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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

15 distritos mineiros que vão fazer você se apaixonar - II

(Por Arnaldo Silva) Fizemos uma primeira matéria com 15 pacatos e charmosos distritos de Minas Gerais. Minas são tantas que fizemos mais outra, com a segunda parte de 15 encantadores distritos mineiros. Nosso Estado possui 1.712 distritos, sendo 853 cidades, que são as sedes municipais, mais 859 vilas, que são as sedes distritais. Não dá para postar 1712 distritos num matéria. Conheçam 15 apaixonantes e charmosos distritos mineiros.
01 - Água Limpa
As margens da MG-350, banhado pelas águas de um frondoso rio, entre os municípios de Delfim Moreira e Wenceslau Braz, no Sul de Minas, está Água Limpa, um charmoso e pitoresco bairro rural, pertencente ao município de Wenceslau Braz. (foto acima de Geraldo Gomes)A vida na pacata vila é bem tranquila, silêncio quebrado apenas pelo barulho das águas do Rio Santo Antônio, dos pássaros e de alguns carros que passam pela rodovia. Seus moradores vivem da agricultura e a vida social em Água Limpa gira em torno das festividades religiosas dedicadas ao Divino Espírito Santo e nas festividades juninas em homenagem a São João, São Pedro e Santo Antônio. 
02 – Garça
É um pequeno e pacato distrito de Bom Despacho, no Centro Oeste de Minas com pouco mais de 200 habitantes. Ruas de terra, uma tradicional venda, campinho de futebol, igreja, escola, casario com arquitetura do século passado, são o charme do local. A vida passa devagar, tudo na calmaria em meio ao som dos pássaros e latido dos cães. O povoado se agita quando há torneios de futebol e festas de Nossa Senhora do Rosário e Santos Reis. (foto acima de Arnaldo Silva)
03 – Morro Vermelho
 
Morro Vermelho é distrito de Caeté MG, cidade histórica mineira, distante 55 km de Belo Horizonte. (Foto acima do Lucas Vieira). O distrito é rico em belezas naturais, bem como história. Foi em Morro Vermelho que aconteceu a primeira guerra civil do país, a Guerra dos Emboabas. Seus moradores conhecem bem a história do lugar, através da tradição oral, passada de gerações para gerações. São histórias, tradições, hábitos peculiares, religiosas, folclóricas, bem como as receitas de nossa culinária, passadas por gerações como o queijãozinho caseiro, doces diversos e o artesanato, em especial a arte de bordar, o principal produto do artesanato local. São tradições preservadas e valorizadas pelos pouco mais de mil moradores do distrito. 
04 – Penha de França
Emoldurado pela Serra do Espinhaço, preservando arquitetura colonial, rico em belezas naturais, grutas, sítio arqueológico de campos de flores, pinturas rupestres, religiosidade está Penha de França, distrito de Itamarandiba no Vale do Jequitinhonha.(foto acima de Sérgio Mourão) Foi uma das primeiras povoações de Minas Gerais, com mais de 3 séculos de história. É um dos poucos povoados no Brasil que não tiveram sua origem nas bandeiras portuguesas. Foram alemães e franceses que fundaram Penha de França, atuando na exploração mineral. A vila foi ainda caminho das tropas que atravessavam o sertão mineiro e até hoje, o sertão de Penha de França é desbravado, agora por pesquisadores que vem de vários lugares do Brasil e do mundo para pesquisar a variedade de espécies vegetais endêmicas presentes na região. 
05 – Conceição do Ibitipoca
Conceição do Ibitipoca (na foto acima de Marlon Arantes) é um charmoso e pacato distrito de Lima Duarte na Zona da Mata Mineira. Ruas calmas, casario colonial, igreja histórica no centro da vila, ótima gastronomia como destaque para o Pão de Canela do Ibitipoca, cervejas artesanais  e excelentes, aconchegantes e charmosa pousadas. A vila tem origem no século 19, ainda guarda traços do Brasil Colônia, em suas ruas, casarões e igrejas. Foi elevado a distrito em 1891. É a porta de entrada para o Parque Estadual do Ibitipoca.
