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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

15 apaixonantes distritos mineiros - PARTE II

Fizemos uma primeira matéria com 15 pacatos e charmosos distritos de Minas Gerais. Minas são tantas que fizemos mais outra, com a segunda parte de 15 encantadores distritos mineiros. Nosso Estado possui 1.712 distritos, sendo 853 cidades, que são as sedes municipais, mais 859 vilas, que são as sedes distritais. Não dá para postar 1712 distritos num matéria. Conheçam 15 apaixonantes e charmosos distritos mineiros.
01 – Garça
É um pequeno e pacato distrito de Bom Despacho, no Centro Oeste de Minas com pouco mais de 200 habitantes. Ruas de terra, uma tradicional venda, campinho de futebol, igreja, escola, casario com arquitetura do século passado, são o charme do local. A vida passa devagar, tudo na calmaria em meio ao som dos pássaros e latido dos cães. O povoado se agita quando há torneios de futebol e festas de Nossa Senhora do Rosário e Santos Reis.
02 – Morro Vermelho
 
Morro Vermelho é distrito de Caeté MG, cidade histórica mineira, distante 55 km de Belo Horizonte. (Foto acima do Lucas Vieira). O distrito é rico em belezas naturais, bem como história. Foi em Morro Vermelho que aconteceu a primeira guerra civil do país, a Guerra dos Emboabas. Seus moradores conhecem bem a história do lugar, através da tradição oral, passada de gerações para gerações. São histórias, tradições, hábitos peculiares, religiosas, folclóricas, bem como as receitas de nossa culinária, passadas de gerações como o queijãozinho caseiro, doces diversos e o artesanato, em especial a arte de bordar, o principal produto do artesanato local. São tradições preservadas e valorizadas pelos pouco mais de mil moradores do distrito. 
03 – Conselheiro Mata
Conselheiro Mata é um distrito de Diamantina (na foto acima de César Rocha). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população no ano de 2010 era de 819 habitantes, sendo 452 homens e 367 mulheres, possuindo um total de 345 domicílios particulares.
Foi criado pelo decreto nº 52, de 6 de maio de 1890, então com o nome de Riacho das Varas. Pela lei estadual nº 540, de 3 de setembro de 1912, passou a ter sua denominação atual.
Conselheiro Mata é um pacato distrito e suas belezas naturais, como a Cachoeira do Telésforo (foto acima, de César Rocha) é um dos atrativos mais procurados na região. A cachoeira forma um imenso lago, com praia artificial, atrai cada vez mais visitantes.
04 – Penha de França
Penha de França é distrito de Itamarandiba no Vale do Jequitinhonha.(foto acima de Sérgio Mourão) É um distrito histórico como mais de 300 anos de fundação. Já foi no passado pertencente a comarca de Diamantina, fundado por franceses e alemães, sua história possui intimas ligações com o trajeto de tropeiros e a exploração mineral. 
O Distrito, moldurado pela Serra do Espinhaço, reúne características do período colonial brasileiro, além de Cachoeiras, o Sítio Arqueológico de Campos da Flores, Sinais, rupestres, religiosidade e clima de montanha.
Penha de França (na foto acima de Sérgio Mourão) atrai pesquisadores de vários lugares do mundo, devido a variedade de espécies vegetais endêmicas. Uma das grandes figuras brasileiras que visitou o distrito, foi o mártir da Inconfidência Mineira, Tiradentes, que se hospedou no distrito por 60 (sessenta) dias.
05 – Conceição do Ibitipoca
Conceição do Ibitipoca (na foto acima de Marlon Arantes) é um charmoso e pacato distrito de Lima Duarte na Zona da Mata Mineira. Ruas calmas, casario colonial, igreja histórica no centro da vila, ótima gastronomia e excelentes pousadas.  A vila do século 19, ainda guarda traços do Brasil Colônia, em suas ruas, casarões e igrejas. Foi elevado a distrito em 1891. É a porta de entrada para o Parque Estadual do Ibitipoca.
07 – Curimatai
 Curimataí (foto acima de Filipe Moura Rocha) é um distrito do município de Buenópolis. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população no ano de 2010 era de 2 130 habitantes, sendo 1 155 homens e 975 mulheres, possuindo um total de 857 domicílios particulares.
Foi criado pelo decreto de 14 de julho de 1832, então pertencente a Diamantina. Pela lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, passa a pertencer ao município de Buenópolis, que foi criado a partir do mesmo decreto.
Situada em um vale entre a Serra de Minas e a Serra do Cabral, a localidade é abrigo de um dos maiores afluentes do rio das velhas, o rio Curimataí.
Rica em belezas naturais, possui várias cachoeiras, águas termais e é uma das portas de entrada para o Parque Nacional das Sempre-Vivas. O nome dado ao distrito tem etimologia indígena, e significa "rio dos curumatãs, peixe de escamas e de carne saborosa". Provavelmente há alguma relação com o grande número de cachoeiras e cursos d’ água da região.
