Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Santuário de Nossa Senhora da Piedade em Fabriciano

 (Por Arnaldo Silva) Coronel Fabriciano, município do Vale do Aço, distante 200 km de Belo Horizonte, conta hoje com cerca de 115 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de divisas com Ipatinga, Ferros,  Joanésia, Mesquita, Antônio Dias e Timóteo. Fabriciano se destaca em Minas por sua qualidade de vida e desenvolvimento industrial. A fé de seu povo está presente nas manifestações folclóricas, religiosas e em seus belos templos, se destacando o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, santa padroeira de Minas Gerais, situado no alto do bairro Córrego Alto. (fotografia de Elvira Nascimento) 
          Construído graças aos esforços da comunidade da Paróquia Santo Antônio, liderados pelos padres da Congregação dos Xaverianos, Romeo, Sandro e Camilo, foi inaugurado e consagrado em 1998 por  Dom Lélis Lara, então bisco da Diocese de Itabira-Fabriciano. Até 27 de março de 2011 o Santuário pertencia à Paróquia de Santo Antônio, a partir desta data, passou a pertencer à Paróquia de São Francisco Xavier. 
          A arquitetura do Santuário em Coronel Fabriciano possui duas torres laterais no frontispícios com varandas e piso interno em granito. Sua decoração interior é bem simples, seguindo à risca o estilo contemporâneo, adotado para sua construção. Este estilo arquitetônico utiliza linhas retas, superfície lisas e sem muitos detalhes em sua decoração. É um estilo mais funcional e simples, combinando a praticidade e economia que a sociedade atual necessita.   
          O Santuário de Nossa Senhora da Piedade em Coronel Fabriciano  é hoje uma referência da fé do povo Católico da Região do Vale do Aço. 

terça-feira, 26 de abril de 2016

Conheça a origem e os benefícios da fruta pau-doce

Hovenia dulcis é o nome científico de uma árvore caducifólia da família das ramnáceas que chega a atingir cerca de 25 metros de altura, nativa da China, Coreia e Japão. Também designada como banana-do-japão, bananinha-do-japão,caju-do-japão, caju-japonês, chico-magro, gomari, mata-fome, passa-do-japão, passa-japonesa, pau-doce, pé-de-galinha, tripa-de-galinha, uva-da-china, uva-do-japão, macaquinho, amora-do-mato, uva-japonesa , uva-de-macaco e uva-paraguaia. 

Caracteriza-se pela sua copa globosa e de grandes dimensões. A casca é lisa ou levemente fissurada, de cor pardacenta ou cinza-escura. A folha é simples, de disposição alternada, com pecíolo curto e ovadas. A margem superior é glabra mas é levemente pubescente na margem inferior.

As suas flores são esbranquiçadas, hermafroditas, de pequenas dimensões e muito numerosas. O fruto consta de cápsulas globosas com pedúnculo carnudo, doce e vermelho quando gelado.

Cada cápsula contém de 2 a 4 sementes avermelhadas quando recentemente colhidas e castanhas com o passar do tempo. É utilizado como planta medicinal para tratamento da bebida excessiva de álcool.

A sua madeira é apreciada. É utilizada na produção de geleia, como árvore ornamental, como quebra-vento e na consorciasão com abelhas para a produção de mel. 


A fruta é utilizada na medicina chinesa há séculos, principalmente por evitar a ressaca, ter propriedades antivirais e anti-inflamatórias. possui propriedades medicinais. É anti-inflamatória e antiviral. É rica em carboidratos, fibras, vitamina C, proteínas e aminoácidos. Pode ser consumida in natura, em doces, sucos, geleias e em saladas. (Fonte parcial: Wikipédia)

Licor de Jabuticaba passo a passo

O licor está presente em Mina desde os tempos do Brasil Colônia e um dos mais preferidos, desde aqueles tempos, é o licor de jabuticaba, nossa tradicional fruta nativa. 
 Veja como fazer o nosso licor:
O passo a passo: 
- apanhar as jabuticabas no pé mais próximo. Quanto mais maduras estiverem, melhor fica o licor.
- lavar em água abundante
- lavar um pote de vidro de boca larga.
- medir:
1 litro de jabuticabas
1 copo de cachaça ou álcool de cereais
800 g de açúcar
1 litro de água fervendo

Modo de fazer:
- Colocar as jabuticabas no vidro.
- Medir numa balança o açúcar e colocar em cima das jabuticabas
- Colocar o álcool ou cachaça.
- Por último, a água fervente.
Esperar esfriar, tampar e guardar em um lugar escuro e calmo.
Deixar descansar por uns 30 dias ou mais. Ai é só coar ou filtrar em papel filtro ou algodão e engarrafar. 

(Fotografia de Lourdinha Vieira de Bom Despacho MG)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Broinha de fubá de canjica com queijo

Essa é uma das mais tradicionais receitas mineiras. Sempre está presente no café do nosso povo.Veja como fazer:
Ingredientes:
1 copo americano de leite 
1 copo americano de óleo
4 ovos
2 colheres de açúcar
1 pitada de sal
Erva doce a gosto (opcional)
150 gramas de queijo Minas meia cura ralado 

3 copos americanos de fubá de canjica
*Fubá de canjica você encontra nos supermercados. É o fubá mais branco que o fubá mimoso. Essa receita é para fubá de canjica, o fubá branco, com o fubá amarelo não costuma dar muito certo.
Modelo de fazer:
Bata no liquidificador o leite, óleo, os ovos, o açúcar e o sal. Despeje numa numa vasilha e acrescente aos poucos o fubá de canjica e a erva doce a gosto. Amasse bem. 

