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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Broinhas de Fubá de Canjica

Ingredientes
1 xícara de leite frio integral
2 xícaras de fubá de canjica
4 ovos

1/2 xícara  de óleo
1/2 colher de sal (ou a seu gosto)

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Eu prefiro essa broinha salgada, mas se preferir doce, pode colocar açúcar, 1/4 de xícara de açúcar, com 1 pitada de sal. Se quiser também pode colocar grãos de erva doce à massa.
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Modo de Preparo
- Misture todos os ingredientes, menos os ovos, com as mãos de preferência e vá colocando aos poucos o fubá. Mexa bem. 
- Depois que colocar todo o fubá, coloque os ovos e mexa bastante 
- A massa deve ficar um pouco mole, mas consistente e lisa que permite enrolar as broinhas na mão. Caso esteja muito mole, acrescente mais fubá até ter uma boa consistência.
- Faça os moldes com as mãos e  numa fôrma untada e enfarinhada, coloque as broinhas e leve para assar em forno pré aquecido a 220 graus e  deixe assando até dourar.

Observação: essa broinha fica melhor com o fubá de canjica. Geralmente é encontrado em Minas, se encontra em supermercados. Fubá de canjica é o fubá branco, feito com o milho de canjica mesmo. Se não encontrar, faça com o fubá amarelo comum, não vai ficar a mesma coisa, mas ficará bom.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Valorize o Homem do Campo!

Eles são poucos lembrados, as vezes até ignorados e esquecidos. Estamos falando do sertanejo, aquele que trabalha a terra, que vive da terra, que faz a terra produzir. São imprescindíveis para a nossa economia e sobrevivência. Do trabalho deles, vem a comida para as nossas mesas.
(foto acima de autoria de Sérgio Mourão em Água Boa MG)
          Já imaginou sua vida sem o homem do campo? Frutas, legumes, hortaliças, leite... saem das mãos do trabalhar rural. Abra a sua geladeira e o seu armário de cozinha. 
          O que tem dentro deles vem das mãos do sertanejo que de domingo a domingo, com sol ou com chuva, levanta de madrugada e só para de trabalhar no início da noite, para garantir o alimento que você tem na cidade.
          Antes de chamar um sertanejo de caipira, grosso, sem cultura ou ironizá-lo por suas roupas e casas bem simples, lembre-se: se ele não plantar, você não irá comer. 
          Vamos valorizar quem muito trabalha! 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Conheça Gildásio Jardim

Comecei a pintar aos 13 anos, morava na zona rural, na comunidade Abelha Brava, Padre Paraíso. Minhas primeiras pinturas foram em cartolina, com tinta guache.
Comecei a pintar , por uma necessidade minha de expressar o que eu via e sentia. Comecei a desenhar com uns 7 anos, desenhava nas estradas de terra, na areia, e nos cadernos que meu pai comprava pra fazer cigarro.Fui alfabetizado aos 8 anos, eu já desenhava nessa época. Mas foi só aos 13 anos que eu tive acesso á tintas, então pintei os meus primeiros quadros.Como eu não conhecia ninguém que pintava e nem tinha conhecimento sobre técnica alguma; tive que me virar, fazer experimentações com as tintas que encontrava em minha cidade; tinta guache, tinta para tecido,látex,corante líquido e esmalte sintético.Depois de fazer algumas pinturas em cartolinas, comecei a construir minhas próprias telas usando algodão crú e restos de madeira serrada. Não tive a oportunidade de fazer nenhum curso de pintura.
No início minha pintura era só decorativa, paisagens, flores e animais, o que era bem recebido em minha cidade. Quando entrei no curso de licenciatura em geografia pela UNIMONTES na cidade de Joaíma, fui muito influenciado a pintar temas ligados ao curso , conheci a filosofia e sociologia, fiquei encantado. Essas disciplinas, e o FESTIVALE, me ajudaram a olhar mais e perceber minha própria cultura e a fazer uma série de quadros sobre as vivências culturais no Vale do Jequitinhonha.
Criei essa técnica de pintura onde confecciono as telas com tecidos estampados para fazer roupas. Pinto em 3D , cenas humanas cotidianas e da cultura popular de Minas Gerais e do nordeste brasileiro.
As estampas de tecido são lembranças das roupas das pessoas de minha comunidade que carrego em meu imaginário desde minha infância na zona rural.
Comecei a fazer telas com essas estampas com o objetivo de provocar uma fusão entre os personagens do meu universo com as cores que eles trazem na vestimenta.De cada estampa, tento tirar um personagem ou vivência da cultura popular. 
Queria retratar as vestimentas que tenho como referência de infância, que é a chita com bolinhas e florzinhas que as mulheres vestiam, e as chitas com xadrez que eram as camisas dos homens. Na verdade esse tecido era sinônimo de pobreza. Contudo, também era uma coisa muito bonita, que me remete a alegria e a simplicidade da minha gente, que tem como principal característica a afetividade.
Quando passei a trabalhar como professor de geografia, comecei a ensinar pintura á alguns alunos que se interessavam por desenho ; daí fui convidado a dar oficinas de pintura na própria escola pelo projeto PEAS , e na assistência social para os jovens e idosos do CRAS. Atualmente minha pintura é muito conhecida em minha cidade.
TÉCNICA: Acrílica, tinta p/ tecido, tinta látex e corante líquido. Eu mesmo confecciono as telas, usando madeira e tecidos estampados, como tricoline, chita, brim.
EXPOSIÇÕES 
Festivale: Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha nas edições: 2007, 2008, 2009, 2010, 2011 e 2012.
UFVJM: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri; 2008, 2009; 2010
UFMG: FEIRA DE ARTE SOBRE O VALE DO JEQUITINHONHA 2011, 2012, 2013
SESC RIO DE JANEIRO, unidade Engenho de Dentro 2013
SESC RIO DE JANEIRO, unidade São João de Meriti 2013
UNIVERSIDADE FEDERAL. UFVJM DIAMANTINA. 2013
JEQUISABOR. EDIÇÃO 2013 NA CIDADE DE CAPELINHA MG.
EXPOSIÇÃO NO CONGRESSO NACIONAL DE SAÚDE POPULAR EM PORTO ALEGRE 2013.
EXPOSIÇÃO NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DA BAHIA – UNEB 2014.
EXPOSIÇÃO NO ENCONTRO DA CNTE EM RECIFE 2014
EXPOSIÇÃO NA UNIMONTES 2015
EXPOSIÇÃO EM TRANCOSO – BA 2016.

