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quinta-feira, 25 de abril de 2019

Catas Altas: turismo, vinhos, festivais e a jabuticaba

(Por Arnaldo Silva) Catas Altas uma típica cidade mineira. Pacata, charmosa, acolhedora, rica em cultura, artesanato, tradições, religiosidade e culinária. Distante 120 km de Belo Horizonte, na Região Central de Minas, a cidade com menos de 6 mil habitantes e faz divisa com Alvinópolis, Santa Bárbara e Mariana. Sua história começa nos primeiros anos do século XVIII, com a descoberta de minas de ouro na região da Serra do Caraça, pelo bandeirante Domingos Borges. O bandeirante trouxe ainda para a região, a devoção à Nossa Senhora da Conceição. Com o surgimento do arraial, cresceu a fé em torno de Nossa Senhora da Conceição, com a data em que se comemora o fundação do arraial, em 1703, com o dia dedicado à Santa, em 8 de dezembro.
          Boa parte do ouro encontrado nas terras catas-altenses, ficava em morros, necessitando de escavações profundas. Para catar o ouro nas partes altas, era necessário subir os morros. Por isso o nome, Catas Altas. O povoado cresceu, foi elevado a freguesia, vila e distrito, pertencente à cidade de Santa Bárbara, até 8 de dezembro de 1995, quando Catas Altas foi elevada, à cidade emancipada. A data de fundação oficial do município, é 8 de dezembro de 1703, data da criação do arraial, que originou a cidade, sendo também o dia da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Conceição. (foto acima de Tom Alves/tomalves.com.br)
          O Centro de Catas Altas é um dos mais belos patrimônios arquitetônicos e históricos de Minas. Um lugar bucólico, onde estão guardadas relíquias arquitetônicas do tempo do Brasil Colônia.
          Um dos destaques arquitetônicos da cidade, é a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, bem no coração da Praça Monsenhor Mendes. A Igreja, datada de 1729, e um dos mais notáveis símbolos da religiosidade mineira e da arte rococó, presentes em seus altares laterais e retábulo, além da pintura do forro, feitos ainda no século XVIII. (fotografia acima de Elvira Nascimento)
          A obra se estendeu, até o século XIX, já no declínio do Ciclo do Ouro, ficando algumas partes da Igreja, principalmente, sua fachada, inacabadas. Mesmo assim, sua beleza e riqueza dos detalhes de seu interior (na foto acima de Thelmo Lins), faz da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Catas Altas, um dos mais belos exemplares da arte barroca e sacra mineira, com o privilégio de contar com obras do Mestre Aleijadinho, Ataíde e Francisco Vieira Servas. 
          Outra relíquia histórica de Catas Altas é a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, datada de 1739, construída pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. (na foto acima da Karla Jardim/@tripcatasaltas) A igreja é singela, simples, sem torres, com o altar-mor em talhas douradas, no estilo Joanino. Na parte frontal da Igreja, a data de 1862, mostra, segundo os historiadores, que templo passou por uma reforma, nesse ano. No interior da Igreja, no assoalho, como era costume naquela época, estão sepultados os membros da irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
          A Capela do Senhor do Bonfim é uma das mais charmosas e belas capelas de Catas Altas. Está situada no distrito do Morro D´Água Quente. Construída na segunda metade do século XVIII, é um dos genuínos exemplares da arte barroca. Singela em detalhes externo, chama a atenção as cores vermelhas e branca de sua fachada e a ausência de torre sineira, além da beleza e simplicidade das talhas e ornamentações de seu interior. (fotografia acima de Karla Jardim/@tripcatasaltas)
          Já a Capela de Santa Quitéria (na foto acima da Elvira Nascimento), é um dos lugares mais visitados da cidade e um dos mais conhecidos templos religiosos de Minas Gerais. Erguida no alto de uma colina, data sua construção de 1728, sendo um dos lugares mais visitados de Catas Altas, pela singularidade da Capela, simplicidade e harmonia com a natureza em seu redor, refletindo um ambiente de paz e fé.
          Em Catas Altas, numa região entre 1200 e 2000 mil metros de altitude, está um dos mais importantes santuários de Minas Gerais, o Santuário do Caraça (na foto acima do Isaac Rangel). Um lugar que conta boa parte da história, riqueza arquitetônica, gastronomia e religiosidade mineira. Em toda a área do santuário, são exatos 11.233 hectares de área de mata nativa de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica. Desse total, 10.187 hectares são de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), onde estão protegidos espécies de nossa fauna e flora.