A massa deverá ficar meio mole, a ponto de desgrudar das mãos. Caso esteja bem mole, acrescente mais fubá.
Por último misture o queijo. 
Faça os moldes das broinhas com as mãos e coloque-as em uma fôrma untada e enfarinha.
Leve ao forno pré-aquecido a 220ºC e deixe assando até que fiquem douradas.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Os Cânions de Capitólio

As águas de Furnas brindou Capitólio MG, na região Oeste de Minas, com gigantescos lagos de água na cor esmeralda. Mesmo a 600 km do litoral brasileiro, o mineiro se sente com um mar, de água doce, com direito a praias, passeios de barcos, escunas, chalanas e mergulhos nas águas do enorme lago que banha 33 cidades mineiras, com 1440 km2. É carinhosamente chamado de Mar de Minas. (foto acima de Pedro Beraldo)
As águas cor esmeralda emolduram a beleza dos cânions, cuja altura vai de 15 a 20 metros. São espetaculares e o visual é de tirar o fôlego. 
Pelas águas que adentram nas fendas dos cânions nos deparamos com grutas e lindas cachoeiras entre elas a da Lagoa Azul, (na foto ao lado de Marcelo Santos) a mais procurada do município. Essa beleza toda pode ser apreciada de barco, escuna ou chalanas, disponíveis para turistas. Além dos passeios aquáticos, Capitólio tem cenários ideias para a prática de rapel e escaladas. Um dos lugares mais procurados para esportes radicais é a Trilha do Sol, as quedas do Grito e do Poço Dourado, lugar perfeito para banho e mergulho. 
Do alto do Morro do Chapéu se tem essa visão acima (foto acima de Cléber Feltraco). São 1293 metros de subida, mas compensa pela beleza do visual dos Cânions. Dá para ver até os municípios em redor. Além das belezas naturais, é possível desfrutar de pratos à base de peixe de água doce como traíras e tilápias,nos pontos turísticos do município. A gastronomia de Capitólio é tipicamente mineira e os peixes são preparados com o melhor do tempero de Minas. O frango caipira é um dos pratos muito apreciados, bem como churrasco de peixe. 
Veja como chegar a Capitólio, saindo de Belo Horizonte
MAIS INFORMAÇÕES SOBRE CAPITÓLIO
Distância de Belo Horizonte - 283 km - acesso pela MG-050
Informações turísticas
Centro de Informações ao Turista
R. Dr. Avelino de Queiroz, 466 - Centro. Tel: 3373-1977

Endereços
Cachoeira da Lagoa Azul.
Acesso pela MG-050 (direção Passos), Km 311
Trilha do Sol
Acesso pela MG-050 (direção Passos), Km 304
Site da Prefeitura para contatos: http://www.capitolio.mg.gov.br

Nota: Os cânions ficam no município de São José da Barra, na divisa com Capitólio, onde saem as embarcações para os passeios turísticos. Devido a cidade ser mais conhecida e receber mais turistas, os cânions passaram a ser chamados de "Cânions de Capitólio" e conhecidos por esse nome, mas na verdade, são os Cânions de São José da Barra, já que as fendas estão neste município.Mas o que importa mesmo é que são cânions de Minas Gerais. 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Conheça a Festa do Café com Biscoito de São Tiago!

(Por Arnaldo Silva) A festa do "Café com Biscoito" acontece sempre no segundo final de semana do mês de setembro na Praça Ministro Gabriel Passos. A festa atrai visitantes de diversas localidades e está se consolidou como mais um atrativo de Minas Gerais devido sua importância para o Estado. (foto acima de Deividson Costa/@deividsoncosta, a cidade durante a Festa do Café com Biscoito)
          Começa na sexta-feira com espetáculos musicais, se prolonga pelo sábado com degustações de produtos nos stands, oficinas e atividades culturais, e termina no domingo, com teatros, apresentações artísticas e musicais. 
          Não se sabe ao certo quando começou a tradição biscoiteira de São Tiago, mas desde 1750  a região tinha a fama de ser a Terra do Café com Biscoito, já que era parada de viajantes e tropeiros e os biscoitos eram os preferidos, dai a fama cresceu desde aqueles tempos. (foto acima de Zezé Bárbara)
          Desde essa época as receitas foram mantidas, preservadas e muito bem guardadas pelas famílias. A tradição vem de geração em geração. 
          Hoje, essa tradição tem como aliada a tecnologia, mas preservam sua originalidade. Muitos ainda fazem os biscoitos nos fornos de barro, mantendo a tradição. Mas também tem as fábricas, industrializadas, que produzem os biscoitos em série. Mesmo assim, preservam as receitas de família, principalmente a qualidade e o sabor. (foto acima e abaixo de autoria de Sônia Fraga) 

          Por isso que desde o século 18, São Tiago se destaca na produção de biscoitos, que é hoje a maior fonte de renda e emprego no município que tem pouco mais de 12 mil habitantes. Fica a 190 km de Belo Horizonte, na região do Campo das Vertentes. São Tiago faz divisa com Oliveira, Bom Sucesso, Resende Costa, Ritápolis, Conceição da Barra de Minas e Nazareno.

