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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Diamantina e o charme dos seus arredores

(Por Arnaldo Silva) Diamantina está a 292 km de Belo Horizonte, no alto do Vale do Jequitinhonha, a 1280 metros de altitude, aos pés da imponente Serra do Espinhaço. Sua origem data de 1713, com a descoberta de minas de diamantes na região. Fundada com o nome inicial de Arraial do Tejuco, foi elevada à cidade em 6 de março de 1831. É uma das mais belas cidades do Brasil e Patrimônio Histórico Nacional desde 1938, além de ser Patrimônio Cultural da Humanidade, título que recebeu da Unesco em 1999. 
          Seus casarões são suntuosos e imponentes e suas igrejas, verdadeiras obras de artes, com destaque para as igrejas de Nossa Senhora do Rosário, de São Francisco de Assis, Igreja do Carmo, de Nossa Senhora do Amparo, dente outras. A Basílica do Sagrado Coração de Jesus e a Catedral de Santo Antônio, grandes destaques da cidade, além de suas pitorescas vilas e delicadas ermidas, a Capelinha do Gambá, na Pedreira da Serra, em Curralinho, na foto acima da Giselle Oliveira, um de seus mais charmosos distritos diamantinenses.
          Diamantina (na foto acima de Giselle Oliveira) é famosa pelo charme de suas construções coloniais e clássicas, como a Casa do Glória, a Casa de Chica da Silva, a casa e a Praça JK, o Teatro Santa Isabel, o Mercado das Flores, o Museu do Diamante, O Pão de Santo Antônio. Se destaca ainda por sua cultura e festividades religiosas, como a Festa do Divino, a Folia de Reis, as encenações da Semana Santa e as cores e belezas da arte e devoção do povo, no dia de Corpus Christi. (na foto abaixo da Giselle Oliveira, a Igreja de Nossa Senhora do Amparo)
          Além da beleza de sua arquitetura, a cidade é conhecida e reconhecida como a cidade musical de Minas, tendo a Vesperata, as serestas e o grande número de grupos musicais que se apresentam pelas ruas da cidade, como destaques.
          Além da música, em Diamantina se produz vinhos de qualidade, além de azeites de oliva. Além disso, Diamantina é um celeiro de artistas e artesãos, com destaque para a arte dos tapetes arraiolos, cidade que tem permissão para produzir os famosos tapetes portugueses. Os bordados e artesanato em flores de Sempre-vivas, são relíquias do talento do diamantinense. (foto acima de Elvira Nascimento)
          Não podemos esquecer também de seus ilustres personagens, destaque no Brasil como Chica da Silva, João Fernandes de Oliveira e o ex-presidente, Juscelino Kubistchek. (na foto acima da Elvira Nascimento, a sala da Casa de Chica da Silva)
          O que pouca gente conhece em Diamantina, são seus arredores. São pequenas vilas e charmosos povoados, com história, riquezas arquitetônicas, comida caseira, artesanato e produtos artesanais da roça, como licores, vinhos, queijos e doces, além e belezas paradisíacas, que até parecem cenários de novelas. 
          Uma dessas Vilas é a romântica e bucólica Biribiri (na foto acima de Elvira Nascimento), distante 36 km do Centro de Diamantina. É um dos lugares mais visitados em Diamantina por sua beleza natural e pela história em torno da Vila, construída em estilo colonial, no século XIX. Seu casario, todos pintados na cor azul e branco, foi construído para abrigar os operários da Indústria Têxtil, que se instalou na localidade. 
          Hoje, a fábrica não existe mais, ficou a história e a beleza arquitetônica da Vila, um dos mais charmosos pontos turísticos de Minas, além da região de Biribiri ser uma área de preservação e belíssimas cachoeiras como a Cachoeira dos Cristais (na foto acima do Marcelo Santos) e do Sentinela.
Distrito de Curralinho e a Ponte do Acaba Mundo

          Além de Biribiri, nos arredores de Diamantina, encontra-se bucólicas e tradicionais vilas, elevadas a distritos. São 10 ao todo, com destaque para Curralinho, uma charmosa Vila Colonial, com origens no final do século XVIII. Curralinho hoje tem cerca de 800 moradores e tem na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, um de seus maiores atrativos. (na foto acima de Sueli Santos)
          Seu nome atual é Extração, mudado de Curralinho para este nome quando da elevação da Vila à distrito, no século passado. Mas mesmo com a mudança de nome, é chamado de Curralinho, até os dias de hoje por seus moradores e visitantes. Está apenas 11 km de Diamantina.
          Um dos lugares muito procurado em Extração por visitantes é a Ponte do Acaba Mundo. A ponte foi construída em 1930 sobre encontro de duas vertentes do Rio Jequitinhonha:  o Rio Jequitinhonha Preto e o Rio Jequitinhonha Branco. 
          O objetivo da ponte era para facilitar a passagem de tropeiros que vinham da região Leste de Minas à Diamantina. Hoje é um dos pontos atrativos do distrito diamantinense.       
          É um dos mais destacados cenários naturais de Minas Gerais. Tanto é que a charmosa e pitoresca Vila, atrai produtores de TVs e cinema que optam pelo distrito para gravações de externas, além de ser um dos mais atrativos pontos turísticos de Minas Gerais, que atrai turistas de todo o Brasil e mundo. 
          Curralinho já foi cenário dos filmes Minha Vida de Menina e a Hora e Vez de Augusto Matraga, além de ter sido cenário das novelas Chica da Silva, da Rede Manchete, O Rei Davi, da Rede Record, a minissérie A Cura e as novelas Liberdade Liberdade e Irmãos Coragem, da Rede Globo. Todas ambientadas na Vila e na Gruta do Salitre, que fica apenas 1 km distante de Curralinho. (foto acima de Marcelo Melo)
          A Gruta do Salitre (na foto acima do Marcelo Santos) é uma formação rochosa em quartzito, com cânions de pedras em seu interior, com cerca de 5 metros de altura. Esses cânions tem a forma pontiaguda, formados naturalmente há milhões de anos.Nessa gruta, era extraído antigamente o salitre, um mineral usado na fabricação de pólvora. Hoje é ponto turístico e um dos lugares mais belos e enigmáticos de Minas Gerais, por sua beleza natural e acústica, considerada perfeita, por isso é cenários de novelas, filmes e concertos musicais.
Distrito de Conselheiro Mata 
          Outro atraente distrito de Diamantina é Conselheiro Mata, com cerca de 1 mil habitantes, atualmente. É uma charmosa Vila Colonial, com origens no século XIX e tem como destaque, a Cachoeira do Telesforo (na foto acima do Marcelo Santos). Um paraíso com água pura e cristalina e ainda uma enorme praia natural, com areia branquíssima. Essa cachoeira é muito procurada por turistas para banhos e descanso.
Distrito de Guinda
          Guinda é outro pitoresco distrito, distante apenas 12 km do Centro de Diamantina. A Vila, com origens no período colonial, foi elevada a distrito em 1905 e conta com cerca de 800 moradores. Lugar de rara beleza, com grande destaque a Lagoa Azul (na foto acima de Márcia Rodrigues) e suas formações rochosas no entorno, que atraem visitantes de toda a região.
Distrito de Mendanha
          Outra charmosa Vila, com origens nos tempos coloniais, é Mendanha (na foto acima da Marilene Rodrigues), distante 48 km do Centro de Diamantina. Elevada à distrito em 1873, Mendanha conta atualmente com cerca de 700 habitantes. Seu casario colonial, sua matriz, sua cozinha caseira e seu povo acolhedor, são destaques, bem como o Rio Jequitinhonha e as praias pluviais que formam em seu leito, são destaques do distrito.
Distrito de Sopa 
          Sopa conta atualmente com cerca de 600 habitantes e está a 16 km distante do Centro de Diamantina. É outro distrito diamantinense de grande destaque, por sua história e origens, do século XVIII. Seu casario colonial bem preservado e sua história, são de grande importância para Minas Gerais. 
          Em Sopa, o principal atrativo, era a Igreja de Santa Rita de Cássia, datada de 1810. Era um dos mais belos templos do período colonial em Minas e tombado como patrimônio municipal em 2004 e patrimônio cultural de Minas Gerais, reconhecido pelo IEPHA, em 2011. Por sua importância para a história mineira, foi completamente restaurado em 2015. (na foto acima de Giselle Oliveira, em 2018, antes do incêndio)
          Quatro anos depois de sua restauração, em 4 de outubro de 2019, Sopa ganhou as manchetes dos principais telejornais do país, quando a Igreja de Santa Rita de Cássia, foi destruída por um terrível incêndio. O fogo destruiu mais de 200 anos de história em segundos, deixando apenas em pé, suas paredes laterais. 
          Mas a vida segue. Sopa continua linda, atraente, pitoresca e charmosa. A comunidade, aliada à Prefeitura, órgãos públicos e à Diocese de Diamantina, vem somando forças, para buscar recursos para reconstruir sua igreja, símbolo de sua fé, tradição e história. 
Distrito de São João da Chapada
          Com cerca de 1500 habitantes, está São João da Chapada, outra charmosa vila colonial, com origens no século XIX, distante  30 km do Centro de Diamantina. Criada com o nome original de Chapada, em 1870, passou a se chamar São João da Chapada, quando de sua elevação a distrito, em 1912. O destaque da charmosa Vila é a Igreja de Santo Antônio, datada de 1873.
          São João da Chapada conta com o subdistrito de Pinheiro, lugar bem pacato, com seu casario em estilo colonial. São poucos os seus moradores mas todos muito acolhedores e hospitaleiros. No pequeno povoado se destaca a capela de São Sebastião (na foto acima da Giselle Oliveira) é um dos seus maiores destaques, além da Capela de Nossa Senhora da Conceição. Pinheiro está numa localização de altitude elevada, permitindo assim uma linda vista da região
Distrito de Inhaí
          Santana de Inhaí ou simplesmente Inhaí, tem sua origem no início do século XVIII, tendo sido um dos primeiros povoados surgidos na região. O pequeno arraial prosperou e cresceu, tendo sido elevado a distrito em 1853. Conta hoje com cerca de 1.650 habitantes e está a 85 km distante do Centro de Diamantina.
          É uma típica vila colonial mineira em traços arquitetônicos, cultura e religiosidade. Destaca pela singeleza de suas construções coloniais, bem como sua igreja Matriz, dedicada a Sant´Ana, localizada no centro da vila. A igreja, tem em seu entorno um cemitério, cercado em alvenaria. O templo tem sua arquitetura, pinturas e entalhes muito bem trabalhados. A Igreja de Sant´Ana é uma típica obra do barroco mineiro e um dos mais importantes templos da região e de grande relevância histórica para Minas Gerais. Por isso, a Igreja de Sant´Ana, foi classificada pelo IPHAN em 1952.
Outros distritos
          Com mais de 2 mil habitantes elevado a distrito em 1962, Desembargador Otoni é um dos mais populosos distritos de Diamantina.
          Elevado a distrito também no ano de 1962 e contando com cerca de 1.400 moradores, Planalto de Minas é outro lugar atraente em Diamantina.
          Já Senador Mourão, é um dos mais populosos distritos diamantinenses. Com mais de 2.300 habitantes atualmente, a vila tem origens no século XIX, tendo sido elevado a distrito em 1891, com o nome de Campinas. Em 1943, passou a se chamar Senador Mourão. 
          Todos os povoados, vilarejos e distritos de Diamantina (na foto acima de Giselle Oliveira), são ricos em história e com singelas e charmosas construções do período do Ciclo do Ouro com marcas em sua arquitetura do período eclético, neogótico e clássico, do fim do século XIX e XX. Além disso, são dotados de belezas naturais espetaculares, um riquíssimo artesanato e cultura e tradições seculares preservadas, principalmente as tradições religiosas.
          Vale a pena conhecer Diamantina e seus arredores. Uma viagem no tempo, na história, cultura e gastronomia de Minas Gerais.

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