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sábado, 31 de março de 2018

6 Crendices e superstições da Canastra

Desde a antiguidade, benzedeiras e benzedores são associados às práticas mágico-religiosas, à manipulação das ervas e chás, aos saberes da natureza.Muito foi desmistificado, muito tem sido comprovado, muito ainda temos por descobrir. O que é certo é que seus dons nos transmitiram muito ao longo do tempo. Práticas de cura que misturavam conhecimentos naturais e fé. 

Estas pessoas ainda estão presentes de forma significativa em muitas regiões do Brasil e em nossas memórias.

Gostaria de registrar algumas, por meio de lembranças e assim valorizar de algum modo a cultura popular, pois creio ser esta, uma forma de preservar conhecimentos e grande parte deles está alicerçado na oralidade de suas rezas, saberes,alguns ameaçados pelo esquecimento.

1 - Segundo os antigos, a melhor maneira de uma moça solteirona, mulher viúva e moça feia (as bonitas não precisavam) arrumar marido, era fazer uma simpatia assim: o dia que o caboclo desavisado fosse à casa da dita cuja, esta deveria oferecer um café coado numa calcinha que tivesse usado durante o dia. Diziam que era tiro e queda. Porém, o homem nunca deveria saber, senão morreria antes de completar sete anos de casamento.
(Agenor, meu tio avô, contava que um antigo patrão, tinha uma filha muito feiosa em casa. Um dia, entrou na cozinha da casa grande para levar lenha. A mãe fritava uns bolinhos para ele e a moça feia coava um café num coador muito estranho. Intrigado e esperto feito pulga, pediu as contas e nunca mais voltou).

2 - Uma pessoa que fosse picada de cobra cascavel, não poderia atravessar rio, nem córrego antes de ser benzido. Também não deveria de jeito nenhum ver mulher grávida, se o fizesse morria mesmo.
(Um vizinho de meu avô foi picado e antes de chegarem à sua casa, foi um amigo avisar para a esposa grávida que saísse de casa e fosse morar com os pais dela até ele sarar).

3 - Mulher de resguardo precisava comer sopa de galinha gorda por vários dias. Quanto à carne vermelha, apenas o lombo de porco sem gordura era permitido. Era expressamente proibido comer arroz por quarenta dias. Caso contrário a barriga nunca mais voltava ao normal, virava barriga d’água.
(Quando criança, eu adorava comer a sopa de galinha que vó fazia para minha mãe nos resguardos. Ela servia a sopa numa tigela grande de louça com desenho de florzinha que a deixava ainda mais saborosa).

4 - No dia de São João, antes do sol nascer, é preciso acordar e ir até uma fonte de água limpa. A pessoa se olha, espalma as mãos e conta os dedos. Se não enxergar o reflexo na água e nem contar todos os 10 dedos é porque vai morrer naquele ano.
(Lembro-me que na roça, junho era mês de muito frio. Mesmo assim, minha mãe nunca se esqueceu disso: acordava todos os filhos e nos levava lá no córrego, e um por um, ela conferia o reflexo e contava os dedinhos de todos nós. Quando nos mudamos para a cidade, não havia riacho na horta, então ligava a torneira e enchia uma bacia d'água. Ela nunca ficou sem contar os dedos dos filhos. Enquanto havia um morando na casa dela esse ritual foi cumprido).

5 - Quando os pastos estão estalando de secos, é preciso chuva para começar a plantar as roças. Reza a lenda que toda vez que se rega e enfeita uma cruz chove.
(Certa vez, meus avós reuniram uma turma para aguar a cruz. Havia mulheres e crianças pela estrada afora, levando cabaças d’água e flores até ao pé da Serra, onde havia um cruzeiro. Ali rezávamos pedindo chuva, colocávamos flores, e despejávamos a água. Meu irmão mais novo, o Zé Carlos, tinha uns sete anos. Nunca vi menino bom de pontaria que nem ele! Um sabiá pousou na cruz, sem querer o Zé mirou uma pedra e acertou a ave que caiu fulminada. Todos choramos quando vimos o bichinho ali ao pé da cruz. Pior que esse dia a chuva só pingou. A meninada toda culpou o menino. Meu irmão fica triste até hoje quando se lembra).


6 - Eu cresci rodeada por crendices e superstições. Minha avó e bisavó maternas, por exemplo, eram verdadeiras enciclopédias no assunto. Me lembro de Vó Benvinda, avó paterna benzendo assim:
PARA CURAR COBREIRO:
Pegar um ramo de arruda molhado em água benta.
Circular o ramo onde estiver o cobreiro e dizer as palavras por três vezes seguidas:
—Cobreiro bravo o que corta?
—Corta a cabeça, o meio e rabo.
—São José perguntou a Santa Maria
—Cobreiro bravo com que curaria
—Com três ramos molhados na fonte.
—Um Pai Nosso e uma Ave Maria

Depois a Vó pegava o ramo, cortava em três pedaços, embrulhava num pano branco e pendurava para secar acima do fogão ou ao sol. Em três dias a pessoa ficava curada.

Nota: Cobreiro é denominação popular do herpes-zoster ou zona-zoster, doença de pele que o povo atribui ao contato de cobra.

Texto e foto de Maria Mineira - Professora e escritora em São Roque de Minas MG
E-mail de contato:mariamineira2011@yahoo.com.br