          Os produtores de biscoitos de São Tiago,consideram seus biscoitos os tesouros de Minas. A produção não fica só na cidade e região não. Algumas empresas locais vendem seus produtos para várias cidades de Minas e de outros estados do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, dentro outros. (foto acima e abaixo da Festa do Café com Biscoito de São Tiago, de autoria de Sérgio Mourão)
          De uma economia familiar, a riqueza, sabor e diversidade que a arte de fazer biscoitos oferece, faz com que a cada dia as empresas locais cresçam e surjam outras. De 3 décadas para cá pôde-se perceber esse crescimento. No início dos anos 1990, a cidade contava com 3 empresas formais, um salão de beleza, um mercado e uma loja de eletrodomésticos. Hoje são dezenas de empresas formais, vários salões de belezas, tem mais mercados e mais lojas de eletrodomésticos. Percebe-se então o rápido crescimento econômico e social do município. O carro-chefe desse crescimento são os biscoitos. Todos os meses são produzidos em São Tiago, toneladas de diferentes tipos de biscoitos, que abastecem os mercados de Minas e de vários outros estados brasileiros. 
          Esse crescimento, vale ressaltar, é fruto da preservação da tradição, não se trata de política governamental, vem de gerações passadas, faz parte da vocação da cidade, por isso deu certo. São Tiago é considera hoje um polo produtor de Minas e a Capital do Biscoito no Brasil. (a foto acima, de Sônia Fraga mostra um forno de barro na Festa do Café com Biscoito de São Tiago)
          Como a economia da cidade gira em torno do biscoito, foi criada a Festa do Café com Biscoito, que é uma das mais importantes festas gastronômicas de Minas Gerais, fazendo parte do Calendário Gastronômico do Estado. 
          Vale lembrar que o evento acontece sempre no segundo final de semana do mês de setembro, na Praça Ministro Gabriel Passos com mostras de todos os biscoitos produzidos na cidade, forno de barro, degustação e comidas típicas de Minas, além da cachaça mineira. A festa é imperdível e tem shows também com bandas locais e regionais.(na foto acima, de Sônia Fraga, delícias dos biscoitos de São Tiago)
          A cidade é pequena para receber o grande número de visitantes que comparecem à festa, mas tem as cidades vizinhas com boas hospedagens e São João Del Rei, que também fica próximo, na divisa com Ritápolis. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

Pão de queijo surgiu na serra mineira por necessidade

     Acredita-se que o pão de queijo tenha surgido no século 18, na época do auge do ciclo do ouro em Minas. Todos os dias chegavam em nossas terras bandeirantes, portugueses e tantas outras pessoas em busca do ouro. Com esse fluxo enorme de gente, a necessidade de comida era grande em um país recém colonizado, com poucas opções alimentares. As dificuldades de trazer ingredientes, como trigo da Europa, eram grandes porque demoravam muito, vinham de navios em viagens que levavam meses e os ingredientes se perdiam pelo caminho. Assim, pela necessidade, foram surgindo os nossos nossos pratos e quitandas especiais. A mais famosa, é o pão de queijo.
     Pesquisadores acreditam que o pão de queijo, que é a maior identidade mineira, tenha surgido em São Roque de Minas, na região da Serra da Canastra. Segundo o historiador da Universidade Federal de Minas Gerais, José Newton Meneses, em entrevista veiculada no Globo Repórter da Rede Globo em setembro de 2014, a informação é segura:  "As pesquisas foram feitas a partir de listas de compras, encontradas em inventários antigos. É o encontro da substituição do trigo, importado de Portugal, então, muito caro e uma certa produção local de outros produtos. Como o caso do pão de queijo, com os polvilhos da mandioca. O polvilho azedo, o polvilho doce, principalmente”.
     Como não existia trigo no Brasil à época da colonização, ingrediente essencial para se o tão desejado pão que os portugueses sentiam falta, surgiu o nosso pão brasileiro, que não usa trigo, mas sim o polvilho, feito da brasileiríssima mandioca. 
“O pão de queijo não é tecnicamente um pão, não usa nenhum tipo de fermento para produzir o crescimento do pão, então, ele tecnicamente é um biscoito de polvilho, né? Mas, ele adquire um valor tão grande, cultural, na subsistência dessas famílias, que dá-se a ele o nome de pão”, explica o historiador da UFMG.
     Na época os portugueses queriam um pão e foi criado, com o que tinha em nossas terras, o pão de queijo. Pode até não ser aquele pão que os portugueses costumavam comer em Portugal, mas porque foi chamado de pão e levava queijo, foi chamado de Pão de Queijo e nenhum mortal ousaria em mudar o nome da nossa mais importante quitanda.
     Todos nós comemos pão de queijo, se der, todos os dias e nunca enjoamos. Sabe por que? Porque nós mineiros temos um carinho enorme pelo fazemos e além de carinho, tradição passada de geração e amor ao que fazemos. Com amor tudo fica mais gostoso.
Aprenda a fazer uma receita de pão de queijo típico de Minas Gerais
Ingredientes:
1 kg polvilho azedo
1 copo americano de água
1 copo americano de óleo
1 prato de queijo ralado
5 ou 6 ovos
Leite ou água para amolecer a massa
Manteiga para untar
Sal a gosto
Modo de preparo:
Ferver o óleo e a água. 
Depois de levantar fervura, coloque a mistura da panela na tigela do polvilho, escaldando-o. 
Após, colocar os ovos e mexer a massa.
Acrescentar aos poucos o queijo ralado, o sal a gosto e continuar mexendo.
Amolecer a massa com um pouco de leite ou água, até a massa ficar em ponto de enrolar.
Untar as mãos com manteiga e fazer bolinhas.
Dispor os pães num tabuleiro untado com manteiga e colocar para assar.     

