Foto acima: Edson Borges
Diamantina abriga um dos mais belos e bem conservados acervos arquitetônicos do período Colonial Barroco e do período Imperial brasileiro. Os arquitetos da época seguiram à risca os traços e originalidades das cidades portuguesas, adaptando sua cultura à paisagem natural da região.
Aos pés da Serra dos Cristais
Não foi por mera coincidência que optaram por construir a cidade aos pés do maciço rochoso da Serra dos Cristais, no início do Ciclo do Ouro, no século 18.
A riqueza que veio do diamante
Sua arquitetura colonial se desenvolveu no auge do Ciclo do Ouro, entre 1720 e 1750, no período Colonial, onde as simples casas do Arraial do Tijuco deram lugar a suntuosas construções e belíssimas igrejas ornadas a ouro e diamantes, graças a riqueza gerada por essa pedra preciosa.
Pra se ter ideia, no auge desse período, Diamantina era a maior lavra de diamantes do mundo. Com tanta riqueza, os investimentos em edificações e infraestrutura urbana foram altos.
Foto acima: Giselle Oliveira
Sua arquitetura foi consolidada em meados do século 19, já no período Imperial. Percebe-se pelos fatos a importância de Diamantina para a história de Minas Gerais e do Brasil. A cidade tem uma pureza arquitetônica impressionante, que lembra claramente as mais belas vilas de Portugal.
Diamantina exibe rara beleza arquitetônica e natural, formando um dos mais significativos conjuntos paisagísticos de Minas Gerais. Sua beleza é rara, sóbria, elegante, simples, original e impactante.
As principais construções de Diamantina
A arquitetura urbana de Diamantina com suas cores variadas com portas, portadas e janelas enormes, muxarabis (elementos da arquitetura árabe), balcões com pinhas de vidro, pavimentos em pedra bruta ou madeira maciça chamam a atenção pelas características excepcionais que apresentam.
Um dos destaques da arquitetura diamantinense é o Passadiço da Glória, construído para fazer a ligação entre dois sobrados: um construído no século 18 e outro no século 19.
Outro destaque arquitetônico é o sobrado onde viveu Chica da Silva, com o homem mais poderoso e rico da região, naqueles tempos, o Contratador de Diamantes entre 1759 a 1771, João Fernandes de Oliveira.
Foto acima da Igreja do Amparo: Giselle Oliveira
O luxuoso sobrado é um dos mais visitados em Diamantina, bem como a casa em que viveu Juscelino Kubitschek e as igrejas de Nossa Senhora do Carmo, de São Francisco, de Nossa Senhora do Rosário, do Senhor do Bonfim, a Capela Imperial do Amparo e a Catedral Metropolitana de Santo Antônio são os marcos da religiosidade e história de Diamantina e de Minas Gerais.
Diamantina é mais que uma cidade, é uma obra de arte. Não foi apenas construída, foi esculpida por mãos de talentosos artistas.



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