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domingo, 26 de janeiro de 2020

O Carnaval a Cavalo de Bonfim

Tradicionalmente festejado desde 1840, o Carnaval a Cavalo de Bonfim MG, com cerca de 7 mil habitantes é um dos mais tradicionais eventos populares de Minas Gerais. Distante apenas 90 km de Belo Horizonte, vizinha a Belo Vale, a cidade tem acesso fácil pela BR 040 e BR 381. No carnaval, Bonfim recebe cerca de 20 mil turistas, atraídos pelo tradicional e famoso Carnaval Cavalo,  participar dos festejos carnavalescos, bem como conhecer a charmosa cidade, com seu belo casario, seu povo acolhedor e hospitaleiro. 
Fotografia de Alisson Gontijo
Na Idade Média, mouros, um povo oriundo do norte da África, que professavam a fé Islâmica, invadiu a Península Ibérica, de predominância cristã, Católica. A reação dos cristãos foi imediata. Montados em cavalos, armados com flechas, lanças e arcos, os cristãos travaram sangrentas batalhas com os mouros.
Fotografia de Alisson Gontijo
As Cavalhadas em Minas Gerais, em especial, o Carnaval a Cavalo da cidade de Bonfim, consiste em reencenar essa batalha nas ruas da cidade. No lugar de lanças, flechas e arcos, usam confetes e serpentinas.
 Fotografia de Alisson Gontijo
É uma das mais antigas tradições mineiras, introduzida em Minas Gerais no século XIX por padres europeus. Após um bom tempo da tradição em Bonfim, por divergência entre o padre e participantes, a Igreja local proibiu a festa, fazendo com que os moradores da cidade, que valorizavam a tradição, optassem por manter a cavalhadas, porém desvinculadas da fé católica.
Fotografia de Alisson Gontijo
Com o passar dos anos, a tradicional festa passou a ser realizada nos dias de carnaval. Assim surgiu em Bonfim o Carnaval a Cavalo, uma das mais tradicionais festas populares de Minas Gerais. Uma tradição passada de geração para geração, preservada pelas famílias bonfinenses.
Fotografia de Alisson Gontijo
O evento conta com desfile de cavalos, cavaleiros e amazonas na praça principal da cidade, usando máscaras e trajando luxuosas fantasias confeccionadas em veludo e bordados, fazendo lembrar as vestimentas de mouros e cristãos. A população recebe os participantes no “campo de batalha” com foguetes e jogando confetes e serpentinas. 
Fotografia de Alisson Gontijo
Na encenação da batalha entre mouros e cristãos, os cavaleiros e amazonas fazem evoluções, simulando uma guerra, mas ao invés de armas, apenas com confetes e serpentinas.
Fotografia de Alisson Gontijo
A festa começa no domingo, continua na segunda e termina na terça, quando todos os cavaleiros e amazonas apeiam dos cavalos, tiram as máscaras e se juntam ao povo na festa, celebrando a vitória dos cristãos sobre os mouros. 

(Por Arnaldo Silva, com fotos de Alisson Gontijo)

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