     Essa receita é tão boa que é a única coisa que mineiro não come quieto. Fala pra todo mundo e tem prazer em dizer que está comendo pão de queijo. E com muito orgulho!
     Por que? Porque é bom demais da conta uai! (Por Arnaldo Silva)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Fubá Suado doce e salgado. Veja as receitas:

Nas casas de Minas, no interior, nossos pais sempre faziam fubá suado. Era uma tradição, uma doce lembrança de um tempo bom, que um simples prato nos causa. Alguns faziam da forma mais simples, outros acrescentavam queijo, carne desfiada, ervas. Doce ou salgado, era sempre bom comer fubá suado no café da manhã, da tarde ou a qualquer hora do dia. 
Eu gosto de Fubá Suado doce usando rapadura e leite queimado. Meu pai sempre preferia o salgado. Acrescentava torresmo, ovo frito, alho, cebola e cheiro verde. Fazia sempre pela manhã, antes de ir para o trabalho.
As vezes usava apenas fubá, sal e gordura de porco porque manteiga era difícil achar. Fazer é fácil. Em uma panela vá colocando água aos poucos e misturando o fubá e tampando para ele suar tendo, o cuidado de mexer sempre para não queimar. Essa é a receita mais simples. Como mais ingredientes, digamos, mais rica, é assim:
Ingredientes: 
1 xícara de água
2 xícaras de fubá ou farinha de milho
3 colheres (sopa) óleo. (prefiro azeite de oliva extravirgem)
1/2 xícara de manteiga
1 cebola pequena bem picadinha
3 dentes de alho bem amassado
1 xícara de torresmo, linguiça ou carne desfiada a seu gosto
Cheiro verde a gosto
Sal
Para fazer é assim gente:
Em uma tigela, molhe o fubá, despejando a água para umedecer.
Misture tudo até sovar.
Em seguida torre em uma frigideira grossa, mexendo sempre com garfo para ficar solto e deixe reservado.
Em outra panela, aqueça o azeite e a manteiga e doure a cebola e o alho.
Em seguida coloque o o torresmo, linguiça ou a carne desfiada e frite.
Em seguida coloque o fubá.
Vá pingando água e mexendo bem.
Tampe para suar.
Deixe cozinhando aproximadamente 30 minutos.
Coloque o sal, misture. Depois decore com o cheiro verde e se preferir, ovo frito.

Se quiser fazer doce a receita é essa:
Ingredientes: 
1 xícara de leite
2 xícaras de fubá ou farinha de milho
3 colheres (sopa) óleo. (prefiro azeite de oliva extravirgem)
1/2 xícara de manteiga
Queijo a gosto. Prefiro picá-los em pequenos cubinhos
Açúcar a gosto. Eu uso rapadura ralada.
Pra fazer é assim:
Em uma tigela, molhe o fubá, despejando o leite para umedecer.
Vá misturando até sovar.
Em seguida torre em uma frigideira grossa, mexendo sempre com garfo para ficar solto. Reserve um pouco.
Aqueça o azeite e a manteiga em uma outra panela e coloque em seguida o queijo, depois junto o fubá.
Vá pingando um pouco de água ou leite e mexendo devagar. 
Tampe para suar. 
Deixe cozinhando aproximadamente 30 minutos. 

Prontinho, agora é só comer. Adoro com café bem quentinho

Receita e fotos de Arnaldo Silva - Bom Despacho MG

terça-feira, 12 de abril de 2016

Trem Vitória Minas: Horários, passagens, itinerários

     Em funcionamento desde 1907, a Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM) é o único trem de passageiros diário no Brasil. Liga Belo Horizonte a Vitória no Espírito Santo. O trem transporta por ano, uma média de 1 milhão de passageiros com conforto e segurança. Para quem quer se livrar dos engarrafamentos e das curvas perigosas da BR 262  para curtir as praias  capixabas, viajar a negócios ou passear de trem, esse é o melhor meio de transporte.       O trem não é de turismo, é linha de passageiros normal, mas é muito usado para quem gosta de trem, para quem quer fazer turismo numa das cidades em que o trem passa e para e pelos que gostam das praias do Espírito Santo. 
     Não só por isso, mas os amantes da natureza adoram viajar nesse trem. Além de passar por cidades históricas como as que estão as margens do Rio Piracicaba e Rio Doce, o viajante pode contemplar ao longo da viagem, paisagens deslumbrantes de Minas Gerais e do Espírito Santo.  
     Desde 2014, o antigo trem foi desativado e funciona hoje um novo, importado da Europa com 56 carros sendo 10 na classe executiva e 30 na classe econômica, além do vagão restaurante, lanchonete, gerador e vagão exclusivo para portadores de necessidades especiais – cadeirante e pessoas com dificuldade de locomoção).
     O trem possui ainda serviço de bordo em todos os ambientes. Tem gente que mesmo viajando precisa ou gosta de estar conectado. 
     O trem tem wi-fi, TV nos vagões, tomada para recarga de celular e as cadeiras tem mesinhas para colocar os notebooks.Há serviço de bordo em todos os ambientes a disposição dos passageiros com café da manhã, almoço e jantar com preço atrativo e cardápio variado.
     São cerca de 13 horas de viagem, num percurso de 664 km sobre trilhos. Mas quem viaja nem se incomoda com esse tempo todo porque a viagem é agradável, com belas paisagens, vistas espetaculares, rios, montanhas, matas nativas que fazem o tempo voar. Além disso tem a segurança. Não há nenhum acidente registrado nesse com esse trem pela Vale, e claro, nenhum engarrafamento.
ITINERÁRIO DO TREM VITÓRIA MINAS 
     Ao longo do percurso são 30 paradas. Mas são paradas somente embarque e desembarque de passageiros, já que o itinerário é fixo e há horário a ser cumprido.
Saindo de Belo Horizonte
664 km é o percurso completo do Trem de Passageiros
30 pontos de embarque e desembarque
42 municípios atendidos
1 milhão de passageiros transportados por ano (média histórica)

