Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Brumal: um dos mais antigos distritos de Minas

Fundado em 1704 pela bandeira de Antônio Bueno, sendo uma das mais antigas povoações de Minas Gerais. É um dos mais belos distritos do Estado Mineiro, cujo centro histórico preserva as características originais do período colonial. (fotografia abaixo:IEPHA/MG/Divulgação)
Seu nome inicial era Brumado devido as constantes brumas formadas no inverno, já que a região fica aos pés da Serra do Caraça, onde a serração é comum. Depois passou a se chamar Brumado do Mato Dentro, Santana do Brumado, Barra Feliz e por fim, em 1943, seu nome atual Brumal. É distrito da histórica cidade de Santa Bárbara, município localizado no Quadrilátero Ferrífero, na região da Serra do espinhaço a 110 km de Belo Horizonte e distante 6 km de Barão de Cocais MG.
Mesmo com pequena produção das minas ouro das redondezas, os fundadores do arraial acreditaram no potencial da mineração de Brumal e esta atividade foi se consolidando ao longo dos anos, atraindo um número constante de pessoas para o povoado, tornando-o próspero. Em 1837 o arraial contava com 1073 moradores, que viviam em 173 casas e oferecia uma vida confortável aos seus moradores. (fotografia acima de Elvira Nascimento)
Hoje Brumal tem mais de 2 mil moradores e sua história é bem preservada, bem como seu casario e monumentos históricos como a Igreja de Santo Amaro, o Largo com o Chafariz ao centro, a Casa do Cartório e o prédio da escola velha.
Igreja de Santo Amaro do Brumal
A iniciativa da construção dessa igreja partiu do morador Amaro da Silveira Borges, que segundo consta no inventário da Oferta Turística relata a iniciativa do morador dessa forma: "Amaro da Silveira Borges, morador do Arraial de Brumado, dirigiu uma petição ao Bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei Antônio de Guadalupe, dizendo que desejava fazer, à sua custa, a construção de uma capela na localidade em que residia, em virtude de a Matriz se achar distante duas léguas. O edifício religioso serviria assim para mais de 200 pessoas. Concedida a licença, por provisão de 14 de fevereiro de 1727, as obras foram iniciadas, e em outubro do mesmo ano a capela recebeu a bênção do vigário da freguesia. Em 1739, os três retábulos já estavam instalados, inclusive o da capela-mor, além de ornamentos e alfaias diversas. Em 1747, o visitador geral da capitania esteve no local, verificando obras não-terminadas e impôs o prazo de quatro meses para sua conclusão, sob pena de interdito. A partir de 1759, a igreja passou por várias reformas e acréscimos, inclusive consolidação das torres e reparações nos telhados" 
A Igreja de Santo Amaro (na foto acima de Elvira Nascimento) é a mais importante herança dos fundadores de Brumal para a cultura colonial mineira, sendo hoje uma das mais importantes obras setecentista do Brasil,tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), sendo registrada no Livro Belas Artes. Inscrição nº 248. 1948.
Foi dedicada a Santo Amaro e a capela-mor, foi feita com elementos do estilo joanino que era muito usado no Barroco português durante o reinado de dom João V (r. 1707-1750). Importantes exemplares de retábulos joaninos são encontrados tanto em Portugal como no Brasil e acredita-se que o altar da Igreja de Santo Amaro em Brumal, tenha sido o primeiro do estilo joanino em Minas Gerais. (a fotografia abaixo, de Elvira Nascimento, mostra o interior da Igreja de Santo Amaro)
Na descrição de Robert Smith, “É característico deste período um vocabulário decorativo onde predominam conchas, feixes de plumas, palmas, volutas entrelaçadas, grinaldas e festões de flores. Figuram ainda uma diversidade de baldaquinos e sanefas, cortinas e panos, fragmentos de arcos e outros motivos arquitetônicos. [...] No interior das igrejas a talha dourada é a manifestação artística mais relevante, conferindo imponência e fausto aos retábulos, surgindo frequentemente associada a outras artes decorativas como o azulejo, a pintura, a escultura e a pintura decorativa, impondo uma nova dimensão a espaços sem relevante expressão arquitetônica. A amplitude atingida por esta conjugação de expressões resulta muitas vezes, em estruturas de grande complexidade, tanto iconográfica como artística, cujo brilho dourado dá especial relevância”.
A construção foi iniciada em 1727 quando o arraial estava em franco crescimento econômico, e inaugurada em 1747 ainda inacabada, pois faltava a conclusão dos painéis parientais que retratam cenas bíblicas, incluindo a vida de Santo Amaro, sendo totalmente concluída  no final do século XVIII. (na foto acima, de Elvira Nascimento, o altar da Igreja de Santo Amaro em Brumal)
Chafariz do Largo de Brumal
Como podem ver na foto acima, de autoria de Sérgio Mourão, o famoso chafariz, construído em 1898 fica no centro de Brumal, numa praça totalmente gramada, que junto com o casario colonial integra o conjunto arquitetônico do distrito, sendo um dos lugares mais visitados.Segundo informações disponível no site da Prefeitura de Santa Bárbara "Em 2008, o Chafariz passou por um processo de restauração. De acordo com o projeto, aprovado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG), a intervenção de conservação e restauração do Chafariz, construído em pedra-sabão de linha arquitetônica plana e geométrica, consistiu na higienização do conjunto e reintegração com prótese dos elementos que apresentavam comprometimento do equilíbrio e harmonia do Chafariz. Foram utilizados materiais e técnicas que não alteraram a significação e a aparência original do monumento"
As cavalhadas
Todos os anos, no dia de Santo Amaro (2 de julho), acontece a famosa Cavalhada. Cavalhadas é a forma que os cristãos  encontraram para simbolizar as guerras travadas entre Mouros e Cristãos na conquista da Terra Santa. As chamadas Cruzadas, que aconteceram no período da Idade Média. (foto acima: Prefeitura de Santa Bárbara/Divulgação) 
Os Mouros tentavam impedir os Cristãos de conquistarem Jerusalém e este lutavam para conquistar seu objetivo. As batalhas eram travadas sobre cavalos em ataques com espadas e lanças, numa batalha sangrenta e mortal. 
Os cristãos venceram e desde a idade média começaram a surgir batalhas simbólicas sobre cavalos para marcar o evento. Os cavalheiros se vestem com roupas que lembram os Mouros e Cristãos, mas não usam lanças ou espadas e sim, confetes e fitas.
A Cavalhada de Brumal  tem os desfiles de cavalheiros, corridas e jogos acompanhados por um conjunto musical. Essa festa existe desde 1937. 
Começou com um morador, Sr. Jorge da Siva Calunga, que segundo dizem,  fez uma promessa a Santo Amaro e se a graça fosse alcançada, faria em Brumal no dia da festa de Santo Amaro uma Cavalhada em homenagem ao santo. Como a graça foi atendida, em 1937 organizou a primeira cavalhada  e a tradição foi mantida pelos familiares e moradores do distrito, fazendo parte hoje do calendário cultural e religioso do distrito e de Minas Gerais, sendo inclusive patrimônio histórico imaterial de Santa Bárbara MG.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Piacatuba da Fé, da Culinária e do Festival da Viola

