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domingo, 25 de setembro de 2022

Queijo Minas pode se tornar Patrimônio da Humanidade

(Por Arnaldo Silva) O tradicional Queijo Minas Artesanal, reconhecido como o melhor do Brasil e premiado como um dos melhores do mundo, será candidato a Patrimônio Imaterial da Humanidade.
          O título de patrimônio imaterial é concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Esse título visa proteger as expressões culturais e as tradições imateriais de uma determinada região de todo o mundo, que pode ser dança, linguagem, rituais, festas, lendas, músicas, os saberes da culinária, dentre outras tradições.
          O “Modo de Fazer do Queijo Minas Artesanal” é tradição bicentenária, além de ser o queijo mineiro igualado e em alguns casos, até superior em sabor e qualidade aos milenares e tradicionais queijos europeus. com destaque para os queijos feitos no Serro, Serra da Canastra, Alagoa e Serra do Salitre, as principais regiões queijeiras mineiras. (foto ilustrativa acima do Queijo Dinho/Divulgação, de Piumhi MG, Serra da Canastra)
          Além disso, o “Modo de Fazer do Queijo Minas Artesanal” é Patrimônio Imaterial do Brasil desde 2008, reconhecido pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de ser Patrimônio Imaterial de Minas Gerais, reconhecido pelo Iepha/MG.
          Falta o reconhecimento internacional do “Modo de Fazer do Queijo Minas Artesanal”, como Patrimônio Imaterial da Humanidade. O primeiro passo para alcançar o reconhecimento da Unesco foi dado recentemente.
          Com o objetivo de preservar e proteger os saberes e história do Queijo Minas, foi apresentado a candidatura do queijo mineiro ao título de Patrimônio Imaterial da Humanidade, no dia 24 de setembro de 2022, durante o Festival do Queijo Artesanal de Minas, realizado em Belo Horizonte, no Parque de Exposições da Gameleira.
          O documento solicitando o reconhecimento do queijo mineiro como Patrimônio Imaterial da Humanidade foi assinado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA/MG) e pela Associação Mineira dos Produtores de Queijos Artesanais de Minas Gerais (Amiqueijo).
          A iniciativa, além do apoio dos queijeiros mineiros, Iepha/MG e sociedade civil, conta ainda com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo. O documento foi entregue a Carlos Alberto Gomes de Brito, atual ministro do Turismo. É o Governo Federal que inscreve as candidaturas a patrimônios materiais e imateriais junto a Unesco.
          O passo seguinte será a elaboração do dossiê de registro pelo Iphan e Ministério do Turismo para ser protocolado junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco) e por fim, aguardar a análise e a escolha dos bens pela entidade.
          Os bens imateriais são escolhidos a cada dois anos pela Unesco, que avalia todos os bens apresentados pelos países signatários da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.

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