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domingo, 28 de abril de 2019

A Matriz de Nossa Senhora da Conceição no Serro

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é a principal igreja da cidade do Serro, Minas Gerais. Tombada pelo IPHAN, é uma das maiores igrejas barrocas do estado, possuindo as torres em madeira mais altas entre as igrejas coloniais mineiras. Saint-Hilaire a descreveu como "uma das mais belas e grandes que ele vira em toda a Província de Minas". Foi possivelmente neste templo que o Maestro Lobo de Mesquita ensaiou seus primeiros acordes musicais. (foto abaixo de Thelmo Lins)
História
A primeira matriz da cidade era uma simples capela de palha, dedicada a Santo Antônio. Há notícias de uma segunda, entre os anos de 1725 e 1737, precedida de adro e no mesmo local da atual. A construção hoje existente, templo da arte e da fé, é fruto da evolução deste segundo edifício, sendo considerada por alguns a terceira matriz do Serro. Da sua construção se tem notícias a partir de 1776, sendo terminada em fins do século XVIII, no tempo do Ouvidor Domingos Manuel Marques Soares. Recebeu várias reformas durante o século XIX, sendo a mais importante datada de 1872 a 1877.
Características
Tem três particularidades, que são uma constante no Vale do Jequitinhonha: os óculos de formatos caprichosos, as torres com estrutura de madeira, destacadas em relação ao corpo da igreja, e a insinuação de paredes curvas nos anexos laterais da nave. Estes anexos funcionavam como sacristias, salas de reunião ou depósitos. O altar-mor (na foto acima de Thelmo Lins) apresenta excelente talha rococó, de autoria do entalhador Bartolomeu Pereira Diniz. O livro de despesas da Irmandade do Santíssimo registra também os pagamentos feitos ao mestre torneiro Joaquim Gonçalves de Aguiar, “por tornear as colunas para o retábulo”, aos entalhadores Bento André Pires e Francisco Pereira Diniz (Chico entalhador) e ao pintor e dourador Manuel Fernandes Leão. Na sacristia, um belo móvel de jacarandá, com enormes gavetas e armários laterais.
A pintura do forro da nave (foto acima de Thelmo Lins), uma Nossa Senhora cercada de nuvens, anjos e ornatos, datada de 1828, é atribuída a Manuel Antônio Fonseca, pintor de destaque na região. Pendendo do teto da capela-mor, um grandioso lustre. A fachada, restaurada em meados do século XIX, com a construção de alicerces em pedra, é de grande simplicidade, mas de medidas gigantescas. 
A igreja é cercada por uma interessante paisagem urbana (na foto acima de Thelmo Lins), composta de escadarias, uma majestosa muralha de pedra sabão, ladeiras laterais e gramados sobre belas ondulações do terreno. É sede da Irmandade do Santíssimo. As irmandades que não tinham igrejas próprias mantinham, nesta matriz, altares dedicados aos seus santos protetores. Lá os fiéis serranos celebram anualmente a festa da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição. (fonte: Wikipédia)

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Um paraíso chamado Carrancas

(Por Arnaldo Silva) O povoamento de Carrancas, cidade com cerca de cinco mil habitantes, na região do Campo das Vertentes, começou no século 18, com a chegada de bandeirantes, em busca de ouro. (foto acima de autoria de Gilson Nogueira) Próximo a um ponto de mineração, os bandeirantes notaram a semelhança de duas pedras com a fisionomia humana, dai deram o nome ao local de Carrancas, prevalecendo este o nome da cidade. 
Desse tempo até os dias de hoje, o município preserva suas tradições culturais e gastronômicas. Possui um artesanato riquíssimo em história e qualidade (foto acima de Gilson Nogueira), além de atividades religiosas como o Congado e Folia de Reis mantidas em suas tradições originais. A arquitetura da cidade é marcante e os detalhes arquitetônicos antigos preservados em suas casas, casarões e fazendas. (foto abaixo de Gilson Nogueira)
O município é dotado de belezas naturais espetaculares e abriga o mais completo complexo de águas do Estado. São águas cristalinas, que formam várias cachoeiras com paisagens dignas dos mais belos paraísos do mundo. Vale ressaltar que os complexos de águas de Carrancas são únicos em Minas Gerais. Não é por menos que a cidade é conhecida como a cidade das serras e das cachoeiras. Tantas belezas chamam a atenção de turistas do Brasil inteiro, adeptos do ecoturismo e de emissoras de TV, principalmente a Rede Globo, que tem em Carrancas, cenário natural para suas produções como exemplos: Alma Gêmea (2004), Paraíso (2009), Amor Eterno Amor (2012), Império (2014), Orgulho e Paixão (2018), Espelho da Vida (2018). (foto abaixo de Marselha Rufino)
Por toda a extensão do município brotam águas cristalinas de nascentes, que formam riachos e alimentam grandes rios, como o Rio Capivari, que nasce nas serras do município. Para quem busca um contato pleno com a natureza, Carrancas é o seu destino. A terra das cachoeiras possui mais de 30 atrações mapeadas, com mais de 60 atrativos naturais entre grutas, cachoeiras, poços e serras com trilhas para acesso a pé, 4x4 ou de bike. Algumas de fácil acesso, outras requerem bom preparo físico para chegar. Em alguns trechos pode se fazer rapel e escalada. 
Pelas belezas de suas águas e paisagens, Carrancas atrai a cada dia, famílias e amantes da natureza e práticas esportivas naturais que procuram principalmente as cachoeiras do Complexo da Fumaça (na foto acima de Gilson Nogueira), Complexo da Toca, Complexo da Vargem Grande, Complexo da Zilda, os poços do Coração e das Esmeraldas (na foto abaixo de PauloZaca) e as cachoeiras do Luciano, Véu de Noiva e da Serrinha. 
Atrativos da cidade
Igreja de Nossa Senhora da Conceição 
A matriz da cidade foi construída no século 18 com quartzito, rocha comum na região. As torres da igreja chamam a atenção. (foto acima  de Gilson Nogueira) Geralmente as torres frontais das igrejas são idênticas. De Carrancas não, são diferentes uma da outra. 
No interior da igreja há obras de grande valor cultural e patrimonial atribuídas a Joaquim José da Natividade, discípulo do Mestre Aleijadinho. O interior da igreja é belíssimo, com altar com detalhes em ouro e móveis em madeira. (foto acima de Gilson Nogueira)
Outro destaque religioso em Carrancas é uma singela capela branca, com janelas azuis dedicadas à Nossa Senhora da Conceição do Porto do Saco. (na foto acima de Gilson Nogueira) Uma relíquia do século 18, que fica no distrito de Porto do Saco. Por seu valor histórico para a cidade e Minas Gerais, foi tombada pelo Iepha/MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais). 
Em toda a extensão do município de Carrancas, encontramos fazendas, algumas delas, do tempo dos bandeirantes. Algumas ainda estão em atividade produtiva, outras viraram hotéis fazendas. Entre as mais tradicionais estão às fazendas Grão Mogol, Cachoeira, Bananal, Serra das Bicas (na foto acima de Gilson Nogueira), Pitangueiras, Retiro de Baixo e a Fazenda do Saco. 
Carrancas tinha linha férrea
Trem de passageiros e de cargas passaram por esses trilhos. Hoje não tem mais trem transportando passageiros. O que restou dessa lembrança do passado, a Estação de Trens, é hoje um importante ponto turístico e histórico da cidade. (foto acima de Jerez Costa)
Carrancas (foto acima de Gilson Nogueira) faz divisa com os municípios de Itutinga, São Vicente de Minas, Minduri, Cruzília, Luminárias, Nazareno e São João del Rei MG. A distância de Belo Horizonte para Carrancas é de 300 km, via BR 381. 

A tradição vinícola de Catas Altas: da uva à jabuticaba

(Por Arnaldo Silva) Catas Altas é um pequeno e pacato município mineiro, com apenas 5316 habitantes, aos pés da impressionante Serra do Caraça. Distante 121 km de Belo Horizonte, o centro da cidade é um dos mais belos patrimônios históricos de Minas, com um casario arquitetura do tempo do Brasil Colônia. É uma das mais importantes cidades históricas mineiras e uma das mais belas também. (foto acima de Leandro Leal)
É uma das cidades mais visitadas de Minas por estar em seu território o Santuário do Caraça, pelas belezas naturais e pelo frio, característico da região e por sua rica história datada do período colonial. As atividades culturais, turísticas e gastronômicas que a cidade proporciona são organizados com a participação popular, dos que fazem a cultura, a gastronomia e o turismo na cidade.
O Festival Saborear que geralmente acontece em janeiro. (foto acima: Ascom/Prefeitura) 
O Serra do Caraça Bier Fest (na foto acima Prefeitura de Catas Altas/Divulgação), que é o famoso festival das cervejas artesanais, que acontece no feriado de 21 de abril, reunindo as principais cervejas artesanais, puro malte de Minas Gerais. 
A Festa do Vinho
E a festa mais famosa, a Festa do Vinho, que acontece em maio de cada ano, faz parte do calendário de eventos do Estado de Minas Gerais. Acontece anualmente sempre no mês de maio, geralmente no terceiro fim de semana desse mês. 
Informações e detalhes da programação da festa podem ser obtidas pelo telefone (31) 3832-7585 ou pelo e-mail:culturaeturismo@catasaltas.mg.gov.br (foto acima e abaixo Ascom/Prefeitura)
A Festa do Vinho tem como objetivo unir os produtores da cidade e região, mostrando o principal produto local, que é o vinho branco e tinto de jabuticaba, bem como, mostra de pratos especiais, que harmonizam com os vinhos. O evento dura 3 dias, de sexta a domingo e tem como objetivo mostrar a cultura, a música, a culinária e claro, promover a degustação de vinhos locais, considerados de ótima qualidade, tanto o tradicional vinho de uvas, como o de jabuticaba. São 120 anos de tradição na produção de vinhos finos, em Catas Altas. 
O Começo
A produção vinícola de Catas Altas não é recente, é uma das mais antigas do Brasil. (foto acima: Ascom/Prefeitura) 
Começou no no século XIX, com a decadência da exploração do ouro na região. Os grandes proprietários de terras e comerciantes tinham que criar outra atividade de subsistência, com o fim da exploração mineral. Percebendo a decadência financeira dos moradores da região que compunha Santa Bárbara, Barão de Cocais, Catas Altas, até então distrito de Santa Bárbara e a qualidade das terras e clima propício, o Monsenhor Manuel Mendes introduziu o cultivo de uvas na região, ensinando o cultivo e a produção de vinho. 
A partir de então, os comerciantes e proprietários de terras, começaram a investir na produção de vinhos, plantando videiras e produzindo cada vez mais vinhos diversos. A qualidade chegou a ser comparada ao tradicional Vinho do Porto. 
A fama da qualidade do vinho de Catas Altas chegou ao Rio de Janeiro. Em fevereiro de  1889, já no fim do Império no Brasil, o Jornal do Comércio publicou uma reportagem sobre produções de vinhos nacionais e em um trecho cita as qualidades da bebida catas-altense: “há um vinho de jabuticaba, de Catas Altas, de um gosto singular”. A matéria cita sobre a produção de vinhos no Brasil, dando destaque a produção vinícola da província de Minas Gerais. 
Em 1949 o senhor Anastácio de Souza, percebendo a grande quantidade de jabuticabas nativas da região, resolveu inovar. As jabuticabas eram usadas na fabricação de geleias e licores apenas, mas "Seu" Anastácio resolveu inovar. Ao invés de usar uvas, na fabricação do vinho, experimentou jabuticabas.  A iniciativa deu certo, a bebida começou a cair no gosto do povo do arraial e redondezas e hoje a maioria das adegas de Catas Altas, são de vinho de jabuticaba, branco, meio seco, seco e tinto. Em relação ao vinho de uva, que corresponde hoje  a pouco mais de 10% da produção vinícola de Catas Altas, a diferença está no paladar, aroma e cor,embora a técnica de produção seja semelhante à do vinho de jabuticaba.
A festa
A festa acontece na Praça da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, (foto Ascom/Prefeitura) uma linda igreja histórica mineira. Em torno da praça são montadas barracas e o turista tem acesso a diversos tipos de vinhos, de uva e de jabuticaba, seco, tinto e suave, a preços acessíveis. 
(na foto acima, apresentação do Grupo Paulista Demônios da Garoa na Festa do Vinho. Artistas consagrados como Osvaldo Montenegro, Elba Ramalhos e outros já estiverem presentes na festa, fazendo shows. Foto Ascom/Prefeitura)
A noite acontece apresentações musicais para alegrar a noite dos visitantes com bandas locais e consagradas. 
Durante o evento acontece eleição da rainha e princesa do vinho. Tem também a gastronomia típica de Minas e oficinas de culinária, durante o evento.(na foto acima. Arquivo Prefeitura)
Onde encontrar o Vinho de Catas Altas?
Dona Luzia 
Endereço: Rua São Miguel - Centro - Catas Altas (Em frente ao Escritório do Entre Serras). Telefone: (31) 9 98604-7281
(foto ao lado da Matriz de N. S. da Conceição por Marley Mello)
Feirinha Sabores do Morro
Realizada no centro histórico do Morro da Água Quente - ao lado da Capela do Bonfim. Catas Altas. Telefone: (31) 9 8421-6947
É realizada todo 2º domingo do mês com Música ao vivo e vendas de quitandas, doces, vinhos, licores e artesanatos produzidos na cidade.
Catas Altas Adegas de Vinho 
Praça da Matriz de Catas Altas. Telefone: (31) 9 8672-8415
Roteiro de visita adegas de vinho de jabuticaba, através da associação.
Como ir até Catas Altas
De carro: Pela BR-381 em direção à Vitória. Entrar a direita na MG 436 sentido Barão de Cocais. Passar o trevo de Barão de Cocais, após 9 km você estará em Santa Bárbara. Por mais 12 km na MG 129 chegará a Catas Altas. (foto ao lado de Marley Mello)
De ônibus: Viação Pássaro Verde que sai da rodoviária de BH até Santa Bárbara (em vários horários) ou até Catas Altas:
BH – Catas Altas: de segunda a sábado – às 17:15
Catas altas – BH – de segunda a domingo – às 7:30
De trem: Uma ótima opção é ir de trem. O trem Vitória Minas sai todos os dias da Praça da Estação em Belo Horizonte às 7:30 hs. Você pode descer na Estação de Barão de Cocais e de lá seguir até Catas Altas de táxi. Se quiser aproveitar mais, você pode conhecer a cidade de Barão de Cocais que é linda e pegar um ônibus até Santa Bárbara, outra cidade histórica maravilhosa. De Santa Bárbara você pode pegar um ônibus para Catas Altas.
Onde comprar?
La Violla Brasserie 
Praça Monsenhor Mendes. Centro, Catas Altas 31 8720-8730
Rancho Do Pote 
Rua Direita 804 | Traviu, Catas Altas
Restaurante Ora Pro Nobis 
Rua do Campo, 79, Catas Altas, 31 3832-7667
Histórias Taberna 
R. Mns. Barros, 230 | Centro, Catas Altas, 31 3832-7615
Onde ficar?

A região tem boas pousadas e hotéis que te agradarão. Veja:
Pousada Solar dos Guarás
R. Pe. Emílio da Veiga, 54|Centro, Catas Altas (31) 3832-7102
Pousada Vivendas Da Serra
R. Azaléia, 115 | Vista Alegre, Catas Altas (31) 3832-7327
Pousada Catas Das Gerais
R. Mons. Barros, 260 | Centro, Catas Altas (31) 3832-7292
Pra quem gosta de acampar, entre Catas Altas e Morro da Água Quente tem um camping. Quem se interessar, pode ligar (31) 8731-5538 / 8475-5995/ 8731-5536/ 8761-3262 

quarta-feira, 24 de abril de 2019

O Chafariz do Alto da Cruz em Ouro Preto

Um dos marcos da história de Ouro Preto, o Chafariz do Alto da Cruz, que fica na Rua Resende, próximo a Igreja de Santa Efigênia, teve sua construção concluída em 1758.
Segundo texto publicado pela Fundação João Pinheiro - Plano de Conservação e Valorização de Ouro Preto e Mariana o Chafariz do Alto da Cruz "Trata-se de um chafariz parietal, cujo frontispício é extremado por duas pilastras de cantaria sem ordem, ligadas por uma verga em linha reta, da qual saem dois arcos. Do centro desta verga, parte uma pilastra que recebe superiormente uma figura. Todos estes detalhes são de cantaria. Na fachada, há um quadro de cantaria com três carrancas ligadas por linhas retas, fazendo ângulos. Em baixo, o poial de pedra, é formado por três assentos para receber os barris." 
A obra teve os trabalhos artísticos de Manuel Francisco Lisboa, pai do Mestre Aleijadinho. Pelos traços e características, acredita-se que o busto feminino em pedra-sabão que ornamenta a obra seja atribuído ao Aleijadinho, que nessa época tinha apenas 19 anos. É considerado o primeiro trabalho do Metre do Barroco Mineiro. 
O Chafariz do Alto da Cruz passou por sua primeira restauração no século XIX, entre os anos de 1853 e 1855. No século XX, entre os anos de 1935 e 1936, aconteceu nova restauração e foi colocado no chafariz tanque de cantaria do Itacolomi para cavalos. Em 1959, três carrancas forma acrescentadas ao monumento. 
(Texto e fotografias de Arnaldo Silva)

segunda-feira, 22 de abril de 2019

São Tiago: a terra do Café com Biscoito

(Por Arnaldo Silva) “Entra, vou passar o cafezinho e fazer biscoitos pra nós”. Ouvir isso é comum em São Tiago, cidade mineira encravada nas colinas do Campo das Vertentes, a 190 km de Belo Horizonte. As visitas vão logo pra cozinha. É uma das mineiridades, aprendidas em casa, desde os tempos antigos, como as receitas de biscoitos.(foto acima de Sérgio Mourão)
Desde o século 19, São Tiago tem fama de ser a cidade do Café com Biscoito. É uma tradição preservada há mais de 150 anos, graças ao amor à arte de fazer biscoitos, vocação antiga de todos os moradores. (foto ao lado de Sônia Fraga) Difícil não encontrar na cidade uma família que não tenha a vocação para fazer biscoitos. As receitas são de família, preservadas de geração a geração e biscoitos de qualidade, raramente encontrados fora de São Tiago. Toda cidade se envolve na produção de biscoitos. Movimenta a economia e sustenta famílias. Isso é o que difere São Tiago das outras cidades mineiras: a qualidade e sabor único dos biscoitos feitos na cidade. 
Segundo dados do IBGE, pelos menos 1/3 dos moradores 10.892 moradores de São Tiago trabalham na produção de biscoitos para a venda. São cerca de oito mil toneladas por ano de biscoitos vendidos na região e em quatro estados brasileiros. É um mercado em constante crescimento que favorece o sucesso profissional dos pequenos produtores artesanais de biscoitos e empresários locais que investem no setor, bem como gera emprego e melhores para o município com impostos.
Pra se ter ideia da vocação e talento do povo são-tiaguense na arte de fazer biscoitos, existe em São Tiago mais de 100 tipos de biscoitos diferentes que deixa o visitante de água na boca. Essa centena de biscoitos conquistou selo de procedência do Instituto Nacional de Proteção Industrial (INPI). É a garantia de que os biscoitos feitos em São Tiago, são únicos, não tem igual em outro lugar. (foto acima de Sônia Fraga)
Esses biscoitos podem ser degustados, adquiridos e conhecidos na festa anual do Café com Biscoito (na foto acima de Sérgio Mourão) que acontece regularmente no SEGUNDO FIM DE SEMANA DO MÊS DE SETEMBRO. São Tiago faz divisa com Ritápolis, Resende Costa, Conceição da Barra, Nazareno, Bom Sucesso e Oliveira. 

domingo, 21 de abril de 2019

O que é e como preparar um Café Colonial mineiro?

(Por Arnaldo Silva) A cozinha mineira sempre foi farta. Desde os tempos do Brasil Colônia a fartura sempre esteve na mesa dos mineiros. Visitas vão logo para a cozinha e sempre tem quitandas, café, queijo e doces à vontade. O mineiro faz questão de mostrar sua culinária e agradar as visitas, com muita comida. É assim até hoje. (na foto abaixo Café Colonial do Espaço Roça, pousada em Caetanópolis MG/Divulgação)
     O que para nós é comum, mesa farta, vem sendo normal no Brasil hoje, com o nome de Café Colonial. Em eventos sociais, em restaurantes, e pousadas, sempre tem o famoso café colonial. À primeira vista acredita-se que seja uma prática dos tempos do Brasil Colônia, mas não é. (foto abaixo de Lourdinha Vieira)
     A origem do café colonial é do Sul do país. É típico das cidades de origem alemã, polonesa e ucraniana dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Começou no início do século XX, com a chegada dos imigrantes europeus. Nas colonias, promoviam cafés em suas comunidades, com os produtos artesanais de seus países de origem como pães, manteiga, queijos, chimia, bolos, presuntos, leite, café, chocolate quente, vinho, salsicha, cuca, carne de porco e de marreco, roscas, chucrute, biscoitos, keschmier, mel e outros produtos. Todos os colonos participavam e os produtos eram postos em mesas, geralmente no centro da comunidade. 
     Assim surgia o café colonial, com origem nos colonos, oriundos da Europa. Era uma forma de matar saudades e preservar a culinária de seus países de origem. Embora tenha o nome de café, não é bem um café. Na sua versão original e uma refeição para ser degustada a qualquer hora do dia.
     A ideia começou a se difundir pelo Brasil e hoje é muito comum em Minas Gerais, principalmente em eventos gastronômicos e em hotéis fazendas. (foto acima de Sérgio Mourão) A diferença é que o café colonial mineiro é realmente um café com o objetivo de mostrar e valorizar os produtos artesanais feitos em Minas Gerais.
Para montar uma mesa de café colonial mineiro esses produtos não pode faltar nunca na mesa
1 - Café e leite: Valorize o café plantado e colhido em sua cidade, bem como o leite também. Leite cru, fervido é o ideal. Se não tiver cafezais em sua cidade, compre café, mas que seja de Minas Gerais, até porque, o melhor café do Brasil é de Minas. Café bom é aquele torrado e moído na hora, coado em coador de pano e adoçado com rapadura. 
2 - Pão de Queijo e Biscoito de Queijo: Impossível não ter um café colonial em Minas com pão de queijo e biscoito de queijo. São nossas identidades. (foto de Saulo Guglielmelli em Passa Tempo MG)
3 - Queijo. Quem vem à Minas ou é de Minas, não resiste ao queijo. Mineiro se ver um queijo rolando morro abaixo,corre para pegá-lo. É uma ofensa para um mineiro não ter queijo num café colonial. Prefira os queijos fabricados em sua cidade.
4 - Doces. Onde tem queijo, tem que ter doce. Não pode faltar doce de leite, de mamão, de figo e claro, goiabada. Não tem quem não resista combinar esses doces com queijo.
5 - Pães e roscas. Faça pão de sal caseiro e coloque na mesa, bem como as roscas de leite condensado, de coco e a famosa rosca Rainha.
6 - Broas. Broa de fubá com queijo é deliciosa demais. As broas de milho no café colonial, por exemplo, broa Caxambu (na foto abaixo), ninguém vai resistir. As broinhas de fubá de canjica são deliciosas para um café. 
7 - Bolos e Bolinhos. Num café colonial tem que ter bolo, principalmente o bolo de fubá. Esse não pode faltar. Prepare um bolo de fubá na forma tradicional, assado no fogão a lenha, na chapa com brasa. Coloque o bolo na fôrma sobre a mesa. (na foto abaixo de Carias Frascoli) O cheirinho de fazenda desse bolo é indescritível!
Bolo de mandioca cremoso é ótimo, bem como bolo de farinha de trigo e bolo de cenoura com calda de chocolate.
E os bolinhos? Bolinho de Chuva, bolinho de arroz e bolinho de queijo tem que ter na mesa.
8 - Farofa e Fubá Suado. Mineiro adora farofa. Já ouviu falar do Mineiro de Botas? É uma farofa de queijo. Pode fazer que é bom. Experimente fazer o Fubá Suado. Os mais antigos lembram desse prato. Para o café da manhã dá uma energia enorme.
9 - Biscoitos. Mineiro adora biscoito de polvilho, seja salgado ou doce, frito ou assado. Não pode faltar na mesa.

10 - Milho. O milho faz parte da nossa culinária desde o povoamento do nosso Estado. Milho cozido com manteiga caseira tem que ter. Mingau de milho verde não pode faltar e claro, pamonha nem precisa dizer porque né? (foto abaixo de Regina´s Farm/Fazendinha da Regina)
Esses 10 itens não podem faltar num café colonial. Prepare uma mesa bem bonita, com forro feito com bordados de sua cidade.  Decore com vinhos, licores, sucos naturais e artesanatos locais. O objetivo do café colonial é mostrar os produtos de sua cidade e região. Uma mesa assim ninguém irá resistir não é? 

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Catas Altas: lugar sagrado nos Alpes Mineiros

(Por Arnaldo Silva) Catas Altas tem pouco mais de cinco mil habitantes, distante apenas 120 km de Belo Horizonte. Faz divisa com Santa Bárbara, Alvinópolis e Mariana. (foto acima de Elvira Nascimento) Construída aos pés da Cordilheira do Espinhaço, também chamada de Alpes Mineiros, Catas Altas é uma típica cidade do interior mineiro, com tradição, história e uma culinária riquíssima. É uma das mais tradicionais na produção de vinhos em Minas. São 120 anos de tradição vinícola, em especial, o vinho de jabuticaba.
     O município surgiu com a descoberta do ouro em Minas Gerais por volta de 1700. Foi esse ouro que ajudou no desenvolvimento do município e a definir suas tradições e cultura, ao longo dos mais de 300 anos de existência do de Catas Altas. 
     Uma relíquia do período da extração de ouro em Catas Altas é o Bicame de Pedra (na foto acima de Marley Mello). Um aqueduto de 12 km, totalmente em pedras, feito pelos escravos com a finalidade de levar água para a cidade e abastecer a mineração. Restam apenas 200 metros do aqueduto, aberto à visitação.
     A cidade tem um belo e preservado casario, boas pousadas e natureza exuberante, mesmo com a mineração atuante na cidade, as belezas naturais locais são preservadas. (foto acima de Elvira Nascimento) Em Catas Altas está o Santuário do Caraça, um dos lugares mais visitados em Minas Gerais e no centro da cidade, pode se contemplar o fabuloso maciço rochoso da Cordilheira do Espinhaço.
A Praça Monsenhor Mendes é o coração de Catas Altas. Nela, pode ser visto a Igreja de Nossa Senhora da Conceição (na foto acima de Elvira Nascimento), fundada em 1739 e em seu entorno, um belo e preservado casario do período barroco.
     A Igreja de Santa Quitéria (na foto acima de Arnaldo Quintão) é uma das mais visitadas e fotografadas da cidade. Fica no alto de uma colina é uma das mais visitadas. A Igreja é pitoresca, singela, no estilo barroco, do século 18.
     Outra igreja, a de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, é atração na cidade. Sua construção iniciou-se no final do século 18 e foi concluída no início do século 19. Por fora não chama muito atenção, pela simplicidade dos detalhes, mas por dentro sim. Seu altar-mor é no estilo Joanino, com a pintura do teto em vermelho e marrom bem escuro. 
O Santuário do Caraça
     “Só o Caraça paga toda viagem a Minas”, frase proferida pelo Imperador Dom Pedro II em 1881, quando visitou o local. Ele estava certíssimo! O Santuário está numa Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), guardando e preservando tesouros da nossa fauna e flora. (foto acima de Elvira Nascimento)
     O visitante se encanta com o Caraça. Quem visita o Santuário, encontra de tudo em um só lugar. Natureza plena, sossego, paz, hospedagem, restaurante, história e espiritualidade. Oportunidade única e incrível para aventuras emocionantes e relaxamento completo em meio à natureza exuberante. Para os amantes das trilhas tem várias opções.       Quem não resiste às cachoeiras, têm à sua disposição as cachoeiras da Cascatinha, Cascatona, Bocaina, com belas piscina naturais (na foto ao lado de Tom Alves/tomalves.com.br), e outras tantas cachoeiras, rios e praias fluviais. Se quiser também, pode apreciar a vista do santuário subindo até o Pico da Carapuça, Pico do Sol, Pico da Verruguinha, Pico Três Irmãos e Pico da Conceição, entre outros. Tem grutas também. As grutas de Lourdes e da Bocaina são muito procuradas pelos visitantes. 
     Além de ser um santuário ecológico, o Caraça é um Centro de espiritualidade, cultura e religião, tendo sido eleita como uma das Sete Maravilhas da Estrada Real, sendo patrimônio de Catas Altas, de Minas e do Brasil. No Centro, o visitante tem uma excelente estrutura como pousada, restaurante, lanchonete, loja, igreja com vitrais doados pelo Imperador Dom Pedro II, museu, biblioteca. À noite, lobos-guarás costumam aparecer no adro do Caraça para comer carne, nas mãos dos padres. Um espetáculo que encanta os visitantes. (na foto ao lado, de autoria de Josiano Melo)
Catas Altas recebe em média 70 mil turistas por ano. Em dias de festas, como a Festa do Vinho, por exemplo, atrai gente de todas as regiões, quadruplicando o número de moradores locais. 
Conhecer Catas Altas é vivenciar um pouco da história de Minas. Estar no Caraça, é estar no coração da natureza plena. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Turismo em Minas não se resume às cidades históricas

Quando se pensa em viajar para Minas Gerais vem logo a mente passear em Ouro Preto, por Mariana, andar de Maria Fumaça de São João Del Rei a Tiradentes, participar da Vesperata em Diamantina, da bolerata do Serro, conhecer o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos em Congonhas, a gastronomia e arquitetura barroca de Sabará. Ou seja, a primeira ideia de quem quer conhecer Minas é visitar às cidades históricas. (Foto acima, de autoria de Thelmo Lins, mostra o distrito de São José das Três Ilhas, em Belmiro Braga MG, Zona da Mata) Mas Minas Gerais não se resume apenas às cidades históricas. São 853 cidades mineiras, cada uma com seus atrativos e história. O turismo em Minas Gerais cresce a cada ano. As variadas atrações históricas, naturais e culturais, além do turismo de negócios, vem atraindo turistas cada vez mais ao Estado. O turismo em Minas geral 381 mil empregos diretos, o que significa 8,3% de todos os trabalhadores mineiros na ativa. Para se ter ideia do potencial turístico mineiro, em 2017, o estado recebeu 27,2 milhões de turistas, que movimentaram 18,2 bilhões na economia de Minas Gerais, segundo dados da Fecomércio/MG
Temos as cidades do Circuito das Águas, com suas belezas, fontes termais, medicinais, águas quentes e sulfurosas como Caldas, Pocinhos do Rio Verde, Caxambu, Lambari (na foto acima de autoria de Luiz Carlos) e Poços de Caldas no Sul de Minas.
No Alto Paranaíba temos Araxá, cidade rica em história e de ótima gastronomia, principalmente seus queijos e doces. Sem falar em suas águas radioativas e sulfurosas, famosas no mundo inteiro (na foto acima de Arnaldo Silva).
No Vale do Jequitinhonha e Mucuri as paisagens são magníficas, principalmente os afloramentos rochosos (teofilitos) que estão espalhados pelas cidades da região como Santa Maria do Salto, Pedra Azul, Cuparaque (na foto acima de Elpídio Justino de Andrade), Ataleia, Carlos Chagas e outras. 
Na Zona da Mata, tem as antigas fazendas de café como por exemplo em Belmiro Braga, Santa Rita de Jacutinga e Rio Preto (na foto acima a fazenda bicentenária Pouso Alegre, em Rio Preto, aberta a visitação, enviada pelo Antônio Vieira). Na mesma região, temos a cidade de Alto Caparaó, a porta de entrada para o Parque Nacional do Caparaó, onde está o Pico da Bandeira, maior de Minas e terceiro maior do Brasil. Nas redondezas de Alto Caparaó as cidades de Alto  Jequitibá, Caparaó e Espera Feliz, grandes produtoras de cafés especiais, são atrativos para quem gosta de cidades pacatas e belezas naturais. 
 Próximo a Belo Horizonte, temos as cidades do Vale do Charme, como Brumadinho, sendo seus atrativos o Inhotim, maior Museu Contemporâneo do Mundo e os bairros de Casa Branca e Piedade do Paraopeba (na foto acima do Barbosa). A vizinha Igarapé é um dos destaques em gastronomia. No bairro Olhos D´Água em Belo Horizonte e Jardim Canadá em Nova Lima, se destacam as grandes marcas de cervejas artesanais de Minas Gerais.
 E quem gosta de forró e festa junina? Tem o arraial de Belô, famosíssimo, mas bom mesmo são as festas juninas no Vale do Mucuri, nas cidades de Pavão (na foto acima da Prefeitura Municipal de Pavão/Divulgação)  e Teófilo Otoni (na foto abaixo, da Prefeitura Municipal de Teófilo/Divulgação),  por exemplo. Verdadeiros espetáculos populares que envolve toda a cidade e atrai turistas de toda a região. 
Por falar em gastronomia, a Festa do Biscoito de Caldas, no Sul de Minas é um dos mais importantes eventos gastronômicos mineiros. (foto abaixo de Caldas, autoria de Joelmir Barbosa)
Durante os quatros finais de semana do mês de julho, em pleno inverno, os turistas podem se deliciar com os mais diversos biscoitos da típica culinária mineira, bem como degustar os doces caseiros e experimentar os excelentes vinhos produzidos nas vinícolas do município. 
Além de Caldas, a cidade de Andradas produz um dos melhores vinhos do Brasil (na foto acima de Sérgio Mourão, um dos vinhos produzidos na cidade). A tradição vem desde o início do século 20, com a chegada de imigrantes italianos. Três Pontas também se destaca na produção de vinhos de qualidade, bem como na produção de cafés. São várias fazendas cafeeiras no município. 
Outra cidade tradicionalíssima na gastronomia é São Tiago, na região do Campo das Vertentes. São Tiago é famosa por realizar uma das mais importantes festas gastronômicas do país, a Festa do Café com Biscoito (na foto acima de Sérgio Mourão), que acontece sempre no segundo fim de semana do mês de setembro. A tradição biscoiteira da cidade vem de quase dois séculos. Fazer biscoito é vocação natural do município.
Quem gosta de arquitetura diferente, por exemplo, construções em pedras, pode conhecer a mística cidade de São Tomé das Letras no Sul de Minas (na foto acima de Vânia Pereira) e no outro extremo, no Norte do Estado, a cidade de Grão Mogol. 
Quem gosta da liberdade de voar, o melhor lugar no mundo para isso é Governador Valadares na região do Vale do Rio Doce. Santana do Paraíso, no Vale do Aço (na foto acima de Elvira Nascimento) também é outra opção para os adeptos de voo livre. E se sua vontade é voar de balão, não precisa ir para a Capadócia. Em São Lourenço, no Sul de Minas, são oferecidos esse passeio.
Em Mesquita acontece uma das mais famosas festas juninas da região do Vale do Rio Doce, com uma das maiores fogueiras também.(na foto ao lado de autoria de Elvira Nascimento)  Ingaí, no Campo das Vertentes, tem a tradição de ter uma das maiores fogueiras de São João do Brasil. Em Cachoeira de Minas, no Sul do Estado, a fogueira é dedicada a São Pedro, sendo uma das maiores do Brasil. 
Para os que gosta de rapadura e alambiques tradicionais, a cidade de Itaguara, a 100 km de BH, é a opção. A economia no município gira em torno da produção de rapaduras e cachaças, nas fazendas antigas e tradicionais. Prefere licor? Em Itaipé, no Vale do Mucuri encontra licores pra todos os gostos e sabores.
Para os amantes de esportes radicais tem as cidades de Araguari e Nova Ponte no Triângulo Mineiro com cachoeiras fenomenais, de tirar o fôlego. No Norte de Minas, em Porteirinha tem a  Cachoeira do "Serrado", na mesma região, a cidade de Gouveia  tem várias cachoeiras imperdíveis. A região Noroeste de Minas, destacando a cidade Buritis possui diversas cachoeiras espetaculares.
E quem gosta rios e lagos, tem opção? Claro, Cachoeira Dourada no Triângulo Mineiro é linda. Capitólio é um espetáculo, com suas águas verde-esmeralda e seus cânions fabulosos. A beleza das cidades banhadas pelo Lago de Furnas impressiona, bem como a gastronomia, com pratos feitos com peixe de água doce. Outra opção também são as cidades de Três Marias e Morada Nova de Minas, banhadas pelo Rio São Francisco e Represa de Três Marias (na foto acima de Sérgio Mourão). São fabulosas! Pra quem gosta de areia branquíssima e água limpa, a Cachoeira do Telésforo em Conselheiro Mata, distrito de Diamantina é imperdível. O Rio do Peixe, em Botumirim, no Norte de Minas, com as rochas que o margeiam são espetáculos naturais incríveis.
Gosta de andar na moda? Que tal fazer turismo e compras? Temos Divinópolis no Centro Oeste de Minas que é a Capital da Moda. Nova Serrana, na mesma região é a Capital do Calçado Esportivo. Em Belo Horizonte, o bairro da moda é o Barro Preto.
 E se vir a Minas, não se esqueça que você está na terra do café e do queijo. Muzambinho, Campanha, Campestre e Cristina no Sul de Minas são cidades lindas, gostosas de conhecer e tem um café de primeira. Aliás, o café do Sul de Minas é delicioso! Espera Feliz também, na Zona da Mata tem um dos melhores cafés do Brasil e a cidade é pitoresca e charmosa. 
Agora o queijo né. Em todos os municípios de Minas você encontra nossos queijos. Os mais famosos, reconhecidos como melhores do Brasil e do mundo, você encontra em Alagoa, uma pequena cidade da Serra da Mantiqueira. Na Serra do Salitre e Araxá no Alto Paranaíba. Em Sacramento, no Triângulo Mineiro. Em São Roque, Piumhi (na foto abaixo, de Lucas Rodrigues, o Queijo do Dinho) e Vargem Bonita, no Oeste de Minas. No Serro e em Rio Vermelho, no Alto Jequitinhonha. Se estiver em Belo Horizonte, no Mercado Central você encontra todos esses queijos. Além do queijo, essas cidades são ótimas, com excelentes opções de passeios, gastronomia e hospedagens.
Quer mais? E tem viu. Todas as cidades mineiras tem seus atrativos. São 853 cidades espalhadas pelas regiões Sul, Norte, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Central, Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce, Zona da Mata, Campo das Vertentes Oeste e Noroeste mineiro. Não dá para mostrar o que cada uma tem de belo, o espaço é bem pequeno. O certo é que turismo em Minas Gerais vai além das cidades históricas. Venha à Minas Gerais, conheça o Estado de Minas. Te esperamos de braços abertos  para mostrar  nossas riquezas naturais, turísticas, gastronômicas e culturais, em cada canto do nosso imenso território. Por Arnaldo Silva

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