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sábado, 24 de abril de 2021

A cidade de Espera Feliz e a Cachoeira do Aurélio

(Por Arnaldo Silva) Espera Feliz está a 378 km de Belo Horizonte, com acesso pela BR-262 e conta atualmente com cerca de 25 mil habitantes. A 772 metros de altitude, o município faz divisa com Alto Caparaó, Divino, Carangola, Caiana, Caparaó, na Zona da Mata Mineira e com Dores do Rio Preto/ES. Até a chegada do colonizar, no início século XIX, a região do Caparaó era habitada por índios.
          O homem branco chegou, demarcou áreas com cruzes, começou a formar povoados, surgindo assim, várias cidades, com origem nesses povoados. Entre esses povoados, surgiu, Espera Feliz. De povoado, a arraial, vila e distrito, Espera Feliz cresceu e se tornou cidade emancipada em 17 de dezembro de 1938. (na foto acima do Leonardo Gomes/@leonardo.nomad, a Cachoeira do Aurélio)
          Por estar na confluência de dois rios, seu primeiro nome foi Braço do Rio. Segundo a tradição popular, o nome Espera Feliz, tem origem tem origem na família de Antônio Carlos de Souza, que passou a frequentar a região, após comprar terras, onde está hoje o município de Espera Feliz. 
          A família gostava de caçar e sempre tinham êxito em suas caçadas. Esperavam e saíam felizes, com o resultado da caça. Ficavam felizes em esperar, porque sabiam que a caçada seria boa. Era uma feliz espera. Assim a história foi se popularizando e o lugar passou a se chamar Espera Feliz, passando a ser o nome da cidade.
          Espera Feliz (na foto acima de Elpídio Justino de Andrade) faz parte do Caminho da Luz, antigo caminho aberto pelos índios, com origem na Cachoeira de Tombos, seguindo por trilha na mata até o Pico da Bandeira. Esse caminho passou a ser usado por tropeiros e colonizadores no século XIX. São 195 km e hoje, está reativado, sinalizado e seu trecho, repleto de belezas naturais e arquitetônicas, das 9 cidades que formam o Caminho da Luz. Inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho da Luz é um dos mais importantes caminhos turísticos do Brasil. 
          Começa em Tombos e segue o caminho, geralmente feito a pé pelos caminhantes, a Catuné distrito de Tombos, pelos municípios de Pedra Dourada, Faria Lemos, Carangola, Caiana, Espera Feliz, Caparaó e Alto Caparaó, seguindo até o do Pico da Bandeira, a 2792 metros de altitude.
          Espera Feliz se destaca no Brasil pela qualidade e excelência de seu café, considerado um dos melhores do mundo, com diversas premiações no Estado e em nível nacional e internacional.
          Sua estação de trem, fundada em 1911, foi de grande importância, quando estava ativa. Isso porque Espera Feliz era uma área de entroncamento ferroviário entre a Linha de Manhuaçu e o Ramal Sul do Espírito Santo. As linhas escoavam a produção de café, além de ser de grande importância para transporte de passageiros entre a Zona da Mata Mineira e municípios fluminenses e capixabas. A estação de trem de Espera Feliz foi desativada em 1975, sendo hoje, a Estação Rodoviária Alfredo Brandão. (fotografia acima de Elpídio Justino de Andrade)
          Além disso, a antiga estação é um dos pontos turísticos da cidade, que tem ainda como atrativos a Praça Cira Rosa de Assis, sua matriz, dedicada a São Sebastião, a Gruta do Índio Mirante da Serra, O Parque Nacional do Caparaó e o turismo rural pelas fazendas de café e também outras localidades rurais como a Fazenda Pedra Menina e a Comunidade do Taboão.
          Em Espera Feliz, cachoeiras paradisíacas, são atrativos para seus moradores e turistas, como a Cachoeira do Chiador, Cachoeira Vale a Pena, Cachoeira do Moinho, Cachoeira Recanto da Paz, Cachoeira do Cruzeiro e em destaque, a Cachoeira do Aurélio.
          A Cachoeira do Aurélio, formada pelo Rio São Domingos, tem uma sequência de quedas com formação de poços de encantar. É atualmente um dos grandes destaques naturais de Espera Feliz. (fotografia acima de Leonardo Gomes/@leonardo.nomad)
          A cachoeira e todo seu entorno é formada por densa mata nativa, com árvores de portes baixos e flora diversificada, em destaque para a vegetação de samambaias, comuns na região. É um lugar simplesmente paradisíaco, impactante e impressionante. Suas águas limpas e cristalinas, que descem pelas montanhas, regam as lavouras de café de toda região do Caparaó. (foto acima e abaixo de Ricardo Machado)
          O nome da cachoeira, Aurélio, tem a ver com um integrante da Guerrilha do Caparaó, instalada na região, entre 1966/67. O guerrilheiro, de nome “Aurélio”, morreu em combate com as tropas do Exército Brasileiro, nessa cachoeira, dai o nome.
          A Cachoeira do Aurélio faz parte do Parque Nacional do Caparaó, com acesso pela portaria de Pedra menina.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Mar de Espanha de Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) Carinhosamente chamada de “Mar de Minas” e “Maresp”, Mar de Espanha conta hoje com cerca de 13 mil habitantes. Está a 358 km de Belo Horizonte e a 60 km de Juiz de Fora MG. Faz divisa com os municípios de Além Paraíba, Chiador, Guarará, Pequeri, Santana do Deserto, Santo Antônio do Aventureiro, Senador Cortes e Maripá de Minas. Quem nasce em Mar de Espanha é “mar-de-espanhense”. 
          Mar de Espanha é uma típica cidade do interior mineiro. Pacata, atraente, charmosa, povo hospitaleiro e acolhedor. É uma cidade histórica da Zona da Mata Mineira. (na foto acima de Marley Mello, capela de N. S. Aparecida a caminho do distrito de Saudade em Mar de Espanha MG)
          Nos séculos XVIII e XIX, as terras férteis da Zona da Mata atraíram um grande número de aventureiros e gente disposta a investir na produção agrícola, já que a extração mineral começou a dar sinais de decadência, ainda no século XVIII. Uma das atividades que começou a ganhar impulso na região naquela época foi a cafeeira. O café transformou a região numa das mais ricas regiões do Brasil, nos tempos da Colônia. 
          Várias fazendas de café foram sendo formadas nessa época e muitos povoados, que deram origem a várias cidades. Entre esses povoados, surgiu Mar de Espanha. (na foto acima de Marley Mello, vista parcial da cidade)
          A cidade teve origem em uma pequena rancharia, formada por poucas casas, já que o local eram ponto de passagem de viajantes e tropeiros, que cortavam a região, a caminho de São João Nepomuceno. Na rancharia, os viajantes eram atendidos, descansavam, se alimentavam e seguiam seu caminho.
          Com o passar dos anos, com a riqueza gerada pelo café, casas e sobrados começaram a ser construídos e a pequena rancharia, passou a ser povoado, com o nome de Arraial do Cágado.
          Em 1815, o arraial foi elevado à Vila e a distrito em 10 de setembro de 1851, quando adotou o nome de Mar de Espanha, um nome popular na região, nessa época. A sabedoria popular diz que o nome foi dado por dois irmãos espanhóis, que chegaram ao Brasil no início do século XIX, se estabelecendo na região.
          Os irmãos construíram um pequeno porto, onde faziam travessia de balsa sobre o Rio Paraíba, próximo a foz do Rio Paraibuna. Transportavam alimentos, carros de bois, gado, pessoas, tudo. O leito do rio tinha uma extensão bem larga e a vista, lembrava aos espanhóis, o mar, de seu país, a Espanha. 
          A saudade e as lembranças do país de origem, fez os espanhóis chamar o lugar de “El mar d´Spaña”, Mar de Espanha. Com o passar do tempo, o topônimo passou a ser usado como nome de uma fazenda e quando o arraial foi elevado a distrito, decidiu-se pela mudança do nome Arraial do Cágado, para Mar de Espanha, permanecendo este nome até os dias de hoje.
          Nessa época, o distrito era subordinado a São João Nepomuceno e o arraial contava com cerca de 2 mil habitantes. A riqueza gerada pelo café, propiciava uma vida econômica ativa no distrito que contava com um comércio variado, vida social ativa, várias ruas com casarões e sobrados suntuosos, construídos pelos barões do café. Muitos desses casarões, tanto na área urbana, quanto na rural, estão presentes ainda hoje em Mar de Espanha. E muito bem conservados e cuidados. Em 27 de junho de 1859, Mar de Espanha deixa de ser distrito para ser uma cidade emancipada.
          A data da elevação de Mar de Espanha à distrito, 10 de setembro de 1851, é considerada como data da fundação oficial do município, sendo o aniversário da cidade comemorada neste dia. 
          Mar de Espanha (na foto acima de Marley Mello) teve sua origem na agricultura, mas sua economia hoje é bastante diversificada, tanto na agricultura, com destaque hoje para a pecuária leiteira e seus derivados, quanto em outros setores industriais, como a mineração. Conta um comércio variado que atende bem a população, pousadas e hotéis charmosos e aconchegantes, boa qualidade de vida, produção artesanal de doces e quitandas, restaurantes com comidas típicas e uma boa rede de prestação de serviços. 
          Outro destaque em Mar de Espanha (na foto acima do Marley Mello) é o turismo, já que a cidade faz parte da história dos tempos dos “barões do café”, tendo sido de grande importância para a região desde sua fundação.
          O município é dotado de uma riqueza natural imensa e belezas singelas que impressionam. Nascentes, córregos, rios que em seu percurso forma belas cachoeiras como a Cachoeira do Pedro Duim, da Bocaina, Estevão Pinto e Fumaça, as mais procuradas. 
          Além da beleza e imponência das fazendas de grande importância para o município, como a Fazenda Calambau, a Fazenda Vista Alegre, a Fazenda São Sebastião, o Sítio das Estrelas, o Sítio Harmonia, muitas delas do tempo dos Barões do Café. Pelas fazendas e comunidades rurais, podem ser vistas singelas casas de colonos, belíssimos casarões e charmosas capelas.
          A cidade preserva em sua arquitetura (foto acima do Marley Mello), a beleza e o charme das construções coloniais dos séculos XVIII e XIX, além das construções clássicas e ecléticas do século XX. 
          Em sua arquitetura urbana, Mar de Espanha conta com vários monumentos históricos como a antiga estação ferroviária Estevão Pinto (na foto acima do Marley Mello) prédio do Fórum da Comarca, a sede da Prefeitura, o Santuário de Nossa Senhora das Mercês, a segunda igreja erguida na Zona da Mata, a Igreja de Santa Efigênia e seu mirante, o prédio da Cadeira Pública, o Clube Recreativo, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, o prédio onde funcionava o matadouro municipal, a Igreja de Santo Antônio.
