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domingo, 28 de janeiro de 2024

Mineiros são os melhores anfitriões do Brasil, aponta pesquisa

(Por Arnaldo Silva) A Preply, uma plataforma de e-learning e aplicativo de aprendizado de línguas, presente em 203 países, sediada em Kyiv, na Ucrânia e ainda com escritórios em Barcelona na Espanha, elegeu os melhores estados anfitriões do Brasil.
          Na ponta, o povo mineiro foi eleito o melhor anfitrião do Brasil com 22% do total dos votos, seguido pelos baianos, com 14% e paulistas, com 9,2%. Abaixo está o ranking completo dos 10 melhores anfitriões do Brasil.
          Para chegar a esse resultado, a pesquisa ouviu a opinião de mais de mil brasileiros, usuários da plataforma. Além disso, os pesquisados responderam questões de quais seriam os estados brasileiros mais festeiros, mais paqueradores, mais reservados e mais comunicativos. 
          O objetivo dessas pesquisas, segundo a Preply é o de "desvendar os estereótipos mais comuns ligados a diferentes partes do país". (na foto, o café especial do Espaço Roça em Caetanópolis MG da minha amiga Edna Pires)
Os melhores anfitriões do país
          Por outro lado, a nova pesquisa da plataforma Preply reconhece uma das mais antigas tradições mineiras: a hospitalidade e a tradição de receber muito bem, com simpatia e alegria a todos. Não só isso, além de serem ótimos anfitriões, os mineiros sempre oferecem um pouco da culinária mineira ao visitante, ou no mínimo, um café com queijo, biscoito ou pão de queijo, como forma de carinho e expressão de alegria pela visita.
          Pesaram ainda na votação a modéstia e simplicidade dos mineiros, reconhecida em todo o país. O mineiro sempre tratou muito bem as visitas e tem um jeitinho muito especial de cativar as pessoas logo na primeira conversa, um dos motivos que explicam a eleição pela mesma plataforma, do sotaque mineiro como o mais charmoso do país.
          Essas características do povo de Minas Gerais foram fundamentais para os mineiros serem eleitos os melhores anfitriões do país.
Lista dos 10 melhores anfitriões do Brasil
Estado                            % dos entrevistados
1º - Minas Gerais                22%
2º - Bahia                             14%
3º - São Paulo                      9,2%
4° - Rio de Janeiro              7,1%
5° - Pernambuco                  6,1%º
6° - Ceará                             5,4%
7º - Santa Catarina              4,3%
8º - Rio Grande do Sul        4%
9º - Alagoas                         2,8%
10º- Pará                              2,6%
Outras pesquisas da Preply
          A mesma plataforma elegeu anteriormente o sotaque mineiro como o mais charmoso do Brasil e também, apontou as capitais brasileiras mais mal-educadas do país. Nessa pesquisa, os belo-horizontinos figuraram entre as 5 capitais brasileiras mais mal-educadas. Na lista está Goiânia em 1°, Rio de Janeiro em 2°, Porto Alegre em 3°, Salvador 4° e Belo Horizonte, em 5°, com a nota média de 6,48.
          Pesaram na decisão dos seguidores da plataforma, o fato de boa parte dos belo-horizontinos usarem muito o celular em público e em viva-voz, não darem vez a outras pessoas no trânsito, assistir vídeos em público, furar a fila, não dar gorjeta, entre outros.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

