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segunda-feira, 28 de março de 2016

Trem de Ouro Preto a Mariana. Veja informações:

Conheça histórias e belas paisagens das cidades de Ouro Preto e Mariana através de um empolgante passeio a bordo da nossa locomotiva.
          De 2004 a 2006, a Vale revitalizou a antiga ferrovia construída em 1883 com 18 quilômetros de extensão, entre as cidades de Ouro Preto e Mariana, e também foi responsável pela restauração das quatro estações do percurso – Ouro Preto, Vitorino Dias, Passagem de Mariana e Mariana. Os vagões e a locomotiva foram artesanalmente reformados, conservando suas características originais. As estações de Ouro Preto e Mariana completam em 2015, respectivamente, 127 e 101 anos.
          Para que a ferrovia chegasse a Ouro Preto (estação acima) e Mariana (estação abaixo), foram necessários anos de espera e prodigiosas obras de engenharia, tamanhas eram as barreiras impostas pelas condições dos terrenos e da topografia da região.A história da construção da ferrovia de Ouro Preto, iniciada em 1883, e depois do seu prolongamento até Mariana, concluído somente em 1914, assim como a história de todo o século XIX, é capítulo importante na trajetória das duas cidades.         
          Foi ainda, no final do século XIX, com o advento da ferrovia, que se delineou o novo rumo do desenvolvimento econômico da região, tanto em relação à industrialização quanto ao aproveitamento das suas riquezas minerais, velho sonho dos mineiros que já não podiam contar mais com o ouro.
          O Trem é composto por 6 carros de passageiros, sendo 5 convencionais (240 Lugares) e 1 Panorâmico (52 Lugares) totalizando 292 lugares.
          Entre esses vagões – que mantêm o mesmo desenho dos antigos trens, com interiores em madeira –, destaca-se o panorâmico, que permite, por meio da sua estrutura transparente, a visualização completa das belas paisagens e da cachoeira.
Embarque - 
Ouro Preto 
Sexta-feira, sábado, domingo e feriados nacionais, das 9h às 17h. Tel: (31) 3551-7705. Praça Cesário Alvim, s/n. – Barra
Vendas de bilhetes de quarta-feira a domingo
Embarque - Mariana
Sexta-feira a domingo e feriados nacionais, das 9h às 17h. Tel: (31) 3557-3844. Praça Juscelino Kubitschek, s/n. – Centro
Vendas de bilhetes de quarta-feira a domingo (na foto abaixo de Fabinho Augusto, o trem chegando em Ouro Preto)
- Os passeios são realizados sextas, sábados, domingos e feriados nacionais.
- O pagamento das passagens do Trem da Vale pode ser feito por meio de cartão de crédito ou débito na Estação.
- Descontos para embarcar no Trem Turístico Ouro Preto-Mariana
Crianças até 5 anos, no colo, não pagam. Crianças de 6 a 12 anos, adultos a partir de 60 anos e estudantes (mediante apresentação de RG e carteira de estudante dentro do prazo de validade) pagam meia-entrada. A documentação deve ser apresentada no momento da compra do bilhete.
-  Os naturais de Ouro Preto e Mariana, que apresentarem comprovante de residência em nome da pessoa que está solicitando o bilhete e documento de identificação com foto tem desconto.
Fonte das informações acima:Site da Vale

sexta-feira, 25 de março de 2016

Ipatinga: a capital do Vale do Aço

(Por Arnaldo Silva) Distante 200 km de Belo Horizonte, pela BR 381, Ipatinga é uma cidade industrial, tendo no município, dezenas de indústrias de ponta, como a Usiminas (na foto acima e abaixo de Elvira Nascimento).
Uma cidade desenvolvida, que oferece uma ótima qualidade de vida a seus cerca de 270 mil moradores. Ipatinga é o 10º município mais populoso de Minas Gerais.É considerada a capital do Vale do Aço, região industrial formada por Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Santana do Paraíso e pelo colar metropolitano formado por mais 24 cidades. 
Mesmo desenvolvida e industrial, Ipatinga preserva as origens e tradições mineiras em sua culinária destacando queijos e doces, no artesanato, nas festividades religiosas e folclóricas como os congados, presente nas comunidades rurais do município como em Ipaneminha, como podemos ver na foto de Elvira Nascimento
Na cultura Ipatinga se destaca como um dos polos culturais de Minas Gerais, com diversas atividades culturas e teatrais pelo município, tendo como ponto principal dessas atividades, o Centro Cultural Usiminas, onde são realizados os grandes espetáculos culturais da Região. (foto acima de Elvira Nascimento,vista parcial de Ipatinga)
Como opção de lazer, os ipatiguenses tem o Shopping do Vale do Aço e o da Usipa, além do Parque Ipanema (na foto acima de Elvira Nascimento), um dos mais belos maiores parques urbanos de Minas Gerais e também o maior, com cerca de um milhão de m² com muita área verde e jardins projetados por Burle Marx, lago, quadras esportivas, pistas para caminhada e passeios de bicicletas.
Compõe ainda a área do Parque Ipanema o Estácio Ipatingão e o Cartódromo Emerson Fitipaldi (foto acima de Elvira Nascimento). O município tem ainda o Parque Samambaias, Parque Ecológico das Águas e o Parque das Montanhas, além de belas praças com jardins e ruas arborizadas. 

