras, bóia-cross, canoagem tirolesa, escaladas e trilhas de moto, jipe, bike, como pelas estradas de Luminosa, na foto acima do Leonardo Souza, distrito de Brasópolis, de cavalo ou a pé, encontrou o lugar certo. 
          As montanhas da Mantiqueira são um espetáculo à parte. Descer as famosas corredeiras de Extrema (na foto acima de Sérgio Mourão), escalar o Pico da Pedra da Mina, a 2797 metros de altitude em Passa Quatro ou o Pico do Sino de Itatiaia, em Itamonte com 2.670 metros de altitude. Se está muito alto, pode escalar o Pico do Papagaio em Aiuruoca, que tem 2.100 metros de altitude. Até chegar às alturas, poderá contemplar rios, cachoeiras, cascatas, poços, trilhas em meio a Mata Atlântica. Imagina sobrevoar São Lourenço em balão? A vista é de extasiar, como pode ver na foto abaixo da Gislene Ras. Isso é um privilégio e um prazer e tanto. 
          A Serra da Mantiqueira mineira, com suas belezas, aconchego, vinhos, azeites, queijos, doces, belezas naturais impressionantes e clima europeu, chegando a 4 graus negativos em média, no inverno, a 27º positivos no verão, clima ameno e suave. Um verdadeiro paraíso, um convite ao sossego e descanso numa das mais belas regiões, não só de Minas, do Brasil.

domingo, 2 de agosto de 2020

Uma viagem pelos encantos de Minas

(Por Arnaldo Silva) Quem vem à Minas, tem como “porta de entrada” milhares de cachoeiras, lagos, rios e montanhas que formam paisagens de extasiar, daquelas que te fazem parar e simplesmente admirar, como esta da foto acima dp Anthony Cardoso em Monte Verde MG, Sul de Minas.
Tem ainda as charmosas cidades históricas, como Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Catas Altas, Diamantina, Serro, Grão Mogol e outras tantas, além pequenas e pitorescas cidades, como Serra da Saudade, Alagoa, Tocos do Moji, Jacutinga, na foto do André Daniel, Passa Quatro, Soledade de Minas, Sapucaí-Mirim, Leandro Ferreira e outras nem tanto pequenas, cidades grandes, com ótima infraestrutura, como por exemplo Divinópolis, Uberlândia, Juiz de Fora, Uberaba, Teófilo Otoni, Montes Claros, Belo Horizonte, Ipatinga, dentre tantas outras.
Quem busca aventuras radicais ou simplesmente pedalar pelos 400 km de trilhas da cidade de Carvalhos no Sul de Minas e tomar banho nas belíssimas cachoeiras mineiras como a Cachoeira da Fumaça em Nova Ponte, preferida pelos amantes de esportes radicais, as belíssimas cachoeiras de Delfinópolis, o Paraíso Perdido em São João Batista do Glória, bem como as impressionantes cachoeiras da Serra do Cipó, como esta, a Véu da Noiva, na foto do Vinícius Barnabé. Tem ainda a Cachoeira do Sumidouro em Felício dos Santos, dos Garcias em Aiuruoca, a Cachoeira do Crioulo em São José do Rio Preto, a Cachoeira da Bicame e do Cânion das Bandeirinhas em Jaboticatubas, da Farofa e da Taioba, na Serra do Cipó, a Cachoeira as Irmãs em Araguari, dentre outras milhares.
Além de pedras e picos, ótimos para a prática de voo livre, como o Ibituruna em Governador Valadares, a Pedra do Elefante em Andradas, do Pedrão em Pedralva, Serra da Bocaina em Lavras, Serra da Moeda, o Pico do Itacolomi em Ouro Preto, o Pico da Bandeira em Alto Caparaó, na foto acima do Sairo Guedes, em dia de temperatura negativa. Além disso, pode aproveitar e fazer sobrevoos de balão sobre Tiradentes, Delfinópolis e São Lourenço.
Andar pelas montanhas de Minas é se impressionar, ainda mais passando pela Serra de Carrancas, pela Serra do Espinhaço, a Serra da Saudade, a Serra do Cipó ou mesmo, pelas estradas rurais mineiras, com suas fazendas centenárias e paisagens impressionantes, de fazer a pessoa parar, sair do carro, sentar e contemplar, como esta imagem Maria da Fé, no Sul de Minas ou mesmo o emocionante visual dos campos floridos de girassóis, lavandas, rosas e lírios, como na foto abaixo do Ernani Calazans, em Itinga MG, Vale do Jequitinhonha.
A beleza do Lago de Furnas, tornou as aconchegantes cidades de Capitólio, Pimenta, Boa Esperança, Guapé, Fama, e outras tantas, mais encantadoras ainda, bem como o Lago de Três Marias, na Região Central, como a pacata e bela Morada Nova de Minas, banhada pelas águas do Rio São Francisco e Represa de Três Marias. Temos ainda as charmosas estâncias hidrominerais, como Araxá, Caxambu, São Lourenço, Poços de Caldas, além de pitorescas cidades históricas, como Santana dos Montes, Barão de Cocais, Pedra Azul, Estrela do Sul no Triângulo Mineiro, na foto abaixo de Djacira Antunes, dentre outras mais, espalhadas por todas as regiões de Minas Gerais.
Rios são atrativos naturais imperdíveis em Minas Gerais que formam belas praias fluviais em suas margens, muito procuradas por banhistas e turistas, além de suas belezas e importâncias como o Rio das Velhas, Rio São Francisco, Rio Doce e Rio Grande, na foto abaixo de Luís Leite, entre Passos e São João Batista do Glória MG, no Sudoeste de Minas.
Além dos rios, grutas e cavernas com pinturas rupestres são atrativos especiais para quem gosta de descer às profundezas da terra, conhecendo um pouco da nossa história paleontológica como as grutas da Lapinha em Lagoa Santa (na foto abaixo de Arnaldo Silva, Rei do Mato em Sete Lagoas, Maquiné em Cordisburgo, Cavernas do Peruaçu em Januária,.
Além das grutas, tem as belezas naturais que afloram da terra, formando belíssimas paisagens com maciços rochosos impressionantes, em destaque nas regiões do Vale do Mucuri, Rio Doce e Jequitinhonha, como podem ver na foto da Márcia Porto em Santa Maria do Salto, no Vale do Jequitinhonha.
Em Minas, visitar as pacatas e charmosas vilas é um passeio maravilhoso. São pequenos vilarejos que mais lembram presépios como, São Bartolomeu, Glaura e Lavras Novas, distritos de Ouro Preto, Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho, Córregos, distrito de Conceição do Mato Dentro, São José do Buriti, distrito de Felixlândia, Monte Verde, distrito de Camanducaia, Santo Hilário, distrito de Pimenta, Penha de França, distrito de Itamarandiba, São José das Três Ilhas, distrito de Belmiro Braga, Lavras Novas, distrito de Ouro Preto, Martins Guimarães, distrito de Lagoa da Prata com seu casario colonial charmoso, bem cuidado e colorido, lembrando a cidade italiana de Murano, na foto abaixo do Arnaldo Silva, entre outras tantas vilas e povoados encantadores por toda Minas. 
Além dos destinos citados acimas, Minas tem encantos especiais como a Serra da Canastra, em São Roque de Minas, com a beleza da nascente do Rio São Francisco e sua primeira e maior queda, a Cachoeira da Cascadanta.  
A região é destaque no mundo inteiro pelo seu famoso queijo, reinando absoluto como um dos melhores e mais premiados queijos do mundo, com seus produtores trazendo, recentemente, 17 medalhas no 4º concurso mundial de queijos “Mondial du Fromage et des Produits Laitiers”, na França, em 2019. Um desses queijos é o da foto acima, feito pelo Roberto Soares da Queijaria Rancho 4R em São Roque de Minas.
Ainda na Serra da Canastra temos a Cachoeira do Zé Carlinhos, em Delfinópolis, na foto acima do Wallace Melo, um verdadeiro convite ao sossego. Tem ainda a Cachoeira da Maria Augusta, na charmosa e acolhedora São João Batista do Glória, a Cachoeira do Fundão e a Cachoeira da Parida, destaques da Canastra. Para conhecer esses lugares na Serra da Canastra e seus municípios, recomenda-se de veículo 4x4 e acompanhado por guias, disponíveis nas cidades da região, principalmente em Delfinópolis, São Roque e São João Batista do Glória.
Outro atrativo natural e imperdível em Minas Gerais é a Cachoeira do Tabuleiro, na cidade histórica de Conceição do Mato Dentro, na Serra do Espinhaço. É a maior cachoeira de Minas, com 273 metros de queda livre e a terceira maior do Brasil. Suas águas despencam de um enorme e impressionante paredão, visto de longe, como na foto acima de Elvira Nascimento. A cachoeira é tão impactante que foi eleita uma das sete maravilhas da Estrada Real.
Carrancas é um passeio imperdível. O município é completo. Pacato, charmoso, aconchegante, com origens que remonta o século XVIII, culinária típica, charmoso casario, belezas naturais de tirar o fôlego, digno de cenário de filmes e novelas. O que de fato é. Carrancas é um dos cenários naturais no Brasil mais utilizados pela Rede Globo na produção de suas novelas. É uma beleza atrás da outras, com vários complexos com cachoeiras, quedas d´água, trilhas e matas nativas de Cerrado e Mata Atlântica como por exemplo, o Complexo da Zilda, com destaque para o escorregador, na foto acima do PauloZaca. Tem ainda os complexos do Tira Prosa, da Vargem Grande, da Ponte Alta, da Fumaça, dentre outros.
Em todos esses lugares citados, o que não vai faltar é a tradicional comida mineira. Seja no mais rústico restaurante, aos mais finos, bem como nossa tradicional cachaça, licores, queijos, doces e quitandas diversas, seja no melhor hipermercado ou nas simples vendas espalhadas por Minas, como esta da foto acima do Arnaldo Silva, no povoado da Garça em Bom Despacho. 
Em todas as 853 cidades mineiras, o turista encontrará lugares charmosos, atraentes, pitorescos com arquitetura singular e em muitos, sentirá que o tempo parou no lugar. São tradições, construções, antigas vendas, hábitos de reunião em família e amigos nas praças, após a missa, andar pelas ruas calmas das cidades, conhecer rústicos e também sofisticados restaurantes com comidas típicas, o artesanato, festas folclóricas, lagos e cachoeiras, se não tiver na cidade, tem nas redondezas, picos, serras, montanhas, opções para prática de esportes radicais, belas praças, charmosas pousadas e hotéis fazendas, queijarias, docerias, igrejas majestosas como a Basílica de Lourdes em Belo Horizonte, na foto acima da Andréia Gomes, arquiteturas coloniais, ecléticas e contemporâneas, além de povo bom, hospitaleiro e que te receberá de braços abertos. 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Penha de França: a joia colonial mineira

(Por Arnaldo Silva) Dos distritos e povoados de Itamarandiba, uma das cidades emergentes de Minas Gerais, na região do Vale do Jequitinhonha, Penha de França se destaca por sua história e importância para a região e Minas Gerais. Sua origem data de 1653, mas não foi por bandeirantes, como era comum naquela época. Quem povoou a região, onde está hoje Penha de França, foram alemães e franceses. Na região, fixaram residência, formando um pequeno arraial, trabalhando na agricultura e claro, não vieram de tão longe para plantar batatas, milho ou mandioca. Vieram para explorar ouro e pedras preciosas, recém descobertas no Brasil. Esse foi o motivo maior da presença desses dois povos na região. 
          A presença de outros povos no início da colonização do Brasil era comum, quando foi anunciada a descoberta do ouro nas terras brasileiras, despertando o interesse de grupos e nações pelo nosso ouro. (na foto acima de Sérgio Mourão, a Praça da Matriz de Penha de França)
          Vieram para o Brasil, com o objetivo de formarem colônias ou mesmo tomar o Brasil, ou parte dele, de Portugal, como tentaram os holandeses. A reação foi imediata e vitoriosa, tendo os portugueses expulsado os holandeses, alemães, franceses e outros que tentavam ocupar as minas de ouro e diamantes recém descobertas, principalmente em Minas Gerais.
          Nem todos que foram expulsos, saíram do Brasil, mas fugiram, adentrando em nosso sertão. Vindos do Rio de Janeiro, franceses e alemães se instalaram no Sul de Minas. Na cidade de Carvalhos, no Sul de Minas, tem um povoado de nome Franceses, formado quando da fuga dos franceses do Rio de Janeiro. Na região, logo deram um jeito de procurar minas de ouro e pedras preciosas. Os que estavam na Bahia e região, fugiram pelo sertão, atravessando as divisas de Minas, se instalando na região, fundando o arraial de Penha de França.
          Ainda no século XVIII, a ação da Coroa Portuguesa passou a ser mais enérgica contra invasores, até que os portugueses dominaram por completo a exploração mineral em Minas Gerais, impedindo de todas as formas e ações possíveis, a mineração de grupos ou pessoas não autorizadas pelas Coroa na mineração. Assim foi a origem de Penha de França, com influência alemã, francesa, por fim, portuguesa, esta última, em maior proporção, com a saída dos alemães e franceses. A pequena vila foi elevada a freguesia e a distrito em 24 de setembro de 1862, guardando até os dias de hoje, relíquias arquitetônicas de sua história nos tempos do Brasil Colônia.
          Penha de França tem orgulho em ter sido local de pouso por dois meses, de um ilustre visitante. O visitante era Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Segundo tradição oral, em sua estadia na Vila, o Mártir da Inconfidência namorou Sinhá Raimunda, formosa escrava que encantou o Alferes. 

          Penha de França é a joia de nossa história. A joia colonial mineira. (foto acima de Sérgio Mourão)
          Mesmo a influência dos de alemães, franceses e portugueses em sua formação, principalmente religiosa, a origem do nome Penha de França é espanhola. Penha de França é uma montanha, que fica na província de Salamanca, na Espanha.
          A história começa em 19 de maio de 1434, quando um francês muito religioso, chamado Simão, sonhou que uma imagem da Mãe de Jesus teria sido enterrada numa montanha, durante o conflito entre mouros e cristãos, na Idade Média. Para proteger as artes sacras da ação dos mouros, católicos enterravam as imagens.
          Em seu sonho, a imagem acenava para que a procurasse e assim o fez, peregrinando por cerca de 5 anos, até conseguir identificar a montanha do seu sonho, em Salamanca, província da Espanha. Já no fim de sua peregrinação em busca da imagem, Simão para descansar, ouviu uma advertência divina que dizia “Simão, vela e não durma!”. Assim passou a se chamar Simão Vela.
          Na região em que estava, existia muitas penhas, que são grandes afloramentos rochosos isolados, nas encostas das serras. Escalando uma dessas penhas, encontrou uma mulher com o filho no colo que indicou o lugar que deveria procurar para chegar a seu objetivo. Com a apoio de alguns pastores da região, Simão Vela conseguiu localizar, numa penha, chamada de Penha de França, por ter sido refúgio de franceses durante a guerra entre mouros e cristãos, a imagem de Nossa Senhora, exatamente como era em seu sonho.
          Por encontrar a imagem de Nossa Senhora, numa penha, já com o nome de Penha de França, passou a chamar então a Mãe de Jesus de Nossa Senhora da Penha de França, colocando a imagem numa rústica capela, que construiu no local que a encontrou.
          O lugar passou a ser procurado pelos milagres relatados, havendo necessidade de ampliar a pequena ermida. Assim foi erguido um novo templo, no topo da serra da penha, hoje Santuário de Nossa Senhora da Penha de França, no município de El Cabaco, na província de Salamanca, na Espanha, com a data de 8 de setembro, dedicada à Nossa Senhora da Penha de França.
          Com o passar do tempo, a fé e os milagres atribuídos a Nossa Senhora da Penha de França se expandiu para o mundo, surgindo igrejas e santuários dedicados a Nossa Senhora da Penha de França, passando com o tempo a ser somente Nossa Senhora da Penha, na maioria dos lugares onde a santa é venerada pelos fiéis.
          Agora, voltando para Minas, o distrito passou a ter esse nome por uma semelhança com o caso acima. Segundo a tradição oral, Nossa Senhora apareceu duas vezes no local.
          Quando da chegada dos alemães e franceses, vieram com eles alguns escravos. Em 18 de setembro de 1653, quando começava o povoamento do arraial, um dos escravos que servia a um dos franceses, viu um enorme foco de luz, saindo de um tronco de árvore, que havia sido derrubado para ser usado na construção das casas do vilarejo.
          Curioso, o escravo se aproximou e viu na luz a imagem de Nossa Senhora. Assustado, correu e foi contar ao seu senhor o ocorrido, que duvidou por completo da história, agindo como São Tomé, foi lá ver para crer, já alertando a seu escravo que se fosse mentira, iria manda-lo para o tronco. 

          Já no local, o que havia era apenas o tronco, que não tinha sido queimado, como o escravo relatara, o que fez que o francês mandasse amarrar o escravo para chicoteá-lo. Foi ai que do tronco surgiu um forte clarão de fogo, aparecendo Nossa Senhora, mas apenas o escravo pôde vê-la, os outros nada viram, apenas o forte clarão de fogo vindo do tronco. 
          A incredulidade do francês, bem como os outros imigrantes da recém formada comunidade, foi substituída pela fé. Relembraram da devoção à Nossa Senhora da Penha de França, na Europa e resolveram edificar uma igreja, colocando no altar a imagem de Nossa Senhora da Penha de França, com o trono da santa sobre o tronco da árvore. Em torno da Igreja de Nossa Senhora da Penha de França o povoado se desenvolveu, passando a se chamar Penha de França. Com o crescimento do arraial e a presença constante de fiéis, a antiga ermida deu lugar a outro templo, maior, mais espaçoso, com características coloniais em sua fachada, ornamentação interna em estilo eclético e neo-românico, como podem ver na foto acima, do Sérgio Mourão, o atual altar,
          251 anos após essa aparição, em 1º de outubro de 1904, Nossa Senhora apareceu novamente na localidade, tendo sido vista por duas meninas negras, Rosalina e Guida, filhas de Dona Feliciana. Sabendo da história, o arcebispo da região na época, foi até onde as meninas presenciaram a aparição da santa, celebrou uma missa e mandou tirar fotos do altar da Igreja. Quando os filmes foram revelados, se surpreenderam ao verem nas fotos, duas imagens no altar, uma ao lado da outra, mas só tinha uma no altar. O fato foi visto com um milagre, tendo a notícia se espalhado pela região, atraindo atenção de fiéis para a localidade, começando assim romarias e peregrinação até a Igreja de Nossa Senhora da Penha de França, em Penha de França.

          Em torno da fé Penha de França se desenvolvia, tanto na agricultura, na mineração, quanto em seu pequeno comércio, já que a presença de fiéis movimentava a economia do distrito. (na foto acima de Sérgio Mourão, a calma e tranquila vida em Penha de França) 
          Além da religiosidade, tradição e sua arquitetura, paisagens naturais chamam a atenção em Penha de França como o sítio arqueológico da Lapa Santa (na foto acima de Sérgio Mourão), com pinturas rupestres com figuras de pessoas e animais, além de ter sido encontrado ossadas com cerca de 4 mil anos, segundo informações de paleontólogos. (foto abaixo do Sérgio Mourão, detalhe do casario colonial em Penha de França)
          Essa é Penha de França, sua origem marcada pela fé, arquitetura, tradição, história, reunidas num pitoresco, tranquilo, charmoso e atraente lugar, com um povo simples, trabalhador e muito hospitaleiro. Um convite especial, para a data celebra do dia de Nossa Senhora da Penha de França, 8 de setembro, quando a comunidade se prepara para a festa, que atrai fiéis de toda a região.







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