Na foto acima o vagão restaurante do trem. 
     São servidos refeições ao longo da viagem. Para saber informações de preços, cardápios e horários das refeições, continue lendo a matéria, poderão ver o o link do site da Vale e o telefone da Estação, onde poderão obter informações direto na empresa já que preços e cardápios podem sofrer alterações.
PASSAGENS
     A procura pelas passagens do Trem Vitória Minas é grande, principalmente nos meses de dezembro, janeiro, fevereiro e julho. Além dos viajantes normais para as cidades de paradas do trem, o público que viaja de trem é muito variado. São grupos de amigos, família, casais de namorados, ou mesmo pessoas que viajam sozinhas, apenas pelo prazer de viajar de trem. O preço da passagem é acessível e a procura muito grande. Aconselha-se comprar as passagens com antecedência, principalmente no período de carnaval, feriados, férias escolares e festas de fim de ano.
SERVIÇOS
Horários
     Todos os dias, dois trens de passageiros circulam pela EFVM: um sai de Cariacica, na Região Metropolitana de Vitória (ES), às 7h, e chega a Belo Horizonte (MG), às 20h10. O outro parte da capital mineira às 7h30 e encerra a viagem às 20h30. A EFVM dispõe de um serviço adicional que faz o percurso entre as cidades de Itabira e Nova Era, ambas em Minas, e faz conexão com os dois trens da linha principal.

Passagem
     A passagem na classe econômica entre Belo Horizonte e Vitória é R$73,00 na Classe Econômica. Na classe executiva, o valor é R$105,00 (valores sujeitos a alterações) Quem precisar de informações sobre os valores entre outras estações, já que toda a estrada de ferro conta com 30 terminais, pode consultar os canais de atendimento da Vale, como o Alô Ferrovias (0800-285-7000) e (0800 021 9934) ou direto na Estação Ferroviária de Belo Horizonte à rua Aarão Reis, 423, Centro.
Venda
     Além de poder comprar passagens em mais de 30 pontos ao longo da linha, o passageiro pode adquirir bilhetes pela internet, por meio de cartão de crédito. A compra pode ser feita com até 60 dias antes da data da viagem. Para isso, é preciso entrar no link da Estrada de Ferro Vitória a Minas pelo endereço eletrônico www.vale.com/tremdepassageirosefvm Após fazer a compra online, quando for embarcar o passageiro deverá apresentar o comprovante na estação de embarque para receber o bilhete
Diferença entre o Vagão Econômico e Executivo (segundo informações do site da Vale)
CLASSE ECONÔMICA
- Poltronas ergonômicas com acionamento mecânico
- Tomadas elétricas individuais nas paredes
- Monitores de vídeo
CLASSE EXECUTIVA
- Poltronas mais largas e reclináveis com acionamento pneumático
- Som e iluminação individuais
- Sistema de som individual com três opções de canais
- Descanso de pés
- Tomadas individuais
O que pode e não pode levar na viagem?
- É proibido fazer uso de bebidas alcoólicas e cigarros. Quem for flagrado com bebidas alcoólicas ou fumando, será retirado do trem na próxima estação.
- Não é permitido o transporte de qualquer tipo de animais, mesmo os de pequeno porte levados em caixas pequenas.

- Os preços das passagens do Trem Vitória - Belo Horizonte são calculados pela distância entre as estações de embarque e desembarque, — de acordo com valores fixados pela ANTT, para vigorar do início ao fim de cada ano.
-------------------------------------------------------------------------
Ilustrações da Conheça Minas. Arquivos da Vale
Fonte das Informações: Site da Vale e Jornal O Estado de Minas.

O mineiro e o trem

(Por Arnaldo Silva) Mineiro tem mania de falar trem. O trem está presente em tudo na vida do mineiro. Não sei como começou isso; mas é bem antigo. Para o dicionário Aurélio, trem significa: Bagagem de um viajante; Mobília de uma casa; Comboio ferroviário; Bateria de cozinha; Treco; Diz de pessoa ou coisa imprestável. 
     O comboio ferroviário recebeu o nome de "Trem," justamente porque transportava os “Trens” das pessoas. Por isso que mineiro nunca perde o "Trem", chega uma hora antes para ajeitar os trem direitinho. (foto abaixo de César Reis em Tiradentes MG, com arte nossa)
Pra tudo os mineiros usam o trem. Faltou uma palavra, fala trem. Quer ver?
- Já arrumou os trem?
- Colocou os trem no lugar?
- Que trem esquisito sô!
- Larga desse trem sô!
- Mete logo esse trem ai!
- Tô cum trem na barriga.
- Nó, vi um trem voando no céu!
- Que trem é esse que ta aqui.
- Não tinha um trem melhor pra você arrumar não?
- Caiu um trem no meu olho!
- Que trem grande sô!
- Que trem danado de bão uai!
- Eu ainda pego esse trem pra mim!
Se o mineiro quiser comer alguma coisa, já vai logo falando: 