08 – São Gonçalo do Rio das Pedras
São Gonçalo do Rio das Pedras (na foto acima de Paulozaca) é um distrito de Serro, situado no alto Jequitinhonha, lugar paradisíaco, de arquitetura colonial, com acesso por estradas de terra, existem várias opções de hospedagem, como a primeira pousada criada na cidade, o Refúgio dos Cinco Amigos, Pousada do Capão, Pousada do Pequi, Pousada Fundo de Quintal e a Pousada Mirante do Vale. Com a presença de cachoeiras nas cercanias e o horizonte rochoso da Serra do Espinhaço, é um lugar para descanso e contemplação.
09 – Jacarandira
Jacarandira (acima, na foto de Saulo Guglielmelli) é um distríto de Resende Costa, localizado entre a Serra da Galga e a Serra do Segredo. Dista 40 km da sede do município.
O distrito (foto acima de Saulo Guglielemelli) é conhecido regionalmente por ser palco da festa dos Três Santos (Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Rosário e o padroeiro São Sebastião) e pela Festa da Colheita do Milho, com desfiles de carros de bois e diversas atrações. 
Grande destaque do local é a Banda Lira São Sebastião. A Cachoeira de Jacarandira, a Fazenda Salva Terra, a Igrejas de São Sebastião e a Capela de Nossa Senhora do Rosário são importantes lugares na vida do distrito. Uma agência dos Correios atende a população local.
O lugarejo se chamava Salva Terra no início do Século XX, quando foi fundado. O nome se deve a Fazenda Salva Terra, já que o povoado surgira em suas terras.
10 – Santo Hilário
Situada às margens do lago de Furnas, Santo Hilário (foto acima de Pedro Beraldo) é distrito de Pimenta, cidade turística. A beleza de suas paisagens, realçada pelas águas do Lago de Furnas, faz do distrito um ponto turístico obrigatório para quem visita a região. O acesso é feito por uma ponte, que é um dos cartões postais da região.
11 – Serra dos Gonçalves
Serra dos Gonçalves pertence ao município de Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas. Sua origem é de uma numerosa família, que foi crescendo com com a formação de novas familias e transformando o local num pitoresco, charmoso e pacato povoado. (foto de Valéria Correa)
12 – Pocinhos do Rio Verde
Pocinhos do Rio Verde (na foto acima de Cícero Alvernaz) pertence a cidade de Caldas, sul do estado. A economia é voltada para a agropecuária e para o turismo (cujas atrações são as "águas medicinais", a paisagem bucólica da região e a produção de doces caseiros). Em sua circunscrição existem diversas cachoeiras e o Balneário de Pocinhos do Rio Verde, que oferece aos visitantes banhos em águas sulfurosas, fontes de águas medicinais, além de agradar seus visitantes pelas belezas da natureza local.
13 - Ipaneminha
 Ipaneminha  (foto acima de Elvira Nascimento) localiza-se no distrito de Barra Alegre, pertencendo a Ipatinga, no Vale do aço. Tem aproximadamente 800 habitantes. É o maior em extensão de Ipatinga e faz parte da zona rural municipal juntamente com os outros bairros da Regional IX (Tribuna e Pedra Branca).
Seu surgimento está relacionado à passagem de tropeiros, que usavam o local como ponto de parada no começo do século XX. Situado próximo à nascente do Ribeirão Ipanema, seu núcleo urbano tem como principal atrativo a Igreja São Vicente de Paula, mais conhecida como Igreja do Ipaneminha, (foto acima de Elvira Nascimento) que foi construída em madeira e inaugurada no dia 19 de julho de 1959. Foi tombada como patrimônio cultural ipatinguense pelo decreto nº 3.580, de 3 de setembro de 1996.
14 - Epaminondas Otoni
O antigo povoado da Colônia, hoje Epaminondas Otoni  (na foto acima Sérgio Mourão) é um charmoso e pacato distrito de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, reconhecido como distrito pela Lei nº 336 de 27/12/1948. Ruas calmas, povo simples, acolhedor e hospitaleiro, a pequena vila é um dos mais pitorescos distritos mineiros.
15 - Campo Redondo
Campo Redondo (foto enviada pelos José Paulo) é um dos mais antigos povoados do Sul de Minas, pertencendo a Itamonte MG. Inclusive é mais antigo que a própria sede. Sua história começa no século XVIII, com a chegada de mineradores, que usavam a região como escoamento do ouro, para isso, construíram algumas casas, dando origem ao povoado. Com o fim da mineração, as casas serviram para abrigos de tropeiros, contribuindo para o crescimento da vila. Campo Redondo é um lugar pitoresco, com um casario muito bem conservado, rodeado por montanhas e paisagens belíssimas, típica do Sul de Minas. Seus moradores vivem basicamente da agricultura, e pequenos comércios.
Fonte das informações: Wikipedia. IBGE e Prefeituras locais