A beleza histórica e natural de Congonhas do Norte

(Por Arnaldo Silva) Cidade pacata, pequena, charmosa, atraente e histórica, Congonhas do Norte conta com cerca de 5 mil habitantes. Localizada nos entornos da Serra do Espinhaço, o município faz parte da Estrada Real. Distante 244 km da Capital, faz divisa com Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas, Santana de Pirapama, Santana do Riacho, Gouveia, Presidente Juscelino e Presidente Kubitschek.
          Emancipada em 30 de março de 1962, Congonhas do Norte tem suas origens no início do século XVIII, entre 1711 e 1715, no início da descoberta de ouro em Minas Gerais.
          Em uma serra com predominância de um abundante arbusto nativo e medicinal, conhecido por Congonhas, foram encontrados cristais e pedras preciosas, como o ouro, pelas bandeiras de Fernão Dias Paes Leme e Borba Gato. Com a descoberta de ouro na região, começou a extração do mineral.
          Nas proximidades do garimpo, na parte de cima de uma serra denominada de Serra da Lapa, foi se formando um pequeno arraial, com o nome de Congonhas de Cima da Serra da Lapa, alusivo a planta nativa da região, encontrada em grande quantidade nas margens dos rios e serras da região.(na fotografia acima do Gabriel Junio, a Praça da Matriz de Congonhas do Norte)
          O pequeno povoado foi elevado a distrito, deixando de ser subordinado a São Francisco de Assis de Paraúnas para pertencer a Conceição do Mato Dentro, permanecendo subordinado a esse município até sua emancipação, em 30 de março de 1962. A cidade adotou o nome de Congonhas do Norte, por estar na parte norte do Espinhaço e para diferenciar de outra cidade homônima, Congonhas do Campo, hoje simplesmente, Congonhas, cidade histórica a 88 km de Belo Horizonte, na Região Central.
Turismo e tradições
          Além de ser uma cidade histórica, Congonhas do Norte se destaca no turismo graças as suas belezas naturais e cachoeiras formadas pelos Rio das Pedras e Congonhas, como as cachoeiras da Bagagem, da Fumaça, do Jacu, do Poção, da Quebra Cangalha, do Maurício, do Bicame (na foto acima do Tom Alves/@tomalvesfotografia), além Barragem do Levi, de trilhas, matas nativas, paisagens rupestres em cavernas como a do Água Debaixo do Chão, da Imbaúba, do Lombé, do Medrado, do Morcego, do Tatu, dos Índios e do Lacerda, sem contar todo o cenário cênico da Serra do Espinhaço.
          A cidade é bem tranquila, seu casario colonial e templos históricos são simples e bem preservados com destaque para a Matriz de Santana, construída no início do século XVIII, tombada pelo IEPHA/MG, em março de 1985 e IPHAN em 2010, além de seu povo ser gentil e muito hospitaleiro. (fotografia acima de Gabriel Junio)
          Congonhas do Norte valoriza e preserva suas tradições familiares, folclóricas e culturais como a Carruagem que consiste em desfile de carros de bois, a Banda Música Lira Santana, a marujada e suas tradições religiosas como a Festa do Divino Espirito Santo e Aniversário da cidade em março, a Festa de Sant´Ana em julho e a Festa de Nossa Senhora do Rosário em setembro.
Tradição na gastronomia mineira
          Congonhas do Norte, por ter origens no século XVIII num pequeno arraial. Por fazer parte da Estrada Real, era caminho de tropas que iam e vinham pelos rincões mineiros trazendo e levando mercadorias para abastecer o comércio local e das redondezas, em lombos de burros, mulas e em carros de bois. Era o tempo das tropas e o arraial servia de pouso, alimentação e descanso dos tropeiros.
          Com a presença constante de tropeiros na região, o modo e estilo de vida e principalmente sua culinária, passaram a ser incorporadas à comunidade local inclusive na prática do cozimento dos alimentos preparados pelas tropas. (na foto acima do Gabriel Junio, o altar da Matriz de Santana)
          Congonhas do Norte se destaca na gastronomia mineira, devido a tradição e preservação da cozinha tradicional tropeira. 
          Um dos pratos mais comuns entre os tropeiros da região, presente até os dias de hoje como tradição da cidade é o Feijão Ferrado. Por ser um prato rápido e de fácil preparo, era o preferido dos tropeiros que não tinham muito tempo para paradas. Esse prato tem como base a farinha, o feijão, o toucinho e a banha do porco. Era feito em um fogão improvisado no chão, com um caldeirão de ferro fundido pendurado em haste de ferro.
          Surgiu no começo do século XVIII, antes mesmo do tradicional Feijão Tropeiro que conhecemos existir e se popularizar. Com base no Feijão Ferrado, o Feijão Tropeiro se tornou o prato preferido dos tropeiros já que tinha sustança como carne de porco, linguiça, ovo frito, tudo junto e misturado. 
          Com a preferência pelo Tropeiro tradicional o Feijão Ferrado se tornou uma opção de comida rápida e mesmo com a opção maior pelo Feijão Tropeiro, a receita tropeira do Feijão Ferrado foi preservada em Congonhas do Norte da mesma forma que há 300 anos atrás. 
          O Feijão Ferrado é um dos pratos tropeiros responsáveis pela identidade gastronômica de Congonhas do Norte, tradição secular na cidade, além de um dos símbolos da história dos tropeiros em Minas Gerais. (na foto abaixo do Edson Borges, o feijão ferrado)
          Visite Congonhas do Norte. A cidade é pequena, charmosa, sossegada e bem estruturada para receber turistas com hotéis e pousadas tradicionais, uma boa estrutura urbana com um comércio pequeno mas variado, gente boa em todos os cantos e restaurantes diversos, com a legitima e autêntica cozinha mineira e tropeira!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Por que o mineiro chama carne de mistura?