- Esse trem que comi é um trem bão sô!
- Nunca comi um trem tão gostoso como esse!
- Tô cum vontade de cumê um trem.
- Hoje eu como esse trem de qualquer jeito. 
E se a comida faz mal, não titubeia e fala logo: 
- Esse trem que eu comi me deu uma caganeira danada.
- Nó, que trem mais ruim sô!
- Num como esse trem nunca mais sô!
Até na hora de namorar tem trem no meio.
- Vô lá dá uma coisada no trem.
- É hoje que eu chego o reio no trem.
Na hora de mudar os móveis de lugar tem trem também
- Arreda esse trem dai!
- Coloca esse trem pra lá.
E se o mineiro ficar bravo com você se prepara que vai levar um monte de trem, ou pelo menos ouvir....
- Vô tacá um trem nocê!
- Agora cocê pulô no gorguim de vez, agora aguenta o trem!
- A é? Então vou mostrar um trem procê o que é bom pra tosse!
Esse é o nosso trem. Serve pra tudo. Faltou uma palavra, fala trem. Está com vergonha de dizer alguma palavra, fala trem. Quer algo e não sabe o nome, pede um trem. Quer xingar alguém, fala é um monte de trem. 
E assim termina esse trem que eu escrevi para vocês lerem.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Rua do Amendoim em Belo Horizonte

(Por Arnaldo Silva) A Rua do Amendoim é um dos pontos mais visitados de Belo Horizonte porque atrai curiosos do mundo inteiro que vem à capital mineira para conhecê-la, sendo considerada um dos pontos turísticos de Belo Horizonte por um estranho fenômeno que acontece nessa rua.
          Na verdade, essa rua chama-se Professor Otávio Coelho Magalhães, e Amendoim, é o nome antigo. 
          O que chama a atenção nessa rua, que atrai tantos olhares é esta ladeira, onde os carros desligados, ao invés de descer, sobem.
          Quando eu morava em Belo Horizonte, no final dos anos 70 ou início dos anos 80, não me lembro a data, quando este fenômeno foi descoberto, foi um comentário geral. Na época, a Prefeitura resolveu pavimentar as ruas do bairro das Mangabeiras. O operários deixaram as máquinas estacionadas nesta rua no horário de almoço. Começaram a perceber que os tratores e veículos se movimentavam sozinhos e na subida. Foi um susto geral e um bafafá enorme na cidade desde então. 
          Quem já viu esse fenômeno estranha. Quem não viu, não acredita até ver de perto. 
          Todo mês, milhares de turistas vão a essa rua para presenciar o fenômeno. A maioria céticos, mas depois que veem com os próprios olhos, ficam buscando explicações para o ocorrido.
          Explicações há, mas não conclusivas. Por exemplo, a de que o local tem alta concentração de minério de ferro, por isso o magnetismo presente no mineral move os carros. Há quem diga que nessa ladeira tem um enorme ímã formado há milhões de anos e pela atração deste ímã, os carros se movimentam. Tem quem garante ser esse fenômeno uma mera ilusão de ótica. O certo é que nenhuma dessas explicações foram comprovadas até hoje.
          E o fenômeno está lá, desafiando o raciocínio e ceticismo de todos e as explicações que cada um dá ao que vê e presencia
          Na prática, eu mesmo, Arnaldo Silva, pude presenciar esse fenômeno. Acompanhado de dois amigos, um deles físico e que até o local só falava que o fenômeno era ilusão de ótica. Chegamos na rua do Amendoim, paramos o carro e descemos. Marquei com um giz na roda dianteira no local que paramos. Alguns segundos depois o carro começou a se movimentar. Quando parou, medimos com uma fita métrica e foram exatos 3, 23 metros. 
          O meu amigo físico começou a coçar a cabeça e desafiei ele a sentar na rua, a alguma metros à frete do carro e ele ficou lá. O carro começou a andar sozinho para cima dele que logo tratou de levar e sair da frente. Começou foi é a dar umas risadas bem sem graça, tentando se justificar, mas diante do que viu, não conseguiu. Se ele que é físico ficou sem reação ao ver o fenômeno e não conseguiu explicar, eu não que vou tentar explicar, apenas relatar o que vi, presenciei e o que ao longo das décadas, milhares de pessoas presenciaram.
          A propósito, quem diz que o fenômeno é ilusão de ótica, com certeza nunca foi ao local e nunca presenciou o fenômeno, fala pelo achismo mesmo. O certo é que não há ainda uma explicação convincente e oficial sobre o fenômeno, que existe e acontece todos os dias no local. Basta ir lá na Rua do Amendoim e conferir de perto. 
          Em São Tomé das Letras MG, tem uma rua com este mesmo nome e com o mesmo fenômeno, bem como em outras parte do Brasil e em alguns países do mundo também.

sábado, 2 de abril de 2016

Alto do Pico do Itambé, o teto do sertão mineiro.

O Pico do Itambé eleva-se a 2.044 metros na Serra do Espinhaço, no estado de Minas Gerais, entre os municípios de Serro e Santo Antônio do Itambé.
Também chamado de “teto do sertão mineiro”, o Itambé é o ponto mais alto da Serra do Espinhaço e do interior mineiro. (foto acima de Tiago Geisler) De cima, a vista domina mais de uma centena de quilômetros ao redor do pico. Toda a região tem o Itambé como guia e referência. Nos primórdios de Minas Gerais, chegou a ser considerado o mais alto do estado. Foi o marco referencial para os naturalistas, exploradores e bandeirantes que passaram pela região, desde o século XVI. A cadeia de elevações que o cerca é de fundamental importância para Minas, por ser a vertente de três das principais bacias hidrográficas do estado: as bacias do São Francisco, do Jequitinhonha e do Rio Doce.
Para a subida, são de quatro a cinco horas de caminhada por trilhas tranquilas, porém emocionantes, com possibilidade de retorno no mesmo dia (para os mais acostumados às caminhadas), ou de pernoite pelo caminho ou no cume. (foto acima de Tiago Geisler) Os que passam a noite por lá, normalmente repousam numa casa, no alto do pico, ou acampam em grutas ou ao lado de grandes pedras, e ganham de presente um lindo pôr-do-sol. A subida pode ser feita pelo povoado de Capivari ou por Santo Antônio do Itambé. Para os que gostam de alpinismo, a escalada pode também ser feita por escarpas mais íngremes, proporcionando uma aventura inesquecível. Do alto, seja qual for o caminho escolhido, a paisagem é deslumbrante e descortina-se uma vista privilegiada de todas as cidades mais próximas. Nos arredores existem também várias cachoeiras e uma linda vegetação rupestre, composta de musgos, orquídeas, pequenas plantas carnívoras e bromélias.
É possível encontrar “guias” no Serro, nos distritos de Milho Verde e São Gonçalo, no povoado de Capivari ou na cidade de Santo Antônio do Itambé. Aos pés do pico é possível também alugar cavalos. (Fonte das informações: Wikipédia)

Canjiquinha Mineira.

Esse é um dos mais apreciados prato pelos mineiros. Inclusive faz parte da merenda escolar, por ser nutritivo. Além disso, é muito saboroso. Vamos aprender a fazer?
INGREDIENTES
. 500 g de canjiquinha
. 1,5 kg de costelinha ou carne de porco (pernil por exemplo) picados bem pequenos
. 450 g de lingüiça calabresa picada em cubinhos
. 100 g de bacon com pouca gordura
. 2 cebolas grandes picadas
. 4 dentes de alho
. Sal a gosto


. Água o suficiente para cozinhar a canjiquinha
. 3 tabletes de caldo de carne
. Cheiro verde a gosto
. 3 colheres de óleo de soja
. 2 colheres de massa de tomate

MODO DE PREPARO
- Em uma panela frite a carne de porco ou a costelinha já temperados, até ficarem bem dourados (sempre pingando água para não grudar no fundo)
- Em outra panela frite a calabresa picada e o bacon
Reserve
- Em panela coloque a água e a canjiquinha com as 3 colheres de óleo, por cerca de 20 minutos, ou até que esteja bem macia (mexendo enquanto cozinha é o mais indicado para não grudar e não empelotar)
- Misture a costelinha já frita com o bacon, a calabresa, as cebolas picadas, as 2 colheres de massa de tomate e o caldo de carne derretido, e deixe refogar por cerca de 10 minutos
- Adicione a canjiquinha, aos poucos, sempre mexendo bem
Finalize colocando cheiro verde e sirva ainda quente.

Foto e receita por Arnaldo Silva

Tiradentes:a pérola de Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) Tiradentes é acima de tudo uma cidade encantadora, perfeita para você passear por suas ruas, visitar as lojinhas de artesanato, de doces e de outros produtos caseiros, típicos de Minas. (foto acima e abaixo de Matheus Freitas/@m.ffotografia)
Rica em história e, ao mesmo tempo, aconchegante, a cidade é perfeita para quem quer passar dias tranquilos. As construções dos sobrados, solares e casas térreas tem a arquitetura de várias épocas do Brasil Colônia, com as ruas calçadas com pedras e paralelepípedos, onde é impossível circular com pressa.
As igrejas da cidade trazem o requinte da arte barroca, como a Matriz Santo Antônio, um dos mais ricos exemplares do barroco brasileiro, com muito ouro e prata decorando seu altar; ou a Nossa Senhora do Rosário, a igreja mais antiga da cidade, com o altar-mor em estilo rococó, folheado a ouro.(foto acima e abaixo de César Reis)
A Maria Fumaça, que sai de São João Dei Rei, percorrendo 12 km até chegar a Tiradentes é um espetáculo à parte. Um passeio inesquecível. Funciona nas sextas, sábados, domingos e feriados. (na foto abaixo, de César Reis, a Estação de Tiradentes)
Quadro de horários normal
Sexta
São João del-Rei: 10h, 13h e 15h30
Tiradentes: 11h, 14h e 17h
Sábado
São João del-Rei: 10h, 12h, 14h e 16h
Tiradentes: 11h, 13h, 15h e 17h
Domingo
São João del-Rei: 10h e 13h
Tiradentes: 11h e 14h

Estudantes, crianças de 6 a 12 anos e adultos com mais 60 anos têm direito à meia entrada. Crianças até 05 anos no colo não pagam

