Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

15 distritos mineiros que vão fazer você se apaixonar - II

(Por Arnaldo Silva) Fizemos uma primeira matéria com 15 pacatos e charmosos distritos de Minas Gerais. Minas são tantas que fizemos mais outra, com a segunda parte de 15 encantadores distritos mineiros. Nosso Estado possui 1.712 distritos, sendo 853 cidades, que são as sedes municipais, mais 859 vilas, que são as sedes distritais. Não dá para postar 1712 distritos num matéria. Conheçam 15 apaixonantes e charmosos distritos mineiros.
01 - Água Limpa
As margens da MG-350, banhado pelas águas de um frondoso rio, entre os municípios de Delfim Moreira e Wenceslau Braz, no Sul de Minas, está Água Limpa, um charmoso e pitoresco bairro rural, pertencente ao município de Wenceslau Braz. (foto acima de Geraldo Gomes)A vida na pacata vila é bem tranquila, silêncio quebrado apenas pelo barulho das águas do Rio Santo Antônio, dos pássaros e de alguns carros que passam pela rodovia. Seus moradores vivem da agricultura e a vida social em Água Limpa gira em torno das festividades religiosas dedicadas ao Divino Espírito Santo e nas festividades juninas em homenagem a São João, São Pedro e Santo Antônio. 
02 – Garça
É um pequeno e pacato distrito de Bom Despacho, no Centro Oeste de Minas com pouco mais de 200 habitantes. Ruas de terra, uma tradicional venda, campinho de futebol, igreja, escola, casario com arquitetura do século passado, são o charme do local. A vida passa devagar, tudo na calmaria em meio ao som dos pássaros e latido dos cães. O povoado se agita quando há torneios de futebol e festas de Nossa Senhora do Rosário e Santos Reis. (foto acima de Arnaldo Silva)
03 – Morro Vermelho
 