(Por Arnaldo Silva) Piacatuba (Imagem acima Jornal Leopoldinense, enviada por Fernanda Espíndola) é distrito de Leopoldina, cidade da Zona da Mata, distante 322 km de Belo Horizonte. O pequeno distrito é charmoso, possui um preservado casario histórico, repleto de histórias, cultura, religiosidade e boa gastronomia. Piacatuba está a 20 Km de Leopoldina, 86 Km de Muriaé; 20 Km de Cataguases e 8 Km da Rodovia Ormeo Junqueira Botelho.
Todos os anos acontece em Piacatuba o Festival da Viola e Gastronomia com apoio da Prefeitura e Câmara de Leopoldina, além de empresários locais. Esse festival acontece geralmente em julho, com a presença de artista renomados e violeiros de todo o Brasil, bem como turistas, que vão ao distrito apreciar o que tem de melhor na culinária mineira. (na foto acima, vemos a história do distrito contada em pinturas, espalhadas nas paredes das casas. Fotografia de Ane Souz)
A rua das Pedras é um dos locais mais frequentados do distrito, por estar nessa rua, um belíssimo casario (fotografia acima de Ane Souz), muitos deles, transformados em confortáveis restaurantes e barzinhos.
Um dos atrativos de Piacatuba, além de seu belo casario colonial, é a Matriz de Nossa Senhora da Piedade (na  foto acima de Ane Souz)
e a famosa Torre Queimada cuja edificação foi cercada de mistérios inexplicáveis, o que elevou o distrito a ser um centro de 
peregrinação e fé. Conta-se no distrito, que na metade do século XIX, duas famílias travavam uma intensa batalha por posses de terras. O fazendeiro Capitão Domingos de Oliveira Alves, ganhou uma gleba no dia 23 de agosto de 1844 com a finalidade de instalar nas terras uma povoação. 
Ele marcou as terras com uma cruz de uns 5 metros de altura, num terreno bem arenoso. Mas o outro fazendeiro que reivindicava as mesmas terras ficou inconformado por não ter recebido a gleba, e ordenou aos seus escravos a derrubada da cruz. 
Os escravos escavaram as pés da cruz como determinou o fazendo, só que a cruz não se desprendia de jeito nenhum. Irritado, mandou que ela fosse cortada a machado. 
Mesmo com a força dos golpes dos machados, a cruz permanecera intacta. 
Meio cismado com o que viu acontecer, mesmo assim insistiu com seu objetivo. Só que dessa vez, mandou fazer uma enorme fogueira em torno da cruz. Os escravos colocaram lenhas e gravetos em grande quantidade e atearam fogo. Durante a noite toda, o fogo ardia, deixando satisfeito o fazendeiro. No dia seguinte, um dos escravos lembrou que tinha esquecido sua foice no local e retornou para buscá-la. 
Chegando lá, notou que a cruz estava imponente e de pé, apenas chamuscada. (as fotografias acima mostram a cruz chamuscada e preservada e o Santuário, onde a cruz fica protegida e aberta para os fiéis.Fotos de Ane Souz)
Segundo dizem, todos que tentaram derrubar a cruz foram severamente castigados. Alguns morreram tragicamente e outros morreram vítimas de doenças terríveis.
Por esse motivo, o local hoje é considerado sagrado, sendo constantemente visitado por peregrinos que lá vão levando seus pedidos de milagres ou agradecendo pelas graças alcançadas. Os pedidos e agradecimentos são feitos em orações e escritos em papéis, colocados aos pés da cruz original (como se pode ver na foto ao lado, de Ane Souz). A Cruz Queimada é um dos mais conhecidos e visitados símbolos religiosos da região Zona da Mata.
(Reportagem de  Arnaldo Silva com fotografias de Ane Souz)
------------------------------------------------------------------------
17ª edição do Festival de Viola de Piacatuba e Gastronomia acontecerá em Julho de 2020
Mais informações:
Assessoria de Imprensa do Festival
Fernanda Espíndola Tel.: (32)99929-4660
E-mail:fernandaguimaraesespindola@hotmail.com

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Floricultura troca mudas de hortaliças por óleo usado

A cidade de Bom Despacho MG, no Centro Oeste do Estado vem se destacando em qualidade de vida e meio ambiente, principalmente pela iniciativa de seus cidadãos.
Um grupo de voluntários, atua na revitalização das praças abandonadas na cidade, com apoio da Prefeitura local. Reúnem a comunidade, discutem com os moradores o desejo que a comunidade do entorno da futura praça tem e executam o projeto, arborizando o local e colocando balanços para as crianças. Por fim, cabe a Prefeitura a urbanização da Praça. Essa ação já revitalizou 11 praças da cidade, até o momento, bem como várias espécies de árvores estão sendo plantadas em ruas e canteiros centrais de avenidas.(na foto abaixo o Grupo de Voluntários na arborização da Praça Amélia Araújo) 
Uma outra iniciativa é a Barraca da Muda. Essa barraca foi criada pela empresa STA, do empresário Saul Pádua e colocada na esquina da Avenida do Rosário, como podemos ver na foto acima. O dono não fica no local e nem tem funcionário. As pessoas escolhem suas mudas, que tem preço fixado e colocam o dinheiro numa caixinha que fica ao lado da barraca. Tudo na confiança.
Agora uma outra excelente iniciativa, do mesmo empresário, Saul Pádua (na foto ao lado) visa favorecer o meio ambiente e ajudar a população a ter hortaliças em casa.
Está trocando 10 mudas de hortaliças por 2 litros de óleo de cozinha usados. Aquele óleo que geralmente é jogado no esgoto e que dá uma contribuição enorme para a poluição dos rios. A empresa recolherá o óleo e dará um destino sustentável ao mesmo.
O cidadão que for lá e deixar o óleo, estará contribuindo com a preservação do Meio Ambiente. Assim, se faz uma cidade melhor, o povo agindo, seus cidadãos tomando iniciativa.
A Barraca da Muda, da STA fica na Rua do Rosário, 587, esquina com a Avenida Dr. Roberto, no bairro São José.
“Quem destina corretamente o óleo doméstico mostra que tem responsabilidade com o meio ambiente e com as próximas gerações”, 
afirma o empresário e idealizador da iniciativa, Saul Pádua. (Por Arnaldo Silva)