          Na área, está ainda o Conjunto Arquitetônico do Santuário do Caraça (na foto acima da Alexandra Dias), iniciado a partir de 1770, pelo Irmão Lourenço de Nossa Senhora. O conjunto é formado pela Igreja de Nossa Senhora Mães dos Homens, construída em estilo neogótico, o prédio do antigo colégio, hoje, museu e biblioteca, uma pousada e restaurante.
          É no Caraça, que o lobo-guará, aparece todas as noites, para comer carne, da mão dos padres. Presenciado pelos visitantes, que ficam no adro do Santuário a espera do animal, se emocionam com o momento da aproximação dos lobos. (foto acima do Elpídio Justino de Andrade)
          Para proteger o patrimônio natural e arquitetônico de Catas Altas contra modificações ou destruições do patrimônio antigo, todo o perímetro urbano da cidade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA). E ainda, todo o conjunto arquitetônico do Santuário do Caraça, a Praça Monsenhor Mendes, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição foram tombados como Patrimônio Nacional, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
          Por sua história, arquitetura, belezas naturais, como rios e cachoeiras paradisíacas (na foto acima do Tom Alves/tomalves.com.br, cachoeira no Caraça) e preservação de seu patrimônio, faz da bucólica Catas Altas, uma das mais charmosas e tradicionais das cidades históricas mineiras. Por isso mesmo, a cidade é um dos lugares mais procurados por turistas, para turismo, aventuras, passeios e descanso.
          É uma das mais importantes cidades históricas mineiras e uma das mais belas também. Tanto é que a cidade serviu de cenário para a minissérie da Rede Globo, “Se eu fechar os olhos agora”, exibida em 2019.
          Durante o ano, diversos eventos culturais, além de festivais, acontecem na cidade, organizados com a participação popular, dos que fazem a cultura, a gastronomia e o turismo na cidade.
          Um desses eventos é o Festival Saborear, que acontece sempre em janeiro, com apresentação dos pratos típicos de Minas Gerais e região.
          Além disso, nos últimos anos, Catas Altas vem se destacando na produção de cervejas artesanais. A primeira cervejaria artesanal da cidade foi a Time´s Beer (na foto acima de Karla Jardim/@tripcatasaltas), fundada em 2016, inicialmente, direcionada apenas para amigos e confraternizações familiares. A qualidade e o sabor de extrema excelência, agradou e a cerveja se popularizou, tornando-se hoje um dos principais rótulos da região.
          De 2016 para cá, outras cervejarias foram surgindo, com receitas variadas, transformando a cidade em referência na fabricação da bebida artesanal, de qualidade, na região. Estão presentes em Catas Altas as cervejarias Bastião, Caraça e Floresta Élfica, com seus diversos rótulos presentes nos bares e restaurantes da cidade (na foto acima de Any Marry@cervejariaflorestaelfica, os rótulos da Cervejaria Floresta Élfica)
          Para divulgar e mostrar a qualidade das cervejas artesanais de Catas Altas, todos os anos, no feriado de Tiradentes, 21 de abril, acontece o Serra do Caraça Bier Fest, com a presença das principais cervejarias artesanais de Minas Gerais, além de barracas com comidas típicas, artesanato e shows musicais.
          O maior evento de Catas Altas é sem dúvidas, a Festa do Vinho. O tradicional evento, acontece sempre no mês de maio e atrai milhares de turistas, vindo de várias regiões de Minas e do Brasil. A Festa do Vinho de Catas Altas tem como atrativos, grandes shows musicais, com apresentações de artistas e bandas renomadas brasileiras e tem ainda a escolha da rainha e princesas do vinho. O evento reúne os produtores de vinhos da cidade e região, mostrando o principal produto local, o vinho, bem como, mostra de pratos especiais, que harmonizam com a bebida.
          São três dias de festa, de sexta a domingo e tem como objetivo mostrar a cultura, o artesanato, a música, a culinária e claro, promover a degustação de vinhos locais, considerados de ótima qualidade, tanto o tradicional vinho de uva, como a bebida fermentada de jabuticaba, geleias e licores de jabuticaba e outras frutas, (como na foto acima da Karla Jardim/@tripcatasaltas).
Vinho em Catas Altas, tradição do século XIX
          A cidade, desde sua origem, foi de grande importância para Minas Gerais, com a mineração do ouro e atualmente, de minério de ferro, além de contar com terras de ótima qualidade e produtivas, se destacando também na agricultura e pecuária, desde os tempos do Brasil Colônia. (na foto acima a vinícola Aluar, da Dona Jesuína. Foto da Karla Jardim/@tripcatasaltas)
          Catas Altas é uma das mais antigas produtoras de vinhos do Brasil, tendo a tradição vinícola da cidade, iniciada no ano de 1868, no século XIX. Uma tradição de mais de 150 anos.
          Quem introduziu e ensinou a técnica de fazer vinhos em Catas Altas foi o padre português, Monsenhor Manoel Mendes Pereira de Vasconcelos, uma das mais importantes figuras da região.
          Diante do fim da riqueza gerada pelo ouro, tendo como consequência o empobrecimento e falta de perspectivas da população de Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais, Monsenhor Mendes se mostrou preocupado e buscou uma saída para a crise financeira que a cidade e região, passavam. O religioso tinha visão de futuro e acreditava que situações difíceis ou até mesmo, com poucas perspectivas de mudanças a curto e médio prazo, podiam ser mudadas através da educação e melhor qualificação profissional, na busca por novas fontes de renda. Procurava mostrar ainda a importância do envolvimento dos moradores em ações coletivas e comunitárias, na melhora da qualidade de vida.
          Percebendo que as terras de Catas Altas e região eram de excelente qualidade, além do clima ameno e montanhoso, acreditou ser possível o cultivo de uvas na região. Isso porque, soube da existência, na cidade, de algumas parreiras de uvas plantadas no pomar na casa de um amigo.
          A uva cultivada pelo amigo era da espécie Vitis labrusca, de origem da América do Norte, chamadas de uva americana. Até hoje são as uvas mais usadas na produção de vinhos no Brasil. São as uvas comuns, que conhecemos hoje, como Isabel, Niágara, Bordô, dentre outras mais.
          Monsenhor Mendes era um grande conhecer da arte de fazer vinhos, já que veio um país, com tradição vinícola, Portugal.
          Iniciou os trabalhos, ensinando a cultura de subsistência e convenceu os moradores da cidade a plantar uvas, escolhendo as uvas americanas. Ensinou ainda a produzir vinhos. Ensinava as técnicas de plantio e cuidados com as videiras, sobre podas e épocas de colheitas, até o processo da pisa das uvas, a fermentação, o adequado armazenamento, até o engarrafamento final.
          Monsenhor Mendes conseguiu unir a cidade, transformando pequenos agricultores, sem esperanças de melhoras a curto e longo prazo, em viticultores, que são os que apenas plantam e colhem uvas e em vinicultores, que são aqueles que transformam a uva em vinho.
          Começava assim uma das mais antigas tradições vinícolas do Brasil, com a cidade de Catas Altas, produzindo vinhos de qualidade. Não demorou muito, e o vinhos de Catas Altas começaram a chamar a atenção dos mais finos paladares da época, já que o sabor, textura e qualidade da bebida catas-altense, era comparado aos tradicionais vinhos da cidade do Porto, cidade da região da Região Demarcada do Douro, no Norte de Portugal e com o vinho Xerez, da cidade de Xerez da Fronteira, na região de Andaluzia, na Espanha.
          A produção de vinhos em Catas Altas sofreu uma interrupção no final do século XIX, quando os parreirais da região foram atacados por pragas, prejudicando a produção de vinhos e a economia local. Para não ficarem sem trabalho e sem o sustento de suas famílias, surgiu a ideia, de usar a uma fruta abundante na região e nativa da Mata Atlântica, a jabuticaba, no lugar da uva, enquanto não se recuperava os vinhedos.
          Infelizmente, não há registro de quem foi a ideia e nem do primeiro produtor a fazer essa experiência na cidade. O que se sabe é que a iniciativa teve a adesão de boa parte dos produtores de vinhos, que buscavam alternativas de renda, até a recuperação total dos parreirais.
          Começaram então a fermentar o mosto da jabuticaba, da mesma forma que faziam com o mosto da uva, surgindo assim uma bebida com cor e textura diferentes do vinho tradicional, porém, muito saborosa, leve e suave. A novidade começou a se difundir pela região, bem como para fora das divisas de Minas, chamando inclusive a atenção do Jornal do Comércio, com sede no Rio de Janeiro.
          Entre 1888 e 1889, o jornal produziu uma série de reportagens sobre os diversos ramos da indústria nacional, da época, encerrando em fevereiro de 1889, a série. A reportagem final, com a manchete “Exposição de Açúcar e Vinhos”, destacava a história da produção de açúcar no Brasil e seus derivados como a rapadura e a cachaça, bem como a produção nacional de vinhos, dando destaque para a bebida de jabuticaba, feita em Catas Altas, até então, bebida desconhecida do brasileiro. Isso porque, naquele tempo, a jabuticaba era usada apenas na fabricação de geleia e licor, mas como vinho, era uma novidade, que chamou a atenção do jornal.
          Por isso o destaque aos vinhos de uva e à bebida mineira, feita a base da fermentação da jabuticaba. Em um dos trechos, o jornal enaltece as qualidades da bebida de jabuticaba de Catas Altas, ao destacar que “há um vinho de jabuticaba, de Catas Altas, de um gosto singular”.
          Com o passar do tempo e recuperação de seus vinhedos, a produção de vinhos em Catas Altas, começou a se recuperar e a se destacar novamente, recebendo, inclusive, premiações em exposições nacionais, no início do século XX. Com isso, a bebida feita com a jabuticaba foi, gradativamente, diminuindo, ficando a fruta restrita a produção de licores e geleias.
          Isso até o ano de 1949, quando a produção da bebida feita com jabuticaba voltou a ser produzida na cidade, por iniciativa de Anastácio de Souza, que resgatou a receita original do século XIX e a tradição da cidade em produzir a bebida fermentada de jabuticaba.
          A iniciativa começou a ganhar espaço nas propriedades da região, com muitos produtores de vinhos, se interessando em produzir também, a tradicional bebida. Aos poucos, foram substituindo o mosto da uva, pela fermentação do mosto da jabuticaba.
          Hoje, embora ainda exista a produção tradicional de vinho de uva em Catas Altas, a bebida fermentada de jabuticaba predomina no município, sendo uma das identidades gastronômicas de Catas Altas. Além disso, é uma das mais finas e deliciosas bebidas mineiras. Das adegas catas-altenses saem vinhos e bebidas fermentadas de jabuticaba, para todos os gostos, seja tinto, branco, suave, meio seco e seco e de qualidade. (na foto acima da Karla Jardim/@tripcatasaltas, o preparo do fermentado de jabuticaba da Adega Aluar, da Dona Jesuína)
          Vinhos, licores e fermentados de jabuticaba são produzidos por cerca de 30 produtores, organizados na Associação dos Produtores de Vinho, Agricultores Familiares e Outros Produtos Artesanais de Catas Altas (APROVART). É a entidade, em parceria com a Prefeitura e Comercio local que organiza, desde 2001, a Festa do Vinho de Catas Altas, sempre no mês de maio, com apresentação de 
rótulos de vinhos tradicionais de uva e a deliciosa bebida fermentada de jabuticaba. (na foto acima da Karla Jardim/@tripcatasaltas, a sede da entidade e abaixo, fermentados e vinhos de Catas Altas)
          Os rótulos mais tradicionais de vinhos de uva de Catas Altas são os da Adega Aluar e Discípulo. Já os fermentados de jabuticaba, são: Cantina Real,  Dona Gercina, M.Silva, JT, Imperial, Borba, Pé de Serra, Oliveira e os fermentados das Adegas  Discípulo e Aluar, que além de vinhos de uva, produzem fermentados, geleias e licores de jabuticabas.
Vinho de jabuticaba ou fermentado de jabuticaba?
          Toda bebida obtida através da fermentação alcóolica do mosto de frutas, é popularmente chamado de vinho. Assim, além do vinho da uva, bebidas alcoólicas obtidas através da fermentação do mosto da jabuticaba, maçã, morango, jamelão, amora, banana, laranja, pera e outras frutas, tem a denominação comum, de vinhos.
          Segundo a tradição europeia, a origem da palavra vinho, vem de videira. Desde a antiguidade, vinho sempre foi associado à uva e por isso, nenhuma outra bebida, de mosto fermentado, que não seja de uva, não é considera, vinho. Inclusive, essa questão, consta em lei no Brasil.
          É a Lei N 7.678 de 8 de novembro de 1988. Um dos artigos dessa lei é bem claro sobre a questão. No Artigo 3º da Lei diz: “Vinho é a bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto simples de uva sã, fresca e madura”. Parágrafo único. “A denominação vinho é privativa do produto a que se refere este artigo, sendo vedada sua utilização para produtos obtidos de quaisquer outras matérias-primas”.
          Segundo entendimentos de juristas, de acordo com a Lei citada acima, somente pode ser considerado vinho, a bebida alcóolica fermentada a partir do mosto da uva. Nenhuma outra bebida, fermentada, que não seja com uva, não pode ser denominada, vinho.
Esse é o motivo que não citamos a bebida de jabuticaba feita em Catas Altas, como vinho. Mesmo sendo uma bebida típica, que durante mais de um século está presente no município com o nome de “vinho de jabuticaba”, a nomenclatura, na atualidade, não é a correta.
          Os produtores da bebida fermentada de jabuticaba e sua entidade representativa, bem como a Prefeitura, de Catas Altas, têm consciência disso e estão buscando nomenclatura própria para a bebida, de acordo com a tradição e identidade que a secular bebida de Catas Altas, tem com a cidade.
          Isso por que a bebida é uma tradição que nasceu nos quintais da cidade histórica, onde os pés de jabuticabas, principalmente da espécie jabuticaba-sabará (Myrciaria cauliflora) estão presentes nos quintais e pomares da cidade. Dessa deliciosa fruta, originou-se uma bebida singular, saudável e saborosa, com a tradição de sua produção, bem como a de vinho de uva, sobrevivem até os dias de hoje, passadas de geração para geração.

          Como por exemplo, a geração de Jesuína Pereira de Souza, da Adega Aluar. Dona Jesuína produz vinhos de uva bordô (na foto acima da Karla Jardim/@tripcatasaltas), fermentado de jabuticaba e licores, desde 1968, ensinada por sua mãe, quando tinha apenas 12 anos. Até hoje, produz as bebidas, do modo artesanal, bem como a maioria dos produtores de vinhos e fermentados de jabuticaba, da cidade. 
          O modo artesanal de fazer vinhos de uva, jabuticaba e licores, é tão tradicional e importante para a cidade que foi tombado pela Prefeitura Municipal em 2011, e declarado como Patrimônio Imaterial de Catas Altas, através do Decreto n 1221/2011. 
          Os vinhos e a bebida de jabuticaba, são encontrados em Catas Altas nas adegas, presentes no Centro Histórico e também, na tradicional Feira Sabores do Morro, no distrito de Morro da Água Quente, ao lado da Capela do Bonfim, realizada no 2º domingo de cada mês, com Música ao vivo e vendas de quitandas, doces, vinhos, licores e artesanatos, feitos na cidade.
Como ir até Catas Altas
De carro: Pela BR-381 em direção à Vitória. Entrar à direita na MG 436 sentido Barão de Cocais. Passar o trevo de Barão de Cocais, após 9 km você estará em Santa Bárbara. Por mais 12 km na MG 129 chegará a Catas Altas. 
De ônibus: Viação Pássaro Verde que sai da rodoviária de BH até Santa Bárbara (em vários horários) ou até Catas Altas:
BH – Catas Altas: de segunda a sábado – às 17:15
Catas altas – BH – de segunda a domingo – às 7:30
(fotografia acima de Marley Melo, com o casario colonial da cidade e ao fundo, a Serra do Espinhaço)
De trem: Uma ótima opção é ir de trem. O trem Vitória Minas sai todos os dias da Praça da Estação em Belo Horizonte às 7:30 hs. Você pode descer na Estação de Barão de Cocais e de lá seguir até Catas Altas de táxi. Se quiser aproveitar mais, você pode conhecer a cidade de Barão de Cocais que é linda e pegar um ônibus até Santa Bárbara, outra cidade histórica maravilhosa. De Santa Bárbara você pode pegar um ônibus para Catas Altas.
          Catas Altas tem uma boa estrutura para receber os turistas, com restaurantes variados, várias pousadas aconchegantes e com boa estrutura de hospedagem, além da opção da hospedaria do Santuário do Caraça. (foto acima de Marley Mello)
Informações sobre as adegas, vinhos, restaurantes, pousadas, eventos anuais e city tour pelos pontos turísticos de Catas Altas, podem ser obtidas através do WhatsApp: 31 99740-1729 ou Instagram @tripcatasaltas, com a Guia de Turismo Karla Jardim.

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