quarta-feira, 23 de março de 2016

A história da rapadura e o modo de preparo

(Por Arnaldo Silva) Muito popular em Minas Gerais e no Nordeste brasileiro, a rapadura é um doce genuinamente nacional, feito a partir da cana-de-açúcar, em forma de tijolos. Está presente hoje em todos os estados brasileiros e em países da América Latina, embora com outros nomes como, panela (Colômbia, Venezuela, México, Equador e Guatemala), piloncillo(México), papelón (Venezuela e Colômbia), chancaca (Bolívia e Peru), empanizao (Bolívia) ou tapa de dulce (Costa Rica). O doce é encontrado também na Argentina, Guatemala, no Panamá e na Índia, país de origem da cana-de-açúcar. 
           O processo de fabricação da rapadura consiste em moer a cana num engenho, ferver o caldo num tacho de cobre, mexendo até engrossar e por fim, despejar o doce em fôrmas de madeira e deixar secar. Ficará bem dura, lembrando um tijolo. (foto acima enviada pela Maria Eli Araújo de Malacacheta MG)   
          Por etapas, é basicamente assim: a cana é cortada, passando por um processo de queima e moída num engenho, para retirar o caldo que cai numa enorme vasilha durante a moeda onde ficará descansando, para que as impurezas como pedaços do bagaço, sejam separadas, pelo processo natural decantação, por fim, é coado (foto acima de Elvira Nascimento em Ipatinga MG). 
          O próximo passo é a fervura, onde o caldo da cana é colocado num enorme tacho, onde o doceiro mexe sem parar, até que comece a ter consistência, para bater o doce e colocá-lo nas fôrmas. A rapadura pode ficar num tom marrom bem escuro ou num tom marrom mais claro, dependendo do tempo de fervura e também da espécie da cana usada. (foto acima de Elvira Nascimento em Ipatinga MG) 
Com a ajuda de uma concha o doce é despejado em fôrmas de madeira, ficando até esfriar, quando a rapadura estará pronta para ser desenformada, embalada e comercializada. (foto acima de Elvira nascimento em Ipatinga MG) 
A origem da rapadura
          Surgiu no Brasil por volta de 1532, no século XVI, com a introdução do plantio da cana-de-açúcar na Colônia. Durante a produção do açúcar, na hora de limpar o tacho, os escravos tinham que raspar as sobras que ficavam grudadas nas bordas dos tachos. Percebiam que essas sobras ficavam muito duras e passaram a comer essas raspas e adoçar alguns alimento. Como não podiam usar o açúcar que pertenciam aos senhores do engenho, usavam as sobras, as rapas. (na foto do Sérgio Mourão, rapadura do Tó Lindório em Água Boa MG)
          Percebendo que os escravos gostavam das raspas, que ficavam duras e não derretiam facilmente, além de durar muito tempo, fez com que os portugueses se lembrassem de um doce tradicional nos Açores e Ilhas Canarias, em Portugal, feito em barras, como se fossem tijolos. Resolveram adaptar a técnica nos engenhos da Colônia, criando as fôrmas de madeira, em formato retangular e colocando o caldo de cana, fervido, já grosso. Ficava uma barra dura, precisando ser quebrada ou raspada. Assim surgiu a nossa rapadura, inicialmente, raspadura, mas acabou ficando rapadura, na forma popular de falar. 
          Como toda comida naquela época, num país recém descoberto e sem nenhuma estrutura alimentar, surgiu por necessidade. Isso porque as viagens eram feitas em carros de bois ou em burros e as comidas pereciam rapidamente, como o açúcar, umedecia e melava em poucos dias. Daí a necessidade de se fazer um produto mais durável para adoçar os alimentos. Assim surgiu a rapadura, largamente usada por bandeirantes e tropeiros em suas viagens pelo sertão, pela fácil acomodação, pelo uso prático para adoçar alimentos.
          O alimento que surgiu para suprir uma necessidade na época, hoje é um alimento necessário por seu alto valor nutricional, bem melhor que o açúcar comum, já que a rapadura contém bem mais substâncias nutritivas em sua composição e é um açúcar mais saudável. 
As propriedades da rapadura
          A rapadura contém proteínas, ferro, zinco, potássio, sódio, carboidratos, gordura, fósforo, magnésio, cobre, flúor, vitaminas, A, B1, B2, B5, B6, C, D2, e PP.  (foto acima de Carlos Magno Foureaux) Por seu alto poder nutritivo, é consumida em maior escala no Norte e Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais e no Nordeste como complemento alimentar, fazendo parte da merenda escolar de alguns estados como Ceará, Paraíba e Pernambuco, distribuídas em forma de pastilhas.  
          Na culinária, substitui o açúcar em bolos, sucos, doces e usada ainda como adoçante natural.