Melhor Queijo do ano é de Minas

          Jornalistas e críticos da gastronomia fizeram a primeira seleção para escolher os finalistas para o Prêmio Melhores do Ano, da Revista Prazeres da Mesa. A segunda etapa foi realizada pelo público em geral através de votação.
          Mostrando-se além do eixo Rio-São Paulo, o queijo artesanal da QUEIJO D’ALAGOA-MG trouxe para o Estado de Minas Gerais o Prêmio Melhores do Ano, na categoria Artesão da Gastronomia.
          A “Queijo d’Alagoa-MG” nasceu em 2009 com a proposta de venda on-line. A ideia deu certo, os pedidos não param e, a cada ano, um novo prêmio bate à porta de Osvaldo Martins de Barros Filho (na foto acima com o prêmio em mãos) , que se inspirou na história de seu bisavô, Jeremias Sene, para dar início ao projeto. Isso porque Jeremias era tropeiro e levava seus queijos dentro de balaios de bambu, no lombo de burros, para ser vendidos na região da Serra da Mantiqueira. Hoje toda linha premiada de queijos, do mais frescos ao mais maturados, é entregue em todo o país. Alguns exemplares dos queijos, como do Queijo Faixa Dourada, por exemplo, tem até fila de espera, de tão disputados que são.
          “Imensamente gradicido. Dedico este prêmio a todos parceiros e colaboradores da Queijo d’Alagoa-MG. Insistimos em fazer um trabalho árduo, sério e constante não só pelo queijo, mas pela nossa pequena cidade de Alagoa/MG. E o resultado não poderia ser melhor! Graças a Deus!” relata Osvaldo Filho, fundador da Queijo d’Alagoa-MG.
          Minas Gerais também destacou-se na Categoria Melhor Cafeteria, onde a Academia do Café de Belo Horizonte foi a vencedora e na Categoria Chefs do Ano, o Chef Leonardo Paixão, do restaurante Glouton, também de BH, foi o vencedor.
          A entrega do prêmio aconteceu na noite desta segunda-feira, 18 de Junho, no Auditório do Cerimonial da América Latina, reunindo a gastronomia de todo Brasil num só local. (Assessoria de Comunicação - Revista Prazeres da Mesa) 

Mais informações sobre o queijo pelo telefone 35 99828-0359 ou pelo e-mail: contato@queijodalagoa.com.br

terça-feira, 19 de junho de 2018

O espelho das águas numa noite de São João

O dia amanheceu coberto por uma densa cortina branca, o sol parecia ainda em profundo sono repousado no horizonte.
          Rosinha pulou sobre Margarida que ressonava sonhando com os anjinhos. A noite era tão grande e o frio rigoroso dava vontade nem levantar, mas Rosinha ansiosa não deu trela para a preguiça e de mansinho abriu a porta e pé ante pé correu para a bica que despencava sobre o lajeado de pedras e escorria formando o poço de água cristalina com seu tom azulado de tão pura. 
          Bocejando o poço inundava de fumaça branca o seu entorno. No seu interior os lambaris dançavam em constante malabarismo. 
         Rosinha sabia como seria importante ver sua imagem no espelho das águas antes do nascer do sol, mas o hálito morno que subia em forma de neblina a impedia. Sentada no barranco com seus pezinhos submersos ela brincava com os peixinhos que vinham beijá-los. Entretida sem noção do tempo e do perigo permaneceu ali com sua encantadora inocência. A hipotermia gradativamente tomava seu corpo.
          Quando o sol pintou afastando a densa neblina, um tremendo susto. Esbaforida Margarida correu até ao pai que ordenhava as vacas no curral a mãe voltava com os gravetos que fora buscar para o preparo do café.
          - Papai... Mamãe! Gritou a menina! Rosinha não está na cama desapareceu!

          Procurou por todos os lados e nada! A mãe correu para a bica e nada nem sinal o poço já não bocejava mais neblina alguma. Vasculharam as redondezas, foi ás casas de vizinhos, mas ninguém viu a adorável Rosinha. O desespero e a comoção tomaram a todos que se juntaram aos pais e procuravam por ela. Quando as esperanças se esgotaram a mãe voltou à bica viu uma trilha de pétalas de flores que adentravam pelo bosque eram flores de cipó de são João, seguiu a trilha e deparou-se com uma cabana até então nunca vista. Ela gritou:
          - oh de casa tem alguém ai? Nenhuma resposta decidiu entrar, no chão sobre um estrado uma pele de cordeiro estendida e outra de lado, sentada sobre uma pedra Rosinha brincava amarrando flores no pescoço de um cordeirinho recém nascido. A mãe chamou centenas de vezes, mas ela parecia estar em outra dimensão e não atendia. Desesperada ela atirou sobre ela para abraçá-la, neste momento, ela, a mãe, acordou. Estava apenas sonhando numa noite de São João!

Por Geraldinho do Engenho - Escritor, residente no Engenho do Ribeiro, distrito de Bom Despacho MG (fotografia de Arnaldo Silva)

sábado, 16 de junho de 2018

Lei Federal libera venda de queijos mineiros no país

A Lei que altera a fiscalização de produtos alimentícios de origem animal, produzidos de forma artesanal, entre eles o queijo, foi publicada no Diário Oficial da União em 15/06/2018, necessitando de regulamentação do Ministério da Agricultura e dos Governos Estaduais. A lei substituiu a que foi promulgada por Getúlio Vargas em 1950, que impedia a comercialização fora das fronteiras dos estados brasileiros de produtos artesanais de origem animal como queijos, mel e embutidos. Uma luta de décadas dos produtores não só de Minas, mas de todo o Brasil, principalmente dos que produzem queijos.
Os produtores de queijos aguardavam a regulamentação da Lei pelo Governo Federal e comemoraram muito, já que no dia 19/07/2019, a regulamentação do Selo Arte foi feita pelo Ministério da Agricultura. Isso significa que os produtos artesanais com o Selo Arte, como os produtos derivados do leite, mel e embutidos podem ser vendidos normalmente em todo o território nacional. Na prática, retira o comércio de queijo mineiro da "clandestinidade" ou venda limitada, já que a lei de 1950 impedia a venda dos nossos queijos fora do Estado de Minas Gerais, o que levava os queijeiros mineiros a venderem de forma informal os queijos, correndo o risco de terem seus produtos apreendidos pelos órgãos de fiscalização, como já ocorreu várias vezes. (foto abaixo de Elvira Nascimento, queijos artesanais de Ipaneminha, distrito de Ipatinga MG)

         Com a regulamentação do Selo Arte, cabe aos estados, de acordo com suas leis estaduais e sanitárias, liberar a comercialização dos queijos para fora de suas fronteiras. Em Minas Gerais Lei que regulamenta a produção de queijos no estado foi promulgada em dezembro de 2018. Agora o Governo Mineiro poderá emitir a liberação do comércio de queijos, mel e embutidos mineiros para fora do estado, cadastrando os produtores que estejam de acordo com as normas sanitárias vigentes, bem como as regras do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) que já está se mobilizando se adequar à regulamentação do decreto do Selo Arte.
         Minas Gerais tem 30 mil produtores de queijos artesanais legalizados, com autorização do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para comercializarem seus produtos no Estado. Desde número, apenas 10, têm documentação que permite a venda de seus produtos fora do estado. Com a regulamentação, esse número irá aumentar significativamente, o que é comemorado e muito pelos produtores de queijos mineiros, já que é o reconhecimento de um dos maiores patrimônios da cultura e gastronomia de mineira.
         Minas Gerais lidera a produção de queijos no país com 68% da produção nacional. São 320 mil toneladas de queijos por ano, sem contar outros tipos de queijos artesanais como o Cabacinha, tradicional no Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas, o requeijão moreno e queijos feitos para consumo próprio. A tendência será um rápido crescimento da produção de queijos artesanais mineiros, podendo equiparar à produção industrial. Isso porque os produtores, visando à expansão do mercado que a regulamentação passou a permitir,  irão aumentar sua produção. 

         Pra se ter ideia, somente nas 7 regiões produtoras de Queijo Minas Artesanal de leite cru (Serra da Canastra, Serro, Araxá, Campo das Vertentes, Triângulo Mineiro, Cerrado e Serra do Salitre), segundo dados da Emater, 9 mil produtores que produzem anualmente 219 mil toneladas de queijos, com vendas praticamente restritas ao mercado interno mineiro. Com o fim das dificuldades impostas pela lei anterior e com a liberação da comercialização dos produtos artesanais, as vendas irão aumentar em muito, bem como o estado ganhará com mais impostos recolhidos já que aumentará a produção, gerará mais empregos e renda para as famílias que sobrevivem da produção de queijos.
        Em breve as gôndolas dos supermercados de todo o Brasil terão os famosos queijos mineiros à disposição dos brasileiros, o que irá valorizar ainda mais os queijos produzidos em Minas Gerais, reconhecido tanto no Brasil como no exterior, como um dos melhores do mundo. (Por Arnaldo Silva)

Cipó de São João... ruminando as lembranças

No passado a natureza quebrava a monotonia da impiedosa seca, com a magnífica beleza da flor do cipó de são João.
Tivera eu talento para pintar as belas imagens que outrora ilustraram o Vale Picão, com certeza daria um belo quadro na historia universal.
A paisagem harmoniosa criada pela mão de Deus exibida pela natureza, foi algo fascinante. Atualmente vou ruminando nas lembranças a saudade das imagens engavetadas na mente que vão sendo remoídas pelo pensamento.
A simplicidade do cipó de são João com toda sua beleza ecológica é um belo poema escrito pelo criador. Um recado de Deus estampado nas densas latadas do cipó que se vergavam ao peso das flores despencando das arvores despidas de suas folhas quando a natureza as colocava em quarentena, no estado de dormência para vegetarem no seu período de descanso preparando-se para ilustrar a primavera.
Foram com o cipó, que no passado nossos ancestrais sustentaram as estruturas de suas moradias, seus ranchos de madeiras, barreados de chão batidos cobertos de sapê. Recursos oferecidos pela natureza abrigando a dignidade humana dos matutos sertanejos.
Foi com ele que o homem do mato construiu uma diversidade de utensílio utilizada para sua sobrevivência. E na sua demonstração de fé, entrelaçou os mastros das bandeiras enfeitadas de laranjas maduras. Com sua flor ilustrou na sua haste no contraste do amarelo com as demais cores, ao aconchegante calor das fogueiras, na quermesse junina.
Ícone de inspiração a musica sertaneja: na voz de famosas duplas que tão bem o descrevem em sua musica. Raiz do nosso folclore. ”Lá no meio do cafundó onde pia triste o chororô”
Destituído de suas funções foi substituído pelo aço, o cipó cedeu lugar ao arame e os pregos.
Atualmente tanto ele como o chororô, juntas as demais espécies tentam sobreviver, entre fileiras de eucaliptos, projetados por um sistema globalizado que utilizam maquinas potentes, na ânsia louca da guerra mercantilizadas pelas multinacionais.
Os homens que antes causavam pequenos arranhões a natureza com suas ferramentas rudimentares, hoje se tornaram espectadores e vitimas desta infernal destruição.
Sem perder a ternura a flor do cipó desabrocha de forma singela. Se rastejando pisoteada pela histórica depredação que vai eternizando no tempo.Neste enigmático desabrochar, ela nos prova, que acima de tudo ainda existe um ser maior,imbatível ,criador,que tudo sabe e tudo.E vez por outra manda seu alerta,através dos terremotos e maremotos.
”Os tsunamis da história"
Por Geraldinho do Engenho - Escritor e morador do Engenho do Ribeiro, distrito de Bom Despacho MG

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Bolo de fubá tradicional de Minas

(Por Arnaldo Silva) Essa é uma das mais tradicionais receitas de Minas Gerais, mais de 200 anos presente na mesa do povo mineiro. 
          No início os ingredientes eram difíceis de conseguir, pelas dificuldades da época. O leite vinha direto do curral. Fubá era moído no moinho de pedra. Não existia óleo, usava-se banha de porco.  Bater a massa era na mão mesmo. Fermento não existia, usava-se o bicarbonato. Como o trigo era um produto difícil de conseguir naqueles tempos, não era usado nos bolos de fubá. Ao invés de farinha de trigo, usavam coalhada. Trigo em bolo de fubá é invenção. Bolo de fubá é feito com fubá e não leva farinha de trigo.E tudo era assado no forno a lenha. Quem não tinha forno, assada no fogão a lenha. Simplesmente colocava a massa numa panela, na trempe do fogão e cobria a panela com uma chapa cheia de brasa. Assim ficava assado por igual e super delicioso. 
          A maioria das famílias antigas eram bem simples e não existia como hoje copo americano para tirar as medidas. Usavam canecões enormes mas não nas medidas, para beber leite ou água. Em sua maioria, tinham pouco ou nenhum estudo e não entendiam muito de valores de medidas. A quantidade de ingredientes eram medidas em pratos, aqueles pratos esmaltados.
          Em algumas comunidades de Minas usa-se os ingredientes tradicionais da receita. Mas como a maioria do mineiro e brasileiro vive em cidades grandes, as tradicionais receitas tiveram que se adaptar aos novos ingredientes e facilidades da vida moderna nas cidades. Hoje é fácil encontrar nos supermercados os ingredientes para qualquer receita. O objetivo é manter a tradição do sabor, da originalidade da receita, com as facilidades que a vida moderna nos oferece.  Aprenda então a fazer o tradicional Bolo de Fubá, natural de Minas Gerais.
Você vai precisar de:
. 2 copos americanos de fubá mimoso bem cheio
. 100 g de coalhada 
1 copo americano de óleo faltando um dedo para encher. (até aquela linha superior do copo)
. 3 ovos caipira
. 1 colher de sopa de fermento em pó
. 2 copos de leite (não é leite em pó, nem leite de caixinha, melhor seria o cru, mas na cidade é difícil de encontrar, use então o pasteurizado)
.1 copo americano de açúcar
. 1 pitada de sal
1 copo americano de Queijo Minas meia cura ralado
(não se usa trigo em bolo de fubá original mas se preferir, use apenas 1 colher e meia de sopa de farinha de trigo)
Pra fazer:
- No liquidificador, bata os ingredientes, exceto o fermento e o queijo. Bata bem.
- Quando terminar de bater, misture com uma colher o fermento e o queijo.
- Despeje todo o conteúdo numa forma redonda ou retangular, untada com manteiga
- Leve para assar em forno pré-aquecido a 200ºC até dourar.
Assando na chapa a brasa
          A receita foi adaptada aos ingredientes e facilidades encontradas na cidade hoje, mas quem puder e tiver condições pode fazer da forma tradicional. A medida você vai tirar com pratos esmaltado que hoje são fáceis de encontrar. Use leite cru, fubá de moinho, bicarbonato de sódio no lugar do fermento, coalhada no lugar da farinha de trigo, banha de porco, ovos de galinha caipira. 
          Acima tem quatro fotos, de autoria de Carias Frascoli, mostrando o processo. Mas fazer o bolo original é bem simples.
- Misture os ingredientes citados com a medida da primeira receita numa panela, mexa com colher de pau e com esta colher, bata por uns 15 minutos, até ter consistência boa.
- Coloque a massa numa panela sobre o fogão a lenha e cubra com uma chapa de metal (pode chapa de lata) com muita brasa ardente e deixe assando até dourar. 
Há mais de 200 anos era assim que se fazia bolo. 
Fica outra coisa,um bolo maravilhoso, delicioso demais!
(Por Arnaldo Silva (Bom Despacho MG) - Receita de família. 
 A primeira foto é da Márcia Porto de Santa Maria do Salto MG e as outras de Carias Frascoli de Cristais MG)

domingo, 10 de junho de 2018

Mercado Central de BH entre os melhores do mundo

A revista de bordo "TAM nas Nuvens" trouxe, em sua edição de janeiro de 2016, uma matéria especial sobre os dez melhores mercados do mundo e nosso Mercado Central de BH conquistou nada menos que o terceiro lugar. Ele perdeu apenas para o Mercat de la Boqueria, de Barcelona, e o Borough Market, localizado em Londres.
A reportagem destacou a qualidade dos produtos e a variedade de temperos, o queijo da Serra da Canastra, o artesanato local e os bares e restaurantes espalhados pelos corredores do Mercado.
Fonte das informações e foto ilustrativa: Site do Mercado Central - mercadocentral.com.br  
Endereço do Mercado Central: Avenida Augusto de Lima, 744, Centro de Belo Horizonte
Aberto de 7 hs até as 18 hs. Domingo de 7 hs até as 13 hs. 
--------------------------------------------------------------------------------------------------
Nota do site: 
Do Brasil, somente o Mercado Central de BH e o Ver o Peso de Belém do Pará apareceram na lista dos 10 melhores Mercados do Mundo da Tam Nas Nuvens. 

Com circulação mensal e uma tiragem de 150 mil exemplares, atingindo um público próximo a 3 milhões, a revista Tam Nas Nuvens é distribuída aos passageiros da empresa em todos os voos nacionais e internacionais.

Da data da pesquisa até hoje, não foi feita outra pesquisa sobre o tema, prevalecendo então esta como a atual.

sábado, 9 de junho de 2018

As mais antigas povoações de Minas Gerais

O Estado de Minas Gerais começou a ser ocupado em meados do século XVI com a vinda de desbravadores europeus que entraram no hoje território mineiro, através de São Paulo e Bahia. Vieram para cá a procura de veios de ouro e escravos índios. Antes da chegada dos Portugueses, o território mineiro era ocupado por diversos povos indígenas do tronco linguístico macro-jê: os xacriabás, os maxacalis, os crenaques, os aranás, os mocurins,os atuaá-araxás e os puris. Alguns desses povos como os maxacalis, crenaques e xacriabás estão ainda presentes no Estado.
Na foto acima, de Ane Souz em Ouro Preto MG, parede mostra como eram as construções mineiras antigamente. Apenas barro e pau. As famosas construções em pau-a-pique. 
     Minas Gerais é o estado brasileiro onde floresceram os primeiros municípios, através da riqueza da terra (o ouro) que originou o enriquecimento cultural e os traços de nossa gente.
     Os europeus e bandeirantes chegavam, montavam um pequeno arraial. Se o arraial prosperasse, era elevado pelo inicialmente a freguesia, depois vila, em seguida distrito e por fim, cidade. Mas isso era um processo lento e demorado. Pra se ter uma ideia, um arraial para chegar a cidade levava décadas ou séculos até, como é o caso de Belo Vale, fundada no século XIX, foi elevada à cidade no início do século  XIX, já no período Republicano.
     Existia na época do Brasil Colonial e Imperial uma norma que incentivava as Vilas a arrecadarem ouro.  Quanto mais ouro arrecadavam e enviavam para a Coroa, mais rapidamente eram elevadas à cidades. Dai a incessante corrida em busca de mais ouro. E assim foram surgindo rapidamente boa parte das cidades mineiras no século XVII.
     É o caso de Mariana, que foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais por ser a que mais produzia ouro na época. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para a Coroa Portuguesa. Tornou-se a primeira capital mineira por participar de uma disputa onde a Vila que arrecadasse maior quantidade de ouro seria elevada a Cidade sendo a capital da então Capitania de Minas Gerais.
          Vamos conhecer a lista das primeiras povoações surgidas em Minas Gerais, nos séculos XVI e XVII. Não é lista das primeiras cidades, e sim lista dos primeiros povoados, que foram elevados a freguesias, vilas, distritos e por fim, cidades. A fonte das informações abaixo foram baseadas em dados do IBGE, Wikipédia e Sites das Prefeituras locais. 
As primeiras povoações mineiras - Século XVII - 1601 a 1700
01 - Matias Cardoso MG - Norte de Minas -  Fundada em 1660
          Ao chegar, por volta de 1660 na região do rio Verde Grande, o bandeirante Mathias Cardoso de Almeida e seu grupo aí se estabeleceu. Foram fundados alguns arraiais e algumas fazendas, dentre eles, o Arraial do Meio ou de Mathias Cardoso e a fazenda Jaíba de Antônio Gonçalves Figueira nas cabeceiras do rio das Rãs. Entretanto, pouco depois de estabelecidos os arraiais nas margens do rio Verde Grande tiveram que mudar suas localizações devido às inundações e à insalubridade da área. Fundou-se então, nas margens do rio São Francisco e amparado por algumas elevações rochosas, o povoado de Morrinhos, hoje cidade de Matias Cardoso.            Essa a primeira povoação duradoura a se estabelecer no território mineiro, apesar de na época pertencer à Capitania da Bahia. Desde sua fundação por volta de 1660, a sociedade pastoril disseminada a partir de Morrinhos se dedicou à criação de gado e à produção de gêneros alimentícios, que comercializavam com a cidade de Salvador. 
          O povoamento mais antigo de Minas Gerais, também abriga a primeira igreja construída no estado. A importância histórica da Matias Cardoso pode ser simbolizada pela Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida há 342 anos por padres jesuítas. Constituiu-se como primeira freguesia no território do Estado de Minas Gerais. Fato que ocorreu no ano de 1695, antes mesmo da fundação do Arraial de Nossa Senhora do Carmo, hoje Mariana, que ocorre em julho de 1696, alguns meses depois. 
Matias Cardoso (na foto acima de Manoel Freitas) fica a 683 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Manga, Itacarambi, Jaíba, Gameleiras, São João das Missões e Malhada (Ba) e iUiú (BA)
02 - Ouro Branco MG - Região Central - Fundada em 1664
          Atraídos pela existência de ouro, em fins do século XVII, ex-integrantes da bandeira de Borba Gato desbravaram a região da atual Ouro Branco. O bandeirante Miguel Garcia, lá encontrou ouro que tinha uma coloração esbranquiçada, ficando assim conhecido como "ouro branco". (foto acima de Sônia Fraga)
          Em 16 de fevereiro de 1724, durante o governo de dom Lourenço de Almeida, o arraial foi elevado à categoria de freguesia colativa, sendo considerada uma das povoações mais antigas de Minas Gerais. A construção da Igreja Matriz de Santo Antônio de Ouro Branco data de 1717, tendo sido, provavelmente, concluída em 1779. A diferença de 62 anos é justificável, visto que as obras em igrejas de certa importância, nos tempos coloniais, duravam anos.
          Ouro Branco foi distrito de Ouro Preto, tornando-se município em 1953. A cidade ainda guarda bens históricos como a capela Nossa Senhora Mãe dos Homens e a Igreja de Santo Antônio de Itatiaia também são do século XVIII. Em Ouro Branco também se encontra a Casa de Tiradentes, situada à margem direita da Estrada Real. Fica a 100 km de BH e faz divisa com os municípios de Congonhas, Conselheiro Lafaiete, Itaverava, Ouro Preto.
03 - Sabará MG Grande BH - Fundada em 1665
          Sabará tem origem num arraial de bandeirantes que apareceu no fim do século XVII. O povoado cresceu e foi criada a freguesia em 1707, que foi elevada a vila e município em 1711, com o nome de Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará. É cidade desde 1838. Fica a 20 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Horizonte, Caeté, Nova Lima, Raposos, Taquaraçu de Minas, Santa Luzia.
04 - Ibituruna - Oeste de Minas - Fundada em março de 1674
Conhecida como "Berço da Pátria Mineira", foi o primeiro povoado fundado em Minas Gerais pelo bandeirante Fernão Dias Paes Leme, em 1674. Este, ao transpor o Rio Grande, estabeleceu o arraial, deixando no local um marco (pedra que marcava a sesmaria) até hoje existente e muito visitado pelos turistas. Segundo Diogo de Vasconcelos, Ibituruna significa "Serra Negra" e, para Martius, "Nuvem Negra". Em 1962, Ibituruna foi emancipada, passando à categoria de município. 
Ibituruna (na foto acima de Marcelo Melo) fica na região Oeste de Minas, distante 220 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Bom Sucesso, Ijaci, Itumirim, Itutinga, Nazareno.
05 - Itamarandiba - Norte de Minas - Fundada em 24/06 1675
          A origem do município remonta ao século XVII, com a empresa do bandeirante Fernão Dias, o " Governador das Esmeraldas" que na região aportou ainda no século XVII, no processo de expansão da América Portuguesa. Inicialmente conhecida como São João Batista, Itamarandiba foi elevada a distrito em 1840, emancipando-se, finalmente em 1862. No município ainda há inscrições pré-históricas situadas no Sítio Arqueológico de Campos das Flores, no distrito de Penha de França. A etimologia da palavra é de origem indígena e significa "pedra miúda que rola juntamente com as outras". (foto acima de Sérgio Mourão)
           Itamarandiba fica no Norte de Minas, distante 406 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Aricanduva, Carbonita, Capelinha, Senador Modestino Gonçalves, Veredinha, Rio Vermelho, São Sebastião do Maranhão, Coluna, Frei Lagonegro , Felício dos Santos e São Pedro do Suaçuí.
06 - Mariana - Região Central - Fundada em 1696
          A origem da cidade remonta ao final do século XVII. (foto acima de Elvira Nascimento) A região em que hoje se encontra o território das Minas Gerais pertencia à Capitania de Itanhaém, porém encontrava-se completamente inexplorado e sem colonização portuguesa. 
          Assim, sob ordens dos Donatários da capitania de Itanhaém, bandeirantes oriundos de Taubaté, primeira cidade do Vale do Paraíba, começaram a explorar o sertão após a Serra da Mantiqueira chegavam à região em busca do ouro. Ainda na segunda metade do Século XVII, fundaram o primeiro núcleo colonial em território das futuras Minas Gerais, a primeira Vila mineira, sendo que a designação de Mariana veio mais tarde, em homenagem à rainha D. Maria Ana de Áustria, esposa do rei D. João V. Em 8 de abril de 1711 o governador do Rio de Janeiro Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho criou no arraial do Ribeirão do Carmo, a Vila do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo, confirmada por Carta Régia de 14 de abril de 1712 com o nome mudado para Vila Real de Nossa Senhora e se chamando Mariana em definitivo, a partir de 23 de abril de 1745.
Mariana fica a 110 km de Belo Horizonte, faz divisa com os municípios de Alvinópolis, Catas Altas, Ouro Preto, Acaiaca, Diogo de Vasconcelos, Piranga, Santa Bárbara.
07 - Brejo do Amparo - Fundado em 1688
Brejo do Amparo é hoje (na foto acima de Pingo Sales) distrito de Januária, no Norte de Minas. Foi o berço da ocupação do Norte-mineiro, sendo de grande importância histórica e cultural para Minas. No distrito, foi erguida pelos Jesuítas a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em 1688, tendo sido a segunda igreja construída em Minas Gerais. Além da igreja, o casario colonial e sua nova matriz são destaques. É em Brejo do Amparo que é produzida uma das melhores cachaças do Brasil, além das belezas naturais como rios, trilhas e a Gruta dos Anjos.
08 - Belo Vale - Região Central - Fundado em 1681
          Um dos primeiros arraiais de Minas Gerais, fundado por bandeirantes, em 1681, Belo Vale foi povoado graças à descoberta de ouro nas Roças de Matias Cardoso (atual Roças Novas), em 1700. Em 1735, graças à descoberta de ouro na Serra do Mascate, no dia 26 de julho ergueu-se uma igreja em homenagem a Sant'Ana, quando o arraial passou a se chamar Santana do Paraopeba. (foto acima de Evaldo Itor Fernandes)
          Entre os anos de 1760 a 1780 foi construída a Fazenda Boa Esperança, residência do Barão do Paraopeba, proprietário das terras na localidade. Na fazenda, detinha em torno de 1.000 escravos que trabalhavam na mineração de ouro na Serra do Mascate.
          Em torno de 1760, a aridez das terras de Santana do Paraopeba fez com que os fazendeiros procurassem lugares melhores para a lavoura e a pastagem. Adentraram pelo Rio Paraopeba e deram início, num vale, um povoado chamado de São Gonçalo, erguendo uma igreja em homenagem ao santo em 1764.
          Com a construção de uma pequena ponte de madeira, mudou-se o nome do povoado para São Gonçalo da Ponte. Em 1839 este é elevado a distrito.
          Em 1914 começaram as obras do ramal do paraopeba da Estrada de Ferro Central do Brasil. Também em 1914 o nome do distrito á alterado passando a se chamar Belo Vale.
Inaugurada em 1917 a estação ferroviária, o arraial começa a se desenvolver.
          No ano de 1926 é construída a ponte Melo Viana, obra majestosa para época, toda feita de cimento (na época o cimento era importado da Europa).
          Em 1938 o então interventor de Minas Gerais Benedito Valadares institui o município de Belo Vale se emancipando de Bonfim.