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Conheça Santa Bárbara

Cidade histórica do Circuito do Ouro de Minas Gerais, com aproximadamente 30 mil habitantes, localizada a noventa e oito quilômetros de Belo Horizonte (utilizando-se a BR 381/262 e a MG 436), no centro da Estrada Real. A paisagem bucólica, com suas igrejas, telhados e quintais, aos pés da imponente Serra do Caraça, fazem de Santa Bárbara um dos municípios mais bonitos de Minas Gerais (foto acima e abaixo, de Thelmo Lins). Cidade tranquila e acolhedora, apesar da agitação da atual fase de desenvolvimento econômico, é também dotada de um povo simples e hospitaleiro que preserva suas tradições e mantém uma vida cultural ativa.
História
Foi estabelecida como "Arraial de Santo Antônio do Ribeirão Santa Bárbara" pelo bandeirante paulista Antônio Silva Bueno, em 4 de dezembro de 1704, que ali encontrou ouro de aluvião e veios de pedras preciosas. Um fato interessante é que esse bandeirante fundou o arraial de Brumal na véspera, e até hoje o aniversário do distrito é comemorado na véspera do município. Em 1713 teve início a construção da Matriz de Santo Antônio (Matriz de Santa Bárbara no seu interior, na foto ao lado, de Elvira Nascimento. É a mais bela setecentistas de Minas Gerais). Posteriormente a cidade se tornou importante passagem na rota entre a Corte, no Rio de Janeiro, e as minas do centro/norte de Minas Gerais (Estrada Real - Caminho do Ouro e dos Diamantes). Em 1817 foi visitada pela expedição dos naturalistas Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptiste von Spix em sua passagem pelo sertão mineiro. Foi elevada à condição de Vila em 16 de março de 1839, e em 1858 à condição de Município com o nome de "Santa Bárbara do Mato Dentro". Em 1861, os ingleses que ali chegaram organizaram a Santa Barbara Mining Company, na região que hoje se encontra Florália e Bateias, com o objetivo de retomar a exploração do ouro. Por volta de 1870, foi visitada pelo imperador Dom Pedro II que, no Santuário do Caraça, declarou que "só esta paisagem já paga a viagem a Minas Gerais". Em 1878 tornou-se Comarca, desmembrando-se do município de Caeté. Nessa época seu território abrangia os atuais municípios de Barão de Cocais (São João do Morro Grande), Cocais (N.Sa. dos Cocais), Catas Altas, Conceição do Mato Dentro, São Miguel do Piracicaba, São Gonçalo do Rio Abaixo, Bom Jesus do Amparo, Nova União, Socorro, Brumado, e João Monlevade (Carneirinhos). No início do século XX (1908/1911), com seu filho
 Afonso Pena (foto acima da casa onde viveu Afonso Pena e onde ele está sepultado. Foto de Thelmo Lins) já como Presidente do Brasil, teve nova fase de desenvolvimento como importante entreposto comercial, como última estação da estrada de ferro na ligação com o grande sertão mineiro. Em 1911 foi inaugurada a estação ferroviária da estrada de ferro Central do Brasil (onde hoje, depois de desativada, abriga o projeto Estação da Música). Novos ciclos de progresso aconteceram em 1930, no governo de João Mota, e em 2000, com a instituição do turismo na Estrada Real, quando se tornou polo turístico entre as cidades históricas mineiras. Durante todo o ano de 2004, comemorou em alto estilo seus 300 anos de existência, com a participação ativa de toda a comunidade.
Entre seus vultos históricos encontram-se: Dom José Feliciano Pinto Coelho da Cunha (1792-1869), o Barão de Cocais, militar, político e empresário, no século XIX a maior personalidade e maior riqueza de toda região; o Presidente da República Afonso Pena (1847-1909), que governou o Brasil de 1906 a 1909 e foi a única personalidade política do Segundo Império (Comendador, quatro vezes Deputado e Ministro da Guerra, da Agricultura e da Justiça) que continuou sendo autoridade na República (Deputado Constituinte, Presidente da Província de Minas Gerais, Vice-presidente e Presidente do Brasil); o eminente Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta (1890-1982) - nascido e criado no então Distrito de Bom Jesus do Amparo, construtor da Catedral da Sé quando bispo de São Paulo e primeiro arcebispo de Aparecida do Norte (SP), idealizador da catedral-basílica da Padroeira do Brasil; o violonista e compositor Mozart Bicalho (1911-1986), recordista em vendagem de discos e na criação de obras clássicas e populares para violão na "Era do Rádio"; e o líder político regional João Mota, prefeito de 1920/23 e 1929/32 que reurbanizou a cidade e conseguiu aglutinar os municípios da região do Médio Piracicaba, no centro-leste de Minas, em importante associação micro-regional.
Economia
Atualmente sua economia se baseia: na extração mineral de ferro e ouro por grandes empresas; na produção de mel e derivados; na silvicultura; no reflorestamento para produção de carvão vegetal; nas atividades agro-pecuárias de expressão regional; e no turismo ecológico, rural, histórico, cultural e de aventuras (esportes radicais), hoje em fase de franco desenvolvimento.