Gildásio atua também como professor de geografia em uma escola estadual de comunidade rural de Padre Paraíso MG,  sempre usando muitos desenhos nas aulas. Contatos:(33) 98411-0045 - E-mail: gildasio-35@hotmail.com

Como fazer vinho de Jabuticaba

     Faço esse vinho sempre. Na temporada das jabuticabas, encho o saco da fruta e preparo meu vinho. E esse vinho é ótimo, muito gostoso mesmo. 
     Nativa da Mata Atlântica, a fruta é 100% brasileira e segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Química da Unicamp de Campinas, possui alto teor de antocianinas (bem mais que o encontrado no jambolão, amora e na uva). 
     A antocianina é um antioxidante que ajuda no combate dos radicais livres, reduz as chances de desenvolvimento de doenças cardíacas.. Além disso, a polpa da jabuticaba contém niacina, uma vitamina do completo B que ajuda a facilitar a digestão e eliminar toxinas no organismo, vitamina C, fósforo e ferro.
     Até mesmo a casca da fruta tem sua utilidade e não deve ser jogada fora. Pode ser comida naturalmente. Isso porque a substância pectina, uma fibra indicada para reduzir os níveis de colesterol, está presente na casca da fruta. Além disso, a pectina ajuda a evitar a prisão de ventre, além de conter elementos antialérgicos. Caso não queria comer a casca in natura, pode batê-la no liquidificador com água e tomar como suco ou mesmo, fazer geleia da casca.
Agora vamos aprender a fazer vinho de jabuticaba
- 10 litros  litros de jabuticabas usando como medida uma lata óleo, vistosas e lavadas.
- 500 gramas de açúcar (A jabuticaba já tem açúcar natural, não precisa mais que isso, mas se quiser mais doce, coloque mais açúcar.)

- 5 potes de 2 litros cada (em cada garrafa coloque um pouco de álcool e chacoalhe bem, para desinfetar as garrafas) 
Agora vamos preparar o vinho
- Lavei as jabuticabas e deixei elas secarem por completo;
- Peguei um vidro de 2 litros, coloquei jabuticabas inteiras, amassei um pouco para que algumas frutas soltassem o liquido, depois açúcar, mais jabuticaba e cobri com açúcar. 

- O teor alcoólico natural da jabuticaba é de 3% apenas. Se julgar fraco, coloque em cada pode um copo americano de cachaça destilada.
- Depois de fazer esse processo em em todos os potes, tampei o vidro.
- Deixei os recipientes num lugar fresco e ao abrigo da luz por 60 dias. O ideal é 90 dias, caso não tenha pressa. 
- Nesse período, dei umas leves sacudidas no recipiente, abri e fechei de novo os potes todas as semanas para evitar acúmulo de gases.
- Depois desse período, mexi lentamente as jabuticabas com uma colher de pau para que as jabuticabas ainda inteiras estourassem, coei numa peneira fina para que não ficasse resíduos da casca das jabuticabas, descartei as cascas e coloquei o vinho em garrafas bem limpas e fechei com rolhas.
Coloquei um pouco numa garrafa que estão vendo na fotografia e deixei na geladeira. Agora é só tomar. (Receita de Arnaldo Silva. As duas primeiras fotos de Arnaldo Silva, terceira, de Lourdinha Vieira)

Praça Tiradentes em Ouro Preto ontem e hoje

A Praça Tiradentes é uma praça localizada na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. (a imagem acima é de 1885 - não foi possível ainda identificarmos o autor da imagem) Foi o local onde a cabeça do mártir da independência, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes foi exposta (1792) em Vila Rica, atual Ouro Preto. No local onde estivera o poste (atual praça Tiradentes) se encontra hoje um monumento ao Mártir. Verifica-se que curiosamente, a estátua em bronze de Tiradentes está de costas para a então residência oficial do governador.
Praça Tiradentes em 1885. Pintura do artista plástico José Rosário.
O local onde hoje se encontra a Praça Tiradentes, em Ouro Preto, era conhecido no século XVIII como Morro de Santa Quitéria e durante quase todo o século XIX, chamou-se Praça da Independência. Em 1894, com a inauguração do Monumento em homenagem a Tiradentes , passou a se chamar Praça Tiradentes. Por volta de 1750, começava a se formar o conjunto arquitetônico da praça. Em 1748, aproximadamente, já começava a funcionar no local o novo Palácio dos Governadores.
Praça Tiradentes em 2016. Fotografia de Arnaldo Silva
Hoje, a Praça Tiradentes é marcada por dois imponentes prédios: o Museu da Inconfidência (antiga Casa da Câmara e Cadeia - 1784) e o Museu de Ciência e Técnica (antigo Palácio dos Governadores). Compondo o conjunto, há um admirável casario colonial onde se destacam: - Conjunto Alpoim: são diversas casas que teriam sido projetadas pelo brigadeiro José FernandePinto Alpoim, que vão do número 52 ao 70. Entre elas, está a casa de Dom Manoel de Portugal e Castro, que foi o último governador da Capitania de Minas Gerais no período colonial. As três grades das sacadas apresentam uma curiosidade; nelas se encontram a inscrição: “ para memória do benefício imortal teu nome fica gravado neste metal .”
Há uma lenda que conta que a amante do governador é que teria mandado fazer a inscrição na sacada de sua casa. - Casa da Baronesa. Nº 33. - Câmara Municipal e Posto de Informações Turísticas. Nº 41. - O Restaurante Estudantil – REMOP. Nesse local, no século XVIII, existiu a Santa Casa de Misericórdia. O prédio atual, em estilo neoclássico, já serviu como Fórum no princípio do século. (fonte da informação: Wikipédia)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