(Por Arnaldo Silva) Esse termo surgiu na época que as tropas cortavam o sertão mineiro levando e trazendo mercadorias, no século XVIII. Nas paradas para pouso e alimentação, preparavam as refeições sem carne, por ser muito difícil de se obter nas viagens, além de ser difícil de levar, devido as dificuldades de armazená-la na época.
          Hoje, com a migração do povo do homem do campo para as cidades, as expressões antigas acabaram sendo esquecidas ou pouco faladas e até mudada em seu sentido original. Ou seja, mistura no século XVIII era o acréscimo de carne, hoje no século XXI, é tudo que é misturado ao popular arroz com feijão. Apenas em algumas regiões mineiras, mistura é carne.
          Na Região Central Minera, Oeste, Centro-Oeste, Triângulo Mineiro e Sul de Minas, a influência tropeira, nos modos, costumes, hábitos e linguajar ainda é muito forte, principalmente na formação dos sotaques regionais. Nessas regiões, principalmente povoados rurais, mistura é usada no lugar de carne, bem como outras dezenas de palavras do linguajar tropeiro, hoje incorporados ao dialeto mineiro.
          O paulista do interior pronuncia também mistura ao invés de carne, devido a origem tropeira e bandeirante desse Estado, responsável pela expansão, através das tropas e bandeiras, dos costumes, tradições, modos e hábitos tropeiros em Minas.
          A comida era a base de feijão, farinha, hortaliças nativas, toucinho, além de ovos, que era mais fácil de encontrar. Esse prato passou a ser conhecido no século XVIII, em Congonhas do Norte MG, por “feijão-ferrado”. (na foto acima do Judson Nani, um prato com mistura (frango) e abaixo do Edson Borges, o feijão-ferrado com toucinho, sem mistura)
          Quando tinha carne, era toucinho carnudo ou charque fritado no toucinho e por fim, misturado ao feijão, farinha, ovos, hortaliças, com o torresmo. Assim, quando a carne era misturada ao feijão-ferrado ou em qualquer outro prato, era chamada de mistura.
          Com o tempo, o feijão ferrado, com a mistura, passou a ser o prato mais consumido pelos tropeiros em Minas, que passou a ser chamado de feijão-tropeiro.
          Para os tropeiros, ovos não era considerado mistura e nem verdura, somente carne. É assim hoje. Comida de mineiro tem que ter mistura. (na foto acima do Judson Nani, um prato sem mistura)
          Até hoje, nas casas mineiras, sempre se pergunta qual será a mistura do almoço ou jantar. Ou seja, que tipo de carne será misturada à comida. Ou mesmo, se for visitar uma família mineira para almoçar, irão te perguntar se gosta de mistura ou qual mistura prefere. Se não gostar de mistura, terá a opção de ovos, verduras e hortaliças, que embora possa parecer, não é mistura. Ao menos para o mineiro. (na foto acima do Edson Borges, um prato com mistura)
          Mistura para mineiro é carne de porco, boi ou de galinha no prato do almoço ou jantar.

domingo, 14 de janeiro de 2024

Lista das 98 cidades mais seguras de Minas Gerais

(Por Arnaldo Silva) A pequena, pacata e charmosa cidade de Serranos fica no Sul de Minas, distante 380 km de Belo Horizonte. O município tem origens no arraial formado entre 1840/1891, com o nome de Bom Sucesso de Serranos. Nome encurtado em 1923 para Serranos, então distrito de Aiuruoca, até sua emancipação, em 12 de dezembro de 1953.
          Além das belezas naturais da Serra da Mantiqueira, seu povo simples, religioso, tradicional e hospitaleiro, o charme e simplicidade de seu casario em estilo colonial, os 1990 habitantes da cidade, segundo Censo do IBGE de 2022, só tem motivos para se orgulhar de viverem em uma cidade, além de aconchegante, segura e tranquila. (na foto acima e abaixo de Bernardo Carneiro/Ascon/Sejusp, vista parcial de Serranos MG)
          É porque Serranos, está desde fevereiro de 2016, portanto há 8 anos, sem registros crimes violentos no município. Isso torna a cidade a número 1 entre as 98 mais seguras de Minas Gerais, segundo dados levantados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp/MG).
          No ano anterior, 2022, apenas 27 municípios mineiros não registraram crimes violentos. Nesse levantamento atual, foram 98. Isso dá um aumento de 262,9% de cidades “seguras”, sem nenhuma ocorrência de crimes violentos em 2023. (na foto acima de Márcio Pereira/@dronemo, a cidade de Glaucilândia, no Norte de Minas)
          Segundo a Sejusp, são considerados crimes violentos os crimes de estupro tentado e consumado, estupro de vulnerável, homicídio tentado e consumado, sequestro tentado e consumado com cárcere privado, extorsão tentada e consumada, extorsão mediante sequestro consumado e roubo tentado e consumado. (na foto acima de Sérgio Mourão/@encantosdeminas, a cidade de Campanário no Vale do Jequitinhonha)
          Dentre os 853 municípios mineiros, 98 não registraram nenhum crime desse tipo, por isso, são considerados os mais seguros de Minas. Em sua maioria, 97 desses 98 municípios, conta com menos de 10 mil habitantes. Apenas Lagoa Dourada, no Campo das Vertentes com 12.769 e Cristina, no Sul de Minas, cm 10.374, superam os 10 mil habitantes. (na foto acima de Maurício Soares, a Praça da Matriz do Divino em Quartel Geral, Centro-Oeste de Minas)
Veja a lista completa das 98 cidades mineiras que não registraram nenhum crime violento em 2023 
1. Serranos – 1990 habitantes
2. Serra da Saudade – 833 habitantes
3. Quartel Geral – 3.179 habitantes
4. Silvanópolis – 5.108 habitantes
5. Rochedo de Minas – 2.291 habitantes
6. Tocos do Moji – 3.826 habitantes
7. Queluzito – 1.770 habitantes 6.311 habitantes
8. Sapucaí-Mirim - 6.311 habitantes
9. Tapiraí – 1.690 habitantes
10. Santa Rosa da Serra – 3.382 habitantes
11. Santana do Deserto – 3.747 habitantes
12. São João do Oriente – 7.070 habitantes
13. Senhora de Oliveira – 5.483 habitantes
14. Santana do Jacaré – 4.212 habitantes
15. Toledo – 7.213 habitantes
16. Piau – 2.796 habitantes
17. São Geraldo do Baixio – 3.143 habitantes
18. Senador Cortes – 2.240 habitantes
19. Ponto Chique – 3.747 habitantes
20. Wenceslau Braz – 2.356 habitantes
21. Tumiritinga – 5.886 habitantes
22. São Roque de Minas – 7.129 habitantes
23. Presidente Kubitschek – 3.071 habitantes
24. Volta Grande – 4.443 habitantes
25. São José da Varginha – 4.536 habitantes
26. São José do Alegre – 4.133 habitantes
27. São Félix de Minas – 3.200 habitantes
28. Olímpio Noronha – 2.555 habitantes
29. Ibiracatu – 5.081 habitantes
30. Itamarati de Minas – 3.690 habitantes
31. Glaucilândia 2.928 habitantes
32. Laranjal – 5.963 habitantes
33. Paineiras – 4.224 habitantes
34. Materlândia – 3.963 habitantes
35. Inconfidentes – 7.301 habitantes
36. Francisco Badaró – 7.366 habitantes
37. Mendes Pimentel – 5.606 habitantes
38. Liberdade – 4.737 habitantes
39. Itutinga – 4.217 habitantes
40. Gonçalves – 4.727 habitantes
41. Lagoa Dourada – 12.769 habitantes
42. Juvenília – 5.789 habitantes
43. Ibitiúra de Minas – 3.365 habitantes
44. Goianá – 4.053 habitantes
45. Juramento – 3.768 habitantes
46. Lamim – 3.184 habitantes
47. Novorizonte – 4.571 habitantes
48. Medeiros – 3.900 habitantes
49. Olaria – 1.945 habitantes
50. Desterro do Melo – 8.067 habitantes
51. Delfinópolis – 8.393 habitantes
52. Carmésia – 2.605 habitantes
53. Albertina – 2.952 habitantes
54. Carvalhos – 4.422 habitantes
55. Consolação – 1.593 habitantes
56. Campanário – 2.923 habitantes
57. Cana Verde – 5.272 habitantes
58. Campo Azul – 3.714 habitantes
59. Berizal – 4.201 habitantes
60. Crucilândia – 5.434 habitantes
61. Desterro de Entre Rios – 7.653 habitantes
62. Cruzeiro da Fortaleza – 3.521 habitantes
63. Bias Fortes – 3.361 habitantes
64. Berilo – 9.826 habitantes
65. Conceição de Ipanema – 4.409 habitantes
66. Aracitaba – 2.049 habitantes
67. Alvarenga – 3.975 habitantes
68. Alagoa – 2.749 habitantes
69. Cordislândia – 3.200 habitantes
70. Felisburgo – 6.489
71. Bertópolis – 4.451 habitantes
72. Datas – 5.465 habitantes
73. São Sebastião do Rio Preto – 1.259 habitantes
74. Grupiara – 1.392 habitantes
75. Conceição das Pedras - 2.772 habitantes
76. Caranaíba – 2.933 habitantes
77. Passabém – 1.600 habitantes
78. Ibituruna – 2.698 habitantes
79. Piedade do Rio Grande - 4.604 habitantes
80. Pedro Teixeira – habitantes 1.810 habitantes
81. Biquinhas – 2.383 habitantes
82. Pintópolis – 7.084 habitantes
83. Taparuba – 3.387 habitantes
84. Santo Antônio do Rio Abaixo – 1.808 habitantes
85. Vargem Bonita – 4.576 habitantes
86. Santa Rita do Ibitipoca – 3.301 habitantes
87. Seritinga – 1.819 habitantes
88. Monjolos – 2.169 habitantes
89. Paiva – 1.147 habitantes
90. Machacalis – 6.487 habitantes
91. Cristina – 10.374 habitantes
92. Conceição da Barra de Minas – 3.560 habitantes
93. Delfim Moreira – 7.952 habitantes
94. Dom Viçoso – 3.095 habitantes
95. Doresópolis – 1.461 habitantes
96. Cachoeira Dourada – 7.782 habitantes
97. Caiana – 5.304 habitantes
98. Douradoquara – 1.829 habitantes
          O número de habitantes é baseado no Censo do IBGE de 2022. A lista está em ordem aleatória.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Primeiro café brasileiro eleito o melhor do mundo é mineiro

