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sábado, 17 de março de 2018

Lagoa Dourada: a capital nacional do rocambole

(Por Arnaldo Silva) Lagoa Dourada, cidade do Campo das Vertentes, com cerca de 15 mil habitantes, é conhecida nacionalmente como a terra do legítimo rocambole e ainda, Terra do Jumento Pêga.
          Lagoa Dourada está a 146 km de Belo Horizonte; a 875 km de Brasília; 36 km de São João Del Rei e a 46 km de Tiradentes. O município faz divisa com Carandaí, Casa Grande, Entre Rios de Minas, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves e Prados. (na foto acima e abaixo, de Luciana Silva, a Matriz de Santo Antônio)
          Elevada à cidade em 6 de junho de 1912, a história de Lagoa Dourada, começa bem antes, nos primeiros anos século XVIII, quando a região começou a ser povoada, com a chegada da bandeira de Oliveira Leitão. Numa pequena lagoa, encontraram muito ouro, que a lagoa ficava até dourada. Quando se referiam ao local, chamavam de "Alagoa Dourada", pela cor do metal.
          Com a descoberta do ouro na lagoa, foi se formando um pequeno povoado, com o nome Alagoa Dourada. O povoado começou a crescer a partir de 1717, com mais gente chegando, para explorar ouro. (na foto acima da Luciana Silva, o interior a Igreja do Rosário e abaixo, a Igreja do Senhor Bom Jesus)
          Com o crescimento do arraial, uma pequena capela, dedicada a Santo Antônio é erguida, em 1734. Em 1750, o arraial é elevado a Distrito de Paz. Em 1832, o nome Alagoa Dourada, do povoado, é alterado para Lagoa Dourada. Em 1850, a antiga capela, do início do século 18. Por fim, o distrito de Lagoa Dourada, que pertencia a Prados, é desmembrado, em 1911, se tornando cidade emancipada em 6 de junho de 1912, data, oficial de seu aniversário.
          A cidade guarda em sua história e religiosidade, as tradições folclóricas e culturais mineiras, bem como a beleza e riqueza da arquitetura colonial, presente em seus casarões, fazendas e igrejas. (fotografia acima de Marcelo Melo)
          Além disso, é uma atração a mais para quem visita a Estrada Real. A estrada corta o perímetro urbano do município.
          Com o fim da exploração aurífera, a agricultura e pecuária passou a ser de grande importância para a economia da cidade e desde o início do século XX, o Rocambole, passou a ser a principal identidade gastronômica de Lagoa Dourada.
A história do Rocambole em Lagoa Dourada
          A guloseima movimenta a economia, gera emprego e renda para seus moradores, bem como, faz de Lagoa Dourada, a Capital Nacional do Rocambole.
          Segundo relatos do livro “Lagoa Dourada 300 Anos - Síntese Histórica”, a guloseima surgiu a longa data: “Na cidade a produção leiteira sempre favoreceu a fabricação de guloseimas, biscoitos e toda a espécie de quitandas caseiras. [...] E entre essas quitandas se insinuou como principais as roscas e o pão de ló. Esse último, de sabor muito leve e agradável, é caracterizado por uma massa fina à base de ovos, açúcar e farinha de trigo. A maior divulgação dessa iguaria começou com o descendente de imigrantes libaneses, o Sr. Miguel Youssef. Após casar-se com a lagoense Dolores de Mello, ele se estabeleceu com um botequim na cidade onde, uma vez por semana, servia o pão de ló recheado com doce de leite, sob a forma de um rocambole” (p. 133, 2011). (fotografia acima de Luciana Silva e abaixo de Sérgio Mourão)
          Continuando a tradição, em 1965, Paulo, um dos filhos do Miguel Yossef, teve a ideia de criar uma embalagem com o pão de ló para que fossem levados pelos viajantes e visitantes, o que facilitou a compra da guloseima, já que já vinha embalado.
          A ideia deu muito certo, que contribuiu muito para tornar mais conhecido ainda o rocambole de Lagoa Dourada em Minas Gerais e no Brasil inteiro, aumentando em muito a demanda e popularizando mais ainda o rocambole. 
          Hoje o “Rocambole de Lagoa Dourada” é referência em qualidade e originalidade, sendo produzido atualmente em várias confeitarias da cidade, mantendo a tradição e a qualidade do legítimo rocambole lagoense.
          Não tem igual no Brasil rocambole igual ao de Lagoa Dourada, é único e vale a pena conhecer a cidade, provar da iguaria e levar pra casa. (em cada rua ou esquina, o turista encontrará docerias e padarias, com as guloseimas típicas da cidade, principalmente, o rocambole. Fotografia acima de Luciana Silva)
          Todos os anos, na semana de aniversário de emancipação do município, 6 de junho, acontece, em Lagoa Dourada, a tradicional Festa do Rocambole, com shows, exposições e muito rocambole, com vários sabores. 
          É um dos eventos gastronômicos mais importantes de Minas, que atraem milhares de turistas do estado e do pais para experimentar o legítimo rocambole e conhecer a cidade. 

2 comentários:

  1. Descobri aqui em BH uma senhora de Lagoa Dourada que faz e vende por encomenda os deliciosos rocamboles daquela cidade, uma delícia!

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