Arquivo do blog

Tecnologia do Blogger.

sexta-feira, 15 de abril de 2022

A arte na arquitetura colonial de Diamantina

(Por Arnaldo Silva) A 292 km de Belo Horizonte, no Alto Jequitinhonha, Diamantina é Patrimônio Histórico do Brasil, reconhecido pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1938 e Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1995, Diamantina é uma das mais belas e bem preservadas cidades históricas mineiras. Fundada em 1713, preserva sua história, gastronomia, cultura, tradições e arquitetura colonial, desde sua fundação.
  Foto acima: Edson Borges
        Diamantina abriga um dos mais belos e bem conservados acervos arquitetônicos do período Colonial Barroco e do período Imperial brasileiro. Os arquitetos da época seguiram à risca os traços e originalidades das cidades portuguesas, adaptando sua cultura à paisagem natural da região. 
Aos pés da Serra dos Cristais
 Foto acima: Giselle Oliveira
         Não foi por mera coincidência que optaram por construir a cidade aos pés do maciço rochoso da Serra dos Cristais, no início do Ciclo do Ouro, no século 18. 
A riqueza que veio do diamante
Foto acima: Elvira Nascimento
          Sua arquitetura colonial se desenvolveu no auge do Ciclo do Ouro, entre 1720 e 1750, no período Colonial, onde as simples casas do Arraial do Tijuco deram lugar a suntuosas construções e belíssimas igrejas ornadas a ouro e diamantes, graças a riqueza gerada por essa pedra preciosa.
          Pra se ter ideia, no auge desse período, Diamantina era a maior lavra de diamantes do mundo. Com tanta riqueza, os investimentos em edificações e infraestrutura urbana foram altos.
 Foto acima: Giselle Oliveira
         Sua arquitetura foi consolidada em meados do século 19, já no período Imperial. Percebe-se pelos fatos a importância de Diamantina para a história de Minas Gerais e do Brasil. A cidade tem uma pureza arquitetônica impressionante, que lembra claramente as mais belas vilas de Portugal.
          Diamantina exibe rara beleza arquitetônica e natural, formando um dos mais significativos conjuntos paisagísticos de Minas Gerais. Sua beleza é rara, sóbria, elegante, simples, original e impactante.
As principais construções de Diamantina
 Foto acima: Elvira Nascimento
         A arquitetura urbana de Diamantina com suas cores variadas com portas, portadas e janelas enormes, muxarabis (elementos da arquitetura árabe), balcões com pinhas de vidro, pavimentos em pedra bruta ou madeira maciça chamam a atenção pelas características excepcionais que apresentam. 
          Um dos destaques da arquitetura diamantinense é o Passadiço da Glória, construído para fazer a ligação entre dois sobrados: um construído no século 18 e outro no século 19. 
Foto acim: Alexandra Almeida
          Outro destaque arquitetônico é o sobrado onde viveu Chica da Silva, com o homem mais poderoso e rico da região, naqueles tempos, o Contratador de Diamantes entre 1759 a 1771, João Fernandes de Oliveira. 
Foto acima da Igreja do Amparo: Giselle Oliveira
          O luxuoso sobrado é um dos mais visitados em Diamantina, bem como a casa em que viveu Juscelino Kubitschek e as igrejas de Nossa Senhora do Carmo, de São Francisco, de Nossa Senhora do Rosário, do Senhor do Bonfim, a Capela Imperial do Amparo  e a Catedral Metropolitana de Santo Antônio são os marcos da religiosidade e história de Diamantina e de Minas Gerais. 
          Diamantina é mais que uma cidade, é uma obra de arte. Não foi apenas construída, foi esculpida por mãos de talentosos artistas. 

0 comentários:

Postar um comentário

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Facebook

Postagens populares

Seguidores