Queijo Cabacinha: origem e receita original

(Por Arnaldo Silva) O Queijo Cabacinha, é tradicional em Minas Gerais, historicamente fabricado na Região do Vale do Jequitinhonha. Reconhecido pelo IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), através da Portaria nº 1403 em 10 de maio de 2014, é um dos queijos muito apreciados na região pelo seu sabor único, sabor este que vem conquistando o paladar de centenas de milhares de pessoas de outras regiões de Minas e do Brasil. Quanto mais maturado, melhor o sabor.
     As cidades mineiras que produzem o queijo Cabacinha (foto acima de Sila Moura) são  oficialmente, segundo o IMA são:Pedra Azul, Medina, Cachoeira do Pajeú, Comercinho e Itaobim. Mas, dezenas de outras cidades do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas produzem o Queijo Cabacinha. Alguns estados do Nordeste passaram a produzir esse queijo e no Espírito Santo também. O IMA reconhece as cidades cidades citadas acima. Em Pedra Azul, segundo a Emater,  já tem cerca de 150 produtores do queijo cabacinha.
     Esse queijo é mineiro mas sua origem é italiana. Conhecido como Cáccio Cavalo, era feito do leite cru das jumentas, por povos nômades. Em Minas Gerais esse tipo de queijo teve a receita adaptada à região, já que não é costume nosso usar leite de jumenta. O Cabacinha é feito com leite cru de vaca. (foto abaixo de Silva Moura) 
Saiba como se faz esse delicioso queijo.
Ingredientes:
10 litros de leite cru
04 colheres (sopa) de iogurte natural
01 colher (sopa) de coalho líquido 
1 xícara de sal
Utensílio: fôrma em forma de cabacinha ou caso não tenha, improvise. Pegue uma cabaça e corte-a ao meio. Caso não consiga, você pode fazer o molde da cabacinha usando as mãos, apertando e moldando até que adquira a forma de uma cabaça.
Modo de Preparo
- Leve o leite ao fogo e deixe até que aqueça, mas sem pegar fervura.
- Desligue e coloque o iogurte e mexa até que dissolvam bem.
- Coloque o coalho dissolvido em um pouco de água filtrada e mexa novamente.
- Cubra a vasilha com um pano e deixe descansando por 1 hora.
- Após esse tempo enfie uma faca no leite. Se sair limpo, é porque está já coalhado. Caso o contrário, coloque mais um pouco de coalho, misture e deixe descansando mais 1 hora. 
- Quando estiver coalhado, faça cortes verticais e depois horizontais, formando um xadrez.
- Deixe repousando assim por uns 5 minutos.
 - Após esse tempo, com uma colher de pau, mexa a massa em movimentos em forma de 8, durante 5 minutos. Pare por 3 minutos e volte novamente a mexer por mais 5 minutos, parando por 3. Faça isso durante 30 minutos.
- Deixe dessorar por 20 minutos
- Coloque um pano branco e limpo num balde grande e despeje a massa junto e jogue 1 litro de água fervida, mexendo espremendo até que saia todo o soro.
- Deixe a massa descansando um pouco e volte a espremer novamente até sair todo o soro.
- Quando estiver bem espremido retire a massa e coloque-a numa peneira ou escorredor de macarrão e deixe repousando sobre uma vasilha.
- Sem o soro, a massa irá ficar homogênea e lisa.
Preparando o Queijo Cabacinha:
- Para fazer o Queijo Cabacinha, você vai precisar de uma ou duas cabaças cortadas ao meio. Faça ainda um furo no fundo para escorrer o excesso de soro. 
- Coloque a massa nas duas metades da cabacinha, em seguida, junte as duas e aperte bem.
- Deixe dessorando tanta a massa em fôrma da cabacinha por 30 horas. 
- Após esse tempo, abra a cabacinha e coloque numa vasilha e cubra com água fervente.
- Quando esfriar, retire a água da vasilha e coloque água quente até cobri-la.
- Coloque a xícara de sal e deixe na salga por mais ou menos 60 minutos.
- Após esse tempo, retire a cabacinha da salga, enxugue e guarde em sacos plásticos.
- Se quiser a cabacinha fresca, guarde-a na geladeira. Caso queira curada, mantenha-a numa queijeira, com tela, em temperatura ambiente.

sábado, 19 de março de 2016

Santuário de Nossa Senhora das Graças em Bom Repouso

(Por Arnaldo Silva) Bom Repouso é uma típica cidade mineira, que preserva suas tradições, principalmente religiosas. (foto acima de Leonardo Souza - @jleonardo_souza_srs) Com pouco mais de 15 mil habitantes, o município do Sul de Minas está a 1410 metros de altitude, ambiente propício para a produção de morangos. O município é um dos maiores produtores dessa fruta no Brasil. Faz divisa com os municípios de Bueno Brandão, Inconfidentes, Senador Amaral, Cambuí, Estiva e Tocos do Moji. Está distante 456 km de Belo Horizonte, via BR 381. A 185 km de São Paulo, via BR 381 e a 431 km do Rio de Janeiro, via BR 116.
Bom Repouso possui a segunda maior imagem de Nossa Senhora das Graças do Brasil, com 20 metros de altura. A imagem foi inteiramente construída em argamassa, equivale a um prédio de seis andares e se encontra a 1410 metros de altitude. (na foto de Jussan Lima, peregrinos rumo ao Santuário)
A principal rodovia é a LMG-884 com uma extensão de 19 quilômetros, ligando Bom Repouso à BR 381 em seu KM 887.
Aos pés da gigantesca imagem há um mirante onde pode-se contemplar toda a cidade e a bela paisagem montanhosa que a circunda. 
Segundo informações da Prefeitura Municipal de Bom Repouso MG, a imagem de Nossa Senhora das Graças tem 17 metros de altura mais 3 metros do alicerce da santa. Ela foi construída em 2001 e é uma das maiores imagens da santa no Brasil (em Irati, no Paraná, há uma imagem de 22 metros de altura de Nossa Senhora das Graças).
A iniciativa veio de uma moradora da cidade, muito devota de Nossa Senhora das Graças, e a construção foi com a ajuda de toda a população e da Prefeitura Municipal com o intuito de atrair turistas para a cidade. (foto acima e abaixo de Jussan Lima)
Ainda segundo a prefeitura, o santuário recebe em média 40.000 visitas por ano. No alicerce da imagem há uma lojinha, onde os visitantes encontram orações de Nossa Senhora das Graças com folders, santinhos, adesivos religiosos, chaveiros religiosos em geral e um pequeno espaço de fotos de pessoas que fizeram seus pedidos e promessas e foram abençoados recebendo graças da santa. Os visitantes também podem visitar a capela ao lado e deixar seus pedidos e ofertas à Nossa Senhora das Graças. 

