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domingo, 15 de março de 2020

Minas Gerais é pioneira no ensino público de música

(Por Arnaldo Silva) Minas Gerais é a pioneira no ensino público de música no Brasil. São 13 Conservatórios Estaduais de Músicas (CEM´s), todos localizados no interior do estado, geridos pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Atende atualmente mais de 30 mil alunos, entre crianças, jovens e adultos, com ensino público música da mais alta qualidade. (a imagem abaixo, de César Reis, o cotidiano de São João Del Rei, a cidade da cultura em Minas e onde foi institucionalizado o primeiro Conservatório de Música em Minas Gerais)
          Foi Juscelino Kubitschek, quando governou Minas Gerais de 1951 a 1955, o responsável pela instalação dos primeiros conservatórios em Minas Gerais. Não é segredo para ninguém que JK gostava de música, principalmente da musicalidade mineira, que foi construída ao longo de 300 anos de história. A música mineira evoluiu ao longo dos séculos e tem no seu DNA os cantos barrocos nas igrejas, nas serestas, nos saraus, nos sons das violas pelo interior e a influência dos cantos e instrumentos musicais africanos e indígenas, juntamente com a influência musical portuguesa. Esses foram os fatores primordiais para a formação da identidade musical mineira.
          Nos quatros anos que governou Minas Gerais, JK criou cinco conservatórios no Estado, localizados nas cidades de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, em 1951, mas institucionalizado em 1971, São João Del-Rei no Campo das Vertentes em 1953 – o primeiro conservatório institucionalizado do Estado -, Visconde do Rio Banco, na Zona da Mata, em 1953, Pouso Alegre, no Sul de Minas, em 1954 e Juiz de Fora na Zona da Mata em 1955. Nos governos posteriores, foram criados os Conservatórios de Leopoldina, na Zona da Mata em 1956, Montes Claros no Norte de Minas, em 1962, Ituiutaba no Triângulo Mineiro em 1967, Uberaba, no Triângulo Mineiro em 1967, Uberlândia, no Triângulo Mineiro em 1967, Varginha no Sul de Minas em 1985, Araguari, no Triângulo Mineiro em 1985 e mais outro espaço em Uberlândia, no Triângulo Mineiro em 1985.
          JK sempre foi visionário e enxergava bem à frente dos políticos de sua época. Entendia a vocação do povo mineiro para a música e queria ampliar a formação de profissionais e desenvolver talentos mineiros, dando oportunidades a cantores, compositores, instrumentistas e apreciadores da boa música estudarem música ou se aprimorarem. Para isso, criou os Conservatórios, para dar opções de aprendizado em curso de nível médio e gratuito, voltado para alunos das escolas públicas mineiras, numa época em que estudar música era restrita a uma pequena parcela da população. Foram cinco escolas criadas por JK, em quatro anos de governo, hoje são 13 Conservatórios Estaduais de Música, formando talentos por toda Minas Gerais.
          Nos Conservatório são feitas audições, concertos, exercícios práticos de música, cantos e em instrumentos musicais como exemplos de flauta doce, piano, violão, violino, violoncelo, bateria, cavaquinho, contrabaixo elétrico, flauta transversal, guitarra, percussão, saxofone, teclado, trombone, trompete, dentre outros, aprimorando a sensibilidade musical do aluno. Os cursos são de níveis médios e livres, com duração máxima de um ano letivo. O aluno participa de atividades musicais e oficinas organizadas pelos Conservatórios fazendo com que se envolva na cultura local e regional. Essas atividades leva música para todas as camadas sociais e impulsiona o desenvolvimento dos estudantes, através da cultura, da música e da participação social.
          A maioria das vagas nos CEM’s se destina a estudantes entre 6 e 15 anos que frequentem as escolas públicas de educação básica. Outra parte das vagas é destinada, a quem tenha formação técnica ou superior em música, podendo fazer cursos livres de curta duração ou participar das oficinas musicais organizadas pelos Conservatórios.
          Além dos Conservatórios, o Governo de Minas fomenta a Orquestra Sinfônica e a Filarmônica de Minas Gerais que são de grande importância para a preservação da cultura e musicalidade mineira. Além disso, em praticamente todas as cidades mineiras, existem bandas municipais e fanfarras, uma mostra viva e ativa da vocação mineira para a música, que ecoa além das nossas montanhas, encanta e inspira novos talentos por todo o Brasil. A nossa música é tão famosa quanto nossa culinária e montanhas. A musicalidade é uma das identidades mineiras.

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