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sábado, 15 de julho de 2023

13 distritos mineiros que vão fazer você se apaixonar - Parte V

(Por Arnaldo Silva) Esta é a quinta parte com 13 pacatos e charmosos distritos de Minas Gerais. Já foram feitas as partes 1, 2, 3, 4, e essa é a quinta parte. Em Minas Gerais, segundo dados da Fundação João Pinheiro, são atualmente 1.816 distritos e 853 cidades, além de mais centenas de vilas e pequenos povoados. Não dá para postar tantos distritos de uma vez, por isso optamos por dividir a matéria em partes. Conheça 13 acolhedores, pacatos, charmosos e apaixonantes distritos mineiros.
01 - Umburaninha
          Umburaninha é um pequeno, pacato, singelo e atraente distrito de Bertópólis, cidade distante 638 km de Belo Horizonte, no Vale do Mucuri. (fotos acima e abaixo de Sérgio Mourão/@encantosdeminas)
          Os moradores de Umburaninha são hospitaleiros e muito atenciosos. Valorizam muito as tradições das festas juninas, uma das festas mais aguardadas do ano, além de festividades folclóricas e religiosas durante o ano. A atividade econômica principal é a agricultura familiar, a pecuária de corte e leiteira e cultivo de lavouras.
A pequena vila é bem organizada e conta com uma boa estrutura para atender seus moradores, oferecendo-lhes uma boa qualidade de vida. É um lugar bastante sossegado e de povo tranquilo. Um lugar bastante calmo e aprazível. Umburaninha é um dos encantos de nossas Minas Gerais.
02 - Angustura
          Angustura é o único distrito de Além Paraíba, na Zona da Mata. Está localizado no km 800 da Rio-Bahia (BR-116), a 380 km de Belo Horizonte. É terra natal de Nelson Hungria, renomado jurista com reconhecimento nacional e internacional
          Tem origem no final do século XVIII, na época que tropeiros cortavam o sertão mineiro, formando pequenos ranchos de paradas. Um desses ranchos tropeiros deu origem, em 1827, a um pequeno arraial com o nome de Madre de Dios do Rio Angu. Esse arraial é hoje, Angustura. (vista aérea de Angustura. Fotografia de autoria de Ramakrishna Rezende)
          No século XIX, Angustura cresceu durante o Ciclo do Café, graças à qualidade de suas terras, ideais para o plantio de café e outros grãos. Com isso, foram surgindo fazendas com imensos cafezais e casarões imponentes, gerando crescimento e prosperidade na vila.
Por que o nome?
          Angostura é um nome de um forte militar no Paraguai. O Forte de Angostura, localizado à margem direito do rio Piquissinri, afluente do rio Paraguai, próximo a Assunção, capital do Paraguai.
Era uma das várias fortificações construídas no Paraguai no século XIX, para defender a Assunção, durante a Guerra do Paraguai, (1865-1870). Essa guerra foi o maior conflito armado ocorrido na América do Sul, com a união entre Argentina, Uruguai e Império do Brasil, chamada de Tríplice Aliança, contra um único país, o Paraguai.
          Nesse período de guerra, o distrito de Madre de Dios do Rio Angu era subordinado a Leopoldina MG. 29 combatentes do distrito, entre homens livres e escravos em troca de alforria, se juntaram ao Exército Brasileiro travando combates com as tropas paraguaias, no Forte Angostura. Em dezembro de 1868, os paraguaios entrincheirados no Forte de Angustura se renderam. Esse fato passou a ser chamado de “A rendição de Angostura” e também de “Dezembrada”.
          Em homenagem à rendição e aos 29 combatentes do distrito de Madre de Dios do Rio Angu, reconhecidos como heróis, a partir de 1870, o nome do distrito foi alterado para Angustura, que é pronuncia de Angostura em português. Angustura significa uma passagem estreita entre ribanceiras e desfiladeiros.
Angustura hoje
          A agricultura de Angustura hoje é bastante diversificada com produção de café, grãos diversos, criação de gado de leite e a agricultura familiar.
          Uma vila colonial, com casas e casarões imponentes, típicos dos áureos tempos Ciclo do Café, bem preservados e charmosos. Seu povo é simples, bem acolhedor e hospitaleiro.
          A pacata e tranquila vila conta com uma boa estrutura para atender seus moradores.
          Um lugar de belas e montanhosas paisagens com matas nativas e nascentes e uma rica flora e fauna nativa. (na imagem acima fornecida pela Maressa Lamim, paisagem de Angustura)
          A matriz de Madre de Deus é a história viva das origens de Angustura. A vida social de seus moradores e a história do próprio distrito, sempre foi em torno da igreja, da praça e dos casarões coloniais em seu entorno. A igreja inaugurada ainda inacabada em 1876, no final da segunda metade do século XIX. Ao longo do século XIX, foi ampliada.
