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sábado, 24 de abril de 2021

A cidade de Espera Feliz e a Cachoeira do Aurélio

(Por Arnaldo Silva) Espera Feliz está a 378 km de Belo Horizonte, com acesso pela BR-262 e conta atualmente com cerca de 25 mil habitantes. A 772 metros de altitude, o município faz divisa com Alto Caparaó, Divino, Carangola, Caiana, Caparaó, na Zona da Mata Mineira e com Dores do Rio Preto/ES. Até a chegada do colonizar, no início século XIX, a região do Caparaó era habitada por índios.
          O homem branco chegou, demarcou áreas com cruzes, começou a formar povoados, surgindo assim, várias cidades, com origem nesses povoados. Entre esses povoados, surgiu, Espera Feliz. De povoado, a arraial, vila e distrito, Espera Feliz cresceu e se tornou cidade emancipada em 17 de dezembro de 1938. (na foto acima do Leonardo Gomes/@leonardo.nomad, a Cachoeira do Aurélio)
          Por estar na confluência de dois rios, seu primeiro nome foi Braço do Rio. Segundo a tradição popular, o nome Espera Feliz, tem origem tem origem na família de Antônio Carlos de Souza, que passou a frequentar a região, após comprar terras, onde está hoje o município de Espera Feliz. 
          A família gostava de caçar e sempre tinham êxito em suas caçadas. Esperavam e saíam felizes, com o resultado da caça. Ficavam felizes em esperar, porque sabiam que a caçada seria boa. Era uma feliz espera. Assim a história foi se popularizando e o lugar passou a se chamar Espera Feliz, passando a ser o nome da cidade.
          Espera Feliz (na foto acima de Elpídio Justino de Andrade) faz parte do Caminho da Luz, antigo caminho aberto pelos índios, com origem na Cachoeira de Tombos, seguindo por trilha na mata até o Pico da Bandeira. Esse caminho passou a ser usado por tropeiros e colonizadores no século XIX. São 195 km e hoje, está reativado, sinalizado e seu trecho, repleto de belezas naturais e arquitetônicas, das 9 cidades que formam o Caminho da Luz. Inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho da Luz é um dos mais importantes caminhos turísticos do Brasil. 
          Começa em Tombos e segue o caminho, geralmente feito a pé pelos caminhantes, pelos municípios de Catuné, Pedra Dourada, Faria Lemos, Carangola, Caiana, Espera Feliz, Caparaó e Alto Caparaó, seguindo até o do Pico da Bandeira, a 2792 metros de altitude.
          Espera Feliz se destaca no Brasil pela qualidade e excelência de seu café, considerado um dos melhores do mundo, com diversas premiações no Estado e em nível nacional e internacional.
          Sua estação de trem, fundada em 1911, foi de grande importância, quando estava ativa. Isso porque Espera Feliz era uma área de entroncamento ferroviário entre a Linha de Manhuaçu e o Ramal Sul do Espírito Santo. As linhas escoavam a produção de café, além de ser de grande importância para transporte de passageiros entre a Zona da Mata Mineira e municípios fluminenses e capixabas. A estação de trem de Espera Feliz foi desativada em 1975, sendo hoje, a Estação Rodoviária Alfredo Brandão. (fotografia acima de Elpídio Justino de Andrade)
          Além disso, a antiga estação é um dos pontos turísticos da cidade, que tem ainda como atrativos a Praça Cira Rosa de Assis, sua matriz, dedicada a São Sebastião, a Gruta do Índio Mirante da Serra, O Parque Nacional do Caparaó e o turismo rural pelas fazendas de café e também outras localidades rurais como a Fazenda Pedra Menina e a Comunidade do Taboão.
          Em Espera Feliz, cachoeiras paradisíacas, são atrativos para seus moradores e turistas, como a Cachoeira do Chiador, Cachoeira Vale a Pena, Cachoeira do Moinho, Cachoeira Recanto da Paz, Cachoeira do Cruzeiro e em destaque, a Cachoeira do Aurélio.
          A Cachoeira do Aurélio, formada pelo Rio São Domingos, tem uma sequência de quedas com formação de poços de encantar. É atualmente um dos grandes destaques naturais de Espera Feliz. (fotografia acima de Leonardo Gomes/@leonardo.nomad)
          A cachoeira e todo seu entorno é formada por densa mata nativa, com árvores de portes baixos e flora diversificada, em destaque para a vegetação de samambaias, comuns na região. É um lugar simplesmente paradisíaco, impactante e impressionante. Suas águas limpas e cristalinas, que descem pelas montanhas, regam as lavouras de café de toda região do Caparaó. (foto acima e abaixo de Ricardo Machado)
          O nome da cachoeira, Aurélio, tem a ver com um integrante da Guerrilha do Caparaó, instalada na região, entre 1966/67. O guerrilheiro, de nome “Aurélio”, morreu em combate com as tropas do Exército Brasileiro, nessa cachoeira, dai o nome.
          A Cachoeira do Aurélio faz parte do Parque Nacional do Caparaó, com acesso pela portaria de Pedra menina.

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