8 melhores cidades de Minas Gerais para observar estrelas

O céu de Minas, visto da Represa da Ponte Preta em Santos Dumont. Fotografia de Marcos Lamas 
Há um consenso de que o céu de Minas Gerais é mais azul, é mais limpo e mais lindo. Quem vem a Minas percebe isso logo de imediato. Observar estrelas é um dos prazeres do ser humano. Ver a via láctea, a lua e o céu em Minas é uma emoção inexplicável. Temos várias cidades onde podemos observar melhor as estrelas no nosso Estado, listamos apenas 8 dessas cidades onde você pode observar o céu e as estrelas aqui em Minas Gerais

01 - Aiuruoca

Céu estrelado de Aiuruoca. Ao fundo o Pico do Papagaio. Fotografia de Marcelo Legramandi
Aiuruoca tem aproximadamente 8 mil habitantes. É uma cidade pacata, bem cuidada, com um belo casario, bem conservado e uma natureza exuberante em sua volta. Localiza-se no sul de Minas Gerais na Serra da Mantiqueira, a 989 m de altitude, ao pé do Pico do Papagaio, numa região de topografia bastante acidentada.
Altitude média: gira em torno de 1000 metros. As encostas mais elevadas localizam-se no sul Morro da Mitra do Bispo (2.149 m) e ao sudoeste Pico do Bandeira (2.357 m). O Pico do Papagaio possui 2.105 metros de altitude e o Retiro dos Pedros, 2.200 metros. A cidade está a 989 metros de altitude.

02 - Itabira
Paisagem de Itabira MG. Fotografia de Glauco Umbelino
A cidade fica a 110 km de Belo Horizonte com aproximadamente 120 mil habitantes. É considerada pela Revista Galileu como uma das 10 melhores cidades do Brasil para se observar as estrelas.
O relevo do município de Itabira é predominantemente montanhoso. Aproximadamente 70 % do território itabirano é coberto por mares de morros e montanhas, enquanto em cerca de 20 % há o predomínio de terrenos ondulados, e os 10 % restantes são lugares planos. A altitude máxima está no Alto da Mutuca, na Serra do Espinhaço, divisa municipal com Jaboticatubas e Nova União, que chega aos 1 662 metros, enquanto que a altitude mínima é de 540 metros e encontra-se no lago formado pela construção da Usina Hidrelétrica de Dona Rita, no Rio Tanque, na tríplice divisa municipal entre Itabira, Itambé do Mato Dentro e Santa Maria de Itabira.
Além de se relevar no setor de exploração mineral, Itabira também se destaca por ser terra natal de Carlos Drummond de Andrade, contista, cronista e poeta modernista que se inspirou em sua cidade-natal para algumas de suas obras. Também há uma série de atrativos naturais, tais como a Mata do Limoeiro, a Pedra da Igreja, a Serra do Bicudo e a Serra dos Alves, além das cachoeiras dos Cristais, do Campo, da Boa Vista, do Limoeiro e do Meio.

03 - Bocaiuva

Fotografia de Eduardo Gomes 
Bocaiuva possui uma das melhores infra-estruturas sanitárias do Norte de Minas, asfaltamento em mais de 80% das ruas e tem a segunda melhor arrecadação norte-mineira. Conta com cerca de 55 mil habitantes. 
A cidade ficou famosa no mundo a partir de 1947 quando cientistas e militares Norte Americanos foram para a cidade observar e pesquisar o eclipse lunar que aconteceu naquele ano. Segundo os Americanos, Boicaiuva é o melhor local do mundo para se observar o eclipse.
Em 20 de maio de 1947 ocorreu um eclipse do Sol que teve sua faixa cruzando o território brasileiro. A cidade de Bocaiuva (MG) recebeu diversas expedições científicas para a realização de observações, coleta de dados e posteriores estudos sobre o fenômeno. As circunstâncias do imediato pós-Segunda Guerra Mundial conferiram um grande destaque na imprensa nacional e internacional a este evento, produzindo registros em diferentes mídias, Bocaiuva – cidade que recebeu a maioria das expedições científicas para a observação do fenômeno – e para a auto-afirmação de sua identidade como um local de produção de conhecimento.
Bocaiuva recebeu uma expedição de importantes pesquisadores e cientistas para o estudo do fenômeno, como o engenheiro e físico estadunidense Lyman James Briggs, diretor do National Bureau of Standards e que liderou a equipe do National Geographic Society, e o astrônomo belgo-americano George Van Biesbroeck, que confirmou a Teoria da Relatividade, em 1952. A vinda do físico Albert Einstein até Bocaiuva, nesse período, é controversa e polêmica. Não há confirmação de que o famoso físico alemão esteve na cidade.

04 - Brasópolis

Fotografia de Valéria Gonçalves da Silva 
Brasópolis tem aproximadamente 20 mil habitantes e fica no Sul de Minas, na Serra da Mantiqueira. Cidade pacata, bonita, bem cidade, dotada de uma ótima infraestrutura urbana e uma natureza exuberante em sua volta. Na cidade existe o Observatório do Pico dos Dias, coordenado pelo Laboratório Nacional de Astrofísica, que, além de ser um dos símbolos da cidade, é um ponto turístico.

05 - Serra da Piedade
O Observatório da Serra da Piedade pode ser visto logo na subida da serra,
a sua esquerda, antes da chegada ao Santuário.Foto da Arquidiocese de BH
A Serra da Piedade é uma formação rochosa situada na Microrregião de Belo Horizonte, município de Caeté, no Brasil. Possui uma altitude de 1.746 metros. Pertencente à região metropolitana de Belo Horizonte, é um divisor de águas, contribuindo para a formação do Rio Doce, entre outros. É a continuação da Serra do Curral e localiza-se no limite norte do Quadrilátero Ferrífero, sua altitude chega aos 1746 metros de altura, por isso os ventos são constantes na região, e durante o inverno é comum a formação de geada.
Abriga o Observatório Astronômico da UFMG e os radares do CINDACTA, que monitoram os céus da região. O santuário de Nossa Senhora da Piedade, a padroeira do estado de Minas Gerais, é um local tradicional de romarias e está vinculado a muitas lendas.
Pode ser feito pela BR-381, e seguindo pela rodovia MG-435 (entrada no trevo de acesso a cidade de Caeté), e acesso ao Santuário com percurso de aproximadamente 5 Km. É o primeiro ponto de visitação turística da cidade de Caeté.
Com acesso também pela cidade de Sabará, MG, com duração aproximada de 1 hora e 15 minutos, partindo do centro de BH, com uma estrada bastante sinuosa.

06 - Itajubá
Em destaque a torre da Igreja de Nossa Senhora da Agonia. Fotografia de Jô Casarini
A população estimada em 1 de julho de 2016, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, era de 96 523 habitantes. O índice de desenvolvimento humano do município está estimado em 0,815. Possui uma população predominantemente urbana, com 92 por cento dos habitantes vivendo em sua região urbana e oito por cento habitando a zona rural. Seus índices de crescimento vegetativo são baixos, ficando em torno de 1,3% ao ano. Há uma grande população estudantil, principalmente em cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pelas faculdades abrigadas na cidade. A cidade conta com muitas escolas profissionalizantes, possuindo, assim, muita mão de obra especializada.
Localizada às margens do Rio Sapucaí, na Serra da Mantiqueira. Estrategicamente posicionada entre duas das mais importantes rodovias do país, a Rodovia Fernão Dias (sessenta km) e Rodovia Presidente Dutra (65 km).
O município de Itajubá situa-se no sul de Minas Gerais. Faz divisa com os municípios de São José do Alegre, Maria da Fé, Wenceslau Braz, Piranguçu, Piranguinho e Delfim Moreira. Pertencente à bacia hidrográfica do rio Sapucaí, cuja nascente fica na cidade de Campos do Jordão.
Sua altitude varia de 845 metros, na cota do Rio Sapucaí a 1 915 metros, na Pedra de Santa Rita. Apresenta um relevo predominantemente montanhoso, com superfície montanhosa de 78 por cento, ondulada de doze por cento e plana de dez por cento.
Na cidade, encontram-se diversas cachoeiras, como a da Serra dos Toledos; a Cachoeira da Estância; Cachoeira da Pedra Vermelha; Cachoeira Grande do bairro Lourenço Velho e Cachoeira da Peroba. A 15 Km do centro de Itajubá, na divisa com a cidade de Delfim Moreira, encontra-se também a Cachoeira Ninho da Águia.

07 - Alto Caparaó

Fotografia de Diego Sanches
A cidade tem aproximadamente 8 mil habitantes. É bela, singela e pacata. Pertence a Zona da Mata Mineira próximo a divisa com o Espírito Santo no município ficam localizados o Pico do Cristal com 2.770 metros de altitude e o lado mineiro do Pico da Bandeira, com 2.891,98 metros de altitude, o ponto mais alto de Minas Gerais e o 3° mais elevado do Brasil, localizado na divisa com o município capixaba de Ibitirama. A Serra do Caparaó tem a segunda maior cota de altitude do Brasil, perdendo apenas para a Serra do Imeri, sendo a menor cota de altitude de 997m, nela se localiza o maior desnível do Brasil.

08 - São Tomé das Letras

Fotografia de Toninho Gabriel 
São Tomé das Letras tem em média 8 mil habitantes. É uma localidade tipicamente serrana, edificada sobre um largo depósito mineral de quartzito do neoproterozoico, que é conhecido como "pedra de são tomé" e que é utilizado largamente na pavimentação de bordos de piscinas, na construção de algumas casas no município, no calçamento das ruas e na elaboração do artesanato local.
Seu ar rústico, típico do interior de Minas Gerais, e sua localização montanhosa e elevada a 1 440 metros acima do nível do mar (permitindo a observação de praticamente toda a região ao redor) fazem com que a cidade seja destino preferido de muitos turistas entusiastas da natureza e de gentes ligadas às artes em geral, tendo sido inclusive cenário para a minissérie Filhos do Sol da extinta Rede Manchete. A cidade também atrai visitantes em busca de supostas aparições de ovnis na cidade.
Existem diversas opções de visita obrigatória, como a Gruta São Tomé, Gruta do Carimbado, Casa da Pirâmide, formações rochosas (a Pedra da Bruxa é a mais famosa), as cachoeiras Eubiose, Véu de Noiva, Paraíso, Lua, Antares entre outras, e corredeiras como Shangri-lá, Sobradinho e inúmeras outras em toda região.
As estradas da região são de terra em boas condições. Há muitas trilhas para bicicletas e encontros periódicos de praticantes de motocross e off road. Entre os caminhos mais interessantes, estão as estradas até Carrancas e Aiuruoca.

Foto feita da varanda da Pousada dos Anjos em São Tomé das Letras por Toninho Gabriel
Alguns acreditam que São Tomé seja um dos sete pontos energéticos da Terra, o que atrai, para o lugar, místicos, sociedades espiritualistas, científicas e alternativas, o que dá razão a outro nome da cidade: "Cidade Mística".
Além disso, a cidade tem o centro histórico tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais desde 1996. Embora adulterado, ainda possui grande significado cultural e ecológico. A Igreja Matriz começou a ser construída em 1785 e possui retábulos do período rococó e o forro marcado pela excelência da pintura do artista colonial Joaquim José da Natividade. A Igreja de Pedra, tombada em 1985, também é do século XVIII. (algumas fontes parciais: Wikipédia)


Por Arnaldo Silva
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2 comentários:

  1. Bueno Brandão também tem um céu maravilhoso para observação.

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  2. o céu de Paraisópolis estava limpo e lindo no final de semana passado... maravilhoso para quem tem sensibilidade para enxergar o que de fato é belo nessa vida!

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