Distritos
O município de Santa Bárbara possui quatro Distritos afastados da sede: Barra Feliz, a 5 km por asfalto, na estrada MG-436; Brumal 
(foto acima de Elvira Nascimento), a 5km por asfalto; Florália, a 10 km estrada de terra; e Conceição do Rio Acima, a 23 km estrada de terra. O subdistrito de André do Mato Dentro também está ligado ao município de Santa Bárbara.
Cultura e turismo
A cidade oferece como atrações turísticas permanentes algumas construções do século XVIII entre eles a Matriz de Santa Bárbara (foto acima, de Thelmo Lins), dedicada a Santo Antônio e construída em 1724, no estilo barroco colonial, recentemente recuperada, onde se destaca o teto da nave pintado pelo Mestre Manuel da Costa Ataíde. 
Há ainda o casario do século XIX do centro histórico da cidade (na foto acima, de Thelmo Lins), destacando-se a Prefeitura, o Hotel Quadrado, a antiga Cadeia Municipal (futuro Museu Municipal), a Pharmacia Sant'Anna (atual Museu do Judiciário Municipal), o Chalé Barroco, a Casa da Cultura, a Igrejinha de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e o casario colonial da Rua Rabelo Horta. Possui mais três igrejas, várias capelas barrocas e a Represa do Peti (Usina Hidrelétrica de Peti), área de preservação ambiental e reserva ecológica pertencente à Cemig, liberada para pesquisas, pescarias e visitas.
 Santuário do Caraça 
A 24 km do município se encontra o famoso Parque Natural do Caraça (foto acima, de Alexandre Pastre - localizado em terreno da vizinha Catas Altas), propriedade da Igreja Católica, localizado no cume da Serra do Caraça com altitudes acima de 1.700 m, frequentado por estudiosos e turistas em grande parte estrangeiros. Esse parque é caracterizado pelo clima frio (gelado no inverno) e uma singular ecologia de alto de montanha (coníferas, orquídeas, lobos-guará, onças pardas, esquilos, insetos raros), longas trilhas para caminhadas, escarpas, lagos e cachoeiras. Apresenta as antigas instalações muito bem preservadas do Seminário desativado após um grande incêndio em 1968: a Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens que tem no altar a múmia de São Pio trazida da Itália (com um cálice do seu sangue); clausura; bibliotecas e museu. A atual igreja, em neogótico estilizado, substitui a antiga ermida erguida no século XVIII, pelo lendário Irmão Lourenço, fundador do complexo religioso do Caraça. Esse antigo Seminário conta com meio de hospedagem próprio destinado exclusivamente ao relaxamento, oração e retiro espiritual. A presença diária de lobos-guará selvagens, à noite, sendo alimentados na mão por padres, já foi objeto de reportagens especiais em revistas e redes nacionais de TV.
Como atrações turísticas temporárias, Santa Bárbara (na foto acima de Elvira Nascimento, vemos o Centro Histórico) conta com vários eventos: a cavalhada de Santo Amaro, no primeiro domingo de julho, o Torneio Leiteiro e Exposição Agropecuária, no segundo fim de semana de julho; a Feira Multi-Setorial, no terceiro fim de semana de setembro, com cavalgadas, rodeios e animados shows de artistas populares; e o aniversário da cidade, em 4 de dezembro, com programação cultural variada. Santa Barbara é uma cidade muito calma e ótima para se visitar.
Fotografia de Thelmo Lins
No subdistrito de André do Mato Dentro, acontece, em outubro, a tradicional Festa de São Geraldo e Santo Antônio com atrações religiosas, como missas e procissão, além da Corporação Musical Santo Antônio e da esperada Cavalhada Feminina - considerada a única do gênero no estado. Em Bateias (comunidade rodeada e administrada por limítrofe de três municípios- Santa Bárbara, Rio Piracicaba e Alvinópolis), na semana de 17 de junho, ocorre a tradicional Festa de São Manoel.
Interior da Igreja Matriz de Brumal, distrito de Santa Bárbara. Foto de Elvira Nascimento 
Principais atrativos
Pharmacia Sant'Anna (atual Museu do Judiciário Municipal) de D. Nini, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e CONSELHO MUNICIPAL
Cachoeiras em diversos locais
Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e CONSELHO MUNICIPAL (foto ao lado, de Alexandre Pastre)
Casa do Mirante, século XVIII – Tombada pelo IEPHA e CONSELHO MUNICIPAL
Capela da Arquiconfraria do Cordão de São Francisco
Capela de Nosso Senhor do Bonfim
Capela de São José, no distrito de Sumidouro
Casa do Mel
Casarão Afonso Pena ou Casa Grande
Ginásio Poliesportivo Emília Mendes da Fonseca
Igreja de Santo Amaro, no distrito de Brumal, século XVIII - Tombada pelo IPHAN
Igreja Nossa Senhora da Conceição e gruta de São Bento, no distrito de Barra Feliz
Igreja São Manoel (em Bateias)
Igreja de Nossa Senhora das Mercês
Largo do distrito de Brumal - tombado pelo IEPHA
Matriz de Santa Bárbara (Igreja Matriz de Santo Antônio)
Parque Recanto Verde
Roteiro Centro Histórico
Serra do Caraça (Catas Altas)
Fonte das Informações: Wikipédia

