(Por Arnaldo Silva) Esta é a décima parte da série produzida pela Conheça Minas de 10 reportagens com vilas coloniais e distritos de Minas Gerais. No Estado, segundo dados da Fundação João Pinheiro, são atualmente 1.842 distritos e 853 municípios, além de mais centenas de vilas e pequenos povoados.
Além de distritos, Minas Gerais possui centenas de fazendas com casarão sede, casario dos funcionários, capela, vendinha que lembram as pequenas aldeias europeias, como por exemplo, a Fazenda Bonita, na foto acima e abaixo que o Fernando Campanella registrou.
Sediada em Delfim Moreira, no Sul de Minas, cidade serrana da Serra da Mantiqueira com origens no século XVIII, a Fazenda Bonita se destaca pela beleza das construções da vila em estilo rústico e romântico, que conta com capela, venda antiga e o Hotel Serra Bonita que conta com restaurante, piscina, charmosos chalés que recebem hóspedes, além de contar com espaço para eventos, como casamentos.
A fazenda conta ainda com um haras, queijaria com produção de queijos premiados como o tipo parmesão, feito com leite A2A2. Como são quase dois mil distritos e não dá para colocar todos, por isso selecionamos alguns apenas, em 10 séries com 10 distritos em cada reportagem. Conheça agora, na décima parte, mais 10 acolhedores, pacatos, charmosos e apaixonantes distritos mineiros.
01 - Tocoiós de MinasFotos: IEPHA - MG/Divulgação
É distrito de Francisco Badaró, cidade localizada no Vale do Jequitinhonha. Tocoiós de Minas, conta com cerca de 1000 moradores. A povoação do distrito tem origem quilombola e se destaca pelo charme e simplicidade de seu povo, de seu casario, pela pequena igreja do povoado construída na década de 1940 e principalmente, pela beleza da arte dos saberes ancestrais das tecelãs do vilarejo.
São mulheres entre 35 e 70 anos, avós, mães, trabalhadores rurais, professoras, estudantes aposentadas, etc, que tem na arte da tecelagem uma alternativa de renda e também, como terapia e fortalecimento dos laços de amizades. Elas trabalham juntas, na sede da Associação das Tecelãs do distrito, criada em 1985. No dia a dia do trabalho, cantam, brincam e se divertem, enquanto tecem e preservam a arte da tecelagem, tradição passada por seus antepassados.
São mulheres entre 35 e 70 anos, avós, mães, trabalhadores rurais, professoras, estudantes aposentadas, etc, que tem na arte da tecelagem uma alternativa de renda e também, como terapia e fortalecimento dos laços de amizades. Elas trabalham juntas, na sede da Associação das Tecelãs do distrito, criada em 1985. No dia a dia do trabalho, cantam, brincam e se divertem, enquanto tecem e preservam a arte da tecelagem, tradição passada por seus antepassados.
A tradição do artesanato em algodão das tecelãs é o símbolo da resistência e história da própria comunidade. A união das tecelãs em torno de sua associação, é uma forma de preservar os saberes de seus ancestrais e de ampliar os potenciais da comunidade na arte da tecelagem. São peças variadas como colchas, redes, caminhos de mesa, almofadas, tapetes, feitos com o algodão cultivado, fiado e tingido de forma natural com plantas e raízes do cerrado, pelas próprias tecelãs e no sistema tradicional.
É uma tradição secular preservada até os dias de hoje pelas tecelãs de Tocoiós de Minas, mesmo com a redução do plantio de algodão na região e a tecnologia atual na produção de tecidos. O processo da produção do tecido tradicional pode ser acompanhado de perto por visitantes. Isso porque a comunidade abre suas portas que todos que desejam conhecer e adquirir os produtos artesanais do distrito.
02 - Argenita
É uma tradição secular preservada até os dias de hoje pelas tecelãs de Tocoiós de Minas, mesmo com a redução do plantio de algodão na região e a tecnologia atual na produção de tecidos. O processo da produção do tecido tradicional pode ser acompanhado de perto por visitantes. Isso porque a comunidade abre suas portas que todos que desejam conhecer e adquirir os produtos artesanais do distrito.
02 - Argenita
Fotografias enviadas pela Neide Silva
Distrito de Ibiá, no Alto Paranaíba, Argenita é uma pacata e tradicional vila mineira, onde vivem cerca de 850 pessoas. A vila é bem estruturada, pavimentada, com casario em estilo colonial, praça e conta com salão comunitário, escola, pequeno comércio, bares, salão de eventos, escola e atendimento à saúde.
A vida social do vilarejo gira em torno da praça da Igreja de São João Batista. Datada de 1914, a pequena igreja é um dos patrimônios de Ibiá e o elo da fé dos habitantes de Argenita. A festa do padroeiro, São João Batista, em junho, é uma das mais tradicionais da região.
Além disso, a Folia de Reis, entre dezembro e janeiro é uma festa que mobiliza toda a comunidade, bem como atrai visitantes da região.
Seus moradores se caracterizam pela simpatia, simplicidade e hospitalidade. Vivem da agricultura familiar, pecuária leiteira, que é um dos pilares da economia da cidade de Ibiá, produção de queijos, doces e quitandas.
Além disso, Argenita, bem como Ibiá, está inserida no Circuito da Canastra. São trilhas, cachoeiras, como a Cachoeira de Argenita. Além de sua beleza, a cachoeira faz parte da história do distrito e de Ibiá, por isso mesmo é um Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do município.
03 – São João do Jacutinga
A vida social do vilarejo gira em torno da praça da Igreja de São João Batista. Datada de 1914, a pequena igreja é um dos patrimônios de Ibiá e o elo da fé dos habitantes de Argenita. A festa do padroeiro, São João Batista, em junho, é uma das mais tradicionais da região.
Além disso, a Folia de Reis, entre dezembro e janeiro é uma festa que mobiliza toda a comunidade, bem como atrai visitantes da região.
Seus moradores se caracterizam pela simpatia, simplicidade e hospitalidade. Vivem da agricultura familiar, pecuária leiteira, que é um dos pilares da economia da cidade de Ibiá, produção de queijos, doces e quitandas.
Além disso, Argenita, bem como Ibiá, está inserida no Circuito da Canastra. São trilhas, cachoeiras, como a Cachoeira de Argenita. Além de sua beleza, a cachoeira faz parte da história do distrito e de Ibiá, por isso mesmo é um Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do município.
03 – São João do Jacutinga
É distrito de Caratinga, no Vale do Rio Doce. Elevado a distrito em 1953, está a 30 km do centro urbano da sede. São João do Jacutinga se destaca na produção de biscoitos de polvilho e na famosa e tradicional Festa do Biscoito, uma das mais tradicionais festas gastronômicas da região e da Festa de São João, em junho. Na vila, vivem cerca de 1250 pessoas.
O nome do distrito é em referência ao padroeiro, São João. Jacutinga é devido à quantidade de aves da espécie jacutinga, que habita a localidade, sendo Jacutinga, ter sido inclusive, seu primeiro nome, mais tarde mudado para o nome atual, São João de Jacutinga.
04 – Mayrink
O nome do distrito é em referência ao padroeiro, São João. Jacutinga é devido à quantidade de aves da espécie jacutinga, que habita a localidade, sendo Jacutinga, ter sido inclusive, seu primeiro nome, mais tarde mudado para o nome atual, São João de Jacutinga.
04 – Mayrink
É distrito de Carlos Chagas no Vale do Mucuri. A vila foi elevada a distrito recentemente, em 23/09/2023, mas sua história começa no final do século XIX com a inauguração em 15 de março de 1891 da Estação Mayrink, da Estrada de Ferro Bahia e Minas (EFBM), primeira ferrovia brasileira a ligar dois estados.
O nome da estação é em homenagem a Francisco de Paula Mayrink. Nascido no Rio de Janeiro em 8/12/1839, foi fundador da EFBM, ferrovia criada à época do segundo Império para escoar os produtos de Minas Gerais até os portos da Bahia.
Em Mayrink vivem cerca de 900 pessoas. Seus moradores são simples, pacatos, hospitaleiros e muito trabalhadores. Vivem do comércio, agricultura e pecuária de corte. A vila é pequena, tranquila, pacata e bem pitoresca.