quinta-feira, 17 de março de 2016

Parque Nova Baden em Lambari MG

O Parque Estadual de Nova Baden (Cachoeira das Sete Quedas. Imagem enviada pela Secretaria de Turismo de Lambari MG) é um local cuja beleza destaca-se na região. A área foi protegida em 1974, com a criação da Reserva Biológica de Nova Baden, sendo alterada sua categoria de manejo para Parque em 27 de setembro de 1994, através do Decreto nº 36.069. Está localizado no município de Lambari, na região sul do Estado, conhecida como Circuito das Águas, numa porção do relevo brasileiro conhecido como Planalto Atlântico, na Serra da Mantiqueira. Encontra-se inserido na sub-bacia do Ribeirão do Melo, na bacia hidrográfica do Rio Grande.
Patrimônio Natural
     Nova Baden (foto acima de Joseane Astério) possui uma área de 214,47 hectares, nos quais os recursos hídricos destacam-se. Várias nascentes existem no interior da mata, sendo a mais importante a cachoeira Sete Quedas.
      A unidade de conservação abriga valiosos exemplares da fauna e a flora da Mata Atlântica. Entre as diversas espécies da flora estão o jequitibá, o cedro, a peroba, palmito, o jacarandá, o pinheiro brasileiro e o cedro. O clima úmido propicia a formação de um ecossistema rico em musgos, liquens, bromélias e orquídeas.
     O Parque é uma importante reserva de diversas espécies de anfíbios, mamíferos e aves. Dentre as espécies, destacam-se os primatas barbado, sauá, mico e macaco-prego, além da jaguatirica, quatis, tatu e tamanduá-mirim.

História pra contar
     O nome do Parque (foto acima do Parque enviada pela Secretaria de Turismo de Lambari) é uma referência ao alemão Américo Werneck, da cidade de Baden-Baden que, no século 19, instalou-se na região. Pioneiro em questões ambientais, o dr. Werneck era fruticultor e desenvolveu vários projetos de aproveitamento racional das estâncias hidro-minerais. Foi o autor do projeto do Cassino de Lambari.
     Mais tarde, desgostoso com a política local, partiu e não retornou para reaver suas terras, o que levou o Estado a se apropriar da Fazenda, transformando-a em uma área de proteção ambiental em 1974. O Parque Estadual de Nova Baden foi aberto à visitação em 1995.

Infra-estrutura
     O Parque Estadual Nova Baden (foto acima de Joseane Astério) possui uma excelente infra-estrutura para atendimento ao visitante com destaque para o Centro de Visitantes que possui auditório para 90 pessoas, salas para reuniões e posto para a Polícia de Meio Ambiente. O Centro ocupa o casarão que era a sede da Fazenda de Américo Werneck, construído no século 19. (na foto abaixo, o Parque das Águas de Lambari. Foto de Joseane Astério)
Visitação:
O Parque não possui área de camping ou abrigos para a hospedagem de visitantes. No entanto, a cidade de Lambari, destino tradicional no turismo mineiro, mantém excelente infra-estrutura.
Horário de funcionamento: 7 às 17h
Telefone de contato: (35) 3271-1338
Como chegar:
Saindo de Belo Horizonte, seguir pela BR 381 (Rodovia Fernão Dias) no sentido São Paulo até o trevo para Cambuquira. A partir daí, prosseguir pela MG 267 até o município Lambari
.Fonte das informações Setur/Prefeitura Municipal de Lambari MG

domingo, 13 de março de 2016

Se vem a Minas, tem que vir a Tiradentes

(Por Arnaldo Silva) Andar pelas ruas de pedra de Tiradentes é como voltar ao passado. Cada canto, cada casarão, cada esquina tem uma rica história para contar. (foto abaixo de Matheus Freitas/@m.ffotografia)
A cidade é pequena com menos de oito mil habitantes. Em poucas horas pode-se percorrer todas as ruas, mas levará dias para conhecer a história presente nos museus, casarões, nas ruas calçadas com pedras de pé-de-moleque, becos, chafarizes, igrejas, capelas, bares e lojas de artesanato, principalmente em madeira.
Vindo a Tiradentes, não tenha pressa, fique dias. É uma descoberta em cada canto, ainda mais que Tiradentes está na divisa com São João Del Rei e Prados, duas cidades históricas mineiras e Bichinho, distrito que pertence a Prados. Quem vem a Tiradentes se apaixona, se emociona e volta! (foto abaixo de Eliane Torino)
Vir à Minas e não vir a Tiradentes é como ir a Roma 
e não ver o Papa ou ir ao litoral e não ver o mar. 
Tiradentes é a cidade histórica brasileira mais bem conservada. De longe lembra um presépio de tão linda e charmosa que é. A cidade chama atenção pela beleza de seu casario bem conservado, pela arte barroca presente, por sua Igreja Matriz, a de Santo Antônio, com a fachada esculpida pelo Mestre Aleijadinho e seu interior, com mais de meia tonelada de ouro em obras de arte, sendo a segunda igreja mais rica em ouro no Brasil.
Constantemente Tiradentes é cenário para filmes, novelas como Espelho da Vida e minisséries como Os Maias, Hilda Furacão, da Rede Globo. É uma das cidades preferidas de turistas que procuram história, passeio de trem, arquitetura colonial, museus, cinema, teatro, música, paisagens exuberantes e uma ótima gastronomia, juntamente com bons restaurantes e pousadas aconchegantes. Tiradentes tem tudo isso e mais um pouco.
Tiradentes é uma cidade vida, cheia de cores e sabores, principalmente da nossa culinária. É uma referência em culinária de qualidade no Brasil. Quer conhecer bem a cozinha mineira? O lugar é Tiradentes. Todos os anos a cidade organiza o Festival de Gastronomia. É um dos mais importantes eventos culinários do Brasil, atraindo chef´s de Minas Gerais, do país e até do exterior. É um dos mais gostosos e concorridos eventos gastronômicos do Brasil.
Em Tiradentes perguntar onde ficar e onde comer é quase que desnecessário. Isso porque a cidade tem uma vocação e um talento para a culinária impressionante. São dezenas de restaurantes com fogão a lenha, com destaque para a cozinha mineira, mas também encontrará restaurantes que servem pratos de outras regiões e de outros países.
Pousadas em Tiradentes encontrará em dezenas, desde as mais simples até as mais sofisticadas, todas bem decoradas, no estilo colonial mineiro, com preços para todos os gostos e bolsos. O café da manhã nas pousadas é tipicamente mineiro, colonial e delicioso, com quitandas, café e leite genuinamente mineiros geralmente produzidos na região.Um dos destaques dos restaurantes e pousadas em Tiradentes é a valorização das tradições mineiras, principalmente na decoração interior, com foco para o estilo rústico e colonial mineiro, decorados com telas e obras de artes mineiras.
Vindo a Tiradentes, além de conhecer um pouco da historia do Brasil, experimentar a nossa culinária, conhecer charmosas e aconchegantes pousadas, se prepare para fazer compras. São dezenas de lojas repletas da mais pura arte mineira, em destaque para o artesanato em madeira. O artesanato de Tiradentes, Prados e seu distrito, Bichinho são um dos mais valorizados e requisitados no país, pela beleza, riqueza em detalhes e qualidade.
Em Bichinho o visitante poderá conhecer de perto os trabalhos dos artesãos, bem como conhecer uma das mais charmosas e autênticas vilas mineiras. Bichinho é um encanto de lugar!
E claro, ninguém, pode deixar de passear de Maria Fumaça. Inaugurada por Dom Pedro II em 1881, o trecho inicialmente era de 600 km, hoje apenas 12 km, ligando Tiradentes vizinha São João Del Rei. Mas mesmo assim, são 50 minutos de um passeio emocionante. O trem serpenteia pelos trilhos, desvendando as paisagens mineiras, cortando as montanhas e ligando história e emoção.
Venha a Minas e aqui em Minas, venha a Tiradentes!
(Demais fotografias são de autoria de César Reis)

sexta-feira, 11 de março de 2016

Requeijão caseiro da roça

Veja como fazer requeijão do jeito que é feito na roça. Uma das delícias mineiras. Ingredientes
- 5 litros de leite integral + uns dois litros de reserva
- 5 colheres de sopa de Manteiga
- Sal a gosto
Modo de preparo
Coloque o leite cru em um tacho ou panela grande, tampe com um pano e deixe o leite em repouso por um ou dois dias ou até virar coalhada. 
- Após esse tempo, retire a gordura (a nata), coloque-a em uma vasilha e reserve.
- Com um pano limpo, escorra o soro do leite e coloque a massa na panela e leve ao fogo, despeje um pouco de leite, e mexa sem parar, até esquentar bem.(foto ao lado da Cida Ferrer)
Na medida que for aquecendo, se surgir soro, retire com uma concha e acrescente aos poucos  mais leite e continue cozinhando até que a massa fique  firme, a ponto de esticar ao levantar a colher e sem o sabor azedo. 
- Retire a massa da panela e coloque em uma vasilha com furos ou peneira para escorrer excesso de soro e reserve.

 Em outra panela coloque a manteiga, a nata que reservou e o sal a gosto, deixe fritar e vá acrescentando a massa aos poucos, refogando e mexendo sem parar. (se quiser um requeijão mais branco, apenas esquente a nata e coloque a massa. Caso queira um requeijão mais escuro, deixe fritando até começar a ficar moreno)
- Para a massa ficar mais menos densa e cremosa, coloque mais um pouco de leite e mexa bem com uma colher de pau, até que fique bem homogênea.
- O requeijão estará no ponto ideal quando levantar a colher e ele escorrer.
Prontinho. Agora é esperar esfriar e servir o requeijão. Fica ótimo com café!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Conheça o Vale do Charme mineiro

(Por Arnaldo Silva) Brumadinho está na região da Grande Belo Horizonte, apenas 55 km de distância. Mesmo com a proximidade da metrópole, Brumadinho se difere das grandes cidades do cinturão metropolitano. 
          Cidade pacata, com um casario simples e bonito, muitos datados do século 20, 19 e em alguns povoados, construções do século 18, como o Forte de Brumadinho e a matriz de Piedade do Paraopeba.(a foto acima de autoria de Elpídio Justino de Andrade mostra a estrada Nair Drumond, vista do Topo do Mundo)
          Seu povo, como todo povo mineiro, é hospitaleiro, sempre gentil, para com os visitantes. Por essas características e por suas belezas naturais preservadas, Brumadinho é refúgio de quem vive na capital. Entre montanhas, ar puro, nascentes de águas cristalinas, cachoeiras e paisagens maravilhosas, está o Vale do Charme formado por Brumadinho e também pelas vizinhas, Belo Vale, Bonfim e Moeda. A região é ideal para quem quer viver longe da agitação das grandes cidades, ou pelos menos, passar alguns dias nas requintadas pousadas da região e apreciar uma das melhores cozinhas de Minas Gerais.
          Mas não são apenas em belezas naturais que o Vale do Charme se destaca. Tem história, fazendas centenárias, igrejas do período barroco e museus, arte artesanato e gastronomia, presentes nas quatro cidades que compõe o Vale. Brumadinho se destaca pela sua extensão territorial, pelos seus inúmeros atrativos como voos de balão e parapente, além do Inhotim, o maior museu de arte contemporânea do mundo e pelos charmosos distritos de Piedade do Paraopeba, destacando a Matriz de Nossa Senhora da Piedade, de 1713, cujo altar é ornado com uma imagem de madeira, trazida de Portugal em 1731 (na foto acima, do Barbosa) e Casa Branca.
Gastronomia especial
          Se está de dieta, esqueça, pelo menos enquanto estiver em Brumadinho. (foto acima, do Barbosa, de um restaurante em Casa Branca) Restaurantes em Brumadinho você encontrará dos mais simples ao mais requintados, mas com algo em comum: a maravilhosa cozinha mineira, tradicional. Não dá para resistir aquele torresmin no tropeiro, muito menos aquele docindileite feito no fogão a lenha e tacho de cobre, broa de milho, pamonha, café com rapadura.E o franguin com quiabo e angu? Ninguém resiste, nem se quiser.
Passeio rural
          Quem for às cidades da região pode desfrutar dos passeios pelas fazendas centenárias e pequenos povoados. Belo Vale, Bonfim, Moeda e Brumadinho possuem construções históricas, fazendas do século 18 como a Fazenda Boa Esperança em Belo Vale (na foto acima de Glauco Umbelino), que pertenceu ao Barão do Paraopeba. Em Belo Vale está também o Museu do Escravo, o maior do gênero na América Latina, retratando toda a história do período da Escravidão no Brasil, com instrumentos usados no castigo dos escravos e documentos de grande valor histórico.
          Na bela Bonfim, você pode conhecer o Carnaval a Cavalo (na foto acima de Alisson Gontijo). É uma tradição de quase dois séculos, que revive as batalhas entre Mouros e Cristãos na Idade Média. Só que hoje as armas não são arcos, espadas e flechas e sim, confetes e serpentinas.Um carnaval diferente, gostoso de ver e participar.
          Já em Moeda, você pode visitar São Caetano da Moeda ou Moeda Velha.(na foto acima do Barbosa) Esse povoado abrigou uma antiga fábrica clandestina de moedas, por volta de 1720, no século 18. O ouro era fundido mas não era arrecado um centavo sequer para a Coroa Portuguesa. Hoje, da fábrica clandestina, restaram ruínas, um dos atrativos do Vale do Charme. O povo de São Caetano é simples, muito hospitaleiro. Em agosto, mês da festa de São Caetano, todos os moradores se envolvem na organização e participação na festa, que recebe visitantes da região. 
