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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

Vendinhas

Essa imagem me fez dar uma guinada de não sei quantos graus. Mexeu comigo em alguma lembrança que trago guardada. Saudade daquelas vendas antigas com um monte de portas e janelas compridas. 
          Pra entrar a gente tinha que subir uns degraus que emendavam calçada e escada. Às portas, algumas sacas, uns tambores de querosene, onde o freguês se sentava para picar com paciência o fumo de rolo na hora de enrolar o palheiro. 
          A prosa era boa, e ninguém tinha pressa. O cavalo, tocando uns mosquitos, esperava amarrado ao mourão. Alguma coisa, ou tudo ali, dizia que a vida era calma e boa de ser vivida... E era mesmo.
Texto de autoria de Marina Alves de Lagoa da Prata MG
Fotografia de Deocleciano Mundim em Lagoa Formosa MG
A venda do Cecé 
          Essa é uma típica venda mineira, também conhecida como armazém, fica em na histórica e tradicional cidade de Jaboticatubas MG, a 60 km de B elo Horizonte, na Serra do Cipó.
          Como toda vendinha do interior, tem de tudo...
          Café moído na hora, ovos caipira, fubá de moinho d'água, leite, queijo, rapadura, cerveja gelada, tira gosto, pinga, biscoitos caseiros, bolos, frutas, xampu, Presto-barba, soda cáustica, refrigerante, suco, vassoura, rodo, absorvente, água mineral, balde, fumo de rolo, galinha caipira, toucinho fresco, vela, papel higiênico, arroz, sal, açúcar, pão... Bem assim, tudo junto e misturado.
          Ahhh!!! Tava esquecendo o principal, tem Seu Cecé, dona Lia, e Nonô. Com atendimento maravilhoso, prosa boa, simplicidade, aconchego...
          Tudo tão lindo, tão simples, tudo tão Minas!
Texto e fotos da Venda do Cecé em Jaboticatubas de autoria de Alexa Silva/@alexa.r.silva

sábado, 29 de outubro de 2022

Fama: a cidade do Mar de Minas

(Por Arnaldo Silva) Fama é uma pequena, pacata, charmosa e atraente cidade mineira, com cerca de 2400 habitantes, no Sul de Minas, na divisa com Alfenas, Campos Gerais, Três Pontas e Paraguaçu. Distante 362 km distante de Belo Horizonte, o município é banhado pelas águas da Represa de Furnas, estando inserido no Circuito Turístico Mar de Minas. 
          O Lago de Furnas é conhecido como Mar de Minas e abrange 34 municípios mineiros. São 1.406,06 km² de extensão. Para se ter ideia da dimensão do Lago de Furnas, a Baia de Guanabara, no Rio de Janeiro, tem 412 km² e todo o litoral brasileiro possui 7.491 km². Por isso o Lago de Furnas é o mar dos mineiros. Fama é uma das 34 cidades do Mar de Minas. (fotografia acima de Marcos Corrêa)
          O município está numa posição geográfica estratégica, com acesso fácil pela BR-381, BR-491, BR-369 e MG-179. Além disso, abriga uma grande e rica biodiversidade, natureza nativa em grande parte preservada, relevo e clima suave, além de contar com um grande potencial hídrico.
          Cidade de paisagem cênica e paradisíaca, Fama atrai turistas de todo o Brasil que vem à cidade passar momentos agradáveis e tranquilos à beira do Lago de Furnas, saboreando a típica comida mineira e conhecendo a genuína hospitalidade do povo de Minas Gerais. (fotografia acima de Alexandra Lisboa)
          A cidade é bem estruturada para receber turistas. Conta com diversos hotéis, pousadas e restaurantes com comidas típicas de Minas e da região, em especial, pratos e petiscos com peixes de água doce.
Origem
          A história de Fama começa a partir de 1837 com a formação de um povoado em torno de uma capela às margens do Rio Sapucaí, construída pelo fazendeiro capitão Tomás Alves de Figueiredo, dando nome ao povoado de Vila da Fama. A proximidade do povoado junto ao Rio Sapucaí permitiu tornar o lugar em um pequeno porto, usado para navegação e transporte de bens, mercadorias e pessoas, no século XIX, Com o desenvolvimento da região e chegada dos trens de ferro e abertura de estradas, no final do século XIX e XX, o transporte por barcos foi sendo reduzido gradualmente.
          O arraial se desenvolveu, foi elevado a distrito e posteriormente, à cidade emancipada em 1° de janeiro de 1949.
O Lago de Furnas
          Na década de 1960 boa parte das terras da região foram inundadas para represar as águas da Represa de Furnas. Apesar da perda de terras férteis, as águas do chamado Mar de Minas trouxeram emprego, renda e desenvolvimento, graças ao turismo. Além disso, a cidade conta com um pequeno, mas variado comércio, um bom setor de prestação de serviços, além de uma boa estrutura para receber turistas. O turismo e a agricultura familiar são as principais bases da economia do município. (na fotografia acima de Alexandra Lisboa, lavandas e o Lago de Furnas)
Convite ao sossego
          Fama já era uma cidade com grande potencial turístico, desde sua origem. As águas do Lago de Furnas tornou a cidade mais bonita, atraente e mais convidativa para conhecer. Um cenário espetacular de charme, beleza, natureza exuberante, paisagens encantadoras, cênicas e românticas. 
          Para quem ama a natureza, ecoturismo, sossego e de estar numa cidade com boa qualidade de vida e atraente, Fama é uma das mais indicadas para ser visitada em todo o Brasil. (fotografia acima de Alexandra Dias)
O que fazer em Fama?
          Opções de lazer e diversão é o que não falta. Pesca esportiva, prática de esportes náuticos e radicais pelo Lago de Furnas que circunda a cidade, cachoeiras, rios, trilhas para caminhadas e motociclismo, passeios passarela do lago e pelo Parque Municipal Francisco Cândido da Silva, são algumas opções para moradores e turistas. (fotografia acima de Leonardo Bueno)
          Durante todo o ano, vários eventos atraem turísticas da região e de todo o Brasil. Entre esses eventos destacamos o famoso e tradicional Carnaval de Rua, considerado um dos melhores da região, bem como o Réveillon, as Festas Juninas e o Encontro de Carros de Bois. As festividades religiosas como Semana Santa e encenação da Paixão de Cristo no adro da Matriz do Sagrado Coração de Jesus, Natal, Festa de Nossa Senhora Aparecida e de São Pedro, com procissão fluvial e queima de fogos, são outros eventos importantes da cidade.
          Além disso, tem a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, a Estátua do Cristo Redentor, as festividades de aniversário da cidade no dia 19 de março, vários quiosques, pracinhas charmosas, a casa do artesão, um singelo casario e a típica tranquilidade das tradicionais cidades interioranas mineiras como atrativos. (fotografia acima de Marcos Corrêa)
          Venha conhecer Fama. Lugar agradável, de gente simples, bonita, hospitaleira. Uma cidade com cenários românticos, naturais, deslumbrantes. Uma cidade para visitar e se apaixonar.

domingo, 16 de outubro de 2022

Boa Esperança: turismo, a Serra e as águas de Furnas

(Por Arnaldo Silva) Cidade de clima ameno, paisagens e belezas deslumbrantes, bem estruturada para receber turistas e com ótima qualidade de vida, Boa Esperança, no Sul de Minas, é um dos mais atraentes pontos turísticos de Minas Gerais. O município faz parte do Circuito Turístico Grutas do Mar de Minas.
          Distante 280 km de Belo Horizonte, a cidade com cerca de 42 mil habitantes faz divisa com Ilicínea, Aguanil, Carmo do Rio Claro, Campos Gerais, Coqueiral, Santana da Vargem, Campo do meio, Três Pontas, Campo Belo e Guapé. (fotografia acima de Thelmo Lins e abaixo de Rogério Salgado)
          O acesso rodoviário para Boa Esperança é pela BR-369, MG-167 e BR-265, próxima a BR-381. A cidade não conta com aeroporto mas o acesso aéreo pode ser feito por aeroportos de cidades próximas como Alfenas, Campo Belo e Varginha, concluindo o trajeto de carro ou ônibus.
Economia
          Município de terras férteis, tem na agricultura uma de suas bases econômicas com destaque para a suinocultura, avicultura, pecuária leiteira e de corte, a cultura de arroz, alho, batata-inglesa, milho, cana-de-açúcar, mandioca, soja, tomate, variedades de frutas e café. 
          Boa Esperança é um dos grandes produtores de café do Sul de Minas e conta com a Capebe, a 5ª maior cooperativa cafeeira do país. Sua produção agropecuária abastece mercados regionais e de vários estados brasileiros. (fotografia acima de Rogério Salgado)
          Além disso a cidade possui um bom setor de serviços para atender turistas e visitantes, um comércio bem variado, pequenas e médias indústrias, pousadas e hotéis sofisticados, além de bares, lanchonetes e restaurantes com comidas típicas.
Breve história
          Elevada à cidade em 1869, sua história começa bem antes, no século XVIII, durante a descoberta de ouro na Região Sul de Minas, em 1778. Um pequeno povoado foi surgindo, denominado Dores do Pântano em 1804, devido a capela construída no povoado dedicada a Nossa Senhora das Dores. 
          O povoado cresceu em torno da fé em Nossa Senhora das Dores, se tornou freguesia, passando a se chamar apenas de Dores. Permaneceu com esse nome até ser elevada a vila em 1866, quando foi desmembrada de Três Pontas MG. Dois anos depois, em 1868, foi elevada à cidade independente, voltando ao nome anterior de Dores do Pântano.
          No ano seguinte, exatamente em 15 outubro de 1869, Dores do Pântano é elevada à cidade, adotando o nome de Dores da Boa Esperança, com o gentílico de dorense. Em 1938 passou a se chamar em definitivo, Boa Esperança, mudando o gentílico dorense para esperancense. Mesmo assim, o gentílico dorense é usado até os dias de hoje entre seus moradores.
A origem do nome Boa Esperança
          O nome do município foi inspirado na Serra da Boa Esperança, chamada assim desde o século XVIII quando a região começou a ser povoada, depois da descoberta de ouro. Naquela época, demarcavam pontos de referências para definirem as localidades, para facilitar a localização. Lugares como rios, grutas, pedras, picos, fendas, montanhas e serras, eram os mais preferidos.
          Ao chegarem à região, avistaram do alto de uma serra um vasto campo, com rios como o Rio Grande, córregos como o São Pedro, Três Pontas, Marimbondo e Maricota, além de várias, nascentes e pântanos. Com boa esperança de uma vida melhor e próspera, deram nome a serra de “Boa Esperança”. Com muita esperança, fixaram na região e formaram um povoado na proximidade da serra, que é hoje a cidade de Boa Esperança MG. (fotografia acima e abaixo de Thelmo Lins)
          Essa serra é um dos maiores atrativos do município. Foi inclusive imortalizada e tornou-se conhecida no Brasil inteiro graças ao samba-canção “Serra da Boa Esperança”, do cantor e compositor carioca Lamartine de Azeredo Babo, que esteve na cidade 1937 e se encantou com a beleza da serra e da região.
          Lamartine Babo é de tamanhã importância para a cidade que leva o nome do troféu do tradicional Festival Nacional da Canção, realizado na cidade, bem como artista está imortalizado em um monumento público com seu busto nas cordas de um vilão, na Avenida Marechal Floriano Peixoto, como podem ver na foto acima do Thelmo Lins.
O que fazer em Boa Esperança
          Lugar ideal para quem busca ar puro, lazer, contato com a natureza, cultura, práticas esportivas ou passeios com a família, Boa Esperança oferece ótimas condições para momentos agradáveis.
          Terra de gente hospitaleira e gente famosa como Nelson Freire e Rubem Alves, Boa Esperança se destaca no turismo em Minas Gerais, graças as suas belezas naturais, pela Represa de Furnas formada em 1958, pela Serra da Boa Esperança e pelo Lago dos Encantos que torna a cidade, que está a beira do lago, mais encantadora e linda em seus reflexos. (fotografia acima e abaixo de Thelmo Lins)
          O Lago dos Encantos é um lago formado pelo represamento das águas do Rio Cascavel, Maricota e Marimbondo. São 3 km² de extensão banhando a cidade entre as avenidas Juscelino Kubitschek, Perimental, Brasil, Governador Valadares Rua Capitão Neves e mais 5 km² entre a Barragem do Lago, Faixa de Segurança de Furnas e Ponte do Sr. Jarbas Barbosa, totalizando 8 km² de extensão. 
          Além disso, a cidade é bem arborizada e tranquila, conta com belas praças, monumentos, um charmoso e atraente casario e várias templos religiosos, com destaque para a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, padroeira da cidade. (na foto acima do Thelmo Lins, o interior da Basílica)
          O Lago de Boa Esperança ou Lago dos Encantos, possibilita momentos agradáveis aos turistas, visitantes e moradores com pesca esportiva, passeios de lancha, jet-ski, e caiaque, passar horas junto a família ou amigos, na praia do Bicano, na praia do Celeiro ou mesmo nos vários bares, lanchonetes e restaurantes nas largas e arborizadas das avenidas a beira lago. (fotografia acima de Thelmo Lins)

          Quem gosta de adrenalina pode optar fazer trilhas, voos de ultraleve e claro, subir a Serra da Boa Esperança.
          Além da beleza da serra e riqueza de sua flora e fauna, subir a serra é uma caminhada ecológica incrível, com direito a conhecer o Pico do Branquinho, Pico das Antenas, Pico das Areias e o Pico da Igrejinha, além de conhecer a beleza das águas limpas e cristalinas das cachoeiras Nascente do Rio Sabaré, da Cava, da Cachoeirinha, da Cabana, do Capão Grande e Cachoeira das Areias.
          Estar em Boa Esperança é estar junto a natureza e belezas mineiras. Mais que isso, é estar junto a cultura popular do nosso Brasil, representada pelo Festival Nacional da Canção (Fenac) que acontece todos os anos, no mês de setembro, na cidade.
          Além do Fenac, diversos outros eventos realizados na cidade atrai turistas de toda a região como o Baile na Praça I, em janeiro, o Carnaval na Boa (Carnaboa), a Festa do Cooperado, Festas Juninas, Baile da Praça II, em julho, a Festa do Dia da Padroeira, Nossa Senhora das Dores, em setembro, além das festividades religiosas tradicionais da Semana Santa, Natal e Corpus Christi.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

A Casa de Gonzaga e a Igreja de São Francisco de Assis

(Por Arnaldo Silva) Tomaz Antônio Gonzaga (Miragaia, Porto, 11/08/1744 – Ilha de Moçambique, 1810). Foi um dos grandes nomes da Inconfidência Mineira, movimento precursor do processo de Independência do Brasil.
          Jurista, poeta e ativista político, Gonzaga se destacou na literatura brasileira por várias obras como Tratado de Direito Natural, Cartas Chilenas e principalmente, Marília de Dirceu. Usando o pseudônimo arcádico de Dirceu, inspirou-se em sua amada, Dorotéa Joaquina de Seixas, a Marília de Dirceu, para escrever uma das mais belas histórias de amor das alterosas mineiras. A obra foi publicada em três. A primeira parte em 1792, a segunda em e a terceira parte, publicada em 1812, mas que não foi escrita Tomaz Antônio Gonzaga, já que já tinha falecido dois anos antes, no degredo, na África. (na fotografia acima de Elvira Nascimento, o interior da casa de Tomaz Antônio Gonzaga em Ouro Preto e a igreja de São Francisco de Assis, vista da sacada da sala)
          Seus poemas seguiam o estilo árcade, escola literária que surgiu entre 1756 e 1825, na Europa. O nome do estilo árcade ou arcadismo, era em referência à região do Peloponeso, na Grécia Antiga, considerada ideal para inspiração poética, principalmente na exaltação e esteja ligado à natureza, com críticas à nobreza colonialista e ao clero. Por essa razão que os adeptos da escola arcadista optavam por escrever seus poemas usando pseudônimos camponeses gregos ou latinos. Tomaz Antônio Gonzaga usava o pseudônimo árcade de Dirceu e nomeou sua amada com o pseudônimo de Marília.
A casa de Gonzaga
          A Casa de Gonzaga é um imponente e luxuoso casarão, situado à rua Cláudio Manoel, 61, em frente a Igreja de São Francisco de Assisa, no Largo do Coimbra. É um dos lugares mais visitados em Ouro Preto. (Foto acima e abaixo de Arnaldo Silva, detalhes do quintal da Casa de Gonzaga. A foto abaixo mostra uma área tipo uma banheira)
          O casarão foi construído no século XVIII e abrigou inicialmente a Ouvidoria de Vila Rica. Os ouvidores residiam no imóvel e Tomaz Antônio Gonzaga viveu na imponente construção quando foi ouvidor-geral, entre 1782 a 1788.
De Ouvidor-Geral a Inconfidente degredado
          Ouvidor-geral era nomeado pela Coroa Portuguesa e era a autoridade máxima da Justiça na colônia. Era o intermediário entre os interesses da Coroa Portuguesa e os donatários de capitanias. Mesmo ocupando cargo de confiança na colônia, Tomaz Antônio Gonzaga juntou-se aos Inconfidentes, que lutavam contra a cobrança excessiva de impostos e queriam a independência política e econômica do Brasil. Os Inconfidentes chegaram a se reunir em sua própria casa.
          Descoberto, Tomaz Antônio Gonzaga perdeu o cargo, a moradia e a liberdade. Foi preso em 23 de maio de 1789 e condenado ao degredo perpétuo, em Moçambique, na África. Em Moçambique viveu até sua morte, em 1810, trabalhando como juiz de Alfândega.
Aberto ao público
          O casarão funcionou como ouvidoria, até a extinção do cargo de ouvidor, nas primeiras décadas do século XIX. Sediou a Chefatura de Polícia e atualmente é sede da Secretaria Municipal de Turismo, Indústria e Comércio de Ouro Preto. O local é aberto ao público de segunda a sexta-feira, das 8 h às 18h, sábados, domingos e feriados, das 8h às 17h.
          O casarão, bem como a parte externa com jardins e uma bela vista para o bairro Antônio Dias, mostra o luxo e requinte das moradias da fidalguia da época, além claro, de ser um belo exemplar das construções coloniais portuguesas do século XVIII.
          Um dos cômodos de maior destaque do casarão é a sala de visitas (na foto acima de Elvira Nascimento). Das sacadas da sala temos uma vista magnífica da Igreja de São Francisco de Assis à frente, à esquerda, no alto, a Igreja de Santa Efigênia e ainda, da sacada, tem se a vista da casa onde vivia, o grande amor de Tomaz Antônio Gonzaga, sua amada Dorotéa Joaquina de Seixas, a Marília de Dirceu. 
A Igreja de São Francisco de Assis
          Projetada pelo Antônio Francisco Lisboa, o Mestre Aleijadinho, a pedido da Ordem Terceira de São Francisco de Assis, teve seu início em 1771. Até sua conclusão, foram longos anos, tendo sido concluída totalmente e da forma que está, no final do século XIX e com manutenções, reformas e restaurações, ao longo do século XX. (na foto acima de Arnaldo Silva, a fachada da igreja, projetada pelo Mestre Aleijadinho)
          Durante todo esse período, a além dos entalhes e esculturas barrocas em pedra sabão e elementos decorativos em Rococó dos mestres Aleijadinho e Ataíde, presentes na fachada da igreja, decoração em relevo e a beleza impressionantes das talhas douradas, e pinturas em painéis e altar-mor desses dois grandes mestres, diversos outros artistas, marceneiros, carpinteiros, trabalhadores e artesãos, deram suas contribuições a construção da igreja ao longo de todo o período de sua construção. (na foto acima de Ane Souz, detalhes dos entalhes do Mestre Aleijadinho na fachada e abaixo, o interior da igreja, com as obras de Aleijadinho e painéis e pinturas de Ataíde no forro da nave e altar)
          A grandiosa obra do Mestre Aleijadinho e pinturas do Mestre Ataíde, é considerada um dos mais expoentes e belos exemplares da arte colonial brasileiro e um dos mais genuínos e autênticos exemplares do barroco mineiro. Por esse motivo, a obra prima que é a igreja é um bem nacional tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
          Além disso, a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto MG é desde 2009, classificada como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. Além da Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto MG, completa a lista das sete a Fortaleza de Diu (Índia), a Fortaleza de Mazagão (Marrocos), a Basílica do Bom jesus de Goa (Índia), a Cidade Velha de Santiago (Cabo Verde), o Convento de São Francisco e Ordem Terceira (Salvador, Brasil) e a Igreja de São Paulo (Macau).
          A Igreja de São Francisco de Assis, bem como todo o Largo do Coimbra, onde a obra está localizada, é um dos mais tradicionais templos da fé ouro-pretana, principalmente durante as celebrações da Semana Santa, Corpus Christi, dia de São Roque em 16 de agosto e São Francisco de Assis em 4 de outubro, eventos católicos que atraem centenas de milhares de turistas à cidade, durante os dias das celebrações. (na foto acima da Ane Souz, tapetes de Corpus Christi, fotografado da sacada da Casa de Gonzaga)
          Além disso, são realizados no interior da igreja e em seu adro, concertos musicais, apresentação de corais e encenações teatrais ao longo do ano, como podem ver na foto acima do Peterson Bruschi.

domingo, 2 de outubro de 2022

Broa de Queijo: o sabor da tradição mineira

INGREDIENTES
. 1 quilo de queijo bem fresco 
. Fubá de canjica o quanto for necessário
. 10 ovos caipira
. 1 1/2 copo (americano) de açúcar
. 1/2 copo (americano) de óleo
. 1 colher (sopa) rasa de sal
. 1 copo (americano) de leite integral
MODO DE PREPARO
- Pique o queijo fresco em pedaços e amasse bem com as mãos, até que fique em pequenos pedacinhos. Reserve
- Separe as claras e as gemas. Bata as claras em neve, em seguida, acrescente as gemas, bata por 1 minuto, acrescentando após esse tempo o açúcar e bata mais um pouco.
- Pegue o queijo, acrescente o sal e o copo de leite que reservou e bem  com as mãos
- Vá acrescentando o fubá aos poucos e quando ficar firme, comece a mexer com as mãos bem devagar para preservar os pedacinhos de queijo
- Mexa até que a massa esteja no ponto de enrolar
- Cubra a massa e deixe descansando por 15 minutos
- Após esse tempo, unte as mãos com óleo, pegue um punhado da massa e faça os moldes, enrolando com as mãos.
- Coloque as broas em uma fôrma untada com óleo e polvilhada com fubá
Leve ao fogo pré-aquecido a 180° C e deixe no forno até começarem a dourar. 
(Fotografias de Arnaldo Silva)

sábado, 1 de outubro de 2022

Patos de Minas: agronegócio, estrutura e turismo

(Por Arnaldo Silva) Patos de Minas é uma das mais importantes cidades mineiras. Município de solo riquíssimo e fértil, conta com uma a agricultura bastante diversificada, com culturas variadas como do café, cana-de-açúcar, mandioca, tomate mesa, feijão, maracujá, sorgo, soja, eucalipto e principalmente milho, além do município ser um dos destaques nacionais na pecuária leiteira.
          Segundo o IBGE, Patos de Minas é a segunda maior bacia leiteira do Brasil e a maior de Minas Gerais, produzindo uma média de 200 milhões de litros de leite por ano. Em cidades das regiões Norte de Minas, Noroeste e Alto Paranaíba, concentram reservas de gás natural a serem exploradas no futuro. Em Patos de Minas já foram identificados poços de gás natural. (na foto acima de @dronemoc, vista parcial de Patos de Minas)
          Patos de Minas faz parte do Planalto Central, no Cerrado Mineiro, na Região do Alto Paranaíba. Faz divisa com Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Presidente Olegário, Serra do Salitre, Tiros e Varjão de Minas.
          O município, distante 415 km da capital, conta atualmente com cerca de 155 mil habitantes. É formado, pelos distritos de Santana dos Patos (na foto acima de Maurício Soares), Chumbo, Bom Sucesso de Patos , Major Porto, Pindaíbas, Pilar e Alagoas.
Origem
          Patos de Minas tem origens em 1828, no século XIX, com a formação de um povoado em torno de uma capela dedicada a Santo Antônio, nas proximidades de uma lagoa. Denominado inicialmente de Santo Antônio da Beira do Rio Paranaíba, foi elevado a distrito em 1842, subordinado a Patrocínio MG. Tornou-se vila independente em 1866, instalada dois anos depois, em 1868, data oficial da fundação do município.
          Nessa época, teve o nome simplificado para Santo Antônio dos Patos. Por fim, elevado a cidade emancipada em 24 de maio de 1892 com o nome reduzido para simplesmente, Patos. O nome é devido a grande quantidade de patos nativos que habitavam as lagoas da região.
          Por existir no Brasil, na Paraíba, uma cidade com o nome de Patos, desde 1788, portanto, mais antiga que a cidade mineira, a cidade mineira recebeu o acréscimo de “de Minas”, apenas para diferenciar as duas cidades, passando a se chamar Patos de Minas.
Colonos gaúchos
            Na década de 1970, o desenvolvimento de Patos de Minas teve a contribuição de agricultores gaúchos, que vieram para a região e formaram colônias. Vieram para trabalhar nas terras férteis e ainda pouco explorados do Cerrado do Alto Paranaíba. (fotografia acima de Marcos Pieroni)
          Por terem origens em gerações de agricultores alemães e italianos, experiências e conhecimentos na lida com a terra, os colonos gaúchos contribuíram em muito para a diversificação e desenvolvimento e diversificação da agricultura e pecuária da cidade.
Estrutura urbana e o agronegócio
          Cidade com excelente estrutura urbana, desenvolvida e atraente, oferece boa qualidade de vida a seus moradores. Conta com um setor de prestação de serviços diversificado e eficiente, diversos segmentos comerciais e industriais, com destaque para a indústria de leite e derivados, carne suína e derivados, sementes, adubos e defensivos agrícolas e alimentos enlatados.
          Patos de Minas está na 20° posição no ranking do último Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM), divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Seu IDHM é de 0,765, estando entre os 20 melhores municípios mineiros para se viver. (na foto acima de @dronemoc, a Rodoviária da cidade)
          Por sua forte influência na agricultura e ser um polo do agronegócio, a cidade sedia um Centro Integrado de Abastecimento (Ceasa Regional) que atende 25 municípios do Alto Paranaíba e Noroeste de Minas além de exportar alimentos para vários países.
          Além de ser a maior bacia leiteira de Minas Gerais e uma das maiores do Brasil, Patos de Minas se destaca no país pela produção de milho desde a década de 1950. A partir de 1958, a cidade passou a organizar a tradicional Festa Nacional do Milho, evento de grande importância para o calendário do agronegócio no Brasil.
Dia do Milho 
          O milho é tão importante e tradicional em Patos de Minas que a cidade foi elevada a Capital Nacional do Milho, oficialmente, através de decreto presidencial. O Dia Nacional do Milho no Brasil é 24 de maio, por decreto-lei, devido ser esse dia, o aniversário de Patos de Minas.
O que fazer em Patos de Minas?
          Um dos destaques da cidade é sem dúvida a Festa Nacional do Milho que atrai milhares de turistas à cidade. Realizada anualmente entre maio e junho, a festa conta com shows, desfiles, festivais gastronômicos, feiras de gado e máquinas, além claro, do milho e tudo que é produzido a base desse cereal. Mas a cidade tem mais que isso a oferecer.
          Patos de Minas faz parte do Circuito Turístico Tropeiros de Minas onde o turista pode conhecer e apreciar o estilo de vida tropeiro pela zona rural dos munícipios do circuito, bem como conhecer fazendas centenárias e tradicionais, além da típica gastronomia mineira do interior.
          Além disso, a cidade tem como atrativos um rico e variado artesanato, festas culturais, religiosas e folclóricas durante o ano, o Central Shopping, o Centro de Convenções e Eventos, o Parque do Mocambo, a Lagoa Grande, o Teatro Municipal, o Mercado Municipal, o Parque de Exposições, o Clube Caiçaras, a Igreja do Rosário, o Conservatório Municipal, o Estádio Zama Maciel, o Memorial Casa da Cultura do Milho, a belíssima Catedral de Santo Antônio (em destaque, acima na foto do @dronemoc) 
          Além disso, Patos de Minas conta com ótima rede hoteleira e gastronômica bem estruturadas, principalmente para o turismo de negócios além de padarias, lanchonetes, sorveterias e bares em vários estilos, belas praças e locais públicos e privados para eventos e festividades.

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