Além da beleza natural e singelo casario, se destaca como atrativo do distrito a Igreja de Nossa Senhora da Penha, tombada pelo IEPHA/MG. A igreja foi construída em 1910 por José Bernardo de Almeida.
O nome da estação é em homenagem a Francisco de Paula Mayrink. Nascido no Rio de Janeiro em 8/12/1839, foi fundador da EFBM, ferrovia criada à época do segundo Império para escoar os produtos de Minas Gerais até os portos da Bahia.
Em Mayrink vivem cerca de 900 pessoas. Seus moradores são simples, pacatos, hospitaleiros e muito trabalhadores. Vivem do comércio, agricultura e pecuária de corte. A vila é pequena, tranquila, pacata e bem pitoresca.
Além da beleza natural e singelo casario, se destaca como atrativo do distrito a Igreja de Nossa Senhora da Penha, tombada pelo IEPHA/MG. A igreja foi construída em 1910 por José Bernardo de Almeida.
05 – Capivari
Distrito do Serro, no Alto Jequitinhonha, em Capivari (acima, em foto do Barbosa) vivem 150 famílias, formando uma população de cerca de 500 pessoas. Embora bem pequeno, o vilarejo é um dos mais visitados da região por ser uma das portas de entrada para o Parque Estadual do Pico do Itambé, rico em belezas silvestres e naturais como cachoeiras e nascentes que formam as cabeceiras das bacias dos rios Jequitinhonha e Doce, além de sediar o Pico do Itambé, a 2002 metros de altitude, com vista para todo o Alto Jequitinhonha.
Fotografia: Elvira Nascimento
É em Capivari que está ainda a Cachoeira do Tempo Perdido (acima), um das mais belas cachoeiras de Minas Gerais, além da Serra da Bicha, do Caminho dos Tropeiros e das cachoeiras do Amaral, do Rio Vermelho, do Neném, da Fumaça, da Água Santa, e a dos Coqueiros.
Além dos atrativos naturais, seu casario colonial simples é um dos destaques, bem como a hospitalidade de seu povo, seu rico artesanato, os arranjos florais com sempre-vivas e pequenos comércios, além de locais para hospedagens e restaurantes com comida caseira. Para aproveitar melhor o passeio por Capivari, é sugerido ao visitante contatar um guia local.
06 – Canoeiros
Além dos atrativos naturais, seu casario colonial simples é um dos destaques, bem como a hospitalidade de seu povo, seu rico artesanato, os arranjos florais com sempre-vivas e pequenos comércios, além de locais para hospedagens e restaurantes com comida caseira. Para aproveitar melhor o passeio por Capivari, é sugerido ao visitante contatar um guia local.
06 – Canoeiros
Distrito de São Gonçalo do Abaeté, na região Noroeste de Minas, Canoeiros é um dos mais antigos e tradicionais vilarejos da região. Sua origem data do século XVIII, à época da mineração de ouro e diamante na região. Por esse motivo, sua origem marca forte presença de garimpeiros e soldados, designados pela Coroa Portuguesa à região para fiscalizar a exploração mineral. Seu primeiro nome era Canoas, mais tarde, passou a se chamar Canoeiros. Era distrito de Tiros MG, posteriormente passou a pertencer a São Gonçalo do Abaeté MG.
Canoeiros é uma vila colonial, com destaque para a hospitalidade do seu povo, sua história quase que tricentenária, seu casario colonial e sua igreja, dedicada à Nossa Senhora de Imaculada e São Sebastião, construída no século XVIII e tombada como Patrimônio Cultural, por sua importância para a história da cidade e região.
Além disso, o turismo é um dos destaques da vila graças a diversas trilhas para caminhadas, passeios de bicicleta e moto. Uma dessas trilhas, levam à Cachoeira do Garimpo, uma das mais belas e procuradas da região.
Canoeiros é uma vila colonial, com destaque para a hospitalidade do seu povo, sua história quase que tricentenária, seu casario colonial e sua igreja, dedicada à Nossa Senhora de Imaculada e São Sebastião, construída no século XVIII e tombada como Patrimônio Cultural, por sua importância para a história da cidade e região.
Além disso, o turismo é um dos destaques da vila graças a diversas trilhas para caminhadas, passeios de bicicleta e moto. Uma dessas trilhas, levam à Cachoeira do Garimpo, uma das mais belas e procuradas da região.
07 - Morrinhos/Miralta
Fotografia: @dronemoc
É distrito de Montes Claros no Norte de Minas. É uma das mais antigas e tradicionais vilas do Norte Mineiro, com origens no final do século XVIII. Com o crescimento do povoado, se tornou distrito em 1891. Em 1943, o nome do distrito foi alterado de Morrinhos para Miralta.
Atualmente vivem na vila cerca de 700 pessoas em 252 moradias. Lugar calmo, tranquilo, pacato, bem estruturado, que oferece uma boa qualidade de vida a seus moradores, que tem na atividade agropecuária, sua principal atividade econômica.
Atualmente vivem na vila cerca de 700 pessoas em 252 moradias. Lugar calmo, tranquilo, pacato, bem estruturado, que oferece uma boa qualidade de vida a seus moradores, que tem na atividade agropecuária, sua principal atividade econômica.
Fotografia: @dronemoc
A Vida social e festiva dos moradores de Miralta gira em torno de sua fé e tradição, em torno da Igreja de São Norberto, padroeiro da vila, além das festividades folclóricas como o Catopé e a Festa de Nossa Senhora do Rosário. As festividades em honra ao padroeiro no distrito, ocorre entre maio e junho com novena, missa, procissão, barracas com comidas típicas, apresentações artísticas e muita alegria e fé, que atrai visitantes da região. 08 - Lagoa Bonita
É distrito de Cordisburgo MG, Região Central. Lagoa Bonita tem origens na Fazenda Melo, localizada na Freguesia de Santo Antônio, no final do século XIX. A vila era subordinada à Paraopeba até 17 de dezembro de 1938, quando passou a ser distrito subordinado a Cordisburgo, cidade emancipada neste mesmo dia e ano. Em Lagoa Bonita vivem pouco cerca de 2,500 pessoas.
O crescimento do povoado se deu em torno da Igreja de Santo Antônio da Lagoa, construída em 1882. Sua arquitetura segue as tradicionais características das igrejas mineiras do século XVIII e XIX, com fachadas simples e interior com ornamentações e pinturas bem requintadas e trabalhadas artisticamente.
A obra só foi possível graças ao esforço da população e a boa vontade do Coronel Modestino, surgindo assim a primeira igreja construída em Cordisburgo, se tornando, desde sua origem, um dos mais importantes templos da região. O primeiro vigário da paróquia foi o padre Tertuliano José da Siqueira que viveu na vila por 18 anos. O corpo do padre foi sepultado no altar-mor da igreja, datado de 23 de março de 1900.
Os moradores da vila vivem do artesanato, pequenos comércios e da agricultura. O casario colonial, a simplicidade da vila e de seus moradores, além de sua boa estrutura para receber visitante. Lagoa Bonita é rodeada por belezas naturais, além sua riqueza histórica, o que faz de Lagoa Bonita um lugar imperdível. Tem que visitar e conhecer.
O crescimento do povoado se deu em torno da Igreja de Santo Antônio da Lagoa, construída em 1882. Sua arquitetura segue as tradicionais características das igrejas mineiras do século XVIII e XIX, com fachadas simples e interior com ornamentações e pinturas bem requintadas e trabalhadas artisticamente.
A obra só foi possível graças ao esforço da população e a boa vontade do Coronel Modestino, surgindo assim a primeira igreja construída em Cordisburgo, se tornando, desde sua origem, um dos mais importantes templos da região. O primeiro vigário da paróquia foi o padre Tertuliano José da Siqueira que viveu na vila por 18 anos. O corpo do padre foi sepultado no altar-mor da igreja, datado de 23 de março de 1900.
Os moradores da vila vivem do artesanato, pequenos comércios e da agricultura. O casario colonial, a simplicidade da vila e de seus moradores, além de sua boa estrutura para receber visitante. Lagoa Bonita é rodeada por belezas naturais, além sua riqueza histórica, o que faz de Lagoa Bonita um lugar imperdível. Tem que visitar e conhecer.
09 – Epaminondas Otoni
Distrito de Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, Epaminondas Otoni surgiu em 1854, com a criação da Colônia Militar de Urucu, às margens do Ribeirão do Ucuru. Por esse motivo, o lugar era chamado de Colônia.
O nome atual do distrito é em homenagem a Epaminondas Esteves Otoni, engenheiro de construção da Estrada de Ferro Bahia e Minas. Nasceu em 19/09/1862 e faleceu em 1918. Natural de Filadélfia, atual Teófilo Otoni, era filho, sobrinho, cunhado e genro de senhores de escravos. Seu pai, Manuel Esteves Otoni, casado com Anna Araújo Maia, era um conceituado médico na região.
As Colônias militares eram assentamentos estratégicos estabelecidos pelo governo imperial, especialmente durante governo de Dom Pedro II, com o objetivo de ocupar e defender áreas de fronteira, controlar populações consideradas problemáticas e promover a integração nacional. Nessa época, a região do Vale do Mucuri e Vale do Rio Doce eram habitadas por indígenas Botocudos, dai a criação da Colônia Militar, visando a colonização branca da região e proteção da Estrada de Rodagem Santa Clara.
O governo incentivou o povoamento dessas regiões, além de construir a Estrada de Ferro Bahia e Minas (EFBM), no final do século XIX. Com isso, a função e manutenção da Colônia Militar na região perdeu sentido, bem como a proteção da estrada, Santa Clara.
A ferrovia ligou vilarejos e cidades facilitando o povoamento e a exploração da madeira, abundante na região até o século passado, além da atividade agropecuária, o que proporcionou ao longo do século XX, desenvolvimento e crescimento da região.
O nome atual do distrito é em homenagem a Epaminondas Esteves Otoni, engenheiro de construção da Estrada de Ferro Bahia e Minas. Nasceu em 19/09/1862 e faleceu em 1918. Natural de Filadélfia, atual Teófilo Otoni, era filho, sobrinho, cunhado e genro de senhores de escravos. Seu pai, Manuel Esteves Otoni, casado com Anna Araújo Maia, era um conceituado médico na região.
As Colônias militares eram assentamentos estratégicos estabelecidos pelo governo imperial, especialmente durante governo de Dom Pedro II, com o objetivo de ocupar e defender áreas de fronteira, controlar populações consideradas problemáticas e promover a integração nacional. Nessa época, a região do Vale do Mucuri e Vale do Rio Doce eram habitadas por indígenas Botocudos, dai a criação da Colônia Militar, visando a colonização branca da região e proteção da Estrada de Rodagem Santa Clara.
O governo incentivou o povoamento dessas regiões, além de construir a Estrada de Ferro Bahia e Minas (EFBM), no final do século XIX. Com isso, a função e manutenção da Colônia Militar na região perdeu sentido, bem como a proteção da estrada, Santa Clara.
A ferrovia ligou vilarejos e cidades facilitando o povoamento e a exploração da madeira, abundante na região até o século passado, além da atividade agropecuária, o que proporcionou ao longo do século XX, desenvolvimento e crescimento da região.
Epaminondas Otoni foi uma das povoações que mais desenvolveu à época. Com o fim da ferrovia, a economia da vila se diversificou em pequenos comércios, exploração de madeira, agricultura familiar e pecuária de corte e leite.
Mesmo assim, Epaminondas Otoni preserva suas características originais, sua história, casario e antiga estação, suas belezas naturais, que atraem turistas, além da simpatia e hospitalidade de seus moradores, que recebem muito bem os visitantes.
Mesmo assim, Epaminondas Otoni preserva suas características originais, sua história, casario e antiga estação, suas belezas naturais, que atraem turistas, além da simpatia e hospitalidade de seus moradores, que recebem muito bem os visitantes.
10 - Mercadinho
Distrito de Carbonita, no Vale do Jequitinhonha, Mercadinho é uma típica vila mineira do século XIX, com casario típico colonial das vilas do interior. Na tranquila, pacata e charmosa vila, vivem hoje cerca de 300 pessoas.
O povoamento do vilarejo surgiu em torno de um pequeno mercado. Por ser uma vila bem pequena que se formou em seu entorno, o lugar passou a se chamar Mercadinho.
Seus moradores vivem da agricultura familiar e pecuária, além de artesanato. Gente simples, que tem como característica a hospitalidade e fortes laços comunitários entre si, com atividades comunitárias que envolvem toda a comunidade, como festas religiosas, folclóricas e sociais que acontecem na quadra poliesportiva, na Escola Municipal Santo Antônio, de Ensino Fundamental, e principalmente, no entorno da Igreja de Santo Antônio, base da vida social do distrito, eventos e atividades que atraem visitantes de toda a região.
Seus moradores valorizam sua religiosidade, suas tradições e cultura como por exemplo a Casa Caju, um projeto criado por um grupo de Belo Horizonte com o objetivo de resgatar a cultura local desenvolvendo atividades de bordado e crochê, brincadeiras infantis antigas, música, teatro, Lambe-lambe nas ruas, conto de “causos” antigos, oficinas de desenhos e pinturas, dentre outras atividades.
Não apenas isso, seus moradores têm o privilégio de poder fazer atividades esportivas e culturais ao ar livre em qualquer hora do dia e da noite, como brincadeiras infantis, prosa no banco da pracinha ou no mercado da vila, além do contato com a natureza em especial, desfrutar das águas da Cachoeira da Soledade.
Além disso, eventos tradicionais fazem parte do dia a dia de seus moradores como o Trilhão, feito em motos, a Cavalgada, o Circuito Cultural, atividades esportivas e a tradicional Festa de Santo Antônio, em junho, com missa, quadrilhas com casamento na roça, barracas com artesanato e comidas típicas, leilões, peças teatrais, rodas de viola, apresentação da Roda de Trespassar e a sempre aguardada Ciranda de Mercadinho. A festa é um dos mais aguardados eventos da região.
Distrito de Carbonita, no Vale do Jequitinhonha, Mercadinho é uma típica vila mineira do século XIX, com casario típico colonial das vilas do interior. Na tranquila, pacata e charmosa vila, vivem hoje cerca de 300 pessoas.
O povoamento do vilarejo surgiu em torno de um pequeno mercado. Por ser uma vila bem pequena que se formou em seu entorno, o lugar passou a se chamar Mercadinho.
Seus moradores vivem da agricultura familiar e pecuária, além de artesanato. Gente simples, que tem como característica a hospitalidade e fortes laços comunitários entre si, com atividades comunitárias que envolvem toda a comunidade, como festas religiosas, folclóricas e sociais que acontecem na quadra poliesportiva, na Escola Municipal Santo Antônio, de Ensino Fundamental, e principalmente, no entorno da Igreja de Santo Antônio, base da vida social do distrito, eventos e atividades que atraem visitantes de toda a região.
Seus moradores valorizam sua religiosidade, suas tradições e cultura como por exemplo a Casa Caju, um projeto criado por um grupo de Belo Horizonte com o objetivo de resgatar a cultura local desenvolvendo atividades de bordado e crochê, brincadeiras infantis antigas, música, teatro, Lambe-lambe nas ruas, conto de “causos” antigos, oficinas de desenhos e pinturas, dentre outras atividades.
Não apenas isso, seus moradores têm o privilégio de poder fazer atividades esportivas e culturais ao ar livre em qualquer hora do dia e da noite, como brincadeiras infantis, prosa no banco da pracinha ou no mercado da vila, além do contato com a natureza em especial, desfrutar das águas da Cachoeira da Soledade.
Além disso, eventos tradicionais fazem parte do dia a dia de seus moradores como o Trilhão, feito em motos, a Cavalgada, o Circuito Cultural, atividades esportivas e a tradicional Festa de Santo Antônio, em junho, com missa, quadrilhas com casamento na roça, barracas com artesanato e comidas típicas, leilões, peças teatrais, rodas de viola, apresentação da Roda de Trespassar e a sempre aguardada Ciranda de Mercadinho. A festa é um dos mais aguardados eventos da região.