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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Pitangui:Sétima Vila do ouro de Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) 1715 marca o surgimento da Sétima Vila do Ouro de Minas Gerais, com a chegada da bandeira de Bartolomeu Bueno da Siqueira em Pitangui, no início do Ciclo do Ouro, para explorar as minas da região. Elevada a cidade em 1855, Pitangui, distante 125 km de Belo Horizonte, na Região Centro Oeste do Estado, guarda relíquias e história dos tempos do Brasil Colônia, fazendo parte da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais e Circuito Verde – Trilha dos Bandeirantes. Segundo o IBGE, em 2019, eram 27.989 moradores na cidade que faz divisa com Conceição do Pará, Pompéu, Papagaios, Onça do Pitangui, Maravilhas, Leandro Ferreira e Martinho Campos.(foto abaixo de Vicente Oliveira) 
Considerada a "Mãe" do Centro Oeste Mineiro, foi a primeira cidade da região e a sétima Vila do Ouro de Minas Gerais. Berço de outros de 42 novos municípios, que eram seus distritos, transformando-se em cidades ao longo dos mais de 300 anos da historia de Pitangui.
A cidade tem um rico acervo histórico e arquitetônico preservados, que conta a história do Brasil Colônia. (foto acima de Vicente Oliveira) Ao longo de seus mais de 300 anos de história, Pitangui esteve presente nos principais acontecimentos do Brasil, seja na política, na cultura, nas artes, na educação e na televisão, cedendo notáveis talentos, que muito contribuíram para Minas Gerais e o Brasil como Domingos Rodrigues Prado, que liderou a primeira revolta na colônia contra os abusos na cobrança do quinto entre 1713 e 1720. O Padre Belchior Pereira de Oliveira que como confidente e conselheiro de Dom Pedro I, teve grande participação na Independência do Brasil. Gustavo Capanema, que foi ministro da Educação de 1934 até 1945, sendo o mais longevo ministro no cargo da história da República, dentre outras personalidades. (na foto abaixo de Eliane Torino, a Capela de Nossa Senhora do Carmo e São José)
            Além de políticos influentes tanto no Império, quanto na República, em Pitangui se destacou duas das mais importantes matriarcas mineiras do século XVIII e XIX. Dona Maria Felisberta da Silva, a Maria Tangará e Dona Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco, a Dona Joaquina do Pompéu. Duas mulheres de grande notoriedade, riqueza e poder que deixaram um pouco de suas histórias na cidade. Dotadas de personalidades fortes, liderança e enorme poder econômico, influenciaram em muito a sociedade mineira naquela época, principalmente Dona Joaquina, que teve sua vida e fama enraizada em Nossa Senhora da Conceição de Pompéu, distrito de Pitangui na época, hoje cidade de Pompéu.      
         
          Um dos patrimônios de Pitangui é o casarão onde Maria Tangará viveu, construído nos primeiros anos do século XIX. (foto acima de Nicodemos Rosa) Um imponente e luxuoso sobrado com três andares. Construído por seu marido, Inácio Joaquim da Cunha para ser o Paço Governamental da Província de Minas Gerais, acabou virando residência do casal.
          O casarão foi sede do Fórum, do Externado Municipal, do Colégio Padre João Porto, da Casa da Intendência e em 1930 transformado em Grupo Escolar Benedito Valadares. Atualmente funciona no casarão a Escola Estadual José Valadares. 
          Conhecer Pitangui (foto acima de Nicodemos Rosa) é fazer uma volta ao tempo e na história do Brasil Colônia, do Império e da República. Em Pitangui, podem-se conhecer os traços arquitetônicos que marcaram a arquitetura brasileira nos três últimos séculos, como construções do século 18, dos primórdios da chegada dos bandeirantes no século XVIII, com os suntuosos sobrados do século 19, na época do Império e as construções ecléticas do início do século 20, nos tempos da República. Esses traços podem ser percebidos em capelas, igrejas, destacando a Igreja de São Francisco de Assis, datada de 1850 em estilo Barroco  e de Nossa Senhora do Pilar, em estilo neogótico, datada de 1920, além de fazendas centenárias e construções dos séculos XVIII e XIX, presentes no município, como pode ver na foto abaixo do Nicodemos Rosa.
          Destaca-se nessas construções e merece vista a quem visitar Pitangui, o Instituto Histórico de Pitangui, prédio histórico, com mobília dos tempos coloniais, guardando peças sacras dos séculos 18, 19 e 20, livros e arquivos judiciais da sede e de outras 42 cidades do Centro Oeste Mineiro, antes distritos de Pitangui, fotografias dos séculos 19 e 20, relíquias indígenas, peças dos tempos da Escravidão, máquinas tipográficas, dentre outras peças. O local é uma verdadeira sala de aula sobre nossa história. 
No município, encontra um pequeno trecho da Estrada Real, aberta no século 18, que ligava a Vila até Paracatu, seguindo até Goiás Velho. 
          Tem ainda o Cristo Redentor, junto à capela da Serra da Cruz do Monte quer proporciona uma vista muito bonita das redondezas. Atrativos naturais como a mina d´água da Gameleira, as Matas do Céu, da Rocinha e da Pedreira, o Rio São João e o Rio Pará (na foto acima de Nicodemos Rosa), afluente do Rio São Francisco, são atrativos além de sua arquitetura histórica. 
Pitangui oferece bons restaurantes, lanchonetes e bares a seus visitantes, bem como hotéis e pousadas que cabem em todos os bolsos, incluindo hotéis fazendas, com casarões históricos (como a Fazenda Ponte Alta, na foto acima do Nicodemos Rosa).

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