Tecnologia do Blogger.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Minas Gerais para todos os gostos e estilos

(Por Arnaldo Silva) São 22 milhões de mineiros vivendo no Estado, em seus 853 municípios, 1712 distritos e milhares de pequenos povoados. Sem contar com outros centenas de milhares de mineiros, que vivem em outros estados e outros países. Minas Gerais, hoje é o quarto maior estado brasileiro, em número de habitantes e o maior Estado, em extensão territorial do Sudeste. É ainda o maior estado do Brasil, em número de municípios.
          O “Ser Mineiro” não é apenas um adjetivo, mas uma característica peculiar, já que Minas Gerais é um estado que desenvolveu ao longo dos séculos de sua existência, identidade própria. Esta identidade está presente na arquitetura, belezas naturais, cultura, gastronomia, vida social, religiosidade e tradições peculiares. Sem contar o jeito autêntico do mineiro em falar o português, de forma autêntica e original, diferente do Brasil. O tradicional, mineirês. (na foto acima de Arnaldo Silva, Vila de Martins Guimarães, distrito de Lagoa da Prata MG)
          Isso faz com que Minas Gerais seja um dos melhores destinos turísticos do Brasil e reconhecido em nível mundial, como uma das 
10 regiões mais acolhedoras do planeta, conforme lista divulgada pela Traveller Review Awards 2021, promovida pela Booking.com.
          O jeito mineiro de ser e suas tradições, estão presentes em todas as cidades, através da identidade religiosa do povo mineiro, manifestada nas tradicionais festas populares.
           Com destaque para o Congado, Folia de Reis, Bumba-meu-boi, Festa do Divino, Cavalhadas, Dança de São Gonçalo, Festas Juninas, a tradição dos presépios, Guarda Romana de Diamantina, procissões religiosas e outras tantas tradições religiosas, vividas e preservadas no Estado.(na foto acima de Luís Leite, Folia de Reis em Guaranésia, no Sul de Minas)
          O artesanato é uma das fortes identidades mineiras. Reconhecida por sua beleza, tanto no Brasil, quanto no exterior, a arte que encanta o mundo, vem da terra e da natureza, moldadas pelas mãos e talento do povo mineiro.
          O artesanato de Minas Gerais vem da argila, cerâmica, da madeira, das fibras vegetais, flores do Cerrado, bambus, do ouro, da prata, do estanho, da pedra sabão e fibras têxteis, que dão origem aos fios de linha, usados nos tapetes, crochês e bordados. (na foto acima da Giselle Oliveira, tapetes arraiolos feitos para artesã Vânia Ponto do Arraiolo de Diamantina MG)
          Cidades como Belo Horizonte, Tiradentes, Ouro Preto, Congonhas, Mariana, Diamantina, Paracatu, Itapecerica, Viçosa, além das cidades do Vale do Jequitinhonha, com a arte inigualável de suas ceramistas, são os destaques no artesanato mineiro. (na foto acima do Marlon Arantes, artesanato em argila de Minas Novas MG)
          Como o artesanato, a cozinha mineira é famosa no mundo inteiro. Desde o século XVIII, Minas se destaca na culinária com pratos feitos à base de carne de porco, fubá, leite, mandioca e carne de boi, além dos doces, quitandas e queijos. Além disso, cachaças, licores e vinhos finos, são produzidos em Minas, desde o século XVIII, com maior produção de cachaça, reconhecida como a melhor do Brasil.
          São quase duas centenas de pratos diferentes em Minas Gerais, sendo os mais apreciados a vaca atolada, o tutu de feijão, a canjiquinha, o frango com ora-pro-nóbis, o feijão tropeiro, o leitão à pururuca, o torresmo, a linguiça, o angu, a couve, o fubá suado, o frango com quiabo e ao molho pardo, farofa de carne, farofa de queijo, o arroz com pequi, o pão de queijo, mingau de milho verde, doces de leite, ambrosia, mamão, abóbora, laranja da terra, figo e goiabada cascão, além dos biscoitos de queijo, tareco, broa de milho, broa de fubá, broa de massa de queijo e outros saborosos pratos, que não cabem na lista. (na foto acima, a mineiríssima cozinha do Restaurante Jeitinho Mineiro de Santa Rita de Jacutinga MG)
          Sem contar o café de Minas Gerais, considerado um dos melhores do mundo e nossos queijos também. As porteiras das fazendas de azeites da Serra da Mantiqueira, de fazendas de cafés especiais do Sul de Minas e Zona da Mata, das queijarias da Serra da Canastra e as vinícolas do Sul de Minas, estão abertas para o turismo rural, com direito a degustação. (na foto acima de Camila Costa, a Queijaria da Cristina, na Zona Rural de Vargem Bonita MG, Serra da Canastra)
          A história do Brasil passa por Minas Gerais. Durante o Ciclo do Ouro, todas as atenções da Colônia se voltaram para Minas, que recebeu pessoas de todo o país e de vários países do mundo. Esses diferentes povos e cultura, foram os responsáveis pela formação social, política, arquitetônica, cultural e gastronômica do povo mineiro e suas tradições. Minas é um estado diferente, em relação aos outros estados brasileiros. 
          Mais de 60% do patrimônio histórico e cultural brasileiro estão em Minas Gerais, preservados e presentes nas cidades históricas mineiras, surgidas a partir final do século XVII e nas primeiras décadas do século XVIII. (na foto acima de Ane Souz, a Praça Tiradentes em Ouro Preto MG)
          Cidades históricas com boa parte pertencendo aos caminhos da Estrada Real (Caminho dos Diamantes, Caminhos do Sabarabuçu, Caminho Velho e Caminho Novo). Foram caminhos abertos pelo sertão mineiro, para levar nossas riquezas para o porto de Paraty. 
          Ou ainda, por novos caminhos abertos, ligando Minas a Goiás e São Paulo, cortando o Cerrado do Triângulo Mineiro e Noroeste de Minas, como por exemplo, a Picada de Goiás, em Paracatu (na foto acima de Neusa de Faria).
         São cidades, fazendo parte dos caminhos da Estrada Real ou não, de grande importância para a história de Minas Gerais, como Itapecerica, Dores do Indaiá, Onça do Pitangui, Formiga e Pitangui, no Centro Oeste Mineiro. (na foto acima de Sueli Santos, Dores do Indaiá MG)
          Barão de Cocais, Santa Bárbara, Catas Altas, Jaboticatubas, Caeté, Conceição do Mato Dentro, Entre Rios de Minas, Itambé do Mato Dentro, Ouro Preto, Mariana, Ouro Branco, Congonhas e Itabirito, na Região Central. (na foto acima da Elvira Nascimento, Santa Rita Durão, distrito de Mariana MG)
          Campanha, Baependi, Caxambu, Passa Quatro, São Lourenço, Caldas e Cruzília, no Sul de Minas. (na foto acima do Rildo Silveira, Cruzília MG)
          Barbacena, Lagoa Dourada, São João Del Rei, Prados e Tiradentes, no Campo das Vertentes. Santos Dumont, Rio Novo, Rio Preto, Belmiro Braga e Juiz de Fora, na Zona da Mata. (na foto acima de Elpídio Justino de Andrade, o Museu Cabangu, em Santos Dumont MG)
          Belo Horizonte, Sabará, Santa Luzia, Brumadinho, Rio Acima na Grande Belo Horizonte. (na foto acima de Alexa Silva, o Centro Histórico de Santa Luzia MG)
          Diamantina, Chapada do Norte, Couto de Magalhães de Minas, Serro, Minas Novas, Pedra Azul, Chapada do Norte e Itamarandiba no Vale do Jequitinhonha e Januária, Pirapora, Grão Mogol e São Romão, no Norte de Minas. (na foto acima de Viih Soares Fotografia, Chapada do Norte MG)
          Estas cidades acima, são apenas algumas dentre outras tantas cidades históricas de Minas Gerais.
          Além disso, tem as cidades que surgiram ou se desenvolveram, durante o Ciclo do Café, no século XIX, após a decadência do ouro e surgimento dos Barões do Café. 
          A maioria dessas cidades, que viveram o auge da riqueza do Ciclo do Café, estão na Zona da Mata Mineira e boa parte das antigas fazendas, são hoje hotéis fazendas ou as que ainda permanecem, recebem visitantes. É o caso da Fazenda Santa Clara, em Santa Rita de Jacutinga. É o mais imponente e maior casarão deste período, na América Latina. O casarão sede da Fazenda Santa Clara tem 6 mil metros de área construída, 365 janelas, 54 quartos, 12 salões, 3 cozinhas, 2 terreiros para secagem de café, uma capela, senzala, masmorra, mirante, etc.
          A fazenda é o melhor lugar no Brasil para se conhecer a história do Ciclo do Café, da Escravidão, da riqueza gerada pelo café e os reflexos gerados pela decadência da cafeicultura. A Fazenda Santa Clara é a história viva desse período histórico, do Brasil. (na foto acima do Rildo Silveira, a sede da Fazenda Santa Clara)
          Para quem vem à Minas e gosta de aventuras, encontrará de sobra. São paredões, cachoeiras, grutas, cavernas, lagos, trilhas, picos e montanhas em todo o Estado, que propiciam paisagens de tirar o fôlego. (na foto acima de Giseli Jorge, Lapinha da Serra, distrito de Santana do Riacho MG)
          Boa parte das belezas naturais de Minas Gerais estão preservadas em parques municipais, estaduais e nacionais, como destaque para a Serra do Cipó, Serra da Canastra, Serra da Bocaina em Araxá, Serra da Mantiqueira, Ibitipoca, Serra do Caraça e Serra do Espinhaço. São imensas áreas verdes de preservação de nossa fauna e flora, nativas. (na foto acima do Tom Alvesa/tomalves.com.br, a beleza do Parque Estadual do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto MG)
          Sem contar as belezas das estâncias hidrominerais mineiras como as águas quentes de Felício dos Santos, no Vale do Jequitinhonha, as águas termais de Montezuma no Norte de Minas, as águas sulfurosas de Araxá, no Alto Paranaíba e as águas medicinais das estâncias hidrominerais do Sul de Mias, como Poços de Caldas e Pocinhos do Rio Verde. (na foto acima de Joseane Astério, a estância hidromineral de Lambari MG)
          Em Minas, o turista tem o Lago de Três Marias, conhecida como “Mar Doce de Minas” e o Lago de Furnas, o “Mar de Minas”, que banha 34 cidades das regiões Oeste, Sudoeste e Sul de Minas. (na foto acima do Raul Moura, balsa no Lago de Três Marias, entre Três Marias e Morada Nova de Minas)
          O Lago de Furnas, tem nas cidades de cidades de Boa Esperança, Capitólio e Fama, suas cidades de maior destaque, além da beleza do Paraíso Perdido e do Paraíso Achado, em São Sebastião do Glória, na região da Serra da Canastra. (na foto acima de Nilza Leonel, o lago de Furnas em Santo Hilário, distrito de Pimenta MG)
          Mesmo para quem vem à Minas, para compras e negócios, as opções são muitas. Cidades com ótimas infraestruturas urbanas, rede hoteleira e gastronômica de qualidade, com acesso terrestre e aérea e estruturas para eventos, como Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba, Ipatinga, Teófilo Otoni, Uberlândia, Araxá, Montes Claros, Governador Valadares, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Divinópolis, dentre tantas outras. (na foto acima de Elvira Nascimento, Ipatinga MG)
          Minas Gerais tem para todos os gostos, estilos e opções. Minas te espera! E como disse o nosso grande Guimarães Rosa, escritor natural de Cordisburgo MG: "Minas são muitas".

quarta-feira, 7 de abril de 2021

O Mercado Velho de Diamantina

(Por Arnaldo Silva) A Imponente construção, do século XIX, na atual Praça Barão do Guaicuí, hoje, é o Mercado Municipal de Diamantina MG, cidade histórica no Vale do Jequitinhonha, distante 292 km da Capital, Patrimônio da Humanidade desde 1999.
          Foi construído em 1835 a mando do Tenente Joaquim Cassimiro Lages, para moradia, rancho e também, uma intendência. (fotografia acima de Giselle Oliveira)  Na época, uma intendência era um lugar oficial, para descarregamento e comercialização de mercadorias, vindas de outras regiões. As mercadorias chegavam à cidade através das tropas que cortavam o sertão mineiro, levando e trazendo mercadorias. Por isso o local ficou conhecido, popularmente, por Mercado dos Tropeiros. 
          Uma construção muito bem planejada, imponente e suntuosa, com a frete pavimentada, em pedra, com esteios, onde os tropeiros amarravam os animais, enquanto descarregavam as mercadorias. (na foto acima de Giselle Oliveira, os fundos do Mercado Velho e abaixo, a frente e a Praça Barão do Guaicuí)
          Construído em estrutura de madeira, terra, alvenaria e tijolos, ocupa uma quadra inteira. Possui dois pavimentos, telhado em 8 águas, beiradas em cachorro, com pintura tradicional para época, em azul e branco. Possui várias fachadas, que dão de frente para vários pontos da cidade, com destaque para charmosos e atraentes arcos na entrada do Mercado. (na foto abaixo de Elvira Nascimento)
          Arcos no período colonial, eram usados para separar o altar-mor, da nave das igrejas, os chamados, arcos do cruzeiro e também, como ornamentação das vigas de sustentação dos templos. Em termos de construção colonial, sem ser em templos religiosos, uma novidade arquitetônica, para a época. Inclusive, Oscar Niemeyer, teria se inspirado nos arcos do Mercado Velho de Diamantina, terra de seu amigo, Juscelino Kubistchek, para desenhar os traços do Palácio da Alvorada, em Brasília.
          A função do Mercado Velho diamantinense, como intendência, foi encerrada em 1884. O imóvel foi adquirido pelo município em 1889, através de iniciativa da Câmara Municipal, que percebeu a necessidade de centralizar a distribuição de mercadorias, bem com evitar, monopólio de intendências, que surgiam em Diamantina. Com a aquisição pelo município, o local foi transformado em Mercado Municipal, permitindo assim uma maior organização do comércio na cidade. (fotografia acima de Elvira Nascimento, mostrando o Mercado de Flores que acontece nos fins de semana e feriados, em frente Mercado Velho)
          Hoje, o Mercado Municipal de Diamantina, também chamado de Mercado Velho, é um Centro Cultural e um dos lugares mais visitados turistas. (foto abaixo de Giselle Oliveira)
          No Mercado Velho estão o artesanato da cidade como o artesanato em flores de sempre-vivas, bordados, tapetes arraiolos, a culinária típica da cidade, tira gostos e as famosas quitandas, além dos produtos da agricultura familiar, como doces, vinhos, licores, cachaças, produtos caseiros, etc., direto do produtor, para o consumidor.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Nova Era, a Matriz e o Pastel de São José

(Por Arnaldo Silva) Nova Era, cidade histórica mineira, distante 137 km de Belo Horizonte, na Região Central, conta atualmente com cerca de 18 mil habitantes. O município faz divisa com Santa Maira de Itabira, Itabira, Bela Vista de Minas, São Domingos do Prata e Antônio Dias. O acesso à cidade se dá pela BR-262 e BR-381, rodovia que corta a cidade, no sentido Vale do Aço.
          A história de Nova Era, começa a partir de 19 de março de 1703, no século XVIII, data em que se comemora a fundação do município. Naquela época, o sertão de Minas Gerais era cortado e explorado pelas Bandeiras. Nas terras de Nova Era, chegou a bandeira Antônio Dias de Oliveira, em busca de ouro. Os bandeirantes criaram um arraial às margens de uma lagoa. Como o dia 19 de março, era dia de São José, o arraial recebeu o nome de São José da Lagoa. (na foto acima da Elvira Nascimento, o altar-mor da Matriz de São José da Lagoa e abaixo, a Praça da Matriz)
          Outra versão para o nome São José da Lagoa, vem da tradição popular.  Segundo a tradição, dois bandeirantes, se perderam na região e já fatigados, com fome e sede, começaram a orar ao seu santo de devoção, São José, pedindo forças e água. Caso fossem atendidos, fundariam uma cidade. Andando pela mata, encontraram uma lagoa, com água limpa e cristalina. Beberam o suficiente para matar a sede e deparam com a imagem de São José, refletindo na água. Entenderam que o Santo os ajudará e cumpriram a promessa. Por isso o nome dado ao arraial e o nome da Matriz da cidade.
          Na região, os bandeirantes encontraram o que procurava, muito ouro. O arraial prosperou, mas veio a decadência do ouro, e com isso, desenvolveu-se no arraial, outra atividade: a agricultura. 
          Em 1848 o arraial de São José da Lagoa foi elevado à distrito, pertencente a Itabira MG. Em 17 de dezembro de 1938, foi elevada à cidade emancipada, com o nome de Presidente Vargas, passando a chamar-se Nova Era, em definitivo, a partir de 1942.
          A economia da cidade tem como base hoje, a agricultura, a pecuária, a indústria de extração mineral e vegetal, além indústrias de pequeno porte, um comércio variado e um bom setor de prestação de serviços, além do turismo.
          Além disso, a cidade está a 20 km da BR-262 e é cortada pela BR-381, além da ferrovia da Vale, que sai de Belo Horizonte, até o Porto de Tubarão/ES, estando portanto, num corredor econômico de grande fluxo e importância. Além de estar próximo às regiões metropolitanas de Belo Horizonte e do Vale do Aço.
          Típica cidade mineira, Nova Era (na foto acima de Elvira Nascimento) mantém viva as tradições religiosas, presentes no Estado de Minas Gerais, como a Festa de Nossa Senhora do Rosário em outubro, a Semana Santa, Corpus Christi e os festejos natalinos. Destaca também as Cavalgadas e as festas populares, como o Carnaval e as Festas Juninas, além de seu riquíssimo artesanato e culinária típica.
          Duas festas são de grande importância para a cidade. Uma é a festa do padroeiro São José da Lagoa, e outra, em comemoração ao aniversário da cidade. As festividades são realizadas na semana do dia de São José, 19 de março.
          Em seus mais de 300 anos de fundação, Nova Era guarda história e relíquias dos séculos XVIII, XIX e XX, em sua área urbana e rural, que são atrativos turísticos, de valor histórico.
          Entre os principais atrativos turísticos da cidade, podemos destacar o Museu Municipal de Arte e História de Nova Era (na foto acima de Elvira Nascimento), com um grande acervo sobre a história da cidade; a corporação Musical Euterpe Lagoana; a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída entre 1925 e 1941; a Gruta de São José da Lagoa; o Centro de Educação Ambiental; a Lagoa São José.
          Tem ainda o Conjunto arquitetônico da Estação Ferroviária; a Feira de Sábado, próximo a Ponte Benedito Valadares com produtos da terra, artesanato, comidas típicas, doces, etc. e atraentes bares, padarias, lanchonetes e restaurantes com comidas típicas pela cidade.
          Nova Era está na bacia de um dos mais importantes rios de Minas Gerais, o Rio Piracicaba, nasce a 1680 metros de altitude, em São Bartolomeu, distrito de Ouro Preto e percorre, 241 km, até se encontrar com o Rio Doce, em Ipatinga MG (na foto acima da Elvira Nascimento, o encontro do Piracicaba com o Rio Doce).
          Em Nova Era, além da beleza do Rio Piracicaba, a Ponte Benedito Valadares é um dos atrativos da cidade (na foto acima de Marley Mello). Foi inaugurada em 13 de maio de 1940, pelo Governador de Minas na época, Benedito Valadares e Getúlio, Presidente da República. A ponte, de 86 metros, une as principais áreas da cidade, divididas pelo Rio Piracicaba.
          Um dos mais imponentes e importantes símbolos da arquitetura colonial mineira, está em Nova Era. É o casarão sede da Fazenda da Vagem (na foto acima da Elvira Nascimento). A área total da fazenda é de 10 mil m². O casarão impressiona! Construído a mando de Joaquim Martins da Costa, em estrutura de madeira, terra e pedra, em 1840, no século XIX, para ser entreposto comercial da região. É um dos mais genuínos exemplares da história arquitetônica de Minas Gerais. Foi todo restaurado e no local ocorre eventos culturais do município.
          A Igreja de São José da Lagoa (na foto acima de Sérgio Mourão), é sem dúvida o maior, e mais atraente ponto turístico de Nova Era. Pelo que representa para a cidade e pela importância do templo para a história, não só de Minas, mas do Brasil. Tanto é que é um bem tombado em nível nacional, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 17 de março de 1953. A igreja começou a ser construída em 1766, no século XVIII sendo finalizada, no final do mesmo século.
          Seus traços e riscos, seguem o estilo do barroco mineiro. Seu interior conta com obras de Francisco Vieira Servas em seu altar-mor, que impressiona bela beleza da arte sacra e o brilho dourado do ouro, em sua ornamentação e pinturas em estilo rococó. (fotografia acima de Elvira Nascimento)
          No altar-mor, em destaque, a imagem de São José e em seu conjunto de altares, as imagens de São Benedito São Sebastião, Nossa Senhora do Rosário, Santa Efigênia, Sant´Anna e São Francisco.
          Os nova-erenses tem o maior carinho e zelo por sua matriz. A cidade é unida em defesa de suas tradições religiosas, arquitetônicas e culturais. Isso pôde ser percebido, claramente, no no final dos anos 1980, quando a comunidade percebeu a urgente restauração da igreja. (na foto acima de Elvira Nascimento, vista parcial da cidade)
          Foi criada em 1987 a Casa da Cultura, com o objetivo de buscar recursos para a restauração da igreja. A comunidade se uniu, abraçou a sua igreja e começaram a fazer eventos sociais, como almoços, para angariar recursos para a reforma, bem como a ajuda de Terezinha de Souza Araújo, que a partir de 1991, começou a fazer pasteis, para ajudar nas obras de restauração da igreja.
          A comunidade estava unida e tudo parecia caminhar bem, até que no Governo de Fernando Collor (1990/1992), ocorreu o confisco na caderneta de poupança, atingindo a conta da entidade, que ficou sem condições de honrar seus compromissos.
          Foi nessa hora, de grandes dificuldades e incertezas, que o dinheiro arrecado com o pastel feito pela dona Terezinha, salvou a igreja. A cidade começou a comprar os pasteis e com isso, o dinheiro da venda dos pastéis, ajudou a Casa da Cultura a saldar seus compromissos e dar continuidade à restauração à Matriz de São José da Lagoa.
          A iguaria de certa forma, uniu a cidade, nos pontos de venda, reuniões e encontros da comunidade, sobre a restauração da igreja e nos momentos de mais incertezas e dificuldades. Por isso é o símbolo da restauração da igreja, sendo também, hoje, um dos símbolos da cidade. Por isso o nome do salgado: Pastel de São José da Lagoa.
          A receita é tradicional, feita com massa caseira e recheio de queijo ou carne. Pode ser uma iguaria comum para muitos, mas não para os nova-erenses. Pra eles, é um pastel especial.
          O Pastel de São José da Lagoa foi o alimento da esperança do povo de Nova Era, em ter sua igreja restaurada. É o símbolo da união, da solidariedade e do amor de seu povo por sua cidade e sua memória histórica.
          Por essa importância e grande valor social, gastronômico e cultural para Nova Era, o Pastel de São José da Lagoa foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Nova Era, pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Nova Era (Comphane).

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores