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sexta-feira, 31 de março de 2017

Conheça as 10 menores cidades do Sul de Minas

O estado de Minas Gerais tem 853 municípios e cerca de 60 cidades com menos de três mil habitantes. Uma parte dessas pequenas cidades estão concentradas no Sul de Minas.
São cidades pacatas, charmosas, tranquilas, casario estilo colonial bem cuidado, ruas calçadas, com ótima qualidade de vida, sem o estresse e agitação do dia a dia das grandes cidades. (na foto acima, uma das mais belas cidades do Sul de Minas, Seritinga MG/Foto: Arquivo Prefeitura Municipal/Divulgação) O bom também dessas cidades é que quase todos os moradores se conhecem. Os moradores dessas cidades em sua maioria, tem na agricultura familiar e em pequenos comércios, suas maiores fontes de renda. Outra fonte de renda para os moradores e municípios é o turismo que vem crescendo muito nas cidades do interior mineiro, principalmente no Sul de Minas. Isso porque que são municípios privilegiados por exuberantes paisagens da Serra da Mantiqueira, cachoeiras e rios, bem como festas religiosas, culturais, rurais e eventos gastronômicos ao longo do ano, o que atrai turistas sempre.
A menor cidade mineira em número de habitantes não está no Sul de Minas e sim na Região Central. É Serra da Saudade (na foto acima de Sueli Santos),  com 781 moradores, segundo o IBGE. Serra da Saudade é inclusive, o menor município brasileiro em número de habitantes. Até 3 mil habitantes, segundo o IBGE, você vai conhecer 10 cidades do Sul de Minas Gerais que irão te encantar pela beleza simplicidade de cada um deles. (Por Arnaldo Silva)
Começando pela 10ª até a 1ª cidade
10ª) Alagoa - 2674 habitantes
Conheça nacionalmente como a Terra do Queijo Parmesão, Alagoa é uma charmosa cidade nas Terras Altas da Mantiqueira.(foto acima de Marlon Arantes) Seu clima, terras de qualidade e a altitude, favorece a criação de gado, consequentemente produzindo um leite de alta qualidade, originando um queijo único. Tanto é que tanto o parmesão, quanto o queijo Minas produzidos em Alagoa é recebeu premiações recentes em nível estadual, nacional e internacional, no último Mondial du Fromage, a "Copa do Mundo" dos queijos, que aconteceu na França. O município é rico em belezas naturais como cachoeiras, corredeiras, matas nativas e no perímetro urbano, o visitante encontra uma cidade tranquila, pacata, um casario em estilo colonial, com ruas calçadas e um povo muito gentil e hospitaleiro.  Alagoa contava com 2674 moradores em 2019, segundo o IBGE.
9ª) Olímpio Noronha - 2787 habitantes
O município de Olímpio Noronha contava em 2019 com 2887 habitantes, segundo o IBGE. (foto acima: Prefeitura Municipal/Divulgação) Sua origem é do século XX,com a chegada da estrada de ferro e construção de uma estação ferroviária, denominada Santa Catarina, em uma das propriedades de Olímpio Noronha, que pertencia ao município de Cristina MG. Com o passar do tempo, começou a surgir um povoado em torno da estação, popularmente chamado de Parada Santa Catarina. Seus moradores viviam da agropecuária, principalmente gado leiteiro e devotavam São Sebastião, santo católico protetor do gado. Com o crescimento do povoado e devoção a São Sebastião, o povoado foi elevado a distrito de Cristina MG em 1948, passando a se chamar São Sebastião dos Campos, sendo emancipado em 1962 e por fim, passando a se chamar Olímpio Noronha, homenageando uma das pessoas mais influentes e importantes na região no século passado.
A cidade é bem tranquila, pacata e muito charmosa. Quem visita a Olímpio Noronha encontra um povo é simples e hospitaleiro, além de poder conhecer os dois mais importantes pontos turísticos da cidade: a Cachoeira da Usina e a antiga Estação Ferroviária, que deu origem ao município.
8ª) Wenceslau Braz - 2552 habitantes
Wenceslau Braz conta contava em 2019, segundo o IBGE, com 2552 habitantes. Seu nome de origem era Vila de Bicas do Meio, quando era distrito de Itajubá. Foi emancipada em 1962, adotando o atual nome em 1964 em homenagem a Wenceslau Braz, ex presidente da República, natural de Brasópolis MG, que governou o Brasil entre 1914 e 1918. (Créditos da imagem acima: Arquivo Câmara Municipal de Wenceslau Braz)
A cidade é pitoresca, tranquila, hospitaleira, rodeada por belíssimas paisagens com matas nativas de araucárias e jacarandás, além de serras como a do Quilombo, Paiol, Alto da Onça e Alto do Alambique.
7ª) Fama - 2377 habitantes
Fama, banhada pelo Lagoa de Furnas (na foto acima de Fernando Campanella) é um dos mais atrativos municípios mineiros, justamente pelas águas do "Mar de Minas. Em 2019, eram 2377 moradores, segundo o IBGE. Como boa parte de seu território foi inundado pelas águas da Represa de Furnas em 1962, impactando sua atividade agropecuária, o turismo surgiu como grande fonte de recuperação do município. 
Fama é um dos exemplos de preservação ambiental, com incentivos ao turismo rural sustentável, protegendo seus recursos naturais, já que suas terras e águas, abriga uma grande bio diversidade. A cidade é bonita, bem cuidada, com ótima gastronomia, pousadas e hotéis aconchegantes. O maior atrativo da cidade é o Lago de Furnas, que espelha Fama, onde o visitante tem a opção de fazer passeios de barcos pelo "Mar de Minas" ou mesmo, passar pelas águas em pedalinhos.
6ª) São Sebastião do Rio Verde - 2241 habitantes
Localizada nas divisas dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, nas Terras Altas da Mantiqueira. São Sebastião do Rio Verde, contava em 2019, segundo o IBGE, com 2241 habitantes. É considerada uma das melhores cidades da região Sul de Minas para se viver. O Rio Verde é um dos grandes atrativos do município, ótimo para pescaria, prática de canoagem e para pegar um sol, nos dias de verão, já que o Rio Verde forma algumas praias fluviais em seu percurso. 
O inverno é rigoroso na cidade, a natureza em seu redor, esplendorosa. Seus moradores guardam com carinho a mais pura tradição mineira, principalmente a nossa os sabores diversos de nossa culinária como doces, queijos e os pratos típicos de Minas. O artesanato é um dos destaques do município. São bordados, crochês, arte em barbante, palha e confecção de bonecas de pano. Outro destaque cidade é seu casario em estilo colonial. São casarões (foto acima de Sérgio Mourão) e fazendas ainda da época da Escravidão. Em algumas fazendas do município são fabricados carros de bois. 
5ª) Passa Vinte - 2039 habitantes
Passa Vinte (na foto acima de José Valter Maia/Divulgação) com 2039 habitantes, segundo o IBGE em 2019, é uma pacata, tranquila, calma e típica cidade do interior mineiro. Seus moradores vivem da agropecuária em destaque para produção de leite e milho. O município é montanhoso e um de seus grandes atrativos são corredeiras e a cachoeira do povoado de Carlos Euler, no distrito homônimo. Um dos destaques também é tradicional Festa de Santo Antônio, que acontece todos anos no dia dedicado ao Santo, 13 de junho. Após a semana da Páscoa, é realizado o Torneio Leiteiro atraindo grande número de turistas à cidade. Em novembro, a grande atração da cidade é o Festival do Shop, que atrai grande número de visitantes das cidades vizinhas e até de outros estados. 
4ª) Serranos - 1963 habitantes
Segundo o IBGE, a Serranos (na foto acima de Dalton Maciel) contava com 1963 moradores em 2019. Rodeada por montanhas, clima ameno, ar puro, a cidade é pacata, tranquila, onde a vida passa devagar. Seus moradores são muito hospitaleiros. Sua economia gira em torno de pequenos comércio, da agropecuária e turismo, já que no município, a natureza é um dos seus maiores atrativos, com belíssimas cachoeiras como a do Dantas, do Juarez e do Ademarzinho. Pra quem gosta de sossego e descanso, o município conta com pousadas muito atrativas, entre elas a do Rancho do Macota (na foto abaixo do Marlon Arantes).
As festividades religiosas, em torno da Matriz são as maiores atrações do município, como por exemplo a Festa do Jubileu em setembro de cada ano, que atrai visitantes de toda a região e mobiliza toda a cidade em torno do evento.  A paróquia de Serranos fica lotada a cada ano, quando chega setembro e com ele o dia do jubileu. Trata-se de uma imensa massa de fiéis, que a cada ano aumenta, que vão à paróquia para se beneficiar das Indulgências. À noite, no Desfile processional, a Praça da Matriz é aclamada em hinos de aclamações à Maria. Destaque também para a Cachoeira dos Dantas, do Juarez e do Ademazinho, pela beleza natural típica da região.
3ª) Seritinga - 1851 habitantes
Com 1841 habitantes, segundo o IBGE em 2019, a cidade de Seritinga surgiu com a chegada da Estrada de Ferro na região, que ligava Aiuruoca a Liberdade. Da lembrança dos tempos do trem de ferro, desativo em 1977, restou a antiga estação, um dos pontos turísticos do município. A economia da cidade é basicamente de pequenos comércios e na produção de queijos, inclusive, sendo famosa pela qualidade de seus queijos. Essa fama originou-se do Laticínios Skandia, de propriedade das família do Sr. Godfredson, de origem dinamarquesa. Começaram a produzir queijos em Seritinga da mesma forma que sua  família produzia na Dinamarca.Um queijo muita qualidade. Este laticínio foi desativado, mas a tradição do queijo dinamarquês foi preservada pelos produtores locais, mantendo a mesma qualidade do queijo produzido pela família dinamarquesa. É um queijo único e muito procurado pelos amantes de queijos de qualidade. 
Seritinga é uma das mais atraentes cidades mineiras, chamando a atenção suas ruas tranquilas, limpas e arborizadas, bem como a Igreja de São Pedro (na foto acima de Dalton Maciel, a Igreja de São Pedro em Seritinga)com arquitetura em formato de navio. Além da Estação e da Igreja de São Pedro, a Praça Sete de Setembro é um dos pontos mais frequentados por seus moradores, bem como seu casario, com influência da arquitetura dinamarquesa e colonial português! Pra quem gosta de apreciar a natureza, no município tem as praias fluviais dos rios Aiuruoca e dos Franceses., bem com a Cachoeira do Galvão
2ª ) Consolação - 1783 habitantes
Com 1783 habitantes, em 2019, segundo o IBGE, Consolação (na foto acima de Rosana Costa/Divulgação)  é uma pacata e charmosa cidade, com uma ótima qualidade de vida, tendo a atividade econômica principal de seus moradores, a agropecuária e pequenos comércios. Os consolenses vivem num ambiente calmo e tranquilo, vivenciando um estilo de vida tipicamente do interior mineiro. A cidade tem uma ótima gastronomia, bem como belezas naturais encantadoras como a cachoeira do Urubu, a Gruta do Zé Teixeira, a Pedra da Independência e a belíssima serra do bairro Cascavel.  A cidade oferece, como atrações, a Festa da Padroeira, com uma semana de quermesse, a encenação da Semana Santa, a Festa Junina e o Aniversário da cidade, com desfile de cavaleiros, gincanas e competições esportivas. No aniversário da cidade, 1º de março, acontece desfiles de cavaleiros, gincanas e competições esportivas. Duas festas são destaque na cidade: Festas Juninas e a tradicional Festa da Padroeira. A Semana Santa na cidade é marcada por muita religiosidade, fé e tradição.
1ª) Senador José Bento - 1.520 habitantes
A história do município inicia-se a partir de 1922, com a criação de uma Colônia Agrícola Padre José Bento em homenagem ao sacerdote católico, jornalista, deputado e senador do Império entre 1834 a 1844, José Bento Leite Ferreira de Melo (São Gonçalo do Sapucaí, 6 de janeiro de 1785 — Pouso Alegre, 8 de fevereiro de 1844). O objetivo da Colônia era o de abrigar imigrantes de várias nacionalidades que chegavam em grande número ao Brasil, após a primeira Guerra Mundial. Com o passar do tempo, agricultores da região foram se juntando à Colônia, dando origem a um povoado que hoje, que se transformou em cidade, emancipada em 30 de dezembro de 1962, adotando o mesmo nome da Colônia, Senador José Bento. (fotografia acima de Edson de Oliveira/Divulgação)
O município faz divisa com Borda da Mata, Ipiúna e Congonhal. Fica a 420 km de Belo Horizonte e contava em 2019, segundo o IBGE, com 1502 habitantes. A cidade é simples, muito acolhedora com belezas naturais como a Cachoeira das Tronqueiras e o Pico da Bela Vista. Sua economia gira em torno das atividades agropecuárias, pequenos comércios e artesanato. Na cidade existe a Casa do Artesão, com mostras dos trabalhos dos artistas locais. Um dos grandes eventos religiosos da cidade são as Festas de São Sebastião e São Benedito, que atraem grande número de turistas e devotos à cidade. 

terça-feira, 21 de março de 2017

As características dos principais queijos mineiros

(Por Arnaldo Silva) Nos mercados brasileiros encontramos diversos tipos de queijos.(na foto acima, queijos mineiros, meia-cura, feitos por Marília Marquez Lino) Verdadeiras tentações que ninguém resiste. Compra logo o que mais lhe agrada. A maioria opta pelo queijo Minas, é o mais popular, tem a massa massa bolo e a cor bem branca. É um queijo para consumo rápido. Quando é para fazer bolos e biscoitos, preferem o queijo curado. Há uma crença errada que queijo para comer é o frescal e para fazer quitandas, o curado. 
          O Queijo Minas frescal é mais um tipo de queijo, mais uma receita de queijo, o mais popular e o mais acessível financeiramente, produzido não apenas em Minas, mas em outros Estados.Sua origem é mineira, por isso o nome, mas a receita se popularizou no Brasil inteiro. 
(na foto ao lado de Jerez Costa o famoso Queijo D´Alagoa. Produzido na Serra da Mantiqueira a 1522 metros de altitude é um dos mais premiados no Brasil e no mundo, medalha de prata e bronze no último Mondial du Fromage, na França. Seu sabor é levemente picante e gosto forte, intenso e persistente na boca. Tem o aroma de ervas frescas e lácteos. Sua casca é lisa, com coloração amarela com mofos brancos.)
          Já o queijo especial, requer mais preparo e tempo maior de maturação que pode ser de 25 dias, 45, 60, 90, 120 e até 180 dias e não são iguais, nem um pouco. Cada região de Minas produz um queijo com características específicas, com tamanhos, sabores e texturas diferentes. Essas características são influenciadas pelo clima, pastagens, altitudes, manejo do gado leiteiro e as bactérias agentes no processo de produção dos queijo.Por isso que nenhum queijo especial mineiro é igual ao outro. Isso se chama terroir (terruá na pronúncia) termo de origem francesa usado quando os produtos adquirem as características locais.
          Você vai conhecer os queijos das principais regiões queijeiras de Minas, queijos premiados e valorizados pela qualidade. Serro, Canastra, Araxá, Serra do Salitre.
Queijo do Serro
          A massa é bem homogênea, com coloração clara, consistente,  macia e sem rachaduras. Possui maior acidez em relação aos outros queijos.Quando curada, ganha uma crosta amarela e dependendo do tempo de cura, uma rígida crosta marrom. (foto acima de Tiago Geisler)
Queijo da Serra da Canastra
          Produzido há mais de duzentos anos, é o melhor queijo do Brasil e um dos mais premiados do mundo. É um tipo de queijo em que se pode dizer claramente, é único. Não tem igual em lugar algum do mundo. Sua massa é densa e encorpada. Tem um sabor forte e meio picante. Sua casca  rígida, lisa, ligeiramente oleosa, com coloração amarelada e alguns mofos brancos. (foto acima de Arnaldo Silva) 
Queijo Araxá
          Sua massa é densa, sem furos e com sabor picante. A casa é lisa e coloração amarelo claro. (foto acima de Luis Leite)
Queijo da Serra do Salitre
          É fácil ser identificado. O queijo é cremoso, com sabor suave. Na Serra do Salitre se produz os queijos fresco, meia-cura e o curado, sendo o mais famoso, o tipo Imperial que é envolto a uma resina preta, amarela ou vermelha para proteger e manter a qualidade e o sabor do queijo. (Na foto, queijo Terroir Mineiro Premium e Meia Cura do Seu João, um dos maiores produtores de queijo da Serra do Salitre/Divulgação)
          Deu para entender um pouco do universo do queijo mineiro? Na hora da compra, lembre desses detalhes e saboreie à vontade. São queijos de primeira, premiados não só no Brasil, como no exterior. 

Conheça Itabira - a terra natal de Carlos Drumond

(Por Arnaldo Silva) Itabira localiza-se no Quadrilátero Ferrífero, a leste de Belo Horizonte, distante 110 km. Segundo o IBGE, em 2019, a cidade contava com 120.060 mil habitantes. Itabira faz divisa ao norte: Itambé do Mato Dentro; Noroeste: Jaboticatubas; Leste: Nova União; Sudoeste: Bom Jesus do Amparo; Sul: João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo; Sudeste: Bela Vista de Minas; Leste: Nova Era; Nordeste: Santa Maria de Itabira.
 Carinhosamente chamada de “Cidade do Ferro” pela exploração do mineral, é uma das mais importantes cidades mineiras. (foto acima de Sérgio Mourão) Sua história iniciou-se no início do século XVIII, após descoberta de ouro na região e chegada de bandeirantes e exploradores, formando um povoado de nome de Sant´Ana do Rosário, pela devoção de seus primeiros moradores à santa. Nessa época, foi edificada uma igreja em homenagem a Nossa Senhora do Rosário. Com o crescimento do povoado, com construções de casarões, comércios variados, igrejas e surgimento de irmandades, Sant´Ana do Rosário passou a ser Vila, já com a denominação de Itabira do Mato Dentro, por fim, em nove de outubro de 1848, foi emancipada, se tornando cidade com o nome de Itabira. Suas ruas, igrejas e casarões, guardam histórias do tempo do Brasil Colônia.(foto abaixo de Arnaldo Quintão, a Igreja de Nossa Senhora da Saúde)
Ao longo de sua existência, além da exploração mineral, desenvolveram-se no município vários segmentos industriais como têxteis, metalúrgicos, artefatos de couro e ferro, dentro outros.
Ao longo de sua história, a música, literatura e teatro sempre se destacavam no desenvolvimento da cidade. Celeiro de vários artistas, a cidade orgulha de ser a terra do poeta, contista e cronista brasileiro Carlos Drummond de Andrade (Itabira, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987), considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX. Em várias de suas obras, Itabira foi sua fonte de inspiração. (foto acima de Sérgio Mourão, homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade na sua terra natal e na foto abaixo, de Sérgio Mourão, Praça do Areão, um dos pontos descritos pelo poema "O maior trem do mundo" de Carlos Drummond de Andrade)
Além das atividades industriais, arte e cultura, o município tem outros atrativos como o Parque Ecológico Itabiruçu, a Mata do Intelecto, a rampa de voo livre, a Mata do Limoeiro, a Pedra da Igreja, a Serra do Bicudo, o distrito de Ipoema, a Serra dos Alves possui várias cachoeiras propícias para a prática de esportes radicais como rapel e canyoning. (na foto abaixo, de Sérgio Mourão, a Cachoeira Alta em Ipoema)
A cidade conta ainda com o Parque Natural Municipal da Água Santa, com águas térmicas brotando das profundezas de rochas e segundo a população local, medicinais. O parque tem boa estrutura para lazer dos visitantes como bancos, teatros, equipamentos para lazer, além de estar integrado ao Museu de Território Caminhos Drummondianos.
No perímetro urbano, suas igrejas históricas, como a de Nossa Senhora do Rosário, casarões, a casa em que viveu o poeta Carlos Drummond de Andrade, o Centro Itabirano de artesanato (foto acima de Sérgio Mourão) onde o visitante pode conhecer os trabalhos em crochês, cerâmicas, madeiras, bordados, barbante, pinturas em telas, cestaria e outros trabalhos do artesão e artistas itabiranos, bem como sua culinária tipicamente mineira são atrativos imperdíveis para os visitantes

domingo, 19 de março de 2017

15 lindas cidades do Norte de Minas

Formada por 89 municípios, o Norte de Minas se destaca no estado no turismo, no artesanato, na produção agropecuária, como a pecuária leiteira, produção de mel de aroeira, cultivo de eucaliptos que abastecem as siderúrgicas do estado e frutas diversas, produzidas nas extensas áreas irrigadas na produção de frutas diversas, em grandes projetos como o do Jaíba, do Pirapora e do Vale do Gorutuba, abastecendo o mercado mineiro, brasileiro e exportante para seis países. que exportam frutas para 6 países e atendem a todo o Brasil. (na foto acima, de Sérgio Mourão, a cidade de São Romão. Ao fundo o Rio São Francisco ena foto abaixo, Lassance)
Na área industrial, a região vem experimentando um grande crescimento, com a instalação na região de empresas de médio e grande porte e multinacionais como a Novo Nordisk, Lafarge, Nestlé, Rima e Petrobras. 
Turismo e cultura
O Norte de Minas se destaca por sua rica cultura e artesanato popular, manifestado acordo com o folclore, tradição crença e festas religiosas de cada município. Como por exemplo, a Festa dos  Catopês em Montes Claros, a Festa do Pequi e Biscoito em Japonvar. As lendas e crenças marcantes contadas pelo povo que vivem margens do Rio São Francisco em  Januária, Manga, Pirapora e São Francisco. O próprio artesanato simboliza a crença e o misticismo do povo do Norte de Minas, como as carrancas que são criaturas de aparência grotesca, usadas pelos pescadores em suas embarcações para espantar maus espíritos, como pode ver na foto acima de Sérgio Mourão em Pirapora MG.
Outra tradição presente em todo o estado mineiro são as Folias de Reis,celebrada no início de janeiro, muito forte e enraizada na microrregião do Grande Sertão Veredas, formada pelos municípios de Januária, Cônego Marinho, Miravânia, Chapada Gaúcha, Itacarambi, Bonito de Minas
Além das tradições, o Norte de Minas tem suas belezas naturais como rios, destacando o Rio São Francisco, cachoeiras, paisagens nativas, cordilheiras, penhascos e carvernas como as do Vale do Peruaçu. (na foto abaixo do Manoel Freitas,  os famosos "cogumelos" nas Cavernas do Peruaçu)
Além da beleza das Cavernas do Peruaçu, na região encontra-se praias de água doce como em Pirapora, São Francisco, São Romão, Janaúba, Januária, dentro outros. Conta com grandes pontos turísticos como O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, Pesca esportiva e belas Praias de água doce em Pirapora, Januária, São Francisco, São Romão, Janaúba, entre outras. 
Em Bonito de Minas o Rio Catolé presenteia a cidade com um belo balneário, bem como em Januária, que possui com o balneário do Rio Pandeiros. (na foto acima de Marcelo Santos). A Barragem bico da Pedra em Janaúba e o Rio Lajedo em Cônego Marinho são outros destaques naturais da região. 
Outro atrativo turístico na região é o famoso Barco a vapor Benjamim Guimarães, o mais antigo do mundo em funcionamento. (na foto acima de Sérgio Mourão), foi antigamente o meio de transporte entre as populações ribeirinhas, hoje está e reforma e será usado somente para viagens turísticas. 
Agora vamos conhecer um pouco melhor de 15, dos 89 municipios que fazem parte da Região Norte de Minas
01 – Grão Mogol
É uma das mais belas cidades históricas de Minas, famosa por seu casario, embora tenha surgido no período Colonial Brasileiro, as construções da cidade são em sua maioria feitas em pedra sobre pedra, destacando seu cartão postal, a Igreja de Santo Antônio. Com cerca de 17 mil habitantes, seu patrimônio arquitetônico foi tombado em em 2016, pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural de Minas Gerais (Conep).
O município possui um grande potencial turístico com grandes belezas naturais e paisagens nativas, muitas das vezes com plantas, como cactus, só encontrados na região. 
A cidade hoje vem crescendo no potencial turístico principalmente depois da inauguração da Usina de Irapé, que vem fomentando a economia e turismo na região. Por sua história, cultura, paisagens naturais, arquitetura, Grão Mogol tem potencial para ser um dos polos do turismo mineiro e brasileiro. Grão Mogol tem na matriz construída em pedra uma das atrações. Fotografia acima de Sértio Mourão)
02 – Itacambira
Situado a uma altitude de 1.048 m. Itacambira (foto acima de Manoel Freitas) foi fundada em 1962, contando com 5.385 habitantes em 2019, segundo o IBGE. Entre suas atrações está a Matriz de Santo Antônio, datada de meados do século XVIII. 
O município possui belas paisagens destacando a Serra do Espinhaço e belas cachoeiras  ( Fotografia acima de Manoel Freitas)
03 – Janaúba
 Tem, como atividades principais, a agricultura, a pecuária e serviços (comércio). Sua população em julho de 2017 foi estimada em 71.648 habitantes. É a segunda cidade mais populosa do Norte de Minas e a 52º de todo o estado.( foto acima de Sérgio Mourão)
Pontos turísticos
A cidade de Janaúba apresenta diversos pontos turísticos. Banhada por rios, principalmente o Rio Gorutuba, concentra meios naturais para a diversão do turista e da população local. Destacam-se o Balneário Bico da Pedra, Avenida do Comércio (principal centro comercial da Serra Geral de Minas Gerais), as Praças Drº Rockert, Cristo Redentor, Rômulo Sales, Justino Pereira (Praça do Triângulo - encontra-se a Academia Pública da Terceira Idade), o Mercado Municipal (repleto de tradições e costumes mineiros), o Parque de Exposições Valdir Nunes (o Sindicato Rural realiza a maior Exposição Agropecuária do interior de Minas, com shows de artistas nacionais e regionais, leilões, feira da Agricultura Familiar etc.), a PROSSEG (Potencialidades da Serra Geral de Minas), o Espaço Cultural Central do Brasil (Biblioteca Pública, espaço de Dança, música, artes em geral) o Centro Cultural Marly Sarney em frente a Rodoviária, a Estação Ferroviária de Janaúba (preservada), as Pontes de Ferro que ligam a cidade de Janaúba a Nova Porteirinha e os trilhos da Rede Ferroviária sobre o Rio Gorutuba no Bairro Gameleira/Nova Esperança. Os costumes do povo Gorutubano podem ser observados em bairros como: Barbosas, Industrial (Dente Grande), Rio Novo, Santa Terezinha.
04 – Januária
O município de Januária (foto acima de Sérgio Mourão) está situado na região do Médio São Francisco, localizada ao lado esquerdo do rio do mesmo nome. Conta com uma população, em 2017, segundo o IBGE, de 67.742 habitantes, sendo a 3º em população geral do Norte de Minas, sendo também a 54º maior do estado. Januária, considerada uma cidade universitária, conta com um campus do IFNMG, Unimontes, Unopar, Unip, FUNAM e Ceiva. Sua economia concentra-se na agricultura, na pecuária e nos serviços gerais. Januária é uma das principais cidades do Norte de Minas, sendo cidade-polo da microrregião do alto médio São Francisco. Destaca ainda no município a produção de cachaça, artesanato e sua rica culinária, com frutos do Cerrado e pescados do Rio São Francisco, além da tradicional Cozinha Mineira. 
05 – Itacarambi
"Itacarambi" é originário do termo tupi itákarãî'y, que significa "rio das pedras arranhadas" (itá, pedra + karãî, arranhado + 'y, rio). Em 2019, sua população era de 18.153 habitantes.Situa-se na margem esquerda do rio São Francisco. Se localiza a 660 quilômetros da capital estadual, Belo Horizonte. (foto acima de Sérgio Mourão)
No Alto Médio São Francisco, o município oferece muitos lugares para o lazer e práticas esportivas, como praias fluviais e locais favoráveis para pescaria, além de grutas, como a Olhos d'Água, com 1 180 metros em seu eixo principal, que é considerada a quarta maior do país, atraindo visitantes não só da região mas de lugares distantes. (na foto acima, paineira barriguda na zona rural do município, fotografado por Manoel Freitas)
06 – Manga
Em 2019, Manga (na foto acima de Manoel Freitas. Manga tem suas margens banhada pelo Rio São Francisco) contava com 18.407 habitantes, segundo o IBGE.O município está situado no semiárido mineiro, no alto médio vale do Rio São Francisco, localizado à margem esquerda do mesmo rio.O ponto mais alto do município, a cabeceira do Rio Itacarambi, está a 828 metros de altitude. A população é originária, conforme consta nos anais da história manguense, de caboclos, escravos e naturais de Pernambuco que ali instalaram-se com o ex-governador das Minas Gerais, um dos líderes dos emboabas, Manuel Nunes Viana.
Turismo
Há as festas de São Benedito, Nossa Senhora da Conceição, bem como as visitas às misteriosas grutas do Morro de Matias Cardoso. Deve-se percorrer 702 quilômetros a partir de Belo Horizonte, pela BR-135 e MG-401. Então, atravessa-se o Rio São Francisco, havendo inclusive porto, de onde há acesso a Pirapora. Pequenos aviões também pousam no seu campo de terra. Recentemente, foi criado o Parque da Mata Seca.
07 – Matias Cardoso

 Sua população estimada em julho de 2019 era de 11.157 habitantes. O nome do município é uma homenagem ao bandeirante Matias Cardoso de Almeida, desbravador da região. Na cidade está a Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, apontada como a igreja mais antiga do estado de Minas Gerais. (foto acima de Manoel Freitas)
08 – Monte Azul
Sua população em 2019 era de 20854 habitantes. O ponto mais alto do município é de 1820 metros, local: Serra Geral.(foto acima de Marcelo Santos)
Turismo

Monte Azul, apesar do clima e vegetação serem de transição entre os pertencentes ao Cerrado e Caatinga, é um município com muitas cachoeiras, cercadas de belíssimas serras. Entretanto, o turismo ecológico é praticamente inexplorado por governo e população da cidade. O máximo que se pode usufruir das belezas naturais monteazulinas é conseguido através dos acessos por estradas de terra e de "guias", que seriam os próprios moradores da região.
As serras que cercam a cidade além de ter referência na mudança do nome de Tremedal para Monte Azul, é de grande atração turística. Ao chegar a Monte Azul e ver as lindas serras azuis o viajante ou turista logo já sabe o por que do nome.
Tradicionalmente, são realizados alguns eventos no Parque de Exposições, como réveillon, micaretas e exposições agropecuárias, as quais geralmente contam com leilões bovinos, shows musicais, exposições artesanais, concursos de culinária, etc, atraindo grande parte da população regional.
09 – Montes Claros

Montes Claros (na foto acima de Eduardo Gomes) localiza-se a norte da capital do estado, distando desta cerca de 422 km. Em julho de 2019 sua população foi estimada pelo IBGE em 409.341 habitantes. Montes Claros foi emancipada no século XIX, tendo, há bastante tempo, a indústria e o comércio como importantes atividades econômicas, sendo considerada um polo industrial regional. Atualmente é formada por dez distritos, sendo que é subdivida ainda em cerca de 200 bairros e povoados. 
Conta com diversos atrativos naturais, históricos ou culturais, como os Parques Municipal Milton Prates, Guimarães Rosa e Sapucaia, que são importantes áreas verdes, e construções como a Catedral de Nossa Senhora Aparecida e a Igrejinha dos Morrinhos, além dos vários sítios arqueológicos. 
10 – Coração de Jesus
De acordo com o IBGE em 2019 a população estimada é de 26.602. .Coração de Jesus (na foto acima de Bezete Leite) está localizado a: 77 km de Montes Claros 32 km de São João do Pacuí 55 km de Brasília de Minas e a 475 da capital, Belo Horizonte
11 – Japonvar
Entrada de Japonvar, por ocasião da Tradicional Festa do Biscoito e Festa do Pequi. Japonvar tem orgulho de ser a Capital Nacional do Pequi. O fruto produzido na cidade é considerado de alta qualidade com polpa, textura, coloração e sabor diferenciados. (foto acima de Eduardo Gomes. Na foto abaixo, pequis de Japonvar, por Manoel Freitas).
Sua população estimada em 2019 era de 7.969habitantes. O nome Japonvar se origina do fato de a localidade ter surgido como um simples entroncamento de três estradas rústicas que levavam, respectivamente, a Januária, São João da Ponte e Varzelândia.
12 – Pirapora
Em 2019, segundo o IBGE, Pirapora tinha 56.428 habitantes . O município está localizado a aproximadamente 340 quilômetros da capital Belo Horizonte. (na foto acima de Sérgio Mourão, o Rio São Francisco e a Ponte Marechal Hermes) É o segundo maior pólo industrial do norte de Minas Gerais, 33ª economia exportadora do estado e 2° PIB norte-mineiro. Destaca-se por ser o começo do trecho navegável do Rio São Francisco e por suas indústrias de ferro-silício, silício metálico, ferro-ligas, ligas de alumínio e tecidos que são os principais produtos exportados pelo município. 
Cidade de praia fluvial e cachoeiras, atrai turistas de todo o país. Tem um dos melhores carnavais do Norte de Minas e como atrativos, além do Rio São Francisco e suas praias fluviais, a ponte Marechal Hermes, o artesanato, o Barco a Vapor Benajamim Guimarães que está sendo todo restaurado para voltar a navegar.
14 – Salinas
Sua população estimada é de 41.494 habitantes conforme dados do IBGE para 2016. Está localizado na mesorregião do Norte de Minas e Microrregião de Salinas . Compõe com outros municípios da região o Alto Rio Pardo. (foto acima enviada por Marcelo Melo)
O município é conhecido pela qualidade do requeijão e da carne de sol, pelas tradições, pelo folclore e pela produção agropecuária. Mas nada lhe dá mais notoriedade do que as suas famosas cachaças. Outras atrações da cidade são as Festas Juninas, a Corrida e Caminhada de Salinas, realizada em 26 de junho, o Festival Mundial da Cachaça, as jazidas minerais e o artesanato.
Atualmente, a cachaça é uma importante atividade econômica do município e, recentemente, também tem sido adotada como elemento de identificação para a estruturação turística. Foi instalado em 2012 o Museu da Cachaça, no antigo aeroporto da cidade, formado por oito salas que incluem um acervo de garrafas e um moinho montados a partir de temas como sociedade do açúcar, engenhos antigos e atuais, plantação, colheita e moagem da cana e história da cachaça em Salinas.

15 – Francisco Dumont
Francisco Dumont é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população, em 2019, era estimada em 5.215habitantes. O município está localizado nos pés da Serra do Cabral, na região norte do estado, mais conhecida como "gerais", e integra uma rede de pequenas cidades e povoados próximos, com características em geral similares. A base da economia é a agropecuária bovina voltada para o corte. Francisco Dumont é conhecida pela sua beleza natural - visto que sua vegetação nativa é o cerrado, por sua gente hospitaleira e pela tradicional festa do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora da Conceição, padroeira do município, que ocorre em meados do mês de julho. Outro atrativo é a piscina pública de águas naturais, que acolhe os turistas das cidades vizinhas durante os fins de semana e feriados, movimentando a economia do município.(na foto acima, de Marcelo Santos)
Fontes dos textos: Wikipédia e IBGE - Ilustrações nossas

sexta-feira, 17 de março de 2017

Eu Amo Minas Gerais

"O mineiro pode estar no mais fino restaurante, em qualquer lugar do mundo, que vai procurar no menu se tem comida mineira. Quer logo saber se o Feijão Tropeiro é igual ao Mineirão, se o Tutu de Feijão é de Paracatu, o Frango com Ora-pro-nobis de Sabará, o Doce de Leite de Viçosa, a Truta de Marmelópolis, o Queijo da Serra da Canastra, a Goiabada de São Bartolomeu, a Rapadura de Itaguara, o Requeijão de Poços de Caldas, o Catupiry de Lambari, o Vinho de Jabuticaba de Catas Altas, o Licor de Itaipé, o Peixe de Formiga, a Carne de Sol de Mirabela, a Carne na Lata de Rio Preto, a Farinha de Montes Claros e aquela Cachacinha de Salinas. E ainda vai querer saber se na cozinha tem fogão à lenha e se a comida é feita em panela de pedra sabão de Ouro Preto. Com certeza vai. Ah, a panela tem que ser curada. Se não for, a comida não presta." (Arnaldo Silva)
"Praia de mineiro é barzinho, e sua sala de visitas, balcão de armazém e cerca de curral. Ali a língua rola solta na conversa mole, como se o tempo fosse eterno. Certo mesmo é que o momento é terno... 'Minas Gerais é muitas', como disse Guimarães Rosa. Minas é Mantiqueira e Cerrado, Aleijadinho e Amílcar de Castro, Drummond e Milton Nascimento, pão de queijo e broa de fubá... Minas é saborosamente mágica" (Frei Beto)

"Ser mineiro é fazer da cozinha a melhor parte da casa. Receber os amigos com mesa farta. Mineiro tem mesmo fome seja de letra ou de amor." (Luana Simonini)

"Em Minas, o Horizonte é Belo, o Juiz é de fora, os Montes são Claros, o Pouso é Alegre, a flor é Viçosa, a Cachoeira é Dourada, o Córrego é Novo, as Lagoas são Sete, o Rio é Manso, o Mar é de Espanha, os Corações são Três, os Poços são de Caldas, a Ponte é Nova, as Dores são de Indaiá, e o Ouro é Preto ou Branco e pode também ser Fino, o Mato é Verde, o Monte é Azul, o Campo é Belo, a Lagoa é Santa, Dourada ou Prata, a Lima é Nova, vive-se Entre Rios, Três são as Marias, São João é do Rei, a Serra é do Cipó, a Pedra é Azul, e as Águas são Formosas! 
Eita trem bão esse estado sô!" (Autoria desconhecida)

"Ser mineiro é dizer UAI e ser diferente; é ter marca registrada, é ter história." (José Batista Queiroz)
Créditos da imagem acima: Saritur

quinta-feira, 16 de março de 2017

Procissão fluvial e muita fé em Manga MG

 
Manga, fica no extremo Norte de Minas. Uma das características do povo manguense é a fé e devoção, principalmente em Nossa Senhora Aparecida que além de padroeira do Brasil, é também a padroeira do município. Manga é cortada pelo Rio São Francisco e para se chegar de uma margem a outra, somente de balsa. (foto acima de Manoel Freitas)Todos os anos, no dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro, desde manhã bem cedo, os fiéis atravessam o Rio São Francisco, da forma que vê na imagem, de balsa, até onde couber gente.
Duas balsas são ornamentadas (na foto acima de Manoel Freitas) para a ocasião e o povo não mede esforços para manifestar sua fé em Nossa Senhora Aparecida. É um dos eventos mais marcantes da cidade. Durante todo o dia, fogos de artifícios são ouvidos por todo o município, e seu povo ordeiro, pacífico e religioso, manifesta sua fé de forma simples e fervorosa.

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