          Belo Vale fica distante 88 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Congonhas, Ouro Preto, Moeda, Brumadinho, Bonfim, Piedade dos Gerais, Jeceaba. 
09 - Catas Altas da Noruega e Raposos - Fundadas em 1690
Catas Altas da Noruega - Região Central
          Começou a ser povoada aproximadamente em torno de 1690 por membros das Bandeiras de Miguel Garcia e do Coronel Salvador Furtado de Mendonça enquanto exploravam a região da Serra de Itaverava. (foto acima de Sueli Santos)
          Como a cata de ouro era fácil, encontrando o precioso mineral até nas raízes das plantas, o povoado cresceu e assim nasceu as "Catas Altas", seu primeiro nome.
          Pelos idos de 1750, surgiram os primeiros sinais de decadência da mineração do ouro, ocasionada pelo progressivo esgotamento das minas superficiais, e ainda pelo elevado montante fixado para a cobrança dos quintos do Rei, que não era somente estendido aos mineiros, mas também a pessoas que se dedicavam a outras profissões. Muitos ficaram reduzidos à miséria. Diante dessa situação, e incentivados pela iniciativa do Conde de Bobadella, o Governador da Capitania das Minas Gerais, que procurou incentivar novas descobertas, os garimpos de Catas Altas e o da Noruega (atual localidade rural do município) foram reativados e se uniram, originando o nome atual da cidade: Catas Altas da Noruega.
          Até 1718, o povoado pertencia à Vila Rica (Ouro Preto), quando aos 7 de março, o então Governador da Capitania, o Conde de Assumar, subordinou o distrito à jurisdição da recém-criada Villa de São João del Rey (Tiradentes).
          No ano de 1840, em 3 de abril foi criada a freguesia de Catas Altas da Noruega, pela Lei Nº 184, subordinada ao município de Conselheiro Lafaiete.Catas Altas da Noruega emancipou-se pela Lei Nº 2.765 de 30 de dezembro de 1962 e foi instalado como município em 1º de março de 1963.

          Catas Altas da Noruega fica a 142 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Lamim, Ouro Preto, Itaverava e Piranga.
Raposos - 30 km de Belo Horizonte

          A história da fundação do povoado dos Raposos teve seu início em 16 de fevereiro de 1690, quando a capitania de Minas gerais ainda não existia. Arthur de Sá Meneses, governador geral das Capitanias do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas, designou Pedro de Morais Rapôso para descobrir ouro e pedras preciosas nos sertões de Minas, região dos índios Cataguás. (foto acima de Andréia Gomes) Raposos fica a 30 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Nova Lima, Sabará, Caeté e Rio Acima.
10 - Congonhas - Região central - Fundada em 1691
          O surgimento do arraial de Congonhas do Campo se inicia a partir de 1.691, a data mais antiga de que se tem notícia dos primeiros aventureiros que para cá vieram em busca de ouro, quando atingiram as margens do rio que foi batizado inicialmente com o nome "Rio das Congonhas". Atualmente este mesmo rio é denominado 'Maranhão'. (foto acima de Wilson Fortunato)
          Em 1757 foi fundado o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, por Feliciano Mendes de Guimarães, nascido em Portugal, de início modesta cruz e oratório. É um o maior monumento histórico e artístico de Congonhas e Patrimônio da Humanidade desde 1985. Construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como o Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde, é uma das maiores realizações do barroco brasileiro.Congonhas  fica a 80 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Vale, Jeceaba, São Brás do Suaçuí, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco e Ouro Preto.
11- Santa Luzia - fundada em 1692
          A história do município originou-se com aventureiros que em busca de riquezas, descobriram Santa Luzia (na foto acima de Thelmo Lins). Tudo começou, em 1692, durante o ciclo do ouro. Uma expedição dos remanescentes da bandeira de Borba Gato implantou o primeiro núcleo da Vila, as margens do Rio das Velhas, no qual se fazia garimpo de ouro de aluvião. Em 1695 uma grande enchente do rio destruiu todo o povoado, localizado próximo ao atual bairro de Bicas, então o pequeno vilarejo mudou-se para o alto da colina, onde hoje, é o Centro Histórico da cidade. Em 1697, ergueu-se o definitivo povoado, que recebeu o nome de Bom Retiro. Em 1724 foi criado a Freguesia de Santa Luzia, subordinado a Sabará. 
          Conta a história, que um pescador chamado Leôncio, que tinha problemas na visão, observou um objeto brilhando no rio, enterrado na areia. Quando pegou era a imagem de Santa Luzia, a santa protetora dos olhos, e assim se deu o primeiro milagre da santa, já que na mesma hora ele volta a enxergar. A imagem foi levada para a primeira capela do arraial, tornando-se a padroeira do município. Chegando a Portugal a noticia dos milagres que estavam sendo operadas pela padroeira do Bom Retiro de Santa Luzia, o Sargento Mor Joaquim Pacheco Ribeiro, que estava desenganado pela ciência médica da sua Pátria, volta sua última esperança para o poder divino. Faz um voto à Santa milagrosa do sertão mineiro, pedindo-lhe a visão perdida. Como recebeu o milagre, o nobre filho da terra lusitana não duvidou em dar cumprimento ao voto que fizera e vem com suas filhas Ana Senhorinha, Angélica e Adriana, começando a construção do templo, onde hoje está a Matriz de Santa Luzia, localizada na Rua Direita, no Centro Histórico, em 13 de dezembro de 1758. O ouro empregado em toda construção de decoração interna foi doado por Antônio Martins Gil e extraído no Rio das Velhas. O serviço de moldura de talha foi feito por Felipe Vieira e Francisco de Lima Cerqueira, que encheram de gloria a arte decorativa das Minas Gerais.
Em 1847 a Vila foi emancipada e a cidade passou a se chamar Santa Luzia que fica distante 20 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Belo Horizonte, Vespasiano, Lagoa Santa, Jaboticatubas, Taquaraçu de Minas, Sabará.

12 - Itaverava -  Região Central e Lima Duarte (Zona da Mata) - Fundadas em 1694
Itaverava
          Sua colonização teve início no século XVII, sendo um dos primeiros arraiais auríferos da região. No verão de 1694, Manoel de Camargos, seu filho Sebastião de Camargos e alguns negros chegaram a Itaverava, descobrindo ouro na região. Logo depois, Manoel de Camargos é morto pelos índios e os sobreviventes retrocedem. (foto acima do Barbosa)
          Depois disso, diversas bandeiras chegaram a região com o objetivo de encontrar mais minas. Após a formação do arraial de Itaverava, foi edificada a sua primeira igreja, dedicada a Santo Antônio de Lisboa, em 1726, que se transformou em matriz da localidade.
          No século XVIII, quando ainda pertencia ao Termo de Vila Rica, era comum a grafia Itaberaba. Não há discrepâncias em relação a significação do topônimo: "pedra brilhante" ou "pedra reluzente" em língua tupi. O município foi criado em 1962, com território desmembrado de Conselheiro Lafaiete. 

Distante 120 km de Belo Horizonte, Itaverava faz divisa com os municípios de Conselheiro Lafaiete, Catas Altas da Noruega, Lamim, Ouro Branco, Ouro Preto e Santana dos Montes.
Lima Duarte 