sexta-feira, 1 de abril de 2016

As belezas de Lavras Novas

(Por Arnaldo Silva) Lugar tranquilo, cheio de charme, com ruas calçadas em pedras, paisagens deslumbrantes, arquitetura colonial, povo simples, artesanato rico. Esse lugar pitoresco é Lavras Novas, um dos mais atraentes distritos de Ouro Preto MG, cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, distante 117 km de Belo Horizonte. Lavras Novas fica a 17 km de Ouro Preto. (foto acima de Vânia Pereira e abaixo de Arnaldo Silva) 
É uma vila tipicamente mineira. Seu povo é simples, seu casario charmoso. Lugar calmo, onde os animais andam livres pelas ruas. Não apenas cães e gatos, mas cavalos, bois e vacas. Os animais nas ruas não incomodam, ao contrário, são bem tratados e são típicos de Lavras Novas, atrativos até. Dificilmente alguém não para fotografar os animais deitados nas gramas ou andando livremente pelas ruas e pastando, já que as calçadas são quase todas gramadas. (na foto abaixo de César Rocha)
Na Vila, vivem cerca de 1500 pessoas. Em fins de semana e principalmente em dias de festas, eventos religiosos como a Folia de Reis, Semana Santa, Festas Juninas, a Festa de Nossa Senhora dos Prazeres e do Divino em setembro, esse número sextuplica. As belezas e tradições de Lavras Novas atraem turistas de toda Minas Gerais, do Brasil e do mundo também.
A história da vila começa a partir do início do século XVIII, quando da descoberta de lavras novas de ouro na região, pela família Cubas de Mendonça. A partir do século XIX, o vilarejo começou a crescer, com a chegada de novas famílias, dando forma arquitetônica e cultural à vila. No século XX, o artesanato se solidifica umas das principais vocações dos moradores da vila. Os primeiros artesãos de Lavras Novas se dedicavam a produzir e vender cestas e balaios de taquara, uma espécie de gramínea com caule oco, típico da região. Hoje o artesanato local é bem variado e riquíssimo. (na foto acima de Sônia Fraga, a charmosa Lavras Novas, com destaque para a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres e abaixo, de César Rocha, loja de artesanato em Lavras Novas)
Na década de 1970, o distrito passou a ter energia elétrica, o que facilitou a vida dos moradores, bem como investimentos na melhora da infraestrutura da vila, da valorização das riquezas naturais da região na promoção da história e cultura local. A partir da década de 1990 a charmosa vila foi “descoberta” pelos turistas de Minas e de todo o Brasil. Hoje, Lavras Novas é um dos destinos mineiros mais procurados por turistas. Quem busca aventuras, esportes radicais, cachoeiras, trilhas, passeios e descanso, Lavras Novas é o lugar ideal. 
Os moradores antigos, desde o século 19, deixaram um rico patrimônio histórico, cultural, vocação para o artesanato e na preservação de suas belezas naturais como formações rochosas, serras, matas, nascentes, represa como a do Custódio (na foto acima de Ane Souz) e belíssimas cachoeiras como a do Falcão, que fica no povoado da Chapada, do Pocinho, Três Pingos, do Cibrão e a dos Namorados (na foto abaixo de Ane Souz). 
Belezas essas muito procuradas para prática de esportes radicais ou mesmo contato pleno com a natureza. O visitante encontra em Lavras Novas uma boa estrutura de hospedagem e gastronomia, além de guias e veículos próprios para esportes de aventuras ou mesmo acompanhamento a pé ou a cavalo, para que possa aproveitar com segurança suas belezas naturais.
A Estrada de acesso é asfaltada até a vila da Chapada e segue por estrada de chão, justamente para preservar as paisagens naturais, nascentes e formações rochosas. (foto acima e abaixo de Arnaldo Silva)
A sensação de estar em Lavras Novas é de estar voltando aos tempos antigos, da simplicidade, da comida em fogão a lenha, da harmonia e alegria do povo, da cultura, do artesanato. Uma gostosa sensação de volta ao passado.

A Serra da Moeda


(Por Arnaldo Silva) Bem pertinho de Belo Horizonte, pouco menos de 30 km, temos uma das mais deslumbrantes e espetaculares montanhas mineiras: a Serra da Moeda. (foto acima de Andréia Gomes) Com picos que variam de 1140 a 1500 metros de altitude, a cordilheira possui 70 km de extensão, abrangendo, os municípios de Moeda, Brumadinho, Itabirito, Belo Vale e Ouro Preto, cidades que compõem ainda o Vale do Charme.
Nos tempos do Brasil Colônia, mesmo com o rígido controle da Coroa Portuguesa sobre nossas riquezas, existia na região da Serram, por volta de 1720, a Fábrica do Paraopeba, uma fábrica clandestina de moeda, tendo sido a primeira do gênero no Brasil. Fundiam ouro sem arrecadar o quinto, que deveria ser pago à Coroa Portuguesa. Por isso a região, que antes se chamava Serra do Paraopeba, passou a chamar-se Serra da Moeda, bem como a cidade, Moeda, porque em seu território, estão as ruínas dessa fábrica, em São Caetano da Moeda Velha, ou simplesmente, Moeda Velha. (na foto acima do Barbosa)
Hoje a riqueza produzida na região não são mais moedas de ouro e sim, o turismo e também a extração do minério de ferro. (foto acima de Andréia Gomes) As cidades que fazem parte da Serra da Moeda tem ótima estrutura para receber os turistas, com excelentes pousadas, restaurantes típicos, com a melhor da culinária mineira. São opções que cabem para todo o bolso, desde o viajante estilo mochileiro ao que prefere o luxo e conforto.
A vista é incrível, impressionante e um dos locais preferidos dos trilheiros, praticantes balonismo, voo livre e asa-delta que vem de todos os lugares, inclusive de outros países, atraídos pela beleza da cordilheira. (foto acima de Andréia Gomes) Na Serra, uma rampa natural, a 1500 metros de altitude, é o maior atrativo, tanto para os esportistas, tanto para quem procura apenas relaxar, com a belíssima vista, com as opções de subir a Serra de bike, a pé ou mesmo a cavalo. Conhecer a Serra da Moeda é conhecer um pouco magia singular das montanhas mineiras.

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores