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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Novas ferrovias passarão por cidades mineiras

(Por Arnaldo Silva) Minas Gerais conta com uma das melhores estruturas ferroviárias do país, com os trilhos cortando o estado de ponta a ponta, através das ferrovias Vitória-Minas (EFVM), Malha Regional Sudeste (MRS), Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), Ferrovia Norte-Sul (FNS) e Rumo Malha Central (FRMC).
           Além disso, Minas Gerais é polo mundial na produção de locomotivas de grande porte, com fábrica da Wabtec em Contagem, na Grande BH e da Progress Rail, em Sete Lagoas, na Região Central. (na foto acima de Fabrício Cândido, linha férrea em Bom Jardim de Minas)
          A malha ferroviária de Minas Gerais deve ser expandida substancialmente nos próximos anos com a construção de novos ramais ferroviários, caso o Governo Federal conceda autorização para os investidores privados que manifestaram interesse em construir e operar novos ramais no país.
          A expansão da malha ferroviária mineira será possível, graças ao mecanismo da autorização ferroviária, inserido na Medida Provisória (MP) nº 1.605/2021.
          O objetivo da MP é reduzir a burocracia, para permitir que o setor privado, atue no modal na matriz nacional de transportes ferroviários. Anteriormente era apenas por concessão. A ideia é ampliar a malha ferroviária brasileira, dos atuais 20%, para 40%, até 2035.
          Para a implantação de novos ramais, com base no mecanismo da autorização ferroviária, o operador tem que fazer o pedido formal ao Ministério da Infraestrutura (MInfra).
          Até o momento, 14 pedidos de novos ramais ferroviários já foram protocolados no Ministério. Desse total, quatro são para ramais ferroviários a serem construídos em Minas Gerais. Todos os pedidos, são analisados pela Secretaria Nacional de Transportes Terrestres (SNTT).

          São os seguintes ramais ferroviários para trens de carga, com pedidos para serem construídos em Minas Gerais: Presidente Kennedy (ES) – Conceição do Mato Dentro/Sete Lagoas (MG): com 610 km de extensão; Uberlândia/MG – Chaveslândia/MG: com 235 km de extensão; São Mateus/ES – Ipatinga/MG: com 420 km de extensão e Estrada de Ferro Juscelino Kubitschek (EFJK) – de Barra de São Francisco (ES) a Brasília (DF): com 1.108 km de extensão.(na foto acima de Jorge Nelson, vista parcial de Uberlândia, no Triângulo Mineiro)
           A Estrada de Ferro Juscelino Kubitschek (EFJK) é a de maior impacto. A estrada projetada pela Petrocity Portos S.A, uma das gigantes mundiais do setor de portos, contará com seis unidades de Transbordo e Armazenamento de Cargas (UTCs), ao longo de seu percurso.
          É a mais extensa, dos projetos apresentados até o momento ao MInfra. São 1108 km de extensão, ligando Brasília, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo pelos trilhos, escoando a produção do Planalto Central e Noroeste de Minas, até os portos do 
Espírito Santo.
          Serão 34 cidades beneficiadas ao longo do percurso da EFJK, sendo 28 cidades, em Minas Gerais. Serão beneficiadas cidades das regiões Noroeste, Vale do Jequitinhonha, Norte de Minas e Vale do Mucuri.

          No traçado da Estrada de Ferro Juscelino Kubitschek (EFJK), em ordem alfabética, estão as cidades de Arinos, Ataléia, Berilo, Buritizeiro, Chapada do Norte, Claro dos Poções, Cristália, Francisco Sá, Franciscópolis, Grão Mogol, Ibiaí, Itambacuri, Jequitaí, José Gonçalves de Minas, Lagoa dos Patos, Leme do Prado, Malacheta, Minas Novas, Montes Claros, Ponto Chique, Riachinho, Santa Fé de Minas, Setubinha, São João da Lagoa, São Romão, Teófilo Otoni, Unaí e Urucuia. (na foto acima do Sérgio Mourão/@sergio.mourao, vista parcial de Itambacuri, no Norte de Minas)
          A mesma empresa, Petrocity Portos S.A., requereu junto ao MInfra, a autorização para construir o trecho de 420 km, que ligará Ipatinga, no Vale do Aço ao Terminal de Uso Privado (TUP), porto que a empresa irá operar no litoral do Espírito Santo, na cidade de São Mateus. (na foto acima da Elvira Nascimento, vista parcial de Ipatinga MG)
          Ao longo dos próximos anos, os investimentos na malha ferroviária em Minas Gerais crescerão substancialmente. Serão bilhões de reais investidos na construção de ETACs e trilhos, gerando empregos, impostos, escoando com mais rapidez nossa produção, bem como contribuindo com o desenvolvimento da economia no Estado, principalmente das cidades, onde serão os trilhos passarão.

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