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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O café de Cristina é um dos melhores do mundo!

(Por Arnaldo Silva) O café é sem dúvida alguma a bebida preferida dos brasileiros, é quase que unanimidade, só perde para a água. Cerca de 97% dos brasileiros tem o hábito de tomar pelo menos uma xícara de café durante o dia, seja puro, com leite ou com as diversas variedades possíveis para incrementar o nosso cafezinho. Nosso país é atualmente o segundo maior consumidor da bebida no mundo. Os que mais bebem café atualmente são os Nortes Americanos.
          Em compensação, o Brasil é o maior produtor de café do mundo, sendo Minas Gerais, (dados do IBGE) é o maior produtor de café do Brasil com 54,3% da produção nacional, se destacando em Minas Gerais o café da cidade de Cristina (na foto acima de Sandra Walsh), no Sul de Minas  na divisa com Olímpio Noronha, Carmo de Minas, Dom Viçoso, Maria da Fé, Pedralva e Conceição das Pedras. Cristina fica a 416 km de Belo Horizonte.
          Não só em Cristina, mas o nosso café entra ano e sai ano é reconhecido com várias premiações nacionais e internacionais, destacando o café de Carmo do Paranaíba, Angelândia, Patrocínio, Alto Caparaó, Espera Feliz, Guaxupé, dentre tantas outras cidades produtoras. 
          Com tanta produção e tanta qualidade não é espanto algum as premiações pelo Brasil e mundo do café mineiro. Nosso café está entre os melhores do mundo, em destaque para o café da cidade de Cristina, cujo café produzido na fazenda do Sebastião Afonso da Silva, bateu o recorde de pontuação, 95,18 no Cup of Excellence, principal concurso internacional da qualidade dos cafés, sendo campeão mundial de café especial, em 2014/2015. Desde então, o café de Cristina entrou para o seleto clube dos melhores cafés do mundo! (na foto de Evânio Jardim, flores de um cafezal)
          O sucesso internacional do café de Cristina vem do investimento na qualidade do plantio, colheita até o ensacamento dos grãos aliado à natureza. Altitude propícia para o plantio e a posição do sol sobre os cafezais torna o um clima das montanhas mais ameno, gerando uma colheita tardia, mantendo ainda o fruto maduro no pé por mais tempo são os fatores para a produção de um café de qualidade. Assim é feito na fazenda do Sebastião em Cristina, destacando ainda que a colheita é toda manual, assim há um aproveitamento maior dos grãos. (foto abaixo de Sandra Walsh, cafezal em Cristina MG) 
                    A qualidade do café de Cristina é um dos orgulhos de Minas. Café de qualidade. Parabéns ao Sebastião e a todos os produtores do município que investem no café, aumentando em muito a quantidade e principalmente, qualidade de nossa produção

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Pé de Moleque: história e origem do nome

     Pede moleque, não precisa furtar! Assim pediam as quitandeiras nas ruas quando alguns meninos pegavam o doce. Era só pedir que dariam. De tanto falarem "pede moleque" o doce se popularizou e chegou ao nome de hoje, "Pé de Moleque". O pé de moleque é um doce típico da culinária brasileira, feito a partir da mistura de amendoim torrado com rapadura.
Fabricação
     A fabricação tradicional do doce (foto acima de Sérgio Mourão) se dá através da mistura de amendoins torrados e moídos que são posteriormente misturados a uma rapadura previamente derretida, com o cuidado de quebrar a garapa, que tem a dureza do açúcar cristalizado, dai o nome antigo de "quebra queixo" ou "quebra dentes", quando era fabricado artesanalmente, por vendedores ambulantes. A mistura é lentamente batida em fogo brando até atingir o ponto prévio à quebra da chamada cristalização e rapidamente a mistura deve ser distribuída sobre uma superfície lisa e fria de pedra. A utilização de um tacho de cobre é desejável. 
     Depois de resfriado o doce adquire a consistência macia que é característica do processo tradicional por incorporar o óleo do próprio amendoim macerado. Alguns grãos inteiros podem ser acrescentados à mistura, com o fim de quebrar a resistência do cristal, que costuma ficar muito duro, próximo da dureza da pedra de açúcar de cana, muito duro.
     Tal processo artesanal foi posteriormente substituído por outros similares, mais simples, ao se misturar o açúcar derretido com os amendoins torrados de modo a obter um pé de moleque bastante crocante e não - rígido (igualmente popular, o rígido é o "quebra queixo ou quebra dentes"). Assim se pôde manufaturar o doce em maior escala mantendo um padrão industrial, e a satisfação do consumidor.