07 – Curimatai
Entre a Serra de Minas e a Serra do Cabral, está Curimataí (foto acima de Filipe Moura Rocha) é um distrito do município de Buenópolis MG, na Região Central de Minas. O nome é indígena, que traduzindo significa "rio dos curumatãs" um peixe de escamas e carne saborosa encontrado na região. São cerca de 2 mil moradores que vivem no charmoso, atraente e pacato distrito. Sua origem é antiga, foi fundado em 14 de julho de 1832 e ainda guarda relíquias e história desse tempo, além de suas belezas naturais, do Rio Curimataí, um dos maires afluentes do Rio das Velhas, várias cachoeiras e águas termais. Por Curimataí tem acesso a uma das portarias do Parque Nacional das Sempre Vivas
08 – São Gonçalo do Rio das Pedras
São Gonçalo do Rio das Pedras (na foto acima de Paulozaca) é um dos mais belos distritos de Serro, no Vale do Jequitinhonha, rodeado por belas paisagens, cachoeiras e beleza da Serra do Espinhaço. Lugar paradisíaco, com um casario colonial preservadíssimo. É tão pitoresco e tranquilo que lembra um presépio. O acesso é por estradas de terra, com várias opções de hospedagem na região, além de charmosos botecos. 
09 – Jacarandira
Jacarandira é um pacato, charmoso, aconchegante e atraente distrito de Resende Costa MG. O distrito (acima, na foto de Saulo Guglielmelli) tem sua origem no início do século XX e está localizado entre a Serra da Galga e a Serra do Segredo, a 40 km da sede. Tem como tradição e atrativos principais as festas dos Três Santos (Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora do Rosário e o padroeiro São Sebastião) e a Festa da Colheita do Milho, com desfiles de carros de bois e os frutos da terra colhidos pelas ruas da vila, além de outras atrações. Essas duas festas atraem visitantes de toda a região. Além disso, em Jacarandira tem ainda  como atrativos a Banda Lira São Sebastião, a Cachoeira de Jacarandira, a Fazenda Salva Terra, a Igrejas de São Sebastião e a Capela de Nossa Senhora do Rosário.
10 – Santo Hilário
Situada às margens do lago de Furnas, Santo Hilário (foto acima de Pedro Beraldo) é distrito de Pimenta, cidade turística. A beleza de suas paisagens, realçada pelas águas do Lago de Furnas, faz do distrito um ponto turístico obrigatório para quem visita a região. O acesso é feito por uma ponte, que é um dos cartões postais do Oeste Mineiro.
11 – Serra dos Gonçalves
Serra dos Gonçalves pertence ao município de Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas. Sua origem é de uma numerosa família, que foi crescendo com com a formação de novas famílias e transformando o local num pitoresco, charmoso e pacato povoado. (foto de Valéria Corrêa)
12 – Pocinhos do Rio Verde
Pocinhos do Rio Verde (na foto acima de Cícero Alvernaz) pertence a cidade de Caldas, no Sul de Minas. A economia é voltada para a agropecuária e para o turismo, já que em Pocinhos encontra fontes de águas minerais medicinais Rio Verde, São José e Samaritana, muito procuradas para quem busca cura para várias enfermidades como por exemplo, digestivas. Estão  concentradas num charmoso balneário, construído na década de 1940  e conta ainda com o Grande Hotel de Pocinho, um dos mais antigos em funcionamento na região, tendo construído no final do século XIX. É requintado, arquitetura atraente, luxuoso, muito confortável e com infraestrutura necessária para o conforto dos visitantes. No bucólico distrito, outro destaque é a  produção de doces caseiros e quitandas diversas e suas belas e montanhosas paisagens, com muitas cachoeiras em seu redor. 
13 - Ipaneminha
 Ipaneminha é um pacato distrito de Ipatinga, no Vale do Aço, uma das maiores e mais ricas cidades industrias de Minas Gerais  (foto acima de Elvira Nascimento) A charmosa vila conta com cerca de 800 moradores que vivem de pequenos comércios de produtos artesanais e atividades agropecuárias. 
O local foi parada de tropeiros no começo do século XX, se desenvolvendo a partir dessa época. Tem como destaque a Igreja de Vicente, construída em madeira em 1959, em estilo colonial, tendo sido tombada como patrimônio cultural de Ipatinga em 1996. Na charmosa Vila, acontece a Festa do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, onde os membros dos cortes realizam a Dança das fitas, uma dança folclórica portuguesa e espanhola,  introduzida no país pelos portugueses e acrescentadas às festas de Nossa Senhora do Rosário e Folia de Reis durante os tempos do Brasil Colônia. Consiste numa dança dos cortes em forma de ciranda, com um pau ou um cruzeiro de madeira fincado no chão, com fitas coloridas presas à ponta. Cada folião segura uma das fitas, e andam em círculos, entoando cânticos religiosos. As fitas vão sendo trançadas e na medida que vão encurtando, faz-se o movimento em contrário e assim por várias vezes. 
14 - Epaminondas Otoni
O antigo povoado da Colônia, hoje Epaminondas Otoni  (na foto acima Sérgio Mourão) é um charmoso e pacato distrito de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, reconhecido como distrito pela Lei nº 336 de 27/12/1948. Ruas calmas, povo simples, acolhedor e hospitaleiro, a pequena vila é um dos mais pitorescos distritos mineiros.
15 - Campo Redondo
Campo Redondo (foto enviada pelos José Paulo) é um dos mais antigos povoados do Sul de Minas, pertencendo a Itamonte MG. Inclusive é mais antigo que a própria sede. Sua história começa no século XVIII, com a chegada de mineradores, que usavam a região como escoamento do ouro, para isso, construíram algumas casas, dando origem ao povoado. Com o fim da mineração, as casas serviram para abrigos de tropeiros, contribuindo para o crescimento da vila. Campo Redondo é um lugar pitoresco, com um casario muito bem conservado, rodeado por montanhas e paisagens belíssimas, típica do Sul de Minas. Seus moradores vivem basicamente da agricultura, e pequenos comércios.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Conheça Santa Bárbara

(Por Arnaldo Silva) É uma das mais belas e mais preservadas cidades históricas de Minas Gerais. Distante 110 km de Belo Horizonte, bem no centro da Estrada Real, com acesso pela BR-381/262 e a MG-436, chega-se a Santa Bárbara, uma charmosa, aconchegante e atraente cidade com apenas 35 mil habitantes. Cidade privilegiada pela natureza, aos pés da imponente e majestosa Serra do Caraça, com um casario em estilo colonial do século XVIII e alguns com traços do etilo neoclássico do século XIX e eclético, do início do século XX (na foto abaixo de Thelmo Lins, traços do estilo Eclético na cidade, presente na Estação Ferroviária, inaugurada em 1911).
Foi uma das primeiras povoações de Minas, tendo sua origem no início do século XVIII, com a descoberta de pedras preciosas na região. Com a chegada da bandeira chefiada por Antônio Silva Bueno, este funda um arraial no dia 3 de dezembro de 1703, o arraial de Brumal, atual distrito de Santa Bárbara. No dia seguinte, 4 de dezembro de 1704, o mesmo bandeirante funda outro arraial, com o nome de Santo Antônio do Ribeirão de Santa Bárbara, povoado este que deu origem à cidade de Santa Bárbara. Nesta data, 4/12/1704, comemora-se oficialmente a fundação da cidade.
 Em 1713 tem início da construção da Matriz de Santo Antônio, considerada a mais bela igreja setecentista de Minas Gerais. Construída em estilo Barroco mineiro a igreja conta ainda com pinturas do Mestre Ataíde. (acima o interior da Matriz de Santo Antônio e abaixo a Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Fotos de Thelmo Lins)
Por sua localização privilegiada, no meio da Estrada Real, foi ponto de ligação e passagem da Corte, no Rio de Janeiro e o Caminho do Ouro e dos Diamantes, nas regiões Central e Norte de Minas. Elevada a Vila em 16 de março de 1839 e a cidade em 1858, adotando o nome de Santa Bárbara do Mato Dentro e  por fim, apenas Santa Bárbara, a partir de 1878, quando passou a ser sede da Comarca. (na foto abaixo de Thelmo Lins, a Matriz de Santo Antônio)
A economia de Santa Bárbara tem como base a extração mineral de ferro e ouro por grandes empresas sediadas na cidade. A agricultura é outra importante atividade econômica do município, com destaque para produção de mel, atividades agropecuárias e na silvicultura com a produção de carvão vegetal. O turismo é outro setor que movimenta a economia de Santa Bárbara, com foco no turismo ecológico, rural, para prática de esportes radicais, além do turismo cultural e histórico.
Santa Bárbara tem quatro distritos. O mais importante da cidade é Brumal, sendo ainda um dos mais importantes distritos para o patrimônio histórico mineiro, destacando sua igreja, de Santo Amaro (na foto acima de Elvira Nascimento), o chafariz e seu casario, em  estilo colonial. Brumal fica a 5 km da sede, por via asfaltada. Os outros três distritos são: Barra Feliz, com acesso pela MG-436, por 5 km de estrada asfaltada, Florália a 10 km de distância por estrada de terra e Conceição do Rio Acima, um pouco mais longe, 23 km de estrada de terra. Destaca na cidade como atrativo, André do Mato Dentro, um subdistrito bem pacato e atraente, muito movimento nos dias de Festa de São Geraldo e Santo Antônio, realizada sempre em outubro de cada ano com missas, procissões, barraquinhas, apresentação da Corporação Musical Santo Antônio e da Cavalhada Feminina, uma das mais importantes cavalhadas da região.
O turista que vêm à Santa Bárbara se encanta com a cidade, principalmente com sua Matriz e seu Centro Histórico, com seu casario preservado como o Hotel Quadrado (o casarão à esquerda da foto da Elvira Nascimento), o prédio da Prefeitura, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário do século XVIII – Tombada pelo IEPHA e Conselho Municipal, o Chalé Barroco, a Casa da Cultura, a Pharmácia Sant´Anna, hoje Museu do Judiciário Municipal, a antiga Cadeia Municipal, Capela da Arquiconfraria do Cordão de São Francisco, a Capela de Nosso Senhor do Bonfim, a Casa do Mel, o casarão Afonso Pena ou Casa Grande, a Estação Ferroviária, dentre outras construções e igrejas, igualmente charmosas e atraentes.
Belezas naturais circundam a cidade  como a Serra do Caraça (na foto acima de Vinícius Barnabé), a 24 km do município, localizado em Catas Altas. Um dos mais belos e atraentes destinos do Brasil, por sua história, religiosidade e belezas naturais impressionantes, em seus 1700 metros de altitude, que atraem amantes da natureza,  estudiosos que vão ao santuário para conhecer uma região singular, única no Brasil, com sua fauna e flora riquíssimas. Além disso, estar no Santuário do Caraça é estar em completo convívio com a natureza e história, podendo o visitante curtir suas cachoeiras, trilhas, picos ou mesmo, rezar na igreja do Santuário, construída em estilo neogótico, se hospedar na hospedaria do Caraça, apreciar a culinária típica da região, seus queijos e doces diversos, além de poder conhecer a biblioteca e o museu, que retrata o estilo de vida nos séculos XIX e XX. (foto abaixo de Thelmo Lins)
Durante o ano acontecem eventos nos distritos e povoados, bem como na cidade, como o Torneio Leiteiro, a Exposição Agropecuária, em julho, festividades religiosas e as comemorações do aniversário da cidade, em 4 de dezembro, com uma variada programação cultural.(foto abaixo de Thelmo Lins)
Santa Bárbara é uma cidade bonita, tranquila, com um povo bom, hospitaleiro, além de oferecer a seus visitantes uma ótima rede hoteleira, ótimos restaurantes com comidas caseiras e típicas, artesanato, produtos artesanais feitos nos quintais coloniais da cidade. É uma cidade ótima para se conhecer e visitar. 

Conheça a cidade de Pedra Azul

(Por Arnaldo Silva) A histórica cidade de Pedra Azul (na foto acima de Thelmo Lins) , com 24.324 habitantes, segundo senso do IBGE em 2019, é uma das mais importantes cidades do Vale do Jequitinhonha e de Minas. Faz divisa com Medina, Almenara, Jequitinhonha, Divisa Alegre, Águas Vermelhas, Cachoeira do Pajeú e Divisópolis. Está a 720 km distante de Belo Horizonte. 
     Conhecida como a princesinha do Sertão, Pedra Azul teve sua origem no século XIX, com a criação de um pequeno povoado, denominado Fortaleza. Em 1911 foi elevado à vila, pertencente a Salinas, sendo emancipada em 1925, com o nome de Fortaleza. Por existir uma lei à época que proibia cidades com nomes idênticos, Fortaleza teve que mudar o nome porque antes já existia, Fortaleza, a capital do Ceará. Nelson de Faria, imortal da Academia Mineira de Letras sugeriu o nome Pedra Azul. Na década de 1920, águas-marinhas começaram a ser encontradas no município. As pedras preciosas tinham a cor azul (na foto acima, Pedra Dom Pedro, sem autoria identificada). Por isso a sugestão, Pedra Azul, sendo aprovado o nome pela população em plebiscito em 1943, quando Fortaleza, passou a se chamar oficialmente Pedra Azul. 
     O patrimônio histórico de Pedra Azul é valioso e diferente das demais cidades históricas mineiras, de arquitetura colonial e barroca. A arquitetura de Pedra Azul foi formada no início do século XX, caracterizada como eclética. A expressão eclética é referente ao estilo adotado pelos arquitetos do fim do século XIX para o início do século XX. Seria a mistura de traços arquitetônicos do passado com estilos modernos, do século 20. Essa mistura de estilos deu a Pedra Azul, casarões com arquitetura magnífica, que chama a atenção pela riqueza nos detalhes. 
     A cultura pedra-azulense vai além dos traços arquitetônicos do século 20 (na foto acima de Andréa Lima). Andando pela cidade, podemos ver o requinte dos casarões e seus mobiliários de época bem preservados, bem como casinhas mais simples, quase todas com fogão a lenha. Logo pela manhã, é possível ver a fumaça dos fogões saindo pelas chaminés. Tem café, tem broa, tem biscoito, tem a comida mineira e outras típicas do Vale do Jequitinhonha, saindo dos fogões. 
     Em termos de culinária, a gastronomia de Pedra Azul é tão rica quanto seu patrimônio histórico. O mel, o requeijão, a manteiga caipira, o queijo cabacinha (na foto acima de Sila Moura), o óleo de pequi, as farinhas de mandioca, beiju, tapioca, o biscoito espremido, o mingau de milho, doces de frutas, pimentas e outros produtos são famosos na região. Destaque também para a produção de cachaça, considerada uma das melhores do Brasil.
     O povo de Pedra Azul é bem simples e humilde, com as características cativantes de todo povo mineiro. Orgulham-se de sua cidade, de serem do Vale e de suas manifestações culturais, entre elas o Boi de Janeiro ou Maria Tereza (na foto acima de Thelmo Lins), manifestação cultural que acontece nos primeiros dias de janeiro. Nesse festejo, os moradores montam uma enorme boneca chamada de Maria Tereza e um enorme boi e saem pelas ruas da cidade cantando e tocando músicas regionais, com tambores e flautas. O povo segue o boi (na foto abaixo de Thelmo Lins) e a Maria Tereza até a Praça do Vandaral. É um dos mais importantes espetáculos da cultura popular mineira. 
     Em junho o destaque na cidade são os festejos juninos. Uma tradição fortíssima não só em Pedra Azul, mas em todo o Vale do Jequitinhonha. 
     Todos os anos acontece na região o Festivale, cada ano em uma cidade diferente, com apresentações de grupos folclóricos, feira de artesanato, festivais de música e shows com artistas locais. O talento do povo do Vale é revelado durante o Festivale. 
     Pedra Azul (foto ao lado de Andréa Lima), como todo o Vale do Jequitinhonha, se destaca na arte. Artesãos, artistas plásticos, filhos ilustres e grandes artistas como Murilo Antunes, Saulo Laranjeiras e Paulinho Pedra Azul, se destacam no cenário nacional.
     Acontece ainda na cidade eventos esportivos como corrida de Mountaim Bike e eventos agropecuários no Parque de Exposições Getúlio Vargas. 
     Em termos de turismo, o município é um dos destaques em Minas Gerais, não apenas pelo seu conjunto arquitetônico, tombado em sua totalidade, mas pelas espetaculares formações rochosas (na foto acima de Thelmo Lins) como a Pedra Cabeça Torta, mesmo distante 10 km da cidade, pode ser vista já que é o ponto mais alto do município.
     A Pedra da Conceição oferece uma ampla vista do entorno. Uma escadaria com 523 degraus foi construída para facilitar a subida até o topo (foto acima de Thelmo Lins). A Pedra da Montanha é outro atrativo, já que permite uma ampla vista da cidade e até de outras em redor. Tem ainda as, Pedra da Rocinha e Toca dos Caboclos com acesso mais fácil e com o privilégio de poder apreciar pinturas rupestres. 
     Pedra Azul de espera para uma visita. Venha conhecer!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

As cidades da Região Noroeste de Minas

(Por Arnaldo Silva) A Região Noroeste de Minas Gerais começou a ser povoada no final do século XVII, com a chegada de bandeirantes e fazendeiros à região. Hoje é formada por 19 municípios, sendo a região menos populosa do Estado, mas com grande extensão territorial, ocupando uma área de 62.381 km². É uma região desenvolvida, com grande presença industrial e grande número de atrativos naturais e arquitetônicos, além de ser uma das principais regiões agrícolas do país, se destacando na produção de mandioca, milho, gado e feijão, sendo o município de Unaí, o maior produtor de feijão do Brasil. A região começou a ser povoado no final do século XVII.
          A região conta com belíssimas paisagens, com córregos e rios afluentes do Rio São Francisco, como os rios Paracatu, Urucuia e Pardo, além de impressionantes cachoeiras e cidades charmosas e atraentes, como Paracatu, (na foto acima do Thelmo Lins) distante 200 km de Brasília e 483 km de Belo Horizonte, com cerca de 95 mil habitantes. A cidade surgiu no início do século XVIII com a formação de um povoado, elevado a freguesia e a Vila em 20 de outubro de 1798, data em que o município comemora sua fundação oficial.   
          É uma cidade histórica, que guarda relíquias arquitetônicas dos tempos do Brasil Colônia, presentes em suas igrejas, casarões (foto acima de Vicente Oliveira), chafarizes e em sua história, ao longo dos séculos de sua fundação, com seu Centro Histórico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Hoje a cidade é uma mistura da arquitetura antiga, com a moderna e com valorização e preservação de suas origens, arquitetônicas, culturais, gastronômicas e religiosas com grande fluxo de turistas que visitam a cidade, principalmente nos períodos de festas tradicionais como Carnaval; a Encenação da Semana Santa; a Hallel; a Feira da Cachaça; a ExpoParacatu; as comemoração do Aniversário da cidade e as festas de fim de ano.
           Paracatu é uma cidade desenvolvida, polo educacional, sediando uma das unidades do Instituto Federal do Triângulo Mineiro, do SENAI, tendo ainda um ótimo nível educacional no ensino fundamental e médio. (na foto acima do Eduardo Afonso, um dos imponentes casarões coloniais da cidade)
          A cidade se destaca também na agropecuária, além de contar com várias universidades, uma ótima rede hoteleira, bons restaurantes, bares, pizzarias agradáveis, uma variada rede de prestação de serviços e comércio variado. (foto abaixo do Thelmo Lins, o antigo chafariz, um dos mais importantes pontos turístico de Paracatu)
          O município tem ainda a agricultura, bastante forte no município e a pecuária leiteira e de corte, com alguns produtores comercializando e produzindo selas, botinas e calçados feitos com couro. Outros produtores se dedicam a fabricação de doces de leite e de frutas, na produção de cachaças, além da cidade ter um rico artesanato, como os bordados e o artesanato em pedras preciosas. Outro segmento importante em Paracatu é a mineração, estando instalada na cidade a Gold Corporation, empresa canadense que explora ouro no município. 
          Um dos destaques da região é a cidade de Unaí, grande produtora de grãos, principalmente feijão, está distante 590 km de Belo Horizonte e tem cerca de 85 mil habitantes. (Na foto acima de Raul Moura) 
          A cidade possui um prestação de serviços e comércio variados, pequenas e médias indústrias, além de ser um dos maiores produtores de grãos do Brasil, se destacando a produção de soja, arroz, sorgo, trigo, milho e feijão, contando ainda com produção de hortaliças, frutas e várias granjas, além da pecuária leiteira e de corte.
          Unai conta com uma ótima estrutura urbana, com bons hotéis, pousadas, restaurantes, ótimos bares, choperias, pizzarias, realizando ainda eventos sociais e religiosos durante o ano. Na área rural, o destaque é para o turismo ecológico, possuindo vários atrativos naturais, como as cachoeiras do Rosário, do Zico Esteves, do Bebedouro, de São Miguel, da Jiboia, na divisa de Uruana de Minas (na foto acima do Gilberto Valadares), além das grutas do Curral, do Gentio, do Bart Cave, da Moeda, do Tamboril, da Ritinha, do Mamoeira, além das lapas do Sapezal, da Foice, da Pedra do Canto e Trilha do Zé Pauzinho. São lugares ótimos para contato com a natureza e prática de esportes radicais.  
          Outro destaque no Noroeste Mineiro é a bela cidade de Presidente Olegário (na foto acima do Sérgio Mourão), distante a 433 km de Belo Horizonte. O município tem aproximadamente 22 mil habitantes, tendo ainda os distritos de Galena, Santiago de Minas e Ponte Firme, além de um povo bom e hospitaleiro, conta com um comércio variado, bons restaurantes com comidas típicas da região, artesanato local e produção artesanal de doces e queijos.
          As festas religiosas estão presentes na tradição da cidade como a Folia de Reis, a Festa de São Sebastião e de Nossa Senhora da Abadia, que acontece no povoado de Andréquicé.  Seu relevo é formado por imensos chapadões, encontrando-se em seu território, centenas de cavernas calcárias e também ocorrência de arenito. Na agricultura, Presidente Olegário, se destaca na agropecuária e principalmente na produção de grãos, sendo uma das maiores produtoras de grãos do Brasil.  
O Noroeste de de Minas presenteia o Estado com uma das mais belas cidades mineiras, com várias cachoeiras simplesmente impactantes, além da beleza do Rio Urucuia, de suas veredas e chapadões. Essa cidade é Buritis, cujo nome é ligado ao coco buritis (foto acima de Paulo Ryan/enviada por Gilberto Valadares) cidade com cerca de 25 mil moradores, conhecida como a "cidade das belas paisagens". Buritis é uma cidade charmosa e muito atraente, tendo como destaque, as cachoeiras da Barriguda, dos Mangues, do Confins, do Passa Três, do Retiro, além, do Rio Urucuia e várias trilhas pelo município. (na foto abaixo do Gilberto Valadares, a veredinha e o buriti, que deu nome à cidade)
          Em sua área urbana, se destaca a Praça Dom Elizeu, com um centenário pé de Jatobá, a Igreja de Nossa Senhora da Pena com destaque para as folias de Reis, a Festa do Carro de Boi e a Festa de Setembro, que acontece todos os anos na cidade, desde 1805, em dedicação à Nossa Senhora da Pena, padroeira da cidade.
          Distante 543 km de Belo Horizonte e com pouco mais de 4 mil habitantes, está acidade de Dom Bosco (na foto acima do Maurício Soares). A cidade é charmosa, aconchegante e pacata, com um povo muito hospitaleiro e bem jovem. Foi fundada em 21 de dezembro de 1995.
          Arinos é outro município de destaque na região e em Minas Gerais. Distante 727 km de Belo Horizonte, o município conta com cerca de 20 mil habitantes. Seu nome tem origem no maior expoente da influente família Melo Franco, o jornalista, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras e jurista brasileiro, Afonso Arinos de Melo Franco (Paracatu, 1º de maio de 1868 - Barcelona - 19 de fevereiro de 1916), tendo adotado o nome de Arinos, em sua homenagem, quando de sua criação em 1º de março de 1963. Destaca no município o Parque Nacional Grande Sertão Veredas (na foto acima do Thelmo Lins), preservando a mais brasileira das palmeiras, os buritis, descrita no livro o Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. Além do Parque, em Arinos encontra-se várias cachoeiras, como Boi Preto, da Ilha do Rio Claro, do São Miguel e do Bebedouro. Além da Cachoeira da Jiboia, na vizinha Uruana de Minas.
          A culinária da cidade é um destaque à parte pela riqueza e cores e sabores do cerrado mineiro, além dos pratos típicos da cozinha mineira. São vários pratos que aguçam o apetite, como  a carne de sol, pão de queijo, quiabo com angu, paçoca, feijão tropeiro, beiju, rapadura, panelada, picado de arroz, dourado assado, pratos com o surubim, peixe muito comum nos rios da região e claro, as deliciosas frutas do Cerrado mineiro como como tamarindo, umbu, pinha, o araticum, coquinho, cagaita, maxixe, buriti, jenipapo, banana-caturra, dentre outras frutas, utilizados na fabricação artesanal de sucos, licores e doces, além claro, dos pratos feitos com o ouro do Cerrado, o pequi, que origina pratos diversos como o arroz com pequi, a farofa, pequi com carne de sol, com mandioca ou mesmo cozido com sal ou açúcar, além de sucos e licores que são feitos com o fruto. 
          Outra cidade de destaque no Noroeste de Minas é João Pinheiro, a 380 km de Belo Horizonte. Com cerca de 50 mil habitantes, o município surgiu no século XIX, com a formação de um pequeno arraial, mais tarde elevado a freguesia e a vila, tendo sido fundado em agosto de 1911, sendo instalado em 10 de setembro, data do aniversário da cidade. 
          É atualmente o maior município em extensão territorial de Minas Gerais, com área total de 10.716,960 km². Sua sua economia se baseia na prestação de serviços, comércio variado, indústrias de confecção, atividades agroflorestal e sucroalcooleiro, além de ser destaque no agronegócio na região. 
          Em João Pinheiro, um atraente e charmoso casario, em estilo colonial, eclético e contemporâneo, chama a atenção pelo zelo de seus moradores. Durante o ano, a cidade promove eventos que atraem visitantes à cidade, como seu carnaval, Festa do Peão de Boiadeiro, em abril, a festa de Nossa Senhora de Sant´Ana, padroeira da cidade, realizada em 26 de julho, a festa de comemoração do aniversário da cidade em setembro, além dos tradicionais festejos de fim de ano
          Vazante é outra charmosa cidade do Noroeste Mineiro. Foi fundada em 12 de dezembro de 1953. Está a 520 km de Belo Horizonte e conta atualmente com cerca de 21 mil moradores. Seu nome tem origem nas cheias dos rios da região, que transbordavam. Um dos grandes destaques na economia do município é a extração mineral de zinco e ainda de calcário, já que é no município que está uma maiores reservas de calcário da região. Além da mineração, na cidade existe pequenas indústrias de confecção de roupas, granjas, beneficiamento de calcário, produção de carvão vegetal, produção de queijos e leite, no cultivo de arroz, milho, feijão e soja e pecuária de corte. 
           É em Vazante que está a Gruta da Lapa Nova, uma das maiores do Brasil, com 4.550 metros de extensão, com grande quantidade de cavernas. Já no perímetro urbano, a cidade se destaca pelo charme de seu casario e cuidado de seus moradores para com sua cidade, bem como por sua religiosidade. Durante os dias de sua principal festa, em louvor à Nossa Senhora da Lapa, em 1, 2 e 3 de maio, a cidade mais que dobra de tamanho, chegando a 50 mil pessoas. Tem ainda a Exposição Agropecuária, a Festa do Carro de Boi em julho, as festividade de aniversário da cidade e de fim de ano. 
          Além de Paracatu, Unaí, Presidente Olegário, Dom Bosco, Buritis, Arinos, João Pinheiro e Vazante, citadas acima, fazem parte da Região Noroeste de Minas as cidades de  Brasilândia de Minas, Guarda-Mor, Lagamar, Lagoa Grande, São Gonçalo do Abaeté, Varjão de Minas, Bonfinópolis de Minas, Cabeceira Grande, Formoso, Natalândia e Uruana de Minas.

Resende Costa: a cidade do artesanato em tecido

(Por Arnaldo Silva) O artesanato mineiro é destaque no cenário mundial, mas em Resende Costa MG, na Região do Campo das Vertentes, cidade, com aproximadamente 15 mil habitantes, o artesanato é vocação e tradição passada de geração a geração e presente em todos os cantos da cidade, principalmente o artesanato em tecido, sendo a principal fonte de renda e emprego da cidade. (foto acima de Deivdson Costa/@deividsoncosta) 
O município faz divisa com São Tiago, Ritápolis, Lagoa Dourada, Entre Rios de Minas, Desterro de Entre Rios, Oliveira, Passa Tempo, Coronel Xavier Chaves e está a 194 km de Belo Horizonte. (foto acima e abaixo de André Saliya)
          O artesanato feito com tear mecânico é a principal atividade econômica do município, fortalecendo a economia e fomentando o turismo no município.  O artesanato de Resende Costa está presente na vida de quase todas famílias do município, quer tecendo verdadeiras obras artesanais, quer preparando a matéria prima para os diversos produtos. Não tem com falar de Resende Costa hoje, sem mencionar o artesanato. 
          A cidade é conhecida nacionalmente, como "a cidade do artesanato". O turista, que vem à cidade,se depara com uma infinidade de lojas espalhadas pela cidade. Boa parte dessas lojas estão concentradas na Avenida Alfredo Penido. (foto acima de Marcelo Melo e abaixo de André Saliya)
          Mesmo com maquinários modernos, a tradição do tear que remete ao século 18, é preservada por diversas famílias até hoje na cidade.  Além do artesanato têxtil, em Resende Costa é produzido colchas e ainda tapetes feitos com as sobras das malhas das indústrias.
          A cidade foi erguida sobre uma rocha, o que dá uma visão panorâmica de todo o seu entorno, um dos atrativos para quem visita Resende Costa. 

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