sexta-feira, 22 de junho de 2018

Piacatuba da Fé, da Culinária e do Festival da Viola

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Piacatuba (Imagem acima Jornal Leopoldinense, enviada por Fernanda Espíndola) é distrito de Leopoldina, cidade da Zona da Mata, distante 322 km de Belo Horizonte. O pequeno distrito é charmoso, possui um preservado casario histórico, repleto de histórias, cultura, religiosidade e boa gastronomia. Piacatuba está a 20 Km de Leopoldina, 86 Km de Muriaé; 20 Km de Cataguases e 8 Km da Rodovia Ormeu Junqueira Botelho.
Todos os anos acontece em Piacatuba o Festival da Viola e Gastronomia com apoio da Prefeitura e Câmara de Leopoldina, além de empresários locais. Esse festival acontece geralmente em julho, com a presença de artista renomados e violeiros de todo o Brasil, bem como turistas, que vão ao distrito apreciar o que tem de melhor na culinária mineira. (na foto acima, vemos a história do distrito contada em pinturas, espalhadas nas paredes das casas. Fotografia de Ane Souz)
A rua das Pedras é um dos locais mais frequentados do distrito, por estar nessa rua, um belíssimo casario (fotografia acima de Ane Souz), muitos deles, transformados em confortáveis restaurantes e barzinhos.
Um dos atrativos de Piacatuba, além de seu belo casario colonial, é a Matriz de Nossa Senhora da Piedade (na  foto acima de Ane Souz)
e a famosa Torre Queimada cuja edificação foi cercada de mistérios inexplicáveis, o que elevou o distrito a ser um centro de 
peregrinação e fé. Conta-se no distrito, que na metade do século XIX, duas famílias travavam uma intensa batalha por posses de terras. O fazendeiro Capitão Domingos de Oliveira Alves, ganhou uma gleba no dia 23 de agosto de 1844 com a finalidade de instalar nas terras uma povoação. 
Ele marcou as terras com uma cruz de uns 5 metros de altura, num terreno bem arenoso. Mas o outro fazendeiro que reivindicava as mesmas terras ficou inconformado por não ter recebido a gleba, e ordenou aos seus escravos a derrubada da cruz. 
Os escravos escavaram as pés da cruz como determinou o fazendo, só que a cruz não se desprendia de jeito nenhum. Irritado, mandou que ela fosse cortada a machado. 
Mesmo com a força dos golpes dos machados, a cruz permanecera intacta. 
Meio cismado com o que viu acontecer, mesmo assim insistiu com seu objetivo. Só que dessa vez, mandou fazer uma enorme fogueira em torno da cruz. Os escravos colocaram lenhas e gravetos em grande quantidade e atearam fogo. Durante a noite toda, o fogo ardia, deixando satisfeito o fazendeiro. No dia seguinte, um dos escravos lembrou que tinha esquecido sua foice no local e retornou para buscá-la. 
Chegando lá, notou que a cruz estava imponente e de pé, apenas chamuscada. (as fotografias acima mostram a cruz chamuscada e preservada e o Santuário, onde a cruz fica protegida e aberta para os fiéis.Fotos de Ane Souz)
Segundo dizem, todos que tentaram derrubar a cruz foram severamente castigados. Alguns morreram tragicamente e outros morreram vítimas de doenças terríveis.
Por esse motivo, o local hoje é considerado sagrado, sendo constantemente visitado por peregrinos que lá vão levando seus pedidos de milagres ou agradecendo pelas graças alcançadas. Os pedidos e agradecimentos são feitos em orações e escritos em papéis, colocados aos pés da cruz original (como se pode ver na foto ao lado, de Ane Souz). A Cruz Queimada é um dos mais conhecidos e visitados símbolos religiosos da região Zona da Mata.

(Reportagem de  Arnaldo Silva com fotografias de Ane Souz)
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17ª edição do Festival de Viola de Piacatuba e Gastronomia acontecerá em Julho de 2020
Mais informações:
Assessoria de Imprensa do Festival
Fernanda Espíndola Tel.: (32)99929-4660
E-mail:fernandaguimaraesespindola@hotmail.com

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