História
     O Pé de Moleque havia chegado à Europa na Alta Idade Média, trazido pelos árabes em suas incursões à península Itálica e à Península Ibérica. Dessa invenção árabe se originaram, antes do nosso doce, de "mel de cana ("rapadura", Brasileira)", o similar português de mel de abelhas, o “nogat” (nome que veio do francês), o "nougat" francês de Montélimar no Vale do Ródano, o espanhol "turrón" de Alicante, Valência, de Toledo, de Castuera (na Estremadura), o italiano "torrone" de Cremona, Alba, Siena, Benevento, o siciliano "ciubatta" e ainda o indiano "chikki", que foi levado para o oriente pelos portugueses no início do século XVI.
     Uma das primeiras referências a esse doce no Brasil encontra-se no livro Doceiro Nacional. Neste livro é possível encontrar duas receitas: o pé de moleque preparado com açúcar e o preparado com rapadura.
Variações no Brasil
     O pé de moleque surgiu em meados do século XVI com a chegada da cana-de-açúcar à Capitania de São Vicente, trazida pelo navegante Martim Afonso de Sousa. O pé de moleque é extremamente popular no Brasil. A cidade de Piranguinho no sul do estado de Minas Gerais é famosa pela produção artesanal do tradicional pé de moleque mineiro, a qual tem como lema ser a capital nacional do pé de moleque. Piranguinho ainda tem se destacado no cenário nacional, através festa do maior pé de moleque do mundo, que já faz parte do calendário cultural de festividades do município.
     Nas regiões sul e sudeste do Brasil, o pé de moleque é um doce bastante relacionado às culturas caipira "quebra dentes" e na versão açoriana com mel de abelhas, mais delicado, e também mais caro, devido ao preço do mel de abelhas, e se relaciona ao pé de um moleque. Em outras regiões do Brasil, o doce sofre variações, com mistura da garapa ao mel de abelha, nos ingredientes de sua fórmula. Na região nordeste do Brasil, em estados como Pernambuco e Alagoas, o pé de moleque é um bolo que faz parte da culinária junina, sempre que possível triturado ou servido na forma líquida, devido a garapa, ele também pode ser feito na base de massa de macaxeira acrescido de outros ingredientes como café, castanha, cravo, erva-doce entre outros,(em forma de bolo) sempre com o objetivo de quebrar a resistência da garapa. (na foto acima Pé de Moleque de Piranguinho MG sendo preparado. A cidade do Sul de Minas é a Capital do Pé de Moleque no Brasil. Fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
     Este pé de moleque é preparado com massa puba (massa de macaxeira que passou pelo processo de fermentação), açúcar, ovos, manteiga ou margarina, coco ralado e leite.
     Após serem misturados todos os ingredientes, a massa é colocada em porções geralmente ao comprido e enrolada na folha verde da bananeira, e em seguida é assada no forno.
     Finalmente, deve ser diferenciado de outros doces similares mas que não usam os mesmos ingredientes ou métodos tradicionais como a paçoca doce (que não é cozida), o gibi, o doce de leite com amendoim, o pé de moleque branco (que utiliza bicarbonato de sódio), etc.
Variações em outros países
     Na Índia, principalmente nos estados de Gujarat e Maharashtra, onde é chamado de chikki. Em Portugal, o pé de moleque é conhecido como nougat. No México, se chama palanqueta.
Nome
     A denominação “pé de moleque” tem duas hipóteses para sua origem.

     A primeira é referência ao calçamento de pedras irregulares presente em cidades históricas brasileiras como Ouro Preto, Paraty, que era assim denominado. A segunda hipótese foi motivado pelas quituteiras das ruas do passado que os vendiam e que eram alvo de furtos por parte da meninada. Para não serem mais importunadas diziam aos meninos, para que pedissem, pois não precisavam furtar: “ - pede moleque!”.
Na literatura
     O doce pode ser encontrado ainda na literatura, tal como em O dialeto caipira, de Amadeu Amaral, há referência ao "pé-de-muleque". Em 1983, Carlos Drummond de Andrade se referiu ao pé de moleque como sendo a "pura joia mineira". O texto foi enviado a uma das doceiras de Piranguinho.
Fonte:Wikipédia - Ilustrações nossa.

Conheça Sacramento

Sacramento é uma das mais importantes cidades do Alto Paranaíba e de Minas Gerais. (foto acima de Luis Leite) É terra do ator Lima Duarte, que nasceu no distrito de Desemboque, Famosa por seu Queijo Canastra, recentemente premiado no Festival do Queijo de Paris como o melhor do Mundo, tem outros atrativos que atraem turistas como a Gruta Palhares, dezenas de Cachoeiras, entrada para o Parque da Canastra, etc. Sacramento é um dos berços do Espiritismo em Minas e no Brasil. Faz parte da microrregião de Araxá. Sua população estimada em 2017 era de 25.998 habitantes. 
 Serra do Cipó em Sacramento. Fotografia de Arnaldo Silva 
Geografia
Seus limites são os municípios de Perdizes a norte, Araxá e Tapira a nordeste, São Roque de Minas e Delfinópolis a sudeste, Ibiraci a sul, os paulistas Pedregulho e Rifaina a sudoeste, Conquista e Uberaba a oeste e Nova Ponte e Santa Juliana a noroeste.
O município de Sacramento localiza-se na região sudoeste do estado de Minas Gerais na Zona do Alto Paranaíba, limitando-se a região do Triângulo Mineiro. Possui uma área total 3071 Km2, fazendo limite com os municípios de Nova Ponte, Santa Juliana, Perdizes e Araxá ao Norte; Conquista e Uberaba a Oeste; Tapira e São Roque a Leste e por último o estado de Sao Paulo ao Sul. 

Rio Grande em Sacramento. Fotografia de Arnaldo Silva
Clima
Com clima ameno, as temperaturas médias no mês mais frio – julho - chegam a 17°C e nos meses mais quentes – janeiro e fevereiro - a 23°C.
Turismo
O município integra o circuito turístico da Canastra.
Parque Nacional da Serra da Canastra
O Parque Nacional da Serra da Canastra é situado na região sudoeste do Estado, nos municípios de Sacramento, Delfinópolis e São Roque de Minas. (na foto ao lado, de Maria Mineira a Serra da Canastra) 
O parque abriga a nascente do rio São Francisco, no Vale dos Cândidos. Criado através de Decreto Federal nº 70.355, em 1972, o Parque, com 71.525 ha, possui esse nome devido à semelhança apresentada pelo imenso chapadão que, ao ser avistado de longe, parece ter a forma de uma canastra ou baú.
No Canastra há, ainda, ocorrência dos campos de altitude, uma variação do cerrado, com capões de mata nas grotas e vales. Este tipo de vegetação é habitat natural de espécies como o cachorro-do-mato, veado-campeiro, ema, siriema, codorna, perdiz, gavião, curiango e coruja. Nas partes mais altas é possível visualizar o lobo-guará e o tamanduá-bandeira, espécies raras e ameaçadas de extinção.A portaria de entrada para o Parque da Canastra, fica a 60 km do centro da cidade.
Gruta dos Palhares
A Gruta dos Palhares é considerada a maior gruta de arenito das Américas. Ramificando-se em outros compartimentos, tem uma profundidade explorada de aproximadamente 450 metros que, por questão de segurança, só pode ser visitada ou estudada com autorização especial. A formação rochosa é de arenito botucatu, e sua descoberta deu-se na metade do século XIX. A área de visitação é rica de belezas naturais, com sua altura de 22 metros, abrigando em cada dobra da rocha centenas de ninhos de maritacas, papagaios, andorinhas e outras aves que ali encontram tranquilidade para reprodução.
Distrito de Desemboque
Distrito de Desemboque. Fotografia de Luis Leite
Erguida por bandeirantes em 1766 em sua rota rumo ao ouro de Goiás, já foi o maior centro comercial e de mineração do famoso Triângulo Mineiro, dando abrigo a 1,5 mil habitantes e repleta de vida comercial e de lazer, incluindo um pequeno cassino.Contudo, em 1871, o ouro começou a escassear e as pessoas acabaram partindo para as cidades vizinhas e abandonando os garimpos que já não tinham mais nada a oferecer.
Igreja e Cemitério em Desemboque. Fotografia de Luis Leite
Atualmente o local é uma vila pertencente ao município de Sacramento tendo apenas 20 casas, duas igrejas muito bem conservadas e um cemitério. Interessados em visitá-la podem ficar em Sacramento ou na bela cidade de Araxá (365 km de Belo Horizonte): local histórico e com belíssimos monumentos.
Atrativos turísticos urbanos
Basílica do Santíssimo Sacramento. Fotografia de Luis Leite
Basílica de Nossa Senhora do Patrocínio do Santíssimo Sacramento
Museu Histórico Coralia Venites Maluf
Colégio Allan Kardec (foto acima) / Museu Corina Novelino
Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Desemboque)
Parque Náutico de Jaguara
Parque Municipal da Gruta dos Palhares (foto de Luis Leite)
Reportagem de Arnaldo Silva - Fonte parcial: Wikipédia.

domingo, 22 de outubro de 2017

Conheça Governador Valadares

Goval, como é carinhosamente chamada,  localiza-se no vale do rio Doce, a leste da capital do estado, distando desta cerca de 320 km. Sua população em 2017 era de 280 901 habitantes. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,727, considerando como alto em relação ao estado.
Após a década de 1940, a extração de mica e pedras preciosas trouxe um forte crescimento populacional, sendo ainda considerada a principal fonte de renda municipal ao lado da pecuária e do comércio. ( na foto ao lado Topázio extraído em Governador Valadares em exposição no Museu Americano de História Natural de Nova Iorque.) A cidade é banhada pelo rio Doce e tem como importante marco natural o Pico da Ibituruna, o qual pode ser avistado de quase todo o município e oferece a oportunidade de escaladas e saltos de voo livre (na foto abaixo de Sérgio Mourão/Encantos de Minas), inclusive campeonatos nacionais e internacionais dessa modalidade. Eventos como o GV Folia e a Expoagro GV (exposição agropecuária) também configuram-se como principais atrativos.
O município possui ainda outras diversas atrações turísticas em seu território, sendo em área rural ou na zona urbana de Governador Valadares. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), existiam no ano de 2000 cerca de 43 hotéis em toda cidade. 
Conheça os principais pontos turísticos e culturais da cidade: 
Parque Municipal de Governador Valadares.
Uma das principais fontes de renda da cidade ainda é o turismo. O município possui várias atrações turísticas. Com destaque para o Pico da Ibituruna (na foto acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas). Com 1.123 metros de altitude acima do nível do mar, possui as melhores térmicas do mundo e se consagra como cenário nacional e internacional na prática do voo livre. Além do voo livre, a área do pico é propícia para a prática de outros esportes de aventura. É uma marca registrada de Governador Valadares, sendo um dos mais lindos cartões postais. Atualmente, o Ibituruna é considerado como APA (Área de preservação ambiental).
Ilha dos Araújos: É um bairro residencial de alto padrão e paisagens ao som do rio Doce quebrando entre as pedras no fundo do rio. Excelente para a prática de esportes como uma caminhada ou um passeio de bicicleta e até mesmo para o lazer. Possui 4,5 km de extensão e intensa arborização.(fotografia acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
Açucareira: Antiga usina de cana-de-açúcar, a Açucareira (foto acima do Zano Moreira) foi recentemente tombada como patrimônio histórico de Governador Valadares. Está em estudo um projeto para transformá-la em um grande centro cultural da cidade.
Praça Serra Lima: É uma homenagem a um dos pioneiros de Governador Valadares: José Serra Lima, o homem que projetou a área central da cidade. É um dos pontos mais tradicionais, e que não passa despercebida. É exuberante para quem trafega pelo centro. Possuía um chafariz com iluminação, e no Natal, ela destaca-se pelos arranjos natalinos nas noites (árvore urbana predominante)
Praça da Estação: Conhecida também por Praça João Paulo Pinheiro, tem a primeira locomotiva a cruzar a cidade entre as décadas de 1920 e 1930. Possui uma enorme fonte onde fica a locomotiva, cercada de lindos jardins floridos e árvores centenárias. O parque fica na entrada da estação ferroviária, e próximo ao GV Shopping.

Ponte do São Raimundo: É a primeira ponte da cidade. Surgiu com o progresso da rodovia BR-116 (Rio-Bahia). Quem passa por ela, vê a grande extensão do Rio Doce e uma vista parcial de Governador Valadares bem ao fundo.(fotografia acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
Rio Doce: Visto em vários bairros da cidade, o rio Doce é admirado por sua largura e comprimento. Em toda a sua margem há árvores e gramas. Alguns pontos com pedras, fazendo assim um barulho de cachoeira inconfundível. Pássaros também são vistos com frequência. Lindas garças brancas e outras espécies canárias.
Museu da Cidade: O Museu Histórico do Município de Governador Valadares foi fundado em 1983, com o nome de Museu da Cidade. Abriga uma variada gama de objetos, com um acervo de mais de 1.200 peças, desde instrumentos de suplício (utilizados para castigar escravos), trajes litúrgicos antigos, aparelhos telefônicos, cerâmicas indígenas, documentos e fotografias até pequenas curiosidades como a cópia da Planta Original do Traçado da Cidade.
Mercado Municipal: Após passar por um processo de revitalização com recursos do governo estadual, o velho mercado, inaugurado na década de 1940, foi entregue à população em março de 2007 completamente reestruturado. Os trabalhos de recuperação de um dos principais centros comerciais da cidade se prolongaram por cerca de dois anos. Uma gigantesca estrutura metálica foi erguida sobre a área de 9.500 metros quadrados. Ultimamente, o mercado sofre problemas de segurança.
Costumes, artes e eventos
No município, possui uma razoável tradição em seu artesanato e culinária. Normalmente, pratos regionais - que vão desde tortas e bombons a pequenas refeições caseiras, como arroz e feijão - e peças artesanais são vendidas em barracas e feiras da cidade ou em eventos recorrentes ao longo do ano. Na cidade existe a Associação dos artesãos de Governador Valadares. A associação organiza eventualmente exposições e vendas de artefatos produzidos. Um dos principais locais utilizados é o mercado municipal de Governador Valadares.

Atualmente, com o objetivo de estimular o turismo local, a prefeitura em parceria com empresas da cidade organiza durante o ano algumas festas e eventos. Muitas já são tradição no município. São algumas delas:
GV Folia: Carnaval fora de época. Ocorre todo ano no mês de abril. No ano de 2007 foi eleita a micareta mais segura do país. Com bandas nacionais, excelente estrutura e a festa movimenta a cidade em seus 3 ou 4 dias deixando os Hotéis lotados.
Festa da Fantasia: Uma das maiores do gênero no Brasil e a maior de Minas Gerais ocorre anualmente entre os meses de abril e maio. Conta com a participação de cantores e grupos musicais nacionais
Expoleste: A Expoleste é uma feira de negócios do Leste de Minas Gerais, tem como objetivo ser uma vitrine do desenvolvimento da região. Reúne diversos setores da economia e promove a interação entre público – consumidor, fornecedores, imprensa e meio empresarial. Sua credibilidade levou à inclusão no calendário oficial de eventos da Secretaria de Estado da Indústria e Comércio de Minas Gerais e no calendário Brasileiro de Exposições e Feiras do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Expoagro: A exposição é realizada todo mês de julho, promovida pela união ruralista Rio Doce. Sua duração é de uma semana. Dentro da programação constam exposições, leilões, concursos de animais, rodeios, vaquejadas e shows artísticos. A exposição é o maior evento do setor agropecuário, com destaques para bovinos e equinos da região do vale do rio Doce. A exposição vem atraindo cada vez mais visitantes e expositores das diversas regiões de Minas Greais.
Brasil Gem Show: É considerada a maior e mais importante feira da América Latina no segmento de pedras e gemas. Possui ainda relevante importância na economia valadarense. 
Fonte parcial das informações: Wikipédia

sábado, 21 de outubro de 2017

Conheça Bichinho, o pitoresco distrito de Prados MG

          Bichinho, (na foto acima de César Reis) é um pitoresco distrito da cidade de Prados, no Campo das Vertentes, apenas 7 km de  Tiradentes e a 185 km de Belo Horizonte.
          Sua origem é do século 18, com o início da atividade mineradora em Minas Gerais. 
          Teve como morador ilustre o Inconfidente Vitoriano Veloso, que deu nome oficial ao distrito, embora todos chamam o vilarejo pelo nome original, Bichinho.
 Um dos destaques de Bichinho é a Igreja de Nossa Senhora da Penha e seu cruzeiro, o cartão postal do distrito. A construção da igreja foi idealizada por      Manoel Victor de Jesus no século 18. A obra levou 40 anos para ser construída, entregue em 1771. Posteriormente, em 1873, a  igreja passou por reedificação. Em estilo barroco, tem sua ornamentação e pinturas preservadas até os dias de hoje. A grandiosa obra é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Ipham).(na foto acima, de autoria de César Reis, o altar da Igreja de Nossa Senhora da Penha)
     Quem visita Bichinho (na foto acima de César Reis) percebe de cara que o lugar é tranquilo e seus moradores são muito receptivos. 
Bichinho se destaca por seu rico artesanato, pelo talento de seus artesãos, sua culinária típica e por seu casario antigo, construído em sequência, com janelas e portas coloridas (como pode ver nas fotos abaixo de Saulo Guglielmelli), decoradas com lindas peças do artesanato local, muito bem trabalhadas, já que muitas casas são também ateliês dos artistas locais. 
     O artesanato em madeira é uma das características de Bichinho. Os artesão fazem escultura e painéis em madeira, bem como móveis em estilo colonial. Além da arte em madeira, são feitos ainda adornos forjados em ferro, colchas de crochê e fuxico e outras peças artesanais que encantam os visitantes. 
     A qualidade do artesanato dos artesãos de Bichinhos impressiona os visitantes, sendo esse um dos motivos do crescimento da exportação do artesanato de Bichinho para outros estados.
A Casa Torta
     Em 2016, o casal de atores Renato Maia e Lu Gatelli, criou a Casa Torta (na foto acima de Jerez Costa). A inusitada arquitetura, que é literalmente uma casa torta, é hoje um dos pontos mais visitados do distrito e mais fotografado também. Tem espaço para crianças brincarem e ainda local para se tomar café. Trata-se de um espaço cultural onde acontecem oficinas de arte, apresentações teatrais, gastronômicas e musicais.  A Casa Torta fica na rua São Bento, (31) 9 8718-8444
Museu do Automóvel
     Para os amantes de carros antigos, o distrito conta com o Museu do Automóvel. Foi inaugurado em 2006, pelo colecionador de carros Rodrigo Cerqueira, que desde 1976 começou a adquirir e restaurar carros antigos. Quem vem a Bichinho não pode deixar de visitar o museu que fica  no Sítio Pau D'angu - Estrada Real Tiradentes / Bichinho (a cerca de 5km de Tiradentes)
Horário de Funcionamento: Quarta a Domingo das 9h às 18h - Contato: (32) 3799-8033
Oficina de Agosto
     Desde os anos 80,  funciona em Bichinho o ateliê Oficina de Agosto, criado por Toti e sua irmã Sonia Vitaliano. O objetivo do ateliê é o de reunir artesãos da  região, recuperar e preservar a arte mineira. Este ateliê é bastante respeitado, devido a alta qualidade de suas peças e pinturas, que nascem do aproveitamento de materiais de demolição, madeira, ferro, lata, plástico e tecidos de algodão. (na foto abaixo de César Reis, rua do distrito enfeitada para Corpus Christi)
     Hoje, Bichinho já dispõe de opções de hospedagem e alimentação. Além disso, o distrito possui três tradicionais alambiques. Suas lojas e ateliês funcionam todos os dias, com horários de abertura e encerramento variando de acordo com cada ateliê. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Araxá das águas radioativas, sulfurosas e da lama negra

Segundo o IGBE, em 2018, Araxá contava com 105 mil habitantes. O município está na região do Alto Paranaíba, distante 367 km de Belo Horizonte. Araxá é nome de origem indígena e significa “lugar onde se vê o sol primeiro”.
Quando se fala em Araxá (na foto acima de Celso Flávio), vem logo à mente, Dona Beja, a bela cortesã que escandalizava a sociedade mineira no século 19. Seu nome era Ana Jacinta de São José, natural de Formiga e fez sua fama na cidade. Fama de cortesã e de mulher que lutava por seus objetivos e interesses, principalmente, lutava por Minas Gerais, estado que amava e se dedicava. Em Araxá o nome Dona Beja está presente em rótulos de cerveja, cachaça e em lojas comercias. Na cidade, tem o museu Dona Beja, com cerca de 300 peças e mobiliários do século XIX. A fonte de água radioativa, que fica no Parque do Barreiro, tem o nome da cortesã. Por sua beleza impressionante, as águas radioativas e sulfurosas, bem como a lama negra, ganharam fama no país inteiro de ser o motivo de tanta beleza da cortesã.
Casarios históricos de Araxá. Fotografia de Celso Flávio
A história e atrativos de Araxá vão bem além da vida de Dona Beja. (na foto acima, de Celso Flávio, casario da área central)
A cidade possui uma rica tradição culinária, principalmente na produção de doces e queijos artesanais, famosos, reconhecidos e premiados em Minas, no Brasil e até no exterior. A comida de boteco em Araxá é uma das melhores de Minas Gerais.

Por estar próximo a uma das entradas do Parque Nacional da Serra da Canastra, o município é muito procurado por amantes da natureza que vem principalmente da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba.

Algumas ruas e avenidas da cidade possuem jardins nos canteiros centrais. Na área central se destaca a Igreja de São Sebastião, datada de 1804, alguns casarões antigos, restaurantes, lanchonetes, museus e a Igreja de São Domingos. Em frente à Igreja, no alto de um morro, está o Parque do Cristo (na foto acima de Celso Flávio), tendo como destaque uma estátua do Cristo Redentor, de braços abertos, de 8 metros d altura. É um dos cartões postais da cidade e do alto do parque, pode-se ver toda a cidade.
Além dos pontos turísticos citados acima, o Grande Hotel do Barreiro de Araxá é sem dúvida a mais imponente e importante construção de Araxá e de Minas Gerais. Projetada pelo arquiteto Luiz Signorelli em 1938 e inaugurado pelo presidente Getúlio Vargas e o governador mineiro, Benedito Valadares, em 1944, o Grande Hotel reúne traços da arquitetura colonial com a imponência dos castelos europeus. 
São 27 metros de altura, 9 pisos com boa parte de sua decoração interior, como mármores, móveis, lustres, vitrais, etc., vindos da Europa que decoram quartos e seus luxuosos e impressionantes bares, corredores e salões. A construção impressiona pela beleza e luxo dos salões e pelos jardins no entorno do Grande Hotel, que foram projetados pelo paisagista Roberto Burle Marx. 
Até 1946, funcionou como hotel e cassino. Com o fechamento dos cassinos no Brasil, por ordem do presidente Eurico Gaspar Dutra, o Grande Hotel do Barreiro passou a ter somente a função de hotel. Hoje é patrimônio tombado de Minas Gerais e administrado pela Rede Tauá de Hotéis.
No entorno do Grande Hotel de Araxá estão as fontes medicinais de água radioativa que tem nome de Fonte Dona Beja (acima) e a Fonte Andrade Júnior (abaixo), de água sulfurosa. Ambas com livre acesso.
Ao lado do Grande Hotel estão as Termas de Araxá, onde pode se tomar banhos de águas radiativas, sulfurosas e com a famosa lama negra com propriedades medicinais comprovadas. 
Uma galeria suspensa (foto acima), toda decorada com pinturas que mostram pontos turísticos do Estado, liga as Termas ao Grande Hotel. Quem não é hóspede do Grande Hotel, pode entrar pela portaria das Termas. Lugar de beleza impressionante e um convite ao completo relaxamento com banhos medicinais e relaxantes. 
O banho com água radioativa é indicado para tratamento contra o diabetes, estresse, infecções e melhora do sistema imunológico. Já o banho com água, sulfurosa indicado tratar problemas de pele, intoxicações, inflamações, diabetes, asma, colites e doenças reumáticas. O banho de lama negra elimina toxinas, purifica e oxigena a pele. Possuem nutrientes para o corpo, além de combater doenças como artrite, artrose, psoríases, problemas no sangue, envelhecimento precoce, manchas, rugas, etc. A lama negra é indicada também para combater problemas emocionais como o estresse e a ansiedade. 
São oferecidos ainda massagens, acupuntura, sauna e duchas. Quem não quiser tomar banhos medicinais, pode relaxar e meditar na Mandala das Termas, um lugar que emana uma paz profunda.

Por isso que Araxá é considerado o maior spa de águas sulfurosas e radioativas do Brasil. Uma das mais importantes cidades mineiras.
Por suas águas medicinais, pelo seu Parque das Águas, por sua culinária, história, belezas naturais e tradições, Araxá merece estar no seu roteiro de viagens. 
Visite Araxá. Conheça a terra de Dona Beja, a terras das águas medicinais. A terra dos doces e dos queijos. Venha se deliciar nas águas de Araxá. Por Arnaldo Silva

domingo, 8 de outubro de 2017

Conheça Conceição do Mato Dentro

Considerada a “Capital Mineira do Ecoturismo” – por abrigar inúmeras belezas naturais – Conceição do Mato Dentro encontra-se na Região Central de Minas Gerais, na vertente oriental da Serra do Cipó da Cordilheira do Espinhaço. Distante da capital mineira 167 km e a 740 m de altitude, integra o Circuito Estrada Real e o Circuito Serra do Cipó. (foto acima de Raul Moura, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e abaixo, também de Raul Moura, vista parcial da cidade)
Com um grande potencial turístico, o município dispõe de um patrimônio natural singular, manifestado nos raros ecossistemas que compõem a Serra do Espinhaço. Tal condição teve reconhecimento em âmbito internacional, tendo sido declarada como reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2005.
Entre os atrativos naturais mais visitados, está a Cachoeira do Tabuleiro (na foto acima de PauloZaca). a mais alta de Minas Gerais e a terceira do Brasil -, com 273 m de queda livre e eleita, por duas vezes consecutivas pelo Guia 4 Rodas, como a mais bela do Brasil. Em 2012 foi eleita também, com mais de 40 mil votos, uma das “7 Maravilhas da Estrada Real”. O concurso foi realizado pelo Instituto Estrada Real, órgão ligado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). 
Soma-se à essas belezas, a riqueza do patrimônio arquitetônico formado por igrejas, capelas e outros monumentos, das várias delícias gastronômicas e de tantas outras manifestações artístico-culturais. E sem deixar de citar, é claro, uma das características marcantes dos conceicionenses, a hospitalidade. (na foto acima da Capela de Santana e abaixo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos homens Pretos - fotos de Raul Moura)
Visite a nossa cidade, será um prazer recebê-lo! Aqui você terá aventuras inesquecíveis e toda a exuberância da natureza, em suas mais variadas formas, para ser contemplada. E, sobretudo, com muito respeito ao meio ambiente.(na foto abaixo de Raul Moura, o interior do Santuário do Bom Jesus do Matosinhos)
Fonte da informação, exceto fotos site da Prefeitura Municpal

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