As 10 maiores cidades do Vale do Jequitinhonha

O Vale do Jequitinhonha está situado a Nordeste de Minas Gerais, na divisa com a Bahia. Conhecida pelos baixos índices sociais, tem o privilégio de ser banhada pelo Rio Jequitinhonha. É também conhecida por suas belezas naturais fantásticas, bem como sua riqueza cultural, com traços da cultura portuguesa,indígena e da cultura negra.
51 municípios formam o Vale do Jequitinhonha, dividido em 3 regiões: Alto Jequitinhonha, formado pelas cidades próximas a  Diamantina onde estão os melhores indicadores econômicos do Vale; Baixo Jequitinhonha, formado por cidades próximas a Almenara e Baixo Jequitinhonha, já na parte oriental, na divisa com a Bahia.

Conheça as 10 maiores cidades do Vale do Jequitinhonha, em número de habitantes.
1ª - Almenara
 Sua população, de acordo com a estimativa realizada pelo IBGE em 2019, era de 41.896 habitantes. Está a 744 km de Belo Horizonte. (Imagem enviada pelo João Avelar)
2ª - Diamantina 
Sua população estimada em 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística era de 47.723 habitantes.É a terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, de Francisca da Silva de Oliveira, a famosa Chica da Silva, e de Domingos José de Almeida. Está a 292 km de Belo Horizonte.(fotografia de Manoel Freitas)
3ª - Capelinha
 Sua população estimada em 2019 era de 37.784 habitantes. É sede da Microrregião de Capelinha, região mais ocupada demograficamente do Vale do Jequitinhonha, exercendo na região uma polarização econômica, educacional, cultural, empresarial e esportiva. Única cidade da região a possuir um Aeroporto e um Anel Rodoviário. É a nova sede do futuro campus da UFVJM e do IFNMG. A povoação se iniciou em 1812, a partir da construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça por Feliciano Luiz Pego. Está a 427 km de Belo Horizonte.(foto acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
 4ª - Araçuai 
Sua população estimada em 2019 era de 36.708 habitantes. A cidade faz parte da Mesorregião do Jequitinhonha e da Microrregião de Araçuaí, tendo área de 2 235,696 km² e distanciando-se 678 km da capital mineira, Belo Horizonte. (fotografia de Ernani Calazans)
5ª - Itamarandiba
   A cidade, em franco desenvolvimento. Sua população, de acordo com estimativa do IBGE, era de 34 735 habitantes em julho de 2019.O município que possui extensa e diversificada base territorial situa-se no Alto Vale do Jequitinhonha, sendo um dos principais municípios dessa região. O município estende-se sobre os domínios do bioma Mata Atlântica - a leste - e Cerrado. O relevo é marcado pelas grandes chapadas e pela Serra do Espinhaço - Reserva da Biosfera-UNESCO. Está a 406 km de Belo Horizonte.(fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
6ª - Minas Novas 
De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2019, sua população é de 31.484 habitantes.Minas Novas tem o 8º maior PIB do Jequitinhonha, com um grande potencial de desenvolvimento. Está a 500 km de Belo Horizonte.(fotografia de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
7ª - Novo Cruzeiro 
Sua população estimada em julho de 2019 era de 31 331 habitantes.
Distante da capital a 494 km, terra do famoso Festival da Cachaça. Também uma cidade de relevância histórica, com patrimônios preservados da antiga Estrada Férrea Bahia-Minas. Cidade em ampla expansão impulsionada pela recente chegada da pavimentação da sua estrada principal que a liga à BR 116 e com ampliação de seus serviços de comunicação como linha de celular, Internet e outros. Atualmente vem crescendo em diversas áreas. A principal delas é o comércio. (foto de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
8ª - Jequitinhonha
Sua população estimada em 2019 era de 25.391 habitantes.O topônimo "Jequitinhonha" é de origem indígena e tem o significado de "rio largo e cheio de peixes". Fica a 690 km de Belo Horizonte.(foto acima do Barbosa)
9ª - Pedra Azul 
Sua população em 2019 está estimada em 24.324 habitantes, pelo IBGE. Com uma cultura bem diversificada e interiorana que atrai muitos turistas. É uma cidade histórica mineira, mas não dos tempos do Brasil Colônia. Sua arquitetura é eclética, mistura do barroco do final do século 19, com o modernismo do início do século 20. Fica a 720 km de Belo Horizonte.(fotografia de Andréia Lima)
10ª - Caraí
Sua população, segundo o IBGE (2019) era de 25;685 habitantes. Está a 536 km de Belo Horizonte. (fotografia acima de Sérgio Mourão/Encantos de Minas)
(fonte dos dados: IBGE e Wikipédia)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Conheça Santa Maria do Salto

 
O fundador da cidade de Santa Maria do Salto – MG, foi José Joaquim Cabral, um lavrador que residia em uma cidade de interior baiano chamada de Ituassú. Em busca de melhores dias, como muitas outras pessoas que buscavam terras virgens para a exploração de madeira e plantação de lavouras, resolveu deixar sua terra e vir para Minas Gerais. Em aqui chegando ocupou uma área de matas, derrubando-a, construindo uma casa taipa que passou a ser seu lar. Logo, devido a seu intenso trabalho, prosperou e criou sua família. Tinha o apelido de “José Tropeiro”, pois trabalhava com uma tropa, isto é, um conjunto de animais de carga, com o qual transportava o produto de sua lavoura para comercialização em outros lugares.
Os demais colonos, também, foram se instalando e cultivando suas terras. Algum tempo após, um dos extremantes propôs comprar área do José Tropeiro, para aumentar sua propriedade; com isso não concordou a esposa de José, continuando a família a laborar em sua fazenda. Estando José Tropeiro já em idade avançada e, não querendo vender sua área, reuniu sua família e, aventou a idéia de tirar uma área destinada a criação de um arraial, berço da atual cidade, com o que todos concordaram. Isto ocorreu nos meados de 1936, logo circulando o boato em toda a região, sendo muito aplaudido. Acudiram pessoas de todas as partes, sendo os fazendeiros circunvizinhos os primeiros a adquirirem seus lotes e construírem suas casas. No ano seguinte, 1937, o arraial já contava com varias casas, expandindo-se rapidamente. Os primeiros habitantes, além da família do fundador, foram dentre outras as famílias Jesuino Gil, Cármino José de Souza, Ferraz de Brito, Gonçalves Viana, Antônio Rocha, Abdias Ruas, Costa Gomes, Almeida Campos, Rodrigues Soares e Alves de Souza. Logo foi erigida uma capela que, demolida algum tempo depois, deu lugar a construção da Matriz, cuja padroeira era a Imaculada Conceição, donde o nome de Matriz da Imaculada Conceição, pertencente à diocese de Araçuaí.
Com o desenvolvimento do arraial, a noticia foi levada ao conhecimento do Prefeito de Vigia, hoje Almenara, que mandou um fiscal para se inteirar dos fatos, os quais relatados à autoridade citada, culminaram com visitas periódicas do fiscal que passou a cobrar impostos e a efetuar algumas obras públicas, como alargamento de ruas e outras.
No ano de 1938, devido ao grande número de crianças, em idade escolar, foi criada uma escola, sendo professora Da. Julieta Costa Gomes que, necessitando de ajuda convidou algumas moças para, igualmente, lecionarem, dentre elas Odete Porto, Anísia Silva Cabral e Maria Rodrigues.
No ano de 1942 foi aberta a primeira estrada de rodagem ligando o arraial à cidade de Jacinto e à Almenara, na gestão do Prefeito Acúrcio de Lucena Pereira, que veio inaugurá-la com grande comitiva.

Integrando o município de Vigia, o arraial recebeu o nome de povoado de Santa Maria, em homenagem à esposa do fundador que se chamava Maria; algum tempo depois, o povoado passou a pertencer ao município de Jacinto e, posteriormente, ao de Salto da Divisa, recebendo, então, o nome de Santa Maria do Salto. Com o desenvolvimento do povoado, e a interferência do Deputado Estadual, Dr. Otelino Ferreira Sol, foi este elevado à categoria de Vila, tendo sido construída uma nova rodovia, facilitando o acesso à Salto da Divisa.
Finalmente, em 30 de dezembro de 1962, pela Lei Estadual n° 2.764, foi a vila de Santa Maria do Salto, elevada à categoria de cidade, a qual foi instalada em 01 de março de 1963.
DADOS GEOGRÁFICOS 
A cidade de Santa Maria do Salto é rodeada por uma cadeia de pedras, tendo formato de uma bacia; dista 19 km da margem direita do Rio Jequitinhonha, e é banhada pelo córrego de Areia. É servida por uma rodovia de acesso à rodovia estadual MG -405.
A área do município é de 553 km², e sua população, segundo o censo de 2007, é de 5.837 habitantes. Está situada numa altitude de 170 m, e a 16° 20´20´00 de latitude sul e 40° 07´51” de longitude oeste.
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Pesquisa: Julieta Costa Gomes e Maria Célia Porto Souza
Fonte: Site da Prefeitura http://www.santamariadosalto.mg.gov.br
Fotos enviadas por Márcia Porto

domingo, 20 de novembro de 2016

Ser mineiro ...

Ser mineiro é não dizer o que faz,
nem o que vai fazer.
É fingir que não sabe aquilo que sabe.
É falar pouco e escutar muito.
É passar por bobo e ser inteligente.
É vender queijos e possuir bancos.
Um bom mineiro não laça boi com
embira, não dá rasteira no vento, não
pisa no escuro, não anda no molhado,
não estiva conversa com estranhos, só
acredita na fumaça quando vê o fogo, só
arrisca quando tem certeza, não troca
um pássaro na mão por dois voando.

Ser mineiro é dizer UAI e ser diferente; é
ter marca registrada, é ter história.
Ser mineiro é ter simplicidade e pureza,
humildade e modéstia, coragem e
bravura, fidalguia e elegância.

Ser mineiro é ver o nascer do sol e o
brilhar da lua; é ouvir o cantar dos
pássaros e o mugir do gado; é sentir o
despertar do tempo e o amanhecer da
vida.

Ser mineiro é ser religioso, conservador,
cultivar as letras e as artes ; é ser poeta
e literato, é gostar de política e amar a
liberdade, é viver nas montanhas e ter
vida interior.

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Texto de José B. Queiroz
(A autoria desta poesia foi registrada em 22/03/1985 sob o número 33702, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro) Esse texto é erroneamente atribuído a Carlos Drumond de Andrade em alguns publicações na rede.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

3 cidades mineiras entre as melhores para viajar no Brasil

A Trivago fez uma avaliação dos 10 melhores destinos para viajar no Brasil, levando-se em conta o custo-benefício das viagens, preços de hotéis e na própria avaliação dos turistas. Não que o turismo nessas 10 cidades sejam baratos, mas comparando-se com outras localidades, sim, estão mais em conta. A pesquisa divulgada em 2016, apontou 3 cidades mineiras entre as 10 mais bem colocadas em todo o pais. 
Ouro Preto foi a sétima colocada da lista. Fotografia de Elvira Nacimento
A mais bem colocada foi Monte Verde, distrito de Camanducaia no Sul de Minas, que ficou, em quarto lugar. Tiradentes no Campo das Vertentes ficou em sexto lugar e Ouro Preto a 96 km de Belo Horizonte, na sétima posição.
Tiradentes  foi a sexta colocada da lista. Fotografia de César Reis
Numa lista de 10 cidades de todo o país, ter 3 cidades mineiras no topo da lista da Trivago, é o reflexo do crescimento do turismo em toda Minas Gerais que estamos percebendo ao longo dos últimos anos.
Monte Verde MG foi a mais bem coloca de Minas, ficou em quarto lugar. Fotografia de Ricardo Cozzo
O Governo de Minas Gerais, através da secretária adjunta de Turismo, Silvana Nascimento  afirmou na grande imprensa loque que o resultado da pesquisa saiu, em 2016 que "A avaliação positiva dos hóspedes reflete a satisfação com a estrutura e o atendimento dos hotéis que eles utilizaram nos passeios. As próprias cidades em si passam a ser reconhecidas como referências no campo da hospitalidade".
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A escolha das cidades foi baseada em pontuações que vai até 100 pontos. Quanto maior a pontuação, mais bem avaliada é a cidade. As que ficaram no topo da lista, com maiores pontuações, foram essas 10 abaixo, em ordem:
01. Bonito – Mato Grosso do Sul – 95,56 pontos
02. Porto Seguro – Bahia – 95,42 pontos
03. Morro de São Paulo – Bahia – 95,29
04. Monte Verde – Minas Gerais – 95,29
05. Ilha Bela – São Paulo – 94,94
06. Tiradentes – Minas Gerais – 94.94
07. Ouro Preto – Minas Gerais – 94.13
08. Jericoacoara – Ceará – 93.77
09. Paraty – Rio de Janeiro – 93,73
10. Caldas Novas – Goiás – 93,63

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Dicas para montar um tábua de queijos

(Por Arnaldo Silva) Que o queijo de Minas Gerais é o melhor do Brasil isso não é novidade para ninguém. O queijo corre nas veias do mineiro e está presente no nosso dia a dia.
          Comer um queijo mineiro é simples. Basta uma faca, cortar e pegar a caneca com café e pronto.
          Como tem gente que gosta de coisas mais finas, sofisticadas, com arranjos mais detalhados e degustar queijos mais, conhecer o mundo dos queijos é importante, já que são vários tipos diferentes de queijos produzidos no Estado. São mais de 50 tipos de queijos produzidos em Minas. No mundo todo, existem cerca de 400 tipos de queijos.
          Essa diferença é o que possibilidade preparar uma tábua de queijos variada, onde se pode degustar à vontade, sabores, texturas e massas diferentes de queijos. Saber harmonizar e preparar esses queijos em tábuas, para eventos familiares, empresarias e sociais, que requer queijos mais leves ou light. Para te ajudar nessa tarefa, temos aqui sei dicas de como montar uma tábua de queijos.

01 - Você tem a opção de escolher alguns tipos de queijos mineiros como o Canastra, Araxá, Serro, da Serra do Salitre, do Triângulo Mineiro, de Diamantina, o parmesão de Alagoa, o queijo Prato de Aiuruoca, os queijos de Cruzília e o Cabacinha do Vale do Jequitinhonha. Esses são só alguns exemplos. É bom ter variedades na tábua.
Os queijos menos calóricos são os mais brancos. Para uma tábua light prefira estes em maior quantidade, mas não deixe de colocar os outros para não ficar muito enjoativo.

02 - Além do queijo de leite de vaca, tem também em Minas o queijo de leite de búfala, produzido em Araújos MG e também de cabra, produzido em Barbacena. São deliciosos, leves, saudáveis e devem estar presentes em tábuas de queijos. 
03 - Segundo cálculos de donos de buffets, cada pessoa consome em média num evento, 20 gramas de queijos, desde que haja outras opções de comida. Se os queijos forem o prato principal ou o único, como em eventos de degustação de queijos, ai é diferente. Teria que ser 80 gramas por pessoa.
04 - Quando for escolher uma tábua para colocar os queijos, não use as feitas em madeira de pinho ou eucalipto porque o cheiro das tábuas vai interferir no sabor dos queijos. As de pedras pode usar tranquilamente. Mas as de madeira dão um charme mais rústico e rural à tábua. Basta escolher a madeira certa, sem cheiro. 
05 - Outro detalhe importante é que as tábuas não devem estar em geladeira porque, frias ou geladas, mudam o sabor dos queijos. E nem os queijos devem estar na geladeira porque perde todo o processo de maturação natural dos queijos. Na geladeira, o sabor, textura, cor e firmeza da massa são modificados. O único queijo que pode ir a geladeira é o Queijo Minas Frescal, mesmo assim vai soltar o excesso de líquido e perder o sabor. A melhor forma de armazenar queijos e preservar sua qualidade, sabor e originalidade, é armazená-los em queijeiras com telas, em temperatura ambiente. 
06 - Por fim, harmonize sua tábua com vinhos finos secos que é o melhor tipo de vinho, já que, sem o açúcar, a bebida não interfere no sabor do queijo. O mesmo com o pão italiano de casca dura. Tanto os vinhos secos, como o pão de casca dura não interferem no sabor do queijo, assim, pode se apreciar melhor a textura, a massa e o sabor do queijo em suas características originais.
Ai estão as dicas. Agora é só colocá-las em práticas.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

15 apaixonantes cidades da Serra da Mantiqueira

A Serra da Mantiqueira é uma cadeia de montanhas que fica no Sul de Minas Gerais, se estende para SP e Rio de Janeiro. É uma das mais belas regiões do Brasil, atraindo todos os anos casais e amantes da natureza para passeios. São passeios incríveis, em lugares de tirar o fôlego, realmente inesquecíveis. (na foto acima de Marlon Arantes, Aiuruoca MG)
Nesse post, você irá conhecer 15 cidades da Serra da Mantiqueira 
01 - Aiuruoca
Aiuruoca é uma das mais charmosas e atraentes cidades da Serra da Mantiqueira. Com uma população é de 6.003 habitantes, em 2019, segundo o IBGE, a cidade se destaca pelo seu carnaval, um dos melhores da região, sua gastronomia tipicamente mineira, seu casario e casarões em estilo colonial são charmosos e elegantes. A matriz de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1726, é uma joia da história mineira. Aiuruoca se destaca ainda na produção de produção de azeites e queijos de qualidade. (na foto abaixo, de Marlon Arantes, vista parcial de Airuoca)
O município é abençoado pela natureza, um convite total ao descanso, sossego, relaxamento e pra quem gosta de esportes radicais o município tem estrutura para as práticas de Rapel, canyoning, escalada, tirolesa, rapel guiado, off-road, mountain bike, mini-rafting, rafting, boia cross. São mais de 80 cachoeiras paradisíacas, picos, como o do Papagaio e pousadas aconchegantes, tanto na área urbana, quanto na zona rural e totalmente integradas às belezas naturais da Serra da Mantiqueira. 
02 - Monte Verde
As baixas temperaturas, a gastronomia e o charme da arquitetura de Monte Verde (na foto acima de Ricardo Cozzo) é o maior atrativo para turistas que visitam o famoso distrito de Camanducaia MG, Sul de Minas. Monte Verde fica a cerca de 166 km de São Paulo (SP) e 490 km de Belo Horizonte, pela BR 381. As temperaturas baixas, chocolates e arquitetura que lembra a Suíça, faz do distrito com cerca de 6 mil moradores a "cidade dos namorados". Local de generosa natureza, rodeados por montanhas e uma diversidade de restaurantes e locais para passeio, fazem de Monte Verde uma o local ideal para quem quer fugir da tumultuada vida na cidade grande.
03 - Itamonte
O município de Itamonte (na foto acima de Paulo Santos) contava com 15.779 habitantes, segundo o IBGE em 2019. A cidade é cortada pela Serra da Mantiqueira, onde se encontram alguns dos pontos mais altos da região, destacando-se a Pedra do Sino de Itatiaia com 2.670 metros, localizada no Parque Nacional de Itatiaia, e a Pedra do Picu com 2.151 metros, além de várias cachoeiras, dentre elas, as cachoeiras da Fragária, do Escorrega, da Conquista e da Usina dos Bragas.
04 - Marmelópolis
Marmelópolis (na foto acima de Jair Antônio Oliveira) integra o Circuito Turístico Caminhos do Sul de Minas e tem a totalidade de seu território pertencente à APA Serra da Mantiqueira, abrigando também uma RPPN - Reserva Particular do Patrimônio Natural - (RPPN da Terra da Pedra Montada). Anualmente, em setembro, a cidade sedia a Festa do Marmelo, a fim de promover a principal cultura da cidade. É uma das cidades mais frias de Minas. No inverno a temperatura cai abaixo de 0 graus negativos e as geadas são constantes. Segundo o IBGE, em 2019, eram 2755 moradores.
05 - Alagoa
Alagoa (na foto acima de Rildo Silveira) é conhecida pelo queijo parmesão produzido pela população que vive na Zona Rural, sendo considerada a "Terra do Queijo Parmesão". O clima e topografia são determinantes no diferencial do sabor dos queijos alagoenses.
Cidade tranquila, com pouco menos de 3 mil habitantes (2.674/IBGE/2019) é uma das menores cidades de Minas Gerais, porém muito movimentada durante os festejos da Semana Santa, Torneio Leiteiro - ExpoAlagoa, Nhá Chica, Natal e Reveillon, épocas que os alagoenses que residem em outras cidades retornam para a cidade. (na foto abaixo de Jerez Costa, um dos principais atrativos de Alagoa, o queijo)
Tem grande potencial turístico, que está sendo desenvolvido e estruturado pela Secretaria Municipal de Turismo.
Como na Amazônia, tem duas estações: o tempo das águas e o tempo da seca. No mês de maio e junho o clima é idêntico ao europeu, faz muito frio nestas épocas, chegando a gear e o termômetro registrar temperaturas negativas.
06 - Maria a Fé
Maria da Fé (na foto acima de Leonardo Bueno) contava em 2019 com  era de 14.095 habitantes, segundo o IBGE. A sede do município está a 1 258 metros de altitude.
Maria da Fé é conhecida como a cidade mais fria do Estado de Minas Gerais. No inverno as temperaturas mínimas podem descer abaixo de 0°C.O município está localizado em plena Serra da Mantiqueira bem próximo à estância paulista de Campos do Jordão e às mineiras do chamado Circuito das Águas. O turismo é ainda incipiente, mas existem possibilidades de turismo rural, com passeios a cavalo e comida de fogão a lenha.
Seus principais bairros e distritos são: Pinto Negreiros, Mata do Izidoro, Posses, Ilha e São João. Na cidade, a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes possui murais de Pietro Gentilli, pintor italiano que também possui obras em Americana (Estado de São Paulo) e Mariana (Minas Gerais). A cidade também possui um Centro Cultural, onde estão disponíveis informações históricas e turísticas sobre o município e também a Casa do Artesão, um espaço criado para a exposição de trabalhos de artesanato da cidade. (na foto abaixo de Thelmo Lins)