sexta-feira, 23 de março de 2018

Conheça Lassance

Na foto acima a Praça dos Namorados em Lassance de autoria de Liu Ribeiro
Lassance é uma cidade do Norte de Minas que ficou conhecida por ser a cidade onde Carlos Chagas descobriu a Doença de Chagas e identificou o protozoária flagelado causador da infecção, Tripanossoma cruzi. Carlos Chagas foi designado para cuidar dos trabalhadores da antiga Ferrovia Central do Brasil que estava sendo construída em Lassance, e identificou a doença em campo, em seu laboratório que havia sido estabelecido inicialmente dentro de um vagão.
A doença foi nomeada em homenagem ao cientista brasileiro e infectologista Carlos Chagas (na foto ao lado em seu laboratório no Instituto Osvaldo Cruz), que foi o primeiro a descrevê-la em 1909, mas a enfermidade não foi vista como um problema maior de saúde pública até a década de 1960 (a epidemia da doença de Chagas no Brasil na década de 1920 foi amplamente ignorada). Chagas descobriu que o intestino da Triatomidae (atualmente Reduviidae) abrigava um protozoário flagelado, uma nova espécie do gênero Trypanosoma, e foi capaz de provar experimentalmente que poderia ser transmitida a saguis do gênero Callithrix que haviam sido mordidos pelo inseto infectado. Estudos posteriores mostraram que o macaco-de-cheiro também era vulnerável a infecção.
Chagas nomeou o parasita patogênico como Trypanosoma cruzi e posteriormente no mesmo ano como Schizotrypanum cruzi, ambos homenageando o epidemiologista Oswaldo Cruz, que havia combatido com sucesso as epidemias de febre amarela, varíola e peste bubônica na cidade do Rio de Janeiro e outras cidades no início do século XX. O trabalho de Chagas permanece único na história da medicina por ter sido o único pesquisador a descrever por completo uma nova doença infecciosa, seu patógeno, vetor, hospedeiro, manifestações clínicas e epidemiologia.
Geografia
Situada a 263 km de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, 
Lassance inicialmente era uma região cortada por tropeiros, ligando lugares distantes como Montes Claros, Sabarabussu (Sabará), Diamantina e Coração de Jesus. Em 1850, um tropeiro chamado Liberato Nunes de Azevedo construiu os primeiros ranchos às margens do Córrego Maria Grande, hoje Córrego São Gonçalo. Em 1907, surgem as primeiras fazendas dedicadas à agropecuária e à extração de látex em seringueiras e, com a chegada da estrada de ferro, o desenvolvimento local foi impulsionado. O primitivo arraial era muito modesto, situando-se à beira do Rio das Velhas. A denominação Lassance foi dada em fevereiro de 1908, em homenagem ao engenheiro chefe da construção da estrada de Ferro Central do Brasil, Dr. Ernesto Antônio Lassance Cunha. O município emancipou-se em dezembro de 1953 sob a administração de José Soares Dias.
Atualmente conta com uma população de 6.664 (2017) habitantes e tem como atividades econômicas básicas a extração de quartzo e de sempre-vivas, ao lado do cultivo de café, mandioca, milho, fumo e arroz. Há também áreas de reflorestamento com eucalipto para a produção de carvão vegetal e pecuária de corte. Lassance faz divisas com os municípios de Várzea da Palma, Corinto, Três Marias, Buritizeiro, Buenópolis, Augusto de Lima, Joaquim Felício, Francisco Dumont.
Na questão do turismo, Lassance conta com a Área de Proteção Ambiental da Serra do Cabral. A área conta com circuito turístico com várias cachoeiras e preserva exemplares de vegetação do cerrado. A região do município ainda abrange os rios São Francisco e das Velhas.
As imagens, exceto de Carlos Chagas foram enviadas por Júlio Sérgio Rabelo.
Fonte integral do texto:Wikipédia

quarta-feira, 21 de março de 2018

15 encantadoras cidades turísticas mineiras

O turismo em Minas Gerais não se resume apenas às cidades históricas e estâncias hidrominerais. São 853 municípios mineiros e os mais famosos estão no Sul de Minas, no Circuito das Águas e na Região do Ciclo do Ouro, onde estão as cidades históricas. Mas por todo o Estado, temos cidades encantadoras, de grande potencial turísticos, muitas delas pacatas, singelas e charmosas cidades que encantam os visitantes, seja pela sua gastronomia, pela arquitetura ou pelas suas belas paisagens. O Conheça Minas mostra pra você 15 dessas cidades. Uma delas é essa ai da foto acima, Santa Maria do Salto, no Vale do Jequitinhonha, enviada por Márcia Porto. Conheça lindas, importantes e charmosas cidades mineiras que talvez você nem imaginava que são turísticas. 
01 - Santa Maria do Salto
          Santa Maria do Salto é uma bela e pacata cidade do Vale do Jequitinhonha, com pouco mais de 5 mil habitantes.  Faz divisa com os municípios de Jacinto, Salto da Divisa, Santo Antônio do Jacinto e Itagimirim (BA). Está distante 827 km de Belo Horizonte. Córregos, pequenos riachos, cachoeiras, belas paisagens com enormes de teofilitos (montanhas em pedras) fazem o diferencial da paisagem. Numa dessas montanhas de pedra está a cidade e sua bela praça da Matriz. (imagem acima de Davi Porto, enviada por Márcia Porto)
02 - Itapecerica
          Fundada em 1789, é uma cidade histórica mineira com cerca de 25 mil habitantes. Fica na Região Oeste de Minas, distante 180 km de Belo Horizonte. (foto acima de Thelmo Lins) Faz divisa com os municípios de Camacho, Carmo da Mata, Cláudio, Formiga, Pedra do Indaiá, São Francisco de Paula, São Sebastião do Oeste. Os principais monumentos histórico-culturais do município são de origem colonial, com arquitetura barroca, destacando-se: Igreja de São Francisco da Ordem Terceira de Santo Antônio (1801), Igreja de Nossa Senhora do Rosário (1819), Igreja de Nossa Senhora das Mercês (1862), Casarão da Cooperativa (1905), Igreja Matriz de São Bento (1912), Casarão da Mita (1910-1915), Praça Melo Vianna (1936).
          A cidade apresenta ainda importantes manifestações culturais, como o Festival de Inverno que ocorre no final de julho tendo como palco a Igreja da Matriz, reunindo apresentações de dança, teatro, arte e música de artistas locais e renomados, mobilizando a cidade e atraindo turistas da região e o Festival Gastronômico Rural que ocorre geralmente no feriado de Corpus Christi, reunindo o melhor do cardápio local, destacando a simplicidade da comida mineira do interior.
Duas fazendas no município atraem atenção de turistas. A fazenda Capetinga e a fazenda Palestina.
03 - Estrela do Sul
          Localizado a 520 km de Belo Horizonte, Estrela do Sul é única cidade histórica do Triângulo Mineiro. São 8 mil habitantes atualmente no município. (foto acima de Thelmo Lins)  Faz divisa com os municípios de Monte Carmelo, Grupiara, Cascalho Rico, Araguari, Indianópolis, Nova Ponte e Romaria.habitantes.Fundada em 1854 em 1854 com a denominação de Diamantino da Bagagem e subordinado ao município de Patrocínio, tornou-se vila com a denominação de Bagagem em 1856 e recebeu status de cidade em 1861. A partir de 1901 recebeu a sua denominação atual em homenagem ao diamante Estrela do Sul encontrado nessa região. 
          A descoberta de diamantes na região no século XIX, atraiu para a pequena cidade na época, centenas de pessoas, entre elas Ana Jacinta de São José, a Dona Beja, que na meia idade, mudou-se de Araxá para Estrela do Sul, onde fixou moradia e viveu até sua morte, aos 72 anos, deixando sua vasta história de vida e descendentes.
04 - Datas
         Pequena e aconchegante, Datas é uma cidade que resguarda lindas e deliciosas cachoeiras de águas geladas e cristalinas. Localizado a aproximadamente 272 km da capital mineira, no Vale do Jequitinhonha e sua população é aproximadamente de 7 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de Diamantina, Serro, Presidente Kubitschek, Conceição do Mato Dentro e Gouveia.
A cidade possui belas construções históricas como a majestosa Igreja do Divino, que é datada em 1870. A Lapa Pintada é um grande ponto turístico da cidade, por abrigar pinturas em pedras que ficam próximas a pequenos poços de água. 
          A Praça do Divino Espírito Santo (na foto acima de Sérgio Mourão) é em homenagem ao santo padroeiro da cidade, que recebe todos os anos uma animada festa em seu tributo, a qual pode ser considerada uma das mais fortes manifestações culturais da cidade.
05 - Caldas           
         Caldas (na foto acima de Joelmir Barbosa) é uma das mais antigas cidades de Minas e um dos maiores municípios em extensão. Tem menos de 15 mil habitantes e fica no Sul de Minas. Vizinha às cidades de Poços de Caldas, Ibitiúra de Minas, Santa Rita de Caldas, Campestre e Bandeira do Sul.
          Caldas é uma cidade cidade acolhedora, de ótimo clima, com um casario bem conservado e belezas arquitetônicas que chamam a atenção, principalmente de sua igreja Matriz.
         Possui diversas cachoeiras, trilhas e áreas verdes; águas minerais, destacando-se a do Balneário de Pocinhos do Rio Verde.            As águas minerais de Caldas são indicadas para tratamentos medicinais, concentradas no distrito de Pocinhos do Rio Verde. Tem uma ótima e eficiente rede hoteleira, muito bem equipados e preparados para receber visitantes que muitas vezes, vem de outros estados e do exterior. 
          Em áreas como a Pedra Branca, de altitude de mais de 1.700 metros, pode-se praticar o ecoturismo. No distrito de Pocinhos do Rio Verde, assim como na cidade de Caldas encontramos hotéis, balneários, chalés, pousadas, vinhedos, prédios de antigas vinícolas (alguns transformados em bistrôs) para atender os turistas que além de diversão, procuram as famosas guloseimas mineiras que é uma das tradições do município.
   É uma cidade turística, com vários eventos anuais como a Festa da Uva já que Caldas é um dos maiores produtores da no Estado. Tem o Arraial de Caldas que acontece sempre no feriado de Corpus Christi. A ocasião reúne a tradicional comida mineira, além de doces, biscoitos e vinhos produzidos no local. Em junho julho acontece os festejos Juninos com tudo que a festa tem direito, principalmente com a nossa culinária e a famosa Festa do Biscoito que movimenta a cidade em todo o mês de julho. 
          A Festa do Biscoito acontece todos os fins de semana, durante todo o mês de julho em Pocinhos do Rio Verde Biscoito é um Patrimônio Imaterial do Município e há mais de duas décadas a Festa do Biscoito atrai mineiros, cariocas e paulistas, que vêm saborear as delícias exclusivas do período do evento como biscoitos fritos recheados e outras inovações, além de conhecer o artesanato local, ver os mestres biscoiteiros em ação e participar dos diversos shows musicais durante o evento.            
06 - Pimenta
          Pimenta é uma bela cidade banhada pelo Lago de Furnas. Fica na região Oeste de Minas a 235 km de Belo Horizonte. O município faz divisa com Guapé, Piumhi, Pains e Formiga. Pimenta tem cerca de 9 mil moradores.  Seu ponto de turismo principal é a Estância de Furnas e uma famosa pousada visitada por turistas de todo o Brasil. (foto acima de Aender Mendes)
08 - Lagoa Dourada
          Cidade histórica do Campo das Vertentes, com cerca de 15 mil habitantes é cortada pela Estrada Real em seu perímetro urbano. Faz divisa com os municípios de Carandaí, Casa Grande, Entre Rios de Minas, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves e Prados. Está a 1080 metros de altitude e 146 km de Belo Horizonte.(foto acima de Marcelo Melo)
          De seu passado colonial, Lagoa Dourada preserva, na sede, alguns casarões e igrejas com expressivos fragmentos da arte colonial mineira. A Igreja Matriz de Santo Antônio e a Igreja do Senhor Bom Jesus compõem o tradicional cenário urbano das cidades do interior de Minas.
          Na zona rural são preservados marcos de seu passado com belos casarões e belas paisagens naturais como cursos d´água, entre eles o Rio Carandai.
          Mas seu principal atrativo para turistas é sem dúvida seu famoso Rocambole que você encontra praticamente em todo o canto da cidade. É a melhor especialidade da gastronomia local. Legítimo rocambole, é o de Lagoa Dourada.
08 - Cambuquira
          Cambuquira tem cerca de 15 ml habitantes. (foto acima de Thelmo Lins) O município está no Sul de Minas e  faz divisa com  Três Corações, Campanha, Lambari, Conceição do Rio Verde e Jesuânia Faz parte do Circuito das Águas de Minas Gerais. Cambuquira foi uma das primeiras cidades projetadas do estado, com ruas largas, calçadas amplas e arborização selecionada - na primavera, as flores de centenas de árvores de magnólia perfumam a atmosfera da cidade e são uma atração à parte. As principais atrações da cidade são: o Parque das Águas, com seis fontes de água mineral (ferruginosa, alcalina, magnesiana, sulfurosa, gasosa e com lítio); as fontes do Marimbeiro e do Laranjal (nas cercanias da cidade); e o Pico do Piripau, a 1 300 metros de altitude, de onde decolam pilotos de parapente e asa-delta. Além de 2 cachoeiras na zona rural. 
09 - Vargem Bonita
          A charmosa e atraente cidade de Vargem Bonita, no Oeste de Minas, conta com 3 mil moradores. (foto acima de Luis Leite) Faz divisa com os municípios de São Roque de Minas, São João Batista do Glória, Piumhi e Capitólio.
          É a primeira cidade banhada pelo Rio São Francisco, que nasce na vizinha São Roque de Minas e o principal acesso para a cachoeira da Cascadanta, o local mais visitado do Parque da Serra da Canastra. 
          De Vargem Bonita pode-se observar o enorme maciço de pedra formando uma caixa, que antigamente era chamada de canastra. Essa pedra deu origem ao nome do local, Serra da Canastra. 
          A cidade é calma, tranquila e bem pacata e seu povo muito gentil, hospitaleiro e bastante atenciosos para com os visitantes. Conta com várias opções de hospedagem e tem um artesanato atrativo, exposto numa loja bem no centro da cidade. Seu povo tem o dom da cozinha. Se destacam na produção artesanal, principalmente do Queijo Canastra e doces caseiros. As águas do Rio São Francisco, no município são rasas, calmas e cristalinas. Um convite para o sossego.
10 - Santa Rita do Jacutinga
          Santa Rita de Jacutinga (na foto acima de Marcos Lamas), com cerca de 5 mil moradores  se destaca no turismo rural, havendo diversas pousadas com excelentes condições hospedagem, trilhas, cachoeiras e riachos que possibilitam desde descansos até a prática de esportes radicais, como rapel e rafting. 
Ainda há alguns atrativos turísticos de valor cultural ou histórico, como suas fazendas construídas no século XVIII, que remontam ao tempo da escravidão e do café. A Fazenda Santa Clara construída em 1790, uma das mais importantes propriedades rurais do Brasil, pela sua história e arquitetura. São 6 mil m² de área construída, tendo sido palco da telenovela Terra Nostra, da Rede Globo. O número de janelas (365), quartos (52) e salões (12) remete à quantidade de dias, semanas e meses do calendário. É aberta a visitação pública.
Tem ainda na cidade belas praças, casarões, igreja magníficas, restaurantes com culinária típica mineira, produção artesanal de doces, etc, além de um valioso e rico artesanato.
11 - Oliveira
Oliveira, no Oeste de Minas, tem quase 200 anos de existência. Conta atualmente com cerca de 45 mil habitantes. Distante 150 km de Belo Horizonte, faz divisa com os municípios de Carmo da Mata, Carmópolis de Minas, Passa Tempo, São Tiago, Bom Sucesso, Santo Antônio do Amparo, São Francisco de Paula e Resende Costa. Sua origem data do século XVIII, sendo reconhecida como cidade em 21 de setembro de 1861. É uma cidade com um rico patrimônio histórico como por exemplo a Casa da Cultura Carlos Chagas, as construções do século XIX na parte central da cidade, a  Igreja Matriz antiga no estilo barroco, construída no século XVIII, belas praças com jardins, bons hoteis e restaurantes. Outro ponto turísticos da cidade é estátua do  Cristo Redentor
          Na parte cultural, Oliveira se destaca por ter um dos melhores carnavais de Minas Gerais e preserva há mais de 200 anos as tradições culturais e folclóricas como as festividades da Semana Santa e o Congado,  influenciadas pela formação lusitana, juntamente com a herança indígena e dos povos africanos que vieram para Minas Gerais. 
12 - Morada Nova de Minas
          Banhado pelas águas do lago da barragem de Três Marias, o município de Morada Nova de Minas (na foto acima de Stela Dayrell Moura) fica na Região Central de Minas, distante 280 km de Belo Horizonte, com acesso através das rodovias BR-040 e MG-415. Com cerca de 10 mil habitantes, a cidade chama a atenção por suas paisagens bucólicas.
          Parte integrante do circuito turístico do lago de Três Marias, a cidade atrai pessoas de diferentes localidades por suas festas tradicionais, como a Folia de Reis, as festas juninas, o Festival do Peixe, a Festa do Carro de Boi e os cultos populares - além de ser frequentada por adeptos da pesca esportiva e dos esportes náuticos.
          Outro atrativo de Morada Nova é a culinária tipicamente mineira, destacando os pratos como a costelinha com ora-pro-nobis, frango com quiabo e angu, feijão tropeiro, torresmo com mandioca e a paçoca de carne seca, além dos pratos criados com os peixes do Rio São Francisco. No município ainda tem alambiques, produção artesanal de rapadura, queijos, pamonha, mingau de milho verde e doces diversos. 
13 - Belo Vale
          O município foi criado em 1938 mas o povoamento da região se deu no século XVII, onde ainda estão presentes na arquitetura local casarios históricos, fazendas e construções da época do Brasil Colônia e Imperial. Belo Vale (na foto acima de Evaldo Itor Fernandes) fica a 82 km de Belo Horizonte e tem aproximadamente 10 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de divisa Congonhas, Ouro Preto, Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais, Jeceaba.
          Belo Vale se destaca em Minas pela sua história e pela produção de Mexerica, sendo um dos maiores produtores da fruta no Brasil. Entre julho e agosto, acontece a Festa da Mexerica, juntamente com a Festa do Rodeio na cidade, atraindo turistas de toda a região para conhecer os sabores da fruta curtir as duas festas.
          O município é um dos grandes produtores de Mexerica do Brasil e a Festa da Mexerica, junto com a Festa do Rodeio são as mais importantes atrações anuais da cidade. 
Belo Vale conta ainda com atrações históricas tanto em seu perímetro urbano quanto rural como a Fazenda Boa Esperança, construída no século XVIII contando com obras do Mestre Ataíde e detalhes arquitetônicos do norte português. Fica a 6 km do centro da cidade e foi nela viveu o Barão de Paraopeba. O Museu do Escravo, (na foto baixo do Evaldo Itor Fernandes) é o mais completo museu do gênero na América Latina 
Como atrativo histórico, a cidade conta ainda com um trecho da Estrada Real, que ligava Vila Rica(Ouro Preto) a Fazenda Boa Esperança. A Igreja de Santana, fundada em 1735; a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, fundada e, 1760 ; a Igreja de São Gonçalo, fundada em 1764 ; o Forte das Casas Velhas, antiga alfândega e forte militar da época do ciclo do ouro; o Casarão dos Araújo, (sobrado da praça), datado de 1929; o Conjunto Ferroviário, inaugurado em 1917 em estilo inglês e belíssimas cachoeiras como a Cachoeira da Serra, Cachoeira da Boa Esperança, Cachoeira da Usina, Cachoeira do Moinho, Cachoeira do Zé Pinto, Cachoeira do Geraldão, Cachoeira das Lages.
14 - Mesquita
Mesquita (foto acima de Elvira Nascimento) fica no Vale do Rio Doce e faz parte do colar metropolitano do Vale do Aço, fazendo divisa com os municípios de Açucena, Belo Oriente, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Joanésia e Santana do Paraíso. Tem cerca de 6 mil habitantes.
Mesquita é conhecida tradicionalmente pela Festa de Santo Antônio, realizada todo o mês de junho. O evento reúne milhares de participantes, com a queima da tradicional fogueira de 20 metros de altura. (foto acima da fogueira, de autoria de Sérgio Mourão)
Mesquita possui vários pontos turísticos, dentre eles: Lagoa do Budeca, Cachoeira dos Britos, Cachoeira do Tamanduá e a Torre de TV, que é propicia à prática de voo livre. A pracinha da cidade, situada em seu centro, concentra um considerável movimento noturno, especialmente nos finais de semana, quando as pessoas se reúnem para ouvir música, contar causos e namorar.
15 - Matias Cardoso
Matias Cardoso com cerca de 12 mil moradores (na foto acima de Manoel Freitas) fica no Norte de Minas, banhada pelo Rio São Francisco. O nome do município é uma homenagem ao bandeirante Matias Cardoso de Almeida, desbravador da região. Na cidade está a Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, apontada como a igreja mais antiga do estado de Minas Gerais, bem como um belo casario bem preservado na área central. Faz divisa com os municípios de Manga, Itacarambi, Jaíba, Gameleiras, São João das Missões, Malhada (BA) e Iuiú (BA). Distante 683 km de BH.
Por Arnaldo Silva - Fonte de algumas informações: Wikipédia e IBGE

terça-feira, 20 de março de 2018

Os Valos e os Currais de Pedra

Até o início do século XX, cercas de arame e mourões em madeira não existiam, não apenas no Brasil no mundo. Uma ideia tão simples para cercar as divisas de fazendas e currais, demorou a ser "inventada". E quando foi, se popularizou rapidamente. (foto acima de Luis Leite do Curral de Pedra da Serra da Canastra)
          Mas como eram feitos os cercados para animais antigamente? Era pedra sobre pedra.
          Fazer currais e cercados de pedra é prática bem antiga.Essa prática foi introduzida na Europa e chegou ao Brasil, com os grandes proprietários de terras e gados, mandavam fazer currais de pedras em suas propriedades.
          No período Colonial e Imperial brasileiro eles se proliferaram. Eram feitos pelos escravos. Em Minas Gerais existem ainda vários currais e cercados em pedras preservados, bem como no Brasil e América do Sul.(na foto ao lado, do Marlon Arantes, um muro de pedras feito por escravos no Retiro dos Pedros em Aiuruoca MG)
          Em Minas principalmente, as pedras eram facilmente encontradas. o trabalho eram simples, mas pesado, consistia em colocar pedras sobre a outra, com 50 centímetros de diâmetro por um metro de altura.

          Se não existia cerca de arame e nem mourões naquela época, como eram feitas as divisas de fazendas? As fazendas eram enormes, grandes terras concentradas nas mãos de poucos privilegiados do regime Colonial ou Imperial. Eram através dos Valos, que são perfurações feitos no solo, com um metro de largura por 1 de profundidade mais ou menos.
Essa foto, de Arnaldo Silva, mostra um Valo, que dividia duas fazendas em Bom Despacho. Hoje tomado pela vegetação, é um pequeno curso de água.           
          O Valo surgiu em Roma e também era usado na Grécia. O objetivo era abrir fendas em torno dos muros das cidades, castelos e fortificações militares com o objetivo de protegê-las. Os muros eram altos e em cima do muro, eram colocados vidros ou pregos e o Valo era mais uma forma de segurança e proteção.  Em alguns casos, os valos que circundavam as cidades eram enchidos com água e colocados animais,  como crocodilos, com o objetivo de proteger as cidades, castelos e quartéis de invasores.
          Essa ideia foi comumente praticada na Europa e adaptada à América Latina, pelos colonizadores, não com o objetivo de cercar as cidades mas de marcar as divisas entre fazendas. 
          O trabalho era feito por escravos e tão somente na base da enxada, picareta e força dos braços. Centenas de milhares de escravos foram usados para fazer valos nas fazendas brasileiras.
          Esses valos, que dividia as fazendas, com o passar do tempo, deram origem a pequenos cursos de rios, córregos e ribeirões, ou até rios mesmo, devido ser alguns mais largos. Os próprios proprietários das terras, muitas das vezes, mandavam os escravos desviarem cursos de rios para os valos.
          Com o surgimento e avanço da Siderurgia no final do século XIX,começaram a produzir arames, principalmente os farpados. Com isso os valos, perderam sua utilidade. Os que não viraram cursos d´água, foram deixados de lado, sendo tomados por vegetação.
Por Arnaldo Silva - Jornalista/Repórter Fotográfico

sábado, 17 de março de 2018

Lagoa Dourada: a capital nacional do rocambole

Lagoa Dourada, cidade do Campo das Vertentes, com 13009 habitantes, segundo o IBGE em 2019, é conhecida nacionalmente como a terra do legítimo rocambole.  Segundo relatos do livro “Lagoa Dourada 300 Anos - Síntese Histórica”, a guloseima surgiu a longa data: “Na cidade a produção leiteira sempre favoreceu a fabricação de guloseimas, biscoitos e toda a espécie de quitandas caseiras. [...] E entre essas quitandas se insinuou como principais as roscas e o pão de ló. Esse último, de sabor muito leve e agradável, é caracterizado por uma massa fina à base de ovos, açúcar e farinha de trigo. A maior divulgação dessa iguaria começou com o descendente de imigrantes libaneses, o Sr. Miguel Youssef. Após casar-se com a lagoense Dolores de Mello, ele se estabeleceu com um botequim na cidade onde, uma vez por semana, servia o pão de ló recheado com doce de leite, sob a forma de um rocambole” (p. 133, 2011).
Fotografia acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas
          Continuando a tradição, em 1965, Paulo, um dos filhos do Miguel Yossef, teve a ideia de criar uma embalagem com o pão de ló para que fossem levados pelos viajantes e visitantes, o que facilitou a compra da guloseima, já que já vinha embalado. 
          A ideia deu muito certo, que contribuiu muito para tornar mais conhecido ainda o rocambole de Lagoa Dourada em Minas Gerais e no Brasil inteiro, aumentando em muito a demanda e popularizando mais ainda o rocambole. Hoje o “Rocambole de Lagoa Dourada” é referência em qualidade e originalidade, sendo produzido atualmente em várias confeitarias da cidade, mantendo  a tradição e a qualidade do legítimo rocambole lagoense. Não tem igual no Brasil rocambole igual ao de Lagoa Dourada, é único e vale a pena conhecer a cidade, provar da iguaria e levar pra casa. 
Onde ficar?
Hotel Glória: (32) 3363 - 2075
Hotel Pousada das Vertentes: (32) 3363 - 1103 / (32) 3363 - 1311
Localização 
150 km de Belo Horizonte
875 km de Brasília
36 km de São João Del Rei
46 km de Tiradentes 
Vista parcial de Lagoa Dourada. Fotografia de Marcelo Melo
          Todos os anos, na semana de aniversário de emancipação do município, 6 de junho, acontece em Lagoa Dourada a tradicional Festa do Rocambole, com shows, exposições e muito rocambole, com vários sabores. É um dos eventos gastronômicos mais importantes de Minas, que atraem milhares de turistas do estado e do pais para experimentar o legítimo rocambole e conhecer a cidade, cuja origem remonta o século 18. Pode-se ver na cidade traços de seu passado colonial, como casarões e igrejas. A cidade faz parte da Estrada Real, que corta o perímetro urbano do município. Além de ser a Capital Nacional do Rocambole, Lagoa Dourada é também a "Terra do Jumento Pêga".  Além disso, é uma atração a mais para quem visita a Estrada Real, que corta o município do perímetro urbano.
Fonte das informações: Site da Prefeitura de Lagoa Dourada MG, IBGE e Wikipédia

sexta-feira, 16 de março de 2018

Conheça Pocinhos do Rio Verde

(Por Arnaldo Silva) Distrito da cidade de Caldas, no Sul de Minas, distante 434 km de Belo Horizonte e 280 km de São Paulo. Em Pocinhos do Rio Verde (na foto acima de Rogério Santos Pereira) se encontram as famosas fontes de águas medicinais sulfurosas.
          Segundo os geólogos, Pocinhos está situada dentro da cratera de um extinto vulcão cuja "boca" tem cem quilômetros de diâmetro. Isso explica a presença de metais radioativos e de zircônio. O local é importantíssimo devido a presença de águas sulfurosas, de grande valor medicinal com reconhecidos poderes curativos. Essas águas fazem da cidade de Caldas e seu distrito uma importante estância hidromineral. 

          Segundo conta a história, Getúlio Vargas ia a Pocinhos para tratar de suas enfermidades e se hospedava no “Grande Hotel”, monumento dos tempos grandiosos do passado.Situadas no parque do Balneário Doutor Reinaldo de Oliveira Pimenta, são estão indicadas para problemas intestinais e dermatológicos. O Balneário conta com salas para banhos de imersão, hidromassagem e sauna, distribuídas em duas alas - masculina e feminina. A temperatura da água é de 37ºC. (a foto acima, do Joelmir Barbosa, mostra a Matriz de Caldas MG)
          Além das águas medicinais e sulfurosas, no distrito se produz artesanato de excelente qualidade, além de doces e biscoitos caseiros que fazem os turistas se deliciarem com as famosas quitandas mineira. Além disso, a beleza natural do distrito com diversos cursos d´água e lindas cachoeiras, são convites ao descanso e sossego. 
O que visitar?
          No centro, encontra-se a igreja dedicada a São Vicente de Ferrer. (foto acima de Cícero Alvernaz) No alto do morro do Galo encontra-se a Capela de Santa Terezinha, cuja história foi construída por uma visitante que havia se curado com as águas miraculosas de Pocinhos do Rio Verde.
          Nos arredores do distrito, o visitante pode aproveitar as 
piscinas naturais do Rio Soberbo, Bacião (poço profundo situado no rio Soberbo precedido de queda d'água) o Areião (pequena ponta de areia na margem do rio Soberbo), Cascata Antônio Monteiro e a Cachoeira  dos Duendes (situada no bairro da Pedra Branca) além da cachoeira da Margarida, Capitão e Rapadura. No bairro rural, tem também a famosa Capela do Coração, que vale a pena uma visita. (na fotografia acima de Joelmir Barbosa)
Onde ficar?
          Em virtude das águas medicinais dispõe de rede hoteleira formada pelos seguintes hotéis: Itacor Hotel, Edmar Hotel, Hotel Rio Verde, Hotel Fazenda do Ypê e Camping Bosque das Fontes e o Gran Hotel Pocinhos considerado o hotel mais antigo do Brasil em funcionamento. Foi construído em 1886 pelo imigrante italiano Nicolau Tambasco Glória. Uma construção rústica de pau-a-pique que no início hospedava viajantes, logo foi ampliado para atender a demanda de pessoas que vinham de todas as partes procurar nas águas minerais sulfurosas da estância hidromineral de Pocinhos do Rio Verde o tratamento para doenças do intestino. (foto acima abaixo de Joelmir Barbosa)
Quando visitar?
          Toda época do ano é ótima para aproveitar as águas medicinais que o local oferece mas durante o inverno, já que a Vila é cercada por montanhas e curso d´águas sendo uma região muito fria, com temperaturas próximas ou abaixo de O grau. É recomendado levar roupas para frio. Os hotéis e pousadas de Pocinhos do Rio Verde e da cidade são aconchegantes e oferecem lareiras para deixar o clima mais rústico e romântico. Tem também a famosa e tradicional Festa do Biscoito de Caldas, que acontece em todos os fins de semana do mês de julho. Uma festa imperdível que atrai milhares de pessoas de fora para participar. 
Como chegar?
Belo Horizonte
Pegue a Av. Amazonas até BR-262/BR-381 em Glalija, Contagem
23 min (9,3 km)
Siga a BR-381 até Rod. São Paulo Pouso Alegre 381 em Pouso Alegre. Pegue a saída 850A via BR-381 - 4 h 18 min (374 km)
Siga a BR-459 até seu destino em Caldas - 1 h 22 min (86,4 km)
De São Paulo
3 h 39 min - 276 km - via Rod. dos Bandeirantes
Trajeto mais rápido, com trânsito normal
Este trajeto possui pedágios.
DETALHES - 3 h 54 min - 288 km  via BR-381 e BR-459
Rio de Janeiro
via BR-116.Trajeto mais rápido agora devido às condições de trânsito. Este trajeto possui pedágios.
DETALHES - 8 h 16 min - 652 km via BR-116 e BR-381

quarta-feira, 14 de março de 2018

Festa da Quitanda e da Goiabada de Cocais

Barão de Cocais é uma das mais belas cidades históricas de Minas Gerais, distante apenas 90 km de Belo Horizonte na região do Quadrilátero Ferrífero. O município faz divisa com Bom Jesus do Amparo, Caeté, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo.
     Além de suas belezas naturais e arquitetônicas, a cidade se destaca na gastronomia mineira, na produção de goiabadas e quitadas diversas. Andando pelas ruas da cidade e distritos, pode-se sentir o suave aroma da goiabada cascão e até ouvir as borbulhas do doce tilintando sobre o tacho de cobre. Senti o suave aroma dos biscoitos, roscas, pães, e bolo de fubá assado no forno de barro.
     A cozinha de Barão de Cocais é um dos destaques da cidade e uma das rotas gastronômicas mais importantes de Minas Gerais. As delícias culinárias do município são mostradas aos visitantes e turistas na tradicional Festa da Quitanda & Festival da Goiabada. A tradicional festa da culinária local e mineira é realizada anualmente, sempre no início do mês de maio, em Cocais, distrito colonial de Barão de Cocais. 
     A Praça Central do distrito é o palco da festa, que além da culinária e oficinas gastronômicas, tem apresentações musicais. A festa é muito bem organizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais - EMATER-MG e apoio da Associação Comunitária do Distrito de Cocais, Associação dos Agricultores Familiares de Barão de Cocais e  Região, e ainda do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barão de Cocais. 
     O evento é um dos mais aguardados na região, fazendo parte do calendário oficial de eventos do município, sendo ainda um grande fomentador de turismo e economia local, já que a festa atrai todos os anos um grande número de turistas vindos de várias cidades mineiras.
     Durante o evento, o visitante conhecerá os produtos típicos da culinária local, bem como poderá participar de oficinas gastronômicas ministradas pelo Senac/MG e terá ainda o privilégio de acompanhar de perto, o modo artesanal de fazer goiabada cascão no tacho e quitandas diversas, feitas em fornos de barro. E ainda tem aquele café bem mineirinho feito na hora, no coador de pano, acompanhado de biscoito de polvilho frito no fogão a lenha e outras delícias assadas no forno de barro. Percebe-se então que o festival é uma delícia e irresistível. As cores e sabores dos aromas de Barão de Cocais são deliciosos! É um convite para os apreciadores da típica culinária mineira. (Por Arnaldo Silva)

Mais informações sobre a festa podem ser obtidas através do telefone da Prefeitura Municipal: (31) 3837-7619 ou por e-mail:culturaeturismo@baraodecocais.mg.gov.br
As fotos que ilustram a matéria foram de festas anteriores em Cocais, enviadas pela Ângela Rodrigues, moradora da cidade e nossa colaboradora. 

domingo, 11 de março de 2018

O Santuário da Agonia em Itajubá

A Igreja de Nossa Senhora da Agonia fica em Itajubá, no Sul de Minas Gerais. Construção iniciada em 1998, no alto de um monte, em terreno doado pelo português Antônio de Lima Costa, radicado no Brasil. (na fotografia abaixo de Jô Casarini)
     A Igreja de Nossa Senhora da Agonia fica em Itajubá, no Sul de Minas Gerais. Construção iniciada em 1998, no alto de um monte, em terreno doado pelo português Antônio de Lima Costa, radicado no Brasil. 
     Em 2005, tiveram início as celebrações no imponente Santuário, revestido de vidro em toda a sua estrutura, com uma enorme cúpula chamada de "Coroa de Nossa Senhora". (na foto abaixo de Rogério Salgado, o interior da Igreja da Agonia)
     A imagem de Nossa Senhora da Agonia, também doada pelo português, foi entalhada em Portugal e ocupa o altar principal. No porão do Santuário está a Capela de São José. Único no Brasil e segundo no mundo, desde sua inauguração, o Santuário, de rara beleza, atrai centenas de devotos e fiéis de Itajubá, região e de vários outros lugares do Brasil e exterior.
20 de agosto – Nossa Senhora da Agonia Padroeira dos Pescadores 
     Origem e significado de “Agonia” A palavra agonia tem sua origem na angustiante luta entre os gladiadores na Roma antiga. Por isso, a Virgem Maria passou a ser invocada por pescadores de Viana do Castelo em Portugal, como nossa Senhora da Agonia. Eles passaram a usar o título “da Agonia” pelo fato de enfrentarem sempre a grande luta contra os perigos do naufrágio.
Imagem de Nossa Senhora Aparecida. 

     Fica na Estrada José Benedito Guimarães, km3 - Mourão, em Itajubá (16 km da rodoviária). A imagem (na foto acima de Cássia Almeida) foi inaugurada em 12 de outubro de 2002 e foi construída a pedido de Hélio Marcos Ribeiro Fortes. Imponente, tem 7 metros de altura e possui em seu interior uma pequena capela. O melhor acesso é por Piranguinho, seguindo 5 km por estrada de terra, após a ponte de ferro.
Reportagem de Cássia Almeida - Maria da Fé MG

sexta-feira, 9 de março de 2018

Passeie conosco pelos pontos turísticos de Tiradentes

Aos pés da Serra de São José, está Tiradentes. Com 8 mil habitantes, é um dos mais importantes patrimônios culturais não só de Minas, mas do Brasil. Tiradentes é a cara de Minas, do interior mineiro em sua beleza e simplicidade. Tem história, uma gastronomia fantástica, muita cultura, tranquilidade. Essas qualidades da cidade atraem todos os dias turistas. 
Cada rua, cada museu, cada igreja, ou praça tem uma história diferente para contar. o povo é muito acolhedor e recebe o turista com muito carinho que se encantam com tudo, a beleza da natureza e sua arquitetura magnífica. São sete igrejas, cinco passos da Paixão de Cristo, belíssimas construções barrocas e um conjunto urbano tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAM).Fundada em 19 de janeiro de 1718, a cidade completou 300 anos recentemente. Distante 190 km de Belo Horizonte, Tiradentes faz divisa com os municípios de Prados, Barroso, Dores de Campos, São João del-Rei, Santa Cruz de Minas, Coronel Xavier Chaves e fica na região do Campo das Vertentes.
 Apesar de ser uma cidade pequena, tem um fluxo enorme de visitantes diários, vindos de todas as cidades de Minas, do Brasil e até do exterior. Isso graças ao patrimônio histórico preservado e seus eventos anuais que a cada ano, atraem mais turistas para a cidade. São atrações diversas que incluem cinema, fotografia , Bike Fest que acontece geralmente julho e o mais famoso evento da cidade, que é o festival de gastronomia (24 de agosto a 1º de setembro) que é um dos maiores festivais gastronômicos do pais.
História
Suas antigas denominações foram "Arraial Velho de Santo Antônio", e "Vila de São José do Rio das Mortes"[6] e cidade de São José del-Rei. O nome São José resulta de homenagens ao então príncipe de Portugal, D. José I. A vila de São José resultou do desmembramento da vila de São João del-Rei em 1718. As lavras de São José del-Rei foram descobertas por João de Siqueira Afonso, em 1702, nos primórdios do século XVIII. 
(ao lado, Martírio de Tiradentes, pintura de Aurélio de Figueiredo-MHN). 
Discordando do nome em homenagem a um rei português, Silva Jardim, (Antônio da Silva Jardim (Silva Jardim, nascido em 18 de agosto de 1860 no Rio de Janeiro,falecendo em Nápoles, em 1 de julho de 1891) foi um advogado, jornalista e ativista político brasileiro, formado na Faculdade de Direito de São Paulo. Teve grande atuação nos movimentos abolicionista e republicano, particularmente no Rio de Janeiro) que estava de passagem pela cidade sugere em um inflamado discurso que o nome da cidade seja trocado para Tiradentes, em homenagem ao herói da Inconfidência Mineira. 
Com a Proclamação da República em 1889, o governo provisório decretou no dia 6/12/1889 a mudança de nome da cidade de São José para Tiradentes. A recém criada República precisava de heróis que representassem seus ideais e o alferes Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes - 1746-1792 - nasceu na Fazenda do Pombal, localizada entre a Vila de São José, hoje a cidade de Tiradentes e a cidade de Ritápolis em Minas Gerais.). Combateu o governo monárquico, como os republicados, sendo o mártir da Inconfidência Mineira. . Em 20 de abril de 1938, o conjunto arquitetônico de Tiradentes foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Aríistico Nacional (SPHAN). Por decreto presidencial, foi criado no dia 9 de novembro de 1965 o feriado nacional de Tiradentes.  
A cidade tornou-se um dos centros históricos da arte barroca mais bem preservados do Brasil, por isso voltou a ter importância, agora turística, na metade do século XX, foi proclamada patrimônio histórico nacional tendo suas casas, lampiões, igrejas, monumentos e demais partes recuperadas.
Monumentos
Matriz de Santo Antônio
Tiradentes tem dentre suas igrejas a Matriz de Santo Antônio, construída em 1710 é a segunda igreja em ouro do Brasil, sendo a primeira em Salvador (BA), é uma das mais belas construções barrocas do país. No interior do templo há um órgão datado de 1788, considerado um dos quinze mais importantes do mundo.
Câmara Municipal

Localizada próxima à Matriz, na ladeira que é caminho para esta, construída em meados do século XVIII, servia para abrigar a administração pública no período colonial e imperial. A Câmara Municipal de Tiradentes foi construída longe da cadeia pública, o que é incomum na maioria das cidades do século XVIII.
Antiga Cadeia Pública
Construída em 1833 e 1845, no local da velha cadeia incendiada, é um prédio sólido e austero com janelas de cantaria protegida por pesadas grades. A Vila de São José foi uma das poucas a possuir a cadeia em prédio próprio, separada do prédio da Câmara Municipal.
Casa da Cultura

Foi construída no século XVIII, possui microfilmes de 280.000 documentos do acervo da Arquivo Ultramarino de Portugal e referentes ao Brasil Colonial.
Fundação Oscar Araripe
Realiza exposições de pintura temporárias e permanentes de seu acervo.
Calçamento

Várias ruas da cidade contam com calçamento singular, em pedra capistrana.
Monumento a Tiradentes
Localizado no Largo das Forras, segundo monumento a homenagear o herói da Inconfidência, construído 1892, pelo povo tiradentino, quando se celebrou o aniversário da morte do Alferes.
Nossa Senhora das Mercês
Capela rococó do final do século XVIII, com um único altar multicolorido, dois belos forros com pinturas em estilo rococó, cenas alusivas à Virgem Maria e imagem da padroeira. (na foto ao lado o altar da igreja) Pertencia à irmandade dos pretos crioulos, ou seja, os pretos nascidos no Brasil. Toda a pintura da capela foi executada por Manoel Victor de Jesus, pintor mulato, falecido em 1828, é datada do início do século XIX.
São João Evangelista
Capela pertencente à irmandade dos Homens Pardos (mulatos), tem fachada simples e três altares em seu interior. Os altares laterais são em estilo rococó, datáveis do princípio do século XIX e o altar-mor possui fragmentos de talhas de vários estilos. Guarda a Igreja um conjunto de imagens de um mesmo santeiro, sendo o seu calvário composto por peças de mais de dois metros de altura. Ali está enterrado o compositor Capitão Manoel Dias de Oliveira. A capela só foi concluída no século XIX, quando foi aberta ao culto.
Capela do Bom Jesus

Capela do Senhor Bom Jesus da Pobreza
Capela de dimensões modestas e decoração singela, mas notável pela sua estatuária e como exemplo da interpretação popular do estilo Barroco.
Nossa Senhora do Rosário

Capela construída em cantaria (pedra), em lugar da capela primitiva, tem três altares de talha de meados do século XVIII e os santos negros São Benedito, Santo Antônio de Cartagerona e Santo Elesbão.
Casa do Padre Toledo
Hoje Museu Casa de Padre Toledo é um museu da Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade, ligada à UFMG. O prédio é uma construção do final do século XVIII, com esquadrias em cantaria lavradas, sete forros pintados, destaca-se aquele que representa os cinco sentidos, com figuras da mitologia grega. Nesta casa morou Padre Toledo, um dos cabeças da Inconfidência Mineira. Foi um dos locais onde se conspirou em 1789.
Santuário da Santíssima Trindade

Sua construção data de 18 de outubro de 1822. Nesta igreja ocorrem anualmente o Jubileu da Santíssima Trindade.
Chafariz São José

No início da ladeira que leva à Igreja Matriz, localiza-se um bonito chafariz, construído em 1749 para abastecer a então vila com água potável, também era utilizado para lavagem de roupa e para bebedouro de animais, principalmente cavalos. Possui um aqueduto construído pelos escravos da época, que traz a água de uma nascente a 1 quilômetro de distância, o chafariz está em funcionamento até hoje.
Estrada de Ferro Oeste de Minas
A Estrada de Ferro Oeste de Minas que atualmente liga São João del-Rei a Tiradentes foi inaugurada em 1881 com a presença do Imperador Dom Pedro II, funcionando ininterruptamente até hoje. A linha foi construída em bitola de 76 cm. O trem é puxado por locomotivas a vapor popularmente conhecidas por "Maria Fumaça". Há exemplares de fins do século XIX, mas as locomotivas que circulam são do início do século XX. A EFOM já possuiu 720 quilômetros em bitola de 76 cm. Hoje somente o trecho de 12 quilômetros que liga São João del-Rei a Tiradentes está em funcionamento. Este trecho é administrado pela Ferrovia Centro Atlântica FCA. Os trens partem nas Sextas, Sábados, Domingos e feriados são 10h e 15h de São João del-Rei e 13h e 17h de Tiradentes.
Órgão da Matriz de Santo Antônio
O órgão de Tiradentes foi fabricado em Francônia no Sul da Alemanha no ano de 1779. 

Este órgão tem 4 oitavas e 15 registros, sendo 8 para a região aguda e 7 para a grave, não possuindo pedal.

Comprado por um português, ficou na cidade do Porto até 1788, quando foi enviado para Tiradentes. 

Somente em 1798 que o órgão foi tocado pela primeira vez. Coube ao organista Francisco de Paula Oliveira Dias a tarefa de tocá-lo. 

Em 1977 foi inteiramente restaurado por Manfred Thonius, construtor de órgãos da Francônia, que veio ao Brasil para esse restauro, sendo reinaugurado em 22 de abril de 1978.
Relógio de Sol de Tiradentes
É um relógio Equatorial. Sua origem é do século XVIII, sendo este relógio de Tiradentes, um dos mais antigos do Brasil. Foi construído em pedra sabão e possui 40 cm de diâmetro. Era um modelo na época e tinha essa nome Equatorial porque o mostrador é inclinado, paralelo ao equador terrestre, as linhas das horas tem um espaçamento uniforme entre si (15 graus) e o estilete (gnomon) é paralelo ao eixo de rotação da terra formando com o horizonte um ângulo igual ao valor da latitude local.
Balneário de Águas Santas
Fontes termais. Localizado do outro lado da Serra de São José, possui um parque contando com infra estrutura para o lazer, hotéis e restaurante. A água é radioativa e excelente no tratamento de diversos males. Tem temperatura superior a ambiente. Existem vários cursos de água, alguns com cachoeiras;
Cultura e Artesanato

Na cidade acontece anualmente, desde 1998, a Mostra de Cinema de Tiradentes, com exibição de curtas e longas-metragens.
Em Tiradentes pode-se encontrar artesanato em madeira, pedra sabão, latão, folha de flandres, tecelagem prata de boa qualidade e originário de toda região.
Gastronomia
Os doces mineiros também podem ser degustados em diversas casa como: canudo de doce de leite, doce de leite, ambrosia, biscoito de amendoim, pé de moleque, entre outros. (na foto acima vemos o saudoso Chico Doceiro, um dos mais importantes doceiros da cidade)
A culinária local presa os pratos mineiros como o feijão tropeiro, tutu mineiro, frango a molho pardo, frango com "ora pro nobis" (erva trepadeira com grande teor nutritivo).

Trilhas
Tiradentes além de sua beleza arquitetônica, cultural e de sua gastronomia, atrai cada dia mais adeptos praticantes de esportes principalmente quem adora trilhas. Tem trilhas para bikes, motos, cavalgadas e caminhadas. E vale a pena porque a beleza natural em redor é gratificante, com matas nativas, cursos d´água, cachoeiras e atrativos históricos pelo caminho como a Calçada dos Escravos.
Todas as fotos desta edição são de autoria de César Reis
Fonte parcial de algumas informações: Wikipédia, IBGE e Prefeitura Local

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