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sábado, 27 de novembro de 2021

11 tradicionais Mercados Centrais mineiros

(Por Arnaldo Silva) Concentrar lojas e produtores de uma cidade em um único lugar, aberto a todos os públicos, é prática milenar. Era a forma que os governantes encontraram para ter mais controle sobre os produtos que entravam e saiam das cidades, além claro, de aumentar a arrecadação de impostos, evitando comércios irregulares.
          Ao longo dos milênios, as funções dos mercados públicos foram se aprimorando, chegando a ser hoje um espaço democrático, de relacionamentos interpessoais, sociais e coletivos. (na foto acima do Elpídio Justino de Andrade, banca de temperos do Mercado de Araçuaí MG)
          São estabelecimentos antigos e tradicionais, que atraem gente de todas as camadas sociais, já que nesses mercados, estão presentes os produtos da terra, o artesanato, a arte, a cultura, a história e a gastronomia das cidades.
          Os Mercados Municipais, popularmente chamados de Mercados Centrais, por sempre se localizarem nas regiões centrais das cidades, são um dos poucos espações públicos, onde diferentes classes sociais e a intelectualidade, convivem harmoniosamente. Por isso que os mercados públicos estão presentes há séculos nas cidades de todo o mundo. (na foto acima de Rogério Salgado de uma banca de queijos no Mercado Central de BH)
          Diferente dos supermercados e grandes redes varejistas, quem vai aos mercados públicos, vai para comprar sim, mas principalmente, interagir com amigos e fazer novas amizades, em rodas das tradicionais bebidas, petiscos e pratos típicos locais. 
          A sociabilidade e a convivência democrática é a diferença de um mercado público, para os mercados particulares existentes atualmente.
            Isso porque são os Mercados Centrais a forma mais democrática e popular de convívio social e de contato direto do produtor, feirante e dono das lojas, com os frequentadores desses espaços. São pessoas de diferentes faixas etárias e com diferentes objetivos e motivos, frequentando um Mercado Público. (na foto acima do Rogério Salgado, banca de flores do Mercado Central de BH)
          Os mercados públicos tem história e presença nas cidades, desde sua origem, passando por suas dependências, várias gerações.
          Os frequentadores com mais de 50 anos, frequentam esses mercados mais por saudosismo, para relembrar os tempos de sua infância e juventude, vividos nesses locais. Os abaixo de 50, até 30 anos, gostam de frequentar os barzinhos e lojas para comprarem produtos para suas famílias, além de encontrar os amigos para bater papos, nos botecos e lojas de comidas dos mercados. Quem tem menos de 30 anos, os mais jovens, buscam mesmo é a alegria e diversão que os mercados oferecem.
          Os Mercados Centrais ou Municipais, são mais que ponto de vendas de mercadorias. São pontos de encontro entre amigos, lazer e diversão, além, de compras, claro. (na foto acima do Ernani Calazans, o Mercado Municipal de Itinga, no Vale do Jequitinhonha)
          Em Minas Gerais, a tradição dos mercados públicos, estão presentes. Listamos 11 mercados públicos tradicionais em Minas Gerais. Uma profusão de cores, saberes e sabores de Minas.
01 – Mercado Central de Belo Horizonte
          É sem dúvida o mais famoso e o mais popular mercado público de Minas Gerais, além de ser um dos mais tradicionais mercados municipais do Brasil.
          Recentemente, o Mercado Central de BH fez parte da lista dos 10 melhores mercados públicos do mundo, eleito pelos usuários em todo o mundo, da companhia aérea, Latam Airlines, com resultado divulgado na Revista Tam Nas Nuvens. (fotografia acima de Alexandre Vidigal)
          Entre os 10 primeiros colocados, o Mercado Central de BH, ficou em terceiro lugar, atrás apenas dos mercados públicos Mercat de la Boqueira, de Barcelona e do Boiurough Market, de Londres.
          São 13.442 m2 de área, com mais de 400 lojas, espalhadas por seus corredores temáticos, com produtos variados. 
          São lojas de queijos, doces, cachaças e licores mineiros, pimentas, temperos, compotas, hortifrutis, ervas medicinais, artesanato, arranjos florais, utensílios domésticos, todos os produtos típicos da culinária mineira, lanchonetes, restaurantes e botecos, que estão sempre lotados, principalmente nos finais de semana. (fotografia acima de Alexandre Vidigal)
          O fígado com jiló, tira gostos como a linguiça acebolada e a feijoada, são os pratos mais apreciados pelos frequentadores do Mercado Central de Belo Horizonte.
          Inaugurado em 7 de setembro de 1929, funciona até os dias de hoje à Avenida Augusto de Lima, 744, com entrada também pela Avenida Amazonas.
          O Mercado Central de Belo Horizonte é um dos pontos de maior sociabilidade e parada obrigatória dos belo-horizontinos e de quem vem à Belo Horizonte. Estatísticas apontam uma média diária de 15 mil visitantes.
02 – O Mercado Municipal de Conceição do Mato Dentro
          Fundado em 1931, é um dos mais tradicionais da região da Cordilheira do Espinhaço, a Nordeste de Minas, na cidade histórica de Conceição do Mato Dentro, distante 170 km de Belo Horizonte. (fotografia acima e abaixo de Nacip Gômez do Mercado durante Festa do Rosário)
          Localizado no Largo do Rosário, numa atraente construção em estilo eclético, do início do século XX, os produtos oferecidos no mercado, saem direto do produtor conceicionense, para o consumidor, além de ser uma referência gastronômica, cultural, artística e turística da cidade.
          Por sua importância histórica, cultural e social para a cidade, foi declarado Patrimônio Cultural Municipal, tendo sido tombado pelo município em 2004.
03 - Mercado Municipal de Salinas 
          A Capital Mundial da Cachaça, conta também com um dos mais atraentes e ativos mercados municipais do Norte de Minas. (na fotografia acima e abaixo de Gil Santos)
          Além da produção variada da agricultura familiar local, do artesanato do norte mineiro e claro, da famosa cachaça produzida na cidade, no Mercado de Salinas são encontradas as iguarias típicas da culinária do Norte de Minas como os pratos a carne de sol, doces tradicionais como tijolo, pratos feitos à base de carne de sol e pequi, dentre outros, servidos no restaurante do Mercado. (fotografia acima e abaixo de Gil Santos)
          Inaugurado em 1972, O Mercado Municipal de Salinas, instalado no Centro da cidade, é um ponto de encontro entre amigos e fomentação cultural. Fica aberto de segunda à sábado de 6h às18hs, não abrindo aos domingos e feriados.
04 – Mercado Municipal de Diamantina
          Na cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, Diamantina, o Mercado Velho ou Mercado dos Tropeiros, foi no século XIX um dos mais importantes pontos de parada de tropeiros de Minas Gerais. Jequitinhonha, cidade mineira, Patrimônio Mundial da Humanidade. (fotografia acima de Giselle Oliveira)
          O Mercado Velho foi construído em 1835 para ser um ponto parada dos tropeiros que cortavam o sertão de Minas Gerais, trazendo e levando mercadorias. No século XX, com a chegada dos carros e caminhões no Brasil e abertura de estradas, o transporte de cargas feito por tropas, foi deixando de existir aos poucos.
          Hoje é um dos mais importantes pontos culturais e tradicionais de Diamantina. Um dos mais belos cartões postais de Diamantina e de Minas. Nas manhãs de sábados, os diamantinenses e turistas, podem adquirir no Mercado Velho, as tradicionais comidas típicas de Minas Gerais, doces, queijos, etc., além do artesanato local, como a arte feita em flores de sempre vidas, tapetes arraiolos e peças diversas do riquíssimo artesanato da cidade da região. (fotografia acima de Elvira Nascimento)
          À noite o Mercado Velho é um espaço cultural e gastronômico. O turista encontra no Mercado, os pratos típicos dos sabores de Diamantina e de Minas Gerais, além das cachaças, licores e vinhos finos, feitos pelas vinícolas da cidade. Diamantina produz vinhos finos há mais de 200 anos. Além disso, seus queijos são maravilhosos, sem contar as variadas criações dos chef´s de cozinha local, que aguça os mais finos e exigentes paladares.
04 – O Mercado Municipal de Teófilo Otoni
          Em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, está um dos mais populares mercados públicos de Minas Gerais. Localizado bem no Centro da cidade, ocupa um quarteirão inteiro, com acesso pela principal avenida central da cidade, a Avenida Getúlio Vargas. (na foto acima do Sérgio Mourão/@sergio.mourao, bancas do Mercado de Teófilo Otoni)
          Funciona de segunda à sexta-feira de 8h às 18h e aos sábados, das 8 da manhã, até o meio dia. São lojas diversas, com produtos da agricultura familiar, queijos, doces, requeijão, cachaças, licores, artesanato, pedras preciosas, hortifrutis, dentre outras variedades de produtos.
          No Mercado Municipal de Teófilo Otoni, o visitante encontra os sabores, saberes, cultura, artesanato e a culinária típica da região, bem como amigos, para bater um bom papo.
05 – O Mercado Municipal de Uberlândia
          Instalado à Rua Olegário Maciel, 255, Centro, num prédio histórico, construído em 1944, o Mercado Municipal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é um dos mais atraentes pontos turísticos da maior cidade do interior de Minas Gerais. (fotografia de Álvaro Luiz Medeiros)
          O espaço foi todo revitalizado em 2009 e conta com ótima estrutura, para atender os feirantes, comerciantes e frequentadores em geral.
          Oferece uma enorme variedade de produtos oferecidos como biscoitos, doces, queijos típicos da região, peixes, hortifrutis da agricultura familiar, frutos do mar, carnes variadas, enfim, uma infinidade de produtos para todos os gostos.
          O espaço oferece o que existe de melhor na culinária mineira, bebidas e artesanato da cidade e ainda, abriga no local, o Espaço Cultural Mercado (na foto acima de Álvaro Luiz Medeiros), que oferece aos frequentadores do Mercado, shows musicais, apresentações teatrais, exibição de filmes, exposições de artes visuais e outras atividades culturais.
06 - O Mercado Municipal de Poços de Caldas
          Mercado público é tradição na famosa Estância Hidromineral de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, desde 1890, quando funcionou na Av. Francisco Salles com Assis Figueiredo. Neste local funcionou até 1969, quando foi transferido para a Rua Pernambuco, estando hoje localizado no Centro da cidade, numa construção maior, com melhores condições para os produtores comercializarem seus produtos, além de oferecer mais conforto e acesso mais fácil a população. (na foto acima enviada pelo Sebastião Tranalli, uma das bancas do Mercado)
          São 194 boxes internos, 54 boxes externos, com os comerciantes instalados em local arejado e bem organizado. Com isso, os moradores da cidade e turistas, tem um ótimo espaço para compras dos diversos produtos da cidade, como queijos diversos, requeijão moreno, doces, frutas, verduras, bebidas, temperos, artesanato local e claro, encontrar amigos e até fazer novas amizades, já que o ambiente é muito agradável.
07 - O Mercado Municipal de Montes Claros
          Um lugar onde encontra-se os principais sabores e saberes do Norte de Minas: queijos, requeijão moreno, cachaça, licores, farinha de mandioca, carne de sol, compotas de pequi, doces diversos, polvilho, temperos, rapadura, doce tijolo, hortifrutis, artesanato e também amigos. Este é o Mercado Christo Raeff, o Mercado Municipal de Montes Claros. (na foto acima do Gilberto Coimbra, banca de temperos do Mercado)
          É um dos mais completos e antigos mercados centrais de Minas Gerais. Datado de 1899, funcionou inicialmente na Praça Dr. Carlos, posteriormente na Rua Joaquim Costa e por fim, desde 1992, na Avenida Deputado Esteves Rodrigues, 1460. (na foto acima do Márcio Pereira/@dronemoc, vista parcial de Montes Claros, com destaque para o Mercado e Av. Dep. Esteves Rodrigues) 
          Nas dependências do mercado, o visitante encontra farmácia popular, mercearias, açougue, lojas de artesanato, bares, restaurantes, que servem pratos típicos como o arroz com pequi, pratos feitos com peixes, carne de sol e mandioca, feijão tropeiro, feijoada e outros pratos.
          Conta ainda com uma variedade de bancas, com diversos produtos da agricultura familiar, divididos em 289 boxes, com mais de 600 comerciantes.
          É um dos maiores e mais populares mercados de Minas Gerais, além de ser um importante ponto turístico da cidade, referência em gastronomia, cultura e arte do Norte de Minas Gerais.
08 – Mercado Municipal de Araçuaí
          Inaugurado em 1961, instalado numa charmosa construção histórica da cidade, o Mercado Municipal de Araçuaí, na região do Vale do Jequitinhonha, é um dos mais populares da região. (na foto acima do Elpídio Justino de Andrade, o interior do mercado)
          Conhecido como Mercadão o espaço oferece uma diversidade de produtos como frutas, verduras, cerais, carnes, temperos a granel, queijos, doces, dentre outros produtos, além da culinária e do artesanato da cidade e de todo o Vale do Jequitinhonha. Essa diversidade, além de sua história, faz do Mercadão um ponto de lazer, cultura e turismo do Vale do Jequitinhonha.
          Na parte externa do Mercadão, acontece uma feira popular, com os produtos da agricultura familiar de Araçuaí e de cidades vizinhas como Berilo e Francisco Badaró. A feira é bastante concorrida, com maior concentração de público, aos sábados. (na fotografia acima de Ernani Calazans)
09 - Mercado Municipal Uberaba
          Em Uberaba, no Triângulo Mineiro, distante 480 km de Belo Horizonte, está um dos mais antigos mercados públicos de Minas Gerais. Foi fundado em 1882, no século XIX. Seu primeiro endereço foi no bairro Alto do Rosário, mudando a partir de 1914 para a Praça Manoel Terra, no Centro da cidade, até a construção própria da sede definitiva do mercado, nesta mesma praça, no centro da cidade. (sem foto até o momento)
          Próximo ao mercado, estão pontos históricos e turísticos de Uberaba como a Igreja de Santa Rita Igreja e a Igreja de São Domingos, além de casarões coloniais e prédios públicos, como o da antiga cadeia e da faculdade de medicina.
          Construído em estilo octogonal, ocupa uma área de 1400 metros quadrados. Inicialmente, o prédio passou por algumas reformas e ampliações, ao longo de décadas, sendo a última, em 2006, sempre acompanhando o crescimento da cidade.
          Por sua história, arquitetura e importância turística, social e cultural para Uberaba, o Mercado Municipal foi tombado pelo Município em agosto de 1999.
          No Mercado Municipal de Uberaba encontra-se de tudo como queijos, doces, ovos, produtos da agricultura familiar, carnes, frutas, peixes, artesanatos e artigos religiosos, além claro, nostalgia, alegria, diversão e amigos que se encontram nos bares e botecos do Mercado, com seus deliciosos pratos típicos da nossa culinária.
10 – O Mercado Municipal de Pouso Alegre
          Fundado 1893 e instalado hoje ao lado da Catedral Metropolitana, O Mercado Central de Pouso Alegre, conhecido por Mercadão, é um dos mais populares mercados centrais de Minas Gerais. (sem foto até o momento)
          Tem de tudo um pouco, desde os produtos da agricultura familiar, queijos, doces diversos, carnes, hortifrutis, empórios a artesanato, roupas, souvenires, restaurante com a nossa culinária típica.
          Além disso, é um espaço social, de encontro e confraternização de amigos que se reúnem no Mercadão para um bom bate papo e saborearem os doces sabores da culinária local, em especial, o pastel de milho recheado com carne ou queijo e outros petiscos, acompanhados por refrigerantes, cachaça ou mesmo, cerveja gelada.
          O local é agradável, tranquilo e muito bem organizado em diversas bancas.
11 – O Mercado Municipal de Juiz de Fora
          O Mercado Público de Juiz de fora, na Zona da Mata Mineira, foi inaugurado em 31 de dezembro em 1904. Funcionou por décadas numa construção em estilo eclético, formando um conjunto arquitetônico de grande relevância para a cidade, tendo sido por isso, tombado desde 1983. (sem foto até o momento)
          Desde 1987 passou a funcionar na Avenida Getúlio Vargas, 188, no Complexo Mascarenhas, totalmente restaurado em 2000, após um incêndio, em 1991. Trata-se de uma área de mais de 8.500 metros quadrados, formado pelo Mercado Público, Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, Biblioteca Municipal, Secretaria de Educação, Restaurante, bar, salão de beleza, etc.
          Aberto de segunda a sexta, das 8h às 19h30, sábado das 8h às 18h, e aos domingos de 8h às 12h, é um dos mais tradicionais pontos turísticos da cidade, referência na gastronomia, cultura, história, artesanato, tradição, além de oferecer, produtos diversos e de qualidade à disposição das inúmeras bancas no Mercado, além de ser ponto de encontro de amigos.

Um comentário:

  1. Ótima reportagem. Em minhas andanças, fotografei vários mercados municipais com destaque para o de Araçuaí.

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