Na praça Getúlio Vargas estão algumas das mais antigas oliveiras da cidade, conhecida nacionalmente como Cidade das Oliveiras, já que a fazenda experimental de Maria da Fé da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) é a única produtora de mudas de oliveira do Brasil, e que deu origem a duas variedades de oliveiras genuinamente brasileiras, resultadas de cruzamentos e anos de pesquisas da instituição: a JB e a Maria da Fé.
07 - Gonçalves
Cidade pacata, hospitaleira e com pessoas simpáticas e educadas, Gonçalves (na foto acima de Gislene Ras) é atualmente um dos pólos turísticos em forte desenvolvimento na Serra da Mantiqueira, fazendo parte do circuito turístico Serras Verdes do Sul de Minas. Segundo o IBGE, Gonçalves contava com 4.350 moradores em 2019) Na cidade é possível praticar Mountain Bike, Trekking, Boia Cross, Cascading, Rapel, Cavalgada e Off Road. Em Gonçalves existe uma empresa de produtores rurais orgânicos, que vem crescendo muito nos últimos anos, que faz uma feira orgânica aos sábados e um caminhão leva cestas para a cidade de São Paulo.
08 - Passa Quatro
Passa Quatro contava em 2019, com 16.344 habitantes, segundo o IBGE. O município vem se firmando, nos últimos anos, como um polo de atração para o ecoturismo e o turismo rural graças a sua exuberante natureza formada por montanhas, cachoeiras, fazendas, pesqueiros entre outras atividades que favorecem a realização de atividades turísticas dessa natureza, bem como os festejos culturais e religiosos que movimenta a cidade e atraem turistas como os festejos de 'Corpus Christi', a Festa do Gado Leiteiro, o Carnaval, Festivais de Bandas, passeios ciclísticos, ralis etc.
Na cidade, atualmente, se encontra um passeio turístico no Trem da Serra da Mantiqueira que liga a estação local ao túnel ferroviário no alto da Serra da Mantiqueira, próximo à Garganta do Embaú, que foi palco de episódios militares durante a Revolução de 32.
Na cidade também pode se encontrar produtos típicos da região como doces e bebidas que trazem um aspecto gastronômico do interior aos turistas interessados em experimentar os sabores da culinária mineira do interior.
09 - Carvalhos
Seu nome é uma homenagem a família Carvalho, família de origem judaico-marroquina cujo nome original era Nahom. Esta família se assentou na região, construindo uma igreja dedicada a Nossa Senhora Aparecida, em um terreno doado pela dona de uma fazenda na região. Sua população estimada em 2019 era de 4.478 habitantes. Seus moradores vivem de pequenos comércios e da agropecuária, destacando a produção de queijos, morangos e uvas.  
A natureza em Carvalhos é exuberante. São cerca de 70 cachoeiras, sendo a Cachoeira da Estiva (na foto acima de Dalton Maciel) mais famosa. É conhecida também como "cidade das trilhas", por seus cerca de 400 km de trilhas que atraem trilheiros e jipeiros de todo o país. Outra beleza natural do município é o Pico do Muquém de altitude aproximada de 1800m acima do nível do mar.
Tem ainda o Pico do Calambau e dos Três Irmãos, que juntamente com o do Muquém, formam a Serra dos Três Irmãos. Há também o Pico do Quilombo (Serra do Quilombo), a Serra da Aparecida e a serra do Grão-Mogol.
10 - Delfim Moreira
Delfim Moreira (na foto acima de Geraldo Gomes) se destaca no cenário turístico pelas suas belas cachoeiras e paisagens. Além de diversas pousadas, das mais simples a mais sofisticada. Foi fundado em 17 de dezembro de 1938. Sua população segundo o censo realizado pelo IBGE em 2016 é de 8.203 habitantes. A altitude é de 1 200 metros e a área, 409,2 km²; a densidade demográfica resulta em 19,84 habitantes por quilômetro quadrado. Destaca-se pelas suas belíssimas cachoeiras que têm atraído diversos turistas de todos os estados brasileiros.O município de Maria da Fé está a norte, Virgínia a nordeste e Marmelópolis a leste. Os paulistas Cruzeiro e Piquete ficam a sudeste, Guaratinguetá a sul e Campos do Jordão a sudoeste. A oeste está Wenceslau Braz e a noroeste, Itajubá.
11 - Cristina
Sua população estimada em 2019 era de 10.242 habitantes. Cristina é conhecida como cidade imperatriz. O topônimo é uma homenagem à imperatriz Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II. O nome foi sugerido por um filho do município, o conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz. Por esta razão, em 1° de dezembro de 1868, a Vila Christina (que se denominava "Espírito Santo dos Cumquibus"), recebe a visita da Princesa Isabel e seu esposo, o Conde D' Eu, a convite do conselheiro, para conhecer a terra que recebera o nome de sua mãe.
Cristina é a terra natal de Delfim Moreira, 10º presidente da República. Conta ainda com um museu, o "Museu do Trem" (local onde são guardados equipamentos, utensílios da extinta ferrovia, inclusive uma locomotiva restaurada), monumentos, como o busto e crípta de "Dr. Silvestre Dias Ferraz Junior", a estátua do Leão e do Peixinho, o famoso "Chafariz", o túmulo do "Conselheiro Joaquim Delfino Ribeiro da Luz" (logo na entrada do Cemitério). Além de lindas praças, casarões antigos, inúmeras cachoeiras, rios, chácaras, fazendas históricas e montanhas.
O município integra o circuito turístico Caminhos do Sul de Minas e é servido pelas rodovias AMG-1905, MG-347 e MGC-383.

12 - Bueno Brandão
Segundo o IBGE, Bueno Brandão (na foto acima de W.J.D - enviada pelos Douglas Coltri) contava em 2019 com 11.001 habitantes. Sua principal atração é o turismo ecológico, principalmente por suas cachoeiras. Entre elas as consideradas mais bonitas são: do Luís, do Félix e do Machado II. Bueno Brandão está localizado na Serra da Mantiqueira, com altitudes de até 1600m (sede municipal a 1200m). Possui clima tropical de altitude, com média anual de 16,5°C, com máxima no verão de 32°C e mínimas de até -4°C nos invernos mais rigorosos.
13 - Bom Repouso
Bom Repouso (na foto acima de Jussan Lima) contava com 10.547 habitantes, em 2019, segundo o IBGE. Seu relevo é montanhoso e está a uma altitude média de 1371 metros acima do nível do mar, chegando a atingir uma altitude máxima de 1680 metros em seu ponto mais alto. Seu clima é ameno e úmido durante o verão e seco e frio durante o inverno. A temperatura média anual é de 19°C. Os padroeiros da cidade são São Roque e São Sebastião.
Pelo fator climático de sua região, o mesmo favorece culturas de frutas silvestres como o morango, sendo o município um dos maiores produtores da fruta em Minas. 
Bom Repouso possui a segunda maior imagem de Nossa Senhora das Graças do Brasil, com 20 metros de altura (na foto acima de Jussan Lima). A imagem foi inteiramente construída em argamassa, equivale a um prédio de seis andares e se encontra a 1410 metros de altitude.
14 - Itanhandu
A charmosa cidade de Itanhandu é a Capital dos Ovos no Brasil. Por seu clima puro e belezas naturais, é conhecida também como "cidade saudável" e ótima qualidade de vida oferecida a seu moradores passou a ser conhecida como a "Cidade Saudável", pelo clima puro e suas belezas naturais. Segundo o IBGE, em 2019, Itanhandu era de 15.331 habitantes. 
A cidade atrai praticantes de montanhismo, caminhadas, cavalgadas, motocros, voo livre, jeepismo e trilheiros todos os anos, graças ao seu enorme potencial turístico. As cachoeiras formadas pelos rios Itanhandu, Verde, Posses e Vermelho, são frequentemente procuradas pelos moradores e turistas. Outro ponto interessante muito procurado pelos turistas é a Pedra da Embocadura, uma formação rochosa, considerada pelos místicos um dos sete chacras do planeta. Além das belezas naturais, Itanhandu é uma cidade tranquila, com casario charmoso, uma ótima gastronomia, com produção caseira de doces e queijos, bem como possui pousadas aconchegantes. 
15 - Pedralva
Conhecida como "Cidades dos Gêmeos" pelo número acima de média nacional de gêmeos que nascem na cidade, Pedralva contava em 2019, segundo o IBGE, com 11.195 habitantes. A cidade é uma das mais atraentes cidades da região, principalmente por suas belezas paisagens. A cidade se destaca ainda pelo seu rico artesanato e produção de cachaça, doces e queijos de qualidade. 
Entre suas principais festividades estão a festa do padroeiro São Sebastião (janeiro), Carnaval (destaque para o Bloco do Pink Floyd), aniversário do município (7 de maio) e Pedrock (mostra de bandas, em julho).
O distrito de Pedrão (na foto acima de Rinaldo Almeida) é um dos atrativos do município bem como a Serra da Pedrão, onde se pratica voo livre, trekking e alpinismo. Tem também a serra da Pedra Branca, um dos pontos culminantes da região com 1.848 metros de altitude, a Gruta do Badulaque, um sítio arqueológico, cachoeiras, rios e lagos constituem locais de atração para os visitantes.
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Nota: No Sul de Minas tem dezenas de cidades pequenas, charmosas e pacatas que deveriam estar aqui, mas não tem como postarmos todas. Seria um post muito extenso. Por isso foram inseridas apenas 15 como poderia ter sido 20, 50, 60 ou mais, mas não dá para citar todas. Peço desculpas a quem não teve sua charmosa, pequena e pacata cidade contemplada nesse post. Infelizmente, não dá mesmo para postar mais que 15 num único post. A ideia é mostrar que no Sul de Minas, temos muitas, mas muitas pequenas, lindas, charmosas e pacatas cidades. O nosso abraço a todo povo querido de todo o Sul de Minas.
Fonte de consulta: IBGE, Sites das Prefeituras e Wikipédia. 

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