domingo, 26 de janeiro de 2020

Conheça Januária

Compartilhe:

O município de Januária está situado na região do Médio São Francisco, localizada ao lado esquerdo do rio do mesmo nome, na região Norte de Minas, fazendo divisa com os municípios de Chapada Gaúcha, São Francisco, Pedras de Maria da Cruz, Itacarambi, Bonito de Minas, Cônego Marinho e estado da Bahia. (foto acima de Thelmo Lins) Conta com uma população de 67.742 habitantes (Estimativa IBGE em 2019), sendo a 3º em população geral do Norte de Minas, sendo também a 54º maior do estado. Januária, considerada uma cidade universitária, conta com um campus do IFNMG, Unimontes, Unopar, Unip, FUNAM e Funorte Campus Januária. Sua economia concentra-se na agricultura, na pecuária e nos serviços gerais. Januária é uma das principais cidades do Norte de Minas, sendo cidade-polo da microrregião do alto médio São Francisco.
História
Mapa da Província de Januária, proposta de redivisão do Império do Brasil feita em 1873, em que a capital seria a cidade de mesmo nome.Imagem: Arquivo Nacional
          Existem três versões que dão conta do surgimento do município. De acordo com a primeira versão, o nome do município é uma alusão ao atuante fazendeiro Januário Cardoso de Almeida, que morava na região e era proprietário da fazenda Itapiraçaba, localizada onde hoje se encontra o município.
          Outras versões, porém, atribuem o nome a uma homenagem à princesa Januária, irmã do Imperador Dom Pedro II e, ainda, à escrava Januária que, fugindo do cativeiro, teria se instalado no Porto do Salgado (atual município de Januária), estabelecendo ali uma estalagem, onde os barqueiros e tropeiros do povoado se encontravam.
          O município se situa às margens do rio São Francisco, que oferece excelentes praias fluviais temporárias (foto acima de Pingo Sales), pesca, cachoeiras, destacando-se também grutas de formação calcária, com algumas pinturas rupestres (na foto abaixo de Manoel Freitas). A presença do casario colonial no município pode ser observada na avenida São Francisco e ruas transversais.
         Januária, com seus três séculos de história, encanta os visitantes e a população local, não só por seus atrativos históricos e culturais, mas também por suas belíssimas e variadas belezas naturais.
         Terra de gente hospitaleira, já teve grande importância como porto e entreposto comercial nos tempos áureos da navegação a vapor no "Velho Chico". (foto acima de Pingo Sales)
          O município busca o seu desenvolvimento na prestação de serviços, no artesanato, na produção da cachaça de alta qualidade, no extrativismo de frutos e essências do cerrado, e, principalmente, no incremento da atividade turística. (na foto acima, de Manoel Freitas, uma das cavernas do Parque Nacional do Vale do Peruaçu em Januária)
Brejo do Amparo
         Antigo Brejo do Amparo foi o núcleo do povoado do município de Januária. Possui casario colonial e uma joia do barroco mineiro: a Igreja da Nossa Senhora do Rosário, datada de 1688 (na foto acima de Pingo Sales) , construída em um quilombo orientado pelos jesuítas. Este templo foi um dos primeiros em Minas Gerais, e tem proporções médias, sendo que no interior há um coro ao fundo e à esquerda a tribuna, cercada com guarda-corpo, em ripas trabalhadas. O piso é em campas de madeira. A nave possui dois altares, a capela-mor tem o forro pintado com motivos religiosos e altar-mor, de confecção popular, possui vários arcos com colunas torcidas, tendo ao fundo nichos para imagens.
          Nos arredores localiza-se a principal zona produtora de cachaça de Januária, a comunidade denominada Sítio.
          Lá os visitantes tem a oportunidade de conhecer o roteiro dos alambiques e todo o processo de fabricação artesanal da cachaça.
          O distrito conta com trilhas e ruas propícias para a prática do ecoturismo, e também com uma belíssima gruta,a Gruta dos Anjos.
Cultura
Cachaça
          Januária possui ótimas referências na produção de cachaça. O segredo está na umidade natural do solo e no clima do distrito de Brejo do Amparo (na foto acima de Pingo Sales).
          O município produz a cana-de-açúcar desde o seu surgimento. São mais de trinta engenhos nas imediações do povoado. Parte da produção da cachaça é exportada para outros estados e para todos os países europeus e asiáticos, dado o alto grau de qualidade da cachaça ali produzida. (na foto abaixo de Arnaldo Silva)
          A cachaça de Januária é considerada uma das melhores do Brasil.
Artesanato
          O artesanato da região é passado de geração em geração como forma de sobrevivência. De origem indígena, tem características primitivas, conservando sua forma pura. A matéria-prima utilizada é extraída da natureza. (foto acima e abaixo da artesão Pingo Sales)
          São utilizados barro, fibras vegetais, madeira, flandres ou folha de zinco, couro, algodão. 
          O artesanato pode ser encontrado na Casa do Artesão,Casa da Memória, Centro de Artesanato e Mercado Municipal.
Culinária
          A culinária regional apresenta vários pratos saborosos, como o arroz com pequi, carne de sol, moquecas de surubim, pão de queijo, angu com quiabo, paçoca, papudo, manué, galinha ao molho pardo, feijão tropeiro com torresmo, beiju, rapadura, panelada, picado de arroz, dourado assado, vários pratos feitos com o tradicional surubim do Rio São Francisco, e ainda saborosas frutas do cerrado e da caatinga, como umbu, pinha, tamarindo, fruta do conde, coquinho, cagaita, caju, cajuí, maxixe, cabeça-de-nego, buriti, babaçu, fava-d'anta, jenipapo, anajá, banana-caturra, utilizados na produção artesanal de sucos, licores e doces.
          Maior destaque cabe ao famoso fruto do cerrado, rico em vitamina "A" e excelente no combate dos radicais livres, o "pequi" (na foto acima de Eduardo Gomes) é encontrado com grande fartura na região e largamente usado na culinária em pratos diversificados como, o picado de arroz com pequi, frango com pequi e mandioca, farofa de pequi e até o fruto cozido, podendo acrescentar sal ou açúcar. A polpa e o óleo do pequi, também muito utilizado na culinária januarense, podem encontrados durante todo o ano em pequenas fabriquetas artesanais. Do pequi ainda se extrai a castanha que é vendida no mercado municipal e na feira livre aos sábados. A castanha é muito saborosa e também é usada na culinária, devendo ser reidratada antes do consumo, pois é vendida seca.
Folclore
É bastante expressivo o folclore de Januária, e muitas das expressões folclóricas continuam puras, preservadas de influência externa como Cavalhada, Reisado e Folia de Reis. (na foto acima, de Pingo Sales, Reis de Bois de Brejo do Amparo)
Manifestações religiosas
          Uma das manifestações mais tradicionais e festejadas pela comunidade religiosa do município de Januária, acontece anualmente no dia 3 de maio, festejos de Santa Cruz. Acontece sempre na praça Santa Cruz (largo de santa cruz) com celebrações e novena culminando com procissão, missa festiva, leilão e apresentações folclóricas. Ao final do leilão é escolhido o festeiro do ano seguinte.(Fonte: Wikipédia - Ilustrações nossa)

Nenhum comentário:
Faça também comentários



Este site se reserva no direito de moderação dos comentários de acordo com sua idoneidade e teor. Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Comentários que contenham linguagem vulgar ou desrespeitosa, bem como assuntos fora do tema da matéria serão excluídos.