Pra quem não sabe, Moeda e Belo Vale, principalmente, são grandes produtoras de mexericas. A Festa da Mexerica de Belo Vale é muito famosa na região. 
          Uma boa dica para conhecer em Brumadinho é o Templo budista Chagdud Gonpa Dawa Drolma em Casa Branca, distrito de Brumadinho. (na foto acima do Barbosa) Um lugar para quem gosta do silêncio, da paz e do sossego.
 Em todas as cidades do Vale do Charme você encontrará alambiques que produzem a famosa cachaça mineira e claro, restaurante com a mais genuína e gostosa comida caseira mineira.
O Topo do Mundo
          Caso sua escolha seja curtir as belezas naturais, a dica é o Topo do Mundo, na Serra da Moeda, a 1400 metros de altitude. A vista é linda e trilheiros (foto acima de Andréa Gomes) são presenças constantes na Serra, bem como os amantes de voo livre. Mesmo que você não se arrisque a voar, pode assistir. Mas se quiser, pode voar de parapente sentado numa cadeirinha. Isso porque no local tem instrutor, com experiência, que te acompanhará nesta aventura fantástica que pode durar por quase uma hora, dependendo do tempo. (foto abaixo de Andréa Gomes)
          Aos domingos, quando o tempo está bom, tem também na Serra o sobrevoo de balão com duração de 1 hora mais ou menos.
Instituto Inhotim
          São 97 hectares de pura arte, com os mais diversos temas, dos mais variados artistas, sem contar a beleza da paisagem do local, inspirada nos projetos paisagísticos de Burle Marx (1909-1994). Possui restaurantes e lanchonetes para atender os visitantes. (foto acima de Thelmo Lins) É a maior atração de Brumadinho e um dos lugares mais visitados por turistas que vem a Minas Gerais. Estamos falando do Inhotim, o maior museu de arte contemporânea do mundo.
          Tudo no Inhotim são arte e beleza. São cinco lagos ornamentais e 4,5 espécies de plantas. Os criadores do Instituto trouxeram também plantas exóticas, de outros países. Com certeza eles gostam muito de palmeiras. O Inhotim possui a maior coleção de palmeiras do mundo. São 1300 espécies de palmeiras plantadas. 
          Entre a espécie mais interessante, estão as palmeiras de Madagascar ou palmeira azul, de origem africana.(foto ao lado de Sônia Fraga, um das obras de arte no Inhotim)
Uma caminhada pelo Inhotim é agradável, mas se preferir tem carrinhos usados em campos de golfe à disposição dos visitantes. Muito verde, espaço para descanso e conversas. Até os bancos são obras de artes. São 98 bancos feitos com troncos pelo designer gaúcho Hugo França. As obras de arte do Instituto contam com talentos nacionais de artistas como Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Adriana Varejão, dentre outros. Obras de artistas internacionais também estão presentes no Inhotim como do norte-americano Doug Aitken que reproduz os sons emitidos no fundo da terra. Isso mesmo! É a obra que mais impressiona. São seis microfones geológicos, instalados no fim de um cano a 202 metros de profundidade. A região é de mineração, portanto, dependendo da atividade nas redondezas, os barulhos são ensurdecedores ou discretos.
O Rola Moça
          A melhor época de passeios pelo Vale do Charme é no inverno onde geralmente acontece festivais culturais e gastronômicos. A região conta com diversas pousadas, seja das mais simples às mais sofisticadas, mas aconchegantes com lareiras, vinhos e vistas maravilhosas, que possibilitam momentos de puro relaxamento e romantismo. Em Brumadinho estão as principais pousadas da região onde você pode também contemplar a Serra do Rola Moça. (na foto acima de Eliane Torino) A vista é um espetáculo.
Todos os dias sai ônibus de Belo Horizonte para Brumadinho. Em breve, acredita-se que ainda este ano, será lançada a linha de trem diário ligando Belo Horizonte, na Praça da Estação a Brumadinho, com estação no Inhotim. Faz parte de um acordo de compensação entre Governo, Ministério Público e a Companhia Vale. Ai sim, saindo o trem, facilitará em muito a ida de turistas a Brumadinho e nas outras cidades do Vale do Charme. 

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