Morro Vermelho é distrito de Caeté MG, cidade histórica mineira, distante 55 km de Belo Horizonte. (Foto acima do Lucas Vieira). O distrito é rico em belezas naturais, bem como história. Foi em Morro Vermelho que aconteceu a primeira guerra civil do país, a Guerra dos Emboabas. Seus moradores conhecem bem a história do lugar, através da tradição oral, passada de gerações para gerações. São histórias, tradições, hábitos peculiares, religiosas, folclóricas, bem como as receitas de nossa culinária, passadas por gerações como o queijãozinho caseiro, doces diversos e o artesanato, em especial a arte de bordar, o principal produto do artesanato local. São tradições preservadas e valorizadas pelos pouco mais de mil moradores do distrito. 
04 – Penha de França
Emoldurado pela Serra do Espinhaço, preservando arquitetura colonial, rico em belezas naturais, grutas, sítio arqueológico de campos de flores, pinturas rupestres, religiosidade está Penha de França, distrito de Itamarandiba no Vale do Jequitinhonha.(foto acima de Sérgio Mourão) Foi uma das primeiras povoações de Minas Gerais, com mais de 3 séculos de história. É um dos poucos povoados no Brasil que não tiveram sua origem nas bandeiras portuguesas. Foram alemães e franceses que fundaram Penha de França, atuando na exploração mineral. A vila foi ainda caminho das tropas que atravessavam o sertão mineiro e até hoje, o sertão de Penha de França é desbravado, agora por pesquisadores que vem de vários lugares do Brasil e do mundo para pesquisar a variedade de espécies vegetais endêmicas presentes na região. 
05 – Conceição do Ibitipoca
Conceição do Ibitipoca (na foto acima de Marlon Arantes) é um charmoso e pacato distrito de Lima Duarte na Zona da Mata Mineira. Ruas calmas, casario colonial, igreja histórica no centro da vila, ótima gastronomia como destaque para o Pão de Canela do Ibitipoca, cervejas artesanais  e excelentes, aconchegantes e charmosa pousadas. A vila tem origem no século 19, ainda guarda traços do Brasil Colônia, em suas ruas, casarões e igrejas. Foi elevado a distrito em 1891. É a porta de entrada para o Parque Estadual do Ibitipoca.
07 – Curimatai
Entre a Serra de Minas e a Serra do Cabral, está Curimataí (foto acima de Filipe Moura Rocha) é um distrito do município de Buenópolis MG, na Região Central de Minas. O nome é indígena, que traduzindo significa "rio dos curumatãs" um peixe de escamas e carne saborosa encontrado na região. São cerca de 2 mil moradores que vivem no charmoso, atraente e pacato distrito. Sua origem é antiga, foi fundado em 14 de julho de 1832 e ainda guarda relíquias e história desse tempo, além de suas belezas naturais, do Rio Curimataí, um dos maires afluentes do Rio das Velhas, várias cachoeiras e águas termais. Por Curimataí tem acesso a uma das portarias do Parque Nacional das Sempre Vivas
08 – São Gonçalo do Rio das Pedras
São Gonçalo do Rio das Pedras (na foto acima de Paulozaca) é um dos mais belos distritos de Serro, no Vale do Jequitinhonha, rodeado por belas paisagens, cachoeiras e beleza da Serra do Espinhaço. Lugar paradisíaco, com um casario colonial preservadíssimo. É tão pitoresco e tranquilo que lembra um presépio. O acesso é por estradas de terra, com várias opções de hospedagem na região, além de charmosos botecos. 
09 – Jacarandira
Jacarandira é um pacato, charmoso, aconchegante e atraente distrito de Resende Costa MG. O distrito (acima, na foto de Saulo Guglielmelli) tem sua origem no início do século XX e está localizado entre a Serra da Galga e a Serra do Segredo, a 40 km da sede. Tem como tradição e atrativos principais as festas dos Três Santos (Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Rosário e o padroeiro São Sebastião) e a Festa da Colheita do Milho, com desfiles de carros de bois e os frutos da terra colhidos pelas ruas da vila, além de outras atrações. Essas duas festas atraem visitantes de toda a região. Além disso, em Jacarandira tem ainda  como atrativos a Banda Lira São Sebastião, a Cachoeira de Jacarandira, a Fazenda Salva Terra, a Igrejas de São Sebastião e a Capela de Nossa Senhora do Rosário.
10 – Santo Hilário
Situada às margens do lago de Furnas, Santo Hilário (foto acima de Pedro Beraldo) é distrito de Pimenta, cidade turística. A beleza de suas paisagens, realçada pelas águas do Lago de Furnas, faz do distrito um ponto turístico obrigatório para quem visita a região. O acesso é feito por uma ponte, que é um dos cartões postais do Oeste Mineiro.
11 – Serra dos Gonçalves
Serra dos Gonçalves pertence ao município de Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas. Sua origem é de uma numerosa família, que foi crescendo com com a formação de novas famílias e transformando o local num pitoresco, charmoso e pacato povoado. (foto de Valéria Corrêa)
12 – Pocinhos do Rio Verde
Pocinhos do Rio Verde (na foto acima de Cícero Alvernaz) pertence a cidade de Caldas, no Sul de Minas. A economia é voltada para a agropecuária e para o turismo, já que em Pocinhos encontra fontes de águas minerais medicinais Rio Verde, São José e Samaritana, muito procuradas para quem busca cura para várias enfermidades como por exemplo, digestivas. Estão  concentradas num charmoso balneário, construído na década de 1940  e conta ainda com o Grande Hotel de Pocinho, um dos mais antigos em funcionamento na região, tendo construído no final do século XIX. É requintado, arquitetura atraente, luxuoso, muito confortável e com infraestrutura necessária para o conforto dos visitantes. No bucólico distrito, outro destaque é a  produção de doces caseiros e quitandas diversas e suas belas e montanhosas paisagens, com muitas cachoeiras em seu redor. 
13 - Ipaneminha
 Ipaneminha é um pacato distrito de Ipatinga, no Vale do Aço, uma das maiores e mais ricas cidades industrias de Minas Gerais  (foto acima de Elvira Nascimento) A charmosa vila conta com cerca de 800 moradores que vivem de pequenos comércios de produtos artesanais e atividades agropecuárias. 
O local foi parada de tropeiros no começo do século XX, se desenvolvendo a partir dessa época. Tem como destaque a Igreja de Vicente, construída em madeira em 1959, em estilo colonial, tendo sido tombada como patrimônio cultural de Ipatinga em 1996. Na charmosa Vila, acontece a Festa do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, onde os membros dos cortes realizam a Dança das fitas, uma dança folclórica portuguesa e espanhola,  introduzida no país pelos portugueses e acrescentadas às festas de Nossa Senhora do Rosário e Folia de Reis durante os tempos do Brasil Colônia. Consiste numa dança dos cortes em forma de ciranda, com um pau ou um cruzeiro de madeira fincado no chão, com fitas coloridas presas à ponta. Cada folião segura uma das fitas, e andam em círculos, entoando cânticos religiosos. As fitas vão sendo trançadas e na medida que vão encurtando, faz-se o movimento em contrário e assim por várias vezes. 
14 - Epaminondas Otoni
O antigo povoado da Colônia, hoje Epaminondas Otoni  (na foto acima Sérgio Mourão) é um charmoso e pacato distrito de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, reconhecido como distrito pela Lei nº 336 de 27/12/1948. Ruas calmas, povo simples, acolhedor e hospitaleiro, a pequena vila é um dos mais pitorescos distritos mineiros.
15 - Campo Redondo
Campo Redondo (foto enviada pelos José Paulo) é um dos mais antigos povoados do Sul de Minas, pertencendo a Itamonte MG. Inclusive é mais antigo que a própria sede. Sua história começa no século XVIII, com a chegada de mineradores, que usavam a região como escoamento do ouro, para isso, construíram algumas casas, dando origem ao povoado. Com o fim da mineração, as casas serviram para abrigos de tropeiros, contribuindo para o crescimento da vila. Campo Redondo é um lugar pitoresco, com um casario muito bem conservado, rodeado por montanhas e paisagens belíssimas, típica do Sul de Minas. Seus moradores vivem basicamente da agricultura, e pequenos comércios.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Conheça Santa Bárbara

