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quarta-feira, 25 de abril de 2018

A capital mineira do abacaxi

(Por Arnaldo Silva) A cidade é grande produtora de abacaxi, cana, grãos, além de ser um dos polos em educação do estado. A produção de abacaxi em Frutal faz da cidade a maior produtora da fruta em Minas. A produção de abacaxi em Frutal está concentrada em seu mais importante distrito, Aparecida de Minas, que segundo o Sebrae, é responsável pela produção de 80% da fruta no Estado. Somando com Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro, Berilo no Vale do Jequitinhonha e Itamarandiba, no Norte de Minas, também grande produtoras de abacaxi, fazem do Estado de Minas Gerais, o terceiro maior produtor de abacaxi do Brasil.
          O nome Frutal é derivado de sua história devido ao tempo de sua fundação, ter riachos cheios de jabuticabas (frutas). Daí a origem de seu nome "Frutal". Sua população, segundo a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, é de 59.496 habitantes. Considerada uma cidade média pequena. Foi fundada em 4 de outubro de 1887. (foto acima e abaixo da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, de Giselle Oliveira)
Aparecida de Minas
Frutal tem cerca de 200 produtores de abacaxi, sendo 160 desses produtores, residentes em Aparecida de Minas, distrito de Frutal, situada a 13 km da Rodovia BR-153 no acesso A-900, entre as cidades de Frutal e Fronteira, no estado de Minas Gerais. A atividade econômica do distrito é rural, destacando a produção de abacaxi e cana de açúcar. O distrito é tão importante, que a Feira Regional do Agronegócio do Abacaxi, acontece no distrito, geralmente no mês de novembro.
          Um local de povo hospitaleiro, solidário e trabalhador, sendo maioria Católicos, buscam preservar as festas e tradições religiosas cristãs como as danças folclóricas, festas tradicionais como a Festa de “Santos Reis” ( Folia de Reis), Congada, Catira e a tradicional Festa de São João. As festas religiosas são em torna da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, que dá nome ao distrito.
          Tem também outras festas tradicionais no distrito como a Festa do Peão Boiadeiro e a famosa Festa Junina, realizada pela escola local e pela Igreja Católica, com direito a casamento caipira, quadrilha, pipoca, quentão, etc.
          Em todos os eventos do distrito, religiosos ou não, a culinária mineira está presente e é uma das atrações das festas onde os moradores locais e visitantes podem saborear o que temos de melhor em Minas como tutu-de-feijão, canjica de (milho), pé-de-moleque (amendoim), quentão, pamonha de mandioca, pamonha de milho verde, entre outras que sempre estão presentes nas festas e danças.
          O artesanato também é muito valorizado pela comunidade que  incentiva a preservação da tradição do artesanato local. Artesanato de Crochê, balaio ou jacá (feito de taboca), peneira (de cambaúva), tapetes e colchas de retalhos. Colchas de lã de carneiro e outras variedades de obras de grande beleza e qualidade.
          É uma das poucas localidades em Minas Gerais que podemos encontrar benzedeiras praticando esse tradicional ofício. As benzedeiras locais são valorizadas e respeitada. Benzem adultos e crianças contra todo tipo de mal. 
          Uma das características do povo de Aparecida de Minas, por serem muito supersticiosos, é preservar as simpatias. Conhecem todas, desde as que curam doenças, que afastam coisas ruins, ou que ajudam a emagrecer, etc. Tradicional também e muito praticada por seus moradores é a Medicina Popular. Seus moradores gostam de cultivar ervas medicinais em seus quintais, que ajudam na cura de doenças. Uma tradição muito valorizada por todos.
          Aparecida de Minas é um distrito bastante desenvolvido, oferece uma boa qualidade de vida a seus moradores, com ruas asfaltadas, escolas, postos de saúde, telefonia digital, supermercados, farmácias, padarias, lanchonetes, água de qualidade e belezas naturais em volta, já que Aparecida de Minas é banhada pelo Rio Grande, com vários cursos d´água, que fazem das terras do distrito, que já são muito férteis e de ótima qualidade, super valorizadas.
          Uma das características do povo de Aparecida de Minas é que são formados por famílias e que gostam do lugar em que vivem e cuidam bem da charmosa Vila, que está sempre limpo, arborizado, com seu povo sempre acolhedor e amigo que recebem todos bem. Por ser um local pequeno, de famílias, a amizade entre famílias vem de longa data e a confiança também.
Benefícios do abacaxi
          É uma fruta rica em minerais, como o potássio, Zinco, Magnésio, Fósforo, Cálcio, Cobre, Ferro e Sódio. Rica também em Vitaminas A, B e C que ajudam muito a aumentar a imunidade. Por isso é uma das mais nutritivas frutas existentes. (foto acima e abaixo de Luis Leite)
          A fruta ajuda no combate a má digestão, prevenção de resfriados, tosse e gripes. Fortalece os ossos, protege contra a degeneração muscular, previne artrite e artrose e dores nas articulações. É ainda uma grande aliada no combate a doenças de pele, como eczemas, acnes, psoríase e acnes.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Alvinópolis: a cidade das Chitas

(Por Arnaldo Silva) Alvinópolis fica a 163 km de Belo Horizonte e está situada na Região Central/Leste do Estado. (fotografia acima de Sérgio Mourão) Devido sua localização e importância nas rotas dos antigos tropeiros, o município está incluído no roteiro turístico da Estrada Real. Com cerca de 16 mil habitantes, é uma típica cidade de Minas, com casario histórico bem preservado, com tradições folclóricas e religiosas ativas como o Congado, uma tradição fortíssima na cidade e preservada em sua origem desde a criação do município no século XIX.
          A cidade também tem uma expressiva vocação musical e teatral com grupos de teatros, bandas de música, orquestras como de flautas, cantores solos e duplas com estilos diversos sempre surgem na cidade e abrilhantam eventos locais e regionais. (na foto acima do Sérgio Mourão, a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário e abaixo, enviada por Alessandro Pascoal Eugênio, a Festa de Nossa Senhora do Rosário)
          No município acontece um dos melhores carnavais da região, com a presença de milhares de pessoas que prestigiam a festa, vindos das cidades próximas. O carnaval é tão animado e tão bom, que chega a ter uma média de 20 mil pessoas pulando carnaval nos dias de festa, mais que os moradores da cidade. (na foto abaixo do Sérgio Mourão, detalhes do Centro Histórico, com destaque para a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário)
          Além disso, o povo alvinopolense é muito hospitaleiro e sente e muito orgulho de sua cidade, da sua história e principalmente por ser sede de uma das mais importantes empresas do setor têxtil do Brasil e uma das mais antigas também, a Fabril Mascarenhas.
          Alvinópolis faz divisa com os municípios de Rio Piracicaba, Mariana, São Domingos do Prata, Dom Silvério, Santa Bárbara, Catas Altas e Barra Longa. Está distante do Rio de Janeiro por 450 km, de São Paulo por 755 km, de Brasília por 900 km e de Vitória por 425 km. As cidades mais próximas, são: João Monlevade por 56 km, Mariana por 68 km e Ponte Nova por 60 km de distância.
Breve história:
          No final do século XVII foi encontrado ouro no Rio Gualaxo. Com a descoberta começaram a vir pessoas de outras localidades para explorarem o precioso metal. Um desses foi o sertanista Paulo Moreira da Silva, que adquiriu uma fazenda próximo ao Rio do Peixe, um lugar com solo e terras bastante férteis. (fotografia acima de Elpídio Justino de Andrade)
          A partir de 1830, nesta mesma fazenda, começou a se formar um arraial onde seus moradores se dedicavam a produção agrícola e esta produção abastecia as cidades de Mariana e Ouro Preto.
          Em 1832, o arraial passou a chamar-se de Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Paulo Moreira. Em 1745, no arraial, começa a construção da capela em honra a Nossa Senhora do Rosário e em 5 de fevereiro de 1891, é reconhecida como cidade. O nome da cidade passou a ser Alvinópolis em homenagem a Cesário Alvim, ex-governador do Estado
Fabril Mascarenhas
Em 14 de junho de 1887 foi inaugurada próxima a fazenda Paulo Moreira, uma pequena fábrica de tecidos. Em 1901 a pequena fábrica foi arrendada por um grupo do setor têxtil da época, sendo adquirida em definitivo em 1912, passando a denominar-se Companhia Fabril Mascarenhas. (foto acima: arquivo da Fabril Mascarenhas/Divulgação) Ao longo desses mais de 100 anos em atividade, a empresa se modernizou, ampliando seu campo de ação com aquisição do controle acionário da Monferrari Ltda e da Industrial Policena Mascarenhas S.A, no inícios dos anos 80. Além disso a empresa possui três usinas hidrelétricas em Dom Silvério MG e em Alvinópolis MG, garantindo uma enorme economia de energia elétrica.
          A fábrica sempre passa por processos de modernização e atualização mas mantendo o que tem de mais valor que é a tradição e qualidade dos tecidos de seus produtos, que são cretones para roupas de cama, popelines para vestuário adulto e infantil, tecido para decoração, cama, mesa e fraldas. O produto mais famoso da empresa é o tecido de Chita. (na foto acima do Sérgio Mourão) A empresa gera em torno de 400 empregos diretos.
          Além da Fabril Mascarenhas, Alvinópolis conta com a Bio Extratus Cosméticos Naturais Ltda, gerando vários empregos diretos e indiretos. A própria Prefeitura é uma geradora de empregos, tendo em seus quadros mais de 500 servidores. (na foto acima, enviada por Alessandro Pascoal Eugênio, vista parcial da Fabril Mascarenhas e abaixo do Sérgio Mourão, a sede da Bio Extratus)
          Desde o arraial, Alvinópolis tem como força a sua produção agrícola. Esse setor emprega mais de 2000 famílias que atuam na produção de leite e seus derivados, gado de corte, produção de eucaliptos e outras culturas agrícolas. 
Festchita
          Tecidos de Chita é a principal produção da fábrica Fabril Mascarenhas, o que torna a cidade de Alvinópolis a cidade das Chitas. Vem se tornando tradicional na cidade a Festchita, geralmente no mês de junho, onde artesãos mostram seus trabalhos usando o famoso tecido, bem como a própria empresa Fabril Mascarenhas, mostra seus produtos nos 3 dias de festa. (na foto acima, enviada por Alessandro Pascoal Eugênio, barraca de chitas no dia da festa)
          O evento é marcado, além de tecidos, da chita e artesanato local, por shows, barracas e desfile. Tem também concurso e desfile de beleza, onde garotas da cidade desfilam com vestidos de chita, como podemos ver na foto acima enviada por Alessandro Pascoal Eugênio.
          Chita vem do sânscrito "chintz". É um tecido estampado de origem indiana que surgiu entre os séculos XV e XVI conquistando os europeus por pelas cores vivas, intensas e cintilantes do pano. 
          Quando chegou ao Brasil, por volta de 1800, o tecido passou por várias melhorias até chegar ao que temos hoje. (foto acima de Sérgio Mourão) Com a produção do tecido no Brasil, o custo para o consumidor baixou muito. Com o preço mais baixo, logo se popularizou, sendo o mais importante tecido do século XX, principalmente entre as camadas mais simples da sociedade, considerado uma identidade nacional de tão popular que era.
Esse tecido hoje é muito usado em festas populares, como Reinados e Festas Juninas. É usado também como decoração de ambientes e nas artes.(na foto abaixo de Elpídio Justino de Andrade, a Capela do Rosário)
Como chegar
De carro:
Pegue a BR 381 até João Monlevade. No trevo dessa cidade, pegue a MG 123. Você passará por Rio Piracicaba, Padre Pinto e Major Ezequiel, por fim, Alvinópolis.
De ônibus: Na Rodoviária de Belo Horizonte, pegue o ônibus da linha Lopes e Filhos. De segunda a sábado são dois horários e no domingo um. Pode pegar também um ônibus da Viação Gontijo para Dom Silvério MG, que passa tem parada em Alvinópolis. Essa linha tem apenas um horário.
De trem: Você pode ir de trem. Na Estação Ferroviária de Belo Horizonte, pegue o trem Vitória Minas, que sai as 7:30 hs, todos os dias. Você descerá na Estação de Trem de Rio Piracicaba e de lá, pegue um ônibus direto para Alvinópolis.
Algumas fotos são ilustrativas e enviadas como colaboração à matéria por Alessandro Pascoal Eugênio, funcionário da Fabril Mascarenhas

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A cidade de pedras, a Igreja e o maior presépio do mundo

(Por Arnaldo Silva) Grão Mogol é a genuína e autêntica raiz do sertão mineiro. Suas ruas e construções em pedras, em destaque para a Igreja de Santo Antônio, é a mais pura originalidade da cultura, arquitetura e riqueza patrimonial mineira. (fotografia acima de Anderson Sá/@meuolhar.andersonsa). 
          Foi fundada em 1840, sendo hoje uma cidade histórica, tendo seu centro histórico, com suas ruas e casarios em estilo colonial, todos em pedra, tombados pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural de Minas Gerais (Conep). A cidade possui também um presépio tamanho natural, muito visitado por turistas nas proximidades do natal. O município tem cerca de 18 mil habitantes, está a 829 metros de altitude e a 556 km de Belo Horizonte, 1.080 km do Rio de Janeiro, 1.215 km de São Paulo, 930 km de Brasília, 940 km de Vitória e 879 km de Salvador (fotografia acima de Tharlys Fabrício).          
          É uma das mais importantes cidades do Norte de Minas. Faz divisa com os municípios de Riacho dos Machados, Francisco Sá, Itacambira, Botumirim, Cristália, Berilo, Virgem da Lapa, Josenópolis, Padre Carvalho, Fruta de Leite, Rio Pardo de Minas, Juramento. (fotografia acima de Allan Chaves dos fundos da Matriz)     
          Além da sua arquitetura, em pedras sobre pedras, uma outra construção, também em pedras, chama a atenção, do mundo. É o presépio Natural Mãos de Deus, inaugurado em 2011, ocupando uma área de 3,6 mil metros quadrados, numa região alta, na área central de Grão Mogol, permitindo uma bela vista da cidade, seu casario de pedras, a Praia do Vau, no Rio Itacambirassu, com sua areia branquíssima e a Serra do Espinhaço. A obra foi construída pelo empresário grão-mogolense, Lúcio Bemquer, ex-presidente da Associação Comercial de Minas (fotografia acima de Anderson Sá/@meuolhar.andersonsa). 
          Inspirado na crença e devoção do povo brasileiro, foi esculpido em pedras, aproveitando as rochas e condições propícias para fazer e colocar as obras de arte. (fotografia acima de Thelmo Lins) As obras, encenam o nascimento do Menino Jesus, com todos os personagens da passagem bíblica, representados em tamanho original, tendo ainda no local, um espaço para oração e reflexão. É atualmente o maior presépio a céu aberto do mundo. O local é é bem sinalizado, com rampas, parapeitos e iluminação noturna e fica aberto todos os dias, para visitação, de 8 às 22 horas.
          O escultor Antônio Silva Reis, de Contagem, esculpiu os personagens da Sagrada Família (José, Maria e o Menino Jesus), o burrinho, o boi, carneiro e o galo, usando cimento e ferro. Já os três reis magos, Melquíades, Belchior e Baltazar, além de uma estátua de São Francisco de Assis, santo que criou o primeiro presépio, no mundo, em 1223, se tornando tradição, desde então, foram esculpidos pelo artista plástico Edson Novais, de Ouro Preto MG.  
          Todas as obras tem tamanho natural e cada peça, pesa em média 700 quilos. (fotografia acima de Tharlys Fabrício e abaixo de Anderson Sá)
       Lugar encantador, que leva o visitante a reflexão, oração e transmite um sentimento de paz e energia muito grande, que saem das profundezas da terra, sentida pelos milhares de visitantes que vem à cidade conhecer uma das mais belas obras da religiosidade moderna, no mundo. O presépio de Grão Mogol é único no mundo, não tem outro igual.
Breve história
A partir de 1710, bandeirantes e aventureiros começaram a chegar na Serra do Espinhaço devido a descoberta de diamantes, num local denominado Arraial do Tejuco, onde é hoje o município de Diamantina. (na foto abaixo de Thelmo Lins, rua tradicional e típica de Grão Mogol)
           A descoberta gerou a procura por diamantes em terras ao longo do entorno do recém formado Arraial do Tejuco. No final do século XVIII descobriram diamantes ao longo do Rio Itacambiraçu e na Serra de Santo Antônio, onde foram encontrados diamantes nas rochas, sendo caso único no mundo. A partir de então, um pequeno arraial começou a se formar, denominado de Santo Antônio do Itacambiruçu, que hoje é a cidade de Grão Mogol.
          A origem do nome Grão Mogol não é exata. Uma versão diz que vem do nome de um diamante descoberto na Índia em 1550, que pesava 793 quilates denominado Grão Mogol. Na região do Espinhaço foram encontrados alguns diamantes semelhantes em quilates, por isso a associação ao nome. (na foto acima do Thelmo Lins, a Capela do Rosário e na foto abaixo também de Thelmo Lins, local de extração de diamantes, ainda em funcionamento)
          Outra versão sugere que o nome tenha originado no amargo sofrimento gerado por conflitos pela disputa de diamantes, ocasionando grandes desordens sociais e assassinatos, o que provocava grande amargor nas pessoas do povoado. 
          Já naquela época, o mineiro tinha o hábito de reduzir as palavras, como ainda hoje. Não falavam "grande amargor" e sim "granmargor", "grãomargó" e por fim, corrigindo a pronuncia, a denominação passou a ser Grão Mogol. (na foto acima de Manoel Freitas, a lateral da Igreja de Santo Antônio)
          Em 1840 o povoado foi elevado a distrito, subordinado a Montes Claros MG. Em 1849 foi elevado a Vila e finalmente, reconhecida como cidade em 1858. A data oficial do aniversário de Grão Mogol é 23 de março de 1840. 
          A  marca da presença dos colonizadores era a edificação de uma cruz e construção de uma capela, em homenagem aos seus santos. Os portugueses que vieram para Grão Mogol, bem como seus descendentes, veneravam muito Santo Antônio, um frade franciscano nascido em Lisboa que viveu boa parte de sua vida em Pádua, na Itália. (na foto acima do Tharlys Fabrício, a Igreja de pedras dedicada a Santo Antônio)
          Na região já existia uma cadeia montanhosa com o nome de Santo Antônio e resolveram construir uma igreja em sua homenagem. Começaram a construção da igreja, no então distrito com apoio do Barão de Grão Mogol, que cedeu o terreno e escravos para a construção.
 (fotografia acima de Anderson Sá)    
          A ideia era que a igreja fosse construída somente com rochas, que são abundantes na região. A partir da construção da igreja, em pedras, os moradores começaram a construir suas casas também com pedras, sendo até hoje uma das características arquitetônicas da cidade, além de ser um material bem fácil de encontrar na região. Não só as casas são em pedras. As pedras estão presentes nos muros, ruas e praças. (foto acima de Thelmo Lins e abaixo de Tharlys Fabrício, o interior da Igreja de Santo Antônio)
A fachada da Igreja foi construída em estilo eclético. Mesmo sendo feita de pedras, diferente das construções em barro e pau-a-pique da época, o interior da igreja seguiu os padrões do estilo da época, ou seja, o barroco. Na época as igrejas sempre tinham um altar principal todo ornado em madeira e ouro, com a imagem central do padroeiro e dois altares laterais, com diversos pequenos oratórios, dedicados aos santos e imagens de anjos adornando toda a igreja. Todos ornados em madeira, como também o piso, os bancos, confessionários, etc. (na foto abaixo do Manoel Freitas, detalhes da fachada da Matriz de Santo Antônio)
          No caso dessa igreja, a originalidade da cor bruta das rochas e a beleza nobre da madeira, dá um contraste com ares de paz e sossego. (na foto abaixo de Lucas Alves, vista parcial de Grão Mogol)
          É uma das mais belas igrejas de Minas Gerais, um rico patrimônio de Grão Mogol e do povo mineiro.

domingo, 8 de abril de 2018

10 refrescantes cachoeiras do Triângulo Mineiro

(Por Arnaldo Silva) A Região do Triângulo Mineiro é dotada de rara beleza. Paisagens, rios e cachoeiras de tirar o fôlego, muitas dessas ideais para sossego e passeio em família e outras, para quem gosta de agitação e esportes radicais. Todas as cidades do Triângulo Mineiro tem cachoeiras, lagoas, paisagens e cursos d´água, mas vamos destacar aqui apenas 10, nas fotos do Eudes Cerrado, nosso colaborador de Uberlândia MG, (na foto acima a Cachoeira das Irmãs em Araguari MG)
01 Complexo do Azulinho em Sacramento
            Azulinho é um complexo formado por 4 cachoeiras e poços favoráveis a banhos. Fica próximo a portaria da Serra da Canastra, entrada por Sacramento MG. O entorno do complexo é formado por paisagens de mata nativa, bem preservados. 
          É um lugar onde o visitante poderá aproveitar as belezas da natureza, descansar e curtir ás águas do local. Mas o visitante tem que ficar atento às surpresas da natureza. Entre janeiro e fevereiro costuma acontecer trombas d´águas. Fique atentos a tempos chuvosos, melhor não arriscar.
02 - Cachoeira do Sucupira em Uberlândia
          A Cachoeira do Sucupira está localizada a 17 km do centro de Uberlândia, na zona rural, sentido Leste, entre as rodovias BR- 050 e BR- 452. Possui queda d´água de 15,00 metros e com um paredão de 25 a 30 metros de largura. Suas águas são claras e sem poluição, servindo como ponto turístico e local de lazer para a população de Uberlândia. A 600 metros depois da Cachoeira do Sucupira, tem a famosa Cachoeira dos Namorados. Você pode ir à pé até a cachoeira e se sentirá recompensado. Tem 21 metros de queda que forma um poço com água convidativa a um bom banho, principalmente depois de uma caminhada.
03 - Cachoeira das Irmãs em Araguari
          A Cachoeira das Irmãs, também chamada de Cachoeira das Freiras, fica em Araguari, no Triângulo Mineiro e distante 36 km da vizinha Uberlândia. É de fácil acesso e uma das cachoeiras mais famosas da região. O local pertence ao Instituto Savério Pestanha onde se localiza o Conventos de Freiras de Araguari. Dai o nome da cachoeira. A cachoeira é formada pelas águas do ribeirão Bom Jardim que despencam de 42 metros de altura em grande volume, formando um poço em redor. Araguari é um município privilegiado por belas paisagem, principalmente lindas cachoeiras.
04 - Cachoeira da Fumaça em Nova Ponte
          A cachoeira do Rio Claro, popularmente chamada de Cachoeira da Fumaça, fica em Nova Ponte a 60 km do centro de Uberlândia-MG e 72 km de Uberaba-MG no Triângulo Mineiro. São 43 metros de altura e é considerada a maior vazão de águas do Triângulo Mineiro.
05 - Nascentes Gerais em Sacramento
          É uma das mais belas cachoeiras do Triângulo Mineiro, bastante procurada por turistas. São 83 metros de queda que formam cerca de 28 piscinas naturais no entorno. O local possui próximo uma boa estrutura com chalés, restaurante e lanchonete e um ótimo café da manhã, deixa os visitantes mais encantados ainda com o lugar.
06 - Cachoeira Mandaguari em Indianópolis
          Fica em Indianópolis MG, Distante 51 km de Uberlândia, a Cachoeira do Mandaguari tem 25 metros de queda, que forma um lindo poço. O local é de difícil acesso e exige um bom preparo físico de quem quer desfrutar dessa beleza.
07 - Cachoeira do Rio Bonito em Tupaciguara
          São 90 metros de queda que impressiona quem frequenta o local. É uma das mais altas do Triângulo Mineiro. Fica a 80 km do Centro de Uberlândia. Para se chegar a parte alta é mais fácil, na parte baixa é mais difícil, principalmente em dias de chuva. Para chegar até o local, pegue como referência o trevo de Tupaciguara. De lá, pegue a rodovia para Araguari que fica a uns 8 km dessa cidade. A cachoeira fica próxima a rodovia. É fácil de achar o lugar.
08 - Cachoeira da Ponte Alta em Uberaba
          Essa cachoeira é de grande porte, encanta e atrai gente de toda a região. É muito procurada por escoteiros, ciclistas, amantes da natureza e para a prática de esportes radicais como o rapel. 
09 -  Cachoeira dos Costas em Tupaciguara
          Essa cachoeira fica em Tupaciguara, a 89 km de Uberlândia e uma das mais belas da região. É muito procurada para fazer trilhas, passeios e banhos. Devido a seus 125 metros de queda livre, praticantes de rapel são vistos constantemente em atividades, na cachoeira, sendo considerada uma das melhores cachoeiras de Minas para a prática dessa modalidade.
10 - Cachoeira do Mirandinha e do Mirandão 
          Em Indianópolis MG a 45 km de Uberlândia, próximo a Patrocínio, pela BR-365 você encontra duas fantásticas cachoeiras, pertinho da Usina Hidrelétrica de Miranda. A do Mirandinha e a do Mirandão, conhecida também por Cachoeira dos Macacos. A Cachoeira do Mirandinha, da foto acima, tem 25 metros de queda e é de fácil acesso. 
          Já a do Mirandão ou Macacos na foto acima, é maior, tem 70 metros de queda e impressiona. O acesso é fácil e é uma ótima dica para os amantes do ecoturismo e praticantes de rapel.
Reportagem de Arnaldo Silva com fotografias de Eudes Cerrado

História de infância com manga, banana e leite

(Por Maria Mineira) Uma das crendices mais conhecidas é a da manga! Acreditava-se que ela fazia mal se ingerida com determinados alimentos. Em algumas regiões é manga com leite que faz mal, em outras é manga com banana que mata.
          Durante toda a minha infância eu tive mãe e avós vigiando a mim e aos irmãos, para não comermos a mistura fatal: manga com Banana leite!
          Eu era encarregada de tomar conta dos irmãos mais novos e um dia, puxava meu irmão caçula numa carrocinha de madeira pelos arredores do sítio. Confesso que o fazia em alta velocidade e o pequeno gostava muito! Infelizmente, numa manhã, houve um pequeno acidente. Na pressa, o deixei cair e rolar ladeira abaixo. O terror das mães daquele tempo era o filho “beber o fôlego”, e o danado do menino bebeu! Se engasgou com o choro e quase morreu sufocado.
          Com varinha de marmelo, levei um doloroso corretivo e fui para o quarto escuro do castigo. Me senti injustiçada e planejei a vingança. Friamente fiz todos os cálculos, pensando:
          — Ocêis vai vê... Vô morre aos nove anos e toda famia vai ficá cum tanto, mas tanto pesar e remorso por ter batido e colocado de castigo uma pessoa tão boa!
          Ao receber a ordem para sair do castigo e voltar a pajear o irmão, eu não fui. Me dirigi à despensa, peguei duas bananas prata e comi. Passei na cozinha e tomei um pouco do leite que vi em cima do fogão.
          Como se preparada para um ritual, fui para o fundo do pomar e subi na mangueira mais alta. Estava mesmo decidida a “morrer”! Então, apanhei duas mangas bem doces e maduras e as devorei calmamente. Sem saber o tempo que a morte demoraria para chegar, me acomodei num galho.
          Aos nove anos, nem me lembro se tinha noção do que era morte, mas fiquei lá pelejando para morrer. Passou mais de uma hora, eu ainda vivia. Resolvi mudar de galho, o que eu estava era muito alto, poderia me machucar ao cair mortinha no chão.
          Vi a primaiada brincando lá embaixo. Eles me chamavam:
          — Mariinha larga mão de sê besta, sô! Dêxa pá morrê otro dia...Amanhã é domingo, dia de banho no rio. Desce daí, bamu brincá de pique pega!
          Eu desci e fui brincar. E a partir desse dia, descobri que manga e leite, juntamente com bananas só matam a fome!
          Ê tempinho bão!

Texto de autoria de Maria Mineira de São Roque de Minas com  fotografia de Arnaldo Silva

O Bicame de Pedra de Catas Altas

(Por Arnaldo Silva) Construído por escravos, o Bicame de Pedra foi um aqueduto construído em 1792 com o objetivo de captar água da Serra do Caraça e levá-la até o povoado de Brumado, onde o ouro era extraído das minas da localidade. A água era para lavar o ouro após a extração. É formado por uma muralha de pedra seca com 5,10 metros de altura na parte mais alta, com 12 km de extensão. 
          Fica a 12 km de Catas Altas, com estrada de terra bem conservada. Catas Altas distante 121 km de Belo Horizonte. 
          De sua construção original, restam apenas 200 metros hoje. 
          É um dos lugares mais visitados de Catas Altas, eleito uma das 21 maravilhas da Estrada Real. 
          Uma escadaria na lateral  do aqueduto dá acesso à parte superior da obra possibilidade uma boa visão do Bicame. (na foto acima do Vinícius Barnabé/@viníciusbarnabe, mostra o que restou da Bicame de Pedras, de Caltas Altas MG)

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