(Por Ascom/Emater - MG) A São Mateus Agropecuária, que conquistou o Best of the Best na 8ª edição do Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, é uma das propriedades certificadas pelo Certifica Minas Café. É a primeira vez que um café brasileiro recebe essa premiação, anunciada em novembro, em Nova York (EUA). Um júri independente de especialistas avaliou os melhores lotes da safra 2022/2023, em uma degustação às cegas de nove cafés dos países finalistas: Brasil, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda. E o Guima Café, produzido pela São Mateus, na região do Cerrado mineiro, obteve a melhor pontuação, sendo considerado uma bebida “redonda, saudável e encorpada, com sabores ricos e suaves de um equilíbrio de chocolate, caramelo, açúcar mascavo e amêndoas torradas”.
          Os lotes participantes do concurso foram primeiro analisados pelos laboratórios de controle de qualidade da illycaffè e, na degustação às cegas, foram classificados em termos de riqueza e complexidade aromática, elegância e equilíbrio dos sabores e intensidades dos aromas. (foto acima: Guima Café)
          Andreza Sebaio, extensionista da equipe do Certifica Minas na Emater-MG (empresa estadual de assistência técnica e extensão rural), destaca a importância da certificação para o sucesso do Guima Café: “Eles estão com a gente, no processo de certificação, desde 2016. Apesar de ser uma fazenda com um potencial grande, sempre seguem as orientações da Emater. Tudo que é feito lá passa pela gente. Por exemplo, antes da pré-auditoria, para a certificação, sempre nos consultam, para saber se está tudo conforme as regras do Certifica Minas. É um trabalho de melhoria contínua na produção do café, e o prêmio é o maior reconhecimento”, afirma.
          Atualmente, cerca de 900 propriedades cafeeiras no estado detêm o selo do programa de certificação do Governo de Minas Gerais. O programa Certifica Minas Café foi desenvolvido pelo Governo estadual para incentivar a adoção de práticas sustentáveis de produção, promover a rastreabilidade do produto, aprimorar a qualidade dos grãos e, consequentemente, melhorar a remuneração dos produtores e ampliar o acesso aos novos mercados, nacionais e internacionais. Para participar, os produtores devem seguir uma série de ações e procedimentos, que vão desde a familiarização com o processo de certificação, passando pela adequação e implementação das normas exigidas, até a manutenção dos certificados, obtida por meio de auditorias anuais.
Sustentabilidade
          Busca por materiais genéticos mais resistentes, adoção de práticas de manejo com foco na qualidade e sustentabilidade, além de cuidado artesanal no pós-colheita são pilares na produção de café na São Mateus Agropecuária, em Patos de Minas e Varjão de Minas, o que resulta em bebidas de qualidade elevada. Cerca de 70% da produção anual de 35 mil sacas são classificados como cafés especiais. Os 1,3 mil hectares de lavouras estão distribuídos entre planícies e vales, com altitudes médias de 1.030 metros. (na foto acima:Andreza, da Emater-MG, com os técnicos Ricardo Oliveira e Vinícius Nogueira, da São Mateus que produz o Guima Café na região do Cerrado, em Patos de Minas com foco na qualidade e sustentabilidade)
          Além do Certifica Minas Café, as fazendas são certificadas ainda pela Utz e Rainforest Alliance, entre outras entidades internacionais.
          O Guima Café integra o Grupo BMG, um dos maiores conglomerados empresariais privados do Brasil. E, além de membro da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), foi à quarta propriedade no mundo a receber a certificação britânica Regenagri, de cafeicultura regenerativa. “Ser reconhecido como o melhor café do mundo pela illy nos motiva a continuar apostando na qualidade do nosso produto, que divulga mundialmente o valor e o compromisso com uma cafeicultura ambientalmente responsável”, ressalta Vinicius Nogueira, técnico agrícola da São Mateus Agropecuária.
Reportagem e fotos: Assessoria de Comunicação - Emater-MG
Jornalista responsável: Miriam Fernandes
www.emater.mg.gov.br
facebook.com/ematerminas
Fotos: Divulgação/Emater-MG
Publicado em: 20/12/2023

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Juruaia: capital da lingerie e moda íntima

(Por Arnaldo Silva) Cidade pequena, com apenas 11 mil habitantes, muito charmosa, com povo hospitaleiro e elegante, Juruaia, no Sul de Minas, está distante 450 km de Belo Horizonte. Juruaia é nome indígena e tem dois significados no tupi-guarani: “barra mansa” e “boca com dentes”. A cidade era distrito de Muzambinho, até 27 de dezembro de 1948, quando foi elevada à cidade emancipada, nesta data, que é data de aniversário da cidade e feriado municipal.
          O município faz limites territoriais com Nova Resende, Monte Belo, Muzambinho, Guaxupé e São Pedro da União. A economia da cidade tem como base a indústria de confecções, o comércio, o setor de serviços e agricultura. Juruaia é um dos maiores produtores de café do Brasil. (fotografia acima de Elpídio Justino de Andrade)
Da cafeicultura à produção de lingeries
          Até o fim dos anos 1980, a base da economia do município era predominantemente cafeeira. Essa realidade começou a mudar a partir de 1992, através da iniciativa de alguns empreendedoras e empreendedores locais para a criação, produção e vendas no atacado e varejo de lingeries e peças íntimas. (acima letreiro e abaixo, a Matriz de São Sebastião. Fotos de Elpídio Justino de Andrade)
          Desde o surgimento da indústria de confecção na cidade, a economia de Juruaia cresce e se desenvolve a cada ano. Isso faz o Produto Interno Bruto (PIB) do município crescer em média 20% ao ano. Atualmente, Juruaia é o maior produtor de lingeries do país, respondendo sozinha por 15% de toda produção de peças íntimas do Brasil.
Capital da Lingerie e Moda Íntima
          Hoje, a cidade é conhecida como a Capital da Lingerie e Moda Íntima, além de ser destaque e uma das referências mundiais na confecção de roupas de moda íntima no Brasil, graças à criatividade, constante inovação, empreendedorismo e profissionalismo dos empresários e empresárias locais.
          São mais de 300 indústrias na cidade, em sua maioria, 95%, comandadas por mulheres. Essas indústrias produzem mensalmente cerca de 2 milhões de peças, com um faturamento todo acima de 20 milhões de reais por mês. (na foto acima do Elpídio Justino de Andrade, uma das dezenas de loja das cidade)
          As lingeries fabricadas na cidade são consideradas de alta qualidade, confortáveis e de designs atraentes. Além disso, Juruaia é fornecedora de matéria-prima para várias cidades brasileiras como Nova Friburgo RJ, Taquaral e Pontalina em Goiás, dentre outras, além de algumas fábricas da cidade exportarem sua produção para vários países como Argentina, Austrália, Alemanha, Bolívia, Canadá, Estados Unidos, Emirados Árabes, Holanda e Portugal.
Cuecas com GPS e sutiãs com diamantes
          A maioria das fábricas de Juruaia conta com loja própria na cidade. Isso faz do município um centro de compras nacional. Todos os dias, pessoas de várias cidades do Brasil, vem à Juruaia comprar peças íntimas, para revenderem em suas cidades.
          Na cidade, os turistas têm a opção de comprarem peças íntimas criadas para cada signo do zodíaco, sutiãs com diamantes, conjuntos com sachês de sementes e corpete de ouro, cuecas com GPS, além de calcinhas, biquínis, sungas, cuecas, dentre outros.
          Isso tudo e muito mais com a vantagem de terem designs avançados, inovadores, criativos, de qualidade e por preços direto da fábrica. Nos dias de eventos e feiras, quando o fluxo de visitantes aumenta, as cidades vizinhas a Juruaia são opções de hospedagens e alimentação.
O maior sutiã do Brasil
          Produção e criação de lingeries é a principal vocação e a identidade da cidade. Falou-se em lingeries no Brasil, o nome é Juruaia. Por esse motivo, em 2015, os empresários e empresárias locais da confecção, se uniram e confeccionaram um sutiã gigante. A peça foi instalada permanentemente bem no centro da cidade, na praça Prefeito Benjamim Antônio. (na foto acima do Elpídio Justino de Andrade)
          É 300 vezes maior que o sutiã normal. Tem 15,7 metros de largura, 5 metros de altura e 3,17 metros de comprimento de cada bojo. É o maior sutiã do Brasil e um dos maiores do mundo, segundo o RankBrasil, se tornando desde então um marco na história da cidade e um de seus atrativos.
A maior calcinha do Brasil
          Já que foi feito um sutiã gigante, por que não uma calcinha fio dental gigante? É o que foi feito. A peça gigantesca é 450 maior que uma calcinha comum. Tem 5 metros de altura, seis metros de largura e estrutura com dois arcos de 6 metros de diâmetro cada. Foi confeccionada por 43 pessoas em 22 dias. Para sua confecção, foram usadas microfibra de alta qualidade, sendo 92% de poliamida e 8% de elastano. (foto acima do Elpídio Justino de Andrade)
         A impactante peça foi instalada na Praça Regina Ribeiro do Valle Tomaz. É a maior calcinha fio dental do Brasil, e juntamente com o sutiã gigante, se tornou atrativo turístico da cidade, além de serem dois pontos instagramáveis. Isso porque é impossível ir à cidade e não fotografar e se fotografar junto ao sutiã e calcinha, gigantes.
          As duas peças gigantes, foram homologadas pelo RankBrasil como as maiores do Brasil. Os dois monumentos são tributos à arte, inovação e a ousadia na criatividade dos artesãos e artesãs locais, principalmente os pioneiros que deram início a confecção de peças íntimas a partir de 1992.
Principais eventos da cidade
          Durante o ano, acontecem 3 eventos em Juruaia relacionados às lingeries.
          No mês de janeiro ocorre os outlets das confecções. Nessa época, os produtos das lojas e fábricas de lingeries chegam a ter até 70% de desconto, o que atrai milhares de turistas e compradores à cidade.
          O maior evento do ano na cidade é a Feira da Lingerie de Juruaia (Felinju). A feira marca o lançamento da coleção outono/inverno com mostras das novas produções de peças íntimas da cidade e tendências da moda como moda de praia, pijamas e fitness. A feira ocorre geralmente entre abril e maio de cada ano.
          Em setembro, na semana do feriado de 7 de setembro, acontece a Festlingerie, uma festa repleta de glamour com mostras dos estilos e tendências da moda intima, de praia, homewear e fitness. Esse evento mobiliza todas as fábricas e lojas da cidade e atrai mais de 15 mil pessoas, durante os dias de festa.

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Eriomar de Souza: o artista que transforma pneu em arte

(Por Arnaldo Silva) Eriomar de Jesus Souza, é artesão, natural de Nanuque, município de 35 mil habitantes na região do Vale do Mucuri, distante 605 km de Belo Horizonte.
          Nascido em 5/06/1975, Eriomar de Souza é casado, pai de 2 filhos e trabalha como balconista na Auto Peças Cometa, há 30 anos.
          Há 7 anos, Eriomar de Souza decidiu exercitar seu dom artístico, fazendo peças artesanais, usando pneus velhos doados por amigos. E proprietários de borracharias.
          Com seu talento e sensibilidade, transforma um pneu que seria jogado na natureza, em comedouros de pássaros, vasos para plantas, protetor de árvores e brinquedos para crianças como cavalinhos, carrinhos, motos, tratores, triciclos.
          Sua arte é voluntária e a manutenção dos brinquedos, como pinturas e reparos, são feitos graças a patrocinadores locais. Com isso, Eriomar de Souza contribui para melhorar a vida de sua cidade, principalmente para crianças que tem brinquedos para brincarem. É o próprio artista, com a ajuda de amigos que instala suas peças em praças e locais de acesso público em sua cidade.
          Eriomar de Souza troca suas peças por cestas básicas que doa às famílias carentes. Quando alguém quer comprar ou encomendar seus trabalhos, eles as vende em valores que variam de 50 a 800 reais.
          Depois de prontas, as peças são pintadas com tintas de esmalte sintético, além de usar outros materiais em sua produção como estiles, facas, máquina tico-tico, lixadeiras, pincéis, água rasa e compressor.
          O contato do artista pode ser pelo
WhatsApp: 33 99142-9380 ou pelo Instagram: @souzaeriomar

quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Cidade mais rica do Brasil é mineira

(Por Arnaldo Silva) O maior Produtor Interno Bruto (PIB) que é a soma das riquezas total de uma cidade, estado e país foi divulgado no dia 15 de dezembro de 2023, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), feito em 2021, aponta a cidade de Catas Altas, a 120 km de Belo Horizonte, na Região Central, como o município de maior PIB do país, ou seja, a cidade mais rica do Brasil.
          Fundada em 1703, é uma das mais belas, acolhedoras e atrativas cidades históricas de Minas Gerais. Além do Santuário do Caraça, suas paisagens naturais, com enormes e impactantes paredões, Catas Altas se destaca em Minas pela sua rica culinária e pela produção de vinhos de uva e principalmente de jabuticaba, desde meados do século XIX. (Foto acima e abaixo de Elvira Nascimento, mostrando a bucólica e tranquila Catas Altas)
          A cidade é tão charmosa, que já serviu de cenário para produções da televisão como “Se eu fechasse os olhos agora”, minissérie da Rede Globo, filmada na cidade histórica.
          Com apenas 5.500 habitantes, com média de 22,80 habitantes por km², a base da economia de Catas Altas é a extração de minério e o turismo, nessa ordem. Segundo o IBGE, O PIB acumulado de Catas Altas por pessoa, é de R$920.833,97. Catas Altas tem se destaca no Estado como o maior município extrativista de Minas Gerais.
          Não só isso, além de destaque em Minas Gerais, Catas Altas, segundo o IBGE, ocupa a 1° colocação no ranking dentre as cidades de maiores PIB´s per capita do Brasil, somando R$5.032.358.00.
          A segunda cidade mais rica de Minas Gerais, é São Gonçalo do Rio Abaixo, com 12 mil habitantes, que tem o PIB de R$7.603,851,00, com o PIB anual, per capita de R$684.168,71.
          Esse valor todo, não significa que é dividido entre seus moradores, mas serve como base de cálculo. O PIB mensal e anual são divididos pelo número de habitantes de cada cidade. Ou seja, quanto maior o PIB e menor o número de habitantes, maior seria o percentual “teoricamente” para cada habitante.
          As riquezas produzidas na cidade são administradas pelo Poder Público, que usa essas riquezas nas melhores das condições de vida dos moradores em investimentos em saneamento básico, saúde, educação, moradia, esportes, lazer, etc.
Veja a lista dos 5 maiores PIB´s de Minas Gerais
1º) Catas Altas: R$ 920.833,97 - PIB: R$ 5.032.358.000 - Base da economia: Extração mineral
2º) São Gonçalo do Rio Abaixo: R$ 684.168,71 - PIB: R$ 7.603.851.000 - Base da economia: Extração mineira
3º) Itatiaiuçu: R$ 610.779,65 - PIB: R$ 6.934.792.000 - Base da Economia: Extração mineral
4º) Conceição do Mato Dentro: R$ 519.040,92 - PIB: R$ 9.051.036.000 - Base da economia: Extração mineral
5º) Jeceaba: R$ 407.353,20 - PIB: R$ 1.953.259.000 - Base da economia: Indústria da transformação

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Culinária mineira é eleita a melhor do Brasil

(Por Arnaldo Silva) Com sede em Zagreb, na Croácia, a plataforma gastronômica TasteAtlas, um dos maiores guias de viagens e gastronomia do mundo, divulgou recentemente o ranking das melhores culinárias do Brasil e do mundo. No ranking brasileiro, a cozinha mineira ficou em primeiro lugar e a cozinha baiana em segundo.
          Entre as 100 melhores cozinhas regionais do mundo, a culinária mineira ficou em 30° lugar com pontuação de 4,36 e a culinária baiana, em 43° lugar, com pontuação de 4,18. No ranking mundial, apenas a culinária mineira e baiana entram par a das 100 melhores do mundo, eleitas pela plataforma. (na foto acima, pratos do Restaurante Jeitinho Mineiro/@restaurantejeitinhomineirosrj, em Santa Rita de Jacutinga MG)
          A pontuação mínima é 0,5 e a máxima, 5. Na apuração das notas, são feitas as médias que determinam a posição de cada prato e culinária regional, de acordo com os critérios definidos pelo site, como ingredientes, modos de preparo, dentre outras categorias.
          A votação é promovida pela plataforma entre seus milhares de seguidores em todo o mundo, em sua maioria ligados a área gastronômica. As cozinhas regionais que figuram no ranking do site, passam a ser considerados ótimos destinos de viagens e turismo para 2024. (na imagem acima, feita pelo site TasteAtlas/Divulgação, o ranking completo das 100 melhores cozinhas do mundo)
Pratos mineiros e baianos em destaque
         O feijão-tropeiro, tutu de feijão, vaca atolada, biscoito de polvilho e o pão de queijo, além do queijo Canastra, catupiry e pratos feitos com jabuticaba, foram os destaques da cozinha mineira, na avaliação do TasteAtlas.
          Em segundo lugar no ranking nacional e em 43° lugar no ranking mundial, a culinária baiana teve como destaque, na avaliação da TasteAltas, o vatapá, moqueca baiana, bobó de camarão, acarajé, quindim e pimenta malagueta.
Cozinha italiana nas primeiras colocações
          A culinária regional da Itália marcou presença nas primeiras colocações no ranking mundial. Entre os pratos apontados como de destaque na culinária italiana, destacaram-se o macarrão à carbonara, lasanha à bolonhesa e a pizza margherita. 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Quando os avós se vão, as portas da casa se fecham.

(Por Arnaldo Silva) Quando vivos, a casa de nossos avós é cheia de crianças, de quitandas, de filhos, tios, pais, irmãos, irmãs, primos, netos, afilhados… De comadres e compadres, de vizinhos, de alegria, de vida e união.
          Natal, ano novo, dia das mães e dia dos pais, aniversário da avó, do avó, das bodas e dos dias de fazeção de quitandas e pamonha, tudo era motivo para encontro de toda família, mesmo com alguns morando distantes. A mesa era grande e farta. Cabia todo mundo! (foto acima de Luís Leite em Sacramento MG)
          Fogão a lenha, com a fumaça saindo da chaminé, era sinal de comida gostosa sendo feita. Muita gente da comunidade no fim de semana, sinal que era dia da reza do terço, de moda de viola e cantoria.
          Visitar a casa dos avós é só alegria, mas quando eles se vão, a alegria dá lugar a tristeza. Os móveis são retirados, vendidos ou doados. As plantas levadas ou deixadas sem cuidados. O pomar vai envelhecendo e morrendo. As flores murcham. Os pássaros que cantavam livres, se vão também. As portas se fecham e deixam lá o passado.
          A casa é abandonada, entregue aos cuidados do tempo e com o tempo, esquecida. A outrora alegria e união do passado, ficou por entre as paredes em ruínas, por trás da tristeza de ver o abandono.
          Não tem mais avós, não tem mais reunião de família, nem passeios na roça, leite no curral, fogão com a lenha trepidando no fogo, queijo e linguiça maturando na tábua sobre o fogão a lenha, prosas a beira do fogão, moda de viola. Não tem mais biscoitos, mais bolos, mais carne na lata, mais doces, mais causos, mais alegrias, mais vida.
          Os avós se vão e levam consigo doces momentos de uma família unida em torno deles, na casa dos avós.
          Fechada a porta, fecha-se um passado, uma vida inteira. Fecha-se histórias e momentos que não mais se repetirão. Ao fechar a porta, fecha-se junto doces momentos que não mais retornarão.
          Não tem mais a casa dos avós para passarmos as férias, os feriados, aniversários, o natal e o ano novo. Hoje, almoçar aos domingos fora, é em restaurante. Não tem mais o encontro de primos, irmãos, comadres, compadres, tios e vizinhos na casa dos avós. Não tem mais fogão a lenha aceso. Nem “bença vó, bença vô”. Não ouviremos mais “Deus te abençoe meu filho”.
          Ao andar pelas estradas, comunidades, cidades, as casas dos avós estão abandonadas e ignoradas pelos filhos, os herdeiros. Nela, não querem morar. Nem reformar. Construção antiga, base, assoalho, móveis, em madeira, muito caro. Preferem deixar lá, aos cuidados do tempo, e com o tempo, derrubam e fazem outra casa, um prédio, ou mesmo, derrubam para dar mais pasto para o gado.
          Poucos reformam, preservam o mobiliário, as fotos e tentam manter os laços, a tradição e as lembranças na casa dos avós, e assim, criam novas emoções, lembranças e histórias, mantendo a vida na casa e as emoções em seus corações. (foto acima de Elvira Nascimento em Marliéria MG)
          Infelizmente, é o que aconteceu com minha família. Meus avós se foram, os filhos que antes se reuniam em torno dos pais, não se interessaram pelo casarão. Jogaram fora os “móveis velhos” e deixaram o tempo levar tudo.
          Ficaram em minha mente e coração, os doces momentos da casa de meus avós, que vivi e estão até hoje em meu coração. No lugar onde estava a casa, o curral, o pomar e o jardim, tem pasto para gado. Não tem mais vida, não tem mais casa, não tem mais avós.
          Fecharam as portas da casa, não abriram mais e tudo se foi. Ficam as lembranças daquele tempo, que não mais hão de voltar.

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