Conheça a cidade de Pedra Azul

     A histórica cidade de Pedra Azul (na foto acima de Thelmo Lins) , com 24.324 habitantes, segundo senso do IBGE em 2019, é uma das mais importantes cidades do Vale do Jequitinhonha e de Minas. Faz divisa com Medina, Almenara, Jequitinhonha, Divisa Alegre, Águas Vermelhas, Cachoeira do Pajeú e Divisópolis. Está a 720 km distante de Belo Horizonte. 
     Conhecida como a princesinha do Sertão, Pedra Azul teve sua origem no século XIX, com a criação de um pequeno povoado, denominado Fortaleza. Em 1911 foi elevado à vila, pertencente a Salinas, sendo emancipada em 1925, com o nome de Fortaleza. Por existir uma lei à época que proibia cidades com nomes idênticos, Fortaleza teve que mudar o nome porque antes já existia, Fortaleza, a capital do Ceará. Nelson de Faria, imortal da Academia Mineira de Letras sugeriu o nome Pedra Azul. Na década de 1920, águas-marinhas começaram a ser encontradas no município. As pedras preciosas tinham a cor azul (na foto acima, Pedra Dom Pedro, sem autoria identificada). Por isso a sugestão, Pedra Azul, sendo aprovado o nome pela população em plebiscito em 1943, quando Fortaleza, passou a se chamar oficialmente Pedra Azul. 
     O patrimônio histórico de Pedra Azul é valioso e diferente das demais cidades históricas mineiras, de arquitetura colonial e barroca. A arquitetura de Pedra Azul foi formada no início do século XX, caracterizada como eclética. A expressão eclética é referente ao estilo adotado pelos arquitetos do fim do século XIX para o início do século XX. Seria a mistura de traços arquitetônicos do passado com estilos modernos, do século 20. Essa mistura de estilos deu a Pedra Azul, casarões com arquitetura magnífica, que chama a atenção pela riqueza nos detalhes. 
     A cultura pedra-azulense vai além dos traços arquitetônicos do século 20 (na foto acima de Andréa Lima). Andando pela cidade, podemos ver o requinte dos casarões e seus mobiliários de época bem preservados, bem como casinhas mais simples, quase todas com fogão a lenha. Logo pela manhã, é possível ver a fumaça dos fogões saindo pelas chaminés. Tem café, tem broa, tem biscoito, tem a comida mineira e outras típicas do Vale do Jequitinhonha, saindo dos fogões. 
     Em termos de culinária, a gastronomia de Pedra Azul é tão rica quanto seu patrimônio histórico. O mel, o requeijão, a manteiga caipira, o queijo cabacinha (na foto acima de Sila Moura), o óleo de pequi, as farinhas de mandioca, beiju, tapioca, o biscoito espremido, o mingau de milho, doces de frutas, pimentas e outros produtos são famosos na região. Destaque também para a produção de cachaça, considerada uma das melhores do Brasil.
     O povo de Pedra Azul é bem simples e humilde, com as características cativantes de todo povo mineiro. Orgulham-se de sua cidade, de serem do Vale e de suas manifestações culturais, entre elas o Boi de Janeiro ou Maria Tereza (na foto acima de Thelmo Lins), manifestação cultural que acontece nos primeiros dias de janeiro. Nesse festejo, os moradores montam uma enorme boneca chamada de Maria Tereza e um enorme boi e saem pelas ruas da cidade cantando e tocando músicas regionais, com tambores e flautas. O povo segue o boi (na foto abaixo de Thelmo Lins) e a Maria Tereza até a Praça do Vandaral. É um dos mais importantes espetáculos da cultura popular mineira. 
     Em junho o destaque na cidade são os festejos juninos. Uma tradição fortíssima não só em Pedra Azul, mas em todo o Vale do Jequitinhonha. 
     Todos os anos acontece na região o Festivale, cada ano em uma cidade diferente, com apresentações de grupos folclóricos, feira de artesanato, festivais de música e shows com artistas locais. O talento do povo do Vale é revelado durante o Festivale. 
     Pedra Azul (foto ao lado de Andréa Lima), como todo o Vale do Jequitinhonha, se destaca na arte. Artesãos, artistas plásticos, filhos ilustres e grandes artistas como Murilo Antunes, Saulo Laranjeiras e Paulinho Pedra Azul, se destacam no cenário nacional.
     Acontece ainda na cidade eventos esportivos como corrida de Mountaim Bike e eventos agropecuários no Parque de Exposições Getúlio Vargas. 
     Em termos de turismo, o município é um dos destaques em Minas Gerais, não apenas pelo seu conjunto arquitetônico, tombado em sua totalidade, mas pelas espetaculares formações rochosas (na foto acima de Thelmo Lins) como a Pedra Cabeça Torta, mesmo distante 10 km da cidade, pode ser vista já que é o ponto mais alto do município.
     A Pedra da Conceição oferece uma ampla vista do entorno. Uma escadaria com 523 degraus foi construída para facilitar a subida até o topo (foto acima de Thelmo Lins). A Pedra da Montanha é outro atrativo, já que permite uma ampla vista da cidade e até de outras em redor. Tem ainda as, Pedra da Rocinha e Toca dos Caboclos com acesso mais fácil e com o privilégio de poder apreciar pinturas rupestres. 
     Pedra Azul de espera para uma visita. Venha conhecer!(Por Arnaldo Silva)

domingo, 26 de fevereiro de 2017

7 lindas cidades da Região Noroeste de Minas

     A Região Noroeste de Minas é formada pela união de dezenove municípios divididos em duas micro Regiões tendo como sedes as cidades de Paracatu e Unai (na foto acima de Raul Moura). Cortada pelo rio São Francisco, a região tem clima tropical quente e formado por depressões. A economia é altamente agrícola, com destaque para a produção de milho, mandioca e feijão, além da criação de gado.O povoamento da região deu-se no século XVII, quando foram criadas as primeiras fazendas de gado. Constitui a região menos populosa e menos densamente povoada do estado.

A Micro Região de Paracatu é formada pelas cidades de Brasilândia de Minas, Guarda-Mor, João Pinheiro, Lagamar, Lagoa Grande, Paracatu, Presidente Olegário, São Gonçalo do Abaeté, Varjão de Minas.
1 - Paracatu
     Paracatu (na foto acima de Thelmo Lins) é o principal município da sua microrregião, sendo um polo atrativo educacional e de trabalho devido à presença de um Instituto Federal do Triângulo Mineiro, do SENAI, de várias escolas e universidades presencial e à distância. A cidade de Paracatu está localizada na divisa com o estado de Goiás e a 200 km de Brasília e é um importante polo de mineração, onde localiza-se as mineradoras (A empresa canadense Kinross Gold Corporation vem explorar e tirar ouro na cidade) com uma mina que está localizada a menos de 2 km dos bairros da cidade no Morro do Ouro que produzia 15 toneladas de ouro em 2008.
     Paracatu dá sinais de desenvolvimento e consumo, com muitos comerciantes e produtores de materiais voltados para pecuária (selas, botinas e calçados de couro) e agricultura. Fabricações de doces de leite e de frutas, assim como adereços derivados de pedras preciosas, processos de lapidação leva a uma rede ambulante de comercialização nas beiras de rodovia, postos de paradas nas estradas e nas praças da cidade. Algumas fábricas de cachaça também estão presentes na cidade. (Fotografia de Neusa de Faria)
Turismo
     O turismo na cidade de Paracatu cresce em uma escala bastante grande. Isto se deve principalmente ao fato do município, no ano de 2010, ter sido tombado patrimônio histórico nacional e cultural brasileiro pelo IPHAN, e por incentivos público-privados, como na criação da Associação de Condutores de Turismo de Paracatu, atualmente coordenadora do Centro de Atendimento ao Turista, local no qual o visitante pode contar com informações referentes aos atrativos da cidade e com conduções. A criação de projetos de educação patrimonial e a preservação do núcleo histórico, dos atrativos naturais e dos quilombos remanescentes da cidade deram bons frutos para o desenvolvimento do turismo no local. 
Fotografia de Vicente Oliveira
     Paracatu pertence ao seleto grupo das dez cidades nacionalmente tombadas em Minas Gerais, o que a coloca no patamar de um dos municípios mineiros mais ricos culturalmente e patrimonialmente, sendo integrante também da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.
     Outro atrativo da região são os eventos que estão no calendário festivo anual da cidade. Paracatu possui dezenas de eventos durante o ano, sendo estes de cunho religiosos, agropecuários, culturais e esportivos.Os principais eventos durante o ano na cidade são:
Carnaval;Encenação da Semana Santa; Hallel; Feira da Cachaça; ExpoParacatu; Aniversário de Paracatu e Réveillon
2 – João Pinheiro
      O nome da cidade foi dado em homenagem ao ex-presidente do estado, João Pinheiro da Silva. A cidade conta aproximadamente com 50 mil habitantes. João Pinheiro faz divisa com os municípios: de Unaí e Brasilândia de Minas; Buritizeiro; São Gonçalo do Abaeté e Presidente Olegário; Lagoa Grande e Paracatu. A cidade possui algumas festas de tradição, como é o caso da Festa do Peão de Boiadeiro, realizada em abril, o carnaval fora de época, João Pirô, realizado em outubro e a Festa da Cidade, realizada em setembro. A padroeira da cidade é Nossa Senhora de Sant'Ana, cuja festa litúrgica se dá em 26 de julho.
3 – Presidente Olegário
Fotografia Sérgio Mourão
 Presidente Olegário está a 433 km de Belo Horizonte, tem aproximadamente 22 mil habitantes e faz divisa com os municípios de Lagamar, Lagoa Grande, Patos de Minas, Varjão de Minas, João Pinheiro e São Gonçalo do Abaeté. seu povo é bom, hospitaleiro. Na cidade encontra-se um pequeno e variado comércio, bons restaurantes com comidas típicas da região, artesanato local e produção artesanal rural. A cidade se destaca na agricultura e pecuária leiteira e de corte. As festas religiosas estão presentes na tradição do município como a Folia de Reis, a Festa de São Sebastião e de Nossa Senhora da Abadia em Andréquicé. 
  
Micro Região de Unai é formada pelas cidades de Arinos, Bonfinópolis de Minas, Buritis, Cabeceira Grande, Dom Bosco, Formoso, Natalândia, Unaí, Uruana de Minas
4 – Unai
Fotografia de Raul Moura
     Distante 590 km de Belo Horizonte, Unai contava com 84.378 habitantes de acordo com estimativas do censo do IBGE de 2019."Unaí" é oriundo do tupi antigo yna'y, que designa o unau, uma espécie de preguiça da Amazônia.
Turismo
     Apesar de ter vários atrativos naturais como grutas e cachoeiras, o turismo ecológico em Unaí ainda não é muito explorado. Dentre esses atrativos: Esportes de Aventura, Pedra do Canto, 
Pedra do Canto, Cachoeira da Jiboia entre Uruana de Minas e Unai, Cachoeira do Rosário, Lapa do Sapezal ou Gruta da Moeda, Gruta do Tamboril, Cachoeira do Rio Preto, Cachoeira do Zico Esteves, Cachoeira do Bebedouro, Cachoeira São Miguel, Lapa da Foice, Gruta do Curral, Gruta do Gentio, Gruta Bart Cave, entre outras do Sistema Areia, Gruta da Ritinha do Mamoeiro, Trilha do Zé Pauzinho, Gruta do Sapezal
Lazer/festas
     Unaí é conhecida pelas inúmeras festas que se realizam praticamente todos os finais de semana. As festas mais conhecidas são Baile Do Havaí, Exposição Agropecuária, Inhumas, Festa do Gado Bravo, Festa de São José Operário na Lapa do Sapezal. A cidade também é destino certo de diversas bandas de rock e duplas sertanejas da atualidade. Há, no centro da cidade, uma parte onde se encontram alguns bares, restaurantes, pizzarias, choperias e onde encontra-se grande parte do movimento na cidade aos fins de semana e à noite. Há também bares de renome pelos diversos bairros da cidade.
5 – Arinos
     O topônimo é uma homenagem à família Melo Franco da qual se destaca seu grande expoente, Maximiano Afonso Arinos de Melo Franco. Arinos conta com cerca de 18 mil habitantes.
     Faz divisa com os municípios de Formoso, Buritis, Unaí, Uruana de Minas, Riachinho, Urucuia e Chapada Gaúcha. Sua vegetação é constituída pelo cerrado brasileiro. Sua fauna também é característica do cerrado, tendo grandes variedade em espécies por todos os ambientes. 
Um dos grandes atrativos de Arinos é o Parque Nacional Grande Sertão Veredas onde se desenvolve mais brasileira das palmeiras, o buriti; que além de proteger as nascentes, serve como local de pouso e ninhal de várias espécies de aves, como araras, tucanos, papagaios e periquitos que vivem na região.A ideia da criação do Parque surgiu como uma homenagem ao escritor Guimarães Rosa – autor do livro que descreve com riqueza as paisagens e personagens locais 
No município encontra-se cachoeiras espetaculares como Boi Preto, da Ilha, do Rio Claro, do São Miguel e do Bebedouro. Além da Cachoeira da Jibóia no município vizinho (Uruana de Minas/MG).
Culinária
A culinária regional apresenta vários pratos saborosos, como o arroz com pequi, carne de sol, pão de queijo, angu com quiabo, paçoca, feijão tropeiro com torresmo, beiju, rapadura, panelada, picado de arroz, dourado assado, vários pratos feitos com o tradicional surubim dos rios da região, e ainda saborosas frutas do cerrado, como umbu, pinha, tamarindo, fruta do conde, coquinho, cagaita, caju, cajuí, maxixe, buriti, jenipapo, banana-caturra, utilizados na produção artesanal de sucos, licores e doces. Maior destaque cabe ao famoso fruto do cerrado, rico em vitamina "A" e excelente no combate dos radicais livres, o "pequi" é encontrado com grande fartura na região e largamente usado na culinária em pratos diversificados como, o picado de arroz com pequi, frango com pequi e mandioca, farofa de pequi e até o fruto cozido, podendo acrescentar sal ou açúcar.
6 – Buritis
Fotografia de Paulo Ryan/Divulgação
     Buritis (foto acima de Paulo Ryan/Divulgação) tem esse nome porque o povoado fica ao lado da "Veredinha", que possuía em sua volta uma grande quantidade de pés de coco buriti em áreas alagadas brejosas — as "veredas" mencionadas no livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Sua população é de 25 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de Arinos, Formoso, Unaí, Cabeceiras (GO), Formosa (GO), Flores de Goiás (GO) e Vila Boa (GO).As águas nascentes no município e região integram a Bacia do rio São Francisco, "o Rio da Integração Nacional", tem parte de suas nascentes no município de Buritis.O município tem duas grandes bacias hidrográficas, a do Rio Urucuia e do Rio São Francisco.
7 – Vazante
     O nome da cidade foi dado devido, à Fazenda Vazante que teve esse nome devido, os períodos das chuvas os rios da região transbordavam provocando as cheias, também chamadas vazantes dos rios. Hoje o município conta com 21 mil habitantes. Está a 520 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Guarda-Mor, Paracatu, Lagoa Grande, Lagamar e Coromandel.
Paróquia de Nossa Senhora da Lapa. Foto de Vicente Queiroz
     Em Vazante situa-se uma das maiores grutas do Brasil, conhecida como "Gruta da Lapa Nova", cuja extensão total é de 4.550 metros, que possui grandes reservas espeleológicas (cavernas); Uma das maiores festas religiosas do Brasil, que acontece nos dias 1, 2 e 3 de maio todos os anos - Festa em Louvor a Nossa Senhora da Lapa - atinge uma população flutuante em até 50 mil pessoas; Festa de Exposição Agropecuária (Expozante);
Tradicional "Festa do Carro de Boi" (julho), conhecida nacionalmente; Gruta da Lapa Velha (primeira gruta a ser descoberta, ao lado da qual situa-se o Santuário de Nossa Senhora da Lapa); Cachoeiras, lagos, rios e veredas. 
Fonte das informações sobre as cidades, exceto fotos: Wikipédia

Resende Costa: a cidade do artesanato em tecido

O artesanato mineiro é destaque no cenário mundial, mas em Resende Costa MG, na Região do Campo das Vertentes, cidade, com aproximadamente 15 mil habitantes, o artesanato é vocação e tradição passada de geração a geração e presente em todos os cantos da cidade, principalmente o artesanato em tecido, sendo a principal fonte de renda e emprego da cidade. (foto acima de Marcelo Melo)
O município faz divisa com São Tiago, Ritápolis, Lagoa Dourada, Entre Rios de Minas, Desterro de Entre Rios, Oliveira, Passa Tempo, Coronel Xavier Chaves e está a 194 km de Belo Horizonte. (foto acima de André Saliya)
O artesanato feito com tear mecânico é a principal atividade econômica do município, fortalecendo a economia e fomentando o turismo no município. (foto acima de André Saliya)  O artesanato de Resende Costa está presente na vida de quase todas famílias do município, quer tecendo verdadeiras obras artesanais, quer preparando a matéria prima para os diversos produtos. Não tem com falar de Resende Costa hoje, sem mencionar o artesanato. 
A cidade é conhecida nacionalmente, como "a cidade do artesanato". O turista, que vem à cidade,se depara com uma infinidade de lojas espalhadas pela cidade. Boa parte dessas lojas estão concentradas na Avenida Alfredo Penido. (fotografia ao lado de César Reis)
Mesmo com maquinários modernos, a tradição do tear que remete ao século 18, é preservada por diversas famílias até hoje na cidade.  Além do artesanato têxtil, em Resende Costa é produzido colchas e ainda tapetes feitos com as sobras das malhas das indústrias.
A cidade foi erguida sobre uma rocha, o que dá uma visão panorâmica de todo o seu entorno, um dos atrativos para quem visita Resende Costa. 

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