Conheça a Serra da Canastra: berço do Rio São Francisco

A região da Serra da Canastra, no sudoeste de Minas Gerais, possui algumas das mais deslumbrantes e desconhecidas paisagens do Brasil. Durante muito tempo, esteve isolada por precárias estradas de terra e só há poucos anos entrou nos roteiros de viagem como lugar privilegiado para a prática de esportes radicais, vivência ambiental e turismo ecológico.
A região ecoturística da Serra da Canastra tem mais de 200 mil hectares e abrange 6 municípios: São Roque de Minas, Vargem Bonita, Sacramento, Delfinópolis, São João Batista do Glória e Capitólio. A maior atração é o Parque Nacional da Serra da Canastra, criado em 1972 para proteger as nascentes do rio São Francisco e tem a portaria principal a 8 km de São roque de Minas. Dentro do Parque Nacional estão alguns dos mais belos cartões postais do Brasil, como a cachoeira Casca D'Anta, de quase 200 metros, a primeira grande queda do "velho Chico".
 Rio São Francisco na Serra da Canastra. Fotografia de Francisco Carvalho Pinto
A região é o berço de muitos rios que ajudam a formar as bacias do São Francisco e do Paraná. Rios de uma infância ruidosa, cheia de corredeiras e cachoeiras que passam dos 200 metros de altura.
 Rio São Francisco alguns metros da nascente do Rio São Francisco. Fotografia de Roberto Murta 
A paisagem se alterna entre campos rupestres cheios de delicadas flores, cerrado típico e matas de galerias com exuberante vegetação atlântica. É nesse ambiente que vivem protegidas espécies de animais ameaçados de extinção, como o tamanduá-bandeira, o lobo-guará, o tatu-canastra e o pato mergulhão.
 Serra da Canastra. Fotografia de Amauri Lima
A vida rural mantém as velhas tradições da cultura da região, como a arquitetura do século 19, os muros de pedra sem cimento, o queijo canastra e o carro de boi.
Cachoeira da Cascadanta. Fotografia de Wilson Fortunato 
Tudo forma um conjunto de rara beleza ainda preservado e fiel à descrição apaixonada do naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire.
 "Boca" da Cascandanta, antes da queda. Fotografia de Arnaldo Silva 

COMO CHEGAR
Para chegar a São Roque de Minas, a maioria dos turistas se vale dos 58 km asfaltados da Mg-341, a partir de Piumhi. daí em diante, a moleza acaba: até a parte baixa do parque, são 24 km asfaltados (indo a Vargem Bonita) e outros 26 km de terra (até a portaria Casca D'Anta), num trecho complicado em períodos chuvosos. para se ter uma ideia, atravessar os 72 km da estrada de terra (e muitas pedras) que corta o parque, ligando as portarias São Roque e Sacramento, é uma missão de até 3 horas, em dias normais.
 Campos nativos da Serra da Canastra. Fotografia de Arnaldo Silva

COMO CIRCULAR
A estrada que corta o parque é ruim. por isso, vale contratar guias locais com veículos 4x4 em São Roque de Minas – algumas pousadas também oferecem o serviço. Quem tiver espírito aventureiro pode ir de carro próprio a cachoeiras como Casca D'Anta, do Cerradão e do Jota. Para circular pelo entorno do parque, é importante saber que não há postos de abastecimento no arraial de São João Batista – os próprios moradores comercializam combustível.
Vista aérea da Serra da Canastra e o Rio São Francisco, até a Cascadanta. Fotografia de Patric Oliveira

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