A história da cozinha mineira. E com nossas principais receitas. Veja!

Fotografia de Carlos Oliveira - Igarapé MG

Os tempos são atravessados e contados através da culinária

Para falar de onde vem a comida mineira é preciso voltar um pouco na história do século XVIII para entendermos melhor a variedade culinária do estado.

Foi durante este século que o Brasil viveu o ciclo do ouro com a descoberta das riquezas de Minas Gerais. O ouro e o diamante atraíram milhares de pessoas de todas as partes do país interessadas em ganhar dinheiro com o garimpo. A região na época era pouco explorada e os índios ofereceram resistência aos exploradores. Em pouco tempo as áreas de mineração se tornaram o mais importante centro econômico do Reino Português, o que fez com que as atividades produtivas de outras regiões se integrassem.

As primeiras cidades como Mariana, Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei, Tiradentes e várias outras, surgiram nos locais da mineração. Havia uma quantidade enorme de escravos usada para mão-de-obra. Juízes, militares, funcionários civis, profissionais liberais, comerciantes, artistas e etc. também vieram para Minas e formavam a sociedade. O ouro foi responsável pela integração brasileira.

Os bandeirantes de São Paulo descobriram as riquezas. No Rio de Janeiro estava o porto mais próximo para a saída do ouro e a entrada de mercadorias estrangeiras e escravos vindos da áfrica. Os fazendeiros da região nordeste traziam o gado e também produtos agrícolas. Do norte vieram trabalhadores atrás de riquezas. Do sul do país, os tropeiros gaúchos forneciam carne bovina e mulas para o transporte.

A culinária mineira é o resultado de toda essa mistura de regiões brasileiras, sem nos esquecermos da influência dos estrangeiros que já estavam no país. As receitas vindas de diversas partes do Brasil sofreram mudanças e adaptações. A mistura de ingredientes ou a substituição de um pelo outro foram montando e construindo a culinária do estado.

Os portugueses contribuíram muito para esta mistura de ingredientes. Durante navegações pelos continentes eles levavam e traziam todo tipo de especiarias, alimentos e bebidas. O que veio de fora se incorporou com a variedade de alimentos que já eram utilizados aqui. Frutas tropicais como a goiaba, a jabuticaba e alimentos que tribos indígenas já usavam como a mandioca, o milho, a batata doce e o mel. A culinária mineira é uma mistura da herança cultural de diversos povos que ajudaram a formar o estado.

O mineiro está sempre pronto para tomar um cafezinho, por isso segundo o costume mineiro é necessário fazer cinco refeições por dia. Almoço, jantar e três cafés, que são: da manhã, da tarde e da noite. É claro que o cafezinho preto não é saboreado sozinho ele é acompanhado de pães, broas, bolos, biscoitinhos, docinhos e etc. O café pode ser apreciado também com um pouco de leite, mas os mineiros costumam bebê-lo sozinho a qualquer hora do dia.

O café-da-manhã é simples: café, pão com manteiga ou a broa de fubá. No almoço um arroz com feijão, carne, legumes e verduras. A sobremesa não pode faltar, doce em compota, goiabada com queijo ou doce de leite. Depois vem o café da tarde, na verdade ele é parecido com o da manhã, mas é mais reforçado com bolo, rosca, biscoito e o queijo de minas fresco. O jantar geralmente repete o almoço e para fazer a digestão um licor ou uma cachaça boa vai bem. Antes de dormir mais um gole de café e algumas quitandas.

Pão de queijo com café

A culinária mineira é uma mistura da herança cultural de diversos povos que ajudaram a formar o estado. Com a descoberta das riquezas do ouro e do diamante em Minas, milhares de pessoas de todas as partes do país surgiram em busca de dinheiro. Havia uma quantidade enorme de escravos usada para mão-de-obra, Juízes, militares, funcionários civis, profissionais liberais, comerciantes, artistas e etc. que também vieram para Minas e formavam a sociedade.

Em pouco tempo as áreas de mineração se tornaram o mais importante centro econômico do Reino Português, o que fez com que as atividades produtivas de outras regiões se integrassem.

Assim surgiram as primeiras cidades do estado, como Mariana, Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei, Tiradentes e várias outras que surgiram nestes locais.

Os bandeirantes de São Paulo descobriram as riquezas. No Rio de Janeiro estava o porto mais próximo para a saída do ouro e a entrada de mercadorias estrangeiras e escravos vindos da áfrica. Os fazendeiros da região nordeste traziam o gado e também produtos agrícolas. Do norte vieram trabalhadores atrás de riquezas. Do sul do país, os tropeiros gaúchos forneciam carne bovina e mulas para o transporte. Sem nos esquecermos da influência dos estrangeiros que já estavam no país.

As receitas vindas de diversas partes do Brasil sofreram mudanças e adaptações. A mistura de ingredientes ou a substituição de um pelo outro foram montando e construindo a culinária do estado.

Durante navegações pelos continentes os portugueses levavam e traziam todo tipo de especiarias, alimentos e bebidas. O que veio de fora se incorporou com a variedade de alimentos que já eram utilizados aqui. Frutas tropicais como a goiaba, a jabuticaba e alimentos usados nas tribos indígenas como a mandioca, o milho, a batata doce e o mel.

Culinária de Minas Gerais

Minas Gerais talvez seja o Estado que concentra a maior diversidade de pratos, pois em cada região há uma comida típica diferente, com ingredientes encontrados com fartura no meio rural. Quase todos os pratos da cozinha mineira contam com legumes, frutos ou tubérculos nativos. Há dois pratos que se destacam, oferecidos nas mesas de todas as casas mineiras, principalmente no interior: o Angu, muitas vezes confundido com a Polenta do sul mas que tem sua própria história, e o Feijão tropeiro. Abaixo, receitas de alguns pratos.

Receitas com sal

Bolinho de mandioca

Ingredientes:
4 pessoas:
  • 1/2 kg mandioca;
  • 250 g de batatas;
  • 1colher (chá) de manteiga;
  • 3 ovos;
  • sal,
  • óleo,
  • salsa bem picada.
Modo de preparo: 
  1. Descascar a mandioca, cortar em pedaços, cozinhar até se amaciar.
  2. Passar pelo espremedor ou peneira.
  3. Descascar e cozinhar as batatas, passar pelo espremedor.
  4. Misturar com a manteiga e as gemas; temperar com sal.
  5. Se quiser, juntar salsa.
  6. Bater as claras em neve; para fritar, juntar as claras em neve misturando de leve, dando formato com duas colheres.
  7. Fritar em óleo quente abundante e secar sobre papel absorvente.
Mandioca frita

Ingredientes: 
  • Meio quilo de mandioca,
  • óleo,
  • sal.
Modo de preparo:
  1. Lavar a mandioca, deixar de molho em água para soltar a casca.
  2. Descascar e cortar em pedaços regulares no comprimento, tirar o talo central, cozinhar em água e sal.
  3. Escorrer e fritar em óleo quente até secos.
  4. Tirar com escumadeira, escorrer em papel absorvente e servir muito quente.
Angu

Nos séculos coloniais, o sal só podia vir de Portugal. No fim do século XIX e início do século XX, o sal era taxado exorbitantemente. Com isso, o fubá de milho passou s ser servido sem o sal, somente com banha de porco, fubá de milho e água. O gosto ficou um pouco desagradável. Insosso ou insonso, como se diz erradamente, muito parecido com o "angu" dados aos porcos. Tal semelhança deu origem ao nome deste prato, nutritivo e saboroso, que serve de acompanhamento a pratos principais.

Bamba de couve, prato roceiro

Ingredientes:
  • 1 litro de caldo de carne magro,
  • 4 folhas de couve rasgadas,
  • 2 colheres (sopa) de fubá,
  • 1 ovo,
  • 250 g. lingüiça frita.
Modo de preparo:
  1. Desmanchar o fubá ligeiramente tostado em pouca água fria e juntar ao caldo, levando a fogo brando.
  2. Juntar a couve e, ao ferver, Juntar o ovo; mexer para talhar.
  3. Cortar a lingüiça em pedacinhos, fritar e juntar.
  4. Outra versão manda refogar a couve separadamente num pouco de toucinho e juntar no final.
Cozido à moda mineira ou panelada de campanha

Ingredientes:
  • duas colheres de sopa de banha,
  • dois pimentões picados.
Carnes:
  • um quilo carne de porco em pedaços,
  • 500 g. carne de vaca,
  • um quilo de lingüiças,
  • três paios.
Legumes, por ordem de cozimento:
  • 500 g. mandioca,
  • 500 g. cenouras,
  • 15 minutos depois 500 g. batatinhas sem casca,
  • 500 g. batatas-doces sem casca;
  • quinze minutos depois seis cebolas, um repolho médio, rasgado, quatro chuchus sem casca, cinco bananas nanicas sem casca e metade de uma abóbora vermelha.
  • Usar ainda uma xícara farinha de mandioca.
Modo de preparo:
  1. Refogar as carnes no panelão com os pimentões, cobrir de água fria e cozinhar.
  2. Tirá-los do caldo, guardando quente.
  3. Pôr os legumes no caldo quente, observando seu tempo de cozedura acima.
  4. Retirá-los e mantê-los quentes.
  5. Tirar um pouco do caldo, juntar com malagueta picada na molheira.
  6. Juntar a farinha ao caldo restante, mexendo até consistência de pirão.
  7. Os legumes que sobrarem são aproveitados na sopa de cozido e as carnes em roupa-velha.
Frango com quiabo
Primeira maneira:

Ingredientes:
6 pessoas.
  • 2 dentes de alho socados,
  • 6 tomates;
  • 1/2 folha de louro,
  • sal,
  • salsa,
  • cebolinha,
  • limão.
Modo de preparo: 
  1. Limpar o frango, cortar nas juntas, temperar com sal, limão, alho e pimenta.
  2. Fritar no óleo quente, corando por igual; juntar cebola e louro, fritar mais; juntar os tomates picados, sem pele nem semente, refogar.
  3. Ir juntando água fervente aos poucos, em quantidade necessária para que sobre um bom molho.
  4. Juntar os quiabos picadinhos quando quase pronto, provar e deixar em fogo brando até o molho engrossar; juntar finalmente bastante salsa, cebolinha, ferver dois minutos.
  5. Acompanhar de angu, arroz branco,feijão e pimenta.
Segunda maneira:
Ingredientes. 
  • 1 galinha,
  • 1 xícara óleo,
  • temperos: sal, salsa, cebola, alho, cheiros verdes.
  • 1 kg de quiabos.
Modo de Preparo: 
  1. Lavar a galinha e cortar pelas juntas.
  2. Fritar em óleo quente os temperos e depois os pedaços de galinha, bem dourados.
  3.  Noutra panela, fritar o quiabo, cortado em rodelinhas; escorrer e juntar à galinha.
  4. Cozinhar um tempo.
  5. servir com angu.
Quibebe
Primeira maneira: 

Ingredientes:
  • 1 kg de abóbora vermelha,
  • 1 colher (café) de açúcar,
  • 1/2 xícara caldo de carne,
  • 2 cebolas picadas,
  • 1 molho de cheiro-verde picado,
  • 1 colher (sopa) óleo,
  • pimenta-do-reino.
Modo de preparo:
  1. Partir o miolo da abóbora, cozinha r em pouca água e sal, bater no liqüidificador.
  2. Refogar a polpa nos temperos em óleo quente,
  3. juntar o caldo e o açúcar, engrossar um pouco.
Segunda maneira 
(que acompanha muito bem carne seca refogada ou frita e carne de porco): 

Ingredientes: 
6 pessoas. 
  • Um quilo e 200g de abóbora;
  • 1 1/2 colheres (sopa) de azeite;
  • 1 cebola média,
  • 1 xícara de salsa picada
  • 1/2 de cebolinha picada em rodelas;
  • sal,
  • pimenta-do-reino,
  • 1 colher (café) de açúcar
  • 1/2 tablete de caldo de carne.
Modo de preparo: 
  1. Cortar a abóbora em pedaços grandes, com casca.
  2. Pôr numa assadeira, borrifar água para formar vapor ao cozinhar, levando ao forno já quente durante 20 ou 30 minutos.
  3. Espetar com um garfo e se macia, retirar e esfriar um pouco.
  4. Eliminar a casca.
  5. Picar em pedaços menores e amassar com garfo ou peneirar.
  6. Deve ficar grosseiro, não fino.
  7. Refogar a cebola em azeite, juntar a abóbora e o caldo dissolvido em meio copo de água, em fogo brando.
  8. Provar e corrigir sal e pimenta.
  9. Quando bem quente, juntar o açúcar e mexer mais.
  10. Tirar do fogo, misturar a salsa e a cebolinha picadas.
  11. Se quiser dar toque mais exótico, nada mineiro, pode juntar um pouco de gengibre ralado.
Requeijão caseiro, com leite

Ingredientes: 
  • 250 g de queijo-de-minas fresco;
  • 4 colheres (sopa) de amido de milho;
  • 2 colheres (sopa) de manteiga,
  • 1/2 litro de leite
  • 3 colheres (sopa) de sal.
Modo de preparo:
  1. Liquidificar cinco minutos o queijo picado com o amido de milho, a manteiga, o leite e o sal.
  2. Quando estiver um creme bem homogêneo, transferir para uma panela.
  3. Cozinhar, sem parar de mexer, cinco minutos ou até ferver.
  4. Baixar o fogo e continuar a cozinhar, sem parar de mexer, mais sete minutos. 
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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