03 - Lourenço Velho 
          Lourenço Velho é distrito de Itajubá MG, Sul de Minas. O povoado com origens no início no século XX foi elevado a essa categoria em 27/11/1948. Tem esse nome devido o rio homônimo que passa por entre o distrito. Faz limite territorial com Maria da Fé ao norte, com o distrito de Pintos Negreiros de Maria da Fé MG ao nordeste e Barra, distrito de Delfim Moreira ao sudeste. De Itajubá a Lourenço Velho são 18 km, por estrada de terra, a partir da MGC-383, rodovia que liga Itajubá a Maria da Fé.
          A sede do distrito é o bairro de Rio Manso, na foto acima de Vinícius Montgomery. Por esse motivo, Lourenço Velho é mais conhecido por Rio Manso. Além desse bairro, o distrito de Lourenço Velho é formado ainda pelos bairros de Cachoeira Grande, Cachoeirinha, Ambrósios, Sabará, Peões, Goiabal, Peroba e Porto Velho. Ao todo, são cerca de 1250 moradores em todo o distrito de Lourenço Velho.
          O maior e mais tradicional bairro de Lourenço Velho, Rio Manso, tem origens na década de 1930. É formado por um charmoso casario, ruas pavimentadas, igreja, cemitério, pracinha, escola, cartório de registro civil, uma Unidade Básica de Saúde, pousada, botecos e vendas. (fotos acima de Vinícius Montgomery)
          No bairro do Rio Manso há ainda um cemitério administrado pela Igreja de São José, um cartório de registro civil e uma Unidade Básica de Saúde.
          Além disso, a 3 km de Rio Manso está o casarão da Fazenda da Figueira, construído há mais de 250 anos. É a mais antiga construção de Itajubá. Essa fazenda fica a 3 km de Rio Manso. Nas proximidades da Fazenda da Figueira estão as ruínas de outra fazenda que pertenceu aos avós do cientista Vital Brazil.
Lugar tranquilo e bem estruturado
          Lugar tranquilo, casario charmoso, rodeado por belezas naturais de Mata Atlântica é também dotado de boa estrutura, atendendo bem aos moradores de todos os bairros do distrito. Conta com escola de ensino fundamental, linha de ônibus até Itajubá, farmácia, posto de saúde, pequeno comércio com bares, mercearias e vendas de necessidades básicas que atende bem aos moradores de todo o distrito. Demais necessidades como hospitais, escolas de ensino médio, os moradores se deslocam até Itajubá.
          Lourenço Velho é um distrito de grande extensão territorial. A distância entre os bairros da sede, que é o bairro Rio Manso é muito grande. Isso dificulta um pouco o contato entre todos os moradores de Lourenço Velho. (fotografia acima de Vinícius Montgomery)
          Por ser um distrito rural, a base de sua economia é a pecuária leiteira, de corte, agricultura familiar e monocultura, como o cultivo da banana.
Grande potencial turístico
          As belezas naturais da Mantiqueira, bem como a simpatia e hospitalidade de seus moradores, vem atraindo cada vez mais visitantes para a região. Lourenço Velho vem se tornando um importante e crescente ponto turístico regional devido sua proximidade com vários córregos, nascentes, ribeirões, rios, e cachoeiras.
          Além disso, Lourenço Velho conta com um relevo bastante acidentado que vai de 858 metros a 1893 metros de altitude, acima do nível do mar. (fotos acima de Vinícius Montgomery)
          Com diferentes altitudes, encontra-se no distrito, picos que oferecem ampla vista para os vales e chapadões da Serra da Mantiqueira, como exemplo a Pedra de Santa Rita, entre os bairros de Rio Manso e Peroba, com altitude de 1893 metros, a maior de Itajubá, além do bairro Rio Manso que está a 930 m de altitude e o bairro Peroba, a 1265 metros de altitude acima do nível do mar. A menor altitude do distrito é na foz do Ribeirão Sabará, com 858 metros.
          Seu grande potencial para o turismo vem sendo descoberto aos poucos. Desde o ano 2000, acontece em Lourenço Velho a Festa da Banana.
          Em Lourenço Velho, a Usina Hidrelétrica Luiz Dias, fundada em 1914 e mantida pela CEMIG é um dos seus atrativos. A usina abastece com energia elétrica o distrito e conta com uma exuberante área verde em seu redor.
          No bairro Cachoeirinha as águas do Córrego Peroba formam uma piscina natural ideal para banhos. Além disso, corredeiras do Rio Manso e Porto velho, bem como as cachoeiras Grande e Pilões, são outros atrativos naturais de Lourenço Velho.
          Como todo distrito e vilas mineiras, a vida social de seus moradores é em torno de sua fé e religiosidade e suas manifestações de fé, através das festas religiosas. Além da Festa da Banana, tem a Festa de São José e a apresentação de Catira do Rio Manso e outras manifestações culturais.
04 - Costa Sena
          Essa pequena e charmosa vila colonial mineira com cerca de 1.100 moradores, tem origens com um pequeno povoado formado no século XIX e elevado a distrito em 15 de julho de 1872. Atualmente, é distrito subordinado a Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas.
          Seu nome original era Paraúna, tendo sido mudo para Costa Sena em 17 de dezembro de 1938. O nome é em homenagem a Joaquim Cândido da Costa Sena, geólogo, e político, senador estadual (o mesmo que deputado) ex presidente (Governador) de Minas Gerais, em 1902, substituindo Silviano Brandão que havia falecido nesse mesmo ano. Costa Sena nasceu em Conceição do Mato Dentro em 13 de agosto de 1852 e faleceu em Belo Horizonte em 26 de junho de 1919. (fotografia acima de Nacip Gomez)
05 - Campestrinho
          Pequeno, pacato e charmoso distrito de Andradas, no Sul de Minas, a terra mineira do vinho, Campestrinho tem origens num pequeno povoado, elevado a distrito em 1976.
          Em Campestrinho vivem cerca de 800 pessoas. É uma vila com as características típicas do povo mineiros dos pequenos vilarejos rurais. (foto acima e abaixo do saudoso e querido amigo Guilherme Augusto - In Memriam)
          Lugar de gente simples e ordeira, em Campestrinho se preserva as tradicionais festas religiosas, como a Folia de Reis, um dos elementos culturais significativos, não só de Campestrinho, mas de todo o município de Andradas.
          É um lugar tranquilo, onde todos se conhecem, além de contar com belezas naturais das montanhas do Sul de Minas. Seus moradores vivem basicamente da agricultura de subsistência, cultivo de café e batata-inglesa, além das produções caseiras como doces, compotas, geleias, queijos, iogurte e quitandas diversas.
06 - Gramínea
          Gramínea é um distrito brasileiro da cidade de Andradas, no Sul de Minas Gerais.
           Antes de ser distrito, se chamava São João da Grama. Foi elevado a distrito em 1938, passando a se chamar Gramínea em 1943.A vila é pacata, atraente, destacando aos pés da serra, sua igreja matriz. O distrito se movimenta mais nos dias de festas religiosas, e principalmente, no período das festas juninas, onde se comemora em Gramínea a Festa de São João, no dia 24 de junho. (fotografia acima de Juarez Teixeira)
07 - São José do Buriti
          Distrito de Felixlândia, na Região Central, distante a 230 km de Belo Horizonte, pela BR-040, São José do Buriti é uma pacata e atraente vila mineira, banhada pela represa do lago de Três Marias. Além do casario simples e pitoresco, do artesanato, da culinária típica, São José do Buriti se destaca pela pesca, piscicultura, mineração com extração de ardósia e na monocultura de cana de açúcar e eucalipto. (foto acima e abaixo do J. Camilo)
          A presença do lago de Três Marias em suas terras, faz de São José do Buriti, um dos pontos mais tradicionais e atraentes para o turismo em Minas Gerais. Cada dia mais amantes dos esportes náuticos, pescaria ou mesmo os que buscam descanso nas pousadas aconchegantes do distrito, vêm à Vila, descansar, conviver com a natureza e fugir da correria do dia-a-dia na cidade grande, se distraindo na praia da represa e passeando pelas calmas e tranquilas ruas da Vila.
08 - Epaminondas Otoni
          O antigo povoado da Colônia, hoje Epaminondas Otoni  (na foto acima Sérgio Mourão) é um charmoso e pacato distrito de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, reconhecido como distrito pela Lei nº 336 de 27/12/1948. Ruas calmas, povo simples, acolhedor e hospitaleiro, a pequena vila é um dos mais pitorescos distritos mineiros.
09 - Campo Redondo
          Campo Redondo (foto enviada pelos José Paulo) é um dos mais antigos povoados do Sul de Minas, pertencendo a Itamonte MG. Inclusive é mais antigo que a própria sede. 
          Sua história começa no século XVIII, com a chegada de mineradores, que usavam a região como escoamento do ouro, para isso, construíram algumas casas, dando origem ao povoado. 
          Com o fim da mineração, as casas serviram para abrigos de tropeiros, contribuindo para o crescimento da vila. 
          Campo Redondo é um lugar pitoresco, com um casario muito bem conservado, rodeado por montanhas e paisagens belíssimas, típica do Sul de Minas. Seus moradores vivem basicamente da agricultura, e pequenos comércios.
10 - Capivari
          O pacato e tranquilo distrito de Capivari (na foto acima de Tiago Geisler), pertence ao Serro MG, Centro-Nordeste de Minas,  é um dos lugares abençoados pela natureza. O casario é simples, em estilo colonial, a culinária local é excelente e bem mineira. Seu povo muito hospitaleiro, simples, gentis e muito atenciosos para com os visitantes. Pelas estradas de terra do distrito passam turistas a caminho da Cachoeira do Tempo Perdido, uma das atrações da região e para o Parque do Pico do Itambé. 
11 - Mercês de Água Limpa
          Mercês de Água Limpa (foto acima de Deividson Costa) é um distrito de São Tiago, na Região do Campo das Vertentes. São Tiago é famosa no Brasil inteiro por ser a "capital do biscoito". Cerca de 4 mil vivem no distrito que vive de pequenos comércios, extrativismo, da agropecuária e produtos artesanais. Como em toda Minas, seus moradores preservam as tradições religiosas como a Folia de Reis e o Reinado de Nossa Senhora do Rosário. Destaque ainda para o Carnacapela, que começa antes do tradicional carnaval, atraindo muitos visitantes para o distrito.
12 - Chapada de Ouro Preto
               Chapada é um subdistrito de Lavras Novas, distrito de Ouro Preto MG. (foto acima de Arnaldo Silva) Pacato, tranquilo e com belíssimas paisagens o distrito é um convite para quem gosta de sossego e vivenciar a natureza plenamente. Duas cachoeiras se destacam no distrito: Cachoeira do Falcão e do Castelinho. O povoado é tranquilo, suas casas estão no entorno da Igreja de Santana e o povoado é rodeado pela imponente Serra do Trovão.
           A queda d´água é pequena e suas águas formam uma piscina natural (como podemos ver na foto acima do Marcelo Santos), bem rasa, ideal para crianças e para quem quer deixar e relaxar nas águas da cachoeira. Em volta do poço tem um banco de areia pra quem quiser pegar um sol e contemplar o céu e a natureza em volta já que o local é todo cercado por extensa mata nativa. Acima da cachoeira existem pequenos poços, bom para nadar e relaxar.
          Também na Chapada tem a Cachoeira do Castelinho (na foto acima, de Marcelo Santos). A cachoeira tem uma pequena queda, mas com o poço com uma profundidade maior, mais indicada para adultos.
          O povoado é pequeno e seus moradores muito atenciosos. As cachoeiras ficam próximas do povoado e os moradores são cordiais e informam certinho o caminho. Na foto acima, de autoria de Arnaldo Silva, você pode ver a Igreja de Santana e o casario em torno da igreja. Na foto abaixo, de Ane Souz, o interior da Igreja. 
          Como visitante, curta, divirta à vontade. No povoado tem comida caseira, cachaça, gente boa. Se vai levar comida, leve de volta o lixo que gerar. Leve uma sacolinha e o que for lixo, coloque na sacolinha e na primeira lixeira que encontrar, jogue o seu lixo na lixeira. Não suje as cachoeiras e nem deixe lixo pela mata. Fazer isso é feio, falta de cultura e educação, além de um tremendo desrespeito à natureza. Além de você, outros irão usar as águas, curtir a natureza. Deixe uma boa impressão no local, preserve essas belezas naturais.
13 - Alto Maranhão 
          Alto Maranhão tem sua origem no século XVIII. É uma atraente e charmosa vila colonial mineira, distrito da cidade histórica de Congonhas MG, distante 88 km de Belo Horizonte. Além de seu charmoso casario e a simpatia do seu povo, em Alto Maranhão se destaca a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, uma construção histórica de grande valor para Minas Gerais. Sua fachada em cores azul e branco, tem acabamento simples, característico da época. Em seu interior, entalhes e pinturas numa riqueza de detalhes que impressiona. (fotografia acima de @viníciusbarnabé) 
          No forro da capela-mor estão pintados 13 invocações, cada uma formando um capítulo de um grande livro, simbolizando a Rosa Mística, a Porta do Céu, a Estrela da Manhã, o Espelho de Justiça, o Vaso Espiritual, Sede da Sabedoria, Causa de Nossa Alegria, o Vaso Honorífico, o Vaso Insigne de Devoção, a Torre de Davi, a Torre de Marfim e Casa de Ouro. Completando o altar da capela-mor, estão as imagens do Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores. Alto Maranhão é uma volta ao passado.

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