          Até meados do século XVII, a região do atual município de Lima Duarte não passava de uma área de mata virgem, quando por volta do ano de 1692, apareceram os primeiros bandeirantes. Este grupo era liderado por padre João Faria Filho, então vigário de Taubaté, além de ter sido um dos pioneiros dos descobrimentos de Ouro Preto. (foto acima de Márcio Lucinda - Sauá Turismo)
          Padre João foi quem encontrou ouro no leito do Rio do Peixe.Desse descobrimento, Bento Corrêa De Souza Coutinho deu a notícia ao Governador–Geral do Brasil na Bahia, Dom João de Lencastre, através de carta enviada a 29 de julho de 1694. A partir daí, iniciou-se o povoamento daquele lugar com a migração de colonizadores vindos dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além de portugueses.
          Mesmo assim, durante anos a região permaneceu isolada, já que os proprietários das terras tinham objetivo de contrabandear ouro. No entanto, por volta da década de 1700, através de denúncias, Dom Rodrigo José de Menezes, então governador e capitão-general de Minas Gerais, tomou conhecimento dessa situação e interditou todas as terras que lá situavam-se, redistribuindo-as aos mineradores, passando a cobrar impostos sobre o ouro extraído. Em 1740 foram construídas as primeiras povoações, às margem do Rio do Peixe.
          Lima Duarte fica a 295 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Norte: Santa Rita de Ibitipoca, Santana do Garambéu, Pedro Teixeira e Bias Fortes; Oeste: Andrelândia e Bom Jardim de Minas; Sul: Olaria, Rio Preto e Santa Bárbara do Monte Verde; Leste: Juiz de Fora.
13 Curvelo - Curvelo MG. Região Central - Fundada em 1700
          Por volta de 1700, baianos e paulistas, dentre outros desbravadores – aqueles subindo ou descendo os rios São Francisco e Guaicuí em busca de ouro e pedras preciosas –, tinham como pouso as margens do ribeirão Santo Antônio. Alguns decidiram ficar nestas paragens e, em torno de humilde capela, deram início ao núcleo populacional.
          Depois de existir como arraial e distrito, designado por outras denominações, Curvelo se desmembrou de Sabará e se tornou município autônomo, por um decreto da Regência, de 13 de outubro de 1831, tendo como sede a vila homônima. Em 30 de julho de 1832, foi instalada a Câmara de Vereadores. Em 7 de dezembro do mesmo ano, houve a ereção do pelourinho, símbolo da autonomia do poder, e, em 15 de novembro de 1875, a sede da comuna elevou-se à categoria de cidade.
          Distante 170 km de Belo Horizonte, Curvelo  faz divisa com os municípios de Corinto, Felixlândia, Inimutaba, Monjolos, Morro da Garça, Presidente Juscelino e Santo Hipólito.
Povoações mineiras surgidas no Século XVIII - 1701 a 1800
- Catas Altas MG e Nova Era, Região Centra -  Fundada em 1703
- Prados (Campo das Vertentes) - Piranga (Zona da Mata) Santa 
Bárbara e Barão de Cocais (Região Central) - Fundadas em 1704
- Conceição do Mato Dentro (Região Central Norte), Aiuruoca (Sul de Minas) e  Antônio Dias (Vale do Aço) - Fundadas em 1706
- Itabirito - Região Central - Fundada em 1709
- Lamim e Rio Espera ( Zona da Mata)  - Fundadas em 1710
Ouro Preto, Lagoa Dourada (Campo das Vertentes), Congonhas do Norte (Região Central Norte) - Fundadas em 1711
- São João Del Rei , Caeté (Grande BH), Diamantina e Serro (Alto Jequitinhonha), Juiz de Fora (Zona da Mata), São Brás do Suaçuí e Entre Rios de Minas, Rio Piracicaba (Região Central) - Fundadas em 1713
- Caxambu - Sul de Minas - Fundada em 1714
- Pitangui - Centro Oeste de Minas, Baependi no Sul de Minas - Fundadas em 1715
- Contagem - Grande BH - Fundada em 1716
- Simão Pereira (Zonada Mata), Tiradentes (Campo das Vertentes - Fundadas em 1718
- Lavras (Campo das Vertentes), São Gonçalo do Rio Preto (Jequitinhonha) ,São Gonçalo do Rio Abaixo (Vale do Aço), Morro da Garça (Região Central) - Fundadas em 1720
- Nazareno (Campo das Vertentes), Conceição da Barra de Minas (Campo das Vertentes), Couto de Magalhães (Jequitinhonha) - Fundadas em 1725
- Bom Despacho (Centro Oeste de Minas), Minas Novas e Chapada do Norte (Jequitinhonha) - Fundadas em 1730
- Bom Sucesso - Oeste de Minas - Fundada em 1736
- Senhora dos Remédios - Campo das Vertentes - Fundada em 1738
- Silvianópolis - Sul de Minas - Fundada em 1746
- Nova Lima - Grande BH - Fundada em 1748
- Resende Costa - Campo das Vertentes - Fundada em 1749
- Jacuí (Sul de Minas) Senhora do Porto (Vale do Rio Doce) e Dom Joaquim (Região Central) - Fundadas em 1750
- Guanhães - Vale do Aço - Fundada em 1752
- Cristina - Sul de Minas - Fundada em 1774
- Rio Vermelho - Alto Jequitinhonha - Fundada em 1776
- Itapacerica - Oeste de Minas - Fundada em 1789
- Conselheiro Lafaiete - Região Central - Fundada em 1790
- Barbacena - Campo das Vertentes - Fundada em 1791
- Itutinga - Campo das Vertentes - Fundada em 1794
- Campanha (Sul de Minas) e Paracatu (Noroeste de Minas - Fundadas em 1798
(fonte das informações: Prefeituras locais, IBGE e Wikipédia)

terça-feira, 5 de junho de 2018

O Rio do Peixe em Botumirim

(Por Arnaldo Silva) Botumirim é uma pacata cidade do Alto Jequitinhonha com pouco mais de seis mil habitantes, na continuação da Serra do Espinhaço, já na Serra do Cantagalo. Faz divisa com os municípios de Grão Mogol, Itacambira, Bocaiúva, Turmalina, Leme do Prado, José Gonçalves de Minas e Cristália. (foto ao acima de Lucas Alves)
De Botumirim a Belo Horizonte são 575 km. De Montes Claros a Botumirim, são apenas 168 km.
A cidade (na foto acima de Wilson Ferreira Santos) é banhada pelo Rio Itacambiruçu, sua principal fonte de água. Este rio também é um dos responsáveis por abastecer a represa da hidrelétrica de Irapé.
O município é repleto de belezas naturais como cachoeiras, formações rochosas com milhões de anos, fauna e flora exuberantes.(foto acima de Eduardo Gomes)
Uma das paisagens que mais se destaca no município e uma das mais procuradas por turistas é o Rio do Peixe.(foto acima de Manoel Freitas) Distante apenas 12 km do centro da cidade. 
Sua beleza é impressionante e impactante ao primeiro olhar. (foto acima de Eduardo Gomes) É um dos mais belos espetáculos naturais de Minas Gerais, com água limpa, pura, cristalina. Em suas margens e entorno, formações rochosas impressionam, e mais parece paisagem lunar. 
A área toda em torno do Rio do Peixe exibe uma rica flora nativa da região do Espinhaço, destacando-se as sempre-vivas e plantas carnívoras (na foto acima de Eduardo Gomes)
 Estar no Rio do Peixe é como estar fora do planeta, vivenciando uma paisagem sem igual. (foto acima de Marcelo Santos) Suas águas são tão limpas que é possível ver a festa dos pequenos lambaris e outros peixes, bem como a beleza estonteante do reflexo do céu e nuvens em suas águas.
Não só as águas do Rio do Peixe são limpas, os bancos de areia formados pelos rios, proporcionam praias fluviais com uma fina e branquíssima areia branca (na foto acima de Wilson Ferreira Santos).
O lugar é ideal para que busca sossego, descanso, caminhadas, contemplação e contato mais profundo e íntimo com a natureza.(foto acima de Eduardo Gomes) Para os que gostam de camping e natureza plena, é o lugar ideal. 

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores