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sábado, 29 de abril de 2017

A Basílica de N. Senhora do Pilar em São João Del Rei

A Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar , também conhecida como Matriz de Nossa Senhora do Pilar, é a sede da Diocese de São João del-Rei, em Minas Gerais, Brasil. É um grande representante da arte colonial brasileira, contendo rica decoração em talha dourada, pinturas e estatuária, sendo tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). (fotografia acima de Antônio F. Giarola)
História
          A basílica do Pilar (na foto acima de Kiko Neto) foi erguida a partir de 1721, tendo sido concluída em 1750, pela Irmandade do Santíssimo Sacramento, fundada em 1711.  O desenho do templo foi feito por Francisco de Lima Cerqueira para a fachada. No início do século XIX o templo foi reformado em sua fachada, no forro interno, assoalho e sacristia. Recebeu ainda  novas pinturas no forro da nave e ampliação do espaço, novo cemitério, devido ao crescimento da vila. As reformas levaram anos para serem concluídas, finalizadas em 1863.  
         O prédio da Basílica foi erguido em alvenaria de pedra, e embora guarde muitos traços barrocos da construção primitiva, mostra alguma influência da estética neoclássica, introduzida nas extensas reformas a que foi submetido no século XIX. Em sua frente foi construído um adro com pavimentação de pedra, ao qual se tem acesso por uma escadaria, sendo cercado por grade de ferro e pilastras de pedra. (fotografia de Marcelo Lagatta)
          A fachada é impositiva, dividida no esquema tripartido comum nos tempos coloniais, composta de um bloco central para o corpo do templo e duas torres nas laterais. Cinco portas se abrem no nível térreo, duas delas sob as torres, e a central é destacada. No nível superior se alinham cinco janelões iguais com balaustrada. (foto abaixo de WDiniz)
          Todas as aberturas têm moldura de pedra e uma verga encurvada, mas são despojadas de ornamentos. Sobre o corpo do edifício foi planejado um frontão triangular tipicamente neoclássico, incluindo em si um medalhão em relevo com a imagem do Cordeiro de Deus. Sobre o conjunto foi instalada grande cruz, e nas laterais existem pináculos em forma de vaso. As duas torres têm arcos redondos para os sinos e são arrematadas com coruchéus bulbosos de partido quadrado, ornamentados por pináculos em forma de vaso.
          A planta tem a disposição típica do período colonial, com uma nave única com um teto em abóbada rebaixada, altares nas laterais, um coro sobre a entrada e uma capela-mor profunda separada da nave por um arco monumental. 
Decoração
A Basílica do Pilar se destaca pela sua suntuosa decoração interna, que em linhas gerais ficou a salvo das renovações neoclássicas que afetaram principalmente a fachada, preservando suas feições originais, que transitam do Barroco Joanino ao Rococó. Seis altares se alinham ao longo da nave, quatro nas laterais e dois junto ao arco do cruzeiro, apresentando sofisticada e densa talha dourada que prima pelos motivos vegetais, além de ter uma profusão de figuras de anjos se misturando aos arabescos, guirlandas, rocalhas, colunetas e volutas. Os altares seguem um mesmo padrão básico mas trazem algumas diferenças entre si. O forro da nave apresenta uma grande composição em têmpera, composta por um medalhão onde aparecem a Virgem com o Menino Jesus, no centro de um esplendor de nuvens povoadas de querubins e emoldurados por grandes rocalhas. Nas margens da composição se alinha uma série de figuras dos Doutores da Igreja. Sua autoria é desconhecida. 
     As paredes laterais são constituídas por duas grandes telas, vindas de Portugal em 1732, representando A Última Ceia e Jesus em Casa de Simão. Trata-se de obras de caráter erudito, executadas dentro do espírito barroco. Apresentam rica moldura dourada e são ladeadas por pilastras esculpidas, de onde saem figuras de anjos aladas. O altar-mor apresenta colunas torsas e ornamentação profusa, com figuras de anjos e dominada pela imagem do Pai Eterno, a Pomba do Divino Espírito Santo, formando a Santíssima Trindade com o Crucificado no altar. Sobre o trono do altar encontra-se a antiga imagem da padroeira. O forro da capela-mor é em forma de cúpula sobre pendentes, com as arestas marcadas por molduras trabalhadas e os panos da abóbada com painéis ornamentados. No cruzamento das arestas há uma grande rosácea esculpida e dourada". (fotografia acima de Marcelo Santos)
          A Basílica conta com expressiva estatuária em seus altares, com destaque para a imagem da padroeira no altar-mor, uma grande representação da Virgem do Pilar sobre nuvens e querubins emoldurada por um esplendor de ouro, e uma imagem de Nossa Senhora da Assunção realizada pelo mestre Valentim Correa Paes.
(Fonte parcial das informações, exceto fotos: Wikipedia)

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