          Tem ainda as charmosas ruas históricas com seus antigos casarões (na foto acima de Márcia Valle), bem com o Parque Ecológico Doutor José Francisco Schettino, o Horto Florestal, o Sítio Arqueológico na Comunidade do Córrego da Areia, com pinturas rupestres datadas de 10.000 anos, o Vale da Minerva, o Monte Altíssimo, dentre outras belezas naturais e arquitetônicas. 
          Mar de Espanha se destaca ainda na religiosidade, cultura, artesanato e preservação das tradições populares, em destaque para a Festa da Padroeira e o Carnaval. No interior do Santuário de Nossa Senhora das Mercês (na foto de Márcia Valle), encontra-se um pequeno fragmento da ossada de Luiz Orione (1872-1940). Foi doada pelo Vaticano à cidade, por ter sido a única cidade mineira visitada pelo sacerdote italiano, da ordem dos Salesianos, na década de 1920. Beatificado em 1980, Luiz Orione foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 2004. Hoje é São Luiz Orione. A cidade guarda com orgulho a relíquia do Santo, em seu santuário.
          Mar de Espanha é uma cidade acolhedora, de povo simples, que recebe os visitantes de braços abertos e tem muita história para contar e muitas belezas para te mostrar.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Conheça Pedra Dourada

(Por Arnaldo Silva) Pedra Dourada tem sua origem nas primeiras décadas do século XX, com a construção de uma igreja dedicada a São João, em terras doadas por José de Souza Lima. Em torno da igreja, começou a surgir um pequeno povoado, logo chamado de São João do Soca, tendo o nome mudado para Vila de São José da Pedra Dourada em 1939 e por fim, a cidade emancipada em 30 de dezembro de 1962, com o nome de Pedra Dourada.
          O município está a 374 km de Belo Horizonte, na Zona da Mata, conta com 2532 habitantes, segundo o IBGE, em 2020. Seus vivem do comércio, pequenas indústrias, extração vegetal, pesca, prestação de serviços e principalmente da agricultura, destacando o cultivo de café, a caprinocultura, a pecuária leiteira e de corte. Tem como vizinhos, os municípios de Tombos, Vieiras, Carangola, Faria Lemos, São Francisco do Glória e Eugenópolis. Faz parte ainda do Caminho da Luz, peregrinação religiosa e ecológica, que se inicia em Tombos, num percurso a pé ou de bike, por 7 dias, até Alto Caparaó, culminando no Pico da Bandeira.(foto acima do Cristiano Ribas Moreira)
          A cidade é pitoresca, charmosa, atraente, aconchegante, pacata com praças, ruas e um casario muito bem cuidado. Seu povo é muito gentil, hospitaleiro, simples, com hábitos típicos das cidades do interior de Minas. (fotografia acima de Cristiano Ribas Moreira)
          O nome pedra dourada é por causa dessa gigantesca pedra, a 1200 metros de altitude, que fica dourada quando banhada pelos raios do sol, provocando um impressionante reflexo dourado na pedra, como podem ver na foto acima do Brunno Estevão/@brunno_7. 
          Essa pedra, juntamente com a Pedra Redonda (na foto acima do Brunno Estevão/@brunno_7), são uns dos principais atrativos da cidade, muito visitada por amantes de trilhas, caminhadas, rapel e voo livre. 
          Tem ainda como atração cachoeiras, fazendas centenárias, como a Fazenda Tupinambás e o Rancho Califórnia.
          Na área urbana, sua belíssima Matriz, dedicada a São José, padroeiro da cidade, construída em estilo neogótico e do belíssimo parque São João, com 1600 metros de área construída, uma completa área para a prática de esportes, lazer, cultura e diversão, não só da cidade, mas que atraia gente de toda a região para passar horas agradáveis num das mais belos lugares da Zona da Mata. (na foto acima do Brunno Estevão/@brunno_7)

quinta-feira, 12 de março de 2020

O Santuário de Nossa Senhora das Graças em Urucânia

(Por Arnaldo Silva) Urucânia é uma charmosa cidade, fazendo parte do Circuito Montanhas e Fé, na Zona da Mata Mineira. Com pouco mais de 10 mil habitantes, está distante 256 km de Belo Horizonte e faz divisa com os municípios de Piedade de Ponte Nova, Jequeri, Santo Antônio do Grama, Rio Casca, Santa Cruz do Escalvado e Oratórios. Seus moradores vivem do pequeno comércio, turismo religioso e da produção agropecuária, em destaque para suinocultura e a produção de açúcar. (foto abaixo de Pedro Henrique)
          A história da cidade se formou pela fé, hospitalidade e simplicidade de seu povo. As manifestações religiosas são marcantes na cidade, manifestada principalmente na devoção a Nossa Senhora das Graças.
          Emancipada apenas em 30 de dezembro de 1962, sua história bem antes, em meados do século XIX com o surgimento de um povoado com o nome de urucu. O nome é devido à planta urucum, muito abundante na região, mas naquela época, a grafia era sem o m no final. Por volta de 1869 foi erguida na região uma capela, dedicada a Nossa Senhora do Bom Sucesso do Urucu e uma casa, para receber um padre que viria para a localidade. A construção foi feita no terreno doado por Francisca Inácia da Incarnação, senhora bondosa, protetora dos escravos, colonos e muito religiosa. Na mesma época, foi construído um cemitério, onde está hoje a atual Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso. (na foto abaixo de Elpídio Justino de Andrade)
          No início do século XX, deu-se início na região de um extensivo e crescente cultivo da cana de açúcar para abastecer as açucareiras que surgiam na região, extinguindo boa parte da planta que originou o nome do povoado. Em 1924, o local mudou o nome para Urucânia. Segundo o dicionário, o nome “Urucânia” tem origem no Tupi-Guarani, “urucu” (ou urucum), que significa, o “vermelho”.
          Urucânia é uma cidade muito conhecida, não pela planta urucum e sim pelo Padre Antônio Ribeiro Pinto, filho de escrava, nascido em 2 de abril de 1879 em Rio Piracicaba MG, na vigência da Lei do Ventre Livre e faleceu em 22 de Julho de 1963, em Ponte Nova MG, aos 84 anos. Padre Antônio chegou a Urucânia em 1946 para assumir a Paróquia da cidade. O padre conquistou o coração dos fiéis, tendo alterado definitivamente a trajetória de Urucânia, que passou a ser lembrada como última morada do sacerdote. Tanto é que a data de sua morte, 22 de julho, é feriado municipal. Na cidade, foi criado ainda o Museu Padre Antônio Pinto, com objetos e a história da vida do sacerdote. Isso porque o padre, para a comunidade, é um santo que em vida fez milagres e mesmo depois de morto, ainda faz. Os relatos dos milagres do Padre Antônio podem ser conhecidos na Casa dos Milagres, onde os fiéis deixam escritos, as graças alcançadas por intermédio do Padre Antônio.
          Foi por intermédio do Padre Antônio que a devoção a Nossa Senhora das Graças chegou ao município. Mas o sacerdote sentia a necessidade de construir um Santuário dedicado à santa que devotava, Nossa Senhora das Graças. 

          Com autorização dada pela Arquidiocese de Mariana, na década de 1950 foi dada o início das obras, sendo o Santuário concluído na década de 1970. Como faleceu em 1963, não pôde ver o seu sonho concretizado, mas foi ele quem abençoou o terreno onde seria construído o Santuário, bem como a majestosa e imponente imagem de Nossa Senhora das Graças, vinda do Rio de Janeiro, doada à comunidade em 1961 por Beatriz Monteiro de Carvalho, com obra do artista plástico português, Joaquim de Souza e Silva. 
          A construção encontra-se próxima a Matriz, na área central da cidade, com fácil acesso e boa acessibilidade. (foto acima de Elpídio Justino de Andrade)
          O mirante, a estátua do Cristo e o Santuário são os principais atrativos da cidade. Dentro do Santuário, está o túmulo do Padre Antônio e no altar, uma imagem de Nossa Senhora das Graças.
          A devoção a Nossa Senhora das Graças e os milagres atribuídos ao Padre Antônio, atraem todos os anos, milhares de pessoas a Urucânia. A movimentação de fiéis é maior no dia de aniversário de morte do Padre Antônio, 22 de julho e no dia de Nossa Senhora das Graças, 27 de novembro.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Café de Espera Feliz se destaca no Brasil

(Por Arnaldo Silva) A cidade é tão charmosa quanto seu nome, Espera Feliz. Com cerca de 25 mil habitantes, faz parte do Caminho da Luz, antiga rota criada no século XVIII por tropeiros, religiosos e aventureiros. Esse caminho inicia-se em Tombos e terminando no Pico da Bandeira em Alto Caparaó MG, na divisa com o Espírito Santo. 
          A rota foi criada para ligar o Rio de Janeiro ao Espírito Santo, pelos caminhos das sinuosas montanhas mineiras. Esse é um dos atrativos da cidade que fica a 378 km de Belo Horizonte e faz divisa com Alto Caparaó, Carangola, Divino, Caiana, Caparaó, Dores do Rio Preto, na Zona da Mata Mineira. Sua altitude mínima é de 773 metros, mas rodeada por maciços rochosos e montanhas que elevam a altitude de mil até 1400 metros de altura. 
          Ai que está o sucesso de Espera Feliz. Suas montanhas sempre cobertas por uma densa névoa e umidade, vai revelando, com o surgimento dos primeiros raios solares, o maior tesouro do município. O café de montanha. Espera Feliz faz parte da Região Cafeeira Matas de Minas.(na foto abaixo, a produtora de café, Silvana Teixeira Lacerda, do Sítio Forquilha do Rio, vencedor do último Concurso de Cafés especiais da Emater-MG. Atualmente, é o melhor café de Minas Gerais. Foto:Divulgação)
Foto acima: Emater/Divulgação
          A terra fértil, a altitude e a umidade relativa do ar mais alta, são fatores que favorecem o cultivo de café de qualidade. Esses fatores fazem com que o grão permaneça mais tempo na planta, desenvolvendo mais propriedades e assim, melhorando a qualidade do café.
          Espera Feliz tem cerca de 100 produtores de cafés especiais, sendo a maioria de pequenos produtores em propriedades com menos de 20 hectares. São propriedades familiares, geralmente, envolvendo toda a família na colheita do café, que é feita de forma manual. Sendo também esse um dos fatores que ajudam a preservar a qualidade dos grãos, que passam a ser selecionados, já no momento da colheita. (foto abaixo de Geremias Corrêa)
          O café é descascado, secado em terreiros suspensos ou de cimento e por fim ensacado. Sai de Espera Feliz em grãos direto para as indústrias da região que fazem o beneficiamento e distribuição do produto para todo o Brasil e exterior.
          A preocupação dos produtores de café de Espera Feliz, em melhorar a qualidade do produto vem surtindo efeitos. De uns 10 anos para cá, com o apoio técnico da Emater MG, a qualidade dos grãos produzidos no município vem melhorando cada vez mais e transformando o município em referência na produção de cafés especiais no Brasil, arrematando as primeiras colocações seguidas em diversos concursos de qualidade de cafés pelo país. Nas três últimas edições do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER-MG), o café de Espera Feliz superou cerca de 2 mil concorrentes e obteve o primeiro lugar em 2017, 2018 e novamente, em 2019.
Segundo a Emater, os vencedores de Espera Feliz nos três últimos concursos foram:
2017 - Onofre de Lacerda - Campeão Estadual e Matas de Minas (categoria Natural). Sebastiana Oliveira - Campeã Estadual e das Matas de Minas (categoria Descascado)
2018 - Josias Gomes - Campeão Estadual e das Matas de Minas (categoria Natural)
2019 - Paulo Gomes - Campeão Estadual Geral e das Matas de Minas (categoria Natural). Flávio de Abreu - Campeão das Matas de Minas (categoria Descascado)
2020 - Ademir Abreu de Lacerda do Sítio Forquilha do Rio - Campeão geral no 17º Concurso de Qualidade de Cafés de Minas Gerais, realizado pela Emater-MG, foi eleito o melhor café de Minas Gerais, numa disputa com 1.792 amostra, obtendo 92 pontos, em 100. Neste mesmo concurso, Maria Luiza Lacerda Gomes, também do Sítio Forquilha do Rio, foi eleita a Mulher Empreendedora do Ano.
          As conquistas dos produtores de Espera Feliz vem coroar empenho, trabalho, investimento, persistência e dedicação em melhorar cada vez mais, produzindo um café de altíssima qualidade, sendo inclusive reconhecida por todo o país e pela Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), que reconhece o café de Espera Feliz como um dos melhores do Brasil.
          Além do café, Espera Feliz é uma cidade muito agradável, charmosa, com belezas naturais e urbanas, sem contar sua ótima rede hoteleira, com hotéis e pousadas aconchegantes, além de bares e restaurantes com comidas típicas mineiras e produtos artesanais do município. Vale lembrar que a cidade de Alto Caparaó, a porta de entrada para o Parque Nacional do Caparaó, onde está o Pico da Bandeira, é vizinha a Espera Feliz. (foto abaixo de Geremias Corrêa)
Ao vir a Espera Feliz, conheça o seu café, as fazendas, as montanhas, a cidade. Vivencie Minas Gerais!

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Um paraíso chamado Ibitipoca

(Por Arnaldo Silva) Quando vemos fotos de belezas do nosso Brasil, muita gente chega a duvidar se realmente existem aqui em Minas Gerais. Um desses lugares é o Ibitipoca, em Conceição do Ibitipoca (na foto acima de John Lima/@fotografo_aventureiro), distrito de Lima Duarte, na Zona da Mata Mineira. Uma das mais encantadoras vilas mineiras e porta da entrada para o Parque Estadual do Ibitipoca, que abriga uma flora e fauna valiosíssimas e belezas impressionantes, que deixam qualquer um de boca aberta.
          O parque (na foto acima de John Brandão/@fotografo_aventureiro) foi criado em 1973 para proteger e preservar as belezas minerais, a fauna que conta com vários animais, alguns ameaçados de extinção e flora com variedades de plantas exóticas e rupestres, nativas da região. Ao todo o parque possui 1500 hectares de área formada por rios, lagos, poços de águas com cores vermelhas e escuras, cascatas, paredões, penhascos, grutas, trilhas, paisagens rupestres com as cores vivas, mescladas com as cores impressionantes das rochas de quartzito, que é uma mistura de quartzo com matéria orgânica. Esse mineral é abundante na região e sua cor dá mais brilho e beleza a toda a paisagem da área. (na foto abaixo o Paredão de Santo Antônio. Por Gabriel Fortes - Sauá Turismo)
          Todo o Ibitipoca é espetacular, mágico, cheio de vida, e cores. É um verdadeiro paraíso, que impressiona todos os visitantes. Uma sensação de êxtase e perplexidade diante de tamanha beleza preservada. É uma das mais importantes reservas ambientais de Minas. Não tenha dúvidas: o Ibitipoca te deixará de queixo caído. 
          No decorrer da matéria você estará vendo fotos da charmosa vila e da área do parque do Ibitipoca. Só pelas imagens ficará encantado. Nem irá acreditar que no Brasil temos um paraíso verde preservado com tamanha e rara beleza, um verdadeiro oásis para quem ama e busca vivenciar plenamente a natureza.
Saiba agora como conhecer esse paraíso. 
Como chegar? 

          Saindo de Belo Horizonte via BR 040, até Lima Duarte são 293 km. Saindo de São Paulo, via BR 116, são 426 km de distância e do Rio de Janeiro são 247 km, via BR 040.
          Chegando a Lima Duarte siga até Conceição do Ibitipoca pela LMG 871. São apenas 26 km. Já no distrito, aproveite para conhecer um pouco a vila. Irá gostar. Em estilo colonial, com muita tradição em doces, quitandas e cervejas artesanais, com bares pitorescos e vendas charmosas. Capelas e igrejas centenárias, que guardam um pouco da história dos tempos do Brasil Colonial. Conceição do Ibitipoca tem hoje cerca de 1500 habitantes. (foto abaixo de Glauco Umbelino)
          A beleza da região sempre atraiu cientistas e naturalistas desde os primórdios tempos como o botânico, naturalista e viajante francês Auguste de Saint-Hilare, (Orleans, 4 de outubro de 1779 – Orleans, 3 de setembro de 1853) Em 1906 uma comissão de cientistas esteve no Ibitipoca para descrever as paisagens da região. Em 1922, outro cientista, Álvaro Astolfo da Silveira também esteve no Ibitipoca. 
            Isso porque, algo de especial tem Conceição do Ibitipoca (na foto acima do John Brandão/@fotografo_aventureiro, tradicional boteco da Vila) e toda sua beleza em redor. E como tem. Vale a pena conhecer não só as belezas, mas a história, o povo do povoado, sua culinária e sua arquitetura, simples, mas valiosa em termos culturais e arquitetônicos. Não deixe de apreciar as cervejas artesanais, os doces, a culinária típica mineira e o famoso pão de canela do Ibitipoca. É uma das mais antigas receitas da culinária mineira. Esse pão não falta nas casas dos moradores da vila, faz parte da identidade gastronômica do Ibitipoca.
          Depois de conhecer a Vila, vamos então aprender a chegar ao Parque do Ibitipoca. (na foto acima do Raul Moura) Você vai pegar a via principal do distrito que é uma subida, passando em frente ao Portal da Serra e restaurante Ibitilua. Continuando a subida encontrará um pequeno trevo. A partir dai você segue reto a vida toda. É logo ali. Bem pertinho mesmo. Não tem erro! Vai sair em frente à portaria. É logo ali mesmo. Não fique desconfiado do meu ali. Não é aquele ali de mineiro que mata qualquer um de tanto andar e nunca chega. São apenas 3 quilômetros da vila até a portaria do parque. Da pra ir até a pé, de bicicleta, a cavalo ou correndo. É um tirim de espingarda.
          Já dentro do parque terá que andar mais 2 km para chegar até o Centro de Visitantes. 
          Se você está de ônibus o jeito é descer em Lima Duarte e de lá pegar um ônibus até Conceição do Ibitipoca (na foto acima do Marlon Arantes). Já no distrito, para ir até a portaria do Parque, você pode pegar uma van que leva turistas até o local. Eles cobram um valor. Eu não sei qual é, porque eu optei pela “viação canela”. Passei sebo na canela e fui correndo. São apenas 3 km. No caminho vi muita gente indo de bicicleta.
          Mas se você quer algo mais personalizado, conhecer tudo que tem no Ibitipoca eu indico do Gabriel Fortes, da Sauá Turismo. (na foto acima do Marlon Arantes a Praça da Matriz de Conceição do Ibitipoca) Esse é o cara, conhece tudo do Ibitipoca e te leva e te acompanha em todos os lugares para você não perder nenhum detalhe desse paraíso em Minas. É super gente boa, muito atencioso e conhecidíssimo na região. Se quiser passo o telefone dele: (32) 984043905. Anotou? 
Quando ir? 
          A melhor época para você ir ao Ibitipoca (na foto acima do Raul Moura) é no período da estiagem, entre abril a outubro. Em dias chuvosos não aconselho muito não, principalmente se você quer curtir as trilhas e admirar as belezas da região, bem como os rios e águas ótimas para banho. Mas se quiser ir no verão, pode ir, siga seu gosto e instinto. Já aviso que o verão na região é muito chuvoso, mas isso tem sua vantagem porque com as chuvas os rios e cachoeiras ficam muito volumosos e propícios para um bom banho. Não chove o verão inteiro claro, tem dias que são de intenso calor e sol. O jeito é ir e contar com a sorte de estar lá num dia escaldante de verão e curtir aquelas águas geladas e vermelhas.
Dias e horários de visitas 
          O Parque Estadual do Ibitipoca funciona de terça a domingo, das 7 hs às 18hs. (foto acima da Marselha Rufino) No período de férias escolares funciona em dias de feriados e também nas segundas-feiras. Quando isso acontece, fica fechado no dia útil seguinte ao feriado. Cobra-se para entrar. Em dias úteis o valor é mais barato. Sábado, domingos e feriados, mais caro. (na foto abaixo o Lago dos Mirantes. Por Gabriel Fortes - Sauá Turismo)
          O ingresso é somente em dinheiro e vendido apenas na portaria de entrada do parque. Estudantes e idosos pagam meia entrada. 
          Por dia, são aceitos somente 1000 pessoas nas dependências do parque. Isso é para preservar as belezas naturais da região e ainda você poderá desfrutar de toda essa maravilha, sem aquele amontoado de gente por todos os lados. Em dias úteis é mais tranquilo, mas nos finais de semana e feriados é muita gente querendo entrar no parque. Nesse caso, o melhor mesmo é chegar cedo, bem cedo, antes da abertura do parque, às 8 hs, para garantir seu ingresso. 
Estacionamento:
          Se for de carro até a portaria, tem estacionamento. O espaço é pequeno. Para garantir seu lugar no estacionamento o jeito é chegar bem cedo, caso contrário, poderá não encontrar espaço para estacionar, principalmente nos fins de semana e feriados. Em dias úteis é mais tranquilo.
          Dentro do parque tem várias áreas avisando da proibição de estacionar, fique atento e se informe antes onde pode parar na área do estacionamento para evitar ser multado ou mesmo ter o carro rebocado pela Polícia de Meio Ambiente. Fique atento às placas de proibição e permissão de estacionar na área do parque. (foto acima de John Brandão/@fotografo_aventureiro)
Área de Camping
          Uma boa notícia é que dentro do parque há uma área para camping. E isso é bom demais. Poderá ficar lá, acampado curtindo as belezas da natureza tranquilamente. Para acampar, avise na entrada. Para montar camping no parque terá que pagar diária.
          Fiquem atentos as regras do parque. Não custa nada perguntar para os funcionários do parque sobre essas regras. Já te adianto que a entrada no parque é somente até às 17h30min horas. Após essa hora, não entra mais ninguém.
          No interior do Parque Estadual do Ibitipoca, o visitante tem a sua disposição vestiários, lanchonete e restaurante para atender o visitante acampado. Para saber como fazer reservas no camping ligue para (32) 3281-1101. Para conhecer melhor o parque, o ideal é ficar lá por 3 dias. No centro de visitantes você poderá pedir um mapa dos atrativos do parque, caso não tenha guia para te acompanhar.
E Agora, o que fazer dentro do parque?
          Já entrou, estacionou o carro, armou a barraca no camping, está com o mapa da área e agora, o que fazer? 
          Agora sim você vai ler e ver fotos de cair o queixo e entender porque chamo o Ibitipoca de paraíso (foto acima de Glauco Umbelino) e porque tanta gente vem se interessando em conhecer esse pedacinho do céu em Minas Gerais. 
          O parque é bem organizado e o turista é bem atendido, com ótima estrutura e conta ainda com trilhas muito bem preservadas, seguras e bem sinalizadas. Pelas trilhas você conhecerá os tesouros naturais do Ibitipoca. Sentirá ao longo do percurso das trilhas uma tranquilidade e paz incrível. É nesse momento que perceberá toda a perfeição divina. Deus caprichou quando desenhou o Ibitipoca. 
Passarão por rios, cachoeiras, grutas, mirantes, paredões rochosos, poços de águas para banhos e outras tantas belezas. (na foto abaixo, a Cachoeira dos Macacos. Por Gabriel Fortes - Sauá Turismo)
          Mas já adianto que para contemplar essa beleza toda terá que ter um bom preparo físico. Andará muito e em boa parte, subidas, mas no final sentirá a compensação pelo cansaço. Ficará extasiado com cada pedaço do Ibitipoca que conhecer. 
          Para facilitar para o turista, o Ibitipoca foi dividido em 3 circuitos com trajeto em média 5 km de extensão cada um. Cansa, mas valerá a pena, pelas fotos que está vendo até aqui. O mais adequado é fazer um circuito por dia, durante 3 dias. Assim aproveitará mais, poderá conhecer tudo nos circuitos.
O primeiro circuito é o das Águas 
          É menor e o mais fácil para chegar. É tipo um aquecimento para os dois seguintes. Nessa trilha tem um mirante que te proporcionará um visual espetacular. O trajeto é de 5 km, em forma circular, com algumas subidas, com descidas um pouquinho inclinadas. Ao descer o mirante, perceberá no decorrer do percurso perceberá os tons variados da vegetação do Ibitipoca e a cor vermelha escura de seus rios, riachos e poços que encontrará pelo caminho, como o Lago dos Espelhos (na foto acima do Marcos Lamas) formado pelas águas de um pequeno riacho com águas na cor vermelha, com os tons da cor cinza das pedras. Junto com o verde da mata e um enorme e impressionante maciço rochoso que te fará sentir insignificante diante de sua magnitude e tamanho. Nesse circuito encontrará ainda o Lago das Miragens e o Lago Negro.
O segundo circuito é a Janela do Céu
          Literalmente é a porta do céu de Minas. É de extasiar. Você vê o céu, como uma janela natural. Uma escultura perfeita da mãe natureza! (na foto acima a Janela do Céu, no Parque do Ibitipoca. Por Gabriel Fortes/Sauá Turismo) Pra chegar lá não é fácil e em dias de domingo e feriados, é tanta gente querendo ir lá que tem até fila para subir e ficar alguns minutos apenas para tirar fotos e admirar. Em dias de semana são menos pessoas e dá para ficar mais tempo, mas se tiver muita gente, os funcionários do parque controlam a subida conhecida por pé de feijão. E olha que subida! São 16 km ida e volta. Os primeiros km de trilha são bem íngremes.           O melhor é sair bem cedo e não se preocupar em voltar.
Se tiver muita gente para subir o pé de feijão, relaxa, aprecie a área até chegar sua vez. Valerá a pena, pode acreditar. Todos dizem que é a mais difícil e cansativa das trilhas, mesmo assim, quando chegam até a Janela do Céu, esquecem o tempo que ficaram na fila esperando. No trajeto da trilha até a subida terá pelo caminho várias grutas. Se tiver lanterna, aproveite para conhecer essas grutas. Depois disso, continue a subida do pé de feijão. Chegando sua vez, poderá contemplar a vista, mesmo que seja por alguns minutos. Assim já estará na janela do céu. Todos que chegam até a Janela do Céu dizem claramente se sentir no topo do paraíso. Uma liberdade incrível. Sentimento de estar num oásis.
          Depois de sair da Janela do Céu, desça e siga até a Cachoeirinha. Com uma queda de 30 metros, é formada por um rio da cor vermelha. Em redor do poço formado pela cachoeira, existe uma pequena “praia” com uma areia branquíssima. Banhe-se, deite e role na areia e desfrute essa beleza incrível! 
O último circuito é o Pico do Pião 
          São 11 km de ida e volta numa trilha espetacular. A trilha não é em sentido circular como nos outros dois, mas retilínea e com uma subida bem puxada. Levará umas 5 horas para percorrer essa trilha de campos rupestres que está a 1732 metros de altitude. 
          Você passará pela Gruta dos Viajantes, Gruta do Monjolinho, Gruta do Pião, Lagoa Seca e o próprio Pico do Pião com as ruínas de uma capela no topo. Essas grutas são espetaculares, te proporcionará visuais incríveis e deslumbrantes. É um visual fantástico! É a coroação do final do passeio. Vivência pura com a natureza do Ibitipoca. (na foto acima a Gruta da Ponte de Pedra. Por Gabriel Fortes - Sauá Turismo)
          É isso ai gente. Podem vir para o Ibitipoca. Podem vir para o paraíso! Isso é Minas, é Brasil! O nosso país! 

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Conheça Rio Novo

(Por Arnaldo Silva) Em Minas Gerais encontramos verdadeiros tesouros. Cidades onde seus moradores se sentem parte integrada de sua arquitetura e em tudo que a cidade oferece. Cuidam e se orgulham da cidade onde vivem. Uma dessas cidades é Rio Novo, na Zona da Mata Mineira (na fotografia acima do Thelmo Lins). Com cerca de 8.500 habitantes, Rio Novo é uma típica e tradicional cidade do interior de Minas. Seu povo não foge à regra com o mais genuíno carisma da hospitalidade mineira.
          Rio Novo foi fundado em 13 de 1870 e faz divisa com os municípios de Tabuleiro, Guarani, Piau, Coronel Pacheco, Chácara, São João Nepomuceno e Descoberto. (acima foto de uma fotografia antiga de Rio Novo) É uma das sedes do Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco. Em Rio Novo está o terminal de passageiros e o pátio das aeronaves. Fica apenas 55 km de Juiz de Fora MG pela MG 353 e 297 km de Belo Horizonte, pela BR 040. 
          O que chama atenção na cidade é o cuidado de seus moradores para com seu patrimônio, principalmente na conservação de seu casario histórico, em estilo colonial e maior parte, no estilo eclético. A bela arquitetura das fachadas dos casarões e suas cores vivas encantam e impressionam os visitantes. (fotografia acima de Thelmo Lins) 
          O estilo eclético surgiu na Europa no fim do século XIX como transição da arquitetura predominante. Era a combinação de estilos diferentes como o clássico, barroco, medieval, renascentista e neoclássica, originando assim um novo estilo, tendo a França e Inglaterra, os maiores inspiradores para a difusão desse estilo pelo mundo. (na fotografia acima de Erick Almeida, vista parcial de Rio Novo MG. Imagem enviada por Mauro Célio/Prefeitura Municipal)
          Em Minas Gerais, esse estilo está presente em várias cidades, como Belo Horizonte. Rio Novo tem um rico acervo eclético, que lembra muito as pequenas cidades francesas do início do século passado, principalmente em sua principal praça. 
          A praça em questão é a Praça Prefeito Ronaldo Dutra Borges, o maior cartão de visitas da cidade. É uma verdadeira obra de arte! Uma das mais belas praças de Minas Gerais. A junção da beleza da praça com arquitetura eclética dos casarões impressiona. Difícil não admirar tamanha beleza. (fotografia acima e abaixo de Thelmo Lins)
          No município estão o Ribeirão Caranguejo e o Rio Novo, que dá nome à cidade, bem como cachoeiras, trilhas ótimas para cavalgadas e muita mata nativa de Mata Atlântica. A cachaça artesanal de Rio Novo é ótima, produzida em várias fazendas do município, que conta ainda com hotéis fazendas, proporcionando conforto e descanso para os hóspedes. Já na área urbana têm feiras de artesanatos, eventos religiosos e culturais durante o ano, principalmente no Carnaval. 
          A cidade promove um dos melhores carnavais da Zona da Mata, com desfile de escolas de samba e blocos caricatos. (a foto acima foi gentilmente enviada pelo Mauro Célio/Prefeitura de Rio Novo MG) Essa festa é tão importante na cidade, que o bloco do Zé Pereira, um dos mais antigos na região, é considerado Patrimônio Imaterial da cidade. (na fotografia abaixo, de autoria de Erick Almeida, vista parcial de Rio Novo, enviada por Mauro Célio/Prefeitura Municipal)
          Estar em Rio Novo é estar em um pouco de Minas. Cultura, tradição, história, beleza arquitetônica, paisagens, arte, artesanato, religiosidade, hospitalidade e principalmente, em uma cidade gostosa de viver e de visitar. A cidade é um encanto, um verdadeiro tesouro de Minas. 

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