(Por Arnaldo Silva) É uma das mais belas e mais preservadas cidades históricas de Minas Gerais. Distante 110 km de Belo Horizonte, bem no centro da Estrada Real, com acesso pela BR-381/262 e a MG-436, chega-se a Santa Bárbara, uma charmosa, aconchegante e atraente cidade com apenas 35 mil habitantes. Cidade privilegiada pela natureza, aos pés da imponente e majestosa Serra do Caraça, com um casario em estilo colonial do século XVIII e alguns com traços do etilo neoclássico do século XIX e eclético, do início do século XX (na foto abaixo de Thelmo Lins, traços do estilo Eclético na cidade, presente na Estação Ferroviária, inaugurada em 1911).
Foi uma das primeiras povoações de Minas, tendo sua origem no início do século XVIII, com a descoberta de pedras preciosas na região. Com a chegada da bandeira chefiada por Antônio Silva Bueno, este funda um arraial no dia 3 de dezembro de 1703, o arraial de Brumal, atual distrito de Santa Bárbara. No dia seguinte, 4 de dezembro de 1704, o mesmo bandeirante funda outro arraial, com o nome de Santo Antônio do Ribeirão de Santa Bárbara, povoado este que deu origem à cidade de Santa Bárbara. Nesta data, 4/12/1704, comemora-se oficialmente a fundação da cidade.
 Em 1713 tem início da construção da Matriz de Santo Antônio, considerada a mais bela igreja setecentista de Minas Gerais. Construída em estilo Barroco mineiro a igreja conta ainda com pinturas do Mestre Ataíde. (acima o interior da Matriz de Santo Antônio e abaixo a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Fotos de Thelmo Lins)
Por sua localização privilegiada, no meio da Estrada Real, foi ponto de ligação e passagem da Corte, no Rio de Janeiro e o Caminho do Ouro e dos Diamantes, nas regiões Central e Norte de Minas. Elevada a Vila em 16 de março de 1839 e a cidade em 1858, adotando o nome de Santa Bárbara do Mato Dentro e  por fim, apenas Santa Bárbara, a partir de 1878, quando passou a ser sede da Comarca. (na foto abaixo de Thelmo Lins, a Matriz de Santo Antônio)
A economia de Santa Bárbara tem como base a extração mineral de ferro e ouro por grandes empresas sediadas na cidade. A agricultura é outra importante atividade econômica do município, com destaque para produção de mel, atividades agropecuárias e na silvicultura com a produção de carvão vegetal. O turismo é outro setor que movimenta a economia de Santa Bárbara, com foco no turismo ecológico, rural, para prática de esportes radicais, além do turismo cultural e histórico.
Santa Bárbara tem quatro distritos. O mais importante da cidade é Brumal, sendo ainda um dos mais importantes distritos para o patrimônio histórico mineiro, destacando sua igreja, de Santo Amaro (na foto acima de Elvira Nascimento), o chafariz e seu casario, em  estilo colonial. Brumal fica a 5 km da sede, por via asfaltada. Os outros três distritos são: Barra Feliz, com acesso pela MG-436, por 5 km de estrada asfaltada, Florália a 10 km de distância por estrada de terra e Conceição do Rio Acima, um pouco mais longe, 23 km de estrada de terra. Destaca na cidade como atrativo, André do Mato Dentro, um subdistrito bem pacato e atraente, muito movimento nos dias de Festa de São Geraldo e Santo Antônio, realizada sempre em outubro de cada ano com missas, procissões, barraquinhas, apresentação da Corporação Musical Santo Antônio e da Cavalhada Feminina, uma das mais importantes cavalhadas da região.
O turista que vêm à Santa Bárbara se encanta com a cidade, principalmente com sua Matriz e seu Centro Histórico, com seu casario preservado como o Hotel Quadrado (o casarão à esquerda da foto da Elvira Nascimento), o prédio da Prefeitura, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário do século XVIII – Tombada pelo IEPHA e Conselho Municipal, o Chalé Barroco, a Casa da Cultura, a Pharmácia Sant´Anna, hoje Museu do Judiciário Municipal, a antiga Cadeia Municipal, Capela da Arquiconfraria do Cordão de São Francisco, a Capela de Nosso Senhor do Bonfim, a Casa do Mel, o casarão Afonso Pena ou Casa Grande, a Estação Ferroviária, dentre outras construções e igrejas, igualmente charmosas e atraentes.
Belezas naturais circundam a cidade  como a Serra do Caraça (na foto acima de Vinícius Barnabé), a 24 km do município, localizado em Catas Altas. Um dos mais belos e atraentes destinos do Brasil, por sua história, religiosidade e belezas naturais impressionantes, em seus 1700 metros de altitude, que atraem amantes da natureza,  estudiosos que vão ao santuário para conhecer uma região singular, única no Brasil, com sua fauna e flora riquíssimas. Além disso, estar no Santuário do Caraça é estar em completo convívio com a natureza e história, podendo o visitante curtir suas cachoeiras, trilhas, picos ou mesmo, rezar na igreja do Santuário, construída em estilo neogótico, se hospedar na hospedaria do Caraça, apreciar a culinária típica da região, seus queijos e doces diversos, além de poder conhecer a biblioteca e o museu, que retrata o estilo de vida nos séculos XIX e XX. (foto abaixo de Thelmo Lins)
Durante o ano acontecem eventos nos distritos e povoados, bem como na cidade, como o Torneio Leiteiro, a Exposição Agropecuária, em julho, festividades religiosas e as comemorações do aniversário da cidade, em 4 de dezembro, com uma variada programação cultural.(foto abaixo de Thelmo Lins)
Santa Bárbara é uma cidade bonita, tranquila, com um povo bom, hospitaleiro, além de oferecer a seus visitantes uma ótima rede hoteleira, ótimos restaurantes com comidas caseiras e típicas, artesanato, produtos artesanais feitos nos quintais coloniais da cidade. É uma cidade ótima para se conhecer e visitar. 

Conheça a cidade de Pedra Azul

(Por Arnaldo Silva) A histórica cidade de Pedra Azul (na foto acima de Thelmo Lins) , com 24.324 habitantes, segundo senso do IBGE em 2019, é uma das mais importantes cidades do Vale do Jequitinhonha e de Minas. Faz divisa com Medina, Almenara, Jequitinhonha, Divisa Alegre, Águas Vermelhas, Cachoeira do Pajeú e Divisópolis. Está a 720 km distante de Belo Horizonte. 
     Conhecida como a princesinha do Sertão, Pedra Azul teve sua origem no século XIX, com a criação de um pequeno povoado, denominado Fortaleza. Em 1911 foi elevado à vila, pertencente a Salinas, sendo emancipada em 1925, com o nome de Fortaleza. Por existir uma lei à época que proibia cidades com nomes idênticos, Fortaleza teve que mudar o nome porque antes já existia, Fortaleza, a capital do Ceará. Nelson de Faria, imortal da Academia Mineira de Letras sugeriu o nome Pedra Azul. Na década de 1920, águas-marinhas começaram a ser encontradas no município. As pedras preciosas tinham a cor azul (na foto acima, Pedra Dom Pedro, sem autoria identificada). Por isso a sugestão, Pedra Azul, sendo aprovado o nome pela população em plebiscito em 1943, quando Fortaleza, passou a se chamar oficialmente Pedra Azul. 
     O patrimônio histórico de Pedra Azul é valioso e diferente das demais cidades históricas mineiras, de arquitetura colonial e barroca. A arquitetura de Pedra Azul foi formada no início do século XX, caracterizada como eclética. A expressão eclética é referente ao estilo adotado pelos arquitetos do fim do século XIX para o início do século XX. Seria a mistura de traços arquitetônicos do passado com estilos modernos, do século 20. Essa mistura de estilos deu a Pedra Azul, casarões com arquitetura magnífica, que chama a atenção pela riqueza nos detalhes. 
     A cultura pedra-azulense vai além dos traços arquitetônicos do século 20 (na foto acima de Andréa Lima). Andando pela cidade, podemos ver o requinte dos casarões e seus mobiliários de época bem preservados, bem como casinhas mais simples, quase todas com fogão a lenha. Logo pela manhã, é possível ver a fumaça dos fogões saindo pelas chaminés. Tem café, tem broa, tem biscoito, tem a comida mineira e outras típicas do Vale do Jequitinhonha, saindo dos fogões. 
     Em termos de culinária, a gastronomia de Pedra Azul é tão rica quanto seu patrimônio histórico. O mel, o requeijão, a manteiga caipira, o queijo cabacinha (na foto acima de Sila Moura), o óleo de pequi, as farinhas de mandioca, beiju, tapioca, o biscoito espremido, o mingau de milho, doces de frutas, pimentas e outros produtos são famosos na região. Destaque também para a produção de cachaça, considerada uma das melhores do Brasil.
     O povo de Pedra Azul é bem simples e humilde, com as características cativantes de todo povo mineiro. Orgulham-se de sua cidade, de serem do Vale e de suas manifestações culturais, entre elas o Boi de Janeiro ou Maria Tereza (na foto acima de Thelmo Lins), manifestação cultural que acontece nos primeiros dias de janeiro. Nesse festejo, os moradores montam uma enorme boneca chamada de Maria Tereza e um enorme boi e saem pelas ruas da cidade cantando e tocando músicas regionais, com tambores e flautas. O povo segue o boi (na foto abaixo de Thelmo Lins) e a Maria Tereza até a Praça do Vandaral. É um dos mais importantes espetáculos da cultura popular mineira. 
     Em junho o destaque na cidade são os festejos juninos. Uma tradição fortíssima não só em Pedra Azul, mas em todo o Vale do Jequitinhonha. 
     Todos os anos acontece na região o Festivale, cada ano em uma cidade diferente, com apresentações de grupos folclóricos, feira de artesanato, festivais de música e shows com artistas locais. O talento do povo do Vale é revelado durante o Festivale. 
     Pedra Azul (foto ao lado de Andréa Lima), como todo o Vale do Jequitinhonha, se destaca na arte. Artesãos, artistas plásticos, filhos ilustres e grandes artistas como Murilo Antunes, Saulo Laranjeiras e Paulinho Pedra Azul, se destacam no cenário nacional.
     Acontece ainda na cidade eventos esportivos como corrida de Mountaim Bike e eventos agropecuários no Parque de Exposições Getúlio Vargas. 
     Em termos de turismo, o município é um dos destaques em Minas Gerais, não apenas pelo seu conjunto arquitetônico, tombado em sua totalidade, mas pelas espetaculares formações rochosas (na foto acima de Thelmo Lins) como a Pedra Cabeça Torta, mesmo distante 10 km da cidade, pode ser vista já que é o ponto mais alto do município.
     A Pedra da Conceição oferece uma ampla vista do entorno. Uma escadaria com 523 degraus foi construída para facilitar a subida até o topo (foto acima de Thelmo Lins). A Pedra da Montanha é outro atrativo, já que permite uma ampla vista da cidade e até de outras em redor. Tem ainda as, Pedra da Rocinha e Toca dos Caboclos com acesso mais fácil e com o privilégio de poder apreciar pinturas rupestres. 
     Pedra Azul de espera para uma visita. Venha conhecer!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

7 lindas cidades da Região Noroeste de Minas

     A Região Noroeste de Minas é formada pela união de dezenove municípios divididos em duas micro Regiões tendo como sedes as cidades de Paracatu e Unai (na foto acima de Raul Moura). Cortada pelo rio São Francisco, a região tem clima tropical quente e formado por depressões. A economia é altamente agrícola, com destaque para a produção de milho, mandioca e feijão, além da criação de gado.O povoamento da região deu-se no século XVII, quando foram criadas as primeiras fazendas de gado. Constitui a região menos populosa e menos densamente povoada do estado.

A Micro Região de Paracatu é formada pelas cidades de Brasilândia de Minas, Guarda-Mor, João Pinheiro, Lagamar, Lagoa Grande, Paracatu, Presidente Olegário, São Gonçalo do Abaeté, Varjão de Minas.
1 - Paracatu
     Paracatu (na foto acima de Thelmo Lins) é o principal município da sua microrregião, sendo um polo atrativo educacional e de trabalho devido à presença de um Instituto Federal do Triângulo Mineiro, do SENAI, de várias escolas e universidades presencial e à distância. A cidade de Paracatu está localizada na divisa com o estado de Goiás e a 200 km de Brasília e é um importante polo de mineração, onde localiza-se as mineradoras (A empresa canadense Kinross Gold Corporation vem explorar e tirar ouro na cidade) com uma mina que está localizada a menos de 2 km dos bairros da cidade no Morro do Ouro que produzia 15 toneladas de ouro em 2008.
     Paracatu dá sinais de desenvolvimento e consumo, com muitos comerciantes e produtores de materiais voltados para pecuária (selas, botinas e calçados de couro) e agricultura. Fabricações de doces de leite e de frutas, assim como adereços derivados de pedras preciosas, processos de lapidação leva a uma rede ambulante de comercialização nas beiras de rodovia, postos de paradas nas estradas e nas praças da cidade. Algumas fábricas de cachaça também estão presentes na cidade. (Fotografia de Neusa de Faria)
Turismo
     O turismo na cidade de Paracatu cresce em uma escala bastante grande. Isto se deve principalmente ao fato do município, no ano de 2010, ter sido tombado patrimônio histórico nacional e cultural brasileiro pelo IPHAN, e por incentivos público-privados, como na criação da Associação de Condutores de Turismo de Paracatu, atualmente coordenadora do Centro de Atendimento ao Turista, local no qual o visitante pode contar com informações referentes aos atrativos da cidade e com conduções. A criação de projetos de educação patrimonial e a preservação do núcleo histórico, dos atrativos naturais e dos quilombos remanescentes da cidade deram bons frutos para o desenvolvimento do turismo no local. 
Fotografia de Vicente Oliveira
     Paracatu pertence ao seleto grupo das dez cidades nacionalmente tombadas em Minas Gerais, o que a coloca no patamar de um dos municípios mineiros mais ricos culturalmente e patrimonialmente, sendo integrante também da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.
     Outro atrativo da região são os eventos que estão no calendário festivo anual da cidade. Paracatu possui dezenas de eventos durante o ano, sendo estes de cunho religiosos, agropecuários, culturais e esportivos.Os principais eventos durante o ano na cidade são:
Carnaval;Encenação da Semana Santa; Hallel; Feira da Cachaça; ExpoParacatu; Aniversário de Paracatu e Réveillon
2 – João Pinheiro
      O nome da cidade foi dado em homenagem ao ex-presidente do estado, João Pinheiro da Silva. A cidade conta aproximadamente com 50 mil habitantes. João Pinheiro faz divisa com os municípios: de Unaí e Brasilândia de Minas; Buritizeiro; São Gonçalo do Abaeté e Presidente Olegário; Lagoa Grande e Paracatu. A cidade possui algumas festas de tradição, como é o caso da Festa do Peão de Boiadeiro, realizada em abril, o carnaval fora de época, João Pirô, realizado em outubro e a Festa da Cidade, realizada em setembro. A padroeira da cidade é Nossa Senhora de Sant'Ana, cuja festa litúrgica se dá em 26 de julho.
3 – Presidente Olegário
Fotografia Sérgio Mourão
 Presidente Olegário está a 433 km de Belo Horizonte, tem aproximadamente 22 mil habitantes e faz divisa com os municípios de Lagamar, Lagoa Grande, Patos de Minas, Varjão de Minas, João Pinheiro e São Gonçalo do Abaeté. seu povo é bom, hospitaleiro. Na cidade encontra-se um pequeno e variado comércio, bons restaurantes com comidas típicas da região, artesanato local e produção artesanal rural. A cidade se destaca na agricultura e pecuária leiteira e de corte. As festas religiosas estão presentes na tradição do município como a Folia de Reis, a Festa de São Sebastião e de Nossa Senhora da Abadia em Andréquicé. 
  
Micro Região de Unai é formada pelas cidades de Arinos, Bonfinópolis de Minas, Buritis, Cabeceira Grande, Dom Bosco, Formoso, Natalândia, Unaí, Uruana de Minas
4 – Unai
Fotografia de Raul Moura
     Distante 590 km de Belo Horizonte, Unai contava com 84.378 habitantes de acordo com estimativas do censo do IBGE de 2019."Unaí" é oriundo do tupi antigo yna'y, que designa o unau, uma espécie de preguiça da Amazônia.
Turismo
     Apesar de ter vários atrativos naturais como grutas e cachoeiras, o turismo ecológico em Unaí ainda não é muito explorado. Dentre esses atrativos: Esportes de Aventura, Pedra do Canto, 
Pedra do Canto, Cachoeira da Jiboia entre Uruana de Minas e Unai, Cachoeira do Rosário, Lapa do Sapezal ou Gruta da Moeda, Gruta do Tamboril, Cachoeira do Rio Preto, Cachoeira do Zico Esteves, Cachoeira do Bebedouro, Cachoeira São Miguel, Lapa da Foice, Gruta do Curral, Gruta do Gentio, Gruta Bart Cave, entre outras do Sistema Areia, Gruta da Ritinha do Mamoeiro, Trilha do Zé Pauzinho, Gruta do Sapezal
Lazer/festas
     Unaí é conhecida pelas inúmeras festas que se realizam praticamente todos os finais de semana. As festas mais conhecidas são Baile Do Havaí, Exposição Agropecuária, Inhumas, Festa do Gado Bravo, Festa de São José Operário na Lapa do Sapezal. A cidade também é destino certo de diversas bandas de rock e duplas sertanejas da atualidade. Há, no centro da cidade, uma parte onde se encontram alguns bares, restaurantes, pizzarias, choperias e onde encontra-se grande parte do movimento na cidade aos fins de semana e à noite. Há também bares de renome pelos diversos bairros da cidade.
5 – Arinos
     O topônimo é uma homenagem à família Melo Franco da qual se destaca seu grande expoente, Maximiano Afonso Arinos de Melo Franco. Arinos conta com cerca de 18 mil habitantes.
     Faz divisa com os municípios de Formoso, Buritis, Unaí, Uruana de Minas, Riachinho, Urucuia e Chapada Gaúcha. Sua vegetação é constituída pelo cerrado brasileiro. Sua fauna também é característica do cerrado, tendo grandes variedade em espécies por todos os ambientes. 
Um dos grandes atrativos de Arinos é o Parque Nacional Grande Sertão Veredas onde se desenvolve mais brasileira das palmeiras, o buriti; que além de proteger as nascentes, serve como local de pouso e ninhal de várias espécies de aves, como araras, tucanos, papagaios e periquitos que vivem na região.A ideia da criação do Parque surgiu como uma homenagem ao escritor Guimarães Rosa – autor do livro que descreve com riqueza as paisagens e personagens locais 
No município encontra-se cachoeiras espetaculares como Boi Preto, da Ilha, do Rio Claro, do São Miguel e do Bebedouro. Além da Cachoeira da Jibóia no município vizinho (Uruana de Minas/MG).
Culinária
A culinária regional apresenta vários pratos saborosos, como o arroz com pequi, carne de sol, pão de queijo, angu com quiabo, paçoca, feijão tropeiro com torresmo, beiju, rapadura, panelada, picado de arroz, dourado assado, vários pratos feitos com o tradicional surubim dos rios da região, e ainda saborosas frutas do cerrado, como umbu, pinha, tamarindo, fruta do conde, coquinho, cagaita, caju, cajuí, maxixe, buriti, jenipapo, banana-caturra, utilizados na produção artesanal de sucos, licores e doces. Maior destaque cabe ao famoso fruto do cerrado, rico em vitamina "A" e excelente no combate dos radicais livres, o "pequi" é encontrado com grande fartura na região e largamente usado na culinária em pratos diversificados como, o picado de arroz com pequi, frango com pequi e mandioca, farofa de pequi e até o fruto cozido, podendo acrescentar sal ou açúcar.
6 – Buritis
Fotografia de Paulo Ryan/Divulgação
     Buritis (foto acima de Paulo Ryan/Divulgação) tem esse nome porque o povoado fica ao lado da "Veredinha", que possuía em sua volta uma grande quantidade de pés de coco buriti em áreas alagadas brejosas — as "veredas" mencionadas no livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Sua população é de 25 mil habitantes. Faz divisa com os municípios de Arinos, Formoso, Unaí, Cabeceiras (GO), Formosa (GO), Flores de Goiás (GO) e Vila Boa (GO).As águas nascentes no município e região integram a Bacia do rio São Francisco, "o Rio da Integração Nacional", tem parte de suas nascentes no município de Buritis.O município tem duas grandes bacias hidrográficas, a do Rio Urucuia e do Rio São Francisco.
7 – Vazante
     O nome da cidade foi dado devido, à Fazenda Vazante que teve esse nome devido, os períodos das chuvas os rios da região transbordavam provocando as cheias, também chamadas vazantes dos rios. Hoje o município conta com 21 mil habitantes. Está a 520 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Guarda-Mor, Paracatu, Lagoa Grande, Lagamar e Coromandel.
Paróquia de Nossa Senhora da Lapa. Foto de Vicente Queiroz
     Em Vazante situa-se uma das maiores grutas do Brasil, conhecida como "Gruta da Lapa Nova", cuja extensão total é de 4.550 metros, que possui grandes reservas espeleológicas (cavernas); Uma das maiores festas religiosas do Brasil, que acontece nos dias 1, 2 e 3 de maio todos os anos - Festa em Louvor a Nossa Senhora da Lapa - atinge uma população flutuante em até 50 mil pessoas; Festa de Exposição Agropecuária (Expozante);
Tradicional "Festa do Carro de Boi" (julho), conhecida nacionalmente; Gruta da Lapa Velha (primeira gruta a ser descoberta, ao lado da qual situa-se o Santuário de Nossa Senhora da Lapa); Cachoeiras, lagos, rios e veredas. 
Fonte das informações sobre as cidades, exceto fotos: Wikipédia

Resende Costa: a cidade do artesanato em tecido

(Por Arnaldo Silva) O artesanato mineiro é destaque no cenário mundial, mas em Resende Costa MG, na Região do Campo das Vertentes, cidade, com aproximadamente 15 mil habitantes, o artesanato é vocação e tradição passada de geração a geração e presente em todos os cantos da cidade, principalmente o artesanato em tecido, sendo a principal fonte de renda e emprego da cidade. (foto acima de Deivdson Costa/@deividsoncosta) 
O município faz divisa com São Tiago, Ritápolis, Lagoa Dourada, Entre Rios de Minas, Desterro de Entre Rios, Oliveira, Passa Tempo, Coronel Xavier Chaves e está a 194 km de Belo Horizonte. (foto acima e abaixo de André Saliya)
          O artesanato feito com tear mecânico é a principal atividade econômica do município, fortalecendo a economia e fomentando o turismo no município.  O artesanato de Resende Costa está presente na vida de quase todas famílias do município, quer tecendo verdadeiras obras artesanais, quer preparando a matéria prima para os diversos produtos. Não tem com falar de Resende Costa hoje, sem mencionar o artesanato. 
          A cidade é conhecida nacionalmente, como "a cidade do artesanato". O turista, que vem à cidade,se depara com uma infinidade de lojas espalhadas pela cidade. Boa parte dessas lojas estão concentradas na Avenida Alfredo Penido. (foto acima de Marcelo Melo e abaixo de André Saliya)
          Mesmo com maquinários modernos, a tradição do tear que remete ao século 18, é preservada por diversas famílias até hoje na cidade.  Além do artesanato têxtil, em Resende Costa é produzido colchas e ainda tapetes feitos com as sobras das malhas das indústrias.
          A cidade foi erguida sobre uma rocha, o que dá uma visão panorâmica de todo o seu entorno, um dos atrativos para quem visita Resende Costa. 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Ladeira do Amendoim em São Tomé das Letras

          A Ladeira do Amendoim é uma das grandes atrações de São Tomé das Letras, no Sul de Minas. Cidade famosa pelo misticismo tem nesta ladeira um de seus mais visitados pontos turísticos. É que ao parar um veículo nesta ladeira e deixa-lo em ponto morto, ele sobe sozinho. Magnetismo? Ilusão de ótica macroscópica? Seja qual for a explicação para o fenômeno, esta ladeira atrai a curiosidades dos turistas que vão a São Tomé das Letras todos os dias do ano. 
          Guias de turismo levam os visitantes para a ladeira, entre eles o “Seu” Tomé, que usa seu jipe para mostrar o fenômeno aos visitantes. Desce do carro e faz questão de mostrar às pessoas que não está ligado ou engatado. (fotografia acima de Jerez Costra) Quando o jipe sobe a ladeira sozinho, a cara de espanto é geral. Muitos vão lá para ver com os próprios olhos e levam o próprio carro, para não terem nenhuma dúvida. E acredite, seja qual veículo for, ele sobe a ladeira sem motorista, desligado e no ponto morto mesmo. 
          Pra quem não tem carro, também pode presenciar o fenômeno. Basta descer a ladeira andando de costas e depois subir de costas. Quem faz isso, relata sem dúvida alguma que sente o corpo puxado na subida, o que deixa as pessoas perplexas, sem entender direito o fenômeno.
          “Seu” Tomé acredita que nesta ladeira existe um magnetismo, responsável pelo fenômeno. Ele conta que "o magnetismo neste ponto é muito forte. Dizem que aqui é ponto de energia de um dos chacras da terra. Além disso, estamos sobre uma gruta onde falam que está localizado um portal que leva até Machu Picchu, no Peru”.
          Quem vai à São Tomé das Letras, procura informações sobre essa gruta, na crença de que seja realmente um elo para Machu Picchu. Mas não tem como entrar na gruta. Está em propriedade particular, pertencente a uma mineradora e a entrada na gruta é proibida.
         Outra curiosidade na Ladeira do Amendoim são duas pedras descobertas por uma turista que visitou o local e identificou um fenômeno enérgico interessante. Segundo “Seu” Tomé, uma das pedras “recarrega” a energia, já a outra, “drena” a energia do nosso corpo. Pela explicação do guia seria "como em uma bateria, essa pedra acima é o polo positivo. A pessoa que subir nela vai se sentir mais leve, revigorado. Essa pedra mais abaixo seria o polo negativo. Em cima dela, o sujeito se sente mais fraco e pesado", afirma.
          Para comprovar o que diz, os turistas são convidados a subirem nas pedras e abrirem os braços. Na que “recarrega” as energias, as pessoas tem muita dificuldade para abaixar os braços, mesmo que alguém faça força. Já na pedra que “drena” as energias os braços podem ser abaixados facilmente.
          Quem faz essa experiência sente isso mesmo. Numa pedra o corpo está mais leve, na outra, a pessoa sente o corpo pesado.
          Outra constatação interessante dessas pedras, segundo “Seu” Tomé é que ao colocar celular na pedra positiva, eles carregam. "Tem gente que chega aqui com a bateria do celular ou câmera descarregado, colocam na pedra positiva e elas recarregam", garante o guia.
          Sejam quais forem as explicações que os místicos ou cientistas possam ter para esses fenômenos, o certo é que a cada dia, a Ladeira do Amendoim, impressiona os turistas. Se vier à São Tomé das Letras, não deixe de visitar a Ladeira do Amendoim e presenciar o fenômeno.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Não é apenas uma igreja! É uma obra de arte!

(Por Arnaldo Silva) À Rua a Bahia, no número 1596, no bairro de Lourdes, na capital mineira, encontra-se um dos mais belos templos religiosos do Brasil. A Basílica de Nossa Senhora de Lourdes, ou simplesmente Igreja de Lourdes. Construída em estilo neogótico, a igreja impressiona pela riqueza de seus detalhes exteriores, o que faz do templo, mais que uma igreja, uma verdadeira obra de arte.
          Tanto em seu interior, quanto em seu exterior, é impossível não ficar impressionado com cada detalhe de sua arte, seus vitrais, o órgão de tubos instalado na igreja em 1950 (na foto abaixo de Clésio Moreira) , os sinos, as cores vivas. Enfim, a imponência da Basílica de Lourdes impressiona.
          O estilo neogótico é um conjunto de estilos arquitetônicos que tinha como objetivo recuperar e recriar a arquitetura gótica predominante na era Medieval, em contraste com os estilos clássicos que começaram a surgir na Europa, que relegava a arquitetura antiga, principalmente a gótica. 
          O movimento surgiu no século 18, na Inglaterra, se estendeu por toda a Europa e pelo continente Latino Americano, prevalecendo até meados do século 20. Este estilo é percebido principalmente na arquitetura de igrejas por todo o mundo, inclusive no Brasil. Um dos mais belos templos neogóticos do Brasil, é exatamente a Igreja de Lourdes em Belo Horizonte. (na foto acima de Clésio Moreira)
          O projeto original da Igreja de Lourdes é do missionário Claretino Echarri, de Córdoba, na Argentina, cuja planta original foi adaptada por Manuel Ferreira Tunis com alguns pequenos acréscimos. A Igreja tem 47 metros de comprimento e 17 metros de largura, com 20 metros de altura e torre principal com altura de 54 metros. Sua capacidade é de 350 pessoas sentadas.
          Em seu interior há uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes em madeira, que é usada em procissões e coroações. Outra em gesso, com mais de um século, que fica na Gruta de Lourdes e outra que fica no altar-mor, que veio do Rio de Janeiro para marcar a elevação da Igreja à Basílica.(na foto acima de Clésio Moreira)
          A parte lateral da basílica com suas torres góticas são fascinantes, bem como a parte frontal que chama a atenção pelas sete imagens que são os pilares da parte superior, que sustenta a imagem de Nossa Senhora de Lourdes. São detalhes riquíssimos, feitos em cimento, cuja arte impressiona.
  Sua pedra fundamental foi lançada em 1916 e obra executada pelo construtor Antônio Gonçalves Gravatá. Em 25 de dezembro foi celebrada a primeira missa, com a obra ainda inacabada, antes mesmo de sua inauguração oficial, em 19 de março de 1923, ano em que foi elevada a categoria de Paróquia que é delimitação territorial
de uma diocese sobre a qual prevalece a jurisdição espiritual de um pároco, que no caso da Igreja de Lourdes, teve como seu primeiro pároco, o padre Sebastião Pujol.
          A palavra basílica vem do grego basileus que significa reis, sendo muito usada pelos Reis Persas para receber seus súditos. Quando eram muitos, eram recebidos em salas maiores, chamadas de basílicas ou salas do rei. Com o crescimento do Cristianismo a partir do século V, as pequenas capelas não eram suficientes para receber todos os fiéis e nas comunidades onde havia muitos cristãos, começaram a construir igrejas maiores, com o nome de basílicas. Hoje quem dá título de basílica é o Vaticano através de documento oficial assinado pelo Papa, sagração, coroação de imagem, etc. Além disso, é necessário que o local tenha valor histórico e arquitetônico, além de ser um grande centro de concentração religiosa. A Igreja de Lourdes preencheu todos esses requisitos e foi elevada a basílica em 1958 pelo Papa Pio XII, com sua imagem principal, que fica no altar-mor, sido consagrada nessa ocasião.
          A Basílica de Lourdes é tão fantástica que seus detalhes têm que ser vistos e contemplados bem